quarta-feira, 20 de março de 2019

Herdade Grande Colheita Selecionada 2018 Branco

HERDADE GRANDE COLHEITA SELECIONADA 2018 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP  6,40€
VIOSINHO, ARINTO, ANTÃO VAZ
HERDADE GRANDE
15,5

O Terroir da Vidigueira a produzir vinhos brancos com muita frescura, leveza e uma bela acidez. É um clássico.
Cor amarelo citrino, esverdeados leves, aspecto jovem e limpo. No nariz a fruta tropical e de caroço mostra-se nitida, fresca e com boa intensidade, citrino em fundo, leves notas de erva aromática, perfil fresco. Na boca mostra um perfil mais seco do que esperado, boa acidez, mais limonado e maça verde, fruto tropical, alguma untuosidade e volume, todavia mantem um caracter leve e fresco. Termina longo e com uma secura bem interessante.

terça-feira, 19 de março de 2019

Esporão Private Selection 2016 Branco

ESPORÃO PRIVATE SELECTION 2016 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  19,90€
SEMILLON
ESPORÃO, SA
17,5

Continua a ser uma das minhas escolhas de topo no Alentejo. Ano após ano, uma peça de arte no rótulo, este é de Duarte Belo, e um grande branco no interior da garrafa. E já lá vão uns anos que o preço se mantém o mesmo.
Cor amarelo citrino de nuances aloiradas, ligeiros dourados, aspecto limpo e brilhante. No nariz, elegante e fresco, a fruta amarela de caroço vai mostrando a frescura, bem ladeado por notas provenientes do estágio em barrica, algum leve coco, um toque melado, rebuçado de fruta, fresco.
Na boca mostra volume e untuosidade bem amparada por uma acidez acutilante e fina, fruta cheia de sumo, equilíbrio, finess, terminando longo.
Já com algumas de parte para abrir daqui a alguns anos.

domingo, 17 de março de 2019

Restaurante Ōkah - Lisboa

Estão de regresso os dias primaveris, com sol e temperaturas amenas a pedir que se aproveite a maravilhosa luz de Lisboa. Fui encontrar o Ōkah numa estrutura de contentores de mercadorias, no topo de um edifício histórico situado em Santos, onde antes funcionavam as cantinas e os balneários do Porto de Lisboa, o LACS Rooftop.
A vista que se tem para a nossa Capital e para o Rio Tejo é um privilégio para quem visita o Ōkah e torna-se obrigatório que, antes de nos sentarmos à mesa, se vá até ao rooftop e se veja uma Lisboa em 360º que continua a surpreender.

Deixo o exterior e regresso à sala. Ambiente criativo, original, simples, descontraído e confortável. Os janelões inundam o espaço de luz e, ao mesmo tempo, mantêm o nosso foco na paisagem. Não são necessárias grandes distracções.
A ementa convida a uma viagem pela Ásia. Pela sua gastronomia única, intensa e sofisticada que estão bem patentes na diversidade da carta do Ōkah começando desde logo pelo seu couvert composto por Pão Pita, Creme de Pimento e Iogurte com Pepino e Hortelã. Esqueçam o pãozinho com manteiga e azeitonas. Aqui começa uma viagem. O pão pita ainda quente e os sabores intensos do creme de pimento e a frescura do iogurte com o pepino e a hortelã estão no ponto. O meu preferido é o de pimento. Gostos não se discutem.

O Chef Bruno Rodrigues coloca na mesa um restaurante internacional, contemporâneo e com um toque asiático. Cores, aromas e sabores inspirados nas suas viagens que trouxe e apresenta em pratos despretensiosos e descomplicados, mas repletos de sabor.
A entrada, Ameijoa Garam Massala, é prova desse conceito. Um regalo para os olhos, aromas intensos, provocadores e sabor, muito sabor. O pão pita volta a juntar-se à festa pois o caldo/molho estava fantástico. Não se podia perder.

Para prato principal o prato do dia que não consta da ementa e do qual fiquei fã.  Um delicioso Caril de Frango com Legumes, intenso, picante, mas não impossível de se comer, no ponto. Ainda bem que foi ao almoço.

Para sobremesa oportunidade para provar dois doces completamente diferentes. Num primeiro momento os Cones de Bolacha com Recheio de Côco Queimado Doce. Para quem gosta de doces à base deste fruto é obrigatório.

Num segundo momento,  uma sobremesa com sabores mais conhecidos, numa Pirâmide de Chocolate e Frutos Vermelhos. Uma fusão de sabores com inspiração asiática à descoberta de novos aromas e sensações. A regressar em breve.

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RESTAURANTE ŌKAH
Tipo de Cozinha: Asiática
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo:Sim
Estacionamento: Relativamente fácil (Pago e não pago)
Horário: 12:00h às 15:00h / 19:00h às 23:00 (Segunda  a Quinta);
               12:00h às 15:00h / 19:00h às 24:00 (Sexta e Sábado);
               12:00h às 18:00h (Domingo);
Preço: 15€ (Menu Executivo ao Almoço)

Morada: Edifício LACS, Cais Rocha Conde de Óbidos, Santos 1350-352 LISBOA
Telefone: +351 914 110 791 
Facebook: https://www.facebook.com/okahlisboa/

sábado, 16 de março de 2019

No Dia do Pai o Meu Presente (Vinho) Eu Quero que Seja...

