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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Senses Viognier 2024 Branco

SENSES VIOGNIER 2024 BRANCO | ALENTEJO (ESP) | 12,5% | PVP 8,99€
VIOGNIER
ADEGA COOPERATIVA DE BORBA, CRL
16,5

Pensar em vinhos brancos do Alentejo é pensar que, habitualmente, as castas tradicionais irão roubar as atenções. Mas não é bem assim. Este viognier é mais uma prova de que as castas internacionais não só se adaptam ao terroir alentejano, como conseguem criar vinhos de grande qualidade.
Estamos perante (mais) uma aposta irreverente da Adega de Borba que entrega complexidade e volume de boca generosa, ao mesmo tempo que oferece elegância e frescura, juntando-lhe versatilidade no momento de o levar à mesa. Aqui prefiro os peixes mais gordos na grelha ou no forno. O bacalhau, a corvina e o salmão na brasa vêm mesmo a calhar.
Cor amarelo intenso, definido, tonalidade palha, aberto, luminoso, límpido e jovem. No nariz, o primeiro contacto é um pouco mais tímido e delicado, com a fruta de caroço madura a mostrar-se, após alguns segundos, bem casada com notas florais bem medidas e um perfil aromático fresco em fundo muito particular, ervas aromáticas frescas. Na prova de boca reconhecemos de imediato a fruta, alperce e o pêssego bem marcados e evidentes, textura macia, com acidez vibrante, bem saliente e com boa tensão, fazendo-nos salivar, pensar em comida, muito equilibrado e com final de boca longo e persistente. 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Antão Vaz da Malhadinha 2024 Branco

ANTÃO VAZ DA MALHADINHA  2024 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  17€
ANTÃO VAZ
HERDADE DA MALHADINHA NOVA, SA 
17,5

A casta Antão Vaz é a casta branca rainha da região do Alentejo, sendo a mais cultivada e valorizada em zonas de terroir mais quente como a Vidigueira, Reguengos e Évora, amplamente reconhecida pela sua extrema resiliência ao calor e pela consistência das suas produções. Embora brilhe frequentemente a solo como monocasta, como este caso do Antão Vaz da Malhadinha, é historicamente remetida para blends com outras castas tradicionais alentejanas.
A curiosidade surge quando a plantamos no terroir singular da Herdade da Malhadinha Nova, em Albernoa (Baixo Alentejo), e o resultado transcende o perfil tradicional e dá origem a um vinho de uma frescura e elegância surpreendentes. O Segredo está no Solo de Xisto e no Clima.
Na Malhadinha as videiras estão plantadas em suaves encostas de solo puramente xistoso e isto obriga as suas raízes a procurar água em profundidade, o que se traduz numa mineralidade limpa e numa tensão excecional na boca. Para além disso, estamos perante uma amplitude térmica diária significativa durante a maturação o que ajuda no desenvolvimento natural das notas da fruta e ajuda a evitar perca da acidez mais vibrante.
Na mesa é um regalo quando acompanhado por pratos de peixe grelhado, marisco, saladas ricas ou de pratos de cozinha asiática.
No rótulo, a planta ornamental vulgarmente chamada Canabrás ou Canabraz, que se destaca pelas suas impressionantes umbelas florais numa tonalidade rosa-escuro ou rosa-velho, assemelhando-se a uma "nuvem" arejada sobre o jardim e daí o seu nome em inglês de Pink Cloud.
Cor amarelo citrino, brilhante e com reflexos esverdeados, aspecto límpido e denunciador da sua juventude. No nariz encontramos um perfil aromático limpo, fresco e preciso, destacando, numa primeira camada, as notas evidentes de fruta de polpa branca e de caroço, como o pêssego maduro, casada com nuances cítricas de tangerina e subtis apontamentos vegetais e, mais tarde, também discretos laivos tropicais e toda a sua carga mineral, muito elegante e presente sem ofuscar nem componente. Boca firme e com equilíbrio perfeito entre um registo mais opulento e a sua frescura vibrante, revelando corpo médio, textura ligeiramente untuosa, mas que nunca se torna pesada, graças a uma acidez marcante que conduz toda prova, deixando brilhar a fruta, o vinco mineral fresco e a sensação salivante que leva até ao final de boca longo e persistente.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Xisto Ilimitado 2021 Tinto

XISTO ILIMITADO 2021 TINTO | DOURO | 12,5% | PVP  14 €
FIELD BLEND (TOURIGA FRANCA, MALVASIA PRETA, ALICANTE BOUSCHET, TINTA RORIZ, TINTA BARROCA, TINTA AMARELA, OUTRAS)
LUIS SEABRA VINHOS, LDA
17,5

A magia e tradição do Field Blend do Douro onde, ao contrário da maioria dos vinhos actuais, nos quais, cada casta é plantada, colhida e vinificada separadamente antes do lote final, a "mistura" nasce diretamente na terra, na vinha e continua junta até chegar ao nosso copo.
Solo argilo limoso, com xisto amarelo e xisto azul e vinhas a uma altitude de cerca de 600 metros. Explica muito do que nos oferece este vinho, que se destaca por romper com o perfil tradicional e mais pesado da região focando-se na frescura, pureza da fruta e mineralidade. Afasta-se do uso da madeira nova e extrações exageradas, mostra a identidade da terra e celebra um Douro com uma frescura imensa, baixo álcool e de enorme aptidão para a mesa.
Perfeito para receituário com carne vermelha grelhada e assada no forno, pratos do dia a dia como almôndegas, pizza e hamburgers, assim como uma tábua de enchidos e fumados bem diversificados.
Cor vermelho tonalidade granada de média concentração, aspecto límpido, brilhante e jovem. Aromaticamente uma verdadeira lufada de ar fresco, revelando notas de fruta vermelha madura fresca, amora, cereja e romã, envolvida por toques florais de violeta, seguido uma segunda camada de abraço mineral, pedra lascada e chão molhado pelas primeiras chuvas no verão. Na boca, surpreende pela leveza e energia, corpo de médio volume, muito equilibrado, com uma acidez viva e integrada, tanino fino, fruta sumarenta muito bonita e fresca, alguma especiaria em final de boca, terminando longo e persistente e prazeroso. 

