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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Quinta de São João Syrah 2008 Tinto

QUINTA DE SÃO JOÃO SYRAH 2008 TINTO | TEJO | 14,5% | PVP  35€
SYRAH
PINHAL DA TORRE, VINHOS, SA
18

Um dos Syrah a colocar na lista pelos amantes da casta. Nasce por terras de Alpiarça, região Tejo e só deve surpreender quem anda um pouco distraído. É vinificado pelo processo tradicional de curtimenta, com ligeira maceração e estagiou em barricas de carvalho francês.
Passou-me pelo copo já em finais de 2016 e mostrou-se em grande forma. Visualmente ainda pouco batido pela idade, de um granada com ligeiras nuances de casca de cebola e de aspecto limpo para um vinho não filtrado e servido sem ter sido decantado.
Muito fino e elegante de nariz, fruta preta madura, notas de barrica completamente casadas, baunilha leve, notas de cacau envolventes, especiaria no ponto e uma frescura mentolada a acompanhar toda a prova. Volumoso de boca, com densidade, textura, um expressão da casta que não engana. Polido, mas sem esconder um tanino mais redondo, que marca a sua presença, em equilíbrio com o a fruta e os traços vindos da barrica.
Com um final de boca longo, muito elegante e a mostrar sentido de mesa.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Pinhal da Torre | De Alpiarça Para o Mundo com Novidades

A Pinhal da Torre, produtor de vinhos do Tejo, não é  um nome muito conhecido pelo consumidor português e não é fácil encontrar os seus vinhos à venda nos locais habituais, mas é um daqueles que merece toda a nossa atenção pela grande qualidade dos seus vinhos e pela personalidade única dos mesmos dentro da região onde nascem.
Quem atravessa Alpiarça pela estrada normalmente invadida por veículos destinados ao trabalho da terra não imagina que ali ao lado se possam produzir alguns dos diamantes vínicos portugueses.

Em pleno momento de vindima e trabalho na adega a visita foi aproveitada para conhecer um pouco mais acerca da Pinhal da Torre e provar as mais recentes novidades lançadas ao para o mercado ou em vias de o serem. Ver mais fotos aqui.
A primeira nota de destaque vai toda para a nova imagem. Direi mesmo que se trata de um corte radical com o passado. Uma imagem mais clean em todas as gamas e a transmitir qualidade logo desde a mais baixa delas. 
Quanto a novidades foram provados diversas referências em dois momentos distintos. Numa primeira fase os vinhos de gama baixa/média e depois, num segundo momento, os de média/alta. Momentos distintos, mas importantes para perceber um fio condutor a todos eles. Frescura, Pureza, Elegância e Personalidade.

ALQUEVE TRADICIONAL 2015 BRANCO | TEJO | 12,5% | PVP 6,5€
FERNAO PIRES, ARINTO
PINHAL DA TORRE VINHOS, SA
88 / 100
Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas, aspecto límpido. Aromas marcados pela fruta citrina, alguma fruta de polpa amarela, fresco. Boca com boa expressão e volume, acidez equilibrada, fruta citrina, longo e com bastante aptidão para a mesa.

ALQUEVE 2015 TINTO | TEJO | 13,5% | PVP 4,90€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ, TRINCADEIRA, CASTELÃO
PINHAL DA TORRE VINHOS, SA
87 / 100
Cor rubi intenso, média concentração, aspecto limpo. Aromas plenos de fruta vermelha madura, frescura mentolada e muito definido. Na boca com estrutura média, boa acidez e secura, boca longa. Um vinho que representa uma boa oportunidade para o dia a dia com qualidade a um preço mais baixo.

