terça-feira, 28 de agosto de 2018

Três Bagos 2017 Branco

TRÊS BAGOS 2017 BRANCO | DOURO | 13% | PVP  6,50€
VIOSINHO, GOUVEIO, RABIGATO
LAVRADORES DE FEITORIA VINHOS DE QUINTA, SA
16

Cor citrina, esverdeados leves, aspecto jovem, límpido e brilhante. No nariz muita fruta de caroço, ameixas amarelas, alperce, pêra rocha, leves notas mais exóticas e algum citrino, pedra lascada, mineral, fresco. Boca com boa secura, ligeiro traço vegetal, acidez equilibrada e com a fruta bem sumarenta e fresco. Final de boca longo. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

João Portugal Ramos | A Nova Face do Marquês de Borba

A marca Marquês de Borba é sem dúvida alguma a mais emblemática de João Portugal Ramos. O nome nasce de uma feliz coincidência. Tanto as vinhas como a adega de João Portugal Ramos estarem localizadas na Região de Borba e o facto de um seu Tio ter o título nobiliárquico de Marquês de Borba. O primeiro vinho a sair com esta marca foi o Marquês de Borba Reserva 1997 tinto.

Esta tem sido até aos dias de hoje uma das marcas de vinho que grande parte dos consumidores conhece e na qual reconhece um patamar de qualidade elevado e constante, associando-o facilmente à região do Alentejo e gerando uma sensação confiança embora mantendo ao longos dos anos uma imagem mais tradicional que se ia mantendo com alterações pontuais.

Aliado ao investimento que está a ser feito na modernização da adega em Estremoz, transformando-a no núcleo principal de engarrafamento, rotulagem e distribuição, a marca Marquês de Borba ganha, a partir deste ano, uma nova imagem, mais clean, mais sofisticada e moderna, e que coloca a marca no patamar mais correcto para a marca.
Mantém um traço de tradição na continuidade do logo do mesmo branding, mas ganha elegância e distinção na restante roupagem.

ESPUMANTE MARQUÊS DE BORBA BRUTO NATURAL 2014 ROSÉ | ALENTEJO | 12% | PVP 12€
PINOT NOIR, TOURIGA NACIONAL, ARAGONEZ
JOÃO PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
16,5 
De cor rosa salmão, intenso, com bolha fina e persistente. No nariz aromas frutados limpos, fruta vermelha, framboesa, algum citrino e ligeiro biscoito num conjunto pleno de equilíbrio. À boca chega com equilíbrio e elegância, de espuma leve e cremosa, seco e de final longo e fresco.

MARQUÊS DE BORBA VINHAS VELHAS 2017 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP 13€
ARINTO, ROUPEIRO, ANTÃO VAZ, ALVARINHO
JOÃO PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
16,5
Nova gama dentro da marca Marquês de Borba com as uvas a terem origem em vinhas com mais idade e a estagiarem cerca de 8 meses em barricas de carvalho francês e húngaro.
Cor amarelo citrino, definido e intenso, com esverdeados bonitos, aspecto jovem e limpo. No nariz as notas de fruta citrina, casca de toranja, bem casado com o toque tostado proveniente da barrica, alguma nota de cera, perfil fresco e harmonioso. Na boca revela um branco com bom corpo e estrutura, ligeira untuosidade, macio, com grande frescura, sumarento e, mais uma vez, pleno de equilíbrio. Termina longo e fresco.

MARQUÊS DE BORBA 2017 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 4,99€
ARAGONEZ, TRINCADEIRA, TOURIGA NACIONAL, ALICANTE BOUSCHET, PETIT VERDOT, MERLOT
JOÃO PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
16
Cor vermelho intenso, concentrado, violetas escuros, aspecto límpido. Fruta vermelha e preta madura no nariz, intenso, traço leve tostado, alguma especiaria, envolvente. Na boca mostra-se seguro e envolvente, de tanino macio, polido e pronto, equilibrado e com final de boca longo. 
Continua a ser daqueles para comprar à confiança.

