domingo, 17 de junho de 2018

Monte Velho 2017 Branco

MONTE VELHO 2017 BRANCO | ALENTEJO | 14,5% | PVP  4,99€
ANTÃO VAZ, ROUPEIRO, PERRUM
ESPORÃO, SA
15,5

Cor amarelo definido, palha seca, aspecto limpo e jovem. Aromas frescos e intensos a fruta madura fresca, citrinos, fruta de polpa branca e amarela, tufo bem casado e harmonioso. Na boca mostra equilibrio, fruta fresca sumarenta, citrino com boa acidez, pronto a beber e de final longo. Assustou-me ver os 14,5% de álcool no rótulo antes de abrir a garrafa, mas depois nunca mais me lembrei disso.
Muito versátil à mesa de pratos primavera e verão.

sábado, 16 de junho de 2018

Monte Velho 2017 Tinto

MONTE VELHO 2017 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  4,99€
ARAGONEZ, TRINCADEIRA, TOURIGA NACIONAL, SYRAH
ESPORÃO, SA
15

Cor rubi intenso, com violetas bonitos, aspecto jovem e limpo. No nariz somos inundados pelo perfume das frutas vermelhas e pretas, da amora silvestre, morango e framboesa, com uma pitada de especiaria e de perfil fresco.
Na boca revela-se macio e envolvente, de volume médio, tanino polido, fruta vermelha fresca, equilibrado e com final de boca longo.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

EA Reserva 2015 Tinto

EA RESERVA 2015 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  8,49€
ALICANTE BOUSCHET, ARAGONEZ, SYRAH, TOURIGA NACIONAL
FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA
15,5

Cor rubi intenso, de média concentração, aspecto jovem e límpido. No nariz destacam-se os aromas a fruta vermelha, alguma fruta preta como a ameixa e a amora silvestre, algum licor, toque floral leve e tostado e baunilhado a compor.
Na boca mostra volume, boa textura, macio, polido, com a fruta vermelha fresca, ligeiro travo mais adocicado, mas mostrando-se prazeiroso à mesa. Final de boca longo.
Em companhia com uma lasanha de carne não se fez esquisito. Bela ligação.

terça-feira, 12 de junho de 2018

João Portugal Ramos Alvarinho 2016 Branco

JOÃO PORTUGAL RAMOS ALVARINHO 2016 BRANCO | VINHO VERDE | 13,5% | PVP  8,49€
ALVARINHO
J PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
16,5

Descansou cerca de um ano esquecido na garrafeira, na certeza que o encontraria mais composto e mais ao encontro do que espero de um Alvarinho. Um Senhora casta branca que sabe envelhecer quando bem tratada.
Cor amarelo citrino, ligeiros esverdeados, aspecto limpo e brilhante. Aromas contidos, fruta citrina e tropical, maracujá, lima, pedra lascada, ligeiro biscoito de manteiga em fundo, areias, envolvente fresca. Boca com algum volume e textura, corpo aveludado e acidez equilibrada, com a fruta em bom plano, pleno de frescura, elegante e final de boca longo e persistente.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Azeite | Sabemos o Básico?

O Azeite, autêntico ouro liquido produzido com qualidade de excelência em Portugal, é constantemente “maltratado” por nós portugueses. Sabemos sempre tudo sobre o Azeite, sabemos sempre qual é o melhor e achamos sempre que é um produto demasiado caro. Mas sabemos realmente tanto como pensamos saber? 
De origem no vocabulário árabe e significando sumo de azeitona, o azeite (Az-Zait), era em 2000 a.c., no antigo Egipto, usado para fins estéticos com aplicação na pele e cabelo. Só mais tarde, sobretudo pelos fenícios e romanos, a cultura do azeite acabou por ser difundida, por exemplo, em Itália, Norte de África e Península Ibérica. 
Em Portugal, sempre desempenhou um papel muito importante não só na nossa gastronomia, como também na nossa economia sendo que, actualmente, a produção de azeite em Portugal representa cerca de 3% da produção a nível mundial, exportando grande parte do que produz e tendo o Brasil como principal destino. 
À imagem do que acontece no vinho, os azeites podem ser monovarietais, ou seja, feito a partir de apenas uma variedade de azeitona, sendo a Galega a variedade mais difundida no nosso país; também podem ser blends, com a utilização de diferentes variedades de azeitona como a já mencionada Galega, mas também como a Cobrançosa, a Cordovil, a Negrinha de Freixo, a Madural, aVerdeal de Trás-os-Montes, entre outras. 
No território português existem seis Denominações de Origem Protegida em termos de azeite, nomeadamente Azeite de Trás-os-Montes, Azeite da Beira Interior, Azeite do Ribatejo, Azeite do Norte Alentejo, Azeite do Alentejo Interior e Azeite de Moura, infelizmente muito pouco conhecidas e/ou divulgadas e representando muito pouco em termos de mercado de azeite. 