"Para o Natal, o meu presente, eu quero que seja... ". Com toda a certeza muitos se lembram desta cantoria que surgia sempre, uns dias antes do dia de Natal, nos canais de televisão que existiam nessa altura. Funcionava. A música ficava no ouvido e o produto promovido vendia como pão quente.
Aproveitando a ideia e sabendo que a minha filha também lê o Blog do Pai de vez em quando, deixo-lhe aqui uma sugestão de cinco vinhos que seriam sempre um belo presente para o Dia do Pai.
Vinhos de excelência, carregados de sentimento, todos eles uma bonita homenagem a essa Figura que é o Pai.

FSF 2014 TINTO | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 14% | PVP 35€
SYRAH, TRINCADEIRA, TANNAT
JOSÉ MARIA DA FONSECA VINHOS, SA
Homenagem de Domingos Soares Franco ao seu Pai Fernando Soares Franco (FSF). Um vinho feito através de três das castas preferidas de seu Pai (Trincadeira, Syrah e Tannat) e produzido apenas em anos de destacada qualidade e em quantidades limitadas.
Ao longo de quarenta anos, Francisco Soares Franco incrementou e desenvolveu a Colecção Ampelográfica da Quinta de Camarate, e introduziu castas exógenas à região, mas com elevado potencial enológico.
Foi ainda devido à sua persistência que se manteve a última vinha de Moscatel Roxo na região.

PAI ABEL 2015 BRANCO | BAIRRADA | 13,5% | PVP 28€
BICAL, MARIA GOMES
MÁRIO SÉRGIO ALVES NUNO - QUINTA DAS BAGEIRAS
O orgulho no seu Pai, Abel Nuno, fez com que Mário Sérgio Nuno, lhe prestasse esta Homenagem. Um vinho com carácter e estrutura forte, como a de um Grande Homem. Quis o destino que a primeira colheita deste vinho fosse reprovado pela Comissão Vitivinícola Regional, mas isso não impediu Mário Sérgio de o comercializar com o selo de "Chumbado", quase que criando um termo de qualidade, e de assim ter criado mais um grande vinho da Bairrada.

PAI HORÁCIO GRANDE RESERVA 2015 BRANCO | DOURO | 13,5% | PVP 29€
VIOSINHO, RABIGATO
VINILOURENÇO, LDA
Na década de 80, Horácio Lourenço, após regresso de Angola, começou a plantar vinhas e a sua paixão vitivinícola levou-o a desenvolver afincadamente o seu património. No ano de 2006 Jorge Lourenço, seu filho, cria a Vinilourenço com a sua preciosa ajuda e com a missão de transformar e dinamizar a produção das vinhas anteriormente plantadas.
Este é um tributo ao seu Pai que resulta de um lote dos melhores vinhos varietais da colheita do ano.

QUINTA DO PÔPA HOMENAGEM 2013 TINTO | DOURO | 14,5% | PVP 42,5€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, VINHAS VELHAS
QUINTA DO PÔPA, LDA
O sonho de Francisco Ferreira, de sua alcunha Pôpa, era o de adquirir um pedacinho do Douro, mas nunca o conseguiu em vida. Já lá vão alguns anos desde que conheci o Stéphane Ferreira e os vinhos da Quinta do Pôpa, mas desde o primeiro minuto que o fio condutor da história sempre foi o de transformar este sonho em realidade. O filho de Francisco Ferreira que em 2003 comprou o que é hoje a Quinta do Pôpa e os seus netos Stéphane e Vanessa Ferreira têm vivido esse sonho e lançaram em 2009 o primeiro destes vinhos.

TIM GRANDE RESERVA 2017 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP 40€
VIOSINHO, GOUVEIO, ARINTO
QUINTA DA ROSA VINHOS, SA
Um vinho cheio de sentimento. A homenagem ao Pai de Sophia Bergqvist, a atual gestora da Quinta de la Rosa. Tim Bergqvist reiniciou o projeto Quinta de La Rosa em 1988 em conjunto com a sua filha dando-lhe o kick necessário para que a Quinta de La Rosa fizesse o caminho para o que é hoje. O rótulo foi criado pelo seu neto Mark, filho Sophia Bergqvist. Um tributo familiar.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Argilla 2015 Branco

ARGILLA 2015 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP  6,50€
ALVARINHO, VERDELHO, VIOSINHO
ANTA DE CIMA SOC AGRICOLA UNIPESSOAL, LDA
16,5

Recordo-me bem de quando os vi e provei pela primeira vez numa das primeiras edições dos Vinhos no Campo Pequeno. Chamaram-me à atenção os rótulos (Branco e Tinto) e o facto de, se não me falha a memória, apenas existirem esses dois vinhos para prova na bancada e já não haver mais garrafas no mercado. Um pequeno produtor a começar que me ficou na memória e que tive a feliz oportunidade de recentemente voltar a... beber.
Cor amarelo citrino, limonado, esverdeados leves, aspecto jovem e jovem. No nariz notas citrinas evidentes, algum maracujá, pedra lascada, floral ténue, mineral e fresco. Boca com algum corpo e volume, ligeira untuosidade, acidez mordaz, acutilante, sumarenta, com a fruta a mostra-se fresca, maça verde,  bom prolongamento final.
Daqueles que vale bem o preço. A posta de bacalhau com presunto agradeceu a companhia.

terça-feira, 12 de março de 2019

Quinta de San Joanne Superior 2015 Branco

QUINTA DE SAN JOANNE SUPERIOR 2015 BRANCO | VINHOS VERDES | 12,5% | PVP  31€
ALVARINHO, MALVASIA FINA
CASA DE CELLO - GESTÃO RURAL. LDA
17,5

A designação de Superior que aparece no rótulo facilmente se vai percebendo à medida que os copos de vão enchendo e a garrafa esvaziando. Vai se mostrando com o tempo, vivendo, evoluindo, mostrando profundidade, complexidade e elegância.
Cor amarelo definido, intenso, ligeiros aloirados, aspecto limpo. Nariz com grande complexidade, flor branca de laranjeira, fruta de caroço, pessêgo e alperce, citrinos, lima e alguma laranja e tangerina, toque salino, pedra lascada, desafiante.
Na boca destaca-se aquela cremosidade, untuosidade matreira que nos agarra, prende e vicia, ladeada por uma frescura e mineralidade vibrante, fruta vibrante,terminando longo, mas que rapidamente nos faz abrir outra garrafa.
E venham daí os anos em garrafa.

terça-feira, 5 de março de 2019

Quinta da Alorna 2016 Tinto

QUINTA DA ALORNA 2016 TINTO | TEJO | 13,5% | PVP  3,99€
TINTA RORIZ, CASTELÃO, SYRAH, ALICANTE BOUSCHET
SOCIEDADE AGRÍCOLA DA ALORNA, SA
16

Acabadinho de chegar às prateleiras, este Quinta da Alorna 3,99€ é apenas da colheita de 2016. Esperar pelo momento certo é cada vez mais uma aposta vencedora e, nesta gama de preço, o resultado não é diferente. Muito equilíbrio, com a fruta madura muito elegante e a frescura de todo o conjunto em destaque.
Cor vermelho rubi, de média concentração, aspecto jovem e limpo. No nariz os frutos vermelhos maduros e pretos silvestres mostram-se em pleno, leve nota de cacau e especiaria, directo, equilibrado e fresco. Na boca volta a destacar a qualidade da fruta, sumarenta, com algum volume, tanino polido, macio e terminando longo e persistente.
Sem dúvida uma das boas opções no mercado para o consumo diário.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Quinta de Saes Reserva Estágio Prolongado 2012 Tinto

QUINTA DE SAES RESERVA ESTÁGIO PROLONGADO 2012 TINTO | DÃO | 13% | PVP  13,50€
VINHA VELHA
QUINTA DA PELLADA UNIPESSOAL, LDA
16,5

Curioso como o estágio prolongado em barrica de carvalho francês por cerca de 14 meses não revela um tinto carregado pela madeira, estando esta muito bem integrada e não escondendo uma fruta muito distinta e elegante.
Cor vermelho granada, média concentração, ainda sem traços evidentes de alguns anos de espera, aspecto limpo. No nariz mostra-se uma fruta preta compotada muito elegante, sem ser pesadona, com floral perfumado bem ligado, envolvente de frescura de bosque, pinheiro, turfa molhada e especiaria fina bem colocada, muito equilibrado. Boca com vivacidade, volumoso, enche, de tanino polido, elegante e fresco, com a fruta ainda bem sumarenta, equilibrado e com final longo.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Ramos Pinto Tinta da Barca 2016 Tinto

RAMOS PINTO TINTA DA BARCA 2016 TINTO | DOURO | 15% | PVP  49,50€
TINTA DA BARCA
ADRIANO RAMOS PINTO VINHOS, SA
17

Apetece-me algo. Algo diferente. Um 100% tinta da Barca. Porque não? Da Quinta de Ervamoira, onde existem cerca de 50.000 pés de Tinta da Barca, chega um Douro tinto diferente, principalmente na prova de boca, mais arredondado e polido do que estava à espera, com margem para guarda e uma evolução depois da garrafa aberta que impressiona.
Cor rubi intenso, concentrado, de violetas carregados, aspecto limpo. No nariz mostra-se em bom plano a fruta preta madura, a ameixa e a cereja preta, a amora silvestre, quente, alguma esteva, toque de giesta, notas integradas da barrica, cheio e envolvente. Na boca aparece já com o tanino arredondado, polido, com acidez equilibrada, fruta a rodos, mordiscável, estranha-se a inicio e vai-se gostando, vai evoluindo no copo e na garrafa, mostrando aos poucos que estamos na presença de um vinho muito interessante e completo, terminando longo e persistente.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Zagalos Reserva 2016 Branco

ZAGALOS RESERVA 2016 BRANCO | ALENTEJO | 12% | PVP  12€
ALVARINHO, ARINTO, GOUVEIO, VERDELHO
QUINTA DO MOURO
16,5

Deste produtor queremos os tintos, os Quinta do Mouro, os rótulos dourados e, por vezes, sem fazer sequer de propósito acabamos por passar ao lado deste Zagalos branco que, apesar ser da colheita de 2016 está capaz de nos agarrar e de nos apaixonar. Está num ponto de forma que realmente encanta e quando se olha para o preço queremos, com toda a certeza, colocar mais algumas na nossa garrafeira pessoal e ir bebendo umas e guardando outras por mais uns anos.
Confesso que fiquei curioso em encontrar uma ou outra garrafa de anos anteriores.
Cor amarelo de nuances palha seca, alguns alourados, aspecto limpo, brilhante. No nariz mostra uma fruta amarela madura de caroço bem fresca, citrinos em contraponto, notas bem ligadas de baunilha, barrica bem encorporada, dá prazer logo nesta fase da prova. Boca com acidez equilibrada, firme, com corpo médio e volume interessante, sumarento, fresco, mostrando também aqui a barrica muito bem ligada. Final de boca longo.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Pequenos Rebentos Atlântico 2017 Tinto

