segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

Porto e Douro Wine Show 2011

No passado fim de semana, no Convento do Beato em Lisboa, teve lugar a 6ª Edição do Porto e Douro Wine Show com a presença de cerca de 50 produtores da Região Demarcada do Douro, chefes de cozinha, produtos gourmet, especialistas da área em redor de novos conceitos e novas formas de apreciar os vinhos do Douro e Porto e, pela primeira vez, associando-se à estilista Fátima Lopes, mostrando a perfeita aliança entre o Vinho e a Moda. Manequins agenciados por Fátima Lopes desfilaram com roupas da colecção Outono/Inverno neste dias de contacto com os vinhos do Douro. Os vinhos do Douro "estão na moda".
Mais uma vez tive o prazer de rever e conversar com muitas pessoas ligadas ao vinho, rever amigos e provar novidades, lançamentos e vinhos premiados que estiveram ao alcance de qualquer visitante. Detive-me em alguns produtores que costumo ver com pouca frequência ou mesmo desconhecidos e pude constatar que o Douro continua a ser berço de grandes Vinhos. Destaco por exemplo a Quinta do Pôpa, a Quinta dos Poços, a Quinta das Bajancas, a Quinat da Sequeira, a Vallegre, a Quinta das Lamelas, a Quinta da Basilia, a Quinta das Apegadas, a Quinta do Monte Bravo e Outros.

quarta-feira, 23 de Novembro de 2011

Wine Bloggers na José Maria da Fonseca

No passado dia 22 de Outubro tive o prazer de estar presente na José Maria da Fonseca (JMF) em Azeitão, para um evento que considero inovador em Portugal e que demonstra a importância crescente dos Wine Bloggers no mundo do vinhos. A JMF convidou a sua casa Wine Bloggers portugueses com o objectivo de dar a conhecer um pouco melhor a realidade desta empresa e provar alguns dos seus mais recentes lançamentos. Sem dúvida uma ocasião singular.
A visita começou com o passar pelas memórias de uma casa com dois séculos de história, desde a mais simples máquina manual de engarrafamento até aos barris dos famosos "torna viagem", passando depois pelos jardins até chegar às Adegas, em particular à Adega dos Teares onde em ambiente de mosteiro pudemos olhar para a sala onde os maiores tesouros desta casa descansam. Que pena não conseguir passar pelas grades!
Seguimos então para o espaço de provas, onde acompanhados por uma equipa da JMF e do próprio Eng. Domingos Soares Franco se provou e aprendeu muito, mas mesmo muito.
A primeira parte da prova começou com algumas das marcas mais presentes no mercado, marcas que são bem conhecidas do mercado e do consumidor.
Quinta de Camarate 2010 (Branco Seco)
Um branco elaborado a partir das castas Alvarinho e Verdelho, com ligeiros ascendente da primeira. Apresenta cor citrina, com leves esverdeados, muito límpido e brilhante. No nariz continuidade da fruta citrina, com muito frescura, algumas notas leves a fruta tropical, elegante. Boca com muita vivacidade, nivel de acidez médio. Final fresco e citrino.

Quinta de Camarate 2010 (Branco Doce)
Uma  pequena surpresa elaborado a partir das típicas castas do vinho verde e da região do Minho Alvarinho (75%) e Loureiro (25%) mas aqui produzidas na região da Península de Setúbal. Cor citrina, cristalina, com aromas perfumados a fruta tropical, com alguma lima bem casada. Boca com toque suave e doçura média, sem se tornar chato, com bom equilibrio entre o doce e o nivel de acidez. Ideal para um aperitivo, entradas leves ou mesmo a solo.

Quinta de Camarate 2008 (Tinto)
Este tinto é fruto de um blend de Touriga Nacional (48%), Aragonês (21%) Cabernet Sauvignon (17%) e Castelão (14%). Apresenta cor rubi, com ligeiros violetas. No nariz aromas intensos a fruta madura vermelha e preta com leve floral e especiarias em fundo. Evolui no copo para algum cacau.  Boca com taninos suaves, muito equilibrado na conjugação da fruta com a acidez e o teor alcoólico. Seguro e com final de média duração.

Pasmados 2008 (Tinto)
Elaborado a partir das castas Touriga Nacional (53%), Syrah (38%) e Castelão (9%)  para a obtenção de um tinto de matizes de um rubi cativante, límpido e brilhante. Aromas com  frescura, muita fruta fresca amora silvestre e cereja, acompanhada de especiarias e mesmo alguma baunilha. Na boca suavidade ao toque, untuoso,  boa complexidade, equilíbrio notório. Não desilude e deixa satisfação. Final de boca persistente, fresco e elegante. Apostaria nele para mais uns aninhos de garrafa.

