quinta-feira, 18 de junho de 2026

Trilogia Glad Wine | Frescura, Elegância e Precisão em Branco, Tinto e Rosé

Ao fazer vinho no Douro há que conseguir gerir um legado de séculos e, ao mesmo tempo,  colar esse selo de autenticidade em cada garrafa produzida sem desvirtuar o seu berço de nascimento para se conseguir ter sucesso e sair do anonimato ao qual muitos novos produtores são votados.
O desafio actual reside na capacidade de traduzir esse terroir para o palato do consumidor moderno sem perder a identidade e o rigor técnico. Ao mesmo tempo, produzir referências distintas, mas que partilhem de uma mesma filosofia muito simples e actual: levar a sofisticação do Douro a novos públicos, de forma descomplicada, mas com vincada assinatura técnica.
É precisamente nessa linha ténue, entre a precisão enológica e o prazer imediato, que se posiciona a nova gama de colheitas da Glad Wine. Assinada pela dupla de enólogos Paulo Amaral e Décio Coutinho, esta trilogia — composta por um Branco, um Rosé e um Tinto — chega ao mercado com o selo de quem conhece profundamente a vinha, mas desenhada para simplificar o ato de beber.
O consumidor, que procura uma escolha segura e gastronómica, encontra nestes vinhos frescura, fruta limpa e uma aptidão natural para a mesa. Já para os profissionais do setor e enófilos mais exigentes, o interesse reside no detalhe e no lote: ma frescura analítica e aromática do lote de Arinto, Rabigato e Viosinho no Branco; na gestão inteligente da acidez e o estágio criterioso em barrica que eleva o Rosé a um patamar superior de complexidade; e na extração equilibrada do Tinto, focado na estrutura e na pureza varietal. 
 
GLAD WINE 2025 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP  8€
RABIGATO, VIOSINHO, MALVASIA FINA
GLAD WINE UNIPESSOAL, LDA
17
Feito com uvas de vinha na zona de Medrões, em Santa Marta de Panaguião, uma parcela a cerca de 500 metros de altitude , com um microclima entourado pela Serra do Marão e que lhe confere características muito particulares. Um branco num registo muito fresco, acidez vincada e preparado para o calor do verão. Bela relação preço-qualidade-satisfação. 
Cor amarelo citrino, aberto, reflexos esverdeados, límpido e jovem. Nariz marcado pela faceta mais mineral, sílex lascado, algum fosforo, faísca, atraente, aparecendo depois o lado mais citrino, limonado e floral. Boca dona de grande frescura, perfil vibrante, acidez vincada, com prolongamento, tensão, acídulo, boa secura, sumarento e com sabor, longo final de boca.
 
GLAD WINE 2025 ROSÉ | DOURO | 12,5% | PVP  8€
TOURIGA NACIONAL, TINTO CÃO
GLAD WINE UNIPESSOAL, LDA
16,5
Apenas a lágrima deste blend e trabalho da cor durante o processo de prensagem do mosto resulta num perfil muito delicado no nariz, mantendo o vinco mineral do branco, mostrando garra e vivacidade na boca. Descomplexado, mas sério e pronto para fazer companhia à mesa.
Cor rosa-claro aberto e luminoso, aspecto límpido, jovem e cativante. Nariz delicado, fugindo de exuberância desnecessária, elegante, com a fruta vermelha a mostrar-se bem ligada com notas de nectarina e nêspera, pincelada floral e vinco mineral assumido.  Boca com entrada vibrante, a mostrar vivaz, com textura e óptimo prolongamento, fruta vermelha, framboesa, tenso, harmonioso e com término de bica longo e prazeroso.
 
GLAD WINE 2025 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP  8€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ
GLAD WINE UNIPESSOAL, LDA
17
Particularmente jovem, mas onde se encontra potencial imenso, com estrutura e complexidade inesperada e com lugar a pensar na guarda de alguma garrafa para abrir na temporada outono-inverno.  Focado na pureza da fruta e longe do perfil de alguns tintos do Douro excessivamente pesados ou carregados de madeira, privilegia a elegância e a prontidão para beber de imediato.
Cor vermelho de tonalidade violeta escuro, granada intenso, média concentração, límpido e jovem.  Muita fruta quer no nariz quer na prova de boca, expressiva, cereja, amora, ameixa, morango, fruta silvestre, um registo fresco, com nota bem medida de esteva, não deixando de apresentar a componente mineral que se encontra alinhada a toda a gama. Boca com entrada vibrante, fluida e sumarenta, estrutura e complexidade bem presente, textura macia, com tanino fino, polido e muito bem integrados, revelando acidez bem colocada, vivaz, com prolongamento e secura fina e salivante, final de boca longo e prazeroso, num convite à continuação da experiência.

