terça-feira, 17 de julho de 2018

Ria Park Hotel & Spa - Almancil

Em Almancil, no Algarve, a uma curta caminhada da Praia do Garrão, fica o Ria Park Hotel & Spa, com o Parque Natural da Ria Formosa como pano de fundo, uma manta verde em redor e muito sossego e tranquilidade. A elegância e o chame fazem parte dos espaços comuns e do serviço, tudo no ponto certo para nos fazer sentir em modo relax desde o primeiro momento em que entramos no Hotel.

Apesar de o considerar um Hotel de praia, do qual podemos sair de toalha na mão (disponibilizada pelo próprio Hotel) e vestimenta a condizer e pouco depois estar no magnifico areal da Praia do Garrão, o facto é que no seu interior somos brindados com muitos pormenores de luxo.

A entrada é, de facto, imponente. Com muita luz e com uma escadaria que, apesar da existência do elevador, parece que nos obriga a passar por ela, mesmo que só na descida, para lá grava um daqueles momentos para mais tarde recordar.

Não fomos os únicos a querer tirar ali umas fotografias. Os quartos são bastante espaçosos. Estive num dos que tem vista piscina e vista mar. Apetece ficar ali na varanda, sentado a apreciar a vista, o imenso sossego (mais uma vez). Relaxante, tranquilizador. apetece ficar.

Apetece mesmo ficar. Mas quando o nosso olhar baixa por um pouco, apetece também descer e experimentar a piscina. Não é muito grande, mas é do tamanho ideal para um bom mergulho, para umas braçadas mais afoitas e para depois apanhar um pouco de sol nas espreguiçadeiras colocadas estrategicamente no lado em que este faz notar a sua presença durante mais tempo ao longo do dia.

Também é possível subir ao bar virado para a piscina e beber um copo de vinho, um cocktail ou uma outra bebida refrescante, sendo também possível pedir algo para trincar ou picar.

Este espaço está também disponível no período do pequeno-almoço para uma das coisas que mais me faz apaixonar por um Hotel. Sim, adivinharam. O pequeno-almoço! E no Ria Park parece não faltar nada para que a nossa manhã se feita de um rasgado sorriso de felicidade. 

Desde uma variedade imensa de frutas da época fresca, cereais, tipos de pão, alguns legumes  como tomate e pepino, azeite virgem extra disponível (algo que deveria ser obrigatório), sumos naturais variados, queijos, enchidos, fumados, salmão, espumante e claro, o ovos das mais variadas formas, o bacon e todas aquelas coisas que normalmente não fazem parte do nosso pequeno-almoço de casa sempre a correr, mas que adoramos ter quando estamos a gozar um ou mais dias de descanso.

Importa ainda realçar alguns pormenores que considero importantes. O wifi é gratuito e com sinal como deve ser em praticamente todo o Hotel. Não testei na piscina, mas acredito que mesmo aí o sinal é suficiente.
Para quem chega de viatura própria, o estacionamento é gratuito e o número de lugares mostra-se suficiente. Vêm aí os dias de férias e o sol no Algarve já brilha. Por isso, fica a dica!
________________________________________
RIA PARK HOTEL & SPA 
Urbanização Vale do Garrão, Vale do Lobo, 8135-170 ALMANCIL

Telefone Geral: +351 289 359 800
Telefone Reservas: +351 289 359 822 
Endereço Mail: info@riaparkhotels.com
Endereço Mail Reservas: reservas@riaparkhotels.com
Na Internet: Ria Park Hotel & Spa

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Harmonização | Limão, Morango e Frutas Tropicais no Meu Copo de Vinho... A Sério?