PEQUENOS REBENTOS ATLÂNTICO 2017 TINTO | VINHO VERDE | 11,5% | PVP 12,50€
ALVARELHÃO, CAINHO TINTO, PEDRAL
MÁRCIO LOPES, UNIPESSOAL, LDA
16,5

Um dos vinhos que ultimamente mais prazer me deu em conhecer. Bem sei que não será o vinho tinto mais consensual do mercado, dirão alguns que ainda por cima vem da região onde o vinho branco é rei, só tem 11,5% de álcool, apresentando uma tonalidade de vermelho aberto e sem grande concentração. Deixem lá isso. São apenas 999 garrafas e não dá para todos. Que vinho tão pronto para a mesa e para os amigos.
Cor vermelho aberto, intenso no brilho, pouca concentração e aspecto limpo. No nariz revela uma fruta vermelha muito distinta, madura e fresca, morango, framboesa, cereja, algum citrino, com notas de pétalas de rosa, perfil fresco. Volume médio de boca, com acidez acutilante, a secar o palato, prenche-nos com frescura e leveza, sumarento, cereja, ameixa vermelha ainda pouco madura, terminando longo.
Grande casamento com a carne grelhada, como esperava, mas bela surpresa com o arroz de tamboril, fazendo um pair divinal com aquele molho mais pesado e rico.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Prémios Grandes Escolhas | Os Grandes Vencedores Foram......

O jantar e a cerimónia de anúncio e entrega dos Prémios Grandes Escolhas teve lugar há poucas horas, mais precisamente, ontem, dia 15 de Fevereiro, no Centro de Alto Rendimentos de Anadia (Velódromo Nacional), em plena Região Demarcada da Bairrada. 
Organizado pela revista Grandes Escolhas, reuniu cerca de 1000 pessoas, que puderam testemunhar momentos de júbilo por parte dos galardoados com os ‘Troféus Grandes Escolhas’ e conhecer o ‘Top 30 Grandes Escolhas’, baseado nos melhores entre os melhores vinhos provados em 2018. 
Este evento é fruto de um longo e árduo trabalho efectuado ao longo de 2018, durante o qual redactores e provadores da revista Grandes Escolhas percorreram Portugal de lés-a-lés, no âmbito de um roteiro vínico que se estendeu pelas ilhas atlânticas. O itinerário reuniu um conjunto diversificado de vinhas, adegas, centros de enoturismo, restaurantes, lojas de vinho, wine bars, para recolher informações, descobrir os projectos e conhecer de perto as pessoas que os concretizam. A este vasto leque de pesquisa e redescoberta está associada a prova de mais de 4000 referências vínicas, feito que permitiu estabelecer O Melhor de Portugal e, posteriormente, numa escolha mais selectiva o Top 30 Grandes Escolhas

TROFÉUS GRANDES ESCOLHAS
SENHOR DO VINHO | Paul Symington
DAVID LOPES RAMOS | Licínia Ferreira e Paulo Rodrigues (Restaurante Rei dos Leitões)
SINGULARIDADE | António Maçanita
ENÓLOGO |  Celso Pereira e Jorge Alves
ENÓLOGO VINHOS GENEROSOS | António Agrellos
VITICULTURA | Quinta do Crasto
PRODUTOR REVELAÇÃO | MQ Vinhos (Quinta do Mato)
PRODUTOR | Monte da Ravasqueira
COOPERATIVA | Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico (Açores)
ORGANIZAÇÃO | Associação de produtores ‘Baga Friends’
ENOTURISMO | Casas do Côro (Marialva)
GARRAFEIRA | Garrafeira 5 Estrelas (Aveiro)
LOJA GOURMET | Club del Gourmet do El Corte Inglès de Lisboa
WINE BAR | Casa da Viúva (Penafiel)
RESTAURANTE | Feitoria (Altis Belém Hotel & Spa, em Lisboa)
RESTAURANTE COZINHA TRADICIONAL | Restaurante Taberna Ó Balcão (Santarém)
RESTAURANTE COZINHA DO MUNDO | Restaurante The Old House (Lisboa)
SOMMELIER | Ivo Peralta (Epur)

O Top 30 Grandes Escolhas, outro dos momentos mais aguardados desta noite de gala, reúne os melhores entre os melhores em cada região e categoria. Nesta lista estão um espumante de Trás-os-Montes, três referências vínicas da Região Demarcada dos Vinhos Verdes, dois dos quais da sub-região de Monção e Melgaço. Há, ainda, seis vinhos do Douro – cinco tintos e um branco –; quatro tintos do Dão; dois tintos e um branco da Bairrada; um do Tejo; um da Península de Setúbal; quatro tintos e um branco do Alentejo. Nos generosos constam quatro vinhos do Porto, da categoria Vintage, um vinho Moscatel e um vinho Madeira. 