ALQUEVE TRADICIONAL 2015 TINTO | TEJO | 14% | PVP 6,5€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, CASTELÃO, TOURIGA FRANCA
PINHAL DA TORRE VINHOS, SA
88 / 100
Cor vermelho rubi intenso, média concentração, violetas jovens, aspecto limpo. No nariz a fruta surge mais rechonchuda, com notas fumadas leves, algum tostado e fresco mentolado. Boca com volume, estrutura, enche a boca, com fruta bem posicionada, notas de barrica, mentolado persiste. Final de boca longo e fresco. 

QUINTA DO ALQUEVE RESERVA 2013 TINTO | TEJO | 14% | PVP 2,99€ / 5,99€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ
PINHAL DA TORRE VINHOS, SA
88 / 100
Cor vermelho intenso, média concentração, violetas jovens bonitos, aspecto limpo. No nariz boa intensidade da fruta, vermelha madura, toque leve da madeira, alguma especiaria, balsâmico e fresco. Boca segura, com taninos presentes, fruta fresca bem equilibrada com notas provenientes de barrica, perfil fresco e de final longo. 
Uma surpresa para este valor. Este vinho pode ser ainda encontrado nos supermercados Pingo Doce com o preço promocional de 2,99€. Sem dúvida um excelente relação qualidade-preço e de aproveitar.

2 WORLDS 2012 TINTO | TEJO | 14% | PVP 9€
SYRAH, TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ
PINHAL DA TORRE VINHOS, SA
90 / 100
Cor rubi intenso de média concentração, violetas bonitos e definidos, aspecto limpo. Aromas onde a fruta fresca madura se mostra muito elegante, com notas balsâmicas frescas, traço mentolado. Boca cheia, mais vinoso, com boa secura, muito equilibrado. Boa integração da madeira e com final de boca longo. 
A ligação entre as castas de diferentes mundos que me agradou imenso. A sua evolução depois de aberta a garrafa mostra a qualidade deste vinho.

THE SYRAH 2013 TINTO | TEJO | 14% | PVP 20€
SYRAH
PINHAL DA TORRE VINHOS, SA
90 / 100
Cor vermelho rubi, intenso, concentrado, aspecto limpo. No nariz aparece elegante, fruta preta madura, notas de cacau, balsâmico e fresco, com notas tostadas leves e bem integradas. Na boca grande estrutura, cheio, com equilíbrio notável, cheio de fruta fresca, com elegância. 
Uma nova referência que promete ser mais uma aposta acertada para quem gosta desta casta. Poder de evolução e, na minha opinião, que apenas tem em ganhar se esquecida por uns tempos num qualquer alvéolo da nossa garrafeira.

QUINTA DE SÃO JOÃO SYRAH 2008 TINTO | TEJO | 14,5% | PVP 24€

PINHAL DA TORRE VINHOS, SA
92 / 100
Cor praticamente sem notas de evolução. Parece acabado de sair para o mercado. No  nariz aroma cheio de elegância, nota de madeira presente bem ligada, a fruta preta macerada bem presente e definida e os chocolates, cacau e balsâmicos numa envolvência viciante. Gosto disto. Poderoso de boca, a gritar e a mostrar todo o seu potencial de envelhecimanto e, ao mesmo tempo, a mostrar também um momento de forma bonito e envolvente.  Equilibrado, com todos os pormenores no sitio certo, elegante e fresco.

SPECIAL 2008 TINTO | TEJO | 14% | PVP 130€
TINTA RORIZ, TOURIGA NACIONAL, SYRAH
PINHAL DA TORRE VINHOS, SA
95 / 100
Cor rubi vermelho ainda cheio de concentração e intensidade, aspecto limpo. No nariz marcam-lhe as notas varietais, a fruta preta madura, compotada, as notas de chocolate, cacau, com o tempo de  barrica completamente ligado, num perfil jovem, cheio de frescura e complexidade. Boca que arrebata, cheio e corpolento, muito elegante, de tanino mais fino e aparente polidez, mas com definições ainda jovens, rugosas e num final longo e complexo.
Merece tempo de abertura da garrafa, merece comida, merece tempo para o apreciar por completo. Um senhor vinho.