MARQUÊS DE BORBA VINHAS VELHAS 2016 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 13€
ALICANTE BOUSCHET, ARAGONEZ, CASTELÃO, SYRAH
JOÃO PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
17
Com uvas provenientes de vinha velha, fermentado em lagares de mármore e com cerca de 1 ano de estágio em barricas de carvalho americano e francês.
Cor vermelho granada intenso, fechado e de aspecto jovem e limpo. No nariz revela a fruta preta madura, muito nítida, com toque fresco de folha de eucalipto, refrescando o bouquet onde em fundo as especiarias e algum balsâmico fresco aparecem bem colocados. Na boca mostra-se muito sólido, gordo, com grande estrutura e volume, tanino macio, com acidez bem espigadota, fruta madura fresca, com um final de boca longo e muito elegante.
Promete bons anos pela frente se houver a decisão de guarda em garrafeira.

DUORUM PORTO VINTAGE 2007 | PORTO | 20% | PVP 49,50€
VINHAS VELHAS, TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ
DUORUM VINHOS, SA
17,5
Um vintage clássico, o primeiro sob a marca Duorum, que se mostra ainda pleno de juventude e frescura. A cor mantém os rubis intensos, concentrado, violetas densos e profundos. Nariz onde a fruta preta ainda é rainha, bem ladeado por notas de esteva, algum cedro e resina. Opulento de boca, cheio, harmonioso e persistente.

domingo, 26 de agosto de 2018

Restaurante No Tacho - Coimbra

Percorro as ruas estreitas do centro histórico de Coimbra sempre com a mira apontada aos locais de restauração pelos quais vou passando na ânsia de encontrar poiso para almoçar. Procuro locais que desconheça, mas não procuro o preço mais baixo, quero algo que me faça aquele click e que seja a melhor relação qualidade-preço-satisfação.

Ao passar pelo No Tacho, de ementa do dia descriminada cá fora e de porta semi-cerrada, percebemos, após breve espreitadela para o interior, que seria ali o nosso almoço. Espaço cuidado, de aspecto muito clean, mas a puxar aos pequenos restaurantes de outrora, com mesas que apesar de simples e minimalistas nos chamaram de imediato e com uma sensação de conforto, charme e intimidade que ainda não tínhamos encontrado na nossa demanda.

Entrámos. Fomos recebidos com muita simpatia, ainda havia a possibilidade de escolher a mesa o que foi bom, mas fomos aconselhados a marcar mesa numa próxima ocasião. O espaço é pequeno e costumam encher muito rápido. Na ementa, com a confecção a cargo do Chef César Vieira,  basicamente pratos com ingredientes bem conhecidos do receituário português. Para além disso, foi-nos indicado que o conceito base da casa passa por trabalhar os melhores produtos nacionais sempre com os frescos do mercado local. A ementa não é gigantesca, porém a qualidade parece assegurada. O Chef Vítor de Oliveira é a cara por trás do conceito, na idealização de cada prato e na forma como cada palha é movida.

Após feito o pedido, na mesa o pão, a manteiga, as azeitonas, o azeite virgem extra Terras Dazibo e o vinagre Moura Alves. Delicioso para ir começando a picar até chegar à mesa, acabadinhos de fazer, os Bolinhos de Bacalhau. Perfeitos. Crocantes por fora, com a textura certa no interior, com os fios do bacalhau a fazerem uma teia enquanto os abria ao meio.

Também para ir picando e chegou à mesa uma Tabúa de Queijos, Enchidos e Fumados. Aqui é mesmo arrepiar caminho. Queijos tradicionais portugueses de diversas curas e origens, enchidos, alguns vindos de terras de nuestros hermanos, e entre outros, o presunto de vaca do Joaquim Arnaurd que até faz esquecer o tradicional de porco.

Depois começámos pelos pratos principais, sempre em modo partilha para ir provando tudo. Este é um dos meus conselhos se puderem e tiverem o tempo extra para isso. Peçam um ou dois pratos de cada vez, vão partilhando pois não devem perder pitada.
O Bacalhau da Islândia Confitado com Citrinos e Pimentas foi o primeiro. Bacalhau no ponto de cozedura, ainda com aquela goma e macio, numa bela ligação com os citrinos, leves, e as notas mais apimentadas.

Seguiu-se um prato que classifico como Must Taste. O Arroz do Mondego Com Peixe da Nossa Costa é de comer e chorar por mais. Mais uma vez confirmo que a qualidade do arroz faz muita diferença em qualquer prato com este ingrediente, todavia, todo o caldo e intensidade de sabor supera as expectativas. Que o diga a minha filha que num silêncio momentâneo soltou um convincente "Isto está muito bom!". 
Do peixe para a Carne. A nossa Marinhoa, uma carne de excelente qualidade em que o principal papel do Chef é conseguir não estragar um produto que por si só já brilha. Mais uma vez o ponto de cozedura está perfeito, com todos os sucos a serem aproveitados, sem grandes "mariquices" a envolver o prato. Keep it Simple.

Para terminar, o Lombinho de Porco Alentejano. Bela apresentação, dose farta e que sabor. Assim vale a pena. Sem se apresentar seco, com sabores muito equilibrados, talvez lhe coloca-se mais umas areias de sal marinho, mas isso sou eu que neste tipo de prato adoro sentir o explodir do sal em mistura com a carne.

Para sobremesa, e sempre para partilhar pois, apesar de bem almoçados, a gulodice falou primeiro, um pecaminoso Pudim de Gemas e Vinho do Porto e um pratos de Queijos mesmo para finalizar. Confesso que há muito tempo não me sentia tão satisfeito de corpo e alma com uma refeição.

Por último, tenho de destacar a enorme qualidade existente na garrafeira do restaurante. Não tem uma lista exaustiva, mas tem uma lista capaz de convencer o mais exigente. Até os vinhos dos Açores estão cá presentes e os preços do vinho a copo decididamente conseguiram afastar-me de outro tipo de bebidas.
_______________________________________________________
RESTAURANTE NO TACHO
Tipo de Cozinha: Portuguesa. Mediterrânea
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Sim
Estacionamento: Com Parqueamento Pago a 500 m
Horário: Todos os dias das 12:30h às 15:30h e das 19:30h às 22:15h Excepto Domingo das 12:30h às 15:30h e Segunda-feira (Fechado)
Preço Médio p/ Refeição: 25€

Morada: Rua da Moeda Nº 20, 3000-282 COIMBRA
Telefone:  +351 911 925 961
Na net: http://www.notacho.pt/

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Harmonização | O Vinho Ideal Para O Churrasco Do Fim De Semana

Amanhã é sexta-feira. Dia de planear convenientemente o fim-de-semana. Nesta altura do ano apetecem os churrascos ao ar livre, a lenha ou o carvão a arder lentamente, aquele aroma fumado que se entranha, mas que se ama. Seja peixe ou carne sabemos que temos de ter algum trabalho antes. Quer para a compra e peparação das carnes quer para o vinho que lhe vai fazer companhia.
Como costuma fazer esta selecção? Sabe quais os vinhos mais apropriados? Deixo a minha sugestão em mais uma publicação no site Enólogo Chef Continente.
"(...)Para começar, e enquanto estamos ainda naquela fase de preparação, a minha sugestão vai sem dúvida para bebericar uma “tacinha” de espumante. Leve, fresco e de baixa graduação alcoólica, o espumante é uma excelente forma de começar.. (...)" continuar a ler [+].

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Herdade Grande Blend Clássico 2015 Tinto

HERDADE GRANDE BLEND CLÁSSICO 2015 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  6,45€
TOURIGA NACIONAL, TRINCADEIRA, ARAGONÊS
HERDADE GRANDE
15,5

Chega ao mercado de cara lavada, mais limpo, mais directo e mais atraente. No copo revela cor vermelho rubi intenso, de média concentração, aspecto limpo e jovem. Aromas dominados pela fruta vermelha e preta madura, alguma amora silvestre e cereja preta, com ligeiro perfumado floral, leve tosta bem integrada, num perfil muito alentejano. Na boca mostra corpo de média estrutura, macio ao toque, polido e equilibrado de acidez e fruta, suculenta, bem ladeada por alguma especiaria. Final longo e persistente.
À mesa pede carne. Casará melhor com pratos com alguma complexidade, direi que os tradicionais alentejanos lhe farão muito boa companhia. 

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Quinta de Pancas | A Tradição Aliada à Inovação

A fundação da Quinta de Pancas data de 1495, com localização junto ao lugar de Pancas, concelho de Alenquer e a apenas 45 km da cidade de Lisboa. A propriedade tem cerca de 50 hectares de vinha e, actualmente, as casta tintas plantadas são o Cabernet Sauvignon, a Touriga Nacional , o Syrah , o Merlot, o Castelão, o Alicante Bouschet, a Tinta Roriz, a Touriga Franca, o Petit Verdot e o Malbec. Quanto às castas brancas, bastante menos em diversidade, são o Arinto, o Chardonnay e o Vital.

Na companhia de Gilberto Marques, o Enólogo da Quinta de Pancas, pude conhecer, mais em pormenor, o terroir onde nascem os vinhos deste produtor. A viagem começou na parte mais alta das vinhas, por entre Chardonnay do lado direito e Touriga Nacional do lado esquerdo fomos em direcção à adega.
Os solos predominantes são calcários, podendo estes diferir na sua origem - entre os calcários compactos interestratificados e os arenitos finos de calcários. Esta diferenciação está associada principalmente à altitude das parcelas (entre o 50 m e os 240 m) e ao declive das mesmas, reflectindo-se na textura dos solos, isto é, argilosa nas zonas mais baixas e franca nas partes mais altas e com maior declive.
Embora a profundidade seja muito variável, apresenta uma excelente capacidade de retenção de água suficiente para o desenvolvimento vegetativo da videira.

Uma vinha com um rendilhado de talhões de castas que beneficiam de um clima temperado húmido e estação seca no verão, com uma precipitação média anual a rondar os 1100 mm e concentrada essencialmente entre os meses de Outubro e Abril. 
Para além disso, a pouca distância que dista, em linha recta, do Oceano Atlântico, trás também grande influência atlântica, verificando-se um acentuado arrefecimento nocturno, o que associado ao facto de estarem protegidas dos ventos do Norte pela serra de Montejunto, cria condições únicas para a maturações fenólicas prolongadas e de excelência.
Dos vinhos do passado da Quinta de Pancas ficaram na memória de todos  essencialmente os tintos. Não só os Cabernet Sauvignon, vinhos de excelência que ainda hoje quando postos à prova revelam não só o potencial de envelhecimento dos mesmos como do próprio local onde nascem, mas também alguns monocastas como o Merlot ou o Touriga Nacional. 
Nos dias de hoje, de cara lavada, com nova imagem alinhada com o sentido do novo projecto, é impossível não perceber também o potencial dos vinhos brancos aqui produzidos. O mais recente Chardonnay e Arinto Reserva mostram que devemos estar muito atentos à Quinta de Pancas, enquanto que nos tintos, pouco a pouco, vamos percebendo que o passado de excelência estará a pouco tempo de distância.
Na minha conversa com o Gilberto Marques, comentou ele num instante que seria a tradição aliada à inovação a origem da excelência nos vinhos da Quinta de Pancas e eu, para já, só posso concordar.

QUINTA DE PANCAS RESERVA CHARDONNAY 2007 BRANCO | LISBOA | 12,5% | PVP 12,90€
CHARDONNAY 
COMPANHIA DAS QUINTAS VINHOS, SA
16
Cor amarelo definido, ligeiras nuances palha dourada, aspecto limpo. Nariz com muita elegância ainda sem a verdadeira marca do tempo, com fruta citrina e alguma cera. Boca plena de frescura, com acidez vivaz, fruta em bom plano e final de boca persistente. Gostava de lhe ter chegado um pedaço de queijo da Serra da Estrela só para puro deleite.
Após esta colheita só se voltou a ter novo Chardonnay Reserva em 2015.

QUINTA DE PANCAS RESERVA CHARDONNAY 2015 BRANCO | LISBOA | | PVP 14,90€
CHARDONNAY
QUINTA DE PANCAS VINHOS, SA
17
Cor amarelo citrino, esverdeados limpos, aspecto limpo. Aromas delicados, muita finess e elegância, boa fruta, fruta branca de caroço, tropical bem ligado, ligeiro citrino e floral, com a barrica bem ligada e envolvente perfil fresco. Na boca um branco com algum volume, macio no toque, envolvente, com boa secura, acutilante, com largura de boca, fruta num plano sumarento, barrica apenas a compor, acidez fina e elegante. Final de boca longo e fino.

QUINTA DE PANCAS CABERNET SAUVIGNON 1997 TINTO | ESTREMADURA | 13% | PVP -€
CABERNET SAUVIGNON
QUINTA DE PANCAS COMPANHIA DAS QUINTAS VINHOS, SA
16,5
Cor rubi granada, alguma casca de cebola, aspecto limpo. No aroma as notas de pimento estão maravilhosos, envolventes e frescos. Boca que nos agarra desde o ínicio, polido, ainda com a fruta num plano muito bonito, toque sedoso, com acidez que o mantém em cima. Final de boca longo.

QUINTA DE PANCAS CABERNET SAUVIGNON 2000 TINTO | ESTREMADURA | 13,5% | PVP -€
CABERNET SAUVIGNON
QUINTA DE PANCAS COMPANHIA DAS QUINTAS VINHOS, SA
17
Cor rubi granada, média concentração, ligeira casca de cebola, aspecto limpo. No nariz surgem as notas de pimento mais frescas e elegantes,  mais leve, com a fruta preta madura a mostrar-se definida, harmonioso e fresco. Na boca encontramos mais acidez, mais vivacidade e nervo. Mostra-se num grande momento de forma, com grande apetência pela mesa, pelo ligação à comida. Grande Vinho.

QUINTA DE PANCAS CABERNET SAUVIGNON 2003 TINTO | ESTREMADURA | 14,5% | PVP -€
CABERNET SAUVIGNON
QUINTA DE PANCAS COMPANHIA DAS QUINTAS VINHOS, SA
16,5
Cor rubi intenso, de média concentração, violetas nítidos, aspecto limpo. No plano aromático voltamos às notas de pimento mais marcado e intenso, a definir o bouquet, embora mostrando a fruta preta e azul bem casada. Na boca mostraque ainda tem muitos anos pela frente. Grande boca. Com estrutura e volume, vivaz,  com a fruta preta muito alegre e fresca, notas de pimento a envolver, final longo. Como estará daqui a um ano?

QUINTA DE PANCAS 2017 BRANCO | LISBOA |13,5% | PVP 6,90€
CHARDONNAY, ARINTO, VITAL
QUINTA DE PANCAS VINHOS, SA
16 
Cor citrina, aberto, com esverdeados leves e de aspecto limpo. No nariz mostra-se intenso, com fruta tropical e citrina bem casada, com traço mineral fresco. Na boca revela uma acidez vivaz, a secar o palato, com a fruta citrina sumarenta e bem fresca a inundar o palato, muito equilibrado e sóbrio. Final de boca longo e fresco.

QUINTA DE PANCAS RESERVA ARINTO 2015 BRANCO | LISBOA | 12,5% | PVP 12,90€ 
ARINTO
QUINTA DE PANCAS VINHOS, SA
16,5 
Cor amarelo citrino, limpo, esverdeados salientes, aspecto jovem. No nariz a fruta citrina com intensidade e expressão da casta, muito definido, com boa carga mineral, equilibrado e fresco. Na boca mostra o que o tempo em garrafa pode fazer a um branco. Distinto, afinado, com belo volume de boca, a envolver, com a fruta citrina muito sumarenta e fresca. O final de boca é longo e fresco.

QUINTA DE PANCAS 2016 TINTO | LISBOA | 13,5% | PVP 6,90€
CABERNET SAUVIGNON, TOURIGA NACIONAL, ALICANTE BOUSCHET
QUINTA DE PANCAS VINHOS, SA
15,5
Cor rubi de média concentração, leves violeta, aspecto jovem. Aroma com notas de fruta preta madura, ligeira tosta e fumado, equilibrado e fresco. Na boca apresenta-se macio, com boa intensidade, fruta fresca bem definida, tanino polido, com final de boca longo e presistente.


