quinta-feira, 13 de julho de 2017

Colinas do Douro Reserva 2015 Tinto

COLINAS DO DOURO RESERVA 2015 TINTO | DOURO | 14% | PVP  9€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ, TINTO CÃO
COLINAS DO DOURO SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
16,5

O Douro Superior continua a ser, tanto nos brancos como nos tintos, um terroir-palco de excelência para vinhos plenos de frescura e qualidade. Este produtor, relativamente recente no panorama vínico português, mostra, passo a passo, que veio para ficar.
De cor vermelho rubi intenso e concentrado, nuances violáceas e aspecto ainda jovem. Aromas intensos e marcados pelas notas de fruta vermelha e preta madura e fresca, perfumado floral elegante, ligeiro monte em flor, num equilibrado conjunto com as notas mais especiadas e de baunilha vindas do estágio em barricas. Boa estrutura e volume de boca, largo, ligeira cremosidade e de tanino presente, mas já meio arredondado. Continua a mostra um perfil fresco, com fruta bem colocada e um final de boca longo.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Herdade do Arrepiado Velho Petit Verdot Unoaked 2015 Tinto

HERDADE DO ARREPIADO VELHO PETIT VERDOT UNOAKED 2015 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP  17€
PETIT VERDOT
ARREPIADO WINE & TOURISM, LDA
16,5

Novidade de número muito limitado vindo do Alentejo mais fresco de Sousel, em Portalegre, de rótulo pincelado a branco, cativando o olhar com mais um trabalho de imagem magnífico e despido de barrica para mostrar a casta no seu estado mais puro.
Revela um petit verdot mais cru do que habitual, com a fruta preta bem presente, complexo, boa acidez, escondendo o seu grau alcoólico e de perfil bem fresco.
Cor vermelho intenso, concentrado, violetas escuros e de aspecto jovem e limpo. No nariz a fruta preta silvestre e de bosque mostra-se com mais evidência, amora, cereja e ameixa preta, muito fresca, muito bonita e definida, com apontamentos elegante de algum floral e ligeira alfazema. Na boca continuamos com boa intensidade e expressão da casta, largo de boca, corpulento, de acidez acutilante e de taninos bem presentes num conjunto que ainda se está a ajeitar e a precisar apenas de mais algum tempo para polir alguma aresta. Sem dúvida um vinho para comida, para os pratos bem alentejanos à base de carne, para marcar uma refeição.
Vou gostar de o encontrar novamente com mais tempo de descanso em garrafa.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Quinta da Romaneira Reserva 2010 Tinto

QUINTA DA ROMANEIRA RESERVA 2010 TINTO | DOURO | 13% | PVP  38€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA
SOCIEDADE AGRÍCOLA DA ROMANEIRA, SA
17

Este é um daqueles produtores do Douro que, apesar de conhecer pouco, quando bebo um dos seus vinhos fico com vontade de conhecer logo um pouco mais. Apesar de provado recentemente apresenta-se num momento de forma excelente.
A fruta vermelha e preta continua cá, concentrada, intensa, mas ao mesmo tempo muito elegante, num conjunto muito equilibrado e sem estar pesado ou enfadonho. Um grande vinho para pratos à base de carne, de cozinha tradicional portuguesa e a pedir este ponto de equilíbrio.
Cor rubi intenso, concentrado e fechado, não mostrando os seus quase sete anos de vida, aspecto limpo e de lágrima chorosa. No nariz a fruta vermelha e preta silvestre, bem madura, com muito detalhe e bem ladeado pelas notas perfumadas de violetas, alguns fumados discretos, notas do estágio em barrica ligados, fundo balsâmico e fresco. Na boca mostra-se muito fresco, de corpo formado e amplo, taninos polidos e redondos. Funciona pelo conjunto harmonioso e pelo prazer que neste momento dá ao beber.
Final longo e a pedir um prato de carne para acompanhar.

