sábado, 8 de dezembro de 2018

Restaurante Panorama | Acima de Tudo, Um Grande Almoço de Domingo

Acima de tudo, um grande almoço de Domingo. E, no fundo, tudo se resume a esta frase. O Restaurante Panorama, em Lisboa, tem neste momento como grande aposta o Almoço de Domingo em detrimento do muito na moda Brunch de Domingo. Retoma-se a tradição do almoço familiar, do juntar todos à mesa, pequenos e graúdos e dos intermináveis domingos à mesa.
Para os mais pequenos, sempre irrequietos e sem paciência para uma refeição de tantas horas, existe um conjunto de actividades e brincadeiras devidamente orientadas por uma pessoa responsável que os acompanha do inicio ao fim. Para os mais aventureiros existe até a possibilidade de cozinhar a própria pizza na cozinha do restaurante. Um experiência bem conseguida.
Quanto ao almoço, o conceito consiste em trazer um pouco de tudo à mesa. E quando digo um pouco de tudo é mesmo isso que quero dizer. Desde o momento em que somos recebidos, com um Welcome Drink colorido e despreocupado, até ao Petit Fours na companhia do café, é todo um desfilar de entradas variadas, pratos principais e sobremesas que nos fazem pensar em almoço de domingo. A lista é difícil de descrever, mas vou tentar já a seguir não desiludir.

Fomos recebidos com muita simpatia e com um Clericot de Vinho Rosé fresco como Welcome Drink. Colorido, um pouco doce e fresco. O suficiente para descontrair, soltar o primeiro sorriso e fazer um brinde de inicio de refeição.

O primeiro momento à mesa é farto em cores, aromas e sabores. A começar pelo pão onde aparece um fabuloso Pão de Queijo de Cabra e uma não menos saborosa Bola de Carne. Depois começa a mesa a ficar cheia. Num ápice chega um conjunto de Patés de onde destaco o de Azeitona, o de Atum e o de Sapateira. Logo depois uma variedade de entradinhas aterra também na mesa, tais como,  Presunto de Montado, Salmão Gravad Lax e Guarnição, Saladas de Rúcula, Espinafres e Espargos, Salada de Grão Com Bacalhau, Ceviche de Cavala, Salpicão Fatiado, Queijo da Ilha e Terrincho e outros. 

Os pratos quentes principais, que variam de domingo para domingo, marcam o segundo momento à mesa. Primeiro o prato de peixe, uma Garoupa Grelhada no Carvão no ponto. E o prato de carne um Arroz de Pato Gratinado em Forno e Lenha cheio de sabor e conforto para o dia chuvoso lá fora. Pratos para partilhar, sem grandes formalismos, como se estivéssemos em nossa casa.

Para último momento ficaram os doces e a fruta. Os Pastéis de Nata, a Fruta Laminada (Abacaxi e Papaia), os Suspiros com Molho de Ovos Moles e de Frutos Vermelhos, o Bolo de Alfarroba com Chantilly e Framboesa, a Torta de Azeitão, o Pudim Abade de Priscos, as Natas dos Céu e o Souflé de Tangerina e Pepitas de Chocolate Negro. Devagar se vai ao longe pois tive de comer um pouco de cada. Sem pressas.

Valeu a pena e, volto a dizer, é acima de tudo, um grande almoço de Domingo. De que está à espera?
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RESTAURANTE PANORAMA LISBOA
Tipo de Cozinha: Portuguesa
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo:Sim
Estacionamento: Próximo. Não Pago ao Domingo
Horário Almoço de Domingo: 12:00h às 15:00h
Preço Menu Executivo: 42€ Adultos, 50% Desconto dos 7 aos 12 anos, Grátis Até aos 6 anos

Morada: Rua Latino Coelho, Nº1 1069-025 LISBOA
Telefone: +351 213 120 000 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Tendências | Coisas de Vinho no Sapatinho


O mês do Natal chegou e com ele toda a alegria e felicidade desta época, mas também todos os problemas que a escolha da prenda certa para determinada pessoa envolve. Se na sua lista de amigos ou familiares existe alguém que goste de vinho então menos um problema. Ideias das boas, mas mesmo, mesmo boas são as que vos deixo no site Enólogo Chef Continente em mais uma publicação acerca do mundo do vinho.
"(...)A seleção de vinhos para a época natalícia está feita. Já fomos à nossa garrafeira ou já fizemos as compras necessárias para que à mesa nada falte no que de néctar dos deuses podemos falar. Precisamos agora pensar na lista de prendas para os amigos e família que necessitam daquele carinho extra no sapatinho se forem apreciadores de vinho. [+].

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Ribafreixo | Alicante Bouschet, Primeiro Monovarietal Tinto e Novidades

A Ribafreixo Wines veio a Lisboa apresentar as mais recentes novidades do seu portfólio com uma novidade absoluta escondida no bolso. Um novo vinho e gama,  o Herdade do Moinho Branco foi apresentado como o seu primeiro monovarietal tinto e à base de Alicante Bouschet.
O novo topo de gama do produtor alentejano, embora deixado para o último prato da refeição, acabou naturalmente  por se destacar e mostrou ser um dos bons exemplos que encontramos em vinhos produzidos com esta casta.
O enólogo Paulo Laureano, o Enólogo da casa, conhece muito bem o terroir da Vidigueira e a casta Alicante Bouschet pelo que a aposta neste vinho terá sido desde logo prevista como vencedora.

PATO FRIO SELECÇÃO 2017 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP 6,44€
ANTÃO VAZ, ARINTO, SÍRIA
RIBAFREIXO WINES, LDA
15
Cor amarelo citrino, tonalidade esverdeada, aspecto jovem e limpo. No nariz mostrou-se um pouco fechado, principalmente quando mais frio, depois, com temperatura mais elevada, notas de fruta citrina e de fruta branca de caroço, madura, fresca. Na boca mostra boa acidez numa boa relação com uma certa untuosidade e volume, fruta de polpa amarela madura e algum limonado, equilibrado e a terminar fresco.
Foi o vinho escolhido para a recepção e cumpriu muito bem a função.

ANTÃO VAZ PATO FRIO GRANDE ESCOLHA 2016 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP 12€
ANTÃO VAZ
RIBAFREIXO WINES, LDA 
17
Cor amarelo citrino, esverdeados leves, aspecto limpo. Aromas citrinos, casca se tangerina, fruta branco de caroço e alguma meloa madura, elegante sem grandes exuberâncias, barrica perfeitamente ligada. No palato, para além de uma frescura que desde logo se destaca, apresenta uma cremosidade fina, envolvente, com a fruta amarela fresca num bom plano, notas de barrica leves, a transmitir leve aconchego e volume, terminando longo e elegante.
Um belo branco, para levar à mesa e com potencial de guarda. 

GÁUDIO CLÁSSICO 2014 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 11€ 
TOURIGA NACIONAL, ARAGONÊS, ALICANTE BOUSCHET, TINTA MIÚDA
RIBAFREIXO WINES, LDA 
16
Cor vermelho intenso, concentrado, aspecto limpo. No nariz brilham os frutos vermelhos e pretos, amoras silvestres, frutos dos bosque, algum perfumado floral, intenso, nota de especiaria e mentolado fresco. Boca com perfil muito elegante, bela acidez, fruta vermelha bem marcada e sumarenta, equilibro e a envolver o palato com um certo mimo. ermina longo e a mostrar personalidade e carácter

GÁUDIO RESERVA 2014 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 21,40€ 
TOURIGA NACIONAL, ALICANTE BOUSCHET
RIBAFREIXO WINES, LDA 
17
Cor vermelho intenso, concentrado e opaco. No nariz mostra-se elegante, com uma fruta preta madura muito distinta, floral bem casado, com notas de especiaria, caixa de charuto, mentolado fresco, complexo. Mais carnudo e musculado de boca, estrututa, pujante, mastigável, envolvente, com um final de boca longo.
A pedir pratos com mais densidade e sabor, mais complexidade e para a garrafeira se ainda não o quiser beber.

HERDADE DO MOINHO BRANCO 2014 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 36,75€ 
ALICANTE BOUSCHET
RIBAFREIXO WINES, LDA 
17,5
Uma edição limitada e numerada de 3116 garrafas e uma forte aposta da Ribafreixo Wines nesta casta que está enraizada na região. Até então apenas utilizada nos vinhos de lote, fez a qualidade ímpar e o carácter excepcional da colheita de 2014 o mote perfeito lançar o primeiro monovarietal tinto da marca e que fizesse jus à casta tinta rainha do Alentejo.
Um vinho fermentado em barrica que após estagiar por 18 meses em barricas novas de carvalho Francês, repousou por mais 26 meses em garrafa.
Cor vermelho concentrado, fechado, aspecto limpo e de lágrima chorosa. No nariz mostra a fruta preta silvestre madura, distinta, com notas de compota de azeitona, tinta da china, algum licorice e com uma  menta que permanece e que desafia. Boca com grande estrutura, bela acidez e com uma fruta bonita e madura, com taninos mais suaves devido à maturação mais forte e com enorme capacidade de envelhecimento.
Juntar-lhe-ia pratos de caça, carne grelhada ou então, uma bela chanfana.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Quinta do Estanho Reserva 2015 Tinto

QUINTA DO ESTANHO RESERVA 2015 TINTO | DOURO | 14,5% | PVP  12€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ
JAIME ACÁCIO QUEIROZ CARDOSO
16,5

Cor rubi, vermelho intenso, concentrado, aspecto jovem, limpo e de lágrima chorosa. No nariz mostra a fruta vermelha e preta madura com frescura, bonita, bem ladeada com notas de cacau, algum toffe, balsâmico, fresco. Boca com textura, estrutura, belo corpo, fruta bem colocada fresca, tanino presente, macio, vai evoluindo á medida que se bebe. Final longo.
Um vinho com o qual nos vamos surpreendendo à medida que o bebemos, vai abrindo e vai alterando o seu perfil sempre em crescendo. O arroz de pato no forno agradeceu a companhia.

