terça-feira, 3 de julho de 2018

Pouca Roupa 2017 Branco

POUCA ROUPA 2017 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP  3,99€
VERDELHO, SAUVIGNON BLANC, VIOSINHO
J PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
15

Um Pouca Roupa despido de preconceitos. Com nome sugestivo para o tempo quente, ousado, jovem e despreocupado. É com toda a certeza um vinho que faz todo o sentido no verão.
De cor amarelo citrino, esverdeados leves, intenso, aspecto limpo e brilhante. Aromas onde predominam as notas de fruto tropical, citrino maduro, directo e harmonioso. Na boca revela frescura, acidez equilibrada, de perfil sumarento e alguma secura num final persistente e longo.
Beber fresco, sozinho ou com pratos à base de marisco cozido, massas frias e saladas.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Quinta de Pancas Reserva Chardonnay 2015 Branco

QUINTA DE PANCAS RESERVA CHARDONNAY 2015 BRANCO | LISBOA | 13,5% | PVP  14,90€
CHARDONNAY
QUINTA DE PANCAS VINHOS, SA
17

A Quinta de Pancas mostra nova vida, novos vinhos, nova imagem e, de cara lavada, presenteia-nos com vinhos cheio de carácter, personalidade e fazer o tempo voltar para trás encontrando o caminho por onde já caminhou há anos atrás.
Este Chardonnay causa impacto. Mostra um branco muito elegante e fresco e com verdadeiro potencial de guarda.
Cor amarelo citrino, esverdeados limpos, aspecto limpo. Aromas delicados, muita finess e elegância, boa fruta, fruta branca de caroço, tropical bem ligado, ligeiro citrino e floral, com a barrica bem ligada e envolvente perfil fresco. Na boca um branco com algum volume, macio no toque, envolvente, com boa secura, acutilante, com largura de boca, fruta num plano sumarento, barrica apenas a compor, acidez fina e elegante.
Final de boca longo e fino.
Impossível não o levar até a uma mesa farta. Mostra versatilidade neste ponto, tanto em prato com mais alguma gordura e pujança, como com mariscos e peixe de mar.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Estou Com Os Azeites: Quinta dos Lagares Zabodez Virgem Extra

ZABODEZ EXTRA VIRGEM | DOP TRÁS-OS-MONTES | AC 0,2% | PVP  14€
COBRANÇOSA, CORDOVIL, GALEGA, MADURAL, VERDEAL, TRANSMONTANA, BICAL
QUINTA DOS LAGARES

Estou com os Azeites! Já há muitos anos que estava, ainda estou e vou ficar durante muitos mais anos. Cada vez mais trazer o azeite à nossa mesa e desfrutar dele como devemos e não apenas no bacalhau com todos da ceia de Natal.
Hoje, para começar a mordiscar, a courgete grelhada para passar levemente no azeite e a broa torrada com azeite e flor de sal. Magnifico.
O Zabodez portou-se à altura. De perfil frutado verde, aroma com notas frescas a couve, erva, rama de tomate, maçã verde, tomate verde, casca de banana e frutos secos. Ligeiro amargo na boca e, logo de seguida, um picante forte e persistente.
Só há 1500 litros. A qualidade em detrimento da quantidade.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Porto Extravaganza | Moscatel de Setúbal Domingos Soares Franco 1911-2014

Na 5ª edição do Porto Extravaganza, Paulo Cruz baralhou, partiu e deu de novo para aquele que já é considerado como um dos mais importantes de eventos de vinhos generoso do mundo. Se nas anteriores edições o Porto Extravaganza havia sido totalmente dedicado ao Vinho do Porto, nesta o Vinho da Madeira e o Moscatel de Setúbal marcaram também a sua presença.
No dia dedicado ao Vinho da Madeira a prova Ricardo Diogo e os Vinhos Velhos da Madeira foi uma verdadeira viagem intemporal pelos Madeiras velhos numa prova de doze referências onde a mais nova foi de 1958.
Com a casa Ramos Pinto o Vinho do Porto teve o seu dia. Uprova será realizada em duas partes distintas. Na primeira parte, Ana Rosas (Master Blender da Ramos Pinto) apresentou o Port Master Class – The Art of Blending e numa segunda parte uma prova de Vinhos do Porto em Duetos: Branco Seco 1890 / Branco Lágrima 1884, Vintage 1924 / Colheita 1924, Vintage 1952 / Vintage 1982 e, finalmente, Vintage Quinta do Bom Retiro 2014 / Vintage 2015.
O dia dedicado ao Moscatel de Setúbal trouxe o foco para a Colecção Particular de Domingos Soares Franco, o enólogo e administrador da José Maria da Fonseca.