A segunda parte da prova começou com um interessante de dúvidas em relação à casta Verdelho e à casta Verdejo, que embora sejam consideradas por muitos como sendo a mesma, foi observado que assim não o é quer desde ainda videira até ao produto final, o vinho.
Continuamos com uma não menos interessante experiência de prova da casta Grand Noir com diferentes processos de fermentação: Fermentação em Inox, Fermentação em Lagar e fermentação em Talha. Cada fermentação imprimiu no vinho o seu carimbo muito pessoal nos passos principais da prova sensorial. As cores, aromas e sabores são diferentes e cativam a cada pormenor. Muito interessante a mineralidade da casta quando fermentada em lagar e o terroso da fermentação em talha. Experiências a repetir.
Depois continuar com as provas de grandes vinhos tintos e licorosos desta casa.
Domini Plus 2008 (Tinto)
Um Douro com Touriga Franca (65%), Tinta Roriz (20%) e Touriga Nacional (15%) com uma cor rubi profunda, cativante. No nariz as exuberância dos frutos do vermelhos e pretos, notas terrosas e de cogumelos em perfeita harmonia. Boca suave, com complexidade, com equilíbrio embora se note um pouco as notas terrosas a subir em relação à fruta. Um dos meus preferidos desta tarde. Notável como a Touriga Franca aqui marca a sua diferença.

FSF 2007 (Tinto)
As castas presentes são a Syrah (44%), Trincadeira (48%) e Tannat (8%) e o resultado é simplesmente fantástico. Apresenta uma cor rubi concentrada com um perfil aromático poderoso e complexo com muita fruta vermelha madura. ligeiro vegetal com notas especiadas, cacau e baunilha. Na boca continuamos o perfil já indicado no nariz, com uma acidez fantástica, muito guloso, redondo e gordo.Irá com toda a certeza envelhecer com qualidade.

Periquita Superyor 2008 (Tinto)
Aqui a casta predominante é sem dúvida a Castelão (92,6%) tendo ainda pequenas percentagens de Tinta Francisca (2,4%) e Cabernet Sauvignon (5%) que conferem alguma acidez e complexidade de boca à Castelão. Cor rubi escura, concentrada de aromas limpos, com destaque para a fruta madura e uma frescura intensa, com ligeiras notas especiadas e um travo a manteiga. Boca com corpo, complexo e equilibrado, com leve travo bem encorpado a madeira, apresentando um final longo, longo, longo....

J de José de Sousa 2009 (Tinto)
A última prova de tinto com uma novidade. O J de José de Sousa 2009. Grand Noir (45%), Touriga Franca (45%) e Touriga Nacional (10%) compõem o blend. Ruby intenso  e cativante, nariz exuberante a fruta vermelha e preta madura bem casada com aromas a relacionados com o tempo de estágio em barrica, cacau, toffee, especiarias e alguma baunilha. Adorei a parte aromática deste tinto. Na boca apresenta-se com toque sedoso, subtil, sedutor. Um final de boca comprido, elegante.
Colecção Privada DSF Moscatel de Setúbal 1998 (Armagnac)
Cor âmbar perfeita, despertando aromas característicos da casta moscatel, muito floral. Neste Armagnac o plano aromático é dominado pelas notas mais meladas, caramelo e consequente tostado. Boca mais gorda e 
Apresenta cor âmbar ligeiramente mais escurecida, com laivos esverdeados formando uma aureola castanha-esverdeada no bordo do copo. Límpido e brilhante. Aromas a laranja confeitada, frutos secos, melaço, caramelo, uma delicia para os sentidos. Na boca toque untuoso, gordo, com excelente equilíbrio de doce e acidez e com um final de boca persistente, fresco, delicioso.

Colecção Privada DSF Moscatel de Setúbal 1999 (Cognac)
Este Moscatel apenas está presente numa companhia de cruzeiros do norte da Europa. Que pena, digo eu!! O aroma não engana. A subtileza é marca. Floral, com leve notas ao denominador Cognac, sempre em pés de lá. Boca também com uma doçura diferente, leve, guloso e cativante. Muito fresco. Mais uma vez, que pena não haver em terras Lusas.

Colecção Privada DSF Moscatel Roxo 2003
Cor ambar com laivos dourados, alaranjados de média concentração. No nariz nota para a fruta seca e passa como o figo seco, melaço e toques florais. Na boca é untuoso, toque de seda com continuidade da fruta seca e passa, tostados e caramelo, com um nivel de acidez bem casado com a doçura do mesmo. Um final elegante e duradouro ou de oiro.
 
Moscatel Roxo 20 Anos
Apresenta cor âmbar ligeiramente mais escurecida, com laivos esverdeados formando uma aureola castanha-esverdeada no bordo do copo. Límpido e brilhante. Aromas a laranja confeitada, frutos secos, melaço, caramelo, uma delicia para os sentidos. Na boca toque untuoso, gordo, com excelente equilíbrio de doce e acidez e com um final de boca persistente, fresco, delicioso.

segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

Marquês dos Vales Selecta 2008

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Aragonês,Cabernet Sauvignon, Castelão e Syrah
Região: Algarve
Teor Alcoólico: 14,5 %
Produtor: Quinta dos Vales - Agricultura e Turismo SA
Preço: 8 € vap

Nota de Prova
Vinho com cor rubi concentrada, com alguns violetas escuros. Aromas intensos a fruta madura vermelha e preta, com madeira bem casada, algumas notas florais e vegetais. Boca com alguma adstringência inicial, com vivacidade e robustez, amaciando durante a prova. Com continuidade de presença da fruta, madeira presente, leve adocicado. Final de boca com algum comprimento, sendo este marcado pela madeira de forma leve conferindo um baunilhado interessante.

Classificação: 80/100

sábado, 19 de Novembro de 2011

Quinta do Crasto Reserva 2007 Vinhas Velhas

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Vinhas Velhas
Região: Douro
Teor Alcoólico: 14,5 %
Produtor: Quinta do Crasto SA
Preço: 30€ vap

Nota de Prova
Saboreado numa brincadeira em prova cega este tinto não enganou nenhum dos presentes. Um Douro com excelente qualidade que desde logo chamou à atenção pela cor e aromas de excelência. Apresenta uma cor rubi bastante concentrada, praticamente opaco e com ligeiros acastanhados nos bordos do copo. Aromas voluptuosos , com muita fruta silvestres madura, muita amora, bem casada com notas de madeira , cacau e baunilha. Delicioso. Na boca continuamos com a fruta e as notas de cacau, complexo, bem estruturado, ainda com muito para dar. É pena só ter esta. Um final longo, persistente e em grande.

Classificação: 93/100

quarta-feira, 16 de Novembro de 2011

Venâncio da Costa Lima Moscatel de Setúbal

Características
Tipo: Moscatel
Castas: Moscatel de Setúbal
Região: Península de Setúbal
Teor Alcoólico: 18 %
Produtor: Venâncio da Costa Lima Sucrs, Lda
Preço: 4€ vap

Nota de Prova
À parte da consagração do Venâncio da Costa Lima Reserva 2006 surgiu aos poucos nos espaços comerciais este moscatel também ele galardoado com medalha de ouro em concurso internacional. A sua saída deu azo a alguma confusão na compra pois foi confundido com o Reserva, todavia não terão sido euros deitados fora.
Apresenta uma cor ambar muito definida, com cintilantes dourados. Os aromas são os carecterísticos com boa intensidade a flor de laranjeira, notas de mel e frutos passa e secos. Na boca revela-se untuoso ao toque, doce bem equilibrado com a acidez e frescura presentes em toda a prova e com um final de média/longa duração muito agradável. Excelente relação qualidade - preço. 

Classificação: 85/100

segunda-feira, 14 de Novembro de 2011

Principe Real Super Reserva 2001 Bruto Natural

Características
Tipo: Espumante
Castas: Maria Gomes, Bical e Arinto
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Caves do Freixo SA
Preço: 14€ vap

Nota de Prova
Espumante Super Reserva que estagiou em cave por 24 meses e que assim desenvolveu as características naturais para um grande espumante. Um Bruto Natural. Apenas com o açúcar da uva, apenas a fruta.
No flute apresenta cor citrina, aspecto límpido e brilhante, com bolha fina e persistente. No nariz destaque para o fino exótico em perfeito casamento com os citrinos, a maça verde,elegância com aplauso. Na boca uma espumas fina, macia, cremosa, numa palavra Elegância. Que bela forma de começar uma refeição, de efectuar uma refeição ou de terminá-la. Um espumante com carácter.

Classificação: 90/100

sábado, 12 de Novembro de 2011

Abreu Callado 2008

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Arinto, Roupeiro e Tamarez
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 12%
Produtor: Fundação Abreu Callado
Preço: 4 € vap

Nota de Prova
Um branco que me surpreendeu pois apenas provei agora em 2011 e sendo o mesmo de 2008 pensei que o mesmo já não estaria em bom nível.  Apresenta assim uma cor amarela citrina, com laivos esverdeados, de aspecto limpo e atractivo. O plano aromático é intenso a fruta citrina, pêssegos e alperces maduros e algum floral que lhe dá um conjunto muito forte e diferente. Muito fresco. Na boca um branco aina com vivacidade, todavia notando-se já estar em perca. Fruta citrina, equilibrado e com um final de boca de média duração. 


Classificação: 70/100

quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

Fonte da Serrana 2009

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Aragonez, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 14%
Produtor: Sociedade Agrícola D. Diniz SA
Preço: - € vap

Nota de Prova
Este provém do projecto de um conhecido e bem sucedido empresário português, Manuel de Mello. Já falecido, o negócio segue pela mão de um dos seus 12 filhos, Pedro, a enologia está a cargo do ribatejano, Rui Reguinga. O vinho revela-se como sendo um daqueles ideais para o dia a dia, muito directo, fresco e frutado. Tipicamente alentejano, macio e redondo na boca, acompanha na perfeição pratos de carne levemente temperados. Não guarde que perderá de certo toda a sua graça. 


Classificação: 68/100

quarta-feira, 9 de Novembro de 2011

Rozès Noble Late Harvest 2009

Características
Tipo: Colheita Tardia
Castas: Malvasia Fina
Região: Douro
Teor Alcoólico: 14,5%
Produtor: Rozès S.A.
Preço: 26 € vap

Nota de Prova
Para mim o colheita tardia português de eleição. O Noble Late Harvest da Rozés tem, ao longo dos anos, cativado a minha atenção e este ano acaba por me surpreender ainda mais um pouco pelo seu equilíbrio e por uma acidez mais presente atribui ainda mais vida a este Colheita tardia.
Apresenta cor palha dourado, cintilante, brilhante, com lágrima consistente e definida. No nariz é exuberante e intenso, com fruta tropical madura, pêra madura, alguma compota, bem casada com notas características do estágio em barrica de acácia. Complexo e delicioso. Na boca primeiro toque untuoso, cremoso, gordo, com corpo perfeito e com equilíbrio notável de doce e de acidez. O final de boca é longo e também não queremos de termine. Acompanhou uma sobremesa deliciosa à base de ovos e amêndoa.

Classificação: 93/100

Cogumelo Pleurothus à Bulhão Pato

Gosta de Ameijoas à Bulhão Pato? E que tal experimentar esta delicia da terra com este gastronómico aroma e sabor? O resultado é magnifico. Funciona como entrada.

Ingredientes:
- 250g Cogumelos Pleurothus
- 2 Dentes de Alho
- Coentros
- Azeite
- 1/2 Cálice de Vinho Branco
- 1/2 Limão
- Sal

Preparação:
Comece por lavar muito bem os cogumelos em água corrente e reserve. Numa frigideira coloque ao lume duas colheres de sopa de azeite e os dentes de alho picados. Quando o alho picado começar a alourar junte o vinho branco e logo de seguida os cogumelos. Coloque agora sal a gosto. Entretanto pique finamente os coentros e junte aos cogumelos na frigideira. Deixe apurar durante cerca de 7/8 minutos. Desligue o lume e regue com sumo de 1/2 limão. sirva de imediato. Acompanha na perfeição um verde fresquinho.

segunda-feira, 7 de Novembro de 2011

Reserva do Comendador 2007

Características
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 14,5%
Produtor: Adega Mayor
Preço: 18,50 € vap

Nota de Prova
Este Reserva do Comendador apresenta cor granada concentrada, de aspecto límpido e intenso. Plano aromático onde reinam os frutos vermelhos e pretos bem maduros, com notas florais e leves toques especiados. Na boca é um vinho que nos enche por completo, mastigável, com muita suavidade de taninos e leve untuosidade nos lábios. Gordo. Continuidade de fruta e toque de especiarias com madeira bem casada e em harmonia com o conjunto. Um final de boca persistente, longo e muito elegante.

Classificação: 88/100

domingo, 6 de Novembro de 2011

Quanta Terra Grande Reserva 2008

Características
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Sousão
Região: Douro
Teor Alcoólico: 14%
Produtor: Quanta Terra Sociedade de Vinhos Lda
Preço: 17 € vap

Nota de Prova
O Quanta Terra, vinho do Douro desconhecido por muitos, continua a surpreender-me. Este Grande Reserva 2008 apresenta cor rubi, algo concentrada, não totalmente opaca e com lágrima de aspecto persistente. No nariz revela complexidade aromática com os frutos vermelhos e pretos a destacarem-se pela sua exuberância e frescura, com madeira bem casada e notas de cacau e especiarias. Na boca é um vinho opulento, que nos enche, farto, envolve todo o palato como se de uma dança se tratasse. Tem um final persistente, muito fresco e elegante.