domingo, 9 de julho de 2017

Esporão Duas Castas 2016 Branco

ESPORÃO DUAS CASTAS 2016 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  8€
ROUPEIRO, VIOSINHO
ESPORÃO, SA
16

A Esporão continua a apostar neste Duas Castas, que este este ano é composto, em partes iguais, pelo bem conhecido por terras alentejanas Roupeiro e por um recente outsider Viosinho. O resultado continua a ser uma excelente opção nesta gama de preços.
Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas, aspecto novo, limpo e brilhante. Revela boa Intensidade aromática, fruta amarela de caroço, algum citrino, bergamota, toranja e lima, notas de flor branca, perfil fresco. Na boca revela algum corpo e estrutura, com acidez acutilante, que seca o palato, com nervo, citrino, envolvente, longo e persistente.
Uma óptima opção à mesa pela sua acidez e estrutura.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Carvalhas 2015 Branco

CARVALHAS 2015 BRANCO | DOURO | 13% | PVP  23€
VIOSINHO, GOUVEIO
REAL COMPANHIA VELHA
17,5

Regresso à mais recente colheita do Carvalhas branco e passados apenas cerca de três meses e este descanso extra revela-se já diferenciador.
Apesar de o continuar a considerar um vinho extremamente jovem e, sem dúvida alguma, um branco de guarda, o facto é que fiquei mais satisfeito por mostrar o caminho para onde vai, ou seja, o bom caminho das anteriores colheitas.
Visualmente de tonalidade amarelo citrino, aspecto jovem e limpo. Aromaticamnete intenso, mostrando-se elegante, com a fruta amarela de caroço fresca bem colocada e beneficiando já dos tostados leves da barrica e alguma baunilha envolvente, mostrando um conjunto equilibrado e fresco.
Na boca mostra volume, corpo, uma certa untuosidade muito bem temperada por uma acidez mordaz, trazendo-lhe leveza, finura e alguma delicadeza. As notas provenientes da barrica estão também aqui mais ligadas, ainda sobressaindo, mas aconchegando o palato e terminando longo e fino.
Lugar agora ao descanso na garrafeira da outra garrafa por abrir.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Restaurante Cozinha da Clara - Pinhão

Em Pleno Douro Património Mundial da Humanidade, a Quinta de la Rosa, reconhecida pela produção de vinhos do Porto e do Douro, pela Casa de Hóspedes e pelo espaço de enoturismo situada no Pinhão, acaba de dar mais um passo no desenvolvimento das suas infraestrutura e abriu recentemente o Restaurante Cozinha da Clara. 

Esta é uma "cozinha" plena de sentimento, de paixão e de homenagem à avó de Sophia Bergqvist, co-proprietária e gestora da Quinta de la Rosa, que na inauguração oficial do restaurante, nos acarinhou com algumas palavras e histórias da sua Avó, da Quinta de La Rosa e do quanto significa a abertura deste espaço.

Aliás, o logótipo do Cozinha da Clara remete-nos precisamente para a caligrafia da a avó de Sophia Bergqvist, Claire Feuerheerd (1907-1972), a quem a Quinta de la Rosa foi oferecida como presente de baptismo.
Construído por forma a respeitar todo o património envolvente, a construção do restaurante foi um projecto desafiante de arquitectura, tendo sido posicionado em encosta, tipo socalco das vinhas, desfrutando de uma vista privilegiada e lindíssima sobre o Rio Douro e o Pinhão e adicionando à sala interior um espaço de esplanada, tipo varanda sobre o Rio Douro, na qual apetece ficar sem data para sair.

No interior, para além de um cantinho especial dedicado a Claire, o espaço é feito de linhas rectas, tonalidades claras, limpas e com uma estrutura de paredes e tecto especial para que o som que circula pela sala seja uma benção e não uma tortura.
Na Cozinha da Clara manda o Chef Pedro Cardoso. Os pratos assentam numa base de raiz tradicional portuguesa, mas com um toque moderno e sofisticado, mantendo os sabores e aromas, mas com um aspecto visual contemporâneo. Alguns dos pratos têm mesmo como base o antigo receituário da avó Clara, o que torna a experiência ainda mais sentida.

O Amuse Bousche para começar trouxe à mesa  a Terrina de Leitão com Cogumelos, Batata Doce Frita e Gomos de Laranja casado no copo com o rosé La Rosa 2016.

