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quinta-feira, 27 de abril de 2023

Kopke Porto Colheita 1978

KOPKE PORTO COLHEITA 1978 | PORTO | 20% | PVP  135,50€
CASTAS TRADICIONAIS DOURO
SOGEVINUS FINE WINES, SA
ENGARRAFADO EM 2018
18,5

E já se contam 45 anos desta colheita. Maravilhoso quando nos chegam com esta frescura e complexidade, num momento de forma elevado e com tudo o que se esperava encontrar. Sedutor, envolvente, num estado de equilibrio perfeito e prazeiroso. Casar com sobremesas à base de ovos e frutos secos, caramelizados e doçaria com canela ou procurem-se os queijos de média intensidade.  
Cor vermelho atijolado, intenso, média concentração, âmbar definido na borda do copo, aspecto límpido e cativante. No nariz revela o fruto seco torrado, amêndoa, noz, avelã, com notas especiadas belissimas, exótico, melaço, caramelo, algum fruto passa, madeiras nobres, rico, desafiante. Boca com envolvente untuosa, cremosidade, volúpia, cheio, com acidez bem medida e fina, doce equilibrado, continuando em destaque o fruto seco e o lado especiado, juntos a dominar num conjunto uno, elegante e fresco, com longo término de boca.

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Tignanello 2018 Tinto

TIGNANELLO 2018 TINTO | TOSCANIA (ITA) | 14,5% | PVP  136€
SANGIOVESE, CABERNET SAUVIGNON, CABERNET FRANC
MARCHESI ANTINORI S.P.A.
19

Um marco na história da produção de vinho nesta região cuja curiosidade em conhecer e expectativa corresponderam na mesma medida ao momento de o beber. Nem sempre assim é. 
Este foi um dos primeiros tintos na região de Chianti Clássico a não incluir castas brancas no blend, isto é, desde a colheita de 1982. Foi também o primeiro a ter a casta Sangiovese com estágio em barrica e o primeiro a incluir no blend castas não tradicionais. Um portento de força e elegância ao mesmo tempo e com prazo de vida a perder de vista. Carnes vermelhas, receituário com peças de caça e queijos de pasta mole farão uma companhia de excelência.
Cor vermelho rubi intenso e concentrado, com tonalidade violeta escuro, aspecto límpido e jovem. No plano aromático revela a sua extrema complexidade, oferecendo numa primeira camada a fruta vermelha e preta madura e fresca, ameixa, cereja, amora, fruto de baga, alguma uva tinta passa, depois lado a lado com as notas resultantes do estágio de barrica, leve baunilhado e tostado, bem ligado e envolvente, leve cacau, adicionando a caixa de charuto, folha de tabaco, especiado fino, pimenta branca, com perfil elegante e alguma notas de erva aromática fresca, sempre vivo e a desafiar a nossa capacidade olfativa. Na boca surpreende pela sua elegência quando em comparação com a sua estrutura e volume, com textura macia, aveludada, bem amparada pela sua acidez no ponto, continuando a fruta num patamar de excelência, tanino presente e algo especiado, embora polido, conjunto uno e com término de boca longo e persistente. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Principal Grande Reserva 2011 Tinto

PRINCIPAL GRANDE RESERVA 2011 TINTO | BAIRRADA | 14,5% | PVP  138€
TOURIGA NACIONAL, CABERNET SAUVIGNON, MERLOT
IDEALDRINKS - QUINTA COLINAS DE SÃO LOURENÇO, LDA
18,5

Poucas palavras. Num momento de forma de excelência e a dar razão a quem preferiu guardar algumas unidades na garrafeira para mais tarde aproveitar. O melhor é que se pode continuar a deixar alguma delas a dormitar por mais alguns anos pois o tempo aqui passa bem devagar. À mesa pede um encontro com carne, um osso buco com tempo, assados no forno ou aqueles cozinhados em panela de ferro com carnes variadas e mais de tudo um pouco da horta.
Cor vermelho de média concentração, tonalidade um ligeiramente mais aberta, mas quase não denunciando a passagem dos poucos mais de 10 anos que já tem. No nariz ainda é a fruta que assume o destaque num bouquet harmonioso e elegante. Fruto silvestre maduro, fruto preto, mirtilo, ameixa, cereja, com floral bem medido e com notas especiadas em fundo, balsâmico fresco, respirante, caixa de charutos, complexo e vivo. Boca com estrutura e volume, embora mostrando elegância e frescura, textura mastigável, ligeira secura, temperada, tensão, acidez precisa, com a fruta em bom plano, tanino polido, mas presente, vivo, expressivo, com especiaria integrada e de longo final de boca.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Quinta do Vale Meão 2013 Tinto

QUINTA DO VALE MEÃO 2013 TINTO | DOURO | 14% | PVP  139€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA BARROCA, TINTA RORIZ
F. OLAZABAL & FILHOS, LDA
18

A história deste vinho como bem longe no tempo. Nem se pensava nele, mas a verdade é que só é possível existir porque em 1877 D. Antónia Adelaide Ferreira comprou em hasta pública 300 hectares de terra virgem à câmara de Vila Nova de Foz Côa com o  sonho de construir a partir do nada uma exploração modelo, concretizando nela toda a vasta experiência acumulada ao longo da sua vida de empresária duriense.
Mais recentemente, no ano de 1998, Francisco Javier de Olazabal decidiu renunciar ao cargo de presidente de A. A., Ferreira S.A. para se dedicar juntamente com seu filho enólogo Francisco de Olazabal y Nicolau de Almeida, à produção, envelhecimento e comercialização dos vinhos da quinta, através da criação da sociedade F. Olazabal & Filhos, Lda. Em 1999 a primeira colheita do Quinta do Vale Meão era uma realidade.
Cor rubi intenso, concentrado, fechado, bonita coloração, mais aberta no bordo do copo, aspecto limpo e jovem. Aromas bem medidos, fruta preta madura, bagas, notas de bosque, pinheiro, alguma turfa, especiados finos, conjunto harmonioso, cativante. Boca com estrutura, volume, untuoso e macio, envolve todo o palato, mostrando frescura, fruta em bom plano, mais uma vez equilibrado, seguro, com um final de boca longo e elegante.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Messias Porto Colheita 1977

MESSIAS PORTO COLHEITA 1977 | PORTO | 20% | PVP  139€
SOCIEDADE AGRÍCOLA E COMERCIAL DOS VINHOS MESSIAS, SA
ENGARRAFADO EM 2010
18,5

Um grande ano Vintage, mas para mim, que prefiro os Colheita, um grande ano para colheitas. A Messias prima por ser um dos nomes referência para Portos Colheita e este 1977 só dá brilho ao seu longo palmarés.
Cor ambar intenso, definido. atraente e com leves esverdeado azeitona, limpido de aspecto e de lágrima persistente. No nariz bouquet de aromas complexo, a revelarem muitos frutos secos, a avelãs, nozes e a amêndoas, com leve iodado, que neste caso se aprecia, algum caramelo, o toque de melaço, fruta passa e ligeiro vinagrinho, quanto basta para lhe dar uma espécia de impluso. Boca expressiva, volumosa, gorda, meloda e untuosa, com todo o equilibrado e com um vigor portentoso. Termina longo, parecia inacabável, voluptuoso e com muita elegância.
Marcamos um cálice de vinho do Porto?