quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Prova de Vinhos La Rosa - Coisas do Arco do Vinho

A Coisas do Arco do Vinho brindou-nos hoje com uma prova de Vinhos da Quinta de La Rosa, apaixonadamente apresentada pela Sophia Bergqvist que nos conduziu em primeiro lugar a um breve resumo da História da Quinta de La Rosa e depois no acompanhar comentando dos vinhos Passagem Branco 2009, Passagem Reserva Tinto 2007, La Rosa Reserva Tinto 2007 e La Rosa Porto Vintage 2007. As uvas dos vinhos Passagem, apesar do mesmo produtor, não têm origem na Quinta de La Rosa, mas da Quinta das Bandeiras que foi adquirida no ano de 2006.
Iniciou-se a prova com o Branco Passagem 2009. Um branco de aroma pouco exuberante, mas de uma complexidade aromática bastante interessante. Tal e qual um jogo das escondidas. Ao inicio um pouco de citrinos, com limão e lima, e em pano de fundo um emergir de notas de fruta tropical madura. Muito fresco. Na boca apresentou-se suave, baixa acidez e com um comprimento final considerável. Mais um bom branco a juntar a tantos que ultimanente têm aparecido em Portugal.
De seguida o Passagem Reserva Tinto 2007. Um portento de vinho. Uma cor escura, limpida e aromas a denunciar a casta dominante Touriga Nacional, mas com um equilibrio notável. A madeira, a fruta, o floral toda em perfeita harmonia e, depois na boca, também muito equilibrado e fácil de se gostar. A madeira não se sobrepõe à fruta formando um conjunto quase perfeito. Um final de boca longo, longo e a certeza que daqui a alguns anos ainda estará melhor.
Quase como comparação surge o La Rosa Reserva Tinto 2007. Mesmo ano, mesmo Enólogo, Quintas diferentes e percentagem de cada casta também um pouco diferente. Na minha opinião resultaram num vinho ainda melhor que o anterior. Mais complexo, mais corpo e mais vinho. A minha eleição para este fnal de tarde. O Terroir fez a diferença e a composição do vinho também.
Por último, o Porto Vintage 2007. Na minha opinião a surpresa ou joker da prova. Sinceramente não esperava um Vintage com este toque. Veludo, sem a marca da aguardente vinica, não muito doce, mas primando pelo equilibrio. Talvez o fio condutor a toda a prova. O equilibrio.
Ficou o convite para uma visita à Quinta. Tenho cá a impressão que não vou deixar de o honrar.

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