domingo, 17 de junho de 2018

Monte Velho 2017 Branco

MONTE VELHO 2017 BRANCO | ALENTEJO | 14,5% | PVP  4,99€
ANTÃO VAZ, ROUPEIRO, PERRUM
ESPORÃO, SA
15,5

Cor amarelo definido, palha seca, aspecto limpo e jovem. Aromas frescos e intensos a fruta madura fresca, citrinos, fruta de polpa branca e amarela, tufo bem casado e harmonioso. Na boca mostra equilibrio, fruta fresca sumarenta, citrino com boa acidez, pronto a beber e de final longo. Assustou-me ver os 14,5% de álcool no rótulo antes de abrir a garrafa, mas depois nunca mais me lembrei disso.
Muito versátil à mesa de pratos primavera e verão.

sábado, 16 de junho de 2018

Monte Velho 2017 Tinto

MONTE VELHO 2017 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  4,99€
ARAGONEZ, TRINCADEIRA, TOURIGA NACIONAL, SYRAH
ESPORÃO, SA
15

Cor rubi intenso, com violetas bonitos, aspecto jovem e limpo. No nariz somos inundados pelo perfume das frutas vermelhas e pretas, da amora silvestre, morango e framboesa, com uma pitada de especiaria e de perfil fresco.
Na boca revela-se macio e envolvente, de volume médio, tanino polido, fruta vermelha fresca, equilibrado e com final de boca longo.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

EA Reserva 2015 Tinto

EA RESERVA 2015 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  8,49€
ALICANTE BOUSCHET, ARAGONEZ, SYRAH, TOURIGA NACIONAL
FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA
15,5

Cor rubi intenso, de média concentração, aspecto jovem e límpido. No nariz destacam-se os aromas a fruta vermelha, alguma fruta preta como a ameixa e a amora silvestre, algum licor, toque floral leve e tostado e baunilhado a compor.
Na boca mostra volume, boa textura, macio, polido, com a fruta vermelha fresca, ligeiro travo mais adocicado, mas mostrando-se prazeiroso à mesa. Final de boca longo.
Em companhia com uma lasanha de carne não se fez esquisito. Bela ligação.

terça-feira, 12 de junho de 2018

João Portugal Ramos Alvarinho 2016 Branco

JOÃO PORTUGAL RAMOS ALVARINHO 2016 BRANCO | VINHO VERDE | 13,5% | PVP  8,49€
ALVARINHO
J PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
16,5

Descansou cerca de um ano esquecido na garrafeira, na certeza que o encontraria mais composto e mais ao encontro do que espero de um Alvarinho. Um Senhora casta branca que sabe envelhecer quando bem tratada.
Cor amarelo citrino, ligeiros esverdeados, aspecto limpo e brilhante. Aromas contidos, fruta citrina e tropical, maracujá, lima, pedra lascada, ligeiro biscoito de manteiga em fundo, areias, envolvente fresca. Boca com algum volume e textura, corpo aveludado e acidez equilibrada, com a fruta em bom plano, pleno de frescura, elegante e final de boca longo e persistente.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Azeite | Sabemos o Básico?

O Azeite, autêntico ouro liquido produzido com qualidade de excelência em Portugal, é constantemente “maltratado” por nós portugueses. Sabemos sempre tudo sobre o Azeite, sabemos sempre qual é o melhor e achamos sempre que é um produto demasiado caro. Mas sabemos realmente tanto como pensamos saber? 
De origem no vocabulário árabe e significando sumo de azeitona, o azeite (Az-Zait), era em 2000 a.c., no antigo Egipto, usado para fins estéticos com aplicação na pele e cabelo. Só mais tarde, sobretudo pelos fenícios e romanos, a cultura do azeite acabou por ser difundida, por exemplo, em Itália, Norte de África e Península Ibérica. 
Em Portugal, sempre desempenhou um papel muito importante não só na nossa gastronomia, como também na nossa economia sendo que, actualmente, a produção de azeite em Portugal representa cerca de 3% da produção a nível mundial, exportando grande parte do que produz e tendo o Brasil como principal destino. 
À imagem do que acontece no vinho, os azeites podem ser monovarietais, ou seja, feito a partir de apenas uma variedade de azeitona, sendo a Galega a variedade mais difundida no nosso país; também podem ser blends, com a utilização de diferentes variedades de azeitona como a já mencionada Galega, mas também como a Cobrançosa, a Cordovil, a Negrinha de Freixo, a Madural, aVerdeal de Trás-os-Montes, entre outras. 
No território português existem seis Denominações de Origem Protegida em termos de azeite, nomeadamente Azeite de Trás-os-Montes, Azeite da Beira Interior, Azeite do Ribatejo, Azeite do Norte Alentejo, Azeite do Alentejo Interior e Azeite de Moura, infelizmente muito pouco conhecidas e/ou divulgadas e representando muito pouco em termos de mercado de azeite. 

Deixei para último, neste breve resumo, as diferentes categorias de azeite. Sabemos quais são e quais as diferenças entre elas
Os azeites virgem extra são os de mais elevada qualidade. Com acidez igual ou inferior a 0,8%, com sabor e cheiro a azeitona sã e sem defeitos organolépticos. 
De seguida, em escada decrescente de qualidade, os azeite virgem, ainda de boa qualidade, igualmente com sabor e cheiro a azeitona sã, mas com acidez igual ou inferior a 2%, podendo apresentar ligeiros defeitos sensoriais. 
Por fim, temos o denominado Azeite. Este contém Azeite Virgem e Azeite Refinado, que não é mais do que o aproveitamento dos azeites lampantes (acidez superior a 2% ou com graves defeitos sensoriais) que passam por um processo químico de refinação, sendo-lhe depois adicionado um pouco de azeite virgem. 
O que nós, comum dos portugueses entendemos como sendo Azeite, isto é, um sumo de azeitona, no mercado “Azeite” não é isso, pelo que devemos sempre preferir os “verdadeiros e naturais sumos de azeitona”, isto é, o Azeite Virgem Extra e/ou Azeite Virgem.

A concluir e não menos importante, deixo o esclarecimento para 2 mitos que rodeiam o azeite quer na sua acidez, quer na sua cor.
A acidez é indetectável em prova, isto é, quando provamos um azeite não conseguimos saber a sua acidez. Quanto à cor do azeite dizer que esta não é um parâmetro avaliado e não representa qualquer qualidade para um azeite. Por exemplo, os copos de prova do azeite são de cor azul, impedindo assim que a cor influencia a sua avaliação.

Temos então muito ainda para aprender acerca deste produto usamos no nosso dia a dia, sobretudo ao nível do uso do mesmo na nossa gastronomia, isto é, se hoje em dia bebemos um vinho com um determinado prato, porque não fazer o mesmo com o azeite, utilizando azeites distintos para pratos distintos?

domingo, 10 de junho de 2018

Restaurante Luz - Lisboa

O recém inaugurado Hotel Iberostar Lisboa, numa localização privilegiada na Rua Castilho, quer também marcar a sua oferta não só pelo alojamento, mas também pela restauração e por isso, apresenta no Restaurante Luz, o Chef Jorge Fernandes liderando o conceito gastronómico do mesmo e revelando belas combinações com o seu toque pessoal em pratos da cozinha portuguesa e internacional.

O restaurante não tem janelas para a rua principal, no entanto apesar de descermos abaixo do piso da recepção, é incrível a imensa Luz que entra pelas paredes/janelas gigantescas em vidro, sendo a vista directa para um jardim interior e que ajuda por momentos a fugir à confusão que se passa um pouco acima entre trânsito e pessoas. Excelente escolha do nome e do lugar.
A decoração também em tons claros ajuda à compor a disposição para um almoço ou jantar mais relaxado, sofisticado e descontraído.

Cozinha de autor, de aspecto visual bonito e atraente, respeitando os ingredientes mais nobres, com produto de excelência e com algumas especialidades da cozinha portuguesa, garantido uma experiência gastronómica diferenciada, com apresentações a fugir ao habitual e mantendo todo o sabor.

Na mesa, o azeite virgem com vinagre balsâmico, a azeitona kalamata, o cestinho com pão variado e as manteigas aromatizadas. Keep It simple. Começar sem marcar o palato, mas com pequenos desafios à nossa vontade de não atacar tudo de imediato.

De seguida, lugar ao Amuse Bousche. Numa pequena lata de conserva chegam os Ovos Rotos Com Presunto Ibérico e Óleo de Trufa. Um pequeno piscar de olho à nossa vizinha Espanha com um toque muito particular. Estaladiço e excelente harmonia nos sabores.

Na entrada, um peixe que cada vez mais mostra o seu lugar à mesa dos portugueses. Cavala Fumada Sobre Escabeche de Legumes. Tudo no ponto, muito equilibrio e com o escabeche de legumes no ponto perfeito. Grande entrada.

No prato de peixe, A Garoupa Corada Sobre Arroz Malandrinho de Ameijôa à Bulhão Pato encheu-me as medidas e posso mesmo afirmar que dentro do nível elevado deste almoço foi o ponto alto. Sem nada a dizer da garoupa, mais uma vez certinho, o arroz era para continuar a comer até fartar. Que sabor intenso. Que mar nós temos.

Hora de limpar o palato com um simples, mas eficaz e refrescante Sorbet de Limão Com Sangria de Frutos Vermelhos que tentarei reproduzir para os amigos se este ano o verão resolver aparecer.

Momento para o prato de carne logo de seguida. O Borrego e o Porco Sobre Esparregado de Salsa e Legumes Biológicos trouxe sabores mais quentes, com maior robustez e complexidade. O cubo de carne de porco era a repetir vezes sem conta.

Por fim, os doces. Para sobremesa uma ondulante criação de Abóbora, Requeijão e Noz. Sobremesa tão típica em Portugal que aqui chega com aquele twist visual do Chef, mas cujo sabor reconhecmos de imediato assim que o começamos a comer.
De seguida, para companhia do café, um conjunto de Mignardises com Trufa de Abade Priscos, Pudim Laranja do Algarve e Bola de Berlim de Pastel de Nata.

Se ainda é daqueles que não acredita no potencial de um restaurante de Hotel, este é mais um bom exemplo para conhecer e experimentar. Uma experiência única, não só pelo espaço, mas também pela genialidade do Chef que coloca toda a sua experiência em campo.
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RESTAURANTE LUZ - IBEROSTAR LISBOA
Tipo de Cozinha: Autor, Portuguesa e Internacional
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Sim
Estacionamento:Com Parqueamento no Hotel
Horário: Todos os dias das 12:30h às 15:30h e das 19:00h às 22:30h
Preço Médio p/ Refeição: 35€

Morada: Rua Castilho, Nº 64 1250-096 LISBOA
Telefone:  +351 215 859 000

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Morgado de Sta. Catherina Reserva 2016 Branco

MORGADO DE STA. CATHERINA RESERVA 2016 BRANCO | BUCELAS | 13,5% | PVP  9,49€
ARINTO
WINE VENTURES - QUINTA DA ROMEIRA, SA
16,5

Um branco que ano após ano me encanta, feito com a casta Arinto, vinhas velhas, normalmente lançado um ano após a colheita, com um potencial de envelhecimento enorme e com um preço fantástico. Desta vez fui encontrá-lo em promoção no Pingo doce por cerca de 6 euros e pouco. Imperdível. É só até 18 de Junho!
Cor amarelo citrino, laivos esverdeados, aspecto limpo e jovem. No nariz a fruta branca de caroço e a amarela madura bem presente, ameixa amarela, notas de fruta citrina, toque perfumado floral cheio de elegância, pedra lascada e leve baunilha bem ligado no conjunto fresco.
Boca com envolvente volume, com acidez equilibrada, mas crocante, com fruta madura bem definida, com largura e final de boca longo.
Antevejo um branco para guarda ou melhor, mostra logo que devemos comprar mais uma garrafa para mais tarde lá voltar.
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