quarta-feira, 28 de novembro de 2012

TRePA 2008

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Tinta Roriz e Baga
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: Quinta do Pôpa, Lda e Luis Pato
Preço: 22 € vap

Agradecimento
Uma palavra de agradecimento à Quinta do Pôpa pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
Este é um daqueles vinhos que nos fazem companhia antes da refeição, durante a refeição e algum tempo após a refeição. Tem história, curiosidade e isso faz com que um vinho não sirva apenas para beber e falar acerca das suas qualidades, mas sirva também para conversar acerca do que está à volta do vinho.
Em primeiro lugar, este é o nome para comercialização internacional. Em território nacional iremos encontrar o Papo. TRePA para reflectir as junção de TR da casta Tinto Roriz e PA de vinha Pan. Já o Papo, reflete as duas letras iniciais dos nomes dos produtores Pato e Popa. O vinho surge da ideia da dupla de produtores Quinta do Pôpa e Luis Pato em criar um vinho a partir da combinação de duas castas autóctones da região do Douro e da Bairrada, neste caso a Tinta Roriz e a Baga, proveniente da Vinha Pan.
O vinho em si apresenta uma cor rubi concentrada e opaca, com nunaces violetas escuros e de aspecto limpo. Aroma intenso a fruta vermelha bem madura, ameixas pretas, fruta silvestre, amoras, com traço vegetal subtil. Na boca é um ser vivo ainda com muita força. Grande conjugação esta de tinta roriz e baga. Guloso, com bom corpo, muita frescura, com bom balanceamento com o toque da barrica.  Com um final longo e com um final de copo que se transforma em chocolate preto, um perfume a cacau muito interessante.
 
Classificação: 87/100

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Wine Walk 2.0 no Adegga Wine Market 2012

Está disposto a ser guiado por um Blogger, numa viagem  por 6 vinhos escolhidos pelo próprio, com um tema e durante o Adegga wine Market 2012?

terça-feira, 20 de novembro de 2012

José Maria da Fonseca | Bloggers Day 2012: A Vindima

No passado dia 15 de Setembro, a José Maria da Fonseca voltou a convidar os Bloggers de Vinho Portugueses para um dia completamente diferente do habitual. Se no ano passado o Bloggers Day JMF foi principalmente de introdução à história desta casa, de visita às Adegas em Azeitão e à prova de diversos vinhos desta vez o programa levou-nos ao local onde tudo começa: à vinha.


Deste modo, o dia começou por uma manhã dedicada às vindimas. Na Quinta de Camarate, que tem a particularidade de aí viver a família Soares Franco, está situada uma colecção ampelográfica de castas iniciada na década de 30 e que conta já com cerca de 500 castas diferentes. Foi nesta vinha/colecção que os Bloggers iniciaram o dia com uma vindima diferente, muito bem acompanhados por um grupo mais "profissional" de vindimadores, que tudo fizeram para o trabalho fosse efectuado na perfeição.


Muitas surpresas, muita curiosidade, muito suor na fronte que o dia caminhava quente. Mas a manhã desse dia não se ficou por aqui. Tivemos ainda a oportunidade de efectuar uma prova invinha de 12 dos melhores clones de Touriga Nacional. Clones de natureza. DNA igual, mas com o resultado na cepa diferente. Uma experiência diferente e enriquecedora.


A manhã na Quinta de Camarate meter a mão na massa. Estar em contacto com a terra, com as vinhas, com o sol e com o pó. A tarde seria diferente.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ninfa 2011 Sauvignon Blanc

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Sauvignon Blanc
Região: Tejo
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: João Teodósio Matos Barbosa & Filhos, Lda
Preço: 6€ vap

Nota de Prova
Nova imagem para os Ninfa Sauvignon Blanc. Com estágio em barrica foi num ápice. Este é a "versão" sem estágio em barricas e aparece como mais uma boa opção em brancos da região Tejo e desta casa que aos poucos se vai tornando mais conhecida.
Visualmente de um amarelo citrino claro, translucido e de aspecto limpo. Aroma apelativo, citrino bem casados com suaves tropicais e um toque mineral distinto e que lhe transmite boa frescura. Boca com volume e continuidade da fruta citrina fresca, com boa acidez, bom equilibrio no palato,  muito elegante e fresco. O seu final é persistente, mas marca principalmente pela frescura.
 

Classificação: 80/100

domingo, 18 de novembro de 2012

Cedro Pedro Ximénez

Características
Tipo: Vinho Licoroso
Castas: Pedro Ximénez
Região: Jerez (Espanha)
Teor Alcoólico: 18%
Produtor: Williams & Humbert
Preço: 6€ vap

Nota de Prova
A minha recente curiosidade em torno da casta Pedro Ximénez fez com que, mais uma vez, o João Pedro Carvalho do Copo de 3 me alertá-se quando surgiu este à venda nos supermercados Aldi. Pelo preço resolvi arriscar embora este Williams & Humbert não se encontre referenciado na página dos próprpios, talvez uma edição diferenciada  estre tipo de supermercado e passivel de aparecer a um preço tão baixo.
Encontrei um PX que corre lento para o copo, com uma cor castanho esverdeado bastante concentrado e escuro. Nariz com muito café, toffe, caramelo, fruta passa, figo seco, melaço, uma espécie de do que iria encontrar na boca. Doce, Muy Dulce. Na boca é untuoso, creme e apesar de uma boa acidez o que nos impressiona é o  doce, muito doce. Comporta os predicados já sentidos no olfato e exagera-os um pouco. Não deixa de ser uma porta de entrada a este tipo de vinho que considero também ideal para completar uma bola de gelado de baunilha.
 
Classificação: 81/100

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Vianna 2011 Loureiro

Características
Tipo: Vinho Branco Verde
Castas: Loureiro
Região: Vinhos Verdes, Sub-Região do Lima
Teor Alcoólico: 12%
Produtor: Armindo Fernandes, Unipessoal, Lda
Preço: 5€ vap

Nota de Prova
Mais uma situação daquelas em que, não conhecendo o vinho, lá fui porque o rótulo me chamou à atenção. Fora do comum, cor chamando a atenção, nome do vinho a sobressair com um largo Vianna de dois "enes". Boa surpresa.
Cor cristalina, amarelo tranlúcido limpido e brilhante. Aromas destacadamente citrino, com notas vegetais em fundo e um especiado fino muito interessante. Puxa por nós. Na boa ataca-nos com uma acidez vivaz, palpitante, com muita fruta, todos os citrinos e um floral que o torna bastante elegante. Tem um final longo e pede comida.

Classificação: 80/100

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Restaurante "Colares Velho" - Colares

Na mística Vila de Sintra, a caminho das praias tão conhecidas como a Praia Grande ou a Praia das Maças, passamos por Colares. O nome desta freguesia trás à lembrança o famoso vinho de Colares, cujas vides resistiram à maleita da filoxera e assim tornaram este nome conhecido em todo o mundo. Mas por aqui não é apenas o vinho que merece a nossa atenção. Aberto ao público como restaurante à cerca de 30 anos, o Colares Velho já foi uma mercearia e até uma taberna. Hoje, como restaurante, merece sem dúvida a nossa visita.
 

A decoração e ambiente causam o primeiro momento de admiração. Parece que voltamos no tempo. Tudo no lugar certo. Estamos na Sintra dos tempos idos e queremos ficar, queremos fazer parte deste quadro de época. Somos acolhidos com simpatia, sem intimidações naturais da primeira vez, sentimo-nos praticamente em casa. O serviço é cuidado, apesar de acolhedor e muito próximo sentimos que se sabe o que fazer para que tudo seja do nosso agrado. Os tempos de demora entre apresentação da carta, efectuar o pedido e começarmos a ser servidos é um instante na companhia de simples, mas deliciosas entradas colocadas na mesa. O serviço de vinhos é talvez o ponto onde mais uma vez tenho de me contentar com o mediano. Desde a carta de vinhos até ao serviço do vinho propriamente dito sou confrontado com opções do mais comum e sem o cuidado que poderia haver. Nota positiva para o facto de haver vinho a copo, embora poucas referências.
 
A ementa está recheada de pratos simples, mas que recuperam velhas receitas, velhos sabores e que as trazemnovamente ao nosso palato. Nota-se o cuidado em cada pormenor, o sabor presente em cada garfada e o querer servir bem. Come-se muito bem por aqui.
 
À noite a experiência é ainda mais convidativa, no adro da Igreja respira-se o ar de Sintra, o silêncio da noite é relaxante e convida a entrar, propicia-se uma breve espera numa das salas onde apetece apenas beber algo e trocar plavras soltas antes da refeição. Um dia deste sou capaz de lá voltar.
Morada: Largo da Igreja, 2705-193 Colares - Sintra
GPS: 38.79937 -9.44746
Contacto: 219 292 727 ou colaresvelho@mail.telepac.pt
Preço Médio por Refeição: 25€
Atendimento: Acolhedor, Sofisticado
Satisfação: 7,5/10

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Ninfa Espumante 2009

Características
Tipo: Espumante
Castas: Pinot Noir
Região: Tejo
Teor Alcoólico: 12,5%
Produtor: João Teodósio Matos Barbosa & Filhos, Lda
Preço: 18€ vap

Nota de Prova
Quantas vezes já vos falei acerca de um espumante 100% feito a partir da casta Pinot Noir? Da região do Tejo? Bastantes não é verdade. Sempre que posso lá estou eu a tentar impingir-vos com uma prova deste espumante de cor levemente rosada, nuances salmonadas, lembrando a casca de cebola, atraente, com bolha fina e persistente. No nariz sente-se uma elegancia fina, com frescura, fruta fresca, subtil, pé ante pé conquista. Na boca uma espuma que enche, fresca, firme, de toque seda, com continuidade de fruta e de elegancia impar. Já alguma vez vos tinha falado dele? Sim. Fica então mais esta.

Classificação: 90/100

Porto e Douro Wine Show 2012

O Convento do Beato em Lisboa será mais uma vez este ano, palco para o evento Porto e Douro Wine Show 2012. Nos próximos dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro, numa iniciativa do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, starão em exposição e prova os vinhos de centenas de produtores do Porto e Douro, o regresso da moda que se associa novamente aos vinhos do Porto e do Douro, sessões de cozinha ao vivo, provas de vinho e de produtos gourmet e outros. Coloque desde já na sua agenda.
Local: Convento do Beato, Lisboa
Dias: 30/11 e 1/12 de 2012
Horário: Das 15h às 21horas
Preço: 5€ (inclui o copo)
Mais em: http://www.portoedourowineshow.com/

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Riso 2011 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Syrah e outras
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 14%
Produtor: Sousa Otto & Friends - Herdade Monte do Vau
Preço: 11€ vap

Agradecimento
Uma palavra de agradecimento ao produtor da Herdade Monte do Vau pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
Riso de nome, todavia um vinho para ser levado a sério. Bastante gastronómico e com poder de longevidade por alguns anos mais.
Cor rubi, repleto de nuances violetas, boa concentração no nucleo e de aspecto limpido. Nariz intenso a fruta vermelha e preta bem madura, fruta silvestre, notas de alguma redução, com notas florais e de cacau, baunilha bem integrada no conjunto que se nos depara. Na boca cresce. Macio e suave ao toque, com fruta fresca e acidez equilibrada, boa estrutura, cheio, com um ligeiro travo final vegetal muito bem encaixado. Portou-se muito bem sózinho, mas cresceu quando acompanhado de comida. Tem um final extenso e persistente.

Classificação: 83/100

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Quinta do Javali 2009 Reserva

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinto Cão
Região: Douro
Teor Alcoólico: 14,5%
Produtor: Sociedade Agrícola Quinta do Javali, Lda
Preço: 17€ vap

Nota de Prova
Curioso ou talvez não, mas este tinto acompanhou uma feijoada de javali, deliciosa - os meus parabéns ao cozinheiro-, e fê-lo com notas de excelência.  Uma ligação soberba.
Cor rubi intensa, boa concentração, aspecto límpido, lágrima segura e persistente. Aromas onde a fruta vermelha madura é rainha, muita compota e boas notas especiadas. A integração com a madeira e tosta e leve baunilha em fundo. Na boca está com uma pujança fenomenal, uma autêntica festa para o palato. Continuação da fruta já encontrada anteriormente, frescura, corpulento e com um final que dura uma eternidade. Grande vinho. 

Classificação: 91/100

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Mercado de Vinhos do Campo Pequeno | Rescaldo & Aposta no Futuro

Terminou ontem o Mercado de Vinhos do Campo Pequeno deste ano e já cá estou a escrever umas larachas do que considero terem sido pontos positivos do mesmo e o que considero poderem ser melhorias para a próxima edição. Este é sem dúvida um evento para se apostar no futuro e para que haja sucesso ano após ano o melhor é melhorar sempre.
Os objectivos para este ano consistiam em contribuir para a divulgação, estímulo e sustentabilidade de micro actividades produtivas nacionais, que pela sua reduzida dimensão e apesar de toda a sua qualidade, tem muitas vezes enormes dificuldades em vingar e sensibilizar o público para a aquisição de produtos portugueses, estimulando actividades da micro economia nacional e contribuindo por essa via para o fortalecimento da economia portuguesa. Objectivos conseguidos! Bom espaço, boa oferta, bons preços, muita simpatia e muitos visitantes.
 
Todavia notei que ainda haverá muito pormenor a melhorar.
Primeiro ponto. Primeiro dia. Abertura do evento 11:00 horas. O relógio batia as 11:15 horas e portas fechadas. Passados minutos entrada no recinto e muitas bancadas ainda vazias. Esperar mais um pouco era a solução.
Segundo ponto. Segundo dia. Entrada no recinto de copo na mão. Interjeição do segurança "- Desculpe, mas o copo de ontem não serve para o dia de hoje. Tem de comprar outro." WTF! Desculpe??? Furou de um dia para o outro? Resposta imediata. "- O copo não é de ontem. Trouxe eu de casa. Indicaram-me que não havia problema". Resposta do segurança "- Então está bem." WTF2!!! Siga.
Terceiro ponto. Quem só quer bebericar copinho de plástico a 1€, quem quer provar a "sério" copo de vidro fraquinho, fraquinho por 3€. Este problema não é só daqui. Apostem lá um pouco mais na qualidade dos copos que o visitante até compra com gosto.
Quarto ponto. Pontos de água no recinto para lavagem de copo? As garrafas que alguns produtores/expositores colocavam à disposição não contam. O wc estava longe logo havia mesmo que confiar na boa vontade de quem estava do outro lado da bancada.
Quinto ponto. De quem foi a ideia de encher algumas bancadas cheias de referências de vinho e depois só se pode provar uma. Pelo menos dois produtores utilizaram esta estratégia. Conclusão: menos vendas. Com tanto vinho a prova e com bons resultados acham que no momento da compra se escolhe o que não de pode provar? Pois. As garrafinhas e produtos que comprei mereceram a minha prova antes de puxar pela nota de euro. 
 
Sexto e último ponto, que começam a ser pontos demais para um evento que pretendo que todos os anos se realize com mais e mais produtores e que penso ter atingido o que se pretendia para esta edição. Informação. Mais e melhor informação. Durante o evento decorreram algumas conferências, workshops, apresentações de grande interesse e de muito valor. Mas havia tão pouca informação acerca dos mesmos. Quando me dirigi para o primeiro onde estive presente perdi-me duas vezes até lá chegar, ainda perguntei a um segurança onde seria o local do workshop, mas ele ainda sabia menos do que eu. Mais informação, apenas isso.
Conclusão. Gostei muito do espaço, do ambiente, da dinâmica colocada nas provas, venda e promoção dos produtos, na possibilidade de falar mais um pouco com quem produz e na diferença em relação a outros eventos do mesmo género. Pequenas aresta a limar e até para o ano ainda com mais qualidade.



domingo, 4 de novembro de 2012

Pai Chão Garrafeira 2008

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Alicante Bouschet e Trincadeira
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 14%
Produtor: Adega Mayor - Sociedade Vitivinicola, Agrícola e Enoturistica, SA
Preço: 31,90€ vap

Nota de Prova
Adoro quando encontro vinhos como este. Vinhos que hoje já são de excelência e que sei continuarão a ser com o passar dos anos em garrafa. Pai Chão chega a confundir-se com Paixão e de certo que esta analogia não será descabida. Sente-se um terroir e sente-se o sentimento. Um grande vinho.
Cor granada, escuro, concentrado, aspecto limpido e de lágrima persistente. No nariz somos inundados pela fruta preta madura, compota, cacau, caixa de tabaco, podemos ficar por aqui durante algum tempo, à espera de mais evolução. Boca cheia de vida, corpulento, taninos seguros e com frescura no palato. Chega a ser guloso. Sem dúvida que aconselho a guarda, embora esteja já num patamar alto e pronto a beber e a dar prazer.

Classificação: 90/100

Solista 2011 Verdelho

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Verdelho
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Adega Mayor - Sociedade Vitivinicola, Agrícola e Enoturistica, SA
Preço: 7,98€ vap

Nota de Prova
Cor citrina, leves nuances esverdeadas, aspecto límpido. Aromas com boa intensidade a fruta tropical, com um ananás maduro em evidencia, bem casada com as notas citrinas e florais que produzem um bouquet muito interessante, fresco e elegante. Na boca é macio ao toque, com uma acidez a todo o conjunto não deixando que a continuidade da fruta tropical já anteriormente sentida no nariz se transformasse em algo maçador. Tem um final de boca fresco e persistente. Muito bem com gastronomia.  

Classificação: 83/100

Monte Mayor 2011 Rosé

Características
Tipo: Vinho Rosé
Castas: Aragonez e Castelão
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Adega Mayor - Sociedade Vitivinicola, Agrícola e Enoturistica, SA
Preço: 7,25€ vap

Nota de Prova
Cor vibrante de um vermelho cereja que hipnotiza e cativa, aspecto límpido e brilhante. No nariz presença de botas frescas de fruta vermelha, com predominância da framboesa, algum morango e ameixas transmitindo ao vinho uma boa sensação de frescura. Boca com boa estrutura, frescura, bom equilíbrio de acidez e ligeiro travo seco e vegetal no final. Boa persistência final. Opção para a solo  ou mesmo para acompanhar pratos leves.

Classificação: 79/100

sábado, 3 de novembro de 2012

Adega Mayor | Vindima Mayor 2012

No passado dia 11 de Setembro, a convite da Adega Mayor, tive o prazer de visitar a casa da já referência nacional vitivinícola pertencente ao Grupo Nabeiro e participar na experiência Vindima Mayor.

A Adega Mayor nasce do sonho antigo do comendador Rui Nabeiro e desperta para a vida pela mão do arquitecto Siza Vieira. Na planície alentejana, o edifício marca a sua presença pelo branco imponente e por uma sensação de mirante sobre tudo o que a rodeia. Toda a produção, transformação da uva, vinificação, estágio e armazenamento toma aqui o seu lugar e ganham aqui vida os vinhos de uma Adega já património de uma região e que dão continuidade ao sonho que tudo fez nascer.

Antes de passarmos à vindima propriamente dita, fomos recebidos com muita simpatia por toda a equipa da Adega Mayor, dos quais destaco o Comendador Rui Nabeiro, a administradora da Adega Mayor Rita Nabeiro e o Enólogo da Casa Paulo Laureano. Foram momentos para palavras de agradecimento, breve explicação do que estava preparado e apresentação das caras que fazem deste projecto um sucesso.

 
Partimos então para a vinha. De chapéu na cabeça que o sol queima. Com muita animação e vontade de com jeitinho pegar no cacho, cortar o cordão umbilical que o liga à videira e colocá-lo no cesto, pronto para continuar o seu caminho. Foi possível participar, os que assim quiseram, na vindima ao lado de quem realmente tem tarefa como responsabilidade, partilhar alguns momentos, deixar escapar umas gotas de suor, provar a doçura dos bagos e sentir aquele aroma a terra, a vinha e a vida.
 
 
Regressámos ao interior da Adega para por momentos assistir a um filme acerca do projecto e continuar a conhecer todo o processo até se chegar ao vinho.
Fomos então conhecer as salas onde ocorre a  transformação da uva, o processo de escolha, a vinificação, o estágio em inox ou em barricas e o seu armazenamento.
 


Por fim, no terraço da Adega, ao sabor do Monte Mayor Rosé 2011, ter um olhar sob toda a planície, toda a vinha e almoçar com uma ementa tradicional alentejana acompanhada pelos vinhos Pai Chão 2008 tinto, Solista Verdelho 2011 e a sua mais recente aposta o licoroso Orionte, proveniente da casta Alicante Bouschet.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Thyro 2010 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Semillon, Malvasia Fina e Cerceal
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: João Cardoso Lopes
Preço: 7,00€ vap

Agradecimento
Uma palavra de agradecimento ao produtor João Cardoso Lopes pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
Diz na rolha "Boa é a vida, mas melhor é o vinho" (Fernando Pessoa). Mais uma vez, antes de provarmos o vinho, já lemos o vinho. Cor citrina, amarelo definido, aspecto limpido e brilhante. Aromas exuberantes a fruta citrina, envolvidos num toque floral e mineral bem conseguido. Fresco e elegante. Na boca é macio, algum veludo, untuosidade, bom volume, sente-se bem a fruta fresca e equilibrado. Tem um final de boca com um perfil muito fresco, persistente e elegante. Sem dúvida a acompanhar.

Classificação: 82/100

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Thyro 2011 Rosé

Características
Tipo: Vinho Rosé
Castas: Touriga Nacional
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: João Cardoso Lopes
Preço: 7,00€ vap

Agradecimento
Uma palavra de agradecimento ao produtor João Cardoso Lopes pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
Ainda se bebe o rosé por esta altura do ano? E porque não? Um final de tarde ou inicio de uma noite com amigos pode sempre começar por um rosé.
Este apresenta cor vermelho, nuances rosa intenso, aspecto límpido e brilhante. Aromas de intensidade média a morangos e framboesas frescos, com leve toque floral e mineral. Na boca destaco em primeiro lugar a frescura, bem equilibrada com um a boa estrutura, toque macio e boa acidez. Final com notas vegetais bem presentes e com alguma secura que nos limpa a boca em pouco tempo. Comprimento final médio.
Uma nota final para a rolha, o rótulo e contra-rótulo dos vinhos Thyro. Enquanto se bebem vamos lendo frases de Pessoa relacionadas com o vinho e com a vida. Dá vontade de guardar a rolha. Uma imagem que chama.

Classificação: 80/100

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