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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Vinho A Copo | Uma Oportunidade Perdida?

De regresso ao tema do Vinho a Copo. Parece ser uma solução de grande sucesso em muito países, mas cá pelo Burgo parece-me ser, cada vez mais, uma grande oportunidade perdida. Ainda não percebi se é porque tomamos o consumidor por parvo ou se, de visão turva pelo ambicionado brilho do pote de ouro a todo o custo, se avança, sem a olhar a meios, para aproveitar enquanto os "parvos" não acordam de triste estado de letargia.
Este fim de semana deparei-me com mais uma aberração neste campo. Chamou-me à atenção o facto de haver na carta de vinhos de um espaço comercial onde estive uma série de vinhos a copo. Um primeiro pensamento assaltou-me de rompante -"Espectáculo! Tanto vinho a copo.", para logo de seguida meter a mão no bolso e pensar se não iria ser assaltado de outra forma pois, com os preços praticados, também eu abro um espaço destes e tenho todos os vinhos que quiser servidos a copo.
O vinho a copo mais barato era a 3,50€ (15cl). Branco ou Tinto. A mesma marca. Uma daquelas que vemos sempre nas prateleiras dos supers e hipers na prateleira encostada ao chão. Um vinho cuja garrafa de 75cl se vende no supermercado a cerca de 400 metros de distância a 2,25€. Venda ao público. De certeza que para o estabelecimento comercial deverá ser mais barato. Isto quer dizer que se beber uma garrafa a copo pagarei 17,5€ por uma garrafa que me pode custar 2,25€. Chupa factor x3 no preço de venda ao público na restauração!
Mas a verdade é que os 3,50€ não pagam só o vinho. Não. Pagam também o equipamento que permite com que a garrafa aguente algum tempo depois da garrafa aberta com a mesma qualidade e que aqui não existe pois é fechada com a rolha; mas também paga o copo adequado em que é servido, que aqui escapa (só isso); e o serviço do especialista em vinhos da casa e a sua formação para lhe dar o máximo e que neste caso não consegue abrir garrafa à primeira, quase que parte a rolha e não rebentou uma veia na tempora com a força que fez porque não calhou, mas que no fim exclama bem alto e de sorriso triunfante "Deu luta, mas já está!".
Curioso e admirado fiquei quando a pessoa servida diz para a sua companhia "Tás a ver. Um copo de vinho só 3,50€. Aqui é baratissímo!".
Eles vão acordar.... Bebi uma cerveja artesanal alentejana de 33cl por 3€.

Fotografia: DR

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Vinho a Copo - Ainda Um Longo Caminho

Em 1941 a SCC (Sociedade Central de Cervejas) criava em Portugal a Imperial, uma marca de luxo que ainda hoje é sinónimo de cerveja de barril servida a copo. Imperial ou Fino, como é mais conhecida no norte do País, a verdade é que este conceito de cerveja sempre teve junto a si alguns pontos que, em caso de falha, dá desde logo reclamação. O facto de vir num copo próprio e de ser servida a uma determinada temperatura. Se vier num copo de servir o galão, há reclamação e se vier à temperatura ambiente ou mesmo quente... há reclamação. Concordam? Quem é que já passou por isto e reclamou? Muitos...
Agora digam-me lá quantos de vocês já reclamaram ou recusaram um vinho por vir num copo incorrecto e à temperatura errada? Poucos...
Por outro lado temos o factor preço. Ainda há pouco tempo tive uma experiência que me diz muito das escolhas por esses restaurantes fora. Cerveja Preta, marca nacional, garrafa de 33cl, fresca, num copo adequado e serviço adequado: 2,50€; copo de vinho branco, marca nacional gama de entrada e cuja garrafa podemos encontrar num qualquer supermercado a 3,00€, copo adequado, cerca de 20cl, temperatura mais ou menos correcta: 4,90€. Como é possível??? 
Já não vou pelo serviço que continua a ser feita na maior parte de forma um pouco desleixada e pouco profissional, mas... será que é assim que queremos convencer o consumidor a escolher o vinho a copo?

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