segunda-feira, 31 de Dezembro de 2012

Top 10 + 1 Blogs de Vinho & Gastronomia 2012

Este ano, para última mensagem de 2012, escolhi um post que já à muito vinha trabalhando. Publicar o Top 11 de Blogs de Vinho e Gastronomia para o Comer, Beber e Lazer. Top 10 toda a gente publica e como há sempre lugar para mais 1 assim foi. Sei que pode gerar alguma discussão, mas pretendo tornar esta publicação recorrente por forma também a verificar a evolução de cada Blog, mas também da minha evolução perante o que leio nos outros. Os critérios foram básicos, mas serviram para de uma forma um pouco mais "cientifica" limar pequenas dúvidas que surgissem pelo caminho. Deste modo, os critérios foram: Inovação; Qualidade do Português Escrito, Layout do Blog, Frequência das Publicações; Diversidade das Publicações; Assertividade das Publicações; Personalidade nas Publicações e uma pitada de pessoalidade que, como tudo, é subjectivo, mas é meu.

O meu TOP 10 do ano por ordem alfabética:



domingo, 30 de Dezembro de 2012

Caves São João Reserva 2007 Bruto

Características
Tipo: Vinho Espumante
Castas: Bical, Chardonnay, Arinto e Maria Gomes
Região: Bairrada
Teor Alcoólico: 12,5%
Produtor: Caves São João - Sociedade dos Vinhos Irmãos Unidos, Lda
Preço: 4,50€ vap

Nota de Prova
O final de ano está aí à porta e deixo-vos mais uma boa opção para acompanharem a noite.  Um espumante de cor citrina pálida, com bolha final e persistente, aspecto brilhante. Aromas ainda bastante frutados, citrinos e tropicais em harmonia e com leve nota floral. Muito elegante e sendo de 2007 e bebido à poucos dias demonstra ainda uma frescura notável. Na boca gosto da forma como a espuma envolve toda a boca de forma fresca e frutada e o comprimento de boca muito interessante que apresenta. Pelo que custa, excelente relação qualidade - preço.

Classificação: 85/100

sábado, 29 de Dezembro de 2012

Quinta do Javali | Visita à Quinta e Prova de Vinho Parte II

Depois da visita à Quinta. à Adega o apetite para a prova dos vinhos a Quinta do Javali estava mais do que aceso e preparado. Seguimos para a casa da Quinta onde nos esperavam os vinhos, DOC Douro e Porto, e onde pudemos concluir estarmos na presença de vinhos reais, verdadeiros, com muita vida pela frente, para beber já ou para guardar lá no fundo da garrafeira com a certeza de que a espera será recompensadora, com uma fantástica força, com vida e pujança. O Douro com expressão.

Os vinhos em prova foram:
Quinta do Javali Reserva 2009 (Tinto)
Cor rubi intensa, média concentração, núcleo mais escuro e aspecto límpido. Aromas com boa intensidade a fruta vermelha bem madura, com a madeira integrada na perfeição, notas de baunilha e especiaria bem casadas. Boca macia, mas pujante, uma autêntica festa na boca, muita fruta e bom nível de acidez. Boca longo e com vida para dar.

Quinta do Javali Reserva 2008 (Tinto)
Cor rubi de média concentração, lágrima escorreita e de aspecto límpido. Aromas mais exuberantes que o anterior, com muita fruta vermelha e preta, com boa passagem pela madeira e traços de tosta, especiarias e baunilha em fundo. Na boca surge com uma vivacidade brutal, corpulento, praticamente mastigável, com fruta fresca e excelente equilíbrio. Final longo, longo, longo.
 

Quinta do Javali Vinhas Velhas 2009 (Tinto)
Cor granada, violetas escuros bem definidos nos bordos do copo, lágrima persistente e límpida. No nariz a fruta vermelha e preta bem madura em destaque, muito complexo, muito desafiante, com notas de tosta e especiaria em evidência, ligeiro cacau, ficava por aqui manhã toda. Na boca está assombroso, cheio e untuoso, enche-nos completamente a boca e dá vontade de mastigá-lo, trincá-lo, sentir toda a sua fruta num equilíbrio notável. Com um final de boca persistente.

Quinta do Javali Vinhas Velhas 2007 (Tinto)
Apesar do ano apresenta cores ainda muito jovens, marcado por nuances violáceos, e núcleo muito concentrado e escuro. Perfil muito idêntico ao anterior no nariz. Um verdadeiro "pote" de aromas que defino como um desafio aos nossos sentidos. Palato vivaz, corpulento e cremoso, mais uma vez com apetência para se mastigar. Corpo magnifico, sensual e guloso. Para durar e durar na garrafeira, escondido, para fugir à tentação.
 
Quinta do Javali Vinhas Velhas 2005 (Tinto)
Cor rubi, de concentração média, com lágrima de aspecto persistente e límpida. No nariz é incrivel como ainda não temos a idade a entrar em campo. Parece que continuamos por 2007 e 2009 apesar de pequenas alterações. Na boca surge com um incio de força, vivaz, pujante, para logo amaciar, com fruta e madeira bem casadas e a aparecerem em perfeita harmonia. Parece que o tempo não passou por aqui. Está mais redondo é verdade, mas 2005 já foi à muito tempo e este tinto continua brutal de força.

Quinta do Javali Tinto Cão 2004 (Tinto)
Cor com ligeiras notas de evolução, nuances atijoladas escuras no bordo do copo e a aconselhar-se o decante da garrafa pois pode conter já algum pé. No nariz surpreende com as notas de fruta e uma madeira delicada em fundo, com agradáveis notas de tosta, pimenta preta e algum fumado. Boca com bastante elegância, mais arredondado pelo tempo, macio, com continuidade da fruta e da madeira em equilíbrio. Está diferente. Como que a dizer que com 100% Tinto Cão também se conseguem vinhos de topo.

Quinta do Javali LBV 2008 (Porto)
Cor de um rubi opaco, concentrado e retinto. Aromas intensos a fruta em redução, muita fruta preta e notas especiadas. Boca com equilibrio entre o doce, a fruta e um boa acidez. Transmite frescura e com um final longo e elegante.

Quinta do Javali LBV 2007 (Porto)
Cor retinta, opaca, concentrado e de aspecto cremoso. Armas intensos a fruta preta bem madura, alguma redução, licorice, doce e com notas fruta seca em fundo. Boca que se destaca pelo equilibrio das partes, sobe ao longo da prova e chama por um chocolate preto. 

Quinta do Javali 10 anos Tawny (Porto)  
Cor ambar intenso, limpido, cativante e com lágrima que escorre perfeita pelo copo. Aromas a frutos secos, avelãs e nozes, fruta passa, alperces, uva passa e laranja caramelizada e melaço. Boca cremosa, macia, com notas de caramelos, ligeiro toffee, figo seco, cheio. Final para durar. Persistente e com finess.  
  
 

sexta-feira, 28 de Dezembro de 2012

Quinta do Javali | Visita à Quinta e Prova de Vinho Parte I

Por entre caminhos ainda cheios de pó, estreitos e sinuosos, com fragas ao lado e com ladeiras de vertiginosa altura, fomos encontrar, com vista privilegiada para o Rio Douro, a Quinta do Javali. A Quinta do Javali situa-se na margem esquerda do Rio Douro em Nagoselo do Douro, São João da Pesqueira, com vinhedos quase a pique em direcção ao Rio e com as suas adegas incrustadas nos próprios patamares, em perfeita harmonia com a paisagem natural e a beleza do local. Por momentos temos de parar e ficar a olhar para o Rio Douro, ao fundo a linha do comboio, em fundo uma paisagem natural a ser banhada pelos primeiros raios de sol da manhã. Idílico!

O nome desta Quinta vem a propósito de sempre terem existido e ainda existirem muitos javalis neste local, mas na minha opinião, a força e distinção deste bravo animal passou também para os vinhos deste produtor, cheios de força, garra e nobreza.
A Sociedade Agrícola Quinta do Javali é uma empresa familiar fundada em 2000 com o objectivo de produzir e comercializar os seus próprios vinhos DOC Douro e Porto. Em Portugal como seria de esperar, mas também em países como a Suiça, Bélgica, Luxemburgo, Espanha ou Dinamarca, este é já um dos vinhos bem conhecidos lá fora. Tenho a sensação que até mais lá fora do que cá dentro. Nem sabem o que estão a perder.


Totalmente construída em 1985 em 10 dos 20 hectares que a compõem foi replantada uma vinha constituída pelas castas mais nobres da região. Implantada sobre patamares em solos xistosos a uma altitude entre os 150 m e os 300 m é constituída pelas castas Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta Barroca e Touriga Nacional. 

Foi desta vinha que nasceram os vinhos que após visita terminada fomos provar e que darei conta na segunda parte deste tópico. Douros DOC e Portos.

quarta-feira, 26 de Dezembro de 2012

Quinta da Murta Espumante Rosé 2009

Características
Tipo: Vinho Espumante
Castas: Touriga Nacional
Região: Lisboa
Teor Alcoólico: 12%
Produtor: Quinta da Murta
Preço: -€ vap

Nota de Prova
Vasculhava eu à uns tempos na minha garrafeira por um espumante quando encontrei este Espumante Bruto Rosé, com aspecto sujo e esquecido, e a pedir que a levasse. Um dia depois de ter estado no frio tomei coragem e vamos lá.
Cor rosado forte, salmão intenso, com bolha fina e muito persistente, ainda cheio de vida e de aspecto límpido. Aromas finos, delicados, sem grande exuberância, frutos vermelhos, um toque floral e boa sensação de frescura. Gosto quando este tipo de vinho se sente fresco e vivo. Na boca uma mousse cremosa, embora Bruto, ligeiro travo doce de inicio. Destaco ainda a vida, a frescura e a elegância deste espumante.

Classificação: 88/100

domingo, 23 de Dezembro de 2012

José Maria da Fonseca | Bloggers Day 2012: Almoço e Visita à Adega

Após termos começado o dia com a vindima, e de seguida sermos brindados com uma prova de vinhos directamente das barrica e um vertical do emblemático Periquita, seguimos para um não menos marcante almoço acompanhado por algumas surpresas da casa e uma visita ao espaço onde tudo acontece antes dos vinhos da JMF chegarem às nossas casas. 

Começando pelo almoço, com a gastronomia já tradicional do Bloggers Day, foram provados e bebidos os seguintes vinhos:

Lancers 2011 (Branco) 
Cor amarelo pálido, límpido. No nariz mostra-se apelativo com aromas a fruta tropical e fresco. Boca com perfil fresco, frutado, macio, muito redondo e pronto a beber. O final continua fresco e frutado de comprimento curto. Ideal para iniciar uma refeição ou simplesmente... beber.
Classificação Pessoal: 75/100
 
Pasmados 2008 (Branco) 
No meu copo, apresenta uma cor amarela com reflexos dourados, embora houvesse alguma diferença de cor de garrafa para garrafa este branco estava muito seguro. No nariz notava-se o tempo, aromas mais quentes e doces, com alguma fruta seca, alguma complexidade. Na boca continuidade de alguma fruta seca, alguma fruta fresca ainda presente e um final seco a conferir-lhe algum longitude.
Classificação Pessoal: 79/100

Hexagon 2005 (Tinto) *Garrafa Magnum* 
Apresenta cor rubi, concentrado, ainda com poucas nunaces de cor a mostrar a sua idade. Aromas de boa intensidade a frutos vermelhos maduros, toque de especiarias, pimentas e um toque fresco, mineral, pedra. Na boca a conjugação da fruta e da especiaria é mais notada, o vinho cresce, bastante suave, muita frescura e vivacidade. O final de boca, persistente, torna-se guloso.
Classificação Pessoal: 88/100
 
Domingos Soares Franco Colecção Privada Tinto Cão 1999 (Tinto) 
Cor granada escuro, com nuances de tonalidade acastanhada. No nariz surge bastante cru, muitas notas de couro, madeira velha, caixa de tabaco, folhas de tabaco. Na boca está de uma intensidade inesperada, com fruta ainda presente, mas mais marcado pelas notas especiadas e leve travo vegetal final. Final longo, persistente. Está brutal para o ano de 1999.
Classificação Pessoal: 82/100
 
Domingos Soares Franco Colecção Privada Tannat 1999 (Tinto) 
Mais um vinho especial e diferente. De uma casta pouco explorada por terras lusitanas. 100% Tannat. O mesmo ano do Tinto Cão anterior. O mesmo perfil de cor, muitos laivos acastanhados e nariz também com alguma presença de couro e especiarias, embora nesta caso a fruta passa com o figo e ameixa preta parece para fazer a diferença.Na boca voltamos também fruta preta como a ameixa, às especiarias e àquela sensação de caixa de tabaco, fumados e couro. Final persistente e duradouro.
Classificação Pessoal: 80/100
 
José Maria da Fonseca Moscatel de Setúbal Apoteca 1934
Cor âmbar escura, concentrada no núcleo, e com ligeiros esverdeados no bordo do copo. No nariz começamos a perceber que estamos na presença de um vinho especial,  agarra-nos por completo, ficamos presos às notas de mel, fruta seca e passa, ficamos presos no momento e queremos voltar admirar este perfume. Chegando à boca temos a certeza do quão especial é o vinho e o momento, é guloso, gula pura, e com um equilíbrio notável da acidez, com a fruta seca, o doce do melaço, da fruta passa, de um complexidade que nos arrebata.
Classificação Pessoal:  95/100
 
José Maria da Fonseca Moscatel de Setúbal Apoteca 1911
Continuamos para um ano ainda mais longínquo. O nível de satisfação sobe. É possível uma nota de prova de vinho como o Apoteca 1934 e este 1911 ou apenas e só bebe-los e apreciá-los?
Cor mais escura, acastanhada com nuances de verde azeitona. No nariz somos arrebatados por uma cmplexidade de aromas estonteante, com os frutos secos, o melaço, as avelãs tão presentes, figos secos, sempre em crescendo, em evolução. Boca untuosa, creme, corpo gordo e complexo. Aquelas nota a mel misturadas com toda a fruta seca eleva-nos e faz-me voltar à pergunta. Como descrever um vinho destes? Que prazer!
Classificação Pessoal: 97/100

Depois foi tempo de visitar as instalações da JMF, desde o momento da chegada das uvas, passando pelas cubas de inox para fermentação e em alguns casos estágio, sistemas de refrigeração de apoio a todo o complexo e um primeiro olhar àquele que será o melhor vinho do Mundo e arredores feito a partir das uvas da nossa vindima. Um brinde à JMF pela disponibilidade demonstrada para com os Bloggers neste dia.

Adegga Wine Market: O Evento Que Veio Para Ficar

O Adegga Wine Market regressou no passado dia 1 de Dezembro ao Hotel Florida, local onde já tínhamos conhecido a versão de verão deste evento, o Adegga Summer Wine Market.

Em relação ao ano passado temos um ambiente diferente, com um espaço para os produtores, outro para a Sala Premium e outro para as vendas. Houve ainda lugar para a gastronomia, com pratos que poderiam fazer companhia ao vinho da nossa escolha e à conversa do momento. Relembro ainda o apoio do Adegga ao nascer de uma iniciativa cada vez com mais interesse que é o Wine Walk. Aos poucos vai aparecendo e com mais certezas vai ser possível fazer-se melhor e aparecer uma oferta mais generalizada.

No fundo,  este ano foi sem dúvida o ano de afirmação deste evento, o ano em que claramente se percebe que o Adegga Wine Market está para ficar e que tem o seu lugar na muito competitiva agenda do final de ano de eventos vinicos. 

Estamos na presença de um evento até agora único. A proximidade que se estabelece entre consumidor e produtor é diferenciadora em relação ao existente, o facto de todos (ou praticamente todos) os vinhos presentes para prova poderem ser desde logo comprados a preço de feira também ajuda e as mini-actividades que vão acontecendo pelo evento fazem com que o visitante, simples consumidor ou mais expert, se sintam como se estivessem a receber cada produtor, cada vinho, em sua própria casa.

Para o ano temos outra vez duas edições: a de verão e a de inverno. Um evento em crescendo e que vai merecer a nossa atenção. As datas já estão definidas. Coloque já na sua agenda 2013: Summer Wine Market a 29 de Junho e Adegga Wine Market a 7 de Dezembro.

sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012

Feliz Natal & Próspero Ano Novo 2013

José Maria da Fonseca | Bloggers Day 2012: Vertical Periquita

Após a prova especial de tintos em barrica seguiu uma outra não menos especial. Um vertical do emblemático Periquita. Anos 70, 80, 90 e o mais recente no mercado o 2010.

Periquita 1971 (Garrafa de litro)
Castas: Castelão Francês 
Cor alaranjada com nuances castanhas. Aromas com fruta passa, fumados, caixa de tabaco, com notas licorosas, bastante complexo. Na boca toque macio, ainda com acidez viva, sobe e desce rapidamente, mantendo boa frescura e um certo mentolado agradável.
Classificação Pessoal: 80/100

Periquita 1985
Castas: Castelão Francês e Espadeiro
Cor de matizes com evolução, castanho-alaranjado, com presença de impurezas e a ser aconselhado o uso de um decanter. Aromas de média intensidade com algumas notas de cor a sobreporem-se ao conjunto. Na boca parece estar num estado de evolução mais avançado do que o anterior, mais castigado pelo tempo, mais cansado. O final de boca é já um arrastar com pouca persistência.
Classificação Pessoal: 73/100

Periquita 1990
Castas: Castelão Francês, Espadeiro e Monvedro
Cor castanho alaranjado de pouca intensidade, translúcido, de aspecto limpo, masestá sujeito a aparecer algum depósito mais para o final da garrafa. No nariz boa intensidade aromática com a fruta seca e o ligeiro toque a couro a aparecerem num bom conjunto. Boca seca, acidez vivaz, perfil fino e elegante. Final mais comprido do que aquleur um dos anteriores.
Classificação Pessoal: 80/100