terça-feira, 9 de junho de 2026

Catena Alta 2022 Branco

CATENA ALTA 2022 BRANCO | MENDOZA (ARG) | 13% | PVP  29€
CHARDONNAY
BODEGA Y VIÑEDOS CATENA
17,5

Voltamos a um dos brancos mais emblemáticos da Argentina, produzido pela histórica ⁠Bodega Catena Zapata na prestigiada região de Mendoza, no Vale de Uco. Curiosamente, também havia provado a colheita de 2019, aproximadamente com o mesmo tempo de garrafa após o lançamento que este 2022 e encontrei algumas nuances de prova que me fizeram pensar no impacto do terroir e do ano em cada colheita e expressão desse ano no vinho. Encontro neste 2022 um vinho mais elétrico, enérgico, tenso e profundamente mineral, que pisca o olho ao estilo austero dos grandes brancos da Borgonha, mais maça verde e lima no nariz, mais vertical e linear na prova de boca. Aproxima-se cada vez mais do objectivo assumido e também muito mais gastronómico e versátil à mesa do que o 2019. 
Cor amarelo citrino aberto, tonalidade esverdeada com reflexos palha, aspecto límpido e jovem. No nariz oferece um abraço à pureza e a precisão da altitude com notas de fruta fresca, dominando a maça verde, a lima, a raspa de limão, leve tropical, abacaxi, flor branca e vinco mineral bem evidente surgindo as notas da passagem por barrica muito bem integradas com subtis notas de avela e baunilha. Na boca temos o transporte de toda esta energia e vivacidade, marcando o início com uma acidez cítrica cortante e vibrante que nos faz salivar de imediato, equilibrada por uma textura mineral muito distinta que faz pensar em pó de giz ou de calcário lascado, conferindo uma sensação quase crocante e tátil na sua textura. Corpo médio a ligeiramente encorpado, aportando uma cremosidade bem medida e muito elegante que suporta o regresso da maçã verde, das raspas de limão e de discretas notas de frutos secos. O final de boca é incrivelmente persistente, limpo e salino.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

AdegaMãe - Novo patamar enológico marcado pela ambição e reforço da identidade Atlântica


A AdegaMãe celebrou recentemente 15 anos de dedicação à expressão atlântica do vinho com o lançamento daquele que é um dos projetos mais ambiciosos da sua história: o AdegaMãe Branco Especial, um vinho singular, sem ano de colheita, que resulta da combinação das barricas mais expcecionais das vindimas de 2017, 2019, 2020 e 2021. Uma criação que representa a maturidade técnica e a sensibilidade enológica acumuladas ao longo de década e meia.

O momento de celebração e o lançamento deste vinho verdadeiramente único e especial, que marca a história do produtor e representa um novo patamar enológico pleno de ambição e carácter, foram motivos suficientes para ir conhecer esta novidade directamente ao seu berço e guiados pela mão do enólogo que lhe deu vida: Diogo Lopes.
O tempo é o grande protagonista deste projecto - refere Diogo Lopes -, a pedra basilar na qual todos os restantes pontos assentam. A existência de colheitas únicas e de qualidade superior ao longo dos anos, e o conhecimento acumulado de castas, de terroir, do comportamento de cada peça, a paciência, no fundo, a consolidação de toda uma aprendizagem que só pode chegar a este resultado quando o respeito pelo Tempo é preocupação maior.

Sem data de colheita, resultado da combinação das barricas mais expcecionais das vindimas de 2017, 2019, 2020 e 202, que se destacaram pela sua profundidade e carácter, algumas com estágio prolongado de até cinco anos, chega até nós um branco de perfil evolutivo e complexo, ao mesmo tempo que oferece elegância e mar, marcado por notas de frutos secos, amêndoas e madeira muito subtil e integrada, cheio de camadas que se vão conhecendo à mesmo que o vamos bebendo, sem pressas, com Tempo, oferecendo também felicidade quando à mesa, com peixes gordos, assado no forno, bacalhau confitado ou bacalhau à bras deixando ainda que chegue à presença de quaijos de pasta mole, média intensidade como um DOP Serra da Estrela.

ADEGAMÃE BRANCO ESPECIAL | LISBOA | 12,5% | PVP 95€
BLEND CASTAS BRANCAS
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
19
Cor amarelo de intensa tonalidade dourada, luminoso, brilhante e límpido, cativando desde o primeiro momento. Plano aromático rico e complexo, com evidente perfil evolutivo, mas surpreendendo pela forma elegante e com notável finesse com que o oferece, mostrando em destaque o fruto seco, notas de amêndoa, barrica muito subtil e completamente integrada, assomando, de forma muito envergonhada e tímida a nota de fruta passa, frisando a todo o comprimento, em fundo, o seu lado marítimo e salgado. Boca volumosa e aportando complexidade à prova, registo untuoso e texturado em harmonia com a  sua faceta atlântica, salina, dono de acidez bem colocada, dando-lhe vida e energia, muito preciso e com término de boca longevo, de grande comprimento e elegância. 
 
ADEGAMÃE TERROIR 2018 BRANCO | LISBOA | 12% | PVP 55€
VIOSINHO, ARINTO
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
18,5
Um clássico de topo do produtor pelo qual confesso natural admiração desde a primeira colheita. Complexo, sofisticado e expressão fidedigna do Terroir Atlântico, oferece um vinho branco de inverno portentoso, com volume, com a barrica integrada, com a marca do tempo sabiamente colocada, com frescura, elegância e uma presença à mesa gigante. Brilhará com um generoso robalo ou pargo assados no forno ou com o bacalhau à lagareiro.
Cor amarelo citrino, tonalidade dourada, brilhante, aspecto límpido e atraente.  Revela enorme complexidade e elegância no plano aromático, oferecendo, numa fase inicial, notas de fruta branca madura, como pera e maçã reineta, seguida de fruto citrino maduro, casca de laranja, para logo depois, nos brindar com uma camada de forte identidade atlântica, com a  componente mineral, iodados, cabeça de fósforo e salinos, quase a lembrar a brisa do mar e com o estágio em madeira de carvalho francês perfeitamente integrado e discreto, manifestando-se em subtis toques de panificação, especiarias doces, leve fruto seco e uma nota fumada muito subtil e fina que se vai mostrando à medida que o vinho respira no copo.  Na boca surpreende pelo contraste entre a textura mais opulenta e untuosa, de grande volume e um perfil incrivelmente tenso, atravessado por uma acidez vibrante, firme e cortante, revelando estrutura, com belo casamento entre as notas minerais e salinas, com a cremosidade do estágio em barrica, fruta mais contida e complexo, culminando num longo final mais seco e de elegância admirável.
 