TOP 30 GRANDES ESCOLHAS
Vértice Reg. Duriense Espumante Chardonnay branco 2010 (Caves Transmontanas)
Expressões Vinho Verde Monção e Melgaço branco 2016 (Anselmo Mendes Vinhos)
Soalheiro Primeiras Vinhas Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2017 (Vinusoalleirus)
Quinta de San Joanne Vinho Verde Superior branco 2015 (Casa de Cello)
Chryseia Douro tinto 2016 (Prats & Symington)
Mirabilis Douro Grande Reserva tinto 2015 (Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo)
Pintas Douro tinto 2016 (Wine & Soul)
Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa Douro tinto 2015 (Quinta do Crasto)
Quinta do Vale Meão Douro tinto 2016 (F. Olazabal & Filhos)
Vale D. Maria Vinha de Martim Douro branco 2017 (Quinta Vale D. Maria Vinhos)
Quinta dos Roques Dão Reserva tinto 2015 (Quinta dos Roques)
Ribeiro Santo E.T. Dão tinto 2013 (Magnum Carlos Lucas Vinhos)
Teixuga Dão tinto 2014 (Caminhos Cruzados)
Varanda da Serra Dão tinto 2013 (Ares do Dão)
Kompassus Private Collection Bairrada tinto 2013 (Kompassus Vinhos)
Luís Pato Vinha Barrosa Bairrada tinto 2015 (Luís Pato)
Quinta das Bágeiras Pai Abel Bairrada branco 2016 (Mário Sérgio Alves Nuno)
Falcoaria Do Tejo Grande Reserva tinto 2015 (Quinta do Casal Branco)
António Saramago Reg. Península de Setúbal Superior tinto 2013 (António Saramago Vinhos)
Dona Maria Alentejo Grande Reserva tinto 2013 (Júlio Bastos)
Esporão Private Selection Alentejo Garrafeira tinto 2013 (Esporão)
Herdade do Rocim Clay Aged Alentejo tinto 2016 (Rocim)
Incógnito Reg. Alentejano tinto 2014 (Cortes de Cima)
Procura Reg. Alentejano branco 2016 (Susana Esteban)
Dow’s Porto Vintage 2016 (Symington Family Estates Vinhos)
Graham’s The Stone Terraces Porto Vintage 2016 (Symington Family Estates Vinhos)
Quinta do Noval Nacional Porto Vintage 2016 (Quinta do Noval Vinhos)
Taylor’s Porto Vintage 2016 (Taylor Fladgate & Yeatman)
Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 20 anos 1997 (Bacalhôa Vinhos de Portugal)
Cossart Gordon Madeira Bual 1989 (Madeira Wine Company)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Soalheiro Granit 2017 Branco

SOALHEIRO GRANIT 2017 BRANCO | VINHO VERDE | 13% | PVP  11€
ALVARINHO
VINUSOALLEIRUS, LDA
17

Selecção mineral. Vinhas situadas acima dos 200 metros de altitude e plantadas em solos de origem granítica, a casta Alvarinho, o terroir de Monção e Melgaço, frescura, salinidade, pedra lascada, água corrente. Um selecção natural.
Cor amarelo citrino com nuances de leves esverdeados, aspecto jovem e límpido. Elegante no plano aromático, alguma contenção, fruta limpa, bem definida, com tropicais bem medidos e alguma fruta de caroço e citrinos em redor, com o traço mineral de tez em riste.
Seco de boca, com uma acidez bem marcada, firme, alguma rusticidade, com perfil sumarento e com o lado mineral a continuar bem presente terminando longo.
O marisco vai tão bem com ele.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Roquevale Branco de Curtimenta 2015 Branco

ROQUEVALE BRANCO DE CURTIMENTA 2015 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP  6,50€
FERNÃO PIRES, ROUPEIRO, ARINTO
ROQUEVALE, SA
16,5

Extrair das uvas tudo aquilo que a sua película tem de melhor. Mais cor e mais tanino. Um branco feito como se fosse um tinto.
Este branco de curtimenta chega do Alentejo e convence. Mostra uma acidez e frescura que o potencia para surgir à mesa em diversas situações, muito versátil e com um preço que nos impele a comprar.
Cor amarelo definido, nuances alaranjadas, aspecto limpo. Aromas com algum terroso, em modo rústico, com uma fruta de caroço madura, maça reineta e marmelo acabado de cortar, alguma tisana e um toque oxidativo muito próprio. Não incomoda nada.
Boca com corpo, textura e volume. Embora ainda se lhe reconheça uma certa rudesa, depressa nos transmite alguma sensação de macieza e algum polimento. Termina longo, com uma bela acidez e frescura.
Será interessante dar-lhe mais um ou outro ano de sossego.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Vinho A Copo | Uma Oportunidade Perdida?

De regresso ao tema do Vinho a Copo. Parece ser uma solução de grande sucesso em muito países, mas cá pelo Burgo parece-me ser, cada vez mais, uma grande oportunidade perdida. Ainda não percebi se é porque tomamos o consumidor por parvo ou se, de visão turva pelo ambicionado brilho do pote de ouro a todo o custo, se avança, sem a olhar a meios, para aproveitar enquanto os "parvos" não acordam de triste estado de letargia.
Este fim de semana deparei-me com mais uma aberração neste campo. Chamou-me à atenção o facto de haver na carta de vinhos de um espaço comercial onde estive uma série de vinhos a copo. Um primeiro pensamento assaltou-me de rompante -"Espectáculo! Tanto vinho a copo.", para logo de seguida meter a mão no bolso e pensar se não iria ser assaltado de outra forma pois, com os preços praticados, também eu abro um espaço destes e tenho todos os vinhos que quiser servidos a copo.
O vinho a copo mais barato era a 3,50€ (15cl). Branco ou Tinto. A mesma marca. Uma daquelas que vemos sempre nas prateleiras dos supers e hipers na prateleira encostada ao chão. Um vinho cuja garrafa de 75cl se vende no supermercado a cerca de 400 metros de distância a 2,25€. Venda ao público. De certeza que para o estabelecimento comercial deverá ser mais barato. Isto quer dizer que se beber uma garrafa a copo pagarei 17,5€ por uma garrafa que me pode custar 2,25€. Chupa factor x3 no preço de venda ao público na restauração!
Mas a verdade é que os 3,50€ não pagam só o vinho. Não. Pagam também o equipamento que permite com que a garrafa aguente algum tempo depois da garrafa aberta com a mesma qualidade e que aqui não existe pois é fechada com a rolha; mas também paga o copo adequado em que é servido, que aqui escapa (só isso); e o serviço do especialista em vinhos da casa e a sua formação para lhe dar o máximo e que neste caso não consegue abrir garrafa à primeira, quase que parte a rolha e não rebentou uma veia na tempora com a força que fez porque não calhou, mas que no fim exclama bem alto e de sorriso triunfante "Deu luta, mas já está!".
Curioso e admirado fiquei quando a pessoa servida diz para a sua companhia "Tás a ver. Um copo de vinho só 3,50€. Aqui é baratissímo!".
Eles vão acordar.... Bebi uma cerveja artesanal alentejana de 33cl por 3€.

Fotografia: DR

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Pazo de Señorans Selección de Añada 2009 Branco

PAZO SEÑORANS ALBARIÑO SELECCIÓN DE AÑADA 2009 BRANCO | RÍAS BAIXAS | 13% | PVP  32€
ALBARIÑO
PAZO DE SEÑORANS, SL
17,5

Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas, limpo e brilhante. Aromas muito delicados, elegância, fruta citrina, fruta amarela, tropical, fruta de caroço, carga mineral, silex, pedra lascada, salino, fresco. Boca expressiva, grande acidez, ligeiro travo amargo no final, fruta citrina, longo, sumarento, untuosidade, com bom volume e corpo. Final longo, persistente.
Quem diria que já é de 2009.

Pazo Señorans Albariño 2014 Branco

PAZO SEÑORANS ALBARIÑO 2014 BRANCO | RÍAS BAIXAS | 12,5% | PVP  12€
ALBARIÑO
PAZO DE SEÑORANS, SL
16,5

Cor amarelo citrino, definido, dourados notados e intensos, aspecto limpo. Aromas a fruta amarela madura, fruta tropical, alguma temperatura, traço pedregoso, fresco. Na boca mostra acidez vivaz, acutilante, ao mesmo tempo, com boa gordura, cremosidade, fruta madura, sumarento, bom comprimento e secura. Final de boca longo.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Os Melhores da Revista de Vinhos 2018 em Desfile

Ontem foi noite de festa. A Revista de Vinhos apresentou os seus melhores para o ano de 2018 na Alfândega do Porto e reuniu cerca de 900 convidados das áreas do vinho, gastronomia e turismo.
Paul Symington, da Symington Family Estates, foi galardoado com o “Prémio Homenagem”; João Roquette, do Esporão, é a “Personalidade do Ano no Vinho”; a Aveleda é a “Empresa do Ano”; António Maçanita é o “Enólogo do Ano”; Luís Leocádio é o “Enólogo Revelação do Ano” e Gabriela Marques, do Restaurante Varanda, do Ritz Four Seasons, Lisboa, é a “Sommelier do Ano”.
No universo vínico, a Revista de Vinhos distinguiu ainda Quanta Terra (Douro) na categoria “Produtor do Ano”; Poças Júnior (Douro) como “Produtor de Vinhos Fortificados do Ano”; e a Quinta de Santiago (Vinhos Verdes, subregião de Monção e Melgaço) como “Produtor Revelação do Ano”. A “Marca do Ano” é Marquês de Borba (João Portugal Ramos, Alentejo), a “Loja / Garrafeira do Ano” é a Cinco Estrelas (Aveiro); e o “Distribuidor do Ano” é a Heritage Wines.
O prémio “Inovação / Investigação do Ano” foi atribuído à Corticeira Amorim e o “Enoturismo do Ano” ao 17•56 Museu & Enoteca Real Companhia Velha (Vila Nova de Gaia).
Na componente gastronómica, o prémio “Personalidade do Ano na Gastronomia” foi entregue a Paulo Amado, Diretor da Inter Magazine, publicação dedicada à gastronomia, que organiza o concurso Chef Cozinheiro do Ano, e das Edições do Gosto. O “Chefe de Cozinha do Ano” é Benoît Sinthon, do Restaurante Il Gallo D’Oro, Hotel Cliff Bay Madeira, (Funchal) com duas estrelas Michelin, e o “Chefe Revelação do Ano” foi entregue a Óscar Gonçalves, do Restaurante G Pousada, que recebeu uma estrela Michelin em novembro (Bragança). O Alma, com duas estrelas Michelin, do chefe Henrique Sá Pessoa (Lisboa) é o “Restaurante Gastronómico do Ano”, o Terroso (Cascais) o “Restaurante Com Melhor Serviço de Vinhos do Ano” e o produtor de peixe e marisco Nutrifresco (Albufeira) o “Produtor Artesanal do Ano”. A cidade de Santarém recebeu o galardão de “Destino Gastronómico do Ano”. Por fim, a nível internacional, o jornalista gastronómico J. A. Dias Lopes é a “Personalidade do Ano no Brasil”.