Em prova estiveram vários Moscatéis famosos desta casa, incluindo o Alambre 20 Anos, Alambre Roxo 20 Anos, D.S.F Cognac, D.S.F Armagnac, Bastardinho 40 Anos, Torna Viagem (Testemunha), Torna Viagem (Brasil), Torna Viagem (E.U.A), Apoteca 1911. E ainda mais dois Moscatéis surpresa: Apoteca 1955 e Trilogia. Eu próprio não conseguiria imaginar melhor cenário.

Inicio da epopeia com  três Torna Viagens. A Testemunha de 2014 e os Torna Viagem 2014 Brasil e Torna Viagem 2014 Estados Unidos da América. O Brasil, foi sem dúvida o mais significativo, com notas aromáticas mais salinas, mais elegante e complexo e com o salino também a marcar mais a boca.

Seguiram-se os Moscatel de Setúbal DSF Armagnac 1998Moscatel de Setúbal DSF Cognac 1998. Belos. Digam o que disserem continuo a gostar muito do Cognac. Sempre que o provo (poucas vezes) confesso que gosto daquele perfil , mais fruto seco, mais avelãs, bolachas de manteiga, cacau e chocolate. Isto e uma caixa de Ferreros ao lado.

Antes de passarmos para os Apoteca tempo para os datados. Moscatel de Setúbal Alambre 20 anos, um must taste e must have sempre na garrafeira para um caso de urgência. Uma relação qualidade-preço única. E o Moscatel Roxo 20 Anos, uma daquelas paixões inexplicável. Elegante, equilibrado, acidez no ponto. Delicioso. 

Depois começaram os momentos "Que se lixe, não vou deixar nem uma pinga nos copos!". Os Apotec 1911 e 1955. Que brutalidade! As palavras fogem. Já os havia provado uma vez e voltar a ter esta experiência é de sonhos. O 1955 está num ponto incrível. Sem dúvida o melhor vinho desta tarde. Aproveitem. Tudo o que havia já foi engarrafado.

O Moscatel de Setúbal Trilogia (1900-1934-1965) foi logo a seguir. Este já entrou no livro dos clássicos e dos imperdíveis para qualquer amante de Moscatel de Setúbal. Três grandes colheitas num blend divinal. O 1955 não fez parte deste conjunto porque é uma colheita que deve ser apreciada só por si.

Por último, O Bastardinho 40 Anos. Todos os vinhos provados são como filhos queridos de Domingos Soares Franco, mas este é um bebé especial, um néctar diferente de todos os outros e que, infelizmente, acabou. Foram engarrafados os últimos litros. Era o que restava. A vinha que lhe dava origem, que não era propriedade da José Maria da Fonseca, foi vendida. Sucumbiu à pressão urbana da Costa da Caparica - disse DSF com algum pesar e tristeza -.

O Paulo Cruz começa a habituar-nos mal. Cada evento por si organizado é um experiência que não se esquece. Depois, colocar bem alto a organização dos mesmos. O local, os tempos de serviço, a temperatura do vinho e da sala, todo o pormenor pensado. Uma prova que foi, mais um momento de aprendizagem, quase como que em amena cavaqueira com Domingos Soares Franco. Parabéns a todos.
No final de contas, uma prova épica e inesquecível.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Monsaraz Colheita Tardia 2016 Branco

MONSARAZ COLHEITA TARDIA 2016 BRANCO | ALENTEJO | 19,5% | PVP  11€
SEMILLON
CARMIM
17

O primeiro colheita tardia da CARMIM, Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz, foi lançado para fazer parte da sua mais recente gama Premium que mostra, mais uma vez, a dinâmica e visão das actuais cooperativas agrícolas produtoras de vinho. Produzido em pouca quantidade, com uma das melhores castas para o efeito, o facto é que esta não desilude sendo mesmo uma grande surpresa. A imagem também está um must!
Cor amarelo de tonalidades douradas, intenso e brilhante. No nariz as notas de casca de laranja cristalizada, melaço, tangerina, citrino a equilibrar, pessego maduro e alguma canela. Boca com grande acidez, equilibradora, mostrando um doce que não se deixa cair no chato, mas que ainda assim nos cativa, bela untuosidade, textura polida e sedosa, com os citrinos e o pêssego a prender o conjunto. Final de boca longo.
Continuo a preferir este perfil de colheita tardia com uma fruta tropical laminada e  uma ou duas bolas de sobert de tangerina ou limão.