Deixei para último, neste breve resumo, as diferentes categorias de azeite. Sabemos quais são e quais as diferenças entre elas
Os azeites virgem extra são os de mais elevada qualidade. Com acidez igual ou inferior a 0,8%, com sabor e cheiro a azeitona sã e sem defeitos organolépticos. 
De seguida, em escada decrescente de qualidade, os azeite virgem, ainda de boa qualidade, igualmente com sabor e cheiro a azeitona sã, mas com acidez igual ou inferior a 2%, podendo apresentar ligeiros defeitos sensoriais. 
Por fim, temos o denominado Azeite. Este contém Azeite Virgem e Azeite Refinado, que não é mais do que o aproveitamento dos azeites lampantes (acidez superior a 2% ou com graves defeitos sensoriais) que passam por um processo químico de refinação, sendo-lhe depois adicionado um pouco de azeite virgem. 
O que nós, comum dos portugueses entendemos como sendo Azeite, isto é, um sumo de azeitona, no mercado “Azeite” não é isso, pelo que devemos sempre preferir os “verdadeiros e naturais sumos de azeitona”, isto é, o Azeite Virgem Extra e/ou Azeite Virgem.

A concluir e não menos importante, deixo o esclarecimento para 2 mitos que rodeiam o azeite quer na sua acidez, quer na sua cor.
A acidez é indetectável em prova, isto é, quando provamos um azeite não conseguimos saber a sua acidez. Quanto à cor do azeite dizer que esta não é um parâmetro avaliado e não representa qualquer qualidade para um azeite. Por exemplo, os copos de prova do azeite são de cor azul, impedindo assim que a cor influencia a sua avaliação.

Temos então muito ainda para aprender acerca deste produto usamos no nosso dia a dia, sobretudo ao nível do uso do mesmo na nossa gastronomia, isto é, se hoje em dia bebemos um vinho com um determinado prato, porque não fazer o mesmo com o azeite, utilizando azeites distintos para pratos distintos?

domingo, 10 de junho de 2018

Restaurante Luz - Lisboa

O recém inaugurado Hotel Iberostar Lisboa, numa localização privilegiada na Rua Castilho, quer também marcar a sua oferta não só pelo alojamento, mas também pela restauração e por isso, apresenta no Restaurante Luz, o Chef Jorge Fernandes liderando o conceito gastronómico do mesmo e revelando belas combinações com o seu toque pessoal em pratos da cozinha portuguesa e internacional.

O restaurante não tem janelas para a rua principal, no entanto apesar de descermos abaixo do piso da recepção, é incrível a imensa Luz que entra pelas paredes/janelas gigantescas em vidro, sendo a vista directa para um jardim interior e que ajuda por momentos a fugir à confusão que se passa um pouco acima entre trânsito e pessoas. Excelente escolha do nome e do lugar.
A decoração também em tons claros ajuda à compor a disposição para um almoço ou jantar mais relaxado, sofisticado e descontraído.

Cozinha de autor, de aspecto visual bonito e atraente, respeitando os ingredientes mais nobres, com produto de excelência e com algumas especialidades da cozinha portuguesa, garantido uma experiência gastronómica diferenciada, com apresentações a fugir ao habitual e mantendo todo o sabor.

Na mesa, o azeite virgem com vinagre balsâmico, a azeitona kalamata, o cestinho com pão variado e as manteigas aromatizadas. Keep It simple. Começar sem marcar o palato, mas com pequenos desafios à nossa vontade de não atacar tudo de imediato.

De seguida, lugar ao Amuse Bousche. Numa pequena lata de conserva chegam os Ovos Rotos Com Presunto Ibérico e Óleo de Trufa. Um pequeno piscar de olho à nossa vizinha Espanha com um toque muito particular. Estaladiço e excelente harmonia nos sabores.

Na entrada, um peixe que cada vez mais mostra o seu lugar à mesa dos portugueses. Cavala Fumada Sobre Escabeche de Legumes. Tudo no ponto, muito equilibrio e com o escabeche de legumes no ponto perfeito. Grande entrada.

No prato de peixe, A Garoupa Corada Sobre Arroz Malandrinho de Ameijôa à Bulhão Pato encheu-me as medidas e posso mesmo afirmar que dentro do nível elevado deste almoço foi o ponto alto. Sem nada a dizer da garoupa, mais uma vez certinho, o arroz era para continuar a comer até fartar. Que sabor intenso. Que mar nós temos.

Hora de limpar o palato com um simples, mas eficaz e refrescante Sorbet de Limão Com Sangria de Frutos Vermelhos que tentarei reproduzir para os amigos se este ano o verão resolver aparecer.

Momento para o prato de carne logo de seguida. O Borrego e o Porco Sobre Esparregado de Salsa e Legumes Biológicos trouxe sabores mais quentes, com maior robustez e complexidade. O cubo de carne de porco era a repetir vezes sem conta.

Por fim, os doces. Para sobremesa uma ondulante criação de Abóbora, Requeijão e Noz. Sobremesa tão típica em Portugal que aqui chega com aquele twist visual do Chef, mas cujo sabor reconhecmos de imediato assim que o começamos a comer.
De seguida, para companhia do café, um conjunto de Mignardises com Trufa de Abade Priscos, Pudim Laranja do Algarve e Bola de Berlim de Pastel de Nata.