Restaurante Boteco da Dri | O Novo Menú Executivo Estilo Carioca

O Boteco da Dri abriu recentemente na beira-rio lisboeta, no Cais do Sodré, a um passo da estação de comboio e dos cacilheiros. De início apenas abria aos jantares, que se podiam prolongar pela noite dentro, todavia ainda não tinha tido a possibilidade de por lá passar, mas agora tem novo horário e passa a estar aberto para almoço, de terça a sábado, das 12h00 às 15h00, com uma nova oferta de menu executivo e ao domingo, das 13h00 às 18h00, com a famosa Feijoada, mantendo sempre disponível a carta habitual, que inclui várias outras opções desta verdadeira comida de boteco que reflete as influências estrangeiras da gastronomia brasileira, como é o caso do strogonoff, mas também de outras lugares do Brasil, como o pão de queijo, com queijo da região de Minas Gerais. 

Fui conhecer o espaço, o novo menu executivo de almoço e beber mais uma caipirinha (bem boa) porque às vezes o almoço merece começar com uma bebida diferente.
A sala é simples e informal, de decoração centrada no aproveitamento do próprio edifício e com as mesas um pouco nuas de toda a indumentária habitual. Estamos num Boteco do Rio.

A composição do menu executivo não é diferente do habitual. Entrada, prato principal, bebida e café. Como disse anteriormente, comecei por uma caipirinha, que não está incluída no menu, mas que vale bem a pena conhecer. Mais um local onde esta bebida é bem tratada.

Depois a comida. Para ir entretendo a entrada de Pastel de Sardinha, que apesar de ainda não estar do menu de entradas, nos foi dada a conhecer para dar uma opinião acerca da mesma. Um delicia. Acho que era bem capaz de passar o almoço nisto. Textura crocante e fina da massa seguida pela explosão mais intensa do sabor da sardinha e como opção um dip numa maionese de alho e ervas aromáticas. A colocar de imediato na carta!

Seguiu-se a entrada do menu. Uma sopa servida numa caneca. O dia estava frio e um pouco chuvoso e apetecia este tipo de conforto. Um Caldo de Frango denso, com milho verde e leite de coco, cheio de sabor e com aquele calorzinho que nos mima a alma. Se fosse mais quantidade ficava-me já por aqui. É apelidado pelo carioca de sopa levanta defunto. Eu acredito.

Para prato principal não podia faltar a Picanha muito bem acompanhada pelo arroz branco, a farofa, pimentos padrón, maionese sriraxha e molho vinagrete. Carne no ponto, macia, e com um belo toque a fumado.
Ficou o bichinho para conhecer a cozinha do Chef Pedro Hazak numa futura ocasião e fora do ambiente de almoço e voltar para comer o verdadeiro pão de queijo.
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RESTAURANTE BOTECO DA DRI
Tipo de Cozinha: Brasileira. Carioca.
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Não
Estacionamento: Com Parqueamento Pago
Horário Menu Executivo: 12:00h às 15:00h (Terça  a Sábado)
Preço Menu Executivo: 12€

Morada: Cais Gás 19, Cais do Sodré 1200-109 ISBOA
Telefone: +351 960 378 763 
Facebook: https://www.facebook.com/botecodadri/

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

17•56 Museu & Enoteca da Real Companhia Velha

No Cais de Gaia, à beira Rio Douro, nasceu há poucos meses o novo centro de visitas da Real Companhia Velha. A mais antiga empresa portuguesa, com actividade ininterrupta há quase 262 anos, vem assim ocupar parte daquele que outrora foi um dos armazéns da própria Companhia transformando-o num espaço no qual qualquer enófilo tem de conhecer.
Um espaço com 3.000 m2, divididos em dois pisos, onde vinho, gastronomia e história se complementam e onde tempo e conforto são palavras-chave.

O nome faz referência ao ano da instituição da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (também denominada por Real Companhia Velha), o mesmo da 1.ª Demarcação do Alto Douro: 1756, mais precisamente a 10 de Setembro.

No piso térreo, lugar ao Museu da 1.ª Demarcação, que em seis capítulos diferentes, se conta a história do Douro, a mais antiga região demarcada e regulamentada do mundo, indissociável da própria história da Real Companhia Velha.

Uma autêntica viagem no tempo através de inúmeros objectos e documentos pertença do espólio da empresa, onde se destaca o Alvará Régio assinado por D. José I a 10 de Setembro de 1756, sob os auspício do Marquês de Pombal – disponível na versão original, intocável, e em duas versões digitais, passíveis de serem folheadas – e garrafas históricas. Um museu que nos conta também alguns dos mais importantes acontecimentos mundiais em paralelo com o que se ia passando no Douro e no nosso País. No final do caminho existe ainda  uma sala de provas e a loja de vinhos onde é possível encontrar praticamente todas as referências da Casa.

Subimos ao primeiro piso pela escada rolante e à media que vamos subindo há uma certa luz que nos parece cegar momentaneamente vinda dos grandes janelões que proporcionam uma vista fantástica para a cidade do Porto. A luz mostra o caminho e ali chegados parecemos uns putos num parque de diversões. Nesta altura do ano é comum passar um filme nos canais de televisão portuguesa chamado Sozinho em Casa (Home Alone) e eu não deixo de pensar no que eu faria se fosse deixado Sozinho na Enoteca 1756. Até dormia lá num cantinho.

Um espaço magnífico que pretende contribuir para a afirmação do Porto como uma das dez capitais mundiais do vinho e onde a oferta gastronómica é bastante variada, mas o vinho é rei. Não deixa de ser notável que, para além do amplo portefólio da Real Companhia Velha (aqui listado com 300 referências, por ter mais do que uma colheita por vinho), estão ao dispor na carta alguns dos melhores vinhos de Portugal, na secção Carta dos Amigos, e também vinhos das imponentes regiões do Velho Mundo. No total, a carta de vinhos ultrapassa as 500 referências.
O vinho é o foco de todo este projecto, sendo complementado com uma variada oferta gastronómica, na Enoteca 17•56.

Desde a Fromagerie Portuguesa, logo à entrada, que apresenta uma selecção de cinquenta queijos nacionais e internacionais, que podem ser consumidos no local ou comprados para levar para casa, passando pela oferta de cozinha tradicional, peixes e mariscos assegurada por um chefe e equipa da Real Companhia Velha, ou ainda o Reitoria que assegura as sandes gourmet e a steakhouse, com carnes maturadas diversas e terminando no Shiko um raw bar, de inspiração japonesa.

 Este sofisticado espaço contempla ainda uma zona de lounge, um cigar club (para apreciadores de charutos, em harmonia com bons Vinhos do Porto), duas salas privadas e um terraço panorâmico com a tal vista para a cidade do Porto de cortar a respiração.
Sem dúvida um espaço a conhecer e onde nos vamos querer perder durante algum tempo.

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17•56 MUSEU & ENOTECA DA REAL COMPANHIA VELHA
Morada: Cais de Gaia. Alameda da Rua Serpa Pinto, 44B 4400-307 VILA NOVA DE GAIA
Telefone: +351 222 448 500

Horário Museu: 10:30H às 19:00H (Todos os Dias)
Preço Museu: 15€ (com prova de Vinhos Incluída)

Horário Enoteca: 11:00H às 23:00H (Todos os Dias)

domingo, 2 de dezembro de 2018

Saroto 2017 Tinto

SAROTO 2017 TINTO | VINHO MESA (IVV) | 11% | PVP  9,90€
VINHAS VELHAS
ARRIBAS WINE COMPANY
16,5

Começar o mês de dezembro com este vinho é voltar um pouco às minhas raízes familiares, percorrer na memória as vinhas velhas de família, recordar como era feito o vinho no tempo dos meus Avós e dos meus Pais e recordar esta palavra: Saroto. Os cães sarotos, as lagartixas e lagartos. Os animais sem cauda que me ensinaram desde pequeno a charmar por esse nome.
O vinho vem de Trás-Os-Montes, mais precisamente da Bemposta, Mogadouro, onde Frederico Machado e Ricardo Alves têm exclusivamente como base as vinhas velhas, trabalhando e recuperando parte do património vitícola transmontano fazendo o vinho "à antiga". 
Cor vermelho intenso, aberto, cativante e de aspecto jovem. No nariz a vinha velha transmontana faz das suas revelando uma fruta vermelha madura muito fresca, notas de lagar, pedra lascada, perfil fresco. Na boca um tinto de pouca extracção, leve e com uma frescura contagiante, mostrando, mais uma vez, a fruta num plano muito definido e fresco, com boa acidez, elegante, apetecível, envolvente e com um final de boca duradouro.
A carne assada no forno no inverno e a grelhada no verão fazem-lhe a companhia.

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