domingo, 24 de junho de 2018

Quinta da Alorna Sauvignon Blanc 2017 Branco

QUINTA DA ALORNA SAUVIGNON BLANC 2017 BRANCO | TEJO | 13% | PVP  4,99€
SAUVIGNON BLANC
SOCIEDADE AGRÍCOLA DA ALORNA, SA
16

Belo Sauvignon Blanc do Tejo. E vem mesmo a calhar para este verão que tardou a começar, mas que agora vai, com certeza, ficar por muito tempo com este calor que nos faz pedir vinhos com este perfil. Nestes dias de calor soube-me que nem ginjas.
Cor amarelo citrino, esverdeados leves, limpo e de aspecto jovem. No aroma mostra com subtileza e elegância com notas mais vegetais, bom espargo, algum pimento, folha de tomateiro, num enlace muito harmonioso com alguma fruta tropical e citrina,  traço mineral e fresco. Na boca mostra boa acidez, intenso, ligeiro salino, com fruta citrina e maça verde, equilibrado e com final de boca longo e fresco.

sábado, 23 de junho de 2018

Quintas de Melgaço | O Alvarinho Em Destaque

Quando no mesmo local e à mesma hora se juntam a um produtor de vinho, dois Chefs portugueses reconhecidos com as famosas Estrelas Michelin, então sabemos que vamos para um momento especial e inesquecível.
As Quintas de Melgaço, produtor de vinhos da região dos Vinhos Verdes, mais propriamente Monção e Melgaço, apresentaram as suas mais recentes colheitas com um almoço de harmonização com os Chefs Michelin Vítor Matos, do Vidago Palace e João Rodrigues, do Restaurante Feitoria onde se realizou o evento.

Um menu exclusivo que Élio Barreiros, enólogo das Quintas de Melgaço, aproveitou para apresentar as novidades do produtor, quer as novas colheitas de marcas já existentes, que nas colheitas dos vinhos que agora nascem como o Quintas de Melgaço Rosé (o único que não é 100% Alvarinho) como o Vindima Tardia Superior.

ESPUMANTE QM RESERVA BRUTO 2016 BRANCO | VINHO VERDE | 12% | PVP 11€
ALVARINHO 
QUINTAS DE MELGAÇO, AGRICULTURA E TURISMO, SA
16,5
Cor amarelo citrino, leve esverdeado, bolha muito fina e persistente, aromas delicados e leves, citrino, flor branca, leve toque de panificação, fino e fresco. Na boca mostra uma mousse muito leve e cremosa, com secura leve, acidez equilibrada, persiste no palato e mantém-se fresco e leve até ao final.
Serviu com excelência dois momentos distintos. Numa primeira fase como welcome drink, onde a frescura e leveza se destacaram e depois no casamento com uma série de snacks conforme as fotos acima com Polvo e Batata Doce, Tarte de Favas E Papada de Porco Alentejano, Pedras Vivas e uma Língua de Bacalhau, Colagénio e Salsa (JR).

QM ALVARINHO ROSÉ | REGIONAL MINHO | 12,5% | PVP 8,50€ 
ALVARINHO, SOUSÃO 
QUINTAS DE MELGAÇO, AGRICULTURA E TURISMO, SA 
17
Cor rosado claro, salmão leve, aspecto limpo e brilhante. Aromaticamente intenso, perfumado, muita fruta vermelha, groselha e framboesa, floral composto, mineral, pedra lascada. Boca com algum volume, envolvente, com acidez acutilante, cremoso, com ligeira secura, com ligeiro doce em final de boca.
A primeira novidade onde Alvarinho e Sousão se juntam para pela primeira vez fazer nascer o rosé das Quintas de Melgaço. Acompanhou o que já descrevi como divinal Peixe de Rio, Amêndoa e Nabo (JR).

QM ALVARINHO 2017 BRANCO | VINHO VERDE | 13% | PVP 8,99€ 
ALVARINHO 
QUINTAS DE MELGAÇO, AGRICULTURA E TURISMO, SA 
17
Cor amarelo citrino, esverdeado leve, aspecto jovem e límpido. No nariz mostra a fruta num patamar de elegância bem alta, o citrino e o fruto de caroço madura e fresco, lima, traço mineral vincado, frescura que envolve o conjunto. Acidez acutilante na boca, mantém a carga citrina e mineral que agarramos nos plano aromático, equilibrado e com um fnal de boca longo.
Revela um crescimento extraordinário de colheita para colheita, sendo, sem dúvida alguma, um Alvarinho para constar na lista de compras. A maridagem fez-se com o mar, digo, com as Memórias do Algarve (VM), um prato que estimula a nossa memória das ondas e dos aromas salinos da nossa costa. Belíssimo. 

QM VINHAS VELHAS 2017 BRANCO | VINHO VERDE | 13% | PVP 17,50€ 
ALVARINHO 
QUINTAS DE MELGAÇO, AGRICULTURA E TURISMO, SA 
17,5
Cor amarelo citrino, aberto, aspecto jovem e limpo. Aromas um pouco fechados de inicio, mas que rapidamente se revelam e mostram a tipicidade da casta com um fundo mineral muito interessante. Na boca surge com estrutura e corpo, acidez equilibrada e secura mais fina, alguma untuosidade leve, mais complexidade e com a fruta tropical mais sentida. Final de boca longo e elegante.
À mesa juntou-se ao Arroz Carolino de Algas, Sacrocórnia Queimada e Bivalves (JR) numa ligação subtil e onde mais uma vez o conjunto saiu realçado.

QM HOMENAGEM RESERVA 2015 BRANCO | VINHO VERDE | 12,5% | PVP € 
ALVARINHO 
QUINTAS DE MELGAÇO, AGRICULTURA E TURISMO, SA 
17,5
Cor amarelo citrino, aspecto límpido, com nuances palha seca, aspecto jovem. Nos nariz a boa intensidade dos aromas a frutos citrinos, alguma laranja, tangerina, flores brancas, com notas de estágio em barrica bem ligadas, carga mineral e muita frescura. Na boca, de sabor característico da casta, de corpo cheio, acidez no ponto, volume de boca, barrica contida e a caminho da integração completa. Final de boca longo e persistente.
Com o Imperador dos Açores no prato Descobrimentos (VM) mostrou toda a sua capacidade para desafios mais complexos à mesa. 
QM NATURE 2016 BRANCO | VINHO VERDE | 12,5% | PVP 15,90€ 
ALVARINHO 
QUINTAS DE MELGAÇO, AGRICULTURA E TURISMO, SA 
17
Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas, aspecto límpido e brilhante. No nariz continua a mostrar-se a fruta citrina, a fruta de polpa branca, com algum fruto exótico e temperada com notas de sensação de água a correr, a fazer rolar a pedra na margem, com leve tisana e de muita frescura. Na boca causa primeiro impacto pela sua tensão e nervo, de acidez acutilante, a fazer salivar, com a fruta citrina a fazer a sua marca, final de boca longo e cheio de força. Um reprovar destes vinho e uma confirmação da sua longevidade. Parece que acabou de sair.
O único prato de carne ficou-lhe reservado, mas não lhe virou a cara. A Arouquesa, Batata Olho de Perdiz, Cogumelos, Tutano e Acelga (JR) mostrou que o Alvarinho é uma casta versátil nos vinhos que de si resultam e nos pratos que acompanha à mesa.

QM ALVARINHO VINDIMA TARDIA 2016 BRANCO | VINHO VERDE | 12,5% | PVP 29€ 
ALVARINHO 
QUINTAS DE MELGAÇO, AGRICULTURA E TURISMO, SA 
17
Cor âmbar novo, ligeiramente mais escuro, aspecto limpo. No nariz mostra-se a casca de laranja cristalizada, as notas de melaço, algum figo seco, alperce em passa, intenso e envolvente.  Boca com volume, cremosidade,  com notas de uva passa, fresco, ligeiro chá com limão e mel, citrino, tangerina, casca de laranja, com bela frescura mineral e final de boca longo.
A sobremesa, um Tributo Ao Abade De Prisco (VM), juntou-se-lhe na perfeição.

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