Classificação: 87/100

Carapauzinhos Fritos

Esta é daquelas que de vez em quando apetecem sempre. Quentinhos e estaladiços, prontos a comer em duas ou três trincas, com espinha e tudo. Que petisco acompanhado com um vinho branco leve ou um vinho verde fresquinho.

Ingredientes:
- 500g Caparau pequeno
- Farinha
- Tomilho
- Sal

Preparação:
Tempere os carapaus apenas com sal e reserve. Coloque o óleo ao lume. Num prato fundo prepare uma mistura de farinha com o tomilho picado finamente. Passe os carapaus pelo preparado de farinha e tomilho e frite em óleo bem quente. Quando bem fritos coloque primeiro numa superfície absorvente antes de colocar na travessa para servir.

quinta-feira, 3 de Novembro de 2011

Prova de Vinhos Herdade do Peso - CAV

A prova dos vinhos da Herdade do Peso teve lugar na garrafeira Coisas do Arco do Vinho no passado dia 19-10-2011. Esta prova tinha como grande chamariz o Ícone 2007 e não desiludiu. Mais uma prova bem seleccionada pela CAV que contou com a presença de Luís David da Sogrape.
 Actual e contemporânea, a Herdade do Peso produz vinhos do Alentejo, apresentando uma gama muito atractiva e alargada que tenta ir ao encontro das expectativas dos consumidores nos vários segmentos.

Vinha do Monte 2010 (Branco): Um branco do Alentejo que me surpreendeu pela positiva. Com muita frescura quer no aroma, quer na boca. Cor citrina e aromas com equilíbrio entre o cítrico e o tropical. Bom equilíbrio de boca, com alguma complexidade, mas despreocupado.    
Preço: 5,50€ 

Herdade do Peso Colheita 2009 (Tinto): Apresenta cor rubi que demonstra jovialidade, com traços violeta e de aspecto limpido. Nariz com intensos frutos vermelhos maduros, com notas florais e baunilha bem casados. No palato suavidade, nota-se um bom corpo, equilíbrio. Bem feito e pronto a beber. Final longo. 
Preço: 12€

Herdade do Peso Reserva 2004 (Tinto): Ainda com o antigo rótulo prosseguimos com a prova deste reserva de 2004. Cor rubi/purpura já com notas tijolo demonstrativas da sua idade. Aromas intensos a frutos pretos bem maduros, algo especiado. Na boca uma robustez admirável, cheio e quase mastigável. Equilibrado e com final de boca persistente e de grande qualidade.  
Preço: 21€

Herdade do Peso Reserva 2005 (Tinto): Apenas um ano depois temos ainda um vinho diferente. Na cor o tijolo ainda não é presença evidente, embora se percebam uns traços. No nariz a fruta vermelha e preta madura é predominante. As notas especiadas são também sentidas. Na boca boa estrutura, corpulento, com taninos suaves e bem equilibrados. Pareceu-me um vinho muito gastronómico e guloso. Cativa.
Preço: -€

Herdade do Peso Ícone 2007 (Tinto): Um Ícone. Sim. Sem dúvida. Chaga-se a nós com uma cor profunda e concentrada, com ligeiras nuances violeta, límpido e com lágrima muito definida. Aromas de uma exuberância marcante, com frutos vermelho e pretos bem maduros bem presentes, embora o destaque vá para os frutos pretos. As especiarias continuam presentes, mas a caixa de tabaco é agora também sentida. Grande complexidade aromática que se verifica também na boca. Complexo. Grande estrutura e equilíbrio, com muita fruta fresca e um final longo, longo.
Preço: -€

terça-feira, 1 de Novembro de 2011

Raya 2007

Características
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca
Região: Beiras
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: Horta de Gonçalpares Soc. Agrícola SA
Preço: 9 € vap

Nota de Prova
Chegou-me ao copo devidamente aconselhado, o que poderia ter condicionado a minha prova, mas este, apesar de uma região demarcada pouco presente à mesa dos portugueses portou-se muito bem.
Cor rubi concentrada e de aspecto límpido. A nível do nariz a presença dos frutos silvestre é predominante sobre o fundo de madeira, especiarias e alguma baunilha. No palato destaque para a presença marcante dos taninos, com pujança e vida, bom nível de acidez em relação com a continuidade de fruta silvestre vermelha e preta bem madura. Final longo. Sem dúvida já muito bem conseguido. 

Classificação: 85/100

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