terça-feira, 16 de abril de 2013

Tertúlia com o enólogo Paulo Laureano no Restaurante Claro | 24/10/2012

Uma Tertúlia é na sua essência uma reunião de amigos, familiares ou simplesmente frequentadores de um local, que se reúnem de forma mais ou menos regular e informal, para discutir vários temas e assuntos. No passado dia 24 de Outubro de 2012, no Restaurante Claro, os amigos reuniram-se à volta da mesa e à volta de um tema de paixão comum: o Vinho. Nesta primeira tertúlia, exclusiva para bloggers amantes do vinho, foram apresentados vinhos do enólogo Paulo Laureano e "visitamos" o terroir da Vidigueira e o terroir de Bucelas, acompanhada por petiscos, e que petiscos, com assinatura do Chef Vitor Claro.

Inicio de noite com a prova do Espumante Paulo Laureano 2006 Bruto. Bolha fina, aromas elegantes e discretos, tosta de pão, fresco, com boca citrina, alguma maça verde, cremoso,  sempre com muita frescura. Muito guloso  com um final seco limonado com ligeiro travo amargo no final que nos limpa por completo o palato e o prepara para o que vem de seguida. Um espumante de Bucelas, com espumantização pelo método clássico. O primeiro espumante Paulo Laureano. 12€ pvp

Depois de um momento de pura aprendizagem acerca das castas portuguesas, com a companhia gastronómica de um Ravioli de Camarão com Cogumelos, seguimos para o Paulo Laureano Bucelas 2011 branco. Citrino de cor e de aspecto límpido. No nariz toque floral, notas de massa pã, perfil mineral e fresco. Na boca uma acidez brutal, citrino, lima, limão, maças verdes, seco e incrivelmente fresco.Volto a repetir... acidez brutal. Excelente! 7€ pvp

O Dolium Escolha 2011 foi o vinho que se seguiu. A conversa fluía naturalmente e a forma algo informal e didáctica como avançava fazia com que nem se notasse pelo tempo a passar. Com este branco passamos para o alentejo e para mais uma casta portuguesa - o Antão Vaz.
Cor citrina, aspecto praticamente translucido, lágrima definida, límpido e brilhante. Perfume delicado com algumas notas de casca de tangerina fresca e tostado leve. O estágio em madeira não o tornou demasiado amadeirado, revelando antes grande harmonia. Macio na boca, algo untuoso, bom corpo, vivo e com fruta fresca. Ligeiro final seco e verde. 15€ pvp
O acompanhamento foi um Cozido de Grão de Bico com Enchidos de Porco Preto. A frescura com que este prato ficou.

Lugar de seguida ao primeiro tinto da noite. Uma casta portuguesa, muito parecida com a Trincadeira, filha das terras de Vidigueira - a Tinta Grossa, ou como lhe chamam os de Vidigueira, Tinta Nossa. Casta dificil em termos de vigor, mas que encerra uma série de características muito importantes tais como a excelente acidez e taninos, com frutas do bosque e madeira exóticas e muito boa para lotes, atribuindo elegancia e frescura aos vinhos. Paulo Laureano Selectio Grossa 2010 é um vinho de cor retinta, intenso e concentrado no núcleo e violetas expressivo no bordo do copo. Aroma intenso, complexo, com as já esperada fruta do bosque, frutas pretas, notas de cacau e as tais madeiras exóticas. Maravilhoso! Na boca outra surpresa. Pujante de força, arrebatador na vida que transporta, quase mastigável, com fruta no sitio e acidez ao mais alto nivel. Para primeira experiência com esta casta, fiquei deslumbrado. Pergunto porque estará a desaparecer? 21€ pvp

Sem dúvida que noites destas serão para repetir. Aprender desta forma não custa. Mais uma vez Portugal ao mais alto nivel. Só castas portuguesas. Vinhos de excelência.

1 comentário:

  1. este grossa é um portento... eu tinha provado o 2006... "sem espinhas"

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