TARDIO LATE HARVEST 2010 BRANCO | TEJO | 11% | PVP 20€
FERNÃO PIRES
PINHAL DA TORRE VINHOS, SA
88 / 100
Cor amarelo palha dourada, aspecto bonito e brilhante. Aromas delicados, pêssego maduro, melaço, algum fruto seco, fresco. Boca com volume , untuoso, cremosidade, frescura, acidez e elegância, sem doses brutais de açúcar. Final longo e persistente. 
A ligação com o Salame de Chocolate Caseiro surpreendeu, mas reservava este vinho para uma ligação a prato com Foie Gras ou, numa sobremesa, com fruta tropical madura laminada e um sorbet de citrino.
________________________
PINHAL DA TORRE
Quinta de São João 2090-170 ALPIARÇA
Telefone: +351 243 559 700
Mail: geral@pinhaldatorre.com
Web: www.pinhaldatorre.com

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Pinhal da Torre | Bloggers Day | Syrah à Prova

No passado dia 3 de Novembro de 2012 tivemos mais uma vez o prazer de visitar, a convite do produtor, a Pinhal da Torre em Alpiarça. Com o Paulo Saturnino Cunha como nosso anfitrião pudemos voltar a visitar uma adega bastante mais preenchida do que a última vez, perceber os progressos efectuados passado um ano e juntar-mo-nos à mesa para num ambiente perfeitamente informal aceitarmos o desafio preparado para este dia: uma prova de vinhos da casta Syrah.
Numa espécie de "mini-batalhas" foram sendo colocados Syrah lado a lado. Qual seria o que nos agradaria mais em cada "embate"? Qual seria o Syrah que no final do dia nos deixaria de boca aberta... ou bem fechada?
O primeiro par foi o seguinte:

Quinta do Alqueve Syrah 2001
Cor rubi concentrado, escuro, opaco, de aspecto límpido. Surpreendente a cor para um 2001. Aroma com boa intensidade, fruta madura, cacau bem proporcionado,  especiado, algum carvão e madeira bem ligada, subtil. Na boca impressionou-me pela frescura e pelo perfil elegante com que se apresenta. Tudo no sitio certo onze anos depois. Soberbo. Um final longo, pleno de frescura e de elegância.

Côte Rôtie 2001
Cor de um rubi de concentração média com sinais evidentes de evolução. Aromas já algo cansados, algo batidos pelo tempo. Notas de fruta madura, cacau e alguma especiaria, mas já em queda. Na boca apesar de o sentir um pouco melhor do que no nariz, falta-lhe já a frescura que outrora deverá ter tido. Apesar de tudo esperava mais de Francês.

O Veredicto: Quinta do Alqueve Syrah 2001 (sem dúvida)

E de seguida:

Quinta de S. João Syrah 2007
Cor rubi bastante concentrado, intenso e de aspecto límpido. No nariz, fechado de inicio, algo escondido, foi abrindo com o tempo, não muito, revelando fruta vermelha madura, notas delicadas a cacau, com boa especiaria e madeira em fundo. Na boca surge com suavidade, mantendo um perfil fresco e elegante. Mais recatado no momento da prova, mas sem dúvida a prometer muito. Final de boca longo.

Quinta de S. João Syrah 2008
Cor rubi de média concentração e de aspecto límpido. Uma cor bonita, cativante, não tão concentrada como os anteriores. Aromas a fruta madura, muito directo, e dentro do mesmo perfil do anterior. Começo a ter impressão que não vai ser fácil. Na boca surge macio, corpulento, alguma untuosidade, mais fruta madura, a mesma elegância. Final longo.

Torbreck Les Amis 2006
Cor rubi de intensidade média, cor cativante e aspecto límpido. Aromaticamente muito elegante, de uma finess elevada, fruta preta madura, algumas notas fumadas e algumas mais terrosas. Na boca surge gordo, corpulento, a encher a boca, com muita fruta, acidez fina e longo comprimento final. Principal nota de destaque para a delicadeza deste vinho.

