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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Do Vinho Com Ouro 24K a Boiar-me no Copo

 Fotografia de D.R.
O mundo do vinho não cessa de me surpreender com as suas mais variadas formas de mixologia e aproximação ao mundo colorido e versátil dos cocktails. Na verdade nada tenho contra um bom cocktail, mas, mais uma vez, neste caso, poderei aplicar o velho ditado de que nem tudo o que brilha é ouro.
Ao mesmo tempo que vão surgindo no mercado os vinhos da cores mais díspares possível, surgem agora também estas mutações ao nível de bebidas como o Lucky Strike que apelam ao mercado de luxo despido de know how e que apenas gosta do brilho das luzes enquanto a bolsa puder pagar.
Já conhecia esta realidade principalmente a nível de vinhos espumosos, mas desconhecia que a graça também existia em Portugal. Um Douro Reserva por 34€. Dinheiro deitado fora. 
Existem no mercado até este valor tanto vinhos brancos de excelência e que brilharão muito mais no copo e à mesa que este pelo que um vinho assim só pode ser visto como uma brincadeira.  

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O Peso e Formato da Garrafa São Sinónimos de Qualidade do Vinho?

A questão do peso e formato da garrafa de vinho e a qualidade do que lá vem dentro não é, certamente, nova, mas já são inúmeras as vezes com que sou confrontado com situações de afirmação absoluta da qualidade de um vinho quando avaliado, não só o formato da garrafa, como também o seu peso e até o tamanho do buraco no seu fundo. 
O formato mais ou menos excêntrico, com mais ou menos dourados, mais fora do comum e esteticamente apelativa faz soar logo um longo brado de qualidade do produto. Não só qualidade como preço mais elevado e perfeitamente justificado, pois se tem mais qualidade e vem num recipiente tão bonito por certo será e deverá ser mais caro.  
Já o peso da garrafa é um de um efeito olímpico. "Eiche, olha-me só o peso desta garrafa! O vinho deve ser do outro mundo. E até dá para colocar o dedo grande todo no buraco do fundo da garrafa. Fabuloso!". Não há volta a dar. É raro conseguir convencer um consumidor menos conhecedor que nem sempre é assim. Aliás, e que cada vez será menos assim.
Quer num caso, quer no outro, cada vez o mercado é mais inundado com ambas as situações. Questão de marketing dirão uns? Ou mais procura pelo consumidor por este tipo de produto? Por mim pode ter uma justificação qualquer, mas a pergunta que coloco será mesmo se o peso e o  formato da garrafa serão sinónimos de qualidade acrescida num vinho ou mesmo revelador de um produto muito acima da média?
E os grandes vinhos que nos aparecem em garrafas completamente normais? Por qual poder ou magia foram concebidos para chegarem ao patamar de vinhos de excelência sem se mostrarem mais bonitos e pesados?

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Coisas Que Me Irritam: Vinho Azul. Mas Porquê?

Este promete ser uma publicações mais curtas de sempre no meu blog. Simplesmente porque ainda não consegui perceber o porquê? Estou sem palavras. O vinho laranja ainda mamei, sem berrar muito. Achei mais uma jogada de marketing, mais uma acção chic do vinho e passou. Agora  a cor azul, azul plástico, néon ou lá raio que tipo de azul está a sair?
Epá, meus amigos, tenham juízo! Chamem-lhe outro nome. Uma bebida qualquer à base de vinho, mas por favor não lhe chamem vinho e deixem-se destas merdas. Que anormalidade é esta agora das corzinhas? Qual a cor que vem a seguir?
Só deve ser bom para a bela da foto no Instagram. Deve ficar bem numas fotos para as redes sociais lá isso deve.
Vá.... concentrem-se em fazer vinho e deixem-se lá de merdas.

domingo, 19 de outubro de 2014

Coisas Que Me Irritam: Olhem a Temperatura do Vinho Caraças!!!