Gama que se apresenta como uma lufada de ar fresco no Douro, até pela sua imagem completamente disrruptiva, e que assenta em três grandes pilares. Primeiro, a identidade: o Branco, o Rosé e o Tinto partilham a mesma matriz de altitude, com uma acidez super viva e um toque mineral que dá uma pica e uma tensão na boca difíceis de encontrar nesta gama. Em segundo, zero artifícios,  sem os aromas explosivos ou demasiado "bonitos", encontramos a mineralidade do branco, a pureza do rosé e a fruta limpa do tinto sem a marca da madeira. Tudo focado na elegância. Para fechar, o preço. Por cerca de 8 €, este trio entrega uma qualidade e uma onda "descomplexada, mas séria" que costuma custar bem mais.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Quinta do Valdoeiro 2018 Tinto

QUINTA DO VALDOEIRO 2018 TINTO | BAIRRADA | 13,5% | PVP  6,80€
BAGA, SYRAH, TOURIGA NACIONAL, CABERNET SAUVIGNON
SOCIEDADE AGRÍCOLA E COMERCIAL DOS VINHOS MESSIAS, SA
16
 
Encontrámos, de boa saúde e em forma, o primeiro patamar da gama Quinta do Valdoeiro. Com o teste do tempo superado e revelador de um perfil moderno, equilibrado, com boa acidez e vivacidade, entusiasma quando lhe juntamos comida, de preferência à base de carnes vermelhas e com algum nível de complexidade. Embora mostre no nariz notas mais compotadas e alguma exuberância quente, na prova de boca vence e convence. Belíssima relação qualidade-preço.
Visualmente exibe uma cor vermelho rubi intensa e concentrada, ainda sem grande marca do tempo, aspecto límpido e que serve de prelúdio a um nariz expressivo e exuberante, com notas evidentes de frutos pretos e silvestres, como a ameixa, a cereja preta e a amora, alguma compota, presença subtil de nuances vegetais, especiarias finas, pimenta preta, tudo muito arrumado e pronto. Na boca impressiona pelo equilíbrio, frescura e pela vivacidade com que nos brinda no primeiro ataque, médio volume,  tanino polido pelo tempo, revela acidez vivaz, com bom prolongamento, que lhe confere uma enorme frescura e aptidão para a mesa, terminando longo, elegante e prazeroso.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Senses Viognier 2024 Branco

SENSES VIOGNIER 2024 BRANCO | ALENTEJO (ESP) | 12,5% | PVP 8,99€
VIOGNIER
ADEGA COOPERATIVA DE BORBA, CRL
16,5

Pensar em vinhos brancos do Alentejo é pensar que, habitualmente, as castas tradicionais irão roubar as atenções. Mas não é bem assim. Este viognier é mais uma prova de que as castas internacionais não só se adaptam ao terroir alentejano, como conseguem criar vinhos de grande qualidade.
Estamos perante (mais) uma aposta irreverente da Adega de Borba que entrega complexidade e volume de boca generosa, ao mesmo tempo que oferece elegância e frescura, juntando-lhe versatilidade no momento de o levar à mesa. Aqui prefiro os peixes mais gordos na grelha ou no forno. O bacalhau, a corvina e o salmão na brasa vêm mesmo a calhar.
Cor amarelo intenso, definido, tonalidade palha, aberto, luminoso, límpido e jovem. No nariz, o primeiro contacto é um pouco mais tímido e delicado, com a fruta de caroço madura a mostrar-se, após alguns segundos, bem casada com notas florais bem medidas e um perfil aromático fresco em fundo muito particular, ervas aromáticas frescas. Na prova de boca reconhecemos de imediato a fruta, alperce e o pêssego bem marcados e evidentes, textura macia, com acidez vibrante, bem saliente e com boa tensão, fazendo-nos salivar, pensar em comida, muito equilibrado e com final de boca longo e persistente. 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Antão Vaz da Malhadinha 2024 Branco

ANTÃO VAZ DA MALHADINHA  2024 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  17€
ANTÃO VAZ
HERDADE DA MALHADINHA NOVA, SA 
17,5

A casta Antão Vaz é a casta branca rainha da região do Alentejo, sendo a mais cultivada e valorizada em zonas de terroir mais quente como a Vidigueira, Reguengos e Évora, amplamente reconhecida pela sua extrema resiliência ao calor e pela consistência das suas produções. Embora brilhe frequentemente a solo como monocasta, como este caso do Antão Vaz da Malhadinha, é historicamente remetida para blends com outras castas tradicionais alentejanas.
A curiosidade surge quando a plantamos no terroir singular da Herdade da Malhadinha Nova, em Albernoa (Baixo Alentejo), e o resultado transcende o perfil tradicional e dá origem a um vinho de uma frescura e elegância surpreendentes. O Segredo está no Solo de Xisto e no Clima.
Na Malhadinha as videiras estão plantadas em suaves encostas de solo puramente xistoso e isto obriga as suas raízes a procurar água em profundidade, o que se traduz numa mineralidade limpa e numa tensão excecional na boca. Para além disso, estamos perante uma amplitude térmica diária significativa durante a maturação o que ajuda no desenvolvimento natural das notas da fruta e ajuda a evitar perca da acidez mais vibrante.
Na mesa é um regalo quando acompanhado por pratos de peixe grelhado, marisco, saladas ricas ou de pratos de cozinha asiática.
No rótulo, a planta ornamental vulgarmente chamada Canabrás ou Canabraz, que se destaca pelas suas impressionantes umbelas florais numa tonalidade rosa-escuro ou rosa-velho, assemelhando-se a uma "nuvem" arejada sobre o jardim e daí o seu nome em inglês de Pink Cloud.
Cor amarelo citrino, brilhante e com reflexos esverdeados, aspecto límpido e denunciador da sua juventude. No nariz encontramos um perfil aromático limpo, fresco e preciso, destacando, numa primeira camada, as notas evidentes de fruta de polpa branca e de caroço, como o pêssego maduro, casada com nuances cítricas de tangerina e subtis apontamentos vegetais e, mais tarde, também discretos laivos tropicais e toda a sua carga mineral, muito elegante e presente sem ofuscar nem componente. Boca firme e com equilíbrio perfeito entre um registo mais opulento e a sua frescura vibrante, revelando corpo médio, textura ligeiramente untuosa, mas que nunca se torna pesada, graças a uma acidez marcante que conduz toda prova, deixando brilhar a fruta, o vinco mineral fresco e a sensação salivante que leva até ao final de boca longo e persistente.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Xisto Ilimitado 2021 Tinto

XISTO ILIMITADO 2021 TINTO | DOURO | 12,5% | PVP  14 €
FIELD BLEND (TOURIGA FRANCA, MALVASIA PRETA, ALICANTE BOUSCHET, TINTA RORIZ, TINTA BARROCA, TINTA AMARELA, OUTRAS)
LUIS SEABRA VINHOS, LDA
17,5

A magia e tradição do Field Blend do Douro onde, ao contrário da maioria dos vinhos actuais, nos quais, cada casta é plantada, colhida e vinificada separadamente antes do lote final, a "mistura" nasce diretamente na terra, na vinha e continua junta até chegar ao nosso copo.
Solo argilo limoso, com xisto amarelo e xisto azul e vinhas a uma altitude de cerca de 600 metros. Explica muito do que nos oferece este vinho, que se destaca por romper com o perfil tradicional e mais pesado da região focando-se na frescura, pureza da fruta e mineralidade. Afasta-se do uso da madeira nova e extrações exageradas, mostra a identidade da terra e celebra um Douro com uma frescura imensa, baixo álcool e de enorme aptidão para a mesa.
Perfeito para receituário com carne vermelha grelhada e assada no forno, pratos do dia a dia como almôndegas, pizza e hamburgers, assim como uma tábua de enchidos e fumados bem diversificados.
Cor vermelho tonalidade granada de média concentração, aspecto límpido, brilhante e jovem. Aromaticamente uma verdadeira lufada de ar fresco, revelando notas de fruta vermelha madura fresca, amora, cereja e romã, envolvida por toques florais de violeta, seguido uma segunda camada de abraço mineral, pedra lascada e chão molhado pelas primeiras chuvas no verão. Na boca, surpreende pela leveza e energia, corpo de médio volume, muito equilibrado, com uma acidez viva e integrada, tanino fino, fruta sumarenta muito bonita e fresca, alguma especiaria em final de boca, terminando longo e persistente e prazeroso.