O Veredicto: Quinta de S. João Syrah 2007 (aqui a escolha não foi tão directa. Entre os Quinta de S. João, o 2007 pareceu-me o que mais garantias me dava a longo prazo; por outro lado, o Torbreck encantou-se com a sua leveza e finura)

Passámos para a etapa seguinte com:

Quinta de S. João Syrah 2009
Cor rubi, média concentração, aspecto limpo. Aromas intensos a fruta vermelha e preta bem madura, ligeiro compotado, guloso, com notas bem medidas de cacau, alguma baunilha e especiaria, e uma madeira que se sente, mas que não se liga. Harmonia. Boca pujante de vida, impetuoso, grande fruta, frescura e acidez. Será de contar com este para muitos anos. Não o considero o melhor deste dia, mas será sem dúvida aquele que me parece terá o maior potencial.

Domaine Jamet Côte-Rôtie 2009
Cor rubi, com nuances violeta escuros, concentrado. Aromas intensos a fruta vermelha madura, fruta silvestre e de árvore preta, alguma redução, presença de fumados e novamente o perfil terroso. Na boca surpreende com frescura, boa fruta, acidez equilibrada, com final de boca com notas vegetais subtis. Final longo.

O Veredicto: Quinta de S. João Syrah 2009 (influenciado pelo que espero dele no futuro e tendo em conta um perfil mais "doce" do Jamet)

Seguimos então a prova com mais três vinhos que continuaram a surpreender pela positiva. Não será demais relembrar que este é um produtor de uma região menos amada pelo consumidor, mas que a cada dia que passa mais convicto fico de que será um dos Grandes Produtores de vinho em Portugal

2 Worlds 2009 Reserva
Cor rubi, concentrado, nuances violetas no bordo do copo e aspecto límpido. Nariz exuberante, muita fruta vermelha madura, notas vegetais bem ligadas e toque especiado a compor.  Boca macia, redondinho, com continuidade da fruta vermelha madura, equilibrado e de final longo e elegante.

2 Worlds 2009 Premium
Cor rubi escura, concentrado, opaco, direi mesmo retinta. Aspecto límpido e sólido. Aromas intensos a fruta vermelha e preta madura, notas de redução bem ligadas com a madeira. Na boca está um portento, mastigável, gordo, com uma fruta deliciosa, apetece começar a trincar. Algo cru, mas que já encanta e com mais uns anos de garrafa será sem dúvida a não perder.

Alqueve 2009
O SE surge em pézinhos de lã, mas, no final acaba por conquistar os presentes. Cor rubi, directa e de aspecto límpido. Aromas perfumados, fruta silvestre madura, toque a compota, licor e redução, tudo a puxar pela nossa curiosidade, complexo e cativante. Na boca mostra equilibrio, estrutura, fruta bem doseada, de grande delicadeza e elegência. Um final persistente, fresco e elegante.

Todos este vinhos acompanharam depois à mesa uma sopa de pedra "fabulástica" e provaram serem também excelentes escolhas para fazer companhia a este prato tão tradicional. A ligação do bom vinho, boa  gastronomia e boa companhia fazem momentos como o deste dia.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pinhal da Torre: Visita à Quinta de São João

No passado dia 19 de Novembro, a convite do produtor Paulo Saturnino Cunha, tive o prazer de fazer parte do grupo que visitou a Quinta de São João, em Alpiarça. No centro do Ribatejo, localizam-se as duas quintas da Pinhal da Torre: a Quinta de São João com 22 hectares e a Quinta do Alqueve, com uma ocupação de 36 hectares. Na Quinta de São João é concentrada toda a produção de vinhos numa adega histórica que, construída em 1947, é referência em toda a região. A Filosofia desta casa prima pela alta qualidade e forte personalidade dos seus vinhos, algo que está bem patente nas três palavras que nos podem acompanhar numa visita ao site da Pinhal da Torre: Pureza, Elegância e Personalidade. 
 
 
Fomos recebidos e acompanhados pelo próprio Paulo Saturnino Cunha que nos guião numa viagem comentada por todo o complexo. Desde os antigos e únicos lagares dispostos logo à entrada, passando pelo mais modernos de inox, pela área de engarrafamento, rotulagem e aprovisionamento, descendo à adega está actualmente em fase de remodelação pelo renomado arquitecto Isay Weinfeld, que irá transformar o espaço numa adega singular, que incluirá também um restaurante e uma loja de vinhos.
 
 Fomos de seguida para a zona de provas, onde começamos pelos actualmente disponíveis no mercado até uma prova dos que aí vêm do ano de 2009 já com o dedo do Enólogo Russell Burns.

Quinta do Alqueve Fernão Pires 2010 (Branco): Cor citrina pálida, brilhante, e de aspecto límpido. Aromas intensos a fruta exótica como do ananás e o citrino da lima, muito directo e fresco. Boca com acidez refrescante, meio seco, com continuidade da fruta revelada no nariz. Boa persistencia e elegante.
85/100

Quinta do Alqueve Chardonnay 2010 (Branco): Cor citrina, clara e cativante. Aromas a fruta citrina, algum alperce e demais fruta doce, sem madeira, muito limpo. Boca com frescura, com acidez em bom nível, com presença da fruta, equilibrado e persistência final de média duração
80/100

2 Worlds 2010 (Branco): Um branco já com passagem por madeira, de cor citrina, límpido e revelando ligeiros esverdeados. Aromas mais discretos a fruta tropical, leves fumados e maior complexidade que os anteriores. Boca com alguma untuosidade, mais cheio, mantendo todavia uma frescura muito interessante. Final de boca longo, persistente e marcante.
86/100  

Quinta do Alqueve Reserva 2008 (Tinto): Apresenta cor rubi, com ligeiros violetas no bordo do copo. Aromas com muita fruta madura, revelando frescura, ligeiros fumados, jovem mas já com alguma complexidade e equlibrio. Boca gulosa, cheio, revelando fruta limpa e com valor gastronómico. O primeiro tinto subiu desde logo a expectativa para os seguintes.
88/100 

Quinta de São João 2008 (Tinto): Dentro do mesmo segmento que o anterior, com um rubi mais fechado e concentrado, denotando uns violetas mais carregados. Aromas igualmente com muita fruta, fumados, algum chocolate e boca também muito prazeirosa, com boa fruta, frescura e equilíbrio. Final de média duração.
88/100

Quinta do Alqueve Touriga Nacional 2008 (Tinto): A Touriga Nacional aparece aqui muito bem representada. Cor rubi, correcta, límpida e atraente. Aromas a fruta vermelha e preta madura, notas florais e especiadas, perfume muito delicado. Na boca revela-se muito frutado, limpo, com boca larga, muito equilibrado e seguro. Boca persistente e com frescura. 
89/100 

Quinta do Alqueve Touriga Nacional / Syrah 2008 (Tinto): O casamento com a Syrah apenas veio melhorar o conjunto. A cor rubi avermelhado muito límpida serve como primeiro chamamento. No nariz a intensidade da fruta, bem mesclado com ligeiro vegetal, delicioso terroso, tudo muito bem trabalhado e composto finalizado de forma elegante e comprida.
90/100 

Quinta de São João Syrah 2008 (Tinto): O último dos rotulados foi para mim uma surpresa pela positiva. Que vinho. uma boca farta, cheia, com a fruta no ponto certo, o nível de acidez perfeito e revelando-e muito fresco. Ainda não está perfeito mas esperem mais um ano ou depois e depois convidem-me para um copo... ou dois.
92/100 

Quinta do Alqueve Touriga Nacional 2009 (Tinto): Wow... This isn't bottled yet? Apesar de apenas referir a casta Touriga Nacional este conta com uma mínima percentagem de Merlot. Este é sem dúvida um degrau acima do seu irmão de 2008. Intenso aromaticamnete. Mais harmonioso e mais elegante. E apenas prova de barrica.
 90/100

Quinta de São João Syrah 2009 (Tinto): Alta qualidade. Um primeiro impacto com algum vegetal, demonstrando muita força, pujante e intenso. A fruta de qualidade está presente na dose certa, com muita frescura, muito equilíbrio e duradouro. Será mais um a ter de contar à mesa, com boa gastronomia e com a certeza de que mais uns anos em garrafa apenas lhe irão fazer bem.
91/100 

Quinta de São João Grande Reserva 2009 (Tinto): Este deixou-me de boca aberta, ou melhor, bem fechada para aproveitar cada gota deste delicioso néctar. Composto por um blend de Syrah, Touriga Nacional e Merlot, o resultado é um vinho com uma estrutura acima da média, muito equilibrado e com uma frescura enorme. Como se nota o tal dedinho de Russell.
93/100 

Special 2009 (Tinto): Se o anterior classifiquei com sendo um vinho de 5 estrelas, aqui perdi-me complemente. Mais uma vez a Syrah, a Touriga Nacional e a Merlot (em barricas novas) a mostrarem um potencial de outro mundo nas mãos deste enólogo. Que vivacidade, elegância e frescura extraordinárias. Que nos reservará esta amostra de barrica com algum tempo de descanso em garrafa? Sem dúvida um dos grandes vinhos desta casa.
94/100

Final da prova de vinhos, inicio do repasto gastronómico constituído pelo saboroso porco no espeto acompanhado por muito boa conversa e claro, vinhos da Pinhal da Torre.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Quinta do Alqueve: Novos Rótulos

Situada em pleno coração do Ribatejo,a Pinhal da Torre é responsável pela produção de vinhos de grande qualidade e que têm vindo a ser alvo dos melhores elogios quer pelos consumidores mais exigentes, quer pelos críticos. Neste momento irá surgir no mercado com estes novos rótulos para o Quinta do Alqueve. Uma homenagem à fauna da região do Tejo, que eu considero obras de arte e às quais não consegui resistir de vos informar.
O Charroco (Halobatrachus didactylus), também conhecido por xarroco ou peixe-sapo, é uma espécie de peixe que passa grande parte do tempo semienterrado na areia e na lama, entre 10 e 50 metros de profundidade. O seu aspecto bizarro denuncia um carácter solitário e um predador temível. Bastante comum no rio Tejo, esta espécie tem sido utilizada em experiências da NASA, tendo já integrado uma missão espacial.
 A Poupa (Upupa epops) é uma magnífica ave exótica que, devido à sua beleza invulgar e voo lento e ondulado, povoa desde sempre o imaginário de toda a humanidade. Encontramos esta ave singular na mitologia grega, gravada em túmulos de faraós e descrita na Bíblia, no Alcorão, entre várias lendas e histórias. O seu habitat preferencial é a savana africana, mas a poupa está disseminada em Portugal, nomeadamente na bacia do Tejo, onde podemos encontrá-la em zonas agrícolas, pomares e vinhas.
O Lince-Ibérico (Lynx pardinus) é a espécie de felino mais ameaçada do mundo. O seu habitat restringe-se à Península Ibérica, com uma população de apenas uma centena de exemplares. Reza a lenda que o mítico felino das barbas e dos pêlos em forma de pincel na ponta das orelhas recebeu o seu nome de Linceu, herói mitológico grego, que tinha um olhar de tal forma penetrante que conseguia furar pedras. Essa lenda deu origem à expressão popular “ter olho de lince”, para designar todos aqueles que têm grande clarividência e perspicácia

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