Se ainda é daqueles que não acredita no potencial de um restaurante de Hotel, este é mais um bom exemplo para conhecer e experimentar. Uma experiência única, não só pelo espaço, mas também pela genialidade do Chef que coloca toda a sua experiência em campo.
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RESTAURANTE LUZ - IBEROSTAR LISBOA
Tipo de Cozinha: Autor, Portuguesa e Internacional
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Sim
Estacionamento:Com Parqueamento no Hotel
Horário: Todos os dias das 12:30h às 15:30h e das 19:00h às 22:30h
Preço Médio p/ Refeição: 35€

Morada: Rua Castilho, Nº 64 1250-096 LISBOA
Telefone:  +351 215 859 000

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Morgado de Sta. Catherina Reserva 2016 Branco

MORGADO DE STA. CATHERINA RESERVA 2016 BRANCO | BUCELAS | 13,5% | PVP  9,49€
ARINTO
WINE VENTURES - QUINTA DA ROMEIRA, SA
16,5

Um branco que ano após ano me encanta, feito com a casta Arinto, vinhas velhas, normalmente lançado um ano após a colheita, com um potencial de envelhecimento enorme e com um preço fantástico. Desta vez fui encontrá-lo em promoção no Pingo doce por cerca de 6 euros e pouco. Imperdível. É só até 18 de Junho!
Cor amarelo citrino, laivos esverdeados, aspecto limpo e jovem. No nariz a fruta branca de caroço e a amarela madura bem presente, ameixa amarela, notas de fruta citrina, toque perfumado floral cheio de elegância, pedra lascada e leve baunilha bem ligado no conjunto fresco.
Boca com envolvente volume, com acidez equilibrada, mas crocante, com fruta madura bem definida, com largura e final de boca longo.
Antevejo um branco para guarda ou melhor, mostra logo que devemos comprar mais uma garrafa para mais tarde lá voltar.
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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Gonçalves Faria 2015 Branco

GONÇALVES FARIA 2015 BRANCO | BAIRRADA | 12% | PVP  25€
BICAL, MARIA GOMES
QUINTA DE BAIXO - VINHOS DA BAIRRADA, SA
17

António Maria Gonçalves Faria foi um dos míticos produtores da Bairrada dos anos 90. Ainda hoje se bebem vinhos desse tempo e é com sorrisos rasgados que confirmamos a excelência dos vinhos por si produzidos. Dirk Niepoort, que chegou a ser o distribuidor destes vinhos, trabalha agora estas magníficas vinhas e tem como objectivo produzir, ano após ano, vinhos igualmente intemporais, profundos e com carácter, honrando o saudoso António Maria Gonçalves Faria e o seu filho João Pedro, hoje responsável pelo trabalho nas vinhas. Este é a mais recente colheita.
Cor amarelo citrino, ligeiros esverdeados, aspecto limpo e jovem. Aromaticamente muito neutro de inicio, abrindo depois para notas de fruta branca madura, ameixa e alperce, perfumado floral, ligeira resina, pedra lascada, delicado e fino. Na boca mostra-se jovem e a pular, com acidez vivaz,a secar o palato, fruta citrina, tangerinas madura, casca de laranja,toque levemente untuoso e macio, largo, com volume e sempre a melhorar em copo.
Vai abrindo, abrindo e revelando um vinho em evolução mesmo no copo. Final de boca longo e muito elegante.
Parece claramente ainda estar no inicio de um bela e longa vida pela frente.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Quinta do Pôpa | 10 Anos de Vinhos Celebrados com Novidades

A Quinta do Pôpa vive este sonho há 10 anos. Vou repetir-me um pouco na história, tantas vezes já contada, deste produtor duriense que quis homenagear o seu antepassado Francisco Ferreira, mais conhecido como o Pôpa, produzindo vinhos em pleno Alto Douro Vinhateiro.
Hoje as caras deste projecto familiar são as dos netos do Pôpa, Stéphane e Vanessa Ferreira, são eles quem hoje está aos comandos do leme, mas em 2003 era o Pai destes que comprava parte da actual propriedade e, apenas alguns anos depois, em 2007, começava então a produção de vinho tendo como padrinho o Enólogo Luís Pato. Passados 10 anos, é João Menezes que assina os vinhos que aqui são produzidos.
Em momento de comemoração foram apresentadas as novidades Contos da Terra 2016 tinto, com nova imagem, mais limpa e apelativa; o Pôpa Black Edition 2015 tinto; o Pôpa Touriga Nacional 2014 tinto; o Pôpa Vinhas Velhas 2014 tinto e especial Quinta do Pôpa Homenagem 2013 tinto.
Always follow your dreams!

CONTOS DA TERRA 2016 TINTO | DOURO | 12,5% | PVP 5,55€
TINTA RORIZ, TOURIGA FRANCA, TOURIGA NACIONAL, TINTA BARROCA
QUINTA DO PÔPA, LDA
16
Cor rubi intenso de média concentração, aspecto limpo e jovem. No nariz predominam as notas de fruta vermelha madura, ligeiras notas florais e algum refrescante mentolado. Na boca mostra-se directo e pronto a beber, boa estrutura, ligeira secura inicial E tanino presente, maduro e já polido, com muita fruta vermelha em boa forma. Final de boca longo.
Os apenas 12,5% de álcool ficam-lhe muito bem e a relação qualidade-preço é um mimo.