Periquita 2010
Castas: Castelão, Trincadeira e Aragonês
Preço: 3,79 €
Das castas originais continuamos com a Castelão, mas agora com a presença da Trincadeira e da Aragonês. Visualmente de cor rubi, concentração média, atractivo e de aspecto límpido. Grande intensidade aromática à fruta vermelha madura, com toque especiado e alguma tosta em fundo muito bem casadas com a fruta.  Surge macio e equilibrado na boca, com boa acidez e fruta fresca, fácil de gostar. Final de média persistência.
Classificação Pessoal: 80/100
 
 

quinta-feira, 20 de Dezembro de 2012

José Maria da Fonseca | Bloggers Day 2012: Prova Amostras de Barrica

Em continuação do Bloggers Day 2012 na José Maria da Fonseca, iniciado com a vindima na colecção ampelográfica na Quinta de Camarate, seguiu-se uma prova de vinhos directamente da barrica de seis vinhos monocastas tintos da colheita de 2011. Tipo de barrica diferente e estágios diferentes. Ali, no meio das barricas, com os comentários de Domingos Soares Franco, de pipeta e copo na mão fomos à procura de descobrir diferenças, de descobrir o vinho ainda sem passar pelo sossego da garrafa.

Entrada do Vinho nas barricas: 16-05-2012

Trincadeira 2011
Barrica: Seguin Moreau M Premium
Apresenta uma cor rubi repleta de violetas escuros. Nariz com muita fruta silvestre, notas tostadas que vamos continuar a sentir quando passamos à prova de boca. Continuamos com muita fruta e a tosta proveniente do estágio em barrica também está presente e ainda bem notória. Nota ainda para o final seco e até um pouco adstringente.

Castelão 2011
Barrica: Seguin Moreau M Premium
Com este Castelão pudemos fazer a prova ao mesmo vinho mas em estágio de barricas diferentes. Esta primeira de tosta média mais barata e a seguinte, mais cara e com nivel mais alto de madeira.  A cor rubi com os naturais violáceos, com nariz onde a fruta vermelha se destada num conjunto onde também aparecem as notas florais e uma especiaria fina que a madeira lhe confere. Tal como o Trincadeira achei-o jovem mas com um final menos intenso e mais discreto de comprimento.

Castelão 2011
Barrica: Moreau Elegance ML
Nesta prova nota-se bem a diferença que uma barrica pode fazer. Sem grandes diferenças no aspecto visual, é no olfato que sentimos as primeiras diferenças. Nariz mais elegante, fruta vermelha e preta em perfeita harmonia com o toque a baunilha que aparece em fundo e uma boca mais completa que o anterior. Taninos mais arranjados, mais corpolência e um final de boca mais comprido e persistente. Maior nota de diferença vai para a elegância deste Castelão para o anterior.

Touriga Franca 2011
Barrica: Moreau Elegance ML
Continuamos no rubi com traços violetas e aromas intensos a fruta madura, neste caso predominância para a silvestre, como a amora preta e muito bem ligada com a madeira. Apesar da sua expressa juventude apresenta já uma boca com bom corpo, gordo, que nos enche o palato e com toda a sensação de fruta bem equilibrada com as notas de baunilha que advêm do estágio em barrica. Em continuação com os anteriores, o equilíbrio entre a frescura da fruta e o estágio em madeira sobressai pela positiva.

Touriga Nacional 2011
Barrica: Moreau Elegance ML
Aspecto visual em continuidade com os anteriores, os violetas predominam neste ponto do estágio.No plano aromático intensamente floral, com fruta preta e vermelha madura, ligeira tosta e baunilha, tudo muito bem equilibrado. Na boca surge com toque sedoso, ligeiramente untuoso, fruta fresca e bem torneado com a madeira. Gostei muito do ponto em que se encontra este Touriga Nacional embora ainda um pouco seco no final para o meu gosto. Persistente e seco no final. 

Tinto Cão 2011
Barrica: Única de Inox e já em garrafa
Este Tinto Cão foi uma autentica surpresa. Em termos de cor temos um vermelhão mais aberto, menos concentração e menos fechado. Aromas com mais fruta fresca e toques vegetais. Parece que tudo colocado no lugar com muito cuidado e delicadeza. E na boca uma acidez alta, a secar por completo a boca. Precisa de tempo ou de algo para nivelar um pouco esta acidez. Todavia a fruta está presente com boa ligação a notas de especiarias que funcionam em conjunto. Final de média persistência. 

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