De seguida, um dos meus preferidos da noite. Viciantes. Era capaz de estar a comer estas Chamuças de Sardinha Com Compota de Pimentos Vermelhos e Mescla de Alfaces pela noite fora juntamente com o branco reserva La Rosa 2016 que foi servido.

O prato de sopa veio logo de seguida.O Creme de Couve Flor Com Salmonete Braseado, Amêndoa Tostada e Azeite de Marisco. Simples, delicioso e reconfortante. O salmonete e a amêndoa fazem saltar um creme de couve flor que poderia soar a algo sensaborão. Fez-lhe companhia a novidade Tim Grande Reserva 2015 branco.

Patamar colocado bem alto até ao momento para a chegada da Corvina com Batata de Caldeirada e Molho de Peixe. No ponto de cozedura, com lascas definidas e o molho de peixe a dar largura e um kick final e envolvente. O branco LA Rosa Reserva foi o escolhido para lhe fazer companhia.

Tempo de saltar para o prato de carne com um corta sabores surpresa. Sabor citrico, textura estranha no incio, mas depois, houvesse oportunidade, e era shoot atrás de shoot deste Granizado de Tomilho Limão. Objectivo atingido.

O Tornedó de Vitela Com Milhos Transmontanos em Duas Texturas e Molho de Vinho de Porto mostrou o prato de carne. O tinto reserva La Rosa fez uma feliz ligação com a textura e sucos da carne e o molho mais rico do vinho de Porto.

Para terminar a sobremesa trouxe a Torta de Abóbora com Pasta de Queijo com Lima e Gelado de Noz. Apesar de não ser fã das ligações com gelado e doce na mesma sobremesa, a verdade é que esta resultou. O La Rosa Tawny 20 anos e o Vintage 1960 da cave privada do Produtor foram servidos. Um momento solene que não se esquecerá tão cedo.

Agora há mais uma (boa) desculpa para visitar o Pinhão.
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COZINHA DA CLARA - CLAIRE'S KITCHEN
Tipo de Cozinha: Portuguesa
Copos de Vinho Adequados: Sim
Estacionamento: Fácil
Horário: 13:00H-15:00H e 20:00H-22h00/22h30 (ajusta em função da época do ano)
Preço Médio Refeição: 40€

Morada: Quinta de la Rosa, 215, 5085-201 PINHÃO
Telefone: +351 254 732 254
Email: bookings@quintadelarosa.com
Na Net: Quinta De La Rosa

terça-feira, 4 de julho de 2017

Dom Pérignon Millésime Vintage 2004 Brut

DOM PÉRIGNON MILLÉSIME VINTAGE 2004 BRUT | CHAMPAGNE | 12,5% | PVP  150€
CHARDONNAY, PINOT NOIR
CHAMPGNE MOET & CHADON A EPERNAY
18,5

O mês de julho com um vinho da região de Champagne, um Dom Pérignon da colheita de 2004. Conta a história que pelo século XVIII, Dom Perignon, Monge da Abadia de Haut-Villiers, decidiu efetuar uma segunda fermentação na própria garrafa vedando-a com uma rolha de cortiça. O que aconteceu a seguir todos já conhecem um pouco, pelo que, se acredita, que aqui terá nascido o verdadeiro vinho Champagne.
Deste modo, beber uma garrafa com este nome é também beber um pouco da história do vinho assim como ter o prazer de beber um dos ícones neste tipo de vinho.
A colheita de 2004 resulta de um bom ano na vinha, sem sobressaltos de temperaturas, sem doenças e com consequente resultado num vinho com potencial de envelhecimento e representando um dos anos clássicos do produtor.
De cor amarelo citrino, bolha finíssima e persistente. No nariz notas delicadas de fruta amarela e caroço, alguma fruta seca, amêndoa, pinhão, leves pão torrado, envolvente, complexo e fresco. Na boca surpreende a leveza e textura fina da bolha e da forma como, pé ante pé, se mostra elegante, ao mesmo tempo mostrando alguns pontos de cremosidade, corpo e untuosidade, envolvente e cheio de volúpia.
Este foi a edição Balloon Venus de Jeff Koons. Embalagem luxuosa para um champanhe de luxo.

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