quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Workshop "Vinhos do "Velho Mundo"

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No Restaurante "Alma Lusa", em Linda-a-Velha, realizou-se esta noite o Workshop Vinhos do "Velho Mundo". Neste restaurante, que afirma ter uma verdadeira paixão pelo vinho e que a quer partilhar com os seus clientes vivenciou-se uma noite diferente, agradável, de passagem de conhecimento e de... Paixão pelo Vinho.
Quanto ao Workshop em si, orientado pelo formador Rodolfo Tristão, decorreu com grande interactividade e dinãmica, numa sala preparada e ambientada para o evento e que lhe conferiu uma atmosfera mais privada. Assim, e acompanhando a refeição, foram servidos os seguintes vinhos:
- Johann Mullner 2008 Branco (Austria): vinho de côr amarela com reflexos esverdeados que revelavam a juventude deste vinho, com aroma e boca marcadamente citrinos. Um vinho quanto a mim meio-seco e pouco encorpado. Ideal para Entradas, todavia não desilude se ervido com um bom peixe grelhado. Particularidade deste vinho o facto da "rolha" ser de vidro;
- Monte Cascas Reserva 2008 Branco (Portugal): vinho de cor amarela palha, também jovem, com aroma a frutos tropicais e algo floral. Este revelou-se um pouco mais encorpado e estruturado que o anterior e com um final de boca mais intenso e persistente;
- Chateau Megyer Tokaji 2006 Branco (Hungria): vinho de cor amarela palha, com nariz e boca também nos frutos tropicais, mas na minha opinião o mais fraco dos três até ao momento provados;
- Abadia Retuerta 1999 Tinto (Espanha): um vinho de tonalidade rubi acastanhado com uns traços a laranja a revelar a sua idade e o seu envelhecimento apurado. Aroma e boca a madeira com traços de especiarias. Encorpado e de taninos fortes com uma pujança e final de boca extremamente agradáveis. Na minha opinião, o melhor tinto da noite;
- Tariquet 2007 Branco (França): vinho que notariamente apresentou uma côr amarelada esverdeada. Nariz a frutos tropicais e citricos, mas na boca a revelar a madeira como principal atributo. Bem estruturado e de acidez média com sensação de doce. Um branco delicioso e que classifico como o melhor branco da noite;
- Chateau Camensac 2000 Tinto (França): um tinto de côr rubi acentuada, com a roma e boca a madeira e bastante encorpado. Apresenta-se de taninos fortes que à primeira prova podem afastar alguns adeptos, todavia, mostrou ser também um dos melhores da noite revela uma presença de boa bastante intensa e duradoura;
- Mouton Cadet 2006 Branco (França): vinho para acompanhar a sobremesa, de cor amarela palha sendo na boca algo doce, mas diluído. Talvez o vinho que me desiludiu mais na prova embora admita nova oportunidade no futuro. Preferia um colheita tardia, mas não se pode ter tudo;
- Porto Messias 1994 (Portugal): para terminar este Porto colheita de aroma delicioso a caramelo. Se tivesse mais tempo poderia ter consumido mais uns minutos apenas a aspirar este guloso aroma. De côr marcadamente alaranjado é um Porto colheita muito agradável. Segui o conselho e guardei algum para o café. Delicioso.
A noite terminou com uma "caça ao aroma" que nunca havia experimentado, a entrega dos certificados de participação no Workshop que apenas tornou esta formação ainda mais diferente e a oferta inesperada de uma garrafa de Casal D'Além Bucelas 2008 a cada participante que guardarei para os dias mais primaveris.

2 comentários:

  1. concordo plenamente: a escolha daquele branco para a sobremesa não foi muito feliz, quando havia tantas colheitas tardias por onde escolher; de resto, tudo óptimo!

    excelente trabalho de reportagem
    obrigado e abraço

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  2. Concordo quase plenamente! Obviamente os gostos são pessoais, mas eu diria que o vinho Húngaro foi para mim uma agradável surpresa, e quanto ao Porto, era bom mas a minha expectativa era mais alta...

    Parabéns pela excelente crónica e pelo blog muito interessante. Vou segui-lo com assiduidade!

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