A temperatura ideal para beber o vinho é motivo para mais uma das minhas irritações com o que vou vendo à minha volta. Desta vez é caso para dizer que em certas ocasiões até comigo me irrito quando sirvo um vinho com a temperaturas completamente erradas.Uma desgraça para o coitado do vinho que merecia mais respeito.
Ao longo da história é possível e fácil encontrar em qualquer livro ou site da especialidade uma referência para o intervalo de temperaturas a que cada vinho deverá ser consumido, todavia nos últimos anos as coisas têm vindo a mudar ligeiramente. Certas percepções já não são tão exactas como o eram. E algumas práticas no servir do vinho caíram mesmo em desuso.
No entanto, o que me irrita mesmo é quando pessoas que vivem do vinho, e por isso o deviam tratar melhor, cometem as maiores atrocidades neste capitulo da temperatura. A quantos de nós já aconteceu, em espaços de restauração, pedir um tinto mais fresco ou mesmo um frapé para colocar um tinto a refrescar e ouvir num imediato: "O vinho tinto é para beber à temperatura ambiente!"? Ou após nossa insistência ouvir "Ó Antunes, o cliente da mesa 7 quer tinto fresco. Aparece-me cada maluco por aqui!". Já para não falar dos olhares que dizem todos os nomes com que estamos a ser chamados. Já começam a existir excepções, mas continua a ser muito habitual encontrar o vinho que mais "sai" num restaurante arrumado junto à máquina do café.
Largando a restauração e agarrando os eventos de prova que vão surgindo como cogumelos por todo o lado. Há quanto tempo se organizam este tipo de eventos? Quantas edições existem deste e daquele e do outro evento com centenas de vinhos em prova? e em quantos deles a maior parte dos vinhos se apresentam com temperaturas muito acima do recomendado? ... deixa ver... em TODOS!!! E se em todos acontece esta aventura porque continuamos a não corrigir essa situação de ano para ano ou de evento para evento?
Tintos quentes, brancos gelados e consumidores desinformados. Alguém é capaz de ajudar nesta contenda?


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Coisas Que Me Irritam: O Flute Gelado e o Vinho Branco

O copo flute, termo que vem da língua francesa para flauta, é considerado o copo de excelência (por enquanto) para beber o vinho espumante e o champanhe pois preserva durante mais tempo as bolhinhas que tanto apreciamos, mantém a bebida fresca durante mais tempo e tem aquele look elegante que certeiramente encaixa com a imagem deste tipo de bebida. Sendo também que o espumante/champanhe não necessita, por norma, copos maiores e mais largos como um tinto ou um branco. Quanto a isso estamos falados.
Agora, directamente para a lista de "Coisas Que Me Irritam" surge o facto, de cada vez mais ver nos restaurantes portugueses servirem o vinho branco em flutes completamente gelados ou à beira do congelados. Mas que raio de moda ou sabedoria é esta que me quer servir vinho branco, seja ele novo ou com idade, normal colheita e até reserva com estágio em barrica, em copos deste género completamente gelados?
Há pouco tempo, num restaurante com uma bela carta de vinhos, pedi um vinho branco de 2009. Apareceram-me à mesa com a garrafa gelada e dois flutes que até gelo tinham no bordo do copo. Aventurei-me. Ganda maluco. Perguntei se não tinham outro tipo de copo. Tipo de tinto, mas não tão grande. O que fui dizer...  A resposta foi conclusiva. Temos - disse o empregado - mas esses não estão na arca frigorífica. Tem a certeza que não quer esses. Olhe que são os correctos para o vinho que vai beber. Raios parta essa escola de hotelaria que por aí anda a ensinar estas coisas!
No último fim de semana. Restaurante marisqueira com uns vinhos engraçados. Reparo que na mesa ao lado um casal turista estrangeiro escolhe um bom vinho branco, caro, com estágio em madeira e até comento que havia sido uma grande escolha. Quando olho outra vez para a mesa o vinho está a ser servido nuns flutes de pé alto e com uns elegantes 2/3cm de copo. Bardamerda com isto!

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