OS MELHORES DO ANO 2018

PRÉMIO HOMENAGEM 
Paul Symington (Symington Family Estates) 

PERSONALIDADE DO ANO NO VINHO 
João Roquette (Esporão, Alentejo e Douro) 

PERSONALIDADE DO ANO NO BRASIL 
J.A. Dias Lopes (jornalista gastronómico) 

PERSONALIDADE DO ANO NA GASTRONOMIA 
Paulo Amado (Edições do Gosto) 

VINHO DO ANO 
Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2015 (Douro) 

PRODUTOR DO ANO 
Quanta Terra (Douro) 

PRODUTOR DE VINHOS FORTIFICADOS DO ANO 
Poças Júnior (Douro) 

PRODUTOR REVELAÇÃO DO ANO 
Quinta de Santiago (Vinhos Verdes, subregião de Monção e Melgaço) 

EMPRESA DO ANO 
Aveleda (Vinhos Verdes, Douro e Bairrada) 

MARCA DO ANO 
 Marquês de Borba (João Portugal Ramos, Alentejo) 

ENÓLOGO DO ANO 
 António Maçanita 

ENÓLOGO REVELAÇÃO DO ANO 
Luís Leocádio 

SOMMELIER DO ANO 
Gabriela Marques (Restaurante Varanda, Ritz Four Seasons, Lisboa) 

INOVAÇÃO / INVESTIGAÇÃO DO ANO 
Corticeira Amorim 

 ENOTURISMO DO ANO 
17•56 Museu & Enoteca Real Companhia Velha (Vila Nova de Gaia) 

LOJA / GARRAFEIRA DO ANO 
Cinco Estrelas (Aveiro) 

RESTAURANTE GASTRONÓMICO DO ANO 
Alma (Henrique Sá Pessoa, Lisboa) 

RESTAURANTE COM MELHOR SERVIÇO DE VINHOS 
Terroso (Cascais) 

CHEFE DE COZINHA DO ANO 
Benoît Sinthon (Restaurante Il Gallo D’Oro, Hotel Cliff Bay Madeira, Funchal) 

CHEFE DE COZINHA REVELAÇÃO DO ANO 
Óscar Gonçalves (Restaurante G Pousada, Bragança) 

DISTRIBUIDOR DO ANO 
Heritage Wines 

PRODUTOR ARTESANAL DO ANO 
Nutrifresco (Albufeira) 

DESTINO GASTRONÓMICO DO ANO 
Santarém

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Pai Horácio Grande Reserva 2015 Branco

PAI HORÁCIO GRANDE RESERVA 2015 BRANCO | DOURO | 13,5% | PVP  29€
VIOSINHO, RABIGATO
VINILOURENÇO, LDA
17

Um belo branco do Douro que tive o prazer de provar em dois momentos distintos. Numa primeira fase, após abrir a garrafa e com pouco tempo de contacto com o ar e no dia seguinte, com tempo de abertura e colocado num decanter. Claramente melhor no dia seguinte e com o tempo a fazer o que esperamos.
De grande complexidade aromática e de boca está ainda uma criança e promete um futuro risonho a quem conseguir guardar umas garrafinhas num local onde não chamem à atenção.
Cor amarelo citrino, intenso, com esverdeados leves, aspecto limpo e brilhante. No nariz mostra elegância e intensidade média, com os citrinos a revelarem-se numa primeira aproximação, para continuarmos com algum tropical, com o abacaxi, a manga, o citrino mais doce, e notas vindas do estágio em barrica como a presença de baunilhados e alguma especiaria fina.
Na boca mostra volume e corpo, uma acidez acutiliante e mordaz, resultando num vinho com uma textura que chama a atenção, equilibrado e poderoso. Volta a mostrar-se a fruta tropical e citrina, com mais aceno para o abacaxi e a lima, parecendo que as notas de barrica estão aqui num estado mais avançado de comunhão. Termina longo e querer dizer que vai passar muito bem pelos anos.
À mesa e sempre à mesa será onde se sentirá melhor.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Quinta de Cidrô Touriga Nacional 2015 Tinto