PÔPA BLACK EDITION 2015 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP 13,45€
VINHAS VELHAS, TOURIGA FRANCA, TINTA AMARELA, TINTO CÃO, TINTA RORIZ
QUINTA DO PÔPA, LDA
16,5
Cor rubi de média concentração, um pouco mais aberto, aspecto limpo. Os aromas chegam pé ante pé com muita elegância, notas de fruta vermelha, ligeira tosta, especiaria fina, traço mineral e fresco. Com estrutura e volume certos, tanino polido, num perfil com a fruta vermelha muito bonita, guloso, especiaria bem ligada, fina. Final de boca longo. 

PÔPA TN 2014 TINTO | DOURO | 14,5% | PVP 16€
TOURIGA NACIONAL
QUINTA DO PÔPA, LDA
17
Cor rubi intenso, de média concentração, cativante, limpo. Fresco no plano aromático, com o cariz floral da casta a mostra-se mais em relação à fruta, aqui menos quente e predominante, barrica muito bem casada, especiaria fina, mentolado fresco. Mostra algum músculo na boca, tanino guloso, a marcar presença sem chatear, com largura, volume, acidez, muito equilibrado e convidando a beber. Longo de final. 

PÔPA VV 2014 TINTO | DOURO | 14% | PVP 25€
VINHAS VELHAS
QUINTA DO PÔPA, LDA
18
Cor rubi intenso de média concentração, aspecto limpo e jovem. No plano aromático mais uma vez o ponto da elegância e frescura, a fruta vermelha madura muito bem envolvida nas notas florais e de barrica, um mentolado subtil, mas de grande importância, belo bouquet. Boca com grande largura, acidez num bom plano, vivaz, quiçá tenaz, com a fruta fresca e elegante, num conjunto equilibrado. Um prazer beber este vinho.

QUINTA DO PÔPA HOMENAGEM 2013 TINTO | DOURO | 14,5% | PVP 42,50€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, VINHAS VELHAS
QUINTA DO PÔPA, LDA
17,5
Cor vermelho intenso, concentrado e fechado, aspecto limpo e de nuances jovens. No nariz marca a fruta vermelha e principalmente a preta, bem madura, cereja e ameixa preta, assim como a amora silvestre, leve perfume floral, notas especiadas finas, tosta leve, com as marcas do estágio em barrica a caminho da integração plena, perfil fresco. Na boca está sumptuoso, cheio, com estrutura e volume, mostra-se muito equilibrado, sem ser bruto, com uma elegância bonita, um toque de pimenta branca fino e um perfil fresco que se admira num vinho com cerca de 14,5% de álcool.
Claramente um vinho para garrafeira. Vai durar. Não direi que se guarde para um momento especial, mas que se guarde para o seu momento, a sua homenagem. À mesa vou querê-lo com um belo cabrito assado no forno.

domingo, 3 de junho de 2018

Pousio Selection 2016 Tinto

POUSIO SELECTION 2016 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  6,25€
ALICANTE BOUSCHET, SYRAH, TRINCADEIRA
CASA AGRÍCOLA HMR, SA
16

Cor rubi intenso, de média concentração, aspecto limpo e jovem. no nariz mostra-se com equilíbrio, fruta vermelha e preta bem colocada e fresca, amora silvestre e ameixa preta, leve tostado, bem ligado e na quantidade certa, num perfil fresco e apetecível. Na boca revela boa estrutura e corpo, textura macia e envolvente, com a fruta vermelha a mostrar, mais uma vez, a sua beleza, num conjunto muito equilibrado e de final longo e persistente.
Muito boa companhia para pratos de carne já com alguma complexidade ou mesmo para acompanhar alguns enchidos fatiados, pão e uma ou outra azeitona.

sábado, 2 de junho de 2018

Subscreva a Newsletter e Não Perca Pitada!

Agora já é possível receber a Newsletter do Comer, Beber e Lazer e acompanhar, ainda mais de perto, todas as publicações no Blog. É simples e rápido. 
Na coluna direita do Blog encontra o formulário onde apenas terá de colocar o endereço de email para o qual deseja que seja enviada a Newsletter, assim como o seu primeiro e último nome (estes facultativos), clicar em subscrever e está feito.
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segunda-feira, 28 de maio de 2018

7º Festival do Vinho do Douro Superior | Concurso de Vinhos Os Premiados

A 7ª edição do Festival do Vinho do Douro Superior (FVDS), voltou a ter como palco principal o EXPOCÔA - Centro de Exposições de Vila Nova de Foz Côa. Organizado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, com a produção da Grandes Escolhas, este foi mais um ano de sucesso e onde voltei a confirma não só a excelência da organização como também a participação de cada vez mais produtores, mais vinhos em prova, mais vinhos a concurso e mais pessoas interessadas a fazerem a sua visita.
Como já é hábito, o programa integra o Concurso de Vinhos do Douro Superior aberto a todos os vinhos produzidos nesta sub-região que estejam presentes na feira, nas categorias Douro (branco e tinto) e vinho do Porto. A avaliação é feita às cegas por um painel de jurados constituído por jornalistas, sommeliers e compradores.
Este ano os grande vencedores foram:

MELHOR VINHO BRANCO
DUAS QUINTAS RESERVA 2016 BRANCO | ADRIANO RAMOS PINTO

MELHOR VINHO TINTO
ZOM TOURIGA NACIONAL 2011 TINTO | BARÃO DE VILAR VINHOS

MELHOR VINHO DO PORTO
DUORUM VINTAGE 2011 | DUORUM VINHOS

A lista completa de premiados segue abaixo:
Categoria Vinho BRANCO 
Melhor Vinho
Duas Quintas Reserva 2016 Adriano Ramos Pinto Vinhos

Medalha de Ouro 
Colinas do Douro Reserva 2017 Colinas do Douro Sociedade Agrícola
Cortes do Tua Reserva 2016 Cortes do Tua Wines
Mapa Vinha dos Pais 2016 Pedro Mário Batista Garcias
Palato do Côa Reserva 2015 5 Bagos Sociedade Agrícola
Quinta Vale d'Aldeia Alvarinho 2017 Quinta Vale d'Aldeia
Terras do Grifo Grande Reserva 2016 Rozès

Medalha de Prata 
Burmester 2017 Sogevinus Fine Wines
Crasto Superior 2016 Quinta do Crasto
Duorum 2015 Duorum Vinhos
Gerações de Xisto 2017 Gerações de Xisto
Golpe Reserva 2016 Manuel Carvalho Martins
Holminhos 2016 Quinta Holminhos
Montes Ermos Códega do Larinho 2017 Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta
Palato do Côa Reserva 2016 5 Bagos Sociedade Agrícola
Quinta da Pedra Escrita Reserva 2016 Rui Roboredo Madeira Vinhos
Quinta da Sequeira Reserva 2016 Mário Jorge Eugénio Monteiro Cardoso
Quinta dos Castelares Reserva 2016 Casa Agrícola Manuel Joaquim Caldeira
Salgados 2017 Mário José Pinto Salgado e Maria de Lurdes P. M. Salgado

Categoria Vinho TINTO 
Melhor Vinho
Zom Touriga Nacional Grande Reserva 2011  Barão de Vilar - Vinhos

Medalha de Ouro
Cadão PM Vinhas Velhas 2011 Mateus e Sequeira Vinhos
Crasto Superior 2015 Quinta do Crasto
Dona Berta Vinha Centenária Reserva 2011 Hernâni A. Verdelho
Duorum Vinhas Velhas Reserva 2015 Duorum Vinhos
Flor do Côa Reserva Especial 2011 Costa Boal Family Estates
Fronteira Reserva 2015 Casa Agrícola Manuel Joaquim Caldeira
Iter 2014 Duplo PR - Serviços de Enologia
Quinta da Extrema Cabernet Sauvignon 2015 Colinas do Douro Sociedade Agrícola
Quinta da Leda 2015 Sogrape Vinhos
Quinta da Touriga Chã 2015 Jorge Rosas Vinhos
Quinta do Couquinho Reserva 2015 Quinta do Couquinho - Soc. Agrícola
Terra de Homens 2010 Sociedade Agrícola Vale da Vilariça

Medalha de Prata
Adão António Aguiar Grande Reserva Touriga Nacional 2015 Adão e Filhos
As Tourigas 2007 Quinta de Vale de Pios
 Castello D'Alba Limited Edition 2015 Rui Roboredo Madeira Vinhos
D. Graça Touriga Nacional Reserva 2014 Vinilourenço
Duas Quintas Reserva 2015 Adriano Ramos Pinto Vinhos
Duvalley Grande Reserva 2012 Quinta Picos do Couto
Filão da Grixa Reserva 2014 Polibago
Gerações de Xisto 2014 Gerações de Xisto
Lupucinus Selection 2016 Quinta de Lubazim
Mapa Reserva Especial 2014 Pedro Mário Batista Garcias
Moinhos de Côa Reserva 2015 Artur Adriano Proença Rodrigues
Muxagat 2014 Muxagat Vinhos
Pai Horácio Grande Reserva 2015 Vinilourenço
Palato do Côa Reserva 2015  5 Bagos Sociedade Agrícola
Quinta da Bulfata 2015 Quinta da Bulfata
Quinta da Extrema (Edição I) 2015 Colinas do Douro Sociedade Agrícola
Quinta da Sequeira Grande Reserva 2013 Mário Jorge Eugénio Monteiro Cardoso
Quinta do Vesúvio 2015 Symington Family Estates
Quinta Vale d'Aldeia Grande Reserva 2014 Quinta Vale d'Aldeia
Terras do Grifo Vinhas Velhas 2014 Rozès
Terrincha Reserva 2014 Quinta da Terrincha
Vale do Malhô 2015 Sebastião Augusto Oliveira Vales
Dona Amélia 2012 Casa Agrícola Vales Dona Amélia
Vallado Superior Vinhas Orgânicas 2015 Quinta do Vallado - Sociedade Agrícola
Valle do Nídeo Reserva 2015 Miguel Abrantes Vinhos 

Categoria Vinho do PORTO 
Melhor Vinho 
Duorum Vintage 2011 Duorum Vinhos

Medalha de Ouro
Amável Costa Tawny 20 anos Agostinho Amável Costa
Ferreira Dona Antónia Tawny 20 anos  Sogrape Vinhos
Maynard's Vintage Bio 2015 Barão de Vilar - Vinhos
Quinta da Ervamoira Vintage 2004 Adriano Ramos Pinto Vinhos

Medalha de Prata
Burmester Tawny 10 anos Sogevinus Fine Wines
Quinta da Silveira Tawny 10 anos Sociedade Agrícola Vale da Vilariça
Quinta do Grifo Vintage 2015 Rozès
Quinta do Vesúvio Vintage 1995 Symington Family Estates

Parabéns aos premiados e a todos os participantes! Até para o ano.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

2º Concurso de Vinhos Douro TGV | Os Premiados

A 2.ª edição do Douro TGV deu a conhecer hoje, ao final do dia, os premiados do 2º Concurso de Vinhos Douro TGV. Este ano, durante o Concurso de Vinhos Douro TGV, que teve Olga Martins, CEO da Lavradores de Feitoria, como directora de prova, estiveram presentes dois néctares de cada um dos 36 produtores participantes. Os mesmos foram analisados com o rigor exigido por 30 jurados, todos enólogos, dois dos quais exercem esta profissão fora da região demarcada mais antiga do mundo. 
Como novidade, e para agilizar esta prova cega, os jurados pontuaram cada referência vínica através de uma aplicação desenvolvida pela a Outsmartis, Lda., uma startup de André Conde que está a funcionar no Regia Douro Park, a entidade organizadora deste certame. O objectivo procurado e atingido foi ter os chefes de mesa a obter, de imediato, os valores atribuídos e, ao mesmo tempo, o director de prova ter, a cada momento, uma perspectiva das pontuações por mesa e por vinho. 
Mas vamos à lista de premiados:

MELHORES TINTOS
ALTAPONTUAÇÃO 2014 TINTO
MONTE DO DESESPERO 2014 TINTO
QUINTA DOS LAGARES VV44 2014 TINTO
QUINTA DOS NOGUEIRÕES RESERVA 2014 TINTO

MELHORES BRANCOS
CASTELARES 2016 BRANCO
MONT'ALEGRE RESERVA 2016 BRANCO
QUINTA DAS CORRIÇAS COLHEITA SELECIONADA 2015 BRANCO

Parabéns aos premiados e a todos os participantes!
Até para o ano.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Plátanos Viosinho 2015 Branco

PLÁTANOS VIOSINHO 2015 BRANCO | LISBOA | 14,5% | PVP  15€
VIOSINHO
CASA AGRÍCOLA VISCONDE DE MERCEANA
16,5

Este é um vinho branco que o produtor, em boa hora, decidiu deixar a repousar por mais um tempo sem ter pressa de o lançar ao mercado pois acreditava no seu potencial após um ou dois anos de descanso em garrafa.
Para além disso, a aposta numa casta que "grita" o nome da região Douro, mas que na região de Lisboa também costuma ter um comportamento de elevada qualidade e este Plátanos não é caso diferente. Bebe-se não muito frio e levemente refrescado para usufruir dele a toda a largura.
Cor amarelo citrino, aberto, com ligeiros esverdeados, aspecto jovem e limpo. No nariz, após inicio um pouco fechado, mostra, com elegância, notas de fruta citrina, lima fresca, leve floral e notas de barrica muito bem ligadas. Na boca mostra uma bela acidez citrina, com algum volume e macieza, fruta fresca em bom plano, equilibrado, fazendo esquecer os 14,5% de alcool indicados no contra-rótulo, e de final longo e persistente.
É um branco para levar à mesa, não só para o marisco ou um peixe branco mais simples, como também uma boa posta de bacalhau ou pratos com mais complexidade.
Para além disso, prevejo que a continuação em guarda lhe fará muito bem.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Monsaraz 2017 Branco

MONSARAZ 2017 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  2,99€
ANTÃO VAZ, ARINTO, GOUVEIO
CARMIM
15

Um blend interessante num vinho alentejano. O antão vaz, naturalmente presente, o arinto que lhe presta frescura e acidez e um gouveio, que embora esteja nos dias de hoje plantado por todo o País, tem o seu berço em terras durienses.
De cor amarelo citrino, com ligeiros esverdeados e de aspecto limpo e brilhante. Nariz com aromas frutados bem medidos entre limonados, tropicais e alguma fruta amarela de caroço,  directo e sem labirintos, fresco. Na boca mostra estar no ponto de consumo, acidez equilibrada, directo, sem arestas, com a fruta muito sumarenta, e a beber-se até ao fim. Final de comprimento médio-longo e a mostrar qualidade para vinho do dia-a-dia a baixo custo.

Monsaraz 2017 Rosé

MONSARAZ 2017 ROSÉ | ALENTEJO | 12,5% | PVP  2,99€
ARAGONEZ, TRINCADEIRA, CASTELÃO
CARMIM
14,5

Com olhar nos dias quentes que já chegaram este é um rosé bem feito, fresco, com algum nervo e boa acidez, fugindo ao lugar comum e fácil do perfil mais doce.
De cor rosado intenso e de aspecto limpo, mostra aromas a fruta vermelha, limpo e objectivo. Na boca acaba por surpreender, revelando acidez acutilante, fruta vermelha com nervo, framboesa e morango, com ligeira secura que se aprecia, leve, equilibrado e com um final de boca médio-longo.
Bebe-se bem fresco, com o Sol bem lá no alto e despreocupadamente com amigos ou sozinho.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Taberna do Carró - Torre de Moncorvo

Quero começar esta publicação com um pequeno disclamer. Quando escolher a Taberna do Carró para a sua refeição faça-o sabendo que tem tempo. Que tem tempo para degustar, provar, comer, saborear a 100% tudo o que lhe vai ser servido. Não é uma corrida. É uma refeição. Divirta-se.
O restaurante Taberna do Carró fica mesmo no centro de Torre de Moncorvo, no largo da Igreja Matriz, que data do início do século XVII. É fácil, chegar, estacionar e dar um pequeno passeio pelas suas ruas depois da refeição para ajudar a digestão.

No interior, encontramos um espaço acolhedor, com uma decoração que mistura o mais castiço e regional, com alguns toque mais modernos. Este mix funciona e faz com que o espaço não pareça tão pequeno como de facto é. Porém, recordar que uma taberna é assim mesmo.

Depois de nos sentarmos começa o festim. Não há muita variedade de escolha para os pratos principais. Bacalhau, Polvo e Posta Mirandesa são os eleitos, mas o que nos chega à mesa sem pedir e incluído no preço é que parece não ter fim. Desde as saladas de feijão frade com atum, grão de bico com bacalhau, Tomate Coração de Boi com azeite e Sal (quando na época), mesa de enchido e queijos regionais, omolete de espargos selvagens, pimentos padron cultivados na região, alheira assada na brasa, migas de tomate, grelos à pobre, casacas com butelo, as azeitonas cortadas, o pão, os cogumelhos salteados e podia continuar a escrever. Muitos deles apenas na sua época, pelo que os pratos que aparecem alteram consoante a altura do ano que por lá passe.

Mais uma vez voltando ao início volto a recordar. Temos tempo para conversar e para comer. Para além disso temos sempre a amabilidade de nos estarem sempre a perguntar se queremos mais disto ou mais daquilo e se gostamos deste ou daquele produto. Quase que temos uma ementa personalizada ao nosso dispor.

Para a sobremesa nunca falta o Doce de Abóbora Com o Queijo de Ovelha Fresco, mas também o Pudim de Ovos, o doce de ginja, o arroz doce e a morcela preta com mel e amêndoas.

Um último conselho. Reserve mesa. O espaço não é muito grande e normalmente um almoço ou jantar aqui costuma ser entrar e só sair após algumas horas. A casa também faz mais questão de receber bem as pessoas do que estar sempre a rodar mesas, por isso, não ache estranho se lhe for dito que a casa está cheia e que provavelmente não irá haver hipótese de mesas vagarem.
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RESTAURANTE TABERNA DO CARRÓ 
Tipo de Cozinha: Portuguesa Regional
Copos de Vinho Adequados: Sim
Horário: Encerra Segunda-feira e de Terça-feira a Quinta-feira ao almoço
Estacionamento: Fácil e com Parques Pagos próximos
Preço Médio Refeição ao Almoço: 22,5€

Morada: Largo General Claudino, Nº 25, 5160-243 TORRE DE MONCORVO
Telefone: +351 968 087 514
Na Net: Facebook

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Sagres Bohemia Hoppy Weiss

SAGRES BOHEMIA HOPPY WEISS | HOPPY WEISS | 4,8% | 33cl | PVP   1,09€
CERVEJA | PORTUGAL
SCC .SOCIEDADE CENTRAL DE CERVEJAS E BEBIDAS, SA
ÁGUA, MALTE DE CEVADA, MALTE DE TRIGO, LÚPULO, EXTRACTO DE LÚPULO
Novidade para os tempos mais quentes que se avizinham e que se vem juntar às irmãs mais velhas Bohemia Original, Bohemia Puro Malte, Bohemia Bock e Bohemia Trigo.
De cor bastante aberta, dourado claro e limpo,  com espuma branca muito fina e que desaparece ao fim de pouco tempo, aromas e estrutura de boca leve, leve frutado, algum adocicado e sem grande amargor final.
Os pratos de peixe e marisco não lhe vão virar as escolhas. Quando em promoção é uma escolha com uma relação preço-qualidade de excelência.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Fernão Pires | A Casta Mais Expressiva do Tejo

A casta Fernão Pires, também conhecida noutras regiões como Maria Gomes, Gaeiro e Molinho, é a casta branca mais cultivada em Portugal, com maior incidência nas regiões do Tejo e da Bairrada. É, sem dúvida, a casta mais expressiva da Região Vitivinícola do Tejo, sendo amplamente utilizada na produção de vinho branco, a solo ou em lotes.
No copo apresenta-se jovem, de aroma frutado e floral, tem uma acidez baixa e resulta num vinho pouco alcoólico. É extremamente versátil já que está presente na composição de vinhos brancos, frisantes e licorosos, e nas colheitas tardias desta região vitivinícola.