QUINTA DE PANCAS RESERVA 2015 TINTO | LISBOA | 14% | PVP 14,90€
CABERNET SAUVIGNON, TOURIGA NACIONAL, SYRAH
QUINTA DE PANCAS VINHOS, SA
17
Cor rubi intenso, concentrado, violetas escuros, aspecto limpo. No nariz a fruta preta madura surge num primeiro plano, com ameixa preta, cereja e  amora silvestre, sendo depois muito bem ladeada por notas de cacau, ligeiro perfumado a violeta, pimentas branca e preta, sendo um conjunto equilibrado e revelando frescura. No palato revela estrutura, corpulência e volume, toque macio, tanino presente, mas a não marcar em demasia, fruta madura bem colocada e em equilíbrio com as notas mais especiadas  terminando longo e persistente.
Muito boa opção na relação preço-qualidade.


QUINTA DE PANCAS GRANDE RESERVA 2013 TINTO | LISBOA | 15% | PVP 24,50€
TOURIGA NACIONAL, ALICANTE BOUSCHET, PETIT VERDOT
QUINTA DE PANCAS VINHOS, SA
17,5
Cor vermelho intenso, concentrado, de violetas escuros, aspecto límpido. Aromaticamente muito fresco e respirante, com a fruta preta madura, floral fresco, algo terroso, turfa do bosque, caruma de pinheiro, com boa especiaria e de grande complexidade. Um boca tamanha, grande estrutura, enche o palato, mostra-se envolvente e vivo, com taninos presentes, mas de grande finura. A fruta revela também neste plano grande qualidade num conjunto todo ele harmonioso. Final de boca longo.
É um vinho poderoso que com toda a certeza terá bons e longos anos pela frente.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

João Portugal Ramos Loureiro 2017 Verde Branco

JOÃO PORTUGAL RAMOS VINHO VERDE LOUREIRO 2017 VERDE BRANCO | VINHO VERDE | 12,5% | PVP  3,99€
LOUREIRO
J PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
15,5

Opção para dias de calor e de descontracção. Bela frescura e leveza, com potencial à mesa para pratos de saladas frias, apenas de legumes ou de frango, camarão cozido ou simplesmente para nos acompanhar numa esplanada.
Cor amarelo citrino, esverdeados leves, aspecto jovem e límpido. No nariz sobressaem as notas cítricas, flores brancas, folha de loureiro, mineral fresco. Na boca mostra-se fresco, leve, de acidez equilibrada, secura boa, sumarento, com final de boca longo.  

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Tendências | A Esplanada Pede Um Copo de Vinho

Finalmente o calor chegou para alegrar o nosso mês preferido para o descanso de um ano de trabalho. Para além da praia, da churrascada, do tempo para rever amigos e dos longos passeios também é sabido que somos um País de esplanadas. Por mais ocioso que possa parecer, o facto é que o estar sentado a beber um copo de algo fresco e ficar apenas a contemplar a paisagem é um dos desportos de verão mais praticados.
Qual é a sua bebida de eleição para beber na esplanada? Cerveja? E o Vinho? Deixo a minha sugestão em mais uma publicação no site Enólogo Chef Continente.
"(...)Habitualmente as bebidas de eleição não incluem o vinho. Somos mais afectos à cerveja, aos refrigerantes e às águas, mas com a cada vez maior oferta de vinho a copo e com a qualidade de serviço de mãos dadas só temos boas razões para sorrir e começar a escolher um copo de vinho para nos fazer companhia à esplanada. (...)" continuar a ler [+].

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Três Bagos Sauvignon Blanc 2017 Branco

TRÊS BAGOS SAUVIGNON BLANC 2017 BRANCO | DOURO | 13% | PVP  9,50€
SAUVIGNON BLANC
LAVRADORES DE FEITORIA VINHOS DE QUINTA, SA
17

Lembro-me bem quando provei este Sauvignon Blanc pela primeira vez. Na garrafeira Coisas do Arco do Vinho, numa das suas provas de final de tarde, provei a colheita de 2009 com o Enólogo Paulo Ruão e fiquei desde logo enamorado por este vinho duriense. Hoje, com as vinhas com idade entre os 25 e os 30 anos, este é sem dúvida um Sauvignon Blanc de grande qualidade e abaixo dos 10€.
Cor citrina, definida e muito límpida. No nariz, muito exuberante, fino recorte vegetal, espargos, bem ladeado por notas florais e fruta tropical madura e fresca, muito elegante. Na boca mostra equilíbrio, bom volume para um branco, com uma acidez muito bem balanceada com a fruta, sumarenta e fresca. Final de boca longo e elegante.
Escrevi na altura que era um branco a não perder e continua a ser.  

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Estou Com Os Azeites: Casa Afonso Borges Primis Virgem Extra

CASA AFONSO BORGES PRIMIS VIRGEM EXTRA | DOURO | AC 0,2% | PVP  12€
AGRIFIBA, LDA

Produzido pela Agrifiba, num lagar novo, com a tecnologia mais actual neste sector e a caminhar agora para o segundo ano de colheita, situado no Regia Parque Douro em Vila Real, mostra um azeite de elevada qualidade, quase diria que feito para impressionar e que mostrar que o Azeite está a ser muito bem trabalhado no nosso País. Haverá que tomar rapidamente esta consciência.
À mesa já o pude provar em diversas situações. Quer simplesmente para começar a refeição, servido com pão para se provar à descrição, quer no bacalhau com todos, numa posta mirandesa ou numa sobremesa com iogurte grego que tentei recriar. Correu muito bem!
De perfil frutado verde intenso, revela aromas bem verdes como o da amêndoa verde ainda em formação ou da própria folha da oliveira, com notas de folhagem de tomateiro. Na prova de boca, gosto principalmente daquele travo picante muito equilibrado e a nota mais amarga que persiste no final.

domingo, 5 de agosto de 2018

Quinta da Aveleda Loureiro & Alvarinho 2017 Branco

QUINTA DA AVELEDA LOUREIRO & ALVARINHO 2017 BRANCO | VINHO VERDE | 11,5% | PVP  3,99€
LOUREIRO, ALVARINHO
AVELEDA, SA
15

Este é um daqueles vinhos que queremos ter por perto nestes dias de temperaturas elevadas. Leve, fresco, equilibrado e para beber sem complicações. À mesa, as saladas de tipo italiano, o peixe grelhado ou a cozinha asiática serão harmonizações a ter em conta.
Cor amarelo citrino, esverdeados leves, aspecto jovem e limpo. Citrino no nariz, com leve perfumado floral e fruta tropical a compor um bouquet de perfil fresco. Boca sumarenta, acidez nivelada, com bom equilíbrio no conjunto e de final médio/longo.  

sábado, 4 de agosto de 2018

Tendências | No Verão a Sangria é Tradição

Haverá sempre quem não gosta de vinho, mas que não dispensa a frescura e sabor de uma Sangria bem feita. O vinho, seja ele branco, tinto, espumante ou de outro tipo, está lá e acredito que não se deve negligenciar a qualidade do mesmo, ainda assim é normal escolhermos os mais baratos para a fazer.
Com estes dias de calor, uma sangria fresquinha faz ainda mais sentido. É por isso importante ter a fórmula mágica à mão. Qual é a sua receita para uma sangria de sucesso? Deixo a minha sugestão em mais uma publicação no site Enólogo Chef Continente.
"(...)Os ingredientes para uma boa sangria não variam muito de receita para receita, muitos deles diversificam um pouco consoante o País onde se está ou mesmo a região do próprio País e incluem sempre a fruta fresca, laranja, limão e maça na sua base, algumas especiaria como a canela em pau, mas há quem também use o cravinho, um mix por vezes dito como secreto de bebidas espirituosas e vinho. Vinho Tinto na maioria, mas também vinho branco, vinho espumante ou até vinho do Porto. (...)" continuar a ler [+].

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