QUINTA DE CIDRÔ TOURIGA NACIONAL 2015 TINTO | DOURO | 14% | PVP  13,5€
TOURIGA NACIONAL
REAL COMPANHIA VELHA
17,5

A particularidade da Touriga Nacional da Quinta de Cidrô. Um terroir que, dirão alguns, será de excepcional qualidade para a produção de brancos no Douro, mas onde existe a Touriga Nacional, plantada a uma altitude superior ao habitual, que produz um varietal de grande carácter, com uma frescura fenomenal e de uma elegância de topo.
Cor vermelho rubi intenso, concentrado e opaco, com bonitos laivos violeta no bordo do copo, aspecto limpo. Aromaticamente intenso e complexo, com notas de fruta preta silvestre madura, alguma amora e cereja, mentolado refrescante, floral, algum cacau, envolvente, desafiante, fresco.
Na boca continuo num registo de frescura, com a fruta muito bonita, com uma acidez fina, elegante, que premeia o conjunto, equilibrado e terminando longo e persistente.
Casou na perfeição com o Arroz de Pato que o pedia com toda a genica.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Por Vinhos e Terras de Cartaxo

A Adega Cooperativa do Cartaxo, fundada no ano de 1954 por um grupo de 22 associados, tem as suas raízes numa região com uma forte tradição vitivinícola onde, existem referências históricas a esta actividade, anteriores ao século X.  A Adega funcionou até 1974 nas instalações da antiga Junta Nacional do Vinho (actual IVV) e, desde então, faz nascer os seus vinhos nas actuais e modernas instalações, sempre investindo no reforço dos seus recursos humanos e tecnológicos ao serviço de uma melhor produção vinícola.

A verdade é que este investimento e trabalho tem produzido bons resultados, sendo notório, de colheita para colheita, o lançamento de vinhos com qualidade, diferenciado e a um preço acessível. Vinhos com uma relação qualidade-preço praticamente imbatível quando se constata este facto ao longo de toda a gama da Casa.

BRIDÃO CLÁSSICO 2017 BRANCO | TEJO | 13% | PVP 3,50€ 
FERNÃO PIRES, ARINTO 
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO
15
Cor amarelo citrino, esverdeados. No nariz as notas de fruta de caroço, maça verde, alguma pera, citrinos frescos e alguma flor de laranjeira. Boca com acidez equilibrada, fruta citrina sumarenta, terminando fresco e com bela acidez.. 

BRIDÃO PRIVATE COLLECTION 2017 BRANCO | TEJO | 12,5% | PVP 7€ 
ARINTO, VERDELHO, CHARDONNAY, SAUVIGNON BLANC 
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO
16,5
Cor citrina, com nuances esverdeadas, aberto, aspecto limpo e jovem. Notas de fruta citrina, alguma maça verde, com tropical fresco e ligeiro vegetal. Na boca denota algum volume, em boa medida, com boa acidez, vibrante com a fruta bastante sumarenta, tropical e maça verde, muito equilibrado e envolvente. Final de boca longo. 

BRIDÃO CLÁSSICO 2016 TINTO | TEJO | 14% | PVP 3,50€ 
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, CABERNET SAUVIGNON, MERLOT, ALICANTE BOUSCHET, SYRAH, CASTELÃO 
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO
15
Cor rubi intenso, meio concentração, limpo. No nariz destaca-se a fruta vermelha madura, muita fruta, leve toque cacau e especiaria. Na boca mostra a fruta muito limpa, de volume médio, boa acidez e frescura, alguma rusticidade que lhe cai como uma luva. Final de boca longo. 

BRIDÃO MERLOT 2016 TINTO | TEJO | 14% | PVP 5,99€ 
MERLOT 
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO
16
Cor vermelho intenso, concentração média, aspecto limpo. Nariz cativante, com notas de pirisina leve, fruta preta, alguma cereja, leve tosta e especiaria. Boca com tanino maduro, redondo, boa acidez, fruta bem colocada, leve pimento, equilibrado. Continuo a apreciar este duo tosta leve e pimento. Final longo. 

BRIDÃO SYRAH 2016 TINTO | TEJO | 14% | PVP 5,99€ 
SYRAH 
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO
16
Cor vermelho vivo e jovem, violetas leves, aspecto limpo. No nariz muito fruto silvestre, muito maduro, ligeiro achocolatado, algum vegetal, pimento leve. Boca com volume, cremosidade, tanino maduro, fruta preta, com uma frescura muito interessante, ligeiro adocicado, terminando longo e com uma secura que lhe dá um bom kick final. 

COUDEL MOR RESERVA 2015 TINTO | TEJO | 15% | PVP 9€ 
TOURIGA NACIONAL, ALICANTE BOUSCHET, MERLOT, TRINCADEIRA, TINTA RORIZ 
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO
16,5
Cor vermelho intenso, média concentração. No plano aromático muitas notas de fruta preta madura, bem madura, limpo e directo. Prova de boca segura, com alguma estrutura e volume, um pouco mais do que se esperava em sequência com a parte aromática, vai continuar assim por mais algum tempo se guardado em condições. Termina longo e cheio de força.

TERRAS DE CARTAXO RESERVA 2015 TINTO | TEJO | 14,5% | PVP 4,99€ 
TOURIGA NACIONAL, ALICANTE BOUSCHET, MERLOT, TRINCADEIRA, TINTA RORIZ, CASTELÃO 
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO
16,5
Cor rubi, concentração média, mais fechado no núcleo e de aspecto limpo. Aromas a fruta silvestre, fruta preta de árvore, notas leves de pirisina, pimento vermelho, algum cacau, fresco e complexo. Cheio de boca, volumoso, com boa estrutura, tanino redondo, macio, muita fruta vermelha madura, complexo , final longo e persistente.
A beber já ou a poder deixá-lo na garrafeira por mais algum tempo. Com este preço... é comprar.

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