Em dia de muito calor e com vista privilegiada sobre o Rio Tejo desde o varandim da Casa da Fundação Passos Canavarro, .Luís de Castro, Presidente da CVR Tejo, e João Silvestre, Director Geral da CVR Tejo, fizeram uma pequena apresentação da região do Tejo a anteceder uma prova didáctica da casta Fernão Pires de vinhos produzidos na região e liderada pelos Enólogos da Quinta da Alorna e Quinta da Lagoalva, Martta Simões e Diogo Campilho respectivamente.

 Em primeiro lugar, a casta foi enquadrada nos três terroirs existentes na região do Tejo. Terroirs completamente diferentes e que produzem vinhos completamente diferentes. O Rio Tejo desempenha aqui um papel principal sendo que na sua margem direita, imediatamente após os terrenos de aluvião, temos o terroir do Bairro, onde prevalecem os solos argilo-calcários e os solos xistosos, sendo a produção preferencial para vinhos tintos; depois, o Campo, ou a Lezíria do Tejo. Área da região afectada por inundações periódicas das águas do Tejo responsáveis pela elevada fertilidade do solo das extensas planícies circundantes, onde predomina a produção de vinho branco, sobretudo os que são feitos a partir da casta rainha desta região, a Fernão Pires, o vinho rosé, frisante, licoroso, espumante e colheita tardia; por último, na margem esquerda do Tejo e, imediatamente após os terrenos de aluvião, a Charneca, dominada pelos solos arenosos e menos férteis, factor esse que, ao estar associado a temperaturas mais elevadas do que nas outras duas zonas desta região vitivinícola, acelera a maturação da uva. Aqui são colhidas as uvas utilizadas na produção de vinho branco, tinto, rosé, espumante, licoroso e colheita tardia.
Depois a prova do nove. Foram provados nove vinhos principalmente da última colheita, dos três terroirs e previamente escolhidos pela Martta Simões e pelo Diogo Campilho. Os descritores da casta estavam presentes, mostrando grande acidez e frescura. Embora ainda sem estarem acabados, revelaram potencial enquanto vinhos brancos jovens diferentes.

Depois seguiu-se a prova de quatro vinhos com alguma idade, onde apesar de todos eles terem conseguido mostrar o potencial de bom envelhecimento dos brancos feitos na região a partir da casta Fernão Pires, se destacou, na minha opinião, o Garrafeira Particular das  Caves Dom Teodósio de 1983. Que chapada! Mais de 30 anos de um branco e ainda cheio de vida, acidez e a causar aquilo sorriso no canto da face que só as coisas boas nos conseguem arrancar.

Para o final ficaram os colheitas tardia. Bridão 2016, Falcoaria 2014 e Quinta da Alorna 2010 foram ao copo e mais uma vez a casta Fernão Pires mostrou-se em grande plano.
Esta foi uma acção que devo aplaudir. Excelente a nível didático, revelando mais acerca da região e acerca de uma casta, por vezes mal entendida, e que mostrou ser Rainha no Tejo.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Monsaraz Vinho Licoroso Premium 2015 Tinto

MONSARAZ VINHO LICOROSO PREMIUM 2015 TINTO | ALENTEJO | 18,5% | PVP  11€
ALICANTE BOUSCHET, ARAGONEZ
CARMIM
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A Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz (CARMIM), foi criada em 1971 por um grupo de 60 viticultores com o objetivo de produzir e comercializar vinho, a partir da uva de um grupo de viticultores da região.
A CARMIM possui actualmente cerca de 900 associados e produz 74 referências de vinhos: dos brancos aos tintos, dos jovens aos reservas, passando pelos licorosos, rosé e espumantes. Este Licoroso faz parte da mais recente gama Premium que mostra, mais uma vez, a dinâmica e visão das actuais cooperativas agrícolas produtoras de vinho.
Cor de intensos vermelhos de média concentração, bonita tonalidade rubi, de aspecto jovem e limpo. No nariz destaca-se a fruta vermelha e preta, amora silvestre, bem nítida e atractiva, de mão dada com algum floral e fresco mentolado. Na boca revela frescura, com volume e boa estrutura, tanino presente, macio, aveludado, mostrando uma fruta preta muito bonita e fresca, bem acompanhada de traço especiado e algum cacau.
Assim que o comecei a beber pensei de imediato em o acompanhar com uma fatia de bolo de chocolate com umas fresca framboesas vermelhas por cima. Vem em garrafas de meio litro e a um preço nada proibitivo.

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