Confesso que por vezes devo parecer um gajo muito estranho para certas pessoas que não me conhecema quando começo a dizer que o vinho tem isto e aquilo e aquele outro. A minha cunhada costuma sempre responder. Cheira a vinho!!! Também lhe acontece o mesmo? Vamos a mais uma publicação no site Enólogo Chef Continente?
"(...)Comecei por interpretar o parte aromática. Calmamente fui afirmando os aromas a citrinos, a limas, com algum toque a fruta tropical, abacaxi a sobressair e ligeiro rebuçado de fruta quando se retira do papel que o envolve. Ficou tudo a olhar para mim. Quase de seguida fui bombardeado com exclamações e questões em relação ao que acabava de proferir. “A sério?” (...)" continuar a ler aqui.

sábado, 14 de julho de 2018

Pousio Selection 2017 Branco

POUSIO SELECTION 2017 BRANCO | ALENTEJO | 14% | PVP  6,25€
ALVARINHO, VERDELHO, ANTÃO VAZ
CASA AGRÍCOLA HMR, SA
16

A Herdade do Monte da Ribeira proporciona neste branco um blend pouco usual no Alentejo. Vai buscar o alvarinho e o verdelho para se juntarem ao antão vaz tão alentejano.
Cor amarelo citrino, esverdeados leves, limpo e de aspecto jovem. No nariz mostra fruta citrina limpa, fruta de caroço, perfumado floral e fresco. Boca com bela acidez, acutilante, boa secura, fruta citrina, limão, toranja, ligeira cremosidade e envolvência, equilibrado e com final de boca longo e persistente.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Abelharuco 2016 Tinto

ABELHARUCO 2016 TINTO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  4,99€
ARAGONEZ, SYRAH, ALICANTE BOUSCHET
HERDADE DA MADEIRA VELHA AGRO ALIMENTAR, SA
15

Este foi novidade para mim. Ainda não havíamos sido apresentados. Imagem bem trabalhada, com a imagem do abelharuco a não encher demasiado o rótulo e a cativar o olhar. A Herdade da Madeira Velha pertence ao bem conhecido grupo Encostas D'Alqueva pelo que podemos contar com a sua larga experiência na produção de vinhos no Alentejo.
Cor rubi de tonalidades violeta, de media concentração, aspecto limpo e jovem. Aromas a fruta vermelha madura, alguma nota de fruta preta e toque de cacau. Na boca mostra algum volume, acidez equilibrada, fruta vermelha madura fresca, pronto a beber. Vai-se mostrando à medida que o tempo no copo passa. Final de boca médio.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Soalheiro Granit 2016 Branco

SOALHEIRO GRANIT 2016 BRANCO | VINHO VERDE | 12,5% | PVP  11€
ALVARINHO
VINUSOALLEIRUS, LDA
17

Proveniente de vinhas situadas acima dos 200 metros de altitude e plantadas em solos de origem granítica, este é um vinho que mostra a casta Alvarinho com uma fruta muito bonita e definida no nariz e que nos cativa na boca com uma acidez acutilante, que nos seca o palato e nos faz procurar por comida para o acompanhar.
Cor amarelo citrino de esverdeados leves, aspecto jovem e limpo. No nariz mostra-se delicado, com muita finess, uma fruta pura, bem definida, tropical contido, fruta de caroço, citrinos e com o traço mineral a marcar-lhe o perfil, alguma pedra molhada, limpo e fresco.
Na boca impressiona a sua secura, com uma acidez mineral bem marcada, firme, com perfil sumarento e com o lado mineral a continuar bem presente. Final de boca longo.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo 2017 Rosé

QUINTA NOVA DE NOSSA SENHORA DO CARMO 2017 ROSÉ | DOURO | 13,5% | PVP  12€
TINTA RORIZ, TOURIGA FRANCA
QUINTA NOVA DE NOSSA SENHORA DO CARMO, SA
16,5

Cor salmão aberto, aspecto limpo e brilhante, bonito, elegante e cativante. Aromas delicados, fruta vermelha madura, morango e framboesa, toque perfumado de flor, traço mineral, fresco. Na boca mostra finess, acidez no ponto, com boa secura, algum corpo e cremosidade, leve, frutado e fresco. Final de boca longo, muito elegante e fresco.
Um belo rosé que deixa água na boca para conhecer o seu irmão Reserva.

domingo, 8 de julho de 2018

Real Companhia Velha | Carvalhas Convida Chefs a Criar e Apresenta Novidades

Em 2017 a Real Companhia Velha encetou um novo conceito associado à sua marca de vinhos topo de gama: C4 - Carvalhas Convida Chefes a Criar. Ljubomir Stanisic foi o chefe convidado para estrear esta iniciativa, sendo um profundo conhecedor da Quinta das Carvalhas e do portefólio vínico da Companhia, com a qual tem, aliás, um vinho (colheita tardia) em nome próprio.
Este ano, para o evento de apresentação de novidades da Quinta das Carvalhas, o Chef convidado foi Vasco Coelho Santos.
São quatro as últimas novidades vínicas da Real Companhia Velha. Em comum têm a proveniência das uvas, oriundas da afamada Quinta das Carvalhas, que lhes imprime a identidade típica do Douro. Provavelmente a Quinta que mais prazer dá a trabalhar para o enólogo da Casa, não só pela carga histórica e emocional, mas também pela complexidade que a mesma encerra.
Sob a marca com o nome homónimo, são eles o Carvalhas Branco 2016 e os monocastas tintos Carvalhas Tinta Francisca 2014 e Carvalhas Touriga Nacional 2015 e, por último, o Carvalhas Vinhas Velhas tinto 2015.

CARVALHAS 2016 BRANCO | DOURO | 13% | PVP 28€
VIOSINHO, GOUVEIO
REAL COMPANHIA VELHA
17,5
Cor amarelo citrino, aberto, aspecto limpo e brilhante. Aromas plenos de elegância, fruta amarela de caroço, alperce, ameixa madura, flor de laranjeira bem ligada, traço mineral evidente, pedra lascada, fresco e complexo. Boca com largura, estrutura, expressão do terroir onde nasce, com acidez vibrante, acutilante, com a fruta sumarenta, barrica ligada, final longo e persistente. Grande boca. Um daqueles brancos imperdíveis.
À mesa casou com o Piquenique Nas Carvalhas, Um prato com chouriço caseiro, favas, limão e pão.

CARVALHAS TINTA FRANCISCA 2014 TINTO | DOURO | 13% | PVP 38€ 
TINTA FRANCISCA 
REAL COMPANHIA VELHA
18
Cor vermelho intenso de média concentração, ligeiramente aberto, aspecto limpo. No nariz brota a fruta preta, ameixa e cereja, toque fresco vegetal, num perfil muito fresco. Na boca mostra frescura e leveza, com tanino marcado, mas macio, sedoso, com a fruta muito definida e bonita, ligeiro fumado, muito leve, especiaria, preenche a boca de forma envolvente, final de boca longo e muito elegante.
Os pratos de carne serão a companhia ideal. Assados e aquele churrasco mais exigente.
O Jardim do Álvaro foi a maridagem escolhida. Espargos, Sarrajão, Ervas e Caril.

CARVALHAS TOURIGA NACIONAL 2015 TINTO | DOURO | 14,5% | PVP 38€ 
TOURIGA NACIONAL 
REAL COMPANHIA VELHA
18
Cor vermelho intenso e concentrado, violetas escuros, definidos, aspecto limpo. Aromas de fruta vermelha e preta silvestre madura, notas florais frescas, violetas, citrino, de tez fresca, pedra partida, chuva de verão, fresco. Boca com estrutura e volume, acidez salivante, fruta muito fresca e bonita, cítricos evidentes, bergamota, traço vegetal e com especiaria fina.
Final de boca longo, persistente e fresco.
Harmonisação feita com o prato de nome Cítricos, que trocado por miúdos quer dizer xara, laranja e ervilhas.

CARVALHAS VINHAS VELHAS 2015 TINTO | DOURO | 14% | PVP 50€ 
VINHAS VELHAS 
REAL COMPANHIA VELHA
18
Cor vermelho intenso, de média concentração, aspecto limpo. De aromas muito elegantes, delicado na fruta vermelha e preta com que nos presenteia, leves notas verdes, herbáceas, algum vegetal e especiado, traço de baunilha muito ao de leve, complexo, fresco. Boca expressiva, opulento e com grande estrutura, de acidez fresca, a secar o palato, a pedir que se leve à mesa, tanino presente, firme, redondo e polido, com fruta vermelha fresca, muito equilibrado e uno, de final de boca longo e persistente.
O Pombo, foie e Cuscus brilharam nesta ligação. A confecção do pombo estava divinal no prato de nome Complexo & Original.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

A Quinta de La Rosa Tem Novidades Fresquinhas

A Quinta de La Rosa apresentou em Lisboa as suas mais recentes novidades vínicas. Embora mais recentemente tenhamos visto uma Sophia Bergqvist apostada numa novo desafio - a produção de cervejas artesanais -, a verdade é que a Quinta de la Rosa não esquece a sua origem, ou seja, os vinhos, do Porto e do Douro, que serão sempre o seu maior foco.
Momento também para reforçar os projectos em redor do vinho e suporte ao vinho. O investimento na vinha com a plantação mais recente das castas brancas arinto, alvarinho, gouveio e viosinho são disso prova.
Ao mesmo tempo, o objectivo turismo não sai do alcance mais próximo da vista e, ainda este ano, serão estreados mais 3 quartos, ambos nas "Casas"/"Villas". A determinação e a certeza de que só assim poderá receber mais e melhor quem quer conhecer o Douro, em território e em vinhos.
As novidades, todas elas muito fresquinhas e acabadas de sair do forno, passam pela continuidade das gamas já conhecidas, por um rosé que foge ao habitual e colheitas que exprimem o ano e o terroir onde nascem.

LA ROSA 2017 ROSÉ | DOURO | 13,5% | PVP 7€
TINTA RORIZ, TINTA BARROCA, TOURIGA FRANCA, TOURIGA NACIONAL
QUINTA DA ROSA VINHOS, SA
14,5
Cor rosado intenso, salmão, aberto e de aspecto limpo. No nariz predominância da fruta vermelhas fresca num belo mix de morango, framboesa e groselha, ligeiro toque floral, perfil fresco. Seco de boca, a puxar pelas papilas gustativas, com muita frescura e de ligação à mesa.

LA ROSA 2017 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP 7€
VIOSINHO, VINHAS VELHAS (VIOSINHO, CÓDEGA DO LARINHO, RABIGATO, GOUVEIO)
QUINTA DA ROSA VINHOS, SA
15,5
Cor amarelo citrino, aberto, aspecto limpo. Nariz com fruta citrina, lima, fruta de caroço, leve flor branca, mineral e fresco. Boca com equilíbrio, alguma untuosidade, acidez equilibrada, maça verde, bom comprimento final e muito directo. Um bela opção nesta escala de preço.

LA ROSA RESERVA 2017 BRANCO | DOURO | 13% | PVP 11€
VINHAS VELHAS (VIOSINHO)
QUINTA DA ROSA VINHOS, SA
16,5
Cor amarelo citrino, muito aberto, leve esverdeado, limpo e brilhante. Exuberante de aromas, com muita fruta citrina, alguma tangerina, fruta de caroço, flor branca, traço de barrica bem ligado e a caminho da integração completa, sem perder ponta de frescura. Boa gordura de boca, largo e com textura, acidez equilibrada, com fruta citrina e maça verde bem fresca, envolvente e de final de boca longo. Em crescendo e com uma longa vida pela frente.

PASSAGEM RESERVA 2017 BRANCO | DOURO | 12% | PVP 11€
VINHAS VELHAS (VIOSINHO, GOUVEIO, RABIGATO, CÓDEGA DO LARINHO) 
QUINTA DAS BANDEIRAS VINHOS, LDA
17,5
Cor amarelo citrina, esverdeados leves, aspecto limpo. No nariz mostra-se tímido de inicio,com muita finess e  elegância, notas leves de fruta citrina bem medida,  tropical ligeiro, alguma fruta amarela, cera de abelha, pedra lascada, fresco. Na boca mostra corpo, untuosidade sedutora e envolvente, largura evidente, enche a boca, com acidez fina, citrina, ligeiro traço vegetal e com final de boca longo.
Sem dúvida para a mesa e para a cave. Todas as que conseguir por este preço!

TIM GRANDE RESERVA 2017 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP 40€
VIOSINHO, GOUVEIO, ARINTO
QUINTA DA ROSA VINHOS, SA
17,5
Cor amarelo citrino, aberto, pouca coloração, aspecto límpido. No nariz salta muito a sensação de pedra lascada, o pó da pedra, muita fruta citrina, fumados perceptíveis, ligados, num conjunto fresco, muito elegante, contido no começo e a provocar constante desafio. Boca com estrutura, corpolento, com acidez crocante e tensa, de perfil muito citrino, limonado, toranja e bergamota, ligeiro fumado e especiaria fina. Cresce no copo, mostra que ainda é novo e que o futuro lhe será risonho. Final de boca longo.

QUINTA DE LA ROSA 2016 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP 10€
TOURIGA NACIONAL, VINHAS VELHAS (TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ, SOUSÃO)
QUINTA DA ROSA VINHOS, SA
15,5
Cor vermelho rubi de média concentração, violetas bonitos, aspecto limpo. Aromas a fruta vermelha madura, floral refrescante, traço vegetal leve, perfil fresco, muito delicado. Boca segura, acidez equilibrada, tanino presente, com corpo, mas leve e fresco, delicado, elegante, sem grandes pesos, madeira usada bem ligada. final de boca longo.

LA ROSA RESERVA 2016 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP 28€
TOURIGA NACIONAL, VINHAS VELHAS
QUINTA DA ROSA VINHOS, SA
17,5
Cor rubi concentrado, fechado no núcleo, aspecto limpo. Nariz onde as notas aromáticas da touriga se mostram mais, mais floral, mais violetas e com fruta vermelha e preta, silvestre a aparecer mais contida e em segundo plano, tosta ligeira, fumado delicioso e bonito, todo ele frescura. Corpulento e de grande estrura de boca, cheio, opulento, com tanino a dizer presente, mas sem exageros, com a fruta vermelha em grande plano, fresca, saborosa e num triângulo de equilíbrio perfeito. Final longo.
Apenas foi para a garrafa em Setembro último.

PASSAGEM RESERVA 2016 TINTO | DOURO | -% | PVP 16€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, SOUSÃO
QUINTA DAS BANDEIRAS VINHOS, LDA
17,5
Cor rubi vermelho concentrado, fechado no núcleo, violetas firmados, ligeiro bordo mais aberto, aspecto limpo. Nariz muito elegante, fruta preta de árvore, cereja preta, algum licor de ginja, achocolatado, alguma sensação de pedra molhada a envolver. Boca volumosa, quase que mastigável, tanino opulento, pleno de fruta, gordo, com estrutura e acidez, fruta mais madura e mais pastosa,  o douro superior deixa a sua assinatura. Final de boca longo e rico.


quarta-feira, 4 de julho de 2018

Restaurante Sushi Design - Cascais

Em Cascais, com uma vista deslumbrante sobre o mar, o Restaurante Sushi Design no Farol Hotel apresenta aos amantes da cozinha japonesa, uma experiência única, plena de classe e de alta qualidade nos pratos que são servidos. O Chef Nuande Pekel aposta em misturar a cozinha mais tradicional japonesa com novos twists e ideias que trouxe das suas viagens, principalmente ao sudeste asiático ou ao Hawai.
De decoração minimalista, monocromático, linhas rectas e com poucas distracções que nos desviem do objectivo de apreciar verdadeiramente o Sushi e, enquanto esperamos, desfrutar da vista. O facto das paredes serem gigantes janelas de vidro permitem que qualquer mesa tenha como pano de fundo o mar. E se à hora de almoço a vista parece alcançar o infinito, ao anoitecer somos brindados com um Pôr do Sol relaxante.

À mesa a oportunidade de comer e provar um pouco de tudo. A qualidade do produto destaca-se, a estética de cada prato impressiona, a inovação e a influência das viagens do Chef Nuande Pekel deixam a sua assinatura.

O Pôr do Sol começa por ser acompanhado por um Ceviche Japonês de acidez média, sem ser muito agressivo e como que a informar que iria começar a experiência. As Gyosas de Camarão que se lhe seguiram marcaram posição. Crocantes e com ligeiro travo a lima.

O momento mais quente surge com o Shake Afrodisíaco. Salmão braseado, gengibre, sésamo e molho ponzu numa perfeita ligação de sabores. Um prato que, como se pode imaginar, é para partilhar a dois.

De seguida, três momentos Gunkan todos completamente distintos. O  Gunkan de Toro, o Gunkan Guacamole e o Gunkan Special. No primeiro a barriga de Atum, de excelência, a desfazer-se na boca, plena de sabor e intensidade. No segundo, acidez equilibrada do guacamole e o crocante do camarão. No último, o salmão braseado e a explosão de sabores salgados e doces. Alimentava-me a Gunkans durante algum tempo.

Os Uramaki não podiam ficar esquecidos. Os Primavera, coloridos, com salmão, manga, queijo creme e tobiko (ovas de peixe voador) e um outro, mais especiado, o Spicy Tuna onde o molho japonês picante (leve) se junta em harmonia com o sabor do atum.

Quase a terminar, tempo ainda para algo completamente diferente. Um Taco Guacamole. Estamos no México?? Só no nome. É pegar à mão e comer. A intensidade de sabores é incrível.

Ainda e apenas por gula, o fechar com chave de ouro ao sabor de uma Tempura de Camarão e Legumes que mostra a qualidade de cada momento. Polme leve e crocante e o camarão e os legumes no ponto certo de cozedura, com o moisty perfeito. No final, mesmo em jeito de despedida, tive de dar os meus parabéns aos Sushiman de serviço.

Ficou ainda reservado um cantinho para a sobremesa pois raramente é coisa que me impressione nos restaurantes de Sushi. Este não foi o caso. A sobremesa Sabores Asiáticos deixou-me a olhar por breves instantes para ela. Uma mousse de chá verde, citrinos, texturas de sésamo preto e wasabi. Aconselharam-nos a levar à boca, na mesma colher, um pouco de cada. Surpreendente. E que estalo dá no final aquele toquezinho de wasabi. Perfeito.

Um visita nesta altura do ano em que é possível desfrutar da paisagem, do som relaxante do mar e de uma refeição com este nível torna-se obrigatória.
_________________________________________________
RESTAURANTE SUSHI DESIGN - FAROL HOTEL
Tipo de Cozinha: Sushi
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Sim
Estacionamento: Com Parqueamento no Hotel
Horário: Todos os dias das 12:30h às 15:00h e das 19:30h às 22:30h Excepto Segunda-feira (Fechado)
Preço Médio p/ Refeição: 35€

Morada: Farol Hotel - Avenida Rei Humberto II de Itália, Nº 7 2750-800 CASCAIS
Telefone:  +351 214 823 490
Na net: https://farol.com.pt/pt/sushi-design

terça-feira, 3 de julho de 2018

Pouca Roupa 2017 Branco

POUCA ROUPA 2017 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP  3,99€
VERDELHO, SAUVIGNON BLANC, VIOSINHO
J PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
15

Um Pouca Roupa despido de preconceitos. Com nome sugestivo para o tempo quente, ousado, jovem e despreocupado. É com toda a certeza um vinho que faz todo o sentido no verão.
De cor amarelo citrino, esverdeados leves, intenso, aspecto limpo e brilhante. Aromas onde predominam as notas de fruto tropical, citrino maduro, directo e harmonioso. Na boca revela frescura, acidez equilibrada, de perfil sumarento e alguma secura num final persistente e longo.
Beber fresco, sozinho ou com pratos à base de marisco cozido, massas frias e saladas.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Quinta de Pancas Reserva Chardonnay 2015 Branco

QUINTA DE PANCAS RESERVA CHARDONNAY 2015 BRANCO | LISBOA | 13,5% | PVP  14,90€
CHARDONNAY
QUINTA DE PANCAS VINHOS, SA
17

A Quinta de Pancas mostra nova vida, novos vinhos, nova imagem e, de cara lavada, presenteia-nos com vinhos cheio de carácter, personalidade e fazer o tempo voltar para trás encontrando o caminho por onde já caminhou há anos atrás.
Este Chardonnay causa impacto. Mostra um branco muito elegante e fresco e com verdadeiro potencial de guarda.
Cor amarelo citrino, esverdeados limpos, aspecto limpo. Aromas delicados, muita finess e elegância, boa fruta, fruta branca de caroço, tropical bem ligado, ligeiro citrino e floral, com a barrica bem ligada e envolvente perfil fresco. Na boca um branco com algum volume, macio no toque, envolvente, com boa secura, acutilante, com largura de boca, fruta num plano sumarento, barrica apenas a compor, acidez fina e elegante.
Final de boca longo e fino.
Impossível não o levar até a uma mesa farta. Mostra versatilidade neste ponto, tanto em prato com mais alguma gordura e pujança, como com mariscos e peixe de mar.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Estou Com Os Azeites: Quinta dos Lagares Zabodez Virgem Extra

ZABODEZ EXTRA VIRGEM | DOP TRÁS-OS-MONTES | AC 0,2% | PVP  14€
COBRANÇOSA, CORDOVIL, GALEGA, MADURAL, VERDEAL, TRANSMONTANA, BICAL
QUINTA DOS LAGARES

Estou com os Azeites! Já há muitos anos que estava, ainda estou e vou ficar durante muitos mais anos. Cada vez mais trazer o azeite à nossa mesa e desfrutar dele como devemos e não apenas no bacalhau com todos da ceia de Natal.
Hoje, para começar a mordiscar, a courgete grelhada para passar levemente no azeite e a broa torrada com azeite e flor de sal. Magnifico.
O Zabodez portou-se à altura. De perfil frutado verde, aroma com notas frescas a couve, erva, rama de tomate, maçã verde, tomate verde, casca de banana e frutos secos. Ligeiro amargo na boca e, logo de seguida, um picante forte e persistente.
Só há 1500 litros. A qualidade em detrimento da quantidade.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Porto Extravaganza | Moscatel de Setúbal Domingos Soares Franco 1911-2014

Na 5ª edição do Porto Extravaganza, Paulo Cruz baralhou, partiu e deu de novo para aquele que já é considerado como um dos mais importantes de eventos de vinhos generoso do mundo. Se nas anteriores edições o Porto Extravaganza havia sido totalmente dedicado ao Vinho do Porto, nesta o Vinho da Madeira e o Moscatel de Setúbal marcaram também a sua presença.
No dia dedicado ao Vinho da Madeira a prova Ricardo Diogo e os Vinhos Velhos da Madeira foi uma verdadeira viagem intemporal pelos Madeiras velhos numa prova de doze referências onde a mais nova foi de 1958.
Com a casa Ramos Pinto o Vinho do Porto teve o seu dia. Uprova será realizada em duas partes distintas. Na primeira parte, Ana Rosas (Master Blender da Ramos Pinto) apresentou o Port Master Class – The Art of Blending e numa segunda parte uma prova de Vinhos do Porto em Duetos: Branco Seco 1890 / Branco Lágrima 1884, Vintage 1924 / Colheita 1924, Vintage 1952 / Vintage 1982 e, finalmente, Vintage Quinta do Bom Retiro 2014 / Vintage 2015.
O dia dedicado ao Moscatel de Setúbal trouxe o foco para a Colecção Particular de Domingos Soares Franco, o enólogo e administrador da José Maria da Fonseca.

Em prova estiveram vários Moscatéis famosos desta casa, incluindo o Alambre 20 Anos, Alambre Roxo 20 Anos, D.S.F Cognac, D.S.F Armagnac, Bastardinho 40 Anos, Torna Viagem (Testemunha), Torna Viagem (Brasil), Torna Viagem (E.U.A), Apoteca 1911. E ainda mais dois Moscatéis surpresa: Apoteca 1955 e Trilogia. Eu próprio não conseguiria imaginar melhor cenário.

Inicio da epopeia com  três Torna Viagens. A Testemunha de 2014 e os Torna Viagem 2014 Brasil e Torna Viagem 2014 Estados Unidos da América. O Brasil, foi sem dúvida o mais significativo, com notas aromáticas mais salinas, mais elegante e complexo e com o salino também a marcar mais a boca.

Seguiram-se os Moscatel de Setúbal DSF Armagnac 1998Moscatel de Setúbal DSF Cognac 1998. Belos. Digam o que disserem continuo a gostar muito do Cognac. Sempre que o provo (poucas vezes) confesso que gosto daquele perfil , mais fruto seco, mais avelãs, bolachas de manteiga, cacau e chocolate. Isto e uma caixa de Ferreros ao lado.

Antes de passarmos para os Apoteca tempo para os datados. Moscatel de Setúbal Alambre 20 anos, um must taste e must have sempre na garrafeira para um caso de urgência. Uma relação qualidade-preço única. E o Moscatel Roxo 20 Anos, uma daquelas paixões inexplicável. Elegante, equilibrado, acidez no ponto. Delicioso. 

Depois começaram os momentos "Que se lixe, não vou deixar nem uma pinga nos copos!". Os Apotec 1911 e 1955. Que brutalidade! As palavras fogem. Já os havia provado uma vez e voltar a ter esta experiência é de sonhos. O 1955 está num ponto incrível. Sem dúvida o melhor vinho desta tarde. Aproveitem. Tudo o que havia já foi engarrafado.

O Moscatel de Setúbal Trilogia (1900-1934-1965) foi logo a seguir. Este já entrou no livro dos clássicos e dos imperdíveis para qualquer amante de Moscatel de Setúbal. Três grandes colheitas num blend divinal. O 1955 não fez parte deste conjunto porque é uma colheita que deve ser apreciada só por si.

Por último, O Bastardinho 40 Anos. Todos os vinhos provados são como filhos queridos de Domingos Soares Franco, mas este é um bebé especial, um néctar diferente de todos os outros e que, infelizmente, acabou. Foram engarrafados os últimos litros. Era o que restava. A vinha que lhe dava origem, que não era propriedade da José Maria da Fonseca, foi vendida. Sucumbiu à pressão urbana da Costa da Caparica - disse DSF com algum pesar e tristeza -.

O Paulo Cruz começa a habituar-nos mal. Cada evento por si organizado é um experiência que não se esquece. Depois, colocar bem alto a organização dos mesmos. O local, os tempos de serviço, a temperatura do vinho e da sala, todo o pormenor pensado. Uma prova que foi, mais um momento de aprendizagem, quase como que em amena cavaqueira com Domingos Soares Franco. Parabéns a todos.
No final de contas, uma prova épica e inesquecível.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails