sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Lavradores de Feitoria Com Novidades Na Gama Cheda

Perfil renovado, imagem renovada e uma novidade bastante interessante para juntar à gama Cheda, ou seja, um Riesling. E se fossem apenas estas as novidades da noite já havia valido a pena, mas havia mais. O novo perfil dos Cheda, mais frescos e frutados, é resultado de um trabalho em conjunto com a nova parceria a nível da distribuição.
A Vinalda para a ser a responsável pela distribuição dos Cheda enquanto que as marcas Lavradores de Feitoria, Três Bagos, Quinta da Costa das Aguaneiras e Meruge não fazendo parte deste acordo, mantêm a sua chegada ao mercado a cargo da Vinicom.

O novo Cheda Riesling ditou a escolha do Chef e do restaurante onde a apresentação teve lugar: o Terraço by Rui Paula, no Hotel Tivoli Avenida Liberdade, em Lisboa. 
Rui Paula, um homem do Douro, conhece bem os vinhos e as pessoas da Lavradores de Feitoria. Deste modo, fazer o casamento entre os Cheda e a sua cozinha foi um processo natural, embora desafiante, a que correspondeu com mestria, tendo mesmo ousado, e bem, arriscar na maridagem da sobremesa com o Cheda Tinto colheita evitando assim as ligações mais fáceis e óbvias.
A apresentação contou com a presença de Olga Martins (CEO da LF), Paulo Ruão (Director de Enologia da LF), José Espírito Santo (Presidente da Vinalda) e Sérgio Pereira (Director Comercial On-Trade na Vinalda).

CHEDA 2016 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP 5€
MALVASIA FINA, SÍRIA, GOUVEIO
15,5
Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas, aspecto limpo e jovem. Aromas intensos, fruta citrina, leve tropical, perfil fresco. Na boca apresenta-se pronto, fresco e com boa acidez, acutilante, ligeira untuosidade, citrino, com equilíbrio, directo e pronto a beber.

O Cheda 2016 Branco à mesa fez uma bela ligação à Trufa de Alheira e com o Macarron de Codium e Sardinha.

CHEDA RIESLING 2014 BRANCO | DOURO | 12% | PVP 10€
RIESLING
16
Cor amarelo citrino, definido, de aspecto limpo e brilhante. Nariz delicado e fino, limonados, pêssego verde, sem as notas de petróleo marcadas e ou tão evidentes como em outros casos. Na boca mantém o traço fino, leve, ligeiro cremoso, com notas  flores e de alguma petrolado muito lá no fundo. Acidez acutilante e de final de boca longo.
Merece que se lhe dê tempo a um Riesling do Douro a fugir do perfil habitual.

A Vieira Com Couve Flor recebeu a elegância, leveza e frescura deste Riesling. Finess!

CHEDA RESERVA 2016 BRANCO  | DOURO | 13% | PVP 10€
MALVASIA FINA, VIOSINHO, GOUVEIO
16,5
Cor amarelo citrino, limpo, brilhante, aspecto jovem. Nariz com barrica bem ligada, notas de fruta branca e de polpa amarela, com traço baunilha, leve e fresco. Boca expressiva, ainda alguma barrica (contraria um pouco o nariz), bom volume e acidez, corpo, com a fruta fresca a vir ao de cima, com a toranja e a tangerina. Um branco que me surpreendeu pela sua bela forma. Final longo.

No prato a companhia escolhida foi um Robalo com Xerém de Bivalves. Perfeito o prato e perfeita a harmonização.

CHEDA RESERVA 2015 TINTO  | DOURO | 14% | PVP 10€
TINTA RORIZ, TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA
16
Cor rubi de violetas escuros e definidos, com aura mais aberta, aspecto limpo e jovem. No nariz a fruta vermelha e preta silvestre, madura, mas fresca, com a amora em destaque e com as notas de  barrica completamente ligadas deixando a fruta brilhar. Boca com estrutura, volumoso, a encher o palato, com boa acidez e frescura e um final de boca longo.

O Carré de Cordeiro Com Puré de Queijo de Cabra mostrou mais um pouco do vinho. O queijo de cabra não o assustou e cordeiro sentiu-se aconchegado.  

CHEDA 2016 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP 5€
TINTA RORIZ, TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA
15,5
Cor rubi intenso e concentrado, de nuances violáceas definidas, aspecto jovem. No nariz brilha a fruta vermelha e preta, sem máscaras e com muita frescura. Boca segura, com corpo médio, tanino bem assente, fruta vermelha fresca, equilibrado e de final longo.

A ligação aqui foi o prato de sobremesa. Terminámos bem. O Chocolate e a Framboesa fizeram um casamento à altura e foi interessante ver como da surpresa inicial se passou a um pleno consenso.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Messias Vinha de Santa Bárbara 2013 Tinto

MESSIAS VINHA DE SANTA BÁRBARA 2013 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP  15€
TOURIGA FRANCA, TOURIGA NACIONAL
SOCIEDADE AGRICOLA COMERCIAL VINHOS MESSIAS, SA
17

Passados dois anos desde a última colheita - a de 2011-, a Messias volta a lançar o seu Vinha de Santa Bárbara. Apesar de ainda mostrar toda a impetuosidade de um vinho jovem, continua a surpreender pela sua frescura, elegância e subtileza.
Cor vermelho granada concentrada, fechada, de violetas escuros e marcados e de aspecto limpo. No nariz a elegância da fruta vermelha e preta madura destaca-se, em harmonia com as notas florais, violetas, cacau em pó, complexo e em continua evolução no copo. Na boca mostra-se novo, jovem, cheio de garra, robusto, de tanino presente, com a fruta fresca e sumarenta bem delineada,  equilibrado e com final de boca longo.
Será, com certeza, de acompanhar nos próximos anos pois será um daqueles ao qual a idade ainda o fará melhor.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Provas | Os Vinhos Mais Caros São Sempre Os Melhores?

A eterna questão do preço do vinho e da sua qualidade. A verdade é que é difícil de deixar de assim pensar quando queremos apontar ao primeiro factor de distinção para a qualidade ou para a qualidade que pensamos ter determinado vinho. Quantas vezes já nos aconteceu alguém perguntar "Esse vinho é bom?" e ouvir como resposta " Não sei, mas como é caro de certeza que é bom."? Pois é. Vamos a mais uma publicação no site Enólogo Chef Continente?
"(...)Quantas vezes precisamos de comprar um vinho para um momento que queremos ou que julgamos ser especial e o primeiro factor de distinção que encontramos para este patamar é o preço elevado? Pelo menos que seja mais caro do que aquele que habitualmente bebemos e que nos dá tanto prazer, mas que na hora de se tentar brilhar e de partilhar um vinho o escondemos em jeito envergonhado e o substituímos por outro apenas pelo seu valor monetário.(...)" continuar a ler aqui.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Vinhos Tyto Alba - Expressão de Terroir Único

"A coruja-das-torres Tyto Alba é uma ave particularmente associada ao Homem, na medida em que utiliza frequentemente estruturas artificiais para nidificar e áreas agrícolas para se alimentar. Desta relação de proximidade advêm benefícios directos para as populações humanas, desde a utilização da coruja-das-torres como auxiliar em práticas de agricultura biológica ao seu papel de sentinela na avaliação da exposição e dos efeitos secundários da contaminação ambiental.” in Relatório Final Prof. João Rabaça 
As vinhas protegidas e toda a envolvente da Companhia das Lezírias reconhecida pela sua gestão agroflorestal sustentável é o refúgio escolhido por esta Intrigante e misteriosa ave. A Coruja-das-Torres (Tyto alba) é não só nome e imagem desta referência de vinhos deste produto do Tejo e é um  dos garantes do compromisso assumido pelo mesmo com a conservação da biodiversidade.
Num jantar de harmonização com os pratos do Restaurante Associação Naval de Lisboa foi possível conhecer um pouco mais estes vinhos e as suas mais recentes colheitas.

TYTO ALBA 2016 ROSÉ | TEJO | 12% | PVP 5,50€
TOURIGA NACIONAL, TINTO CÃO 
COMPANHIA DAS LEZÍRIAS, SA 
15,5
Cor rosada de média intensidade, nuances salmonadas, aberto, aspecto limpo. Nariz perfumado, belo floral, alguma fruta vermelha, harmonioso e fresco. Na boca mostra boa amplitude, com algum corpo, acidez bonita, ligeiro cremoso, com a fruta a mostra-se bem fresca e com final de boca longo.
Um rosé com o qual se iniciou a refeição e que continuou um pouco mais além com um Sashimi de Salmão Duas Texturas e Caranguejo de Casca Mole.

TYTO ALBA 2016 BRANCO | TEJO | 12,5% | PVP 5,50€ 
ARINTO, FERNÃO PIRES 
COMPANHIA DAS LEZÍRIAS, SA 
16 
Cor amarelo citrino, leves esverdeados, aspecto limpo. Aromas de média intensidade, muito salino, pedra lacasda, citrino de casca verde, leves notas vegetais, barrica muito bem ligada e perfil fresco. Boca com muita acidez, a secar o palato, a pedir comida na mesa, com fruta sumarenta,  notas verdes e bom comprimento de boca.
A ligação no prato fez-se com umas Vieiras com Molho Provençal e Risoto de Tinta de Choco

TYTO ALBA 2013 TINTO | TEJO | 14% | PVP 6,50€ 
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, CABERNET SAUVIGNON 
COMPANHIA DAS LEZÍRIAS, SA 
16
Cor rubi, concentrado, intenso, aspecto limpo. Aromaticamente muito rico, muita fruta preta, ameixa, cacau, pimento verde, alguma hortelã da ribeira, fresco e respirante. Boca expressiva, tanino presente, a marcar posição, fruta madura fresca, com corpo boa estrutura, com final longo, onde a fruta aparece em bom plano.
Muito bem na ligação com Javali na Grelha com Cogumelos Porcini e Legumes pelo lado do pimento verde, da fruta fresca e da própria frescura e equilíbrio do conjunto. 

TYTO ALBA MERLOT 2014 TINTO | TEJO | 14% | PVP 9€ 
MERLOT 
COMPANHIA DAS LEZÍRIAS, SA 
16,5 
Cor rubi, concentrado, violetas escuros, aspecto limpo. Aromas limpos, fruta preta e azul, com notas de bosque, folha de eucalipto, especiaria fina, complexo e profundo. Boca expressiva, com boa estrutura e volume, envolvendo o palato. Tanino pronto, seguro, com bom equilíbrio da fruta, muita elegância e leveza e final de boca longo.
A maridagem com a comida foi feita também com o Javali na Grelha com Cogumelos Porcini e Legumes. Este a acarinhar mais a carne, os sabores de caça. Ambos escolhas acertadas.

COMPANHIA DAS LEZIRIAS COLHEITA TARDIA 2013 BRANCO | TEJO | 11% | PVP 10€ 
ARINTO
COMPANHIA DAS LEZÍRIAS, SA 
16
Cor amarelo citrino, mais aberto, aspecto limpo. Nariz com muita fruta citrina, toranja, pêssego, ligeiro melaço e um curioso e reconfortante nota de chá de limão com mel. Na boca aparece uma doçura e volume cremoso muito evidente, ao mesmo tempo leve e equilibrado, voltando à sensação de chá de limão com mel, folha de hortelã e menta, fresco e de final de boca longo.
Juntou-se na sobremesa a um crocante Mil Folhas do qual dispensaria, para a harmonização com o vinho, do topping de frutos vermelhos.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Quinta do Síbio Arinto 2016 Branco

QUINTA DO SÍBIO ARINTO 2016 BRANCO | DOURO | 13,5% | PVP  14€
ARINTO
REAL COMPANHIA VELHA
COMPANHIA GERAL DA AGRICULTURA DAS VINHAS DO ALTO DOURO, SA
16,5

A casta Arinto, sendo uma das castas brancas mais conhecidas de Portugal, nunca se revelou no Douro com qualidade suficiente para se produzir um monocasta de referência. Este Quinta do Síbio, uma novidade que acompanha uma renovada imagem dos vinhos aqui produzidos, mostra que aqui existe um terroir capaz de fazer nascer um Arinto do Douro de tez fria, contido no nariz e com uma acidez e frescura de boca que surpreende.
Cor amarelo citrino, aberto, aspecto limpo e brilhante. Nariz contido, mas revelador de notas florais, citrino verde, mineral, pedra lascada, perfil fresco. Muito expressivo de boca, com uma acidez acutilante, brava até, cheio de garra e vivaz. Com um final de longo longo e fresco.
Longevidade. Adivinha-se longevidade.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Herdade do Peso Lança Ícone 2014 e Essência do Peso 2015

A Herdade do Peso acaba de lançar para o mercado dois vinhos tintos de excepcional qualidade. Nascidos no berço da região da Vidigueira, onde a propriedade da Herdade do Peso goza de características únicas para a produção de vinhos no Alentejo, a apresentação do Ícone 2014 e do Essência do Peso 2015 em simultâneo é revelador do nível elevado de qualidade atingido nas suas vinhas, adega e saber da equipa de enologia e viticultura.
O Ícone está de volta! Passados 7 anos após a primeira colheita de Ícone, em 2007, em que chega agora o segundo desta referência máxima da Herdade do Peso: o 2014. Os apertados critérios de exigência da equipa de enologia faz com que apenas agora possamos novamente ter o Ícone nos nossos braços.
Vinificado a partir das uvas dos melhores talhões de Alicante Bouschet (96%) e Syrah (4%), estagiou ainda cerca de 12 meses em barricas de carvalho francês e deixado depois a dormitar em garrafa por mais 18 meses. Um sono de beleza sem dúvida alguma.
O Essência do Peso 2015 visa proporcionar uma experiência única de desfrute da essência da Herdade do Peso e dos seus terroirs  distintos pois as uvas provêm de dois talhões distintos (os nº 2 e 4), com diferentes tipos de solo e que se juntam no lote final.

HERDADE DO PESO ESSÊNCIA DO PESO 2015 TINTO | ALENTEJO | 15% | PVP 22,50€
ALICANTE BOUSCHET
SOGRAPE VINHOS, SA
17,5 
Cor rubi de média concentração, fechado no núcleo, mais aberto no bordo do copo. No nariz mostra intensidade, muita fruta vermelha, preta, cacau , pimenta preta, muito elegante, complexo e apesar dos 15% de álcool, acabamos por não tropeçar nele. Grande boca. Pujante, com uma acidez revigorante, tanino presente, mas com elegância, fruta vermelha fresca, equilibrado. Final de boca longo. 
Mostra-se já pronto e ao mesmo tempo poderemos querer dar-lhe mais tempo. O facto é que dá um prazer imenso bebe-lo já assim como está e puxá-lo para cima da mesa com comida regional alentejana no prato. Aqui, acompanhou o prato Mar e Montanha - Polvo, Porco e Especiarias.

HERDADE DO PESO ÍCONE 2014 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 85€
ALICANTE BOUSHET, SYRAH 
SOGRAPE VINHOS, SA 
18
Cor rubi concentrado, profundo, de núcleo fechado, com nuances de violeta escuras e de aspecto limpo. No nariz mostra-se muito elegante, fruta preta, amoras silvestres, notas de bosque, chocolate, especiaria fina, refrescantes mentolados, barrica muito bem ligada, complexo e fresco. Na boca é um portento de acidez e frescura. Taninos presentes elegantes, macios, quase seda,  fruta muito bem delineada, muito equilibrado, persistente. Final de boca longo e complexo.
Acompanhou o prato de Pombo, Foie-Gras e Pinhão.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Quinta do Estanho Colheita 2015 Tinto

QUINTA DO ESTANHO COLHEITA 2015 TINTO | DOURO | 14% | PVP  4,90€
VÁRIAS TRADICIONAIS DOURO
JAIME ACÁCIO QUEIROZ CARDOSO
15,5

As uvas para este vinho provêm de vinhas situadas nas íngremes encostas do Rio Pinhão, a uma altitude entre 150m a 400m. Chega-nos um Douro bem conseguido, equilibrado e pronto para fazer parte das nossas escolhas do dia a dia.
Cor rubi de média concentração, aspecto limpo e jovem. No nariz, num primeiro plano, a fruta vermelha madura bem ladeada por notas florais, alguma violeta e flor branca, toque de esteva e especiarias. Boca de tanino macio e sedoso, corpo médio, com a fruta vermelha bem colocada, conjunto equilibrado e harmonioso. Final de boca longo.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Casa de Saima | Grandes Vinhos Em Tons de Branco

Visitar a Casa De Saima, produtor de vinhos da Bairrada, era desde já há algum tempo uma linha no must do da minha agenda. No entanto, apenas agora, no âmbito do Bairrada Vinhos e Sabores 2017, tive essa oportunidade de a conhecer melhor, não apenas os vinhos, mas também as pessoas e tudo o que faz deste produtor a Casa de Saima. 
Durante a manhã, após breve introdução à Casa de Saima pelo Enólogo Paulo Nunes e demais apresentações feitas, visitaram-se as instalações na companhia de Graça Miranda, a proprietária, e de Paulo Nunes. Uma visita rápida, mas suficiente para perceber o berço dos vinhos que ali nascem e que de seguida iríamos provar.

A prova, dirigida por Paulo Nunes, dividiu-se entre uma vertical de vinhos brancos e outra de tintos. Os cinco brancos abrangeram colheitas que foram de 1993 a 2016 e a vertical de tintos de 1997 a 2015. Largura suficiente para perceber o portefólio deste produtor e para constatar da qualidade e longevidade dos vinhos que aqui se produzem. 
Na presente publicação darei conta da vertical de brancos e, mais tarde, em outra publicação, abordarei a vertical de tintos, um pouco mais extensa que a de brancos. 
A prova dos brancos resultou numa experiência fantástica de vinhos que souberam envelhecer, ou melhor, souberam tirar o melhor proveito de um sono de beleza e mostrar todo o imenso potencial de guarda dos brancos desta Casa. Provar, ou melhor, beber um branco com 25 anos de idade, aberto com pouco tempo, e este mostrar uma vida e garra de excelência não será para todos.

CASA DE SAIMA VINHAS VELHAS 2016 BRANCO | BAIRRADA | 12,5% | PVP 8€
MARIA GOMES, BICAL, CERCIAL
GRAÇA MARIA DA SILVA MIRANDA
16,5
Cor amarelo citrino, aspecto novo, limpo. Nariz citrino, leve floral, fruta amarela, notas salinas, mineral e fresco. Bom volume de boca, acidez fresca e equilibrada, com fruta bem presente e sumarenta, limonado, maça verde, com final de boca longo, fresco e elegante.
Talvez o que mais precise de tempo para realmente se mostrar.

CASA DE SAIMA GARRAFEIRA 2015 BRANCO | BAIRRADA | 13% | PVP 16€
BICAL, CERCEAL, MARIA GOMES
GRAÇA MARIA DA SILVA MIRANDA 
17,5
Cor amarelo citrino, esverdeados leves, aspecto limpo. Elegante de nariz, com notas florais, muito salino e respirante, cheira a mar, com o tempo de barrica completamente integrado, pleno de frescura. Boca com expressão de garrafeira, com volume, ligeira untuosidade, de acidez equilibrada, a secar um pouco o palato, a puxar pela comida e com final de boca extenso. Um vinho com longa vida pela frente.
Nota para o facto deste ser o primeiro garrafeira branco da Casa de Saima.

CASA DE SAIMA 1997 BRANCO | BAIRRADA | 12% | PVP €* 
MARIA GOMES, BICAL, CERCIAL
GRAÇA MARIA DA SILVA MIRANDA 
17
Cor amarela de nuances douradas, reluz, brilha, cativa. Aroma complexo, com citrinos, bergamota, canteiro de aromáticas, sem o peso das notas mais terciárias. Na boca mostra-se cheio de vida, mordaz, ainda para durar e com um final de boca longo. Um grande vinho com idade. 

CASA DE SAIMA 1995 BRANCO | BAIRRADA | 12,5% | PVP -€
MARIA GOMES, BICAL, CERCIAL
GRAÇA MARIA DA SILVA MIRANDA
16
Cor amarelo com nuances âmbar novo, dourados, aspecto limpo. Aromas já com notas de alguma evolução, ligeira oxidação, notas mais meladas, frutos secos, laranja confeitada, ainda com boa frescura e a dar prazer na prova. Na boca sente-se mais largura, mais volume e estrutura, com grande acidez, com efeito de secura da boca, a pedir comida mais elaborada e robusta e com final de boca longo. Apesar de alguma evolução continua um grande vinho. 

CASA DE SAIMA 1993 BRANCO | BAIRRADA | 12% | PVP -€
MARIA GOMES, BICAL, CERCIAL
GRAÇA MARIA DA SILVA MIRANDA
17  
Cor amarelo muito definido, dourados e aspecto limpo. No nariz os 25 anos do vinho não são completamente perceptíveis, ainda alguma fruta fresca, nota de pólvora, com perfil muito fino e fresco. Na boca apresenta-se em grande forma, acidez sagaz, com garra, num perfil muito fresco e peculiar e com uma elegância ao melhor nível. Um final de boca longo, elegante e fresco. Que grande vinho!!!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Olho de Mocho Reserva 2016 Branco

OLHO DE MOCHO RESERVA 2016 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP  18€
ANTÃO VAZ
ROCIM, LDA
17

Quanto mais bebo mais me convenço que, ao contrário do que muitos apregoam, o Alentejo também  grandes brancos, com uma frescura imensa e com um potencial de guarda que me encanta. Este é sem dúvida outro bom exemplo do trabalho que se faz pelas quentes terras alentejanas.
Novo? Evidentemente, mas dá já um imenso prazer a beber. Agora é arranjar outra para me esquecer dela no fundo da garrafeira.
Cor amarelo citrino, esverdeados limpos, aspecto brilhante e jovem. Aroma muito elegante, com fruta citrina fresca, alguma casca de laranja, fruta de caroço, polpa amarela, leve tisana, mineral, pedra lascada. Grande acidez de boca, prazeiroza, fresca e sumarenta. Boa profundidade de boca. largura e grande equilíbrio. Final de boca longo.

domingo, 5 de novembro de 2017

Foral de Cantanhede Gold Edition Grande Reserva Baga 2009 Tinto

FORAL DE CANTANHEDE GOLD EDITION GRANDE RESERVA BAGA 2009 TINTO | BAIRRADA | 14,5% | PVP  38€
BAGA
ADEGA COOPERATIVA DE CANTANHEDE, CRL
17,5

A Adega Cooperativa de Cantanhede tem mostrado, ano após ano, que o trabalho numa cooperativa pode ser de grande qualidade. Este Gold Edition resulta de uma selecção das melhores barricas com cerca de 18 meses de maturação a que se seguiu o estágio em garrafa.
Uma homenagem dos viticultores da Cooperativa ao Concelho de Cantanhede.
Visualmente de cor rubi concentrada, opaca, densa e de aspecto limpo. Fruto preto maduro no nariz, ameixa preta em destaque, com alguma caruma, pinhal, notas de cacau, tostado leves, muito rico e complexo. Expressivo de boca, com volume, textura e de tanino firme e poderoso, mas com pés de veludo, num conjunto muito harmonioso e equilibrado. De final de boca longo, mostra ser uma grande companhia para os pratos da estação Outono-Inverno.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Esporão Colheita 2015 Tinto

ESPORÃO COLHEITA 2015 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  9,99€
TOURIGA FRANCA, CABERNET SAUVIGNON
ESPORÃO, SA
16

Comecei pelo branco e agora fui provar o tinto. O mesmo processo e as mesmas técnicas foram aplicadas. O resultado é um vinho onde a fruta aparece bastante nítida e fresca e perfeito para uma carne na grelha.
De cor vermelha intensa, concentrado, de aspecto limpo e jovem. No nariz, como já havia referido, mostra com bastante nitidez a fruta vermelha madura, alguma fruta preta e azul, com notas levemente vegetais, muito directo e fresco. Boa a revelar bom corpo, com textura bem composta, de tanino presente, polido, amparando uma fruta vermelha fresca e mostrando um conjunto bastante equilibrado e seguro. Final de boca longo e persistente.
A carne grelhada faz-lhe companhia acertada.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O Vinho do Mês | Scala Coeli 2009 Branco

SCALA COELI 2009 BRANCO | ALENTEJO | 14% | PVP  25,90€
VERDELHO
FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA
18

O mês de outubro trouxe muitos e bons vinhos ao meu copo. Foi rico neste propósito, mas houve um vinho que se destacou e que já me fez ir gastar mais uns euros em mais umas garrafinhas. Este Scala Coeli branco de 2009 mostrou-me o quanto é prematuro andar a bebê-lo logo no ano em que sai para o mercado e o quanto está errado quem diz que os vinhos do Alentejo não envelhecem com qualidade.
Ainda agora, enquanto escreve, penso em como me calhou o jackpot nesse dia. No restaurante não tinham o ano que anunciava na carta. Pediram desculpa mas só tinham o 2009. Acho que o sorriso que fiz se notou até ao outro lado da sala.
A sua cor amarelo palha dourada denotava alguma idade, talvez não que que tinha, mas pensei que tinha a cor ideal, limpa e brilhante. No nariz estava perfeito. Com notas de fruta amarela madura, algum fruto seco, tostado leve e um fumado fino, complexo e fresco. Na boca mostrou grande amplitude, largura, com uma cremosidade deliciosa e uma acidez e vida tão bonita nesta idade. Final de boca longo.
Agarrou em pleno um ensopado de borrego também ele de excelência. Que bela noite me fizeram passar.

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