quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Ramos Pinto Tinta da Barca 2016 Tinto

RAMOS PINTO TINTA DA BARCA 2016 TINTO | DOURO | 15% | PVP  49,50€
TINTA DA BARCA
ADRIANO RAMOS PINTO VINHOS, SA
17

Apetece-me algo. Algo diferente. Um 100% tinta da Barca. Porque não? Da Quinta de Ervamoira, onde existem cerca de 50.000 pés de Tinta da Barca, chega um Douro tinto diferente, principalmente na prova de boca, mais arredondado e polido do que estava à espera, com margem para guarda e uma evolução depois da garrafa aberta que impressiona.
Cor rubi intenso, concentrado, de violetas carregados, aspecto limpo. No nariz mostra-se em bom plano a fruta preta madura, a ameixa e a cereja preta, a amora silvestre, quente, alguma esteva, toque de giesta, notas integradas da barrica, cheio e envolvente. Na boca aparece já com o tanino arredondado, polido, com acidez equilibrada, fruta a rodos, mordiscável, estranha-se a inicio e vai-se gostando, vai evoluindo no copo e na garrafa, mostrando aos poucos que estamos na presença de um vinho muito interessante e completo, terminando longo e persistente.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Zagalos Reserva 2016 Branco

ZAGALOS RESERVA 2016 BRANCO | ALENTEJO | 12% | PVP  12€
ALVARINHO, ARINTO, GOUVEIO, VERDELHO
QUINTA DO MOURO
16,5

Deste produtor queremos os tintos, os Quinta do Mouro, os rótulos dourados e, por vezes, sem fazer sequer de propósito acabamos por passar ao lado deste Zagalos branco que, apesar ser da colheita de 2016 está capaz de nos agarrar e de nos apaixonar. Está num ponto de forma que realmente encanta e quando se olha para o preço queremos, com toda a certeza, colocar mais algumas na nossa garrafeira pessoal e ir bebendo umas e guardando outras por mais uns anos.
Confesso que fiquei curioso em encontrar uma ou outra garrafa de anos anteriores.
Cor amarelo de nuances palha seca, alguns alourados, aspecto limpo, brilhante. No nariz mostra uma fruta amarela madura de caroço bem fresca, citrinos em contraponto, notas bem ligadas de baunilha, barrica bem encorporada, dá prazer logo nesta fase da prova. Boca com acidez equilibrada, firme, com corpo médio e volume interessante, sumarento, fresco, mostrando também aqui a barrica muito bem ligada. Final de boca longo.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Pequenos Rebentos Atlântico 2017 Tinto

PEQUENOS REBENTOS ATLÂNTICO 2017 TINTO | VINHO VERDE | 11,5% | PVP 12,50€
ALVARELHÃO, CAINHO TINTO, PEDRAL
MÁRCIO LOPES, UNIPESSOAL, LDA
16,5

Um dos vinhos que ultimamente mais prazer me deu em conhecer. Bem sei que não será o vinho tinto mais consensual do mercado, dirão alguns que ainda por cima vem da região onde o vinho branco é rei, só tem 11,5% de álcool, apresentando uma tonalidade de vermelho aberto e sem grande concentração. Deixem lá isso. São apenas 999 garrafas e não dá para todos. Que vinho tão pronto para a mesa e para os amigos.
Cor vermelho aberto, intenso no brilho, pouca concentração e aspecto limpo. No nariz revela uma fruta vermelha muito distinta, madura e fresca, morango, framboesa, cereja, algum citrino, com notas de pétalas de rosa, perfil fresco. Volume médio de boca, com acidez acutilante, a secar o palato, prenche-nos com frescura e leveza, sumarento, cereja, ameixa vermelha ainda pouco madura, terminando longo.
Grande casamento com a carne grelhada, como esperava, mas bela surpresa com o arroz de tamboril, fazendo um pair divinal com aquele molho mais pesado e rico.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Prémios Grandes Escolhas | Os Grandes Vencedores Foram......

O jantar e a cerimónia de anúncio e entrega dos Prémios Grandes Escolhas teve lugar há poucas horas, mais precisamente, ontem, dia 15 de Fevereiro, no Centro de Alto Rendimentos de Anadia (Velódromo Nacional), em plena Região Demarcada da Bairrada. 
Organizado pela revista Grandes Escolhas, reuniu cerca de 1000 pessoas, que puderam testemunhar momentos de júbilo por parte dos galardoados com os ‘Troféus Grandes Escolhas’ e conhecer o ‘Top 30 Grandes Escolhas’, baseado nos melhores entre os melhores vinhos provados em 2018. 
Este evento é fruto de um longo e árduo trabalho efectuado ao longo de 2018, durante o qual redactores e provadores da revista Grandes Escolhas percorreram Portugal de lés-a-lés, no âmbito de um roteiro vínico que se estendeu pelas ilhas atlânticas. O itinerário reuniu um conjunto diversificado de vinhas, adegas, centros de enoturismo, restaurantes, lojas de vinho, wine bars, para recolher informações, descobrir os projectos e conhecer de perto as pessoas que os concretizam. A este vasto leque de pesquisa e redescoberta está associada a prova de mais de 4000 referências vínicas, feito que permitiu estabelecer O Melhor de Portugal e, posteriormente, numa escolha mais selectiva o Top 30 Grandes Escolhas

TROFÉUS GRANDES ESCOLHAS
SENHOR DO VINHO | Paul Symington
DAVID LOPES RAMOS | Licínia Ferreira e Paulo Rodrigues (Restaurante Rei dos Leitões)
SINGULARIDADE | António Maçanita
ENÓLOGO |  Celso Pereira e Jorge Alves
ENÓLOGO VINHOS GENEROSOS | António Agrellos
VITICULTURA | Quinta do Crasto
PRODUTOR REVELAÇÃO | MQ Vinhos (Quinta do Mato)
PRODUTOR | Monte da Ravasqueira
COOPERATIVA | Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico (Açores)
ORGANIZAÇÃO | Associação de produtores ‘Baga Friends’
ENOTURISMO | Casas do Côro (Marialva)
GARRAFEIRA | Garrafeira 5 Estrelas (Aveiro)
LOJA GOURMET | Club del Gourmet do El Corte Inglès de Lisboa
WINE BAR | Casa da Viúva (Penafiel)
RESTAURANTE | Feitoria (Altis Belém Hotel & Spa, em Lisboa)
RESTAURANTE COZINHA TRADICIONAL | Restaurante Taberna Ó Balcão (Santarém)
RESTAURANTE COZINHA DO MUNDO | Restaurante The Old House (Lisboa)
SOMMELIER | Ivo Peralta (Epur)

O Top 30 Grandes Escolhas, outro dos momentos mais aguardados desta noite de gala, reúne os melhores entre os melhores em cada região e categoria. Nesta lista estão um espumante de Trás-os-Montes, três referências vínicas da Região Demarcada dos Vinhos Verdes, dois dos quais da sub-região de Monção e Melgaço. Há, ainda, seis vinhos do Douro – cinco tintos e um branco –; quatro tintos do Dão; dois tintos e um branco da Bairrada; um do Tejo; um da Península de Setúbal; quatro tintos e um branco do Alentejo. Nos generosos constam quatro vinhos do Porto, da categoria Vintage, um vinho Moscatel e um vinho Madeira. 

TOP 30 GRANDES ESCOLHAS
Vértice Reg. Duriense Espumante Chardonnay branco 2010 (Caves Transmontanas)
Expressões Vinho Verde Monção e Melgaço branco 2016 (Anselmo Mendes Vinhos)
Soalheiro Primeiras Vinhas Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2017 (Vinusoalleirus)
Quinta de San Joanne Vinho Verde Superior branco 2015 (Casa de Cello)
Chryseia Douro tinto 2016 (Prats & Symington)
Mirabilis Douro Grande Reserva tinto 2015 (Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo)
Pintas Douro tinto 2016 (Wine & Soul)
Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa Douro tinto 2015 (Quinta do Crasto)
Quinta do Vale Meão Douro tinto 2016 (F. Olazabal & Filhos)
Vale D. Maria Vinha de Martim Douro branco 2017 (Quinta Vale D. Maria Vinhos)
Quinta dos Roques Dão Reserva tinto 2015 (Quinta dos Roques)
Ribeiro Santo E.T. Dão tinto 2013 (Magnum Carlos Lucas Vinhos)
Teixuga Dão tinto 2014 (Caminhos Cruzados)
Varanda da Serra Dão tinto 2013 (Ares do Dão)
Kompassus Private Collection Bairrada tinto 2013 (Kompassus Vinhos)
Luís Pato Vinha Barrosa Bairrada tinto 2015 (Luís Pato)
Quinta das Bágeiras Pai Abel Bairrada branco 2016 (Mário Sérgio Alves Nuno)
Falcoaria Do Tejo Grande Reserva tinto 2015 (Quinta do Casal Branco)
António Saramago Reg. Península de Setúbal Superior tinto 2013 (António Saramago Vinhos)
Dona Maria Alentejo Grande Reserva tinto 2013 (Júlio Bastos)
Esporão Private Selection Alentejo Garrafeira tinto 2013 (Esporão)
Herdade do Rocim Clay Aged Alentejo tinto 2016 (Rocim)
Incógnito Reg. Alentejano tinto 2014 (Cortes de Cima)
Procura Reg. Alentejano branco 2016 (Susana Esteban)
Dow’s Porto Vintage 2016 (Symington Family Estates Vinhos)
Graham’s The Stone Terraces Porto Vintage 2016 (Symington Family Estates Vinhos)
Quinta do Noval Nacional Porto Vintage 2016 (Quinta do Noval Vinhos)
Taylor’s Porto Vintage 2016 (Taylor Fladgate & Yeatman)
Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 20 anos 1997 (Bacalhôa Vinhos de Portugal)
Cossart Gordon Madeira Bual 1989 (Madeira Wine Company)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Soalheiro Granit 2017 Branco

SOALHEIRO GRANIT 2017 BRANCO | VINHO VERDE | 13% | PVP  11€
ALVARINHO
VINUSOALLEIRUS, LDA
17

Selecção mineral. Vinhas situadas acima dos 200 metros de altitude e plantadas em solos de origem granítica, a casta Alvarinho, o terroir de Monção e Melgaço, frescura, salinidade, pedra lascada, água corrente. Um selecção natural.
Cor amarelo citrino com nuances de leves esverdeados, aspecto jovem e límpido. Elegante no plano aromático, alguma contenção, fruta limpa, bem definida, com tropicais bem medidos e alguma fruta de caroço e citrinos em redor, com o traço mineral de tez em riste.
Seco de boca, com uma acidez bem marcada, firme, alguma rusticidade, com perfil sumarento e com o lado mineral a continuar bem presente terminando longo.
O marisco vai tão bem com ele.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Roquevale Branco de Curtimenta 2015 Branco

ROQUEVALE BRANCO DE CURTIMENTA 2015 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP  6,50€
FERNÃO PIRES, ROUPEIRO, ARINTO
ROQUEVALE, SA
16,5

Extrair das uvas tudo aquilo que a sua película tem de melhor. Mais cor e mais tanino. Um branco feito como se fosse um tinto.
Este branco de curtimenta chega do Alentejo e convence. Mostra uma acidez e frescura que o potencia para surgir à mesa em diversas situações, muito versátil e com um preço que nos impele a comprar.
Cor amarelo definido, nuances alaranjadas, aspecto limpo. Aromas com algum terroso, em modo rústico, com uma fruta de caroço madura, maça reineta e marmelo acabado de cortar, alguma tisana e um toque oxidativo muito próprio. Não incomoda nada.
Boca com corpo, textura e volume. Embora ainda se lhe reconheça uma certa rudesa, depressa nos transmite alguma sensação de macieza e algum polimento. Termina longo, com uma bela acidez e frescura.
Será interessante dar-lhe mais um ou outro ano de sossego.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Vinho A Copo | Uma Oportunidade Perdida?

De regresso ao tema do Vinho a Copo. Parece ser uma solução de grande sucesso em muito países, mas cá pelo Burgo parece-me ser, cada vez mais, uma grande oportunidade perdida. Ainda não percebi se é porque tomamos o consumidor por parvo ou se, de visão turva pelo ambicionado brilho do pote de ouro a todo o custo, se avança, sem a olhar a meios, para aproveitar enquanto os "parvos" não acordam de triste estado de letargia.
Este fim de semana deparei-me com mais uma aberração neste campo. Chamou-me à atenção o facto de haver na carta de vinhos de um espaço comercial onde estive uma série de vinhos a copo. Um primeiro pensamento assaltou-me de rompante -"Espectáculo! Tanto vinho a copo.", para logo de seguida meter a mão no bolso e pensar se não iria ser assaltado de outra forma pois, com os preços praticados, também eu abro um espaço destes e tenho todos os vinhos que quiser servidos a copo.
O vinho a copo mais barato era a 3,50€ (15cl). Branco ou Tinto. A mesma marca. Uma daquelas que vemos sempre nas prateleiras dos supers e hipers na prateleira encostada ao chão. Um vinho cuja garrafa de 75cl se vende no supermercado a cerca de 400 metros de distância a 2,25€. Venda ao público. De certeza que para o estabelecimento comercial deverá ser mais barato. Isto quer dizer que se beber uma garrafa a copo pagarei 17,5€ por uma garrafa que me pode custar 2,25€. Chupa factor x3 no preço de venda ao público na restauração!
Mas a verdade é que os 3,50€ não pagam só o vinho. Não. Pagam também o equipamento que permite com que a garrafa aguente algum tempo depois da garrafa aberta com a mesma qualidade e que aqui não existe pois é fechada com a rolha; mas também paga o copo adequado em que é servido, que aqui escapa (só isso); e o serviço do especialista em vinhos da casa e a sua formação para lhe dar o máximo e que neste caso não consegue abrir garrafa à primeira, quase que parte a rolha e não rebentou uma veia na tempora com a força que fez porque não calhou, mas que no fim exclama bem alto e de sorriso triunfante "Deu luta, mas já está!".
Curioso e admirado fiquei quando a pessoa servida diz para a sua companhia "Tás a ver. Um copo de vinho só 3,50€. Aqui é baratissímo!".
Eles vão acordar.... Bebi uma cerveja artesanal alentejana de 33cl por 3€.

Fotografia: DR

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails