segunda-feira, 31 de março de 2014

Quinta de Camarate 2013 Branco Doce

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Alvarinho e Loureiro
Região: Península de Setúbal
Teor Alcoólico: 11,5%
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos, SA
Preço: 6,80€ vap

Nota de Prova
O branco doce , leve e de baixa graduação alcoólica ainda não parece ser moda como já o é em alguns países. Daí que ano após ano, mais do que marcar pela diferença este branco doce da José Maria da Fonseca marca também pontos neste tipo de vinho. Cor amarelo citrino, aspecto jovem e limpo. Aromas frescos, fruta limonada e tropical bem ligada, alguma banana e litches com bom toque mineral e limpo. Na boca está macio, com alguma untuosidade, leve adocicado com toque de lima e fruta de caroço, acidez equilibrada, fina e com final fresco e leve doce. Gastronómico na ligação com pratos especiados e algo picantes como o caril ou então a experimentar sozinho.

Classificação: 84/100

domingo, 30 de março de 2014

Os Novos Colares Doc de Casal Sta. Maria

Os primeiros Colares Doc do produtor Casal Sta Maria foram ontem oficialmente apresentados na sua quinta em Sintra. Com a presença do centenário Barão Bodo Von Bruemmer que, em momento solene, dirigiu algumas palavras emocionadas aos presentes, a prova foi conduzida pelos Enólogos Jorge Rosa Santos e António Figueiredo, assim como com o acompanhamento particular a toda a apresentação do Consultor Comercial Luís Mota Veiga.

O Colares DOC 2011 Branco produzido respeitando os "antigos costumes" a partir de vinhas velhas da casta Malvasia de Colares de chão de areia, e o Colares DOC 2006 Tinto produzido a partir de vinhas velhas da casta Ramisco de chão de areia. Serão vendidos em caixas de madeira de três unidade, a 75€ cada caixa (25€ x 3).

COLARES 2011 BRANCO | COLARES | 12% | PVP 25€
MALVASIA DE COLARES
Cor amarelo citrino,  aspecto brilhante e limpo.  Aromas muito delicados, notas flores brancas e salinas com maça cozida muito leve, amanteigados leves, mineral e fresco. Na boca acidez elevada, boa secura e acidez, notas citrinas, laranja e tangerinas. Final de boca com toque de fruto seco, mineral e persiste na boca.

COLARES 2006 TINTO | COLARES | 12%| PVP 25€
RAMISCO
Cor rubi, média concentração,  aspecto jovem.  Aromaticamente complexo e ao mesmo tempo muito limpo, fresco, com cereja fresca, algum húmus, notas de licor, fumados e folhas secas . Boca cheia de vida e pujança,  seco, encortiça a boca, com muita fruta, algum húmus, terroso e especiado. Final de boca persistente e guloso. Dos dois o mais pronto. Está a um grande nível.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Herdade da Calada | Enoturismo, Vinho e Gastronomia

A cerca de uma hora de distância de Lisboa, em direcção a terras alentejanas, fica a Herdade da Calada. Uma típica herdade alentejana, situada no distrito de Évora, na região do Alentejo. Identificado principalmente como produtor de vinho, tem também uma forte componente agrícola, com produção de azeite, cereais e criação de gado.

O enoturismo, aqui numa versão tradicional, familiar e acolhedora, é a mais recente das vertentes da Herdade. Estão à disposição dos visitantes 3 quartos duplos com wc privativo e outras comodidades, e uma piscina exterior que faz sonhar. A Herdade dispõe de serviço de pequeno-almoço e refeições tradicionais feitas pela caseira da Herdade a partir de produtos cultivados e colhidos na propriedade, e outros da região, como as carnes e os queijos tradicionais.

A primeira paragem neste dia foi no miradouro mais alto com vista para a barragem da Herdade onde o Director de Produção e Enólogo da Casa Eduardo Cardeal nos esperava para nos acompanhar numa prova às novas colheitas  dos vinhos brancos  e rosé. O pano de fundo inesquecível.

VALE DA CALADA 2013 BRANCO
VERDELHO, ARINTO
Cor citrina, esverdeados leves, limpo. Nariz intenso com fruta tropical, maracujá e citrino a toranja, limpo e directo. Boca com boa acidez, frutos citrinos, tangerina, directo e muito fresco.
PVP 4,80€

VALE DA CALADA 2013 ROSÉ
ARAGONEZ 
Cor rosa claro, limpo. Nariz com morango, cereja e groselha fresca e madura. Boca onde a fruta aparece em primeiro lugar, fresca, apetecível e limpa, para depois limpar com uma acidez mais seca e tornando-se fino e elegante.
PVP 4,50€

CALADESSA ESCOLHA 2013 BRANCO
ALVARINHO, ARINTO, FERNÃO PIRES
Cor amarelo citrino,  limpo, jovem. Aromas delicados provenientes da casta alvarinho, notas fruta exótica, citrino, fresco. Boca com acidez equlibrada, algum corpo e estrutura,  fruta citrina,  com mais duração no final de boca.
PVP 6,90€

BARÃO DE B RESERVA 2012 BRANCO
ANTÃO VAZ
Cor amarelo citrino,  nuances esverdeadas presentes, limpo e brilhantes. Aromas intensos,  notas de fermento, pão,  madeira bem ligada e com a fruta também presente, pão com manteiga.  Boca com estrutura, corpo com ligeira untuosidade, acidez estaladiça,  frutado e com madeira muito bem ligada, ligeiros baunilha. Final de boca persistente e fresco.
PVP 14€

Recuperamos forças e fomos conhecer a pé a Herdade ao mesmo tempo que se fazia uma "caçada" ao Espargo. Não houve espargueira que nos escapasse ao olhar e lá se foram juntando uns molhinhos engraçados. Rumo ao almoço, uma caminhada que deu a conhecer a grandeza deste projecto, das suas vinhas e da qualidade com que tudo acontece.

Ao almoço, momento para, em conjunto com a gastronomia alentejana e com umas migas de espargos selvagens com carne de porco, provar alguns dos tintos desta casa e um licoroso diferente, feito a partir da casta moscatel, e que convenceu quem à sobremesa o bebeu.

CALADESSA ESCOLHA 2012 TINTO
TOURIGA NACIONAL, ALFROCHEIRO, TINTA CAIADA
Cor rubi, média concentração e aspecto limpo. Aromas frutados, fruta vermelha e preta madura, tostados leves e bom toque especiado. Boca segura, corpo, fruta vermelha bem composta e fresca, complexo. Com travo especiado final. Persistente e fresco.
PVP 9,50€

HERDADE DA CALADA TN/SYRAH 2010 TINTO
TOURIGA NACIONAL, SYRAH
Cor rubi, intenso e concentrado no núcleo, um pouco mais aberto no bordo do copo. Aromas com notas florais, fruta vermelha madura, sem ser em excesso, tosta fina, especiado, fresco. Boca com vivacidade, corpolento, boa acidez e perfil com muita fruta fresca, travo, especiado, final de boca persistente. Grande vinho.
PVP 12€

BLOCK N. 3 2012 TINTO
TOURIªGA NACIONAL, ALFROCHEIRO, SYRAH
Cor rubi, concentrado, violetas escuros e definidos. Aromas marcados pela fruta vermelha e preta madura, a cereja bem presente, com florais da violeta a perfumar um conjunto fresco. Boca com taninos maduros, grande corpo, acidez em equilíbrio, vivacidade, cheio de fruta bem colocada e uns especiados picantes que agradam à experiência. Final longo, fresco e especiado. Grande.
PVP 30€

CLEMENTE DE B LICOROSO
MOSCATEL
Cor âmbar definido, intenso e limpo. No nariz a casta aparece. Flor de laranjeira, casca de laranja cristalizada, melaço e frutos secos. Na boca um doce equilibrado, com uma acidez vivaz, guloso e com toue cremoso. Final longo. No final da refeição com a Siricá.
PVP 7€

Por fim, a visita à zona de trabalho, de vinificação dos vinhos, à Adega dos Inox e à adega das barricas. Uma visita mais prolongada será o ideal para aproveitar o sossego e as óptimas condições para um enoturismo mais rústico, mais vivido e que será sem dúvida, mais sentido. Mais fotografias aqui.

terça-feira, 25 de março de 2014

BSE 2013 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Antão Vaz, Arinto e Fernão Pires
Região: Península de Setúbal
Teor Alcoólico: 12%
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos, SA
Preço: 3,50€ vap

Nota de Prova
BSE. Produzido desde 1947 e, para quem ainda não sabe, significando Branco Seco Especial. Lembro-me de nos anos oitenta ser um icone das mesas dos restaurantes portugueses, das esplanadas solarengas e companhia para muito entardecer de verão. Hoje, apesar do perfil estar diferente, continua a ser uma opção a considerar para acompanhar uma conversa descontraída e se juntar à mesa com pratos leves, peixe branco grelhado ou algo mais especiado. Seco, fresco, leve e descomplicado. Cor citrina de aspecto limpido e brilhante. No nariz, directo e frutado, aromas a fruta tropical e citrina com muita frescura. Na boca continuamos com boa experiência de fruta fresca, boa secura e equlibrio. Para beber.

Classificação: 76/100

segunda-feira, 24 de março de 2014

Grão Vasco 1995 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Várias
Região: Dão
Teor Alcoólico: 12%
Produtor: Sogrape Vinícola do Vale do Dão, Lda
Preço: 5€ vap

Nota de Prova
Procuramos muitas vezes um vinho especial, que nos faça parar a meio do copo, que nos faça exclamar "O que é isto?!?!?". Que nos cause espanto! Pode não ser o melhor vinho do mundo, mas que nos surpreenda. Que fuja ao lugar comum. Encontrei tudo isso neste branco de 1995. Cor amarelo dourado, âmbar leve, aromas limpos, com algumas notas de fruta seca e passa, sem ser exuberante, alguma fruta citrina e notas florais na medida certa. Na boca vivacidade e acidez bem estaladiça, não se notando tanto a sua idade. Fino e persistente. Frescura. Corpo definido. Continuem a olhar para eles de lado que eu vou aproveitando.

Classificação: 86/100

sexta-feira, 21 de março de 2014

Vertical de Munda Branco no Vestigius

O Vestigius Wine Bar continua a promover acções muito interessantes e diferentes para promover o vinho português e, como é evidente, para promover este novo wine bar lisbonense como uma referência para quem gosta de vinho e de um local ideal para o fazer.
A vertical do MUNDA branco foi efectuada por ocaisão da apresentação do espaço para alguns Bloggers que, sob a batuta do Sommelier João Chambel, puderam experienciar o potencial deste vinho quer a solo quem na ligação à gastronomia.

MUNDA 2008 BRANCO | ENCRUZADO | DÃO | 13,5%
Cor amarelo definido. Com algumas nuances alouradas. Aromas directos, com muita elegância, madeira discreta, pequeno toque de baunilha, muito leve. Boca com acidez vivaz, seco, com fruta citrina, lima em destaque, complexo, largo e em evolução continua.

MUNDA 2007 BRANCO | ENCRUZADO | DÃO | 13%
Cor amarelo tonalidades mais palha seca, limpo. Aromas com fruta branca madura, com algumas notas oxidadas, boas notas, algum ferro a marcar o final. Na boca com uma frescura estupenda, acidez e fruta com grande equilíbrio, toque salino e final fresco e persistente.

MUNDA 2006 BRANCO | ENCRUZADO | DÃO |
Cor amarelo, nuances douradas, limpo. No nariz mais delicado que os anteriores, fruta muito bem colocada e presente, complexo. Boca larga, acidez equilibrada com secura, profundo e intenso. A fruta aparece sumarenta e prazeirosa. Bom volume, mas com muita finess e muito delicado.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Quinta da Folgorosa em Prova na Garrafeira Wines 9297

Em mais uma tarde de prova de vinhos na Garrafeira Wines 9297, fomos até à região de Lisboa para conhecer os vinhos da QUINTA DA FOLGOROSA. Em boa verdade, se para uns será um produtor pouco conhecido, para mim foi uma completa novidade e isto é, de facto, também um dos objectivos para onde as garrafeiras devem apontar: apresentar novidades, novos produtores, novas experiências e claro a oportunidade para ganhar mais conhecimento acerca dos Nossos vinhos.
A Quinta da Folgorosa fica em Dois Portos, Torres Vedras, projectada pelo célebre arquitecto suíço, Ernesto Korrodi, em 1910, e implantada numa zona de elevada beleza paisagística. Com 40 ha de vinhas e uma adega antiga, mas renovada, alia-se a tradição da pisa a pé em lagar aos novos equipamentos.
Foram provados alguns vinhos que serão ainda novidade no mercado e cujo rótulo ainda será temporário, algo que desde logo afere da jovialidade dos vinhos e da estratégia do produtor para que só no momento certo os seus vinhos estejam à disposição do consumidor.
 FULGOR 2011 BRANCO
O entrada de gama desta casa nos brancos. Cor citrino, laivos esverdeados, aspecto jovem. Aromas frescos, citrinos, maça verde e muito directos. Na boca macio, limonado, acidez equilibrada, muito sumarento e curto de boca.
75/100
PVP: 4,90€

FOLGOROSA 2011 TINTO
Apresenta cor rubi, média concentração e intensidade. Aromas predominantes da fruta vermelha madura, algum cacau e frescura. Na boca continuamos com boa frescura, perfil frutado e com um fim de boca com ligeiro amargo vegetal. Final de boca de média duração.
79/100
PVP: 5,90€



QUINTA DA FOLGOROSA 2009 TINTO
Cor rubi, média concentração, aspecto limpo. Nariz com fruta vermelha madura, regresso um pouco às notas mais adocicadas, alguma baunilha, fumados, algumas notas de chuva de verão em terrreno seco pelo sol. Boca com vivacidade, alguma secura, com estrutura, fruta fresca e final de boca persistente.
84/100
PVP: 8,90€

QUINTA DA FOLGOROSA RESERVA 2010 TINTO
O topo de gama desta casa foi sem dúvida o vinho que mais me agradou. Cor rubi, concentrado no nucleo e de aspecto limpo. No nariz é muito perfumado e intenso, com notas balsamicas directas, algum quimico interessante, fruta madura, mas não chata, muito complexo. Na boca continuamos neste perfil. Com estrutura, vivaz, com boa acidez e com fruta fresca no ponto. Boa especiaria, e ligeiro vegetal final. Final de boca longo e fresco.
87/100
PVP: 19,90€

quarta-feira, 19 de março de 2014

A Primavera / Verão no Restaurante Flor-de-Lis do EPIC SANA Lisboa Hotel

A SANA Hotels lança durante este mês as novas cartas Primavera/ Verão. Os menus, preparados pelos Chefs de cada Restaurante, têm como objectivo não só o de mostrar o que trazem de novo à cozinha estas Estações, mas também proporcionar uma viagem gastronómica pelos sabores da cozinha tradicional portuguesa e das novas tendências internacionais.

No Flor-de-Lis, restaurante do EPIC SANA Lisboa Hotel, o Chef Patrick Lefeuvre assina a nova carta com pratos onde as notas mais frescas dos citrinos aparecem, onde os legumes frescos biológicos e cheios de cor são presença obrigatória e onde cada prato parece irradiar vida, luz e frescura de sabores.

Inicio de refeição com um trio de manteigas, sabor normal, pinã-colada e asiática (ostras com soja), com leveza e frescura que acompanharam um pão de tomate delicioso e sem dúvida o meu preferido desta casa. quanto às manteigas, sem dúvida a frescura e leveza da de pinã-colada.

De seguida, a primeira surpresa do Chef com um Amuse Bouche de Carpaccio de Novilho com Vinagrete de Nozes com uma apresentação deliciosa numa colher e um vinagrete limpo sem se sobrepor aos restantes ingredientes.

Mal refeitos desta surpresa, logo outra de seguida com mais um Amuse Bouche na forma de Espuma de Batata e Trufa com entremeada, Cogumelos Pleurotus e Chips de Batata Vitelotte leve, fresca e colorida.

Prosseguimos então para a entrada que teve tanto de sofisticado como de luxuoso para um inicio de refeição que ser marcante para a restante refeição. O Foie Gras Caramelizado, Ananás confit com Especiarias, Tártaro de Pato e folha de Ouro Branco e de Bronze, acompanhado com o Late Harvest da Herdade dos Grous 2010, sem dúvida que brilhou.

Para o primeiro prato principal da noite um Peixe-Galo, Lagostins Salteados e Ministrone de Legumes e Jus de Lagostins que no prato parecia uma obra de arte, com um equilíbrio de cores e de formas que lhe parecia transmitir movimento. O Ministrone de Legumes estava verdadeiramente viciante. Aquele citrino no molho, inesquecível. 

Após o Peixe, e um Sobert de Tangerina com Espuma de Lima para limpar a boca, a vez do prato de carne. Terrine de Leitão Crocante, Cromesqui de Topinanbourg e Legumes Biológicos da Quinta do Poial.  Ligação equilibrada do Leitão com os Legumes e ressalvando que a experiência poderia crescer mais um pouco caso o leitão e a couve estivessem mais estaladiços.

De seguida, mais uma surpresa do Chef com uma pré-sobremesa a preparar caminho. Gelado de Chocolate com Molho Inglês, Framboesa Fresca e Frutos Secos. Para muitos já uma sobremesa.

Por fim, e sem mais surpresas, a sobremesa. Creme de Queijo, Lima e Morangos Salteados em Mel e Manjericão com Crocante de Amêndoa, Folha e Aro de Framboesa e Gelado de Morango. Parece complicado, mas só no nome. Destaco aqui o aroma e sabor do gelado de morango. Uma autentica pérola de frescura.

Destaco ainda o serviço sempre atencioso, cuidado de toda a equipa do Restaurante Flor-de-Lis.

terça-feira, 18 de março de 2014

Ciconia Reserva 2012 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Aragonez, Touriga Nacional e Syrah
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 14%
Produtor: Casa Agrícola Alexandre Relvas, CRL
Preço: 6,49€ vap

Nota de Prova
Um Reserva recente, que facilmente se encontra nos locais de venda habituais, com um preço apelativo e com uma imagem renovada principalmente devido à nova garrafa. Apresenta cor rubi, concentrado e opaco. No nariz somos inundados pelas notas exuberantes da fruta vermelha e preta madura, compota, baunilha bem escondida num conjunto um pouco doce, talvez doce demais. Boca com boa vivacidade, supera os aromas, apesar de menos adocicado a fruta vermelha compota continua a ser o predominante. O final é persistente, mas sempre muito maduro e pesado. Apesar de saber que este será um perfil que conta com muito consumidor como seguidor, deixou-me um pouco desiludido face ao que normalmente provo deste produtor.

Classificação: 78/100

domingo, 16 de março de 2014

Quinta da Murta | As Novidades do Produtor da Região de Bucelas

 Manhã chuvosa na visita à Quinta da Murta. Gorada a intenção de conhecer melhor os vinhedos deste produtor de vinhos da região de Bucelas e de deambular um pouco pelo espaço exterior à adega, fica-mo-nos por caminhar por entre uma adega pequena, mas moderna, com o brilho do inox em cada canto, e com um também pequeno mas eficaz parque de barricas tendo em vista o estágio em madeira de brancos e tinto.
O espumante tem também lugar nesta casa onde o Enólogo Hugo Mendes assume uma paixão evidente por este género de vinho. O resultado de alguns anos de trabalho resultou na produção de espumantes branco e rosé.

Por fim, fugindo do pingar da chuva fomos conhecer as últimas novidades desta casa no espaço de loja e provas da Quinta da Murta.

QUINTA DA MURTA ESPUMANTE RESERVA BRUTO 2008 BRANCO
Um espumante com quatro anos de estágio de cor amarelo definido, limpo, de aromas limpos com maçã reineta e algum marmelo, toque mineral. Na boca mousse cremosa, vivo, acidez estaladiça, citrino, limpo, prolongado e fino.
PVP 10€

MURTA ESPUMANTE EXTRA BRUT 2011 ROSÉ
Cor rosada, nuances salmonadas, aspecto limpo, bolha fina e persistente. Aromas florais, leve, muito leve e com alguma fruta vermelha, groselha, notas fermento, finess. Na boca boa cremosidade, limpo, ligeiro travo ácido, vegetal, seco, com boa intensidade e comprimento.
PVP 8€

QUINTA DA MURTA 2012 BRANCO
Cor amarelo citrino, aspecto jovem, muito limpo. No nariz perfil delicado, notas de flores, algum citrino, toque mineral e directo. Na boca acidez equilibrada, vivaz, perfil frutado citrino fresco, travo mineral mais directo, final de boca de média duração.
PVP 7€

 QUINTA DA MURTA CLÁSSICO 2012 BRANCO
Cor amarelo citrino, aspecto jovem, brilhante e limpo. Nariz com pouca intensidade, madeira presente, mas muito fina, escondida, notas florais, fruta citrina, mineral e fresco. Na boca toque mais untuoso, com acidez alta, palpitante, vivaz, ainda novo para quem se habituou a gostar do perfil deste branco, cheiro de fruta citrina sumarenta, com algum corpo, e final de boca longo.
PVP 12€

MURTA TOURIGA NACIONAL & SYRAH 2011 TINTO
Cor rubi intenso, concentrado, de aspecto limpo. No nariz surgem as boas notas a fruta vermelha madura, notas florais bem integradas e alguma especiaria, tosta leve e boa frescura. Boca com estrutura, composto, ligeira untuosidade, boa fruta, madura, suculenta e fresca, alguma rusticidade, com algum vegetal final. Ainda um pouco novo na globalidade. Final de boca longo.
PVP 7€

sexta-feira, 14 de março de 2014

BTL 2014 | Enoturismo e Vinho no Cartaz

A edição deste ano da BTL já abriu as suas portas ao público e até o próximo domingo, dia 16 de Março, é aproveitar para marcar as suas férias de sonho por um preço mais baixo e se possível até apanhar uma borla num dos muitos passatempos que vão surgindo nestes dias.

Contudo, a minha visita não teve esse objectivo. Todos já devem ter ouvido ou lido recentemente que o vinho ultrapassou o sol e o mar como maior atributo turístico de Portugal. Assim sendo, lá fui eu em mais uma demanda das minhas na procura do Enoturismo em Portugal. 

Num primeiro flash, a sensação com que fico é que esta edição da BTL de Lisboa tem mais promoção Enoturistica e ao vinho que as de anos anteriores. Os produtores habituais voltam a estar presentes, mas encontrei muitos pequenos produtores e muitas novidades principalmente em espaços dedicados às regiões que se querem mostrar também como produtoras de vinho e com condições para o Enoturismo.
Num segundo take, noto que ainda temos muito para fazer em relação à promoção correcta de um produto que toda a gente pensa que tem a razão absoluta sobre o que faz. 

Volto a repisar. Promover vinho em copos de plástico com formatos ridículos, não só é horrível como é a forma mais fácil de estragar o vinho. E não me venham com a história de não poderem utilizar copos de vidro no evento pois provei alguns vinhos por copos excelentes para a prova e outros traziam consigo alguns copos que disponibilizavam caso fosse necessário em alternativa aos de plástico.

Outra coisa, e isto é o que há de interessante em percorrer este tipo de feira em modo desconhecido, é a forma como alguns promotores, que pouco sabem de vinho, debitam palavras decoradas para a pessoas que vão provando o vinho. Felizmente cada vez são menos, mas ter de ouvir coisas como "(...)esse vinho é só com a casta Arinto. Seco, seco, o Arinto é sempre assim, seco como tudo e não há volta a dar(...)" confesso que não me deixa nada sorridente.

Mas cada vez temos melhores exemplos. Por isso, deixo-vos o repto. Visitem a BTL e procurem os pontos com Enoturismo. São uma excelente oportunidade de conhecer mais e melhor o tema Vinho e ao mesmo tempo... são férias.

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