ADEGAMÃE GOUVEIO 2024 BRANCO | LISBOA | 13% | PVP 10,45€
GOUVEIO
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
17,5
Um gouveio com assinatura de mar, numa visão muito própria da casta neste terroir, de perfil gastronómico, volume de boca generoso e acidez salina vincada, para casamento feliz com pratos com alguma complexidade e gordura como uma caldeirada de peixe, choco frito com maionese de alho e coentros ou umas  línguas de bacalhau à Bulhão Pato.
Cor amarelo citrino, com reflexos esverdeados luminosos, aspecto límpido e jovem. Nariz muito expressivo, ao mesmo tempo elegante e fino, oferecendo notas de fruta de pomar madura, alguma fruta em calda, cera de abelha e mel, num registo meticuloso, sem pontas excessivas, harmonioso. Boca de médio volume, textura macia, cremosa e envolvente, assente num registo de tensão e acidez vibrante, algo salgada, feito de textura e camadas, trazendo a assinatura do Atlântico, com secura e mineralidade e longo final de boca.

O início e o fim da visita provaram que as primeiras e as últimas impressões têm sempre um lugar especial na memória. Logo à chegada, ainda com o olhar a perder-se pelas vinhas lá fora, houve tempo para despertar os sentidos com o AdegaMãe Espumante Rosé. E que belíssima surpresa! Um espumante com enorme frescura e finesse, cheio de garra e com uma bolha finíssima que abriu o apetite para as novidades que vinham de seguida. No final, para fechar com chave de ouro, a despedida fez-se com o exclusivo AdegaMãe Late Harvest 2021, um verdadeiro colheita tardia e ponto final perfeito para uma experiência que deixa saudades.
 
ADEGAMÃE ESPUMANTE EXTRA BRUTO 2018 ROSÉ | LISBOA | 11,5% | PVP 19,95€
PINOT NOIR
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
17
Elaborado inteiramente com a casta Pinot Noir este espumante acaba por ser uma bela surpresa e corresponder de imediato não só ao momento de arranque como depois no continuar das primeiras entradas que chegam à mesa. 
Visualmente de cor acobreada, com reflexos salmonado e dourados, bolha muito fina e persistente, aspecto límpido e cativante. No nariz revela grande frescura aromática, com notas intensas de fruta de pomar de polpa branca, maça e pera, subtil presença de frutos vermelhos, cereja e framboesa, leve apontamento a fruto seco, ligeiro tostado, aromas de padaria, brioche, bolacha de manteiga fugindo do registo de pura fruta. Ataque de boca seco, com espuma leve e cremosa, mostrando um perfil bem sequinho, apesar da sua cremosidade e maior largura de boca, terminando longo e persistente.
 
ADEGAMÃE LATE HARVEST 2021 BRANCO | LISBOA | 11,5% | PVP 40€
PETIT MANSENG, SEMILLON
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
18
O primeiro vinho doce não fortificado do produtor agradece a influência do clima atlântico, com os seus ventos marítimos e a elevada humidade matinal da região que permitiram o desenvolvimento natural do fungo Botrytis Cinerea, a famosa podridão nobre, nas uvas, desidratando os bagos e concentrando os açúcares e a acidez de forma única. 
Estamos perante um colheita tardia sério, verdadeiramente de uvas botritizadas, de elevada qualidade e com o toque salino próprio deste terroir. Há quem o sugira de imediato como companhia certeira para sobremesas à base de ovos ou frutos secos, mas um do prazer maior que tenho com estes vinhos é fazer a harmonização por contraste com queijos intensos como os azuis ou os de ovelha. Sem dúvida, um guilty pleasure.
Cor amarelo dourado intenso, aspeto límpido, brilhante e hipnotizante. Aromaticamente não engana, encontramos as notas de fruta que sofreram o processo de botritização e que nos causam de imediato um sorriso rasgado, como são as de casca de laranja cristalizada, alperce passa, figo seco, mel e subtil fumado,  com tempero salgado em fundo. Na prova de boca apresenta-se de volume médio, menos gordo e opulento do que esperava, mais equilibrado e prazeroso, com acidez vibrante, com o citrino e o mar a fazerem-se notar, fresco, elegante e com longo final de boca. 

terça-feira, 2 de junho de 2026

Cabo da Roca Arinto Reserva 2024 Branco

CABO DA ROCA ARINTO RESERVA 2024 BRANCO | LISBOA | 12% | PVP  10,49€
ARINTO
CASCA WINES PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE VINHOS, SA
16,5

No prato, a lula grelhada e o prato de percebes cozidos despertam a nossa urgência por algo fresco, num correcto balanceamento entre mar e serra, ansiamos por sal, por acidez vibrante e fruta citrina no nosso copo. A escolha, dentro das possíveis, torna-se clara. Um vinho com Cabo da Roca no nome, 100% Arinto e da região de Lisboa soa como a resposta às nossas preces.
O Cabo da Roca aparece, todavia, um pouco calado no início de conversa, um pouco plano para as ondas que lhe pedimos e a faltar ali o rasgo de sal e vivacidade necessária. Decidimos aguardar e baixar um pouco mais a sua temperatura, foi dado tempo e, aos poucos, começa a aparecer outro vinho no copo, de ataque cítrico mais vincado, com a componente salina ainda tímida, mas a espreitar e um registo de maior crocância e tensão.  Juntou-se com perícia ao mar que tínhamos no prato e ofereceu harmonização segura. 
Cor amarelo citrino brilhante, média intensidade, reflexos esverdeados, aspecto límpido e jovem. No plano aromático, revela-se, com tempo de abertura, um vinho sério e focado, no qual sobressaem as notas de limão fresco, de maçã verde, pincelada floral, componente mineral e fino recorte especiado, muito subtil e discreto. Na boca oferece mais presença atlântica do que no nariz, mais salgado, mostrando uma acidez crocante, vivaz e com bom comprimento que confere uma energia mineral e precisão ao conjunto, revelando a fruta cítrica fresca combinada com a textura elegante e envolvente, terminando longo e persistente.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Dalva White Reserve Pure

DALVA WHITE RESERVE PURE  | PORTO | 19% | PVP  20€
CASTAS BRANCAS DOURO
GRANVINHOS 
17

No mesmo sentido e aposta dos seus pares tawny e ruby já lançados anteriormente, a gama reserve pure, que celebra a sustentabilidade ambiental, desde a produção das uvas que lhe dão origem, ao processo de vinificação, surge também agora no white.
Elaborado com uvas de castas tradicionais brancas da Região Demarcada do Douro, provenientes de uma vinha em modo de produção biológica, localizada a uma altitude média de 600m, no vale do Rio Pinhão, revela ser um Porto branco com maior complexidade e estrutura, ao mesmo tempo elegante e fresco, no qual a passagem por cascos de carvalho confere ao lote uma textura aveludada e opulenta, aromas finos de frutos secos e especiaria exótica.
Perfeito para um fim de tarde apenas acompanhado por boa conversa e amigos ou, à mesa, com sobremesas à base de frutos secos ou de doces de ovos. Surpreende ainda se lhe baixarmos um pouco a temperatura e o servirmos com uma entrada à base de foie gras.
Cor amarelo-dourado, luminoso, de aspecto límpido e atraente. No nariz revela aroma intenso, embora elegante, no qual predominam as notas de fruta cítrica, casca de laranja e tangerina madura, subtil envolvência de sugestão de mel, especiarias e frutos secos como a amêndoa, avelã e a noz. Na boca apresenta-se de textura macia, aveludada e envolvente, bem ladeada por acidez vivaz, vibrante e com prolongamento, originando um ponto de encontro perfeito com a sua doçura natural, voltando em subtileza ao fruto seco ligeiramente torrado, conduzindo a um final de boca longo e persistente.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Paço de Teixeiró Loureiro 2024 Branco

PAÇO DE TEIXEIRÓ LOUREIRO 2024 BRANCO | VINHOS VERDES | 12,5% | PVP  12€
LOUREIRO
QUINTA DO CÔTTO VINHOS UNIP, LDA
17

A singularidade de um vinho branco produzido na sub-região de Baião, apostado em desafiar a tradição local ao apostar na casta Loureiro em solos graníticos e de xisto nos quais o tradicional é a Avesso. Uma verdadeira arma de combate aos dias mais quentes com a sua frescura cítrica, leveza e acidez vibrante de boca que o torna escolha perfeita para harmonizar com mariscos, peixes grelhados e... esta onda de calor. 
Cor amarelo citrino, aberto, nuances esverdeadas, límpido e jovem. Perfil aromático intenso, fruto citrino, limão, bergamota, traço vegetal e herbáceo,  ervas aromáticas secas, folhas maceradas, carga mineral vincada, pedra molhada, salino. Boca de médio volume, textura cremosa, agulha muito discreta, macia, acidez firme, prolongamento, fruta acidula, limonado, toranja e ameixa amarela, leve herbáceo,  equilibrado e com longo final de boca.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

São Luiz Winemaker's Collection Grande Reserva 2021 Branco

SÃO LUIZ WINEMAKER'S COLLECTION GRANDE RESERVA 2021 BRANCO | DOURO | 13,5% | PVP  30€
FOLGAZÃO, RABIGATO
SOGEVINUS FINE WINES, SA
18

O blend Folgazão-Rabigato, as castas brancas selecionadas pelo enólogo Ricardo Macedo desde o início desta gama para este vinho, continuam a brilhar num branco que revela, a cada colheita, pequenas notas de afinação no perfil que lhe permitem o estatuto de grande vinho do Douro. Encontro-o mais fino, mais elegante, muito preciso em cada pormenor e com envolvência generosa sem abdicar da sua frescura. 
À mesa mostra todo o seu potencial de ligação e versatilidade de registo. O arroz de tamboril e camarão, caldoso e rico, serviu de maridagem perfeita, embora também já a tivesse feito com entradas tradicionais como salada de grão com bacalhau, croquete de alheira, pão recheado com queijo e bacon, presunto e ovos mexidos.
Cor amarelo citrino, tonalidade palha com reflexos esverdeados, aspecto límpido, brilhante e jovem. No nariz oferece, com elegância e delicadeza, fruta fresca madura de polpa amarela madura, pêssego, alperce, fruto de pomar e notas de fruta citrina como tempero, pincelada floral e presença de notas da sua passagem por barrica muito bem integradas com leve nota de fumo e pitada de pimenta branca. Boca com volume e textura cremosa bem amparada pela sua acidez vibrante, com prolongamento e boa secura, fruta bonita e sumarenta, largura de boca, registo harmonioso e prazeroso, com longo final de boca, nunca perdendo o sentido de finesse, a marca do primeiro contacto.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Dalva Metamorfose 2021 Rosé

DALVA METAMORFOSE 2021 ROSÉ  | DOURO | 11,5% | PVP  35€
TINTA RORIZ
GRANVINHOS 
18

Se há rosés que desafiam as convenções do que um rosé deve ser este Dalva é um claro exemplo dessa audácia de ser diferente. Num mercado habitualmente dominado por rosés feitos para o imediato, jovens e de consumo fugaz, este apresenta-se como uma obra de paciência, de triunfo da paciência e do tempo num monocasta tinta roriz que estagiou três anos e meio em barrica usada de carvalho francês. O resultado, como o nome indica, é uma metamorfose sublime. Diferente e belo. Confesso que o registo mais complexo, mas com uma finesse incrível me cativou desde o início e me fez olhar para ele como um vinho que deve ser levado para a mesa, onde brilha à medida que lhe juntamos comida, peixe grelhado gordo, atum, salmão e corvina ou carnes brancas assadas no forno, frango grelhado, legumes na grelha.
Cor salmão acobreado muito luminoso e aberto, tonalidade casca de cebola, brilhante, aspecto límpido e jovem. Aromaticamente delicado e fresco, com identidade própria, oferecendo a fruta vermelha, morango, framboesa e mirtilo, num patamar de delicadeza enorme, algum cítrico, com perfumado subtil, discretas notas mais vegetais e terrosas, ligeira percepção de evolução, fino e desafiante.  Presença de boca com volume e textura cremosa envolvida num registo de secura bem marcada,  acidez mordaz, a secar o palato, notas de toranja e tangerina e nêspera, preciso, coeso, cativante e guloso, esquecemos que estamos a beber um rosé e pensamos em taninos, termina com longo final de boca.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Proibido Déjà Vu 2022 Tinto

PROIBIDO DÉJÀ VU 2022 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP  19,95€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, ALVARELHÃO, TINTA DA BARCA
MÁRCIO LOPES UNIPESSOAL, LDA
18

As uvas para este Déjà Vu, nome que evoca a sensação de "já ter visto ou vivido aquilo",  aponta ao uso de métodos de vinificação antigos, como a pisa a pé em lagares tradicionais e a fermentação espontânea como também ao passado dos vinhos durienses que tinham menos álcool e mais acidez natural, provêm de vinhas localizadas em Foz Côa e Vale Mendiz. 
O vinho procura recriar essa frescura de outros tempos, adaptando-a ao gosto do consumidor moderno com um registo sofisticado e actual, que sabe e cheira a Douro,  resultando num perfil jovem, vibrante, elegante e com excelente equilíbrio entre estrutura e frescura e pronto a fazer-nos companhia à mesa.
Cor vermelho rubi brilhante, de média concentração,  sem a densidade de elevada extração, aspecto límpido e jovem. Plano aromático com destaque para a sua enorme frescura e intensidade,, muito limpo e muito focado na pureza da fruta, fresca e bonita, fruta vermelha silvestres, framboesa,  groselha e cereja, subtis nuances florais a seu lado, discreta e elegante presença especiada, integração completa, toque de fumo, aportando riqueza, apontamento herbáceo fresco e vincada componente mineral conferindo-lhe uma certa rusticidade, mas sem sobreposição ao conjunto. Sensação olfativa quase rústica, mas polido no conjunto. Na boca, afasta-se do perfil mais pesado e opulento que muitas vezes caracteriza o vinho do Douro, aparecendo dono de enorme frescura, elegante, acidez vibrante e secura no ponto, textura macia envolvente, dando mais uma vez protagonismo à fruta, sumarenta e saborosa, tanino polido, fino, conjunto prazeroso, com final de boca longo e persistente.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Quetzal 2025 Branco

QUETZAL 2025 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP  9,95€
ANTÃO VAZ, ARINTO
QUINTA DO QUETZAL SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
16

O tempo mais quente pede vinho branco num registo elegante, fresco e versátil à mesa, mais despreocupado, mas sério, com prioridade e clareza da fruta e de acidez mais vincada e prolongada. Aqui encontramos este perfil, muito dado à presença na mesa e ideal para acompanhar marisco, peixe grelhado, ceviche e cozinha asiática. 
Cor amarelo citrino intenso, tonalidade esverdeada, brilhante e luminoso, aspecto límpido e jovem. No nariz notas de fruta de polpa amarela madura e fruto citrino fresco, pincelada floral, nota mineral em fundo mais proeminente. Surge com leveza e frescura na boca, macia, acidez acidula e vibrante, bom prolongamento e secura, fruta sumarenta, muito pronto e descontraído, harmonioso e com final de boca longo.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Barros Porto Vintage 2011

BARROS PORTO VINTAGE 2011 | PORTO | 20% | PVP  44€
CASTAS TRADICIONAIS DOURO
SOGEVINUS FINE WINES, SA
18

Um Porto Vintage de um ano considerado como clássico no Douro que se encontra, passados cerca de 15 anos, num momento de transição da sua juventude vivaz e vibrante para uma maturidade elegante, tendo perdido aquele ímpeto e adstringência mais agressiva dos primeiros anos e ganho uma harmonia mais sedutora. 
Mostra-se em boa forma e ainda com alguns bons anos pela frente apesar do actual estado de prontidão, assegurando boa companhia a sobremesas de chocolate, como uma mousse de chocolate negro com flor de sal ou a queijos intensos, como o nosso Serra da Estrela DOP ou a um sempre apetecível Stilton.
Cor vermelho de tonalidade granada, média concentração, já na fase de perca de maior concentração e opacidade própria de um vintage, aspecto límpido, embora com o aproximar do final da garrafa, e sem decantação prévia, apareça uma natural e expectável borra. No nariz apresenta-se complexo e limpo, com notas de fruta preta primária ainda bem presente, embora se encontre também notas mais maduras de ameixas em passa e geleia de fruto silvestre, componente de especiaria exótica, chocolate, bolo de chocolate, subtil fumado, com balsâmico em fundo mais fresco e intenso. Boca com estrutura e volume, com alguma densidade, textura macia, aveludada, acidez equilibrada, com justo prolongamento e a dar equilíbrio à sua doçura, encontrando tanino polido, redondo e um conjunto muito harmonioso e com longo final de boca.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Herdade Aldeia de Cima Alvarinho 2024 Branco

HERDADE ALDEIA DE CIMA ALVARINHO 2024 BRANCO | ALENTEJO | 11,5% | PVP  17,50€
ALVARINHO
HERDADE ALDEIA DE CIMA DO MENDRO, LDA
17

O berço nobre da casta Alvarinho em Portugal situa-se na região dos Vinhos Verdes, sub-região de Monção e Melgaço, no entanto, a casta tem também mostrado uma capacidade de adaptação incrivelmente a outras regiões vitivinícolas do País, originando vinhos com perfis diferentes dos primeiros, devido à natureza diferente de terroirs, mas também de elevada qualidade.
O primeiro monovarietal produzido na Herdade Aldeia de Cima do Mendro traz consigo a ousadia de criar um branco 100% Alvarinho no Alentejo, mas também a certeza que o terroir da Serra do Mendro se fará exprimir em mais um vinho que confirma a vocação da Vidigueira para vinhos brancos excecionais.
Cor amarelo citrino intenso, leve tonalidade esverdeada, luminoso e de aspecto límpido e jovem. O plano aromático é marcado por grande subtileza e elegância, focando-se em notas limpas e diretas, predominando as notas cítricas frescas, como da lima, e nuances de fruta de caroço ligeiramente verde, como pêssego, em detrimento da impressão mais forte da fruta tropical, apresentando leve traço da passagem pelos balseiros de carvalho francês e feliz perfil mineral, com notas de sílex e pólvora. Boca de médio volume, num registo muito focado e preciso, textura mastigável, acidez vibrante, boa tensão e prolongamento, fruta sumarenta e final de boca longo e persistente.

domingo, 17 de maio de 2026

Senses Petit Verdot 2023 Tinto

SENSES PETIT VERDOT 2023 TINTO | ALENTEJO (ESP) | 14% | PVP 8,99€
PETIT VERDOT
ADEGA COOPERATIVA DE BORBA, CRL
17

Regresso à gama Senses, da Adega Cooperativa de Borba, com a casta Petit Verdot. Esta gama apresenta uma coleção de vinhos monovarietais com o objectivo de explorar o conceito de ligar cada casta a uma sensação ou emoção específica. As mais recentes colheitas mostram-se de cara lavada, nova imagem, na minha opinião mais condizente com o a qualidade dos vinhos, que apesar de abaixo dos 10€ no preço, oferecem bastante mais e são gigantes na relação qualidade - preço.
O Petit Verdot é um vinho tinto encorpado e com estrutura, mas ousado na frescura e elegância com que se apresenta, cheio de carácter e que nos agarra desde o primeiro contacto. A fruta silvestre revela-se fresca e bonita, num enlace harmonioso com o que lhe chega da passagem por 12 meses em barricas de carvalho francês e que o potencia para ligações perfeitas com pratos de carnes vermelhas grelhadas, assados no forno, caça e gastronomia tradicional alentejana rica em especiarias.
Cor vermelho rubi de média concentração, luminoso e cativante, aspecto límpido e jovem. Plano aromático elegante, onde pontua com frescura a fruta vermelha e preta silvestre madura, recorte vegetal bem medido, pincelada floral, campo, mato seco, nota de pinhal, terroso, ligeiro cacau, muita frescura. Boca de médio volume, textura macia e envolvente, registo mastigável, boa tensão, salivante, fruta cheia de sabor, fruta azul, tanino fino e firme, longo final de boca.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Pegos Claros Vinha 100 Anos Grande Escolha 2018 Tinto

PEGOS CLAROS VINHA 100 ANOS GRANDE ESCOLHA 2018 TINTO | PALMELA | 13,5% | PVP  24,90€
CASTELÃO
HERDADE DE PEGOS CLAROS, LDA
18

Expressão máxima da casta Castelão nesta casa, moldada pelo tempo e pelas vinhas centenárias plantadas nos solos arenosos de Palmela. Na sua essência, afasta-se do perfil dos tintos mais extraídos e foca-se na elegância, na delicadeza e numa frescura natural vibrante. 
Marcadamente gastronómico, com preferência por carnes de caça, carnes grelhadas e cozinha de tacho com tempo e complexidade, demonstra ser também uma boa aposta para guarda, com capacidade de evolução positiva em garrafa durante as próximas décadas.
Cor vermelho rubi bem definida, média concentração, com luminosa auréola, aspecto límpido e jovem. No plano aromático oferece a fruta vermelha e preta madura, sobressaindo o fruto silvestre, perfil elegante, nuances mentoladas, alguma caruma e componente de especiaria fina trazidas pelo estágio em madeira, tudo muito discreto e integrado. Boca com estrutura e volume, textura macia e aveludada,  secura fina, acidez firme, mostrando o impacto do solo arenoso refletido no tanino expcecionalmente polido, sedoso e sem qualquer rusticidade, com a fruta saborosa e bem aninhada, num conjunto harmonioso, prazeroso, terminando longo e persistente.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Casa Velha 2025 Rosé

CASA VELHA 2025 ROSÉ | DOURO | 12,5% | PVP  5,50€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, TOURIGA FRANCA
ADEGA COOPERATIVA DE FAVAIOS, CRL
15,5

Um rosé jovem, descomplicado e cheio de energia que, no primeiro contacto se afasta um pouco da tendência actual de cor à região de Provence e se aproxima à veia duriense. Intenso de aromas, fruta vermelha e silvestre, alguma geleia, recorte mineral e subtil vegetal, mostrando-se firme, texturado e de acidez vibrante na prova de boca. Companheiro ideal para finais de tarde descontraídos em boa companhia, seja numa solarenga esplanada ou num jantar leve em ambiente caseiro. 
Cor rosa cereja, aberto, luminoso, de aspecto límpido e brilhante. Nariz aromático, fruta vermelha fresca, morango e framboesa, fruto silvestre, pitada floral, recorte mineral e fino mentolados em fundo. Boca segura, acidez vibrante, com crocância interessante e textura macia, secura fina e prolongada, fruta vermelha sumarenta, longo final de boca.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Vicentino La Mer Brut Nature 2020 Branco

VICENTINO LA MER BRUT NATURE 2020 BRANCO | ALENTEJO | 12% | PVP  40€
CHARDONNAY, PINOT NOIR
FRUPOR, SA
17,5
 
Um espumante de topo único, produzido na Costa Alentejana, com as vinhas situadas a poucos metros do Oceano Atlântico. Esta proximidade confere-lhe um perfil marcadamente salino e marítimo, característico do seu terroir de oceano, onde a elegância da Chardonnay se junta à vibrante presença da  Pinot Noir. Ideal para acompanhar pratos de marisco, peixes grelhados ou entradas mais elaboradas.
Cor amarelo citrino intenso, com nuances esverdeadas, bolha muito fina e delicada, cordão persistente, aspecto jovem e brilhante. No nariz aponta a um registo de elegância, com muita frescura e presença atlântica, notas citrinas, toranja, bergamota, pincelada floral, flor de laranjeira, com subtil e preciosa envolvência de notas de pastelaria, fino brioche. Envolvente e fino na prova de boca, espuma fina, mousse fresca, perfil seco, salivante, citrino e continuando a oferecer "mar", notas salgadas, harmonioso, preciso e com término de boca  longevo.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Touta - Uma viagem sensorial pela cozinha libanesa de Cynthia Bitar


Uma experiência na cozinha libanesa contemporânea, afastando-se do clássico "kitsh" do Médio Oriente, num conceito de "cozinha libanesa livre" e criativa no qual os sabores tradicionais são reinterpretados pelas mãos sábias e apaixonadas da chef Cynthia Bitar.

Inspirado na alcunha de infância da Chef Cynthia Bitar, o Touta é uma homenagem às memórias, viagens e momentos que moldaram a sua voz culinária, uma viagem de sabores, ao mesmo tempo nostálgicos e intemporais. 
Em virtude disso encontramos um espaço que foge ao conceito tradicional de restaurante étnico, talvez por ser também constituído por diversas salinhas que permitiram criar um conceito intimista e acolhedor, misturando a sofisticação do fine dining com o conforto de uma casa libanesa, num registo muito informal, agraciando-nos com uma decoração moderna e clean, sem sermos inundados com referências ao berço da cozinha.

Ostra do Algarve: Gaspacho de fattoush, pão libanês frito
A experiência no espaço divide-se em diferentes ambientes começando logo à entrada pela sala principal e cozinha aberta que nos permite observar a Chef Cynthia e equipa a trabalhar sem segredos; logo depois, uma zona de Bar, sendo um espaço mais pequeno e dedicado a cocktails e à seleção de vinhos libaneses; segue-se a sala de jantar comunitária, uma área maior com uma mesa comunitária, ideal para partilhar pratos e conversas, refletindo a hospitalidade típica do Líbano e depois, a derradeira sala, a mercearia, um dos elementos visuais que mais marcam a visita, uma pequena loja com as prateleiras repletas de conservas, compotas, infusões e fermentados feitos na casa, que os podemos comprar para levar. O espaço perfeito que nos vai obrigar a sair do Touta de saquinho na mão.

Bombons de queijo: Massa filo, queijo Akkawi de leite de vaca, sementes de nigela

Zlebieh: Assado no forno com zaatar, Labneh, Makdous de azeitona e folhas frescas
As salas são diferentes, mas com fio condutor contemporâneo, optando por cores terrosas, iluminação suave e com fotografias de pessoas e de várias regiões do Líbano que decoram as paredes. 

Croquete de Batata: Carne e cebola, pinhões, couve, ketchup de beterraba
A carta de vinhos é um dos pontos fortes e motivo de grande curiosidade do espaço, focando-se especialmente em vinhos libaneses, embora também inclua referências portuguesas sendo habitual  a sugestão de vinhos específicos que estão a ser servidos naquela semana para harmonizar com os pratos sazonais da Chef Cynthia Bitar.


Kafta: Tártaro de novilho maturado a secoy, folhas frescas, batatas fritas em gordura de vaca
Para além do vinho, ainda podemos encontrar outras opções de bebidas típicas e criativas como  a Araq, a tradicional aguardente de anis libanesa; cocktails de assinatura; cerveja, têm a libanesa Almaza e bebidas caseiras como a deliciosa e fresca ginger beer, a kombucha de zaatar e tepache de cardamomo.

Arnabieh: Peixe do dia cozinhado lentamente (Corvina), arroz branco, tahini e citrinos, cebola doce glaceada

Shawarma Roll: Porco Preto alentejanogrelhado, pil-pil, chimichurri de biwaz, pão da casa
A recepção é feita com um sorriso rasgado pela Rita Ballouta, sócia-gerente e directora de marketing, mas também presença assídua no serviço de mesa, assim como não será estranho ver a própria chef Cynthia Bitar a fazê-lo, a trabalhar na cozinha aberta ou a explicar os pratos detalhadamente e a forma correcta de os comer. Para além do foco na cozinha, no dar vida a uma reinterpretação moderna de receitas libanesas com ingredientes locais, a atenção ao cliente é também um objectivo primário, recebendo-o de forma acolhedora e fazendo com que se senta como em sua casa.

Mhalbieh: Pudim de leite, mastika e flor de laranjeira, coulis de alperce seco

Chocorange: Valrhona 70% chocolate negro, creme de cardamomo, biscoito brownie, Cointreau, caramelo salgado
No final, jantar no Touta não é apenas sobre saciar o apetite, mas participar numa narrativa gastronómica que ganha vida através da forma como a chef Cynthia Bitar interpreta a sua herança cultural: não como um conjunto rígido de regras, mas como uma linguagem viva que se adapta ao peixe fresco da costa portuguesa e aos produtos sazonais do mercado. 
Ao fugir dos circuitos turísticos de massa, o Touta consegue manter uma aura de exclusividade e autenticidade, onde cada prato é uma ponte entre o Mediterrâneo Oriental e o Atlântico.

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TOUTA

Tipo de Cozinha: Libanesa de Assinatura, Médio Oriente
Na Cozinha: Chef Cynthia Bitar
Distinções: 1 Sol Guia Repsol 2026
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Sim
Estacionamento: Parque Público Pago
Preço médio sem bebidas: 30€ 
Horários: Terça-feira a Sábado: 19:00h às 23:30h
                Domingo e Segunda-feira: Fechado
 
Morada: Rua Domingos Sequeira 38, 1350-122 Lisboa
              1350-122 LISBOA
         
Reservas: Site Oficial ou The Fork
Telefone:  +351 960 494 949

domingo, 10 de maio de 2026

Pinhal da Torre Syrah 2013 Tinto

PINHAL DA TORRE SYRAH 2013 TINTO | TEJO | 14% | PVP  28€
SYRAH
PINHAL DA TORRE, VINHOS, SA
17,5
 
Voltar a este Syrah passados 10 anos após o meu último contacto com ele fez com que um sorriso rasgado surgisse de forma involuntária, mas deliciosa, pois reforçou a minha opinião de que nesta Casa nascem dos melhores vinhos em Portugal desta casta.
Será surpresa para alguns, todavia, é em terras de Alpiarça, região Tejo em ambiente de tradição familiar, que nasce e se cria. Encontra-se num momento de forma pleno de elegância e finesse, com a fruta preta muito bonita, fresca e completamente integrada com as notas da sua passagem por barrica. Oferece um equilíbrio notável e uma aptidão para a mesa de excelência. Podia ter continuado na garrafeira por mais 10 anos.
Cor vermelho rubi de média concentração, ainda com pouca nota do tempo, apenas menos densidade, mantendo aspecto límpido e bem jovem. No nariz destaque para a elegância e delicadeza com que se apresenta, a fruta preta continua toda cá, muito fresca e airosa, com leve tostado e notas de cacau completamente integradas, balsâmico fresco, mentolado em fundo, especiaria em tempero final. Na boca mantém o registo de finesse, embora se revele com estrutura e volume, deixando brilhar uma fruta sumarenta e cheia de sabor, bela acidez, no ponto, a permitir a chamada ao prato, deixando que o tanino polido e mais sedutor nos leve até ao final, longo, persistente e elegante.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo 2025 Rosé

QUINTA NOVA DE NOSSA SENHORA DO CARMO 2025 ROSÉ | DOURO | 13,5% | PVP  15,5€
TINTA RORIZ, TOURIGA FRANCA, TINTA FRANCISCA
QUINTA NOVA DE NOSSA SENHORA DO CARMO, SA
17,5

Um rosé com inspiração nos grandes rosés da Provença, com prensagem de cacho inteiro, preservando pureza aromática e delicadeza. todavia, com berço no Douro, no coração do Cima Corgo, reforçando a ambição do produtor em criar rosés de grande carácter, precisão e sofisticação.
A colheita de 2025 oferece um perfil aromático elegante e expressivo, na qual as notas de fruta vermelha fresca e bonita se interlaça com subtis pinceladas florais, estrutura firme e precisa de boca, acidez vibrante e traço mineral presente. 
Agradece que o levemos até à mesa com pratos de marisco, cozido ou grelhado, também sendo escolha acertada para comida asiática, peixe não cozinhado ou leve-me trabalhado. 
Cor rosa-claro, casca de alperce, aberto e luminoso, aspecto límpido e brilhante. Nariz delicado, elegante, com notas de fruta vermelha madura, framboesa, morango, notas de nêspera, vinco mineral, pederneira, fresco. Boca de médio volume, boa estrutura, acidez vincada, texturado, salivante, prolongado, muito preciso e com final de boca muito longo.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Quinta da Lapa Cuveé Brut Nature Grande Reserva 2020 Branco

QUINTA DA LAPA CUVEÉ BRUT NATURE GRANDE RESERVA 2020 BRANCO | TEJO | 12% | PVP 15,50€
ARINTO
QUINTA DA LAPA - AGROVIA SOCIEDADE AGRO-PECUÁRIA, SA
17

Estamos perante um espumante feito a partir da casta Arinto, de perfil vibrante e sofisticado, que oferece a frescura cítrica num estado de equilíbrio com a complexidade do seu estágio prolongado, resultando num registo elegante, seco e com uma bolha finíssima, mousse envolvente e grande capacidade de harmonização à mesa com marisco grelhado, peixes assados no forno ou leitão assado.
Cor amarelo citrino de tonalidade palha com ligeiros reflexos dourados, bolha fina e cordão persistente e abundante, aspecto límpido e jovem. No nariz dominam as notas mais frescas e cítricas típicas da casta, limão, lima e maça verde madura, com pincelada floral, subtil, juntando-se ao bouquet as notas de brioche, biscoito e pão torrado num registo elegante e bem medido, algum fruto seco em fundo juntamente com uma percepção mineral. Na boca estamos na presença de um espumante de médio volume, textura mais cremosa e envolvente, espuma fina e arejada, integrada e não explosiva, seco, acidez vibrante e limonada, com longo final de boca, mineral, salino e elegante.

Pêra-Grave Reserva 2021 Tinto

PÊRA-GRAVE RESERVA 2021 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  20,95€
TOURIGA NACIONAL, CABERNET SAUVIGNON
PÊRA-GRAVE SOCIEDADE AGRÍCOLA UNIPESSOAL, LDA 
17,5
 
A icónica Quinta de São José de Peramanca, situada à entrada de Évora para quem se desloca de Lisboa, é berço para este tinto de carácter alentejano, com a fruta preta bonita e bem casada com a passagem por barrica, destinado na maridagem à mesa com harmonizações clássicas como as carnes vermelhas, a cozinha tradicional alentejana e os pratos de caça.
Cor vermelho rubi concentrado e profundo, tonalidade granada, aspecto límpido e jovem. No plano aromático lugar à expressão da fruta vermelha e preta madura, com mais relevo para esta última, notas de ameixa preta, amora silvestre, bagas silvestres, com elegante floral bem medido, violetas, num abraço praticamente integrado com a componente que lhe chegou pela passagem em barricas, como subtil presença de alcaçuz, presença vegetal muito fina, chocolate preto, toffee e especiaria fina num conjunto bem arrumado e sério. Parece começar mais tímido e até austero, mas vai abrindo à medida que o tempo passa tornando-se mais elegante e fino à medida que a componente floral e especiaria ganha protagonismo. Na prova de boca estamos perante um tinto volumoso, com estrutura, textura macia, mas quase mastigável, tanino firme, oferecendo um equilíbrio entre uma face mais austera e outra mais fina e elegante, continuando a mostrar a fruta preta madura e a presença de chocolate bem ligado no conjunto, terminado com fim de boca longo e persistente.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Montanha Chardonnay & Arinto Grande Cuveé Bruto 2006 Branco

MONTANHA CHARDONNAY & ARINTO GRANDE CUVEÉ BRUTO 2006 BRANCO   | BAIRRADA | 12,5% | PVP  16,90€
CHARDONNAY, ARINTO 
CAVES DA MONTANHA - A. HENRIQUES, LDA
17

O ano 2026 impele-me à abertura de algumas garrafas de anos terminados em 6. Anos como 2016, 2006, 1996, 1986 e 1976 são os alvos preferidos no momento de assaltos destemidos à garrafeira. Encontrei este espumante de 2006 e a curiosidade dos 20 anos passados atraiu-me para ela. Está num estupendo momento de forma, pese embora a sua cor mais amarelada e com reflexos dourados, mantém a bolha muito fina e viva, agora mais subtil e agulha muito fina, aromas de boa evolução, com souplesse e elegância.
O casamento com o prato também esteve à altura. Um gnocchi caseiro, com lingueirão à bolhão pato. O prazer e o estado de emoção valem tudo. 
Cor amarelo palha, reflexos aloirados, bolha muito fina, cordão persistente, límpido e brilhante. Perfil aromático que nos direciona para um branco com alguma idade, revelando complexidade, todavia acompanhado de um registo de elegância e finesse notável. As notas de fruta e as de panificação estão unidas de forma perfeita, indivisível, harmoniosa e desafiante. Queremos passar tempo a enamorar cada camada. A boca continua o caminho neste sentido. Muito elegância e frescura, com agulha subtil, fina, envolvente, fazendo esquecer a idade e apenas querer aproveitar o momento e o prazer imenso a beber.