terça-feira, 4 de agosto de 2026

Casa de Sabicos Joaquim Madeira 2006 Branco

CASA DE SABICOS JOAQUIM MADEIRA 2006 BRANCO | ALENTEJO | 14% | PVP  40€*
ANTÃO VAZ, ARINTO, CHARDONNAY
CASA AGRÍCOLA SANTANA RAMALHO, LDA
16,5

O ano de 2026 tem-me levado à abertura de vinhos com uma década ou mais de garrafa. Não por uma questão de celebração, mas sobretudo pela curiosidade de perceber o que o tempo pode revelar em vinhos que, muitas vezes, não foram pensados para uma guarda tão prolongada. 
Este Casa de Sabicos enquadra-se perfeitamente nesse propósito. Não procura impressionar pela exuberância nem pela força, conquista pela serenidade com que revela cada aroma, cada textura e cada detalhe acumulado ao longo dos anos. É um branco que pede tempo no copo, convida à conversa e recompensa quem resiste à tentação de o desvendar à pressa.
A evolução é evidente, mas longe de representar um sinal de declínio, traduz-se numa identidade mais rica e cativante. Os aromas evocam memórias de frutos secos, casca de laranja e delicadas notas de pastelaria, enquanto a boca surpreende pela frescura que ainda conserva, sustentada por uma acidez viva e um equilíbrio que lhe confere elegância do princípio ao fim. É precisamente este contraste entre maturidade e vivacidade que torna a prova tão envolvente e memorável.
À mesa, merece pratos preparados com o mesmo respeito que demonstra no copo. Bacalhau assado, peixes de forno, marisco, arrozes ricos ou aves de carne branca encontram neste vinho um parceiro natural, capaz de valorizar os sabores sem nunca os dominar. 
Cor amarela de tonalidade âmbar, aberta, luminosa, límpida e sem esconder a idade já avançada. Impressiona na componente aromática, com notas sedutoras, mas elegantes, de frutos secos, casca de laranja desidratada, bolo de laranja e subtis apontamentos de pastelaria, sempre num registo de equilíbrio e elegância, desafiando os sentidos e prendendo a atenção.
Na boca revela ainda uma vivacidade notável, acidez saliente, subtil tensão e bom comprimento. Apresenta corpo de médio volume, textura macia, citrinos em fundo e amêndoa seca, num registo sedutor e equilibrado, culminando num final de boca médio-longo.

*valor encontrado em garrafeiras embora sem stock.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Kühling-Gillot Hipping Riesling GG Trocken 2021 Branco

KÜHLING-GILLOT HIPPING RIESLING GG TROCKEN 2021 BRANCO | RHEINHESSEN-NIERSTEIN (GER) | 12,5% | PVP  67,95€
RIESLING
SPANIER-GILLOT, GbR
17,5

A icónica encosta do Roter Hang, em Rheinhessen, serve de berço para este vinho branco de topo, concebido sob preceitos biodinâmicos por Carolin Spanier-Gillot e Hans Oliver Spanier. Este Grosses Gewächs (GG), designação de significado similar ao Grand Cru, mostra-se de perfil seco e reflete bem a pureza da colheita de 2021 através de uma acidez vibrante, que sustenta uma textura mais densa e inesperada, mas profundamente salina, típica dos solos de ardósia vermelha. É um vinho tenso e de enorme precisão, talhado para evoluir por muitos anos na garrafa e para desafiar a mesa. 
Como parceiro gastronómico, a sua estrutura concentrada exige pratos com corpo e frescura idênticos. O casamento perfeito faz-se com produto de mar, como um robalo assado com molho de manteiga e limão ou carabineiros grelhados, cuja doçura natural equilibra o perfil salino do Riesling. A sua acidez cortante faz com que seja também óptima escolha para harmonizar com a cremosidade especiada de um caril tailandês de lagosta.
Cor amarelo intenso, tonalidade palha brilhante e límpida, com reflexos luminosos e aspecto jovem. No nariz, à medida que o vinho respira,  somos invadidos por uma narrativa aromática complexa e entusiasmante, oferecendo, num primeiro momento, a fruta amarela madura, lembrando notas de damasco e maçã, que rapidamente se funde com subtis apontamentos de casca de laranja amarga e nuances herbáceas,  assumindo depois a assinatura do solo o protagonismo, revelando um fundo marcadamente mineral, salino e com aquele toque fumado e com ligeiro petrolado a mostrar-se já em fundo elegante e fresco. Na boca ganha uma nova dimensão através de uma entrada concentrada e densa, onde o corpo texturado é conduzido por uma acidez vibrante e crocante,  que parece estalar na boca, sempre num registo de equilíbrio tenso entre a frescura e a estrutura, de enorme pureza e precisão, culminando num final de boca longo, profundamente salino e com uma persistência quase picante.

sábado, 1 de agosto de 2026

Vilar Torpim 2024 Branco

VILAR TORPIM 2024 BRANCO | BEIRA INTEROR | 12,5% | PVP  11€
SÍRIA, FONTE CAL, ARINTO
AGROCARDO, SA 
16
 
Um vinho bem representativo do perfil fresco e vibrante dos vinhos brancos das Beiras. Jovem, equilibrado e de expressão aromática limpa, privilegia a fruta e a acidez, resultando num conjunto leve e muito agradável, ideal para momentos descontraídos à mesa ou como aperitivo, embora a sua frescura o potencie como excelente acompanhamento para peixes e mariscos, saladas, carnes brancas e pratos de inspiração mediterrânica.
De cor citrina clara e brilhante, com reflexos esverdeados, apresenta-se límpido, revelando desde logo a sua juventude. No nariz evidencia uma expressão aromática fresca e envolvente, marcada por delicadas notas florais, frutos cítricos e sugestões de maçã verde, complementadas por um subtil apontamento mineral que reforça a sua elegância. Em boca confirma as expectativas criadas pelo aroma, revelando-se leve, equilibrado e sustentado por uma acidez viva que imprime grande frescura ao conjunto. A boa harmonia entre fruta, mineralidade e acidez confere-lhe dinamismo e precisão, prolongando-se num final persistente, limpo e muito refrescante.

Moët & Chandon Grand Vintage Extra Brut 2013 Branco

MOËT & CHANDON GRAND VINTAGE EXTRA BRUT 2013 BRANCO | CHAMPAGNE (FRA) | 12,5% | NM | PVP  73,50€
CHARDONNAY, PINOT NOIR, MEUNIER
CHAMPAGNE MOËT & CHANDON
Dégorgement 03/2021
18

Para todos os momentos encontramos um champagne. Há champanhes que celebram o momento e outros que convidam a apreciá-lo com mais calma. Este Moët & Chandon Grand Vintage Extra Brut 2013 pertence claramente ao segundo grupo. Com um perfil elegante, fresco e equilibrado, revela a identidade da colheita que lhe deu origem e mostra-se especialmente à vontade à mesa, onde a sua versatilidade faz toda a diferença.
É uma excelente companhia para ostras, mariscos, crustáceos e peixes de carne firme, mas também acompanha muito bem aves assadas e queijos de pasta mole de intensidade moderada. Um champanhe pensado para ser saboreado sem pressas, sempre em boa companhia.
Cor amarelo citrino intenso, com subtis reflexos dourados luminosos, atravessada por uma bolha fina e persistente que evidencia a sua elegância. No aroma, revela uma expressão rica e bem definida, onde surgem notas de maçã madura, pera, frutos secos, castanha assada e um delicado toque de mel e flores, acompanhados por uma subtil componente mineral. Na boca confirma a elegância e frescura que dele esperava, com uma acidez viva e bem integrada, textura cremosa e um equilíbrio notável entre intensidade e finesse. O final é longo, preciso e marcado por uma agradável sensação de frescura.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Dalva Metamorfose 2017 Tinto

DALVA METAMORFOSE 2017 TINTO | DOURO | 14,5% | PVP  35€
VINHAS VELHAS (FIELD BLEND)
GRANVINHOS, LDA
18
 
O respeito absoluto pelo tempo no vinho é a filosofia basilar para a gama Metamorfose assinada pelo enólogo José Manuel Sousa Soares e da qual já haviamos bebido o incrível rosé. O tinto é proveniente de uma vinha velha situada na margem do Rio Pinhão, tendo sido engarrafado apenas em 2019 e depois estagiado cerca de sete anos em garrafa antes do seu lançamento. 
O resultado é um vinho tinto de perfil complexo, com notas de fruta madura, chocolate, especiarias e uma frescura marcante sustentada por taninos firmes e redondos. à mesa, a harmonização ideal pede pratos de idêntica intensidade e robustez estrutural, ligando na perfeição com carnes vermelhas assadas no forno, pratos tradicionais de caça e guisados ricos de confecção lenta, onde a gordura e os sucos da comida encontram equilíbrio na frescura e no tanino firme.
Cor vermelho rubi de média concentração, muito luminoso e brilhante, lágrima chorosa, aspecto límpido e escondendo com mestria os quase dez anos de caminho. No plano aromático revela casamento harmonioso entre as notas de fruta preta madura, como a ameixa, a cereja ou a amora silvestre, e as que lhe chegam pelo estágio em barrica de carvalho francês, com notas subtis de pimenta preta, cravinho e uma ligeira baunilha, oferecendo também toques discretos de cacau, chocolate negