domingo, 29 de abril de 2012

Rocim 2009 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Antão Vaz, Arinto e Roupeiro
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 14%
Produtor: Herdade do Rocim
Preço: 7€ vap

Nota de Prova
Este já tem irmãos mais novos mas, ainda assim mereceu a minha atenção na intenção de verificar como se portou até hoje em garrafa e se terá sido boa escolha esperar um pouco.
Cor amarela palha com tonalidade um pouco mais carregada. Aromas bastante directos, citrinos frescos e mineralidade muito interessante. Mantém-se com uma carga aromática muito fresca. Na boca prima pela frescura e leveza, continuidade da fruta citrina e da mineralidade. Um bom conjunto. Um branco que satisfaz e não desilude. Final de boca de média intensidade. Mantém um bom registo.

Classificação: 80/100

sábado, 28 de abril de 2012

Diálogo 2010 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Rabigato, Códega do Larinho, Gouveio, Dona Branca, Viosinho, Bical
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Niepoort Vinhos, SA
Preço: 5,75€ vap

Nota de Prova
Mais um cartoon à moda do Jornal A Bola, mas este num rótulo do vinho da Niepoort. Chama a atenção.
Na prova, e numa primeira aproximação, a cor amarela palha seca, com centelha, límpida e brilhante é a primeira nota a retirar. Nariz marcadamente citrino embora com notas leves de algum abacaxi, intenso, boa mineralidade, sensação de frescura, directo. Palato com boa fruta, citrinos e maça verde, com boa acidez e alguma estrutura, um certa tosta engraçada num vinho de gama de entrada talvez devido à fermentação tanto em inox como também em barrica de carvalho francês. Bom final e sempre a pedir gastronomia.

Classificação: 78/100

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Peixe Em Lisboa 2012: Vinho e Gourmet

Ainda vou a tempo? Claro que sim. Depois da minha opinião acerca do evento não queria deixar a oportunidade de deixar algumas palavras acerca do que se passou no lado dos expositores Vínicos e dos produtos ditos como Gourmet.
Logo para despachar, assim rapidamente, devo dizer que fiquei com a sensação que esta sala do evento teve menos protagonismo do que a dos restaurantes. Talvez por alguma falta de aposta dos presentes, talvez porque os visitantes vinham com outra ideia do Peixe em Lisboa. Talvez. O certo é que nunca tão calmamente passeei por entre as bancadas de produtores de vinho e produtos gourmet neste género de evento e fazendo as minhas provas com bastante calma e podendo assim estabelecer bons diálogos com os seus representantes.
A primeira nota de registo vai para a Quinta das Carrafouchas. Voltei a provar o Quinta das Carrafouchas 2009 Tinto e apesar de notar um certo abrandamento em relação à última prova que efectuei no Addega Wine Market continuo a dizer que temos ali vinho. Depois, também da Quinta das Carrafouchas, o 2010 Branco deixou-me também impressionado. Pé ante pé vamos vendo este nome aparecer. O bom trabalho tem destas coisas.
Ainda na mesma bancada, mas da Quinta da Murta, pude provar o novo Espumante Rosé Bruto que faz com que desejemos que o tempo quente venha depressa. Gostei especialmente da mousse leve que nos assalta a boca e do facto de apesar de Rosé, manter o perfil Bruto.
Também muito boa surpresa foi provar em primeira mão, estou bastante curioso acerca do rótulo com que será apresentado, o primeiro branco Ninfa da Sociedade Agrícola João Barbosa. Provei o apenas com Inox e a versão com estágio em madeira. O primeiro está já muito bom. Embora ainda precise de algum tempo e o facto de ser o primeiro. No entanto, revela que vem aí mais uma coisinha muito boa. No caso do com estágio em barrica, noto que ainda está, na minha opinião, um pouco marcado pela madeira. Pouco tempo de garrafa. Mais no nariz do de na boca. Embora se perceba o potencial. Com certeza que irei prová-lo mais adiante.
Ainda nos vinhos destaco os vinhos da Quinta do Rol. Todos os brancos com um perfil muito comum, excelente mineralidade e frescura, com um travo seco como gosto num branco. Também a curiosidade de um branco com a casta Pinot Gris que, sinceramente, nem sabia que em Portugal havia produtoras a apostar nela. E que bem apostado.
No Gourmet destaco os produtos da Venda da Vila. Produtos primam por continuar a obedecer à tradição. à forma como antigamente se fazia o fumeiro, os queijos e outras iguarias alentejanas. Uma perdição em cada produto, os cheiros e sabores que por vezes parecem ter desaparecido. 
Depois, também a nota para os chocolates e a Flor de Sal aromatizado da Sal Marim. Já havia uma vez provado chocolate com sal no Museu do Chocolate em Barcelona e após provar o da Sal Marim posso dizer confiante que o que é nacional é bom... muito melhor. E o chocolate com sal marinho então é de nos fazer cair no pecado capital da gula.
No conjunto, o que mais me agradou foi poder deambular, sem grandes apertos, por todo o espaço, todavia talvez devido ao que menos me agradou que foi essa estranha sensação de que não foi dada a importância real a este evento pelos verdadeiros interessados em mostrar e vender aquilo que melhor têm.  

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Quinta da Lapa 2008

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Touriga Nacional, Syrah, Cabernet Sauvignon e Aragonez
Região: Ribatejo
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Agrovia Sociedade Agro-Pecuária, SA
Preço: -€ vap

Nota de Prova
Vinho de um novo produtor (neste caso até é uma produtora) de uma região que tem evoluído muitíssimo nos últimos anos.
O vinho apresentou-se bem de aromas, muito fresco a par de uma acidez evidente e bem destacada no conjunto. Na boca revela-se pouco domado, fruta verde, azeitona, todo muito vegetal e a precisar ou de tempo ou de próximas colheitas. A testar em futuras edições.

Classificação: 73/100

domingo, 22 de abril de 2012

Blandy's Madeira Colheita 2004

Características
Tipo: Vinho da Madeira
Castas: Malvasia
Região: Madeira
Teor Alcoólico: 19%
Produtor: The Madeira Wine Company SA
Preço: 15€ vap

Nota de Prova
Um Madeira é sempre um momento de alguma expectativa. Continua a haver muito consumidor de vinho português que nunca provou um vinho da Madeira. Coloca-o num pedestal. Como algo que só nos dias mais especiais da sua via o pensará em beber ou nem sequer nunca o pensou beber. É Nosso e temos de lhe dar valor.
Este colheita apresenta uma cor acastanhada com leves tonalidades esverdeadas, muito límpido e com lágrima bem definida e licorosa. No nariz mostra-se intenso, com fruta passa, figo seco, melaço, o caramelo e um pouco de toffee. Muito complexo e inebriante. Na boca continuamos a experiência de fruta passa, untuoso ao toque, com bom caramelo e uma acidez no ponto. A relação qualidade preço de Madeira é bastante elevada. Ainda tem mais alguma desculpa para não provar um Vinho da Madeira?

Classificação: 90/100

sábado, 21 de abril de 2012

Peixe em Lisboa 2012

O evento Peixe em Lisboa, que termina já amanhã, brindou-nos mais uma vez com 11 dias seguidos de bons momentos gastronómicos. A gastronomia continua a ser para mim o ponto de atracção de um certame que conta também com outras pontos quentes, tais como, o vinho e o mercado gourmet.
São 40 chefes de cozinha; 10 restaurantes em funcionamento permanente, das 12h às 24h, com degustação de peixe e mariscos; apresentações de Cozinha ao Vivo com conceituados chefes a trabalhar em Portugal e com convidados internacionais de Espanha, França, Itália e Brasil; aulas de cozinha diárias onde é possível aprender receitas, truques e dicas e aos sábados com sessões especiais para crianças; debates, tertúlias e análise de temas sobre gastronomia, peixe e alimentação saudável;  concursos, provas comentadas e harmonizações enogastronómicas; e cerca de 500 produtos para prova e aquisição no Mercado Gourmet. 
Depois de lá ter passado alguns dias, e até porque podemos já começar a tirar algumas conclusões, vou em primeiro lugar passar o lápis pelo que acho que não correu assim tão bem.
E para mim o ponto mais negro continua a ser o estacionamento. Tal como diz o Hugo Mendes na seu Blog é incrível como um evento que ao longo dos anos tem vindo a crescer no número de visitantes continue a não ter ninguém a pensar neste problema. E pelo que tenho lido e ouvido não foi só para os visitantes que estacionar foi uma dor de cabeça ou de carteira, também os próprios expositores tiveram esse problema. Meus senhores, pensem lá numa alternativa para o ano sff.
A segunda atenção vai para o espaço de restauração. Mais uma vez aqui a experiência deveria ter ditado leis. Quinto ano e decidimos reduzir um pouco o espaço em relação ao ano passado. Aos jantares, das 19:00 às 20:00 ainda se conseguia desfrutar ao máximo do espaço e do prazer que alguns pratos proporcionavam, todavia, a partir dessa hora era uma autentica guerra para se arranjar um espacinho para comer a bucha.
Por último, e porque não quero referir o preço do evento, aponto o que decidi descrever como falta de oportunidade e capacidade de comunicar de alguns dos expositores presentes. O que mais me doí é ver que alguns ainda não conseguem fazer uma comunicação do produto que representam como seria de esperar. Será falta de experiência, falta de tacto ou falta de interesse pelo evento, mas foi evidente que nem todos aproveitaram o momento no potencial máximo que ele tinha.
Mas o Peixe em Lisboa teve muito mais pontos positivos do que negativos. O carisma do local transmite ao evento algo mais do que propriamente a gastronomia. Todas a simpatia e disponibilidade dos expositores faz com que qualquer visitante se sinta em casa e se sinta convidado no espaço. A proximidade de alguns Chefs que apenas se está habituado a ver na TV ou a ler nos livros da especialidade proporciona momentos de uma espécie de intimidade que talvez muitos não estariam à espera. A grande oportunidade de provar pequenas delicias de cada um dos restaurantes presentes é sem dúvida um cartão de visita que proporcionará novos clientes para todos eles. 
Ainda não visitaram? Amanhã têm a última oportunidade. Depois passem por aqui e digam de vossa justiça pois todos juntos podemos começar já a pensar como poderia ser a edição de 2013.
Veja mais fotografias na página de facebook.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Quinta do Infantado 2009

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Vinhas Velhas
Região: Douro
Teor Alcoólico: 14%
Produtor: Quinta do Infantado, Vinhos do Produtor, Lda
Preço: 10€ vap

Nota de Prova
Uma compra feliz, para um momento feliz. Uma compra acertada, para um almoço que tudo teve para dar certo. Este vinho correspondeu e superou as expectativas. Apresenta uma cor retinta, opaca, muito concentrado e com lágrima de aspecto persistente. Bordos com ligeiros violetas escuros.Aromas com muita fruta madura, já compota, ameixa preta, cereja, perfil licoroso, com boa madeira, bom trabalho na madeira, algumas notas de cacau em fundo. Na boca revela-se ainda jovem, em crescimento, mas já com boa estrutura, já com maciez e corpulência. Muita fruta e muita força. Um final com boa extensão e a provocar alguma gulodice. É comprar outras para ir abrindo ao longo dos anos pois de certo que com algum repouso ainda nos surpreenderá mais um pouco.

Classificação: 88/100

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Periquita Reserva 2009

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Castelão, Touriga Nacional e Touriga Franca
Região: Península de Setúbal
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos, SA
Preço: 7,99€ vap

Agradecimento
Uma palavra de agradecimento à José Maria da Fonseca pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
O Periquita Reserva 2009 revela-se na linha dos seus antecessores demonstrando que o casamento perfeito do blend Castelão, Touriga Nacional e Touriga Franca continua a dar bons filhos. De cor rubi intenso, média concentração, leves violetas nos bordos do copo, límpido com lágrima de aspecto definido. Enamora-nos no primeiro toque com os seus intensos aromas a fruta preta bem madura, amoras silvestres e alguma ameixa preta. Bom toque de figo maduro, um equilibrado licoroso e notas especiadas. Cresce à medida que o tentamos conhecer. Bravo! Na boca continua de perfil frutado, tanino suave, macio, adentra em pezinhos de lã, muito equilibrado e fresco. Sem dúvida que me agrada. Tem um final médio longo guloso, a pedir mais um copo.

Classificação: 91/100

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Vinho Artesanal?

A semana passada tive a oportunidade de provar um vinho ao qual posso chamar de artesanal ou também vinho do desenrasco. A ideia de que qualquer um pode fazer uns litros de vinho foi-me vendida num ápice. A receita parece ter sido simples. Cachos de uva já colhidos tardiamente, castas de uva branca e tinta sem a mínima noção de que tipo de castas estariam no lotes, pisa em recipientes plásticos de larga capacidade e estágio em barrica de pvc por cerca de 3 meses. Ufa, isto de fazer vinho parece obra simples. Até parecia pelo que fui ouvindo. A curiosidade de conhecer o resultado ia aumentando.
Dos presentes que já haviam provado e bebido esta colheita de 2011 a percepção era unânime. Um vinho pouco encorpado, boa cor, leve, com pouco álcool e que parecia um sumo de fruta com algum grau alcoólico. Um experiência engraçada a repetir, com melhores resultados, para o ano - disseram bem alto.
Vamos então a isso. Directos para a adega. Chegando lá.... medo! Engarrafado em garrafas de Martini??? Ui, que se me afunila a garganta. Copo com ele. Vamos a isso.
Cor semelhante a um rosé com tonalidades mais escuras, com algumas impurezas, pequenos flocos brancos, estranho, nem quis saber. Aromas químicos, cola, verniz, com intensidade suficiente para cobrir tudo o que pudesse haver ali de suminho de fruta. Nada. Só a bela da cola cristal. Boca também ela desequilibrada, com passagem dos químicos também na boca. Bah. Deixa-me cuspir isto antes que me faça mal. Esqueçam lá o PVC que isso matou o vinho por completo. Engano meu? Continuaram a bebe-lo como se não houvesse amanhã. "Assim é que ele é bom. Levezinho e com pouco álcool." Pois fiquem lá com ele.
É isto o que podemos chamar de vinho artesanal? Penso que não e espero bem que não se pense nisto como uma forma rústica de produzir o próprio vinho. Mas o facto é que há consumidores que o preferem ao vinho de venda. Será mesmo assim? ou apenas areia para os olhos?

terça-feira, 10 de abril de 2012

Quinta de Camarate Branco Seco 2011

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Verdelho e Alvarinho
Região: Península de Setúbal
Teor Alcoólico: 12,5%
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos, SA
Preço: 9,49€ vap

Agradecimento
Uma palavra de agradecimento à José Maria da Fonseca pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
Este branco fez companhia a um arroz de marisco e portou-se como Rei. Gosto dos brancos assim. Prontos a acompanhar uma refeição. Toda a refeição. E não serem intimidados por esta. Um bela surpresa que com o calor que se adivinha será com certeza companhia para outras situações vindouras.
Cor amarelo palha seca, clara, algo pálida. Límpido e de aspecto fresco. Aromas com os frutados da casta Alvarinho, o maracujá, o alperce, aquela sensação de banana madura, muito tropical, com casamento excelente com os predicados da Verdelho, mais lima e mais vegetal. No ponto. Boca onde se realça a boa acidez, a persistência da fruta e a frescura fina a contribuir para um bom toque de elegância.

Classificação: 90/100

terça-feira, 3 de abril de 2012

Ortigão Bruto 2009

Características
Tipo: Espumante
Castas: Arinto, Bical, Chardonnay
Região: Bairrada
Teor Alcoólico: 12%
Produtor: Quinta do Ortigão Soc. Agro Turística, Lda
Preço: 4,95 € vap

Nota de Prova
Espumante simpático, de cor amarelo claro, pálido, citrino, quase transparente.Bolha fina de persistência média com aromas muito frutados e predominando a maça verde. Na boca continuação do perfil frutado, com maça verde e citrino em disputa, revelando muita frescura e um equilíbrio muito agradável. O final é curto, como se quer, pronto para inicio de refeição.

Classificação: 78/100

segunda-feira, 2 de abril de 2012

M Fortificado 2010

Características
Tipo: Licoroso
Castas: Touriga Nacional e Sousão
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 19%
Produtor: Henrique José de la Puente Sancho Uva
Preço: 19 € vap

Agradecimento
Uma palavra de agradecimento à Herdade da Mingorra pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova

Mais uma muito agradável criação de Henrique Uva para ocupar lugar de destaque na sua colecção de vinha na linha gourmet M. Look dentro do já bem conhecido M Late Harvest, desta vez numa garrafa de 500 ml, com a cor do licoroso a gerar um impacto visual estrondoso.
Apresenta matizes de violeta profundos, concentrado, aspecto jovem, lembrando amoras silvestres maceradas. No nariz a exuberância dos frutos vermelhos e pretos bem maduros, muita fruta silvestre doce, floral, exigindo-nos disciplina na prova. Palato um vinho com corpo, untuoso ao toque, com boa frescura da fruta, boa acidez, toque especiado muito interessante.
Está aí a Páscoa. Aproveite para o harmonizar com os chocolates tão típicos desta quadra. O difícil vai ser beber só um cálice.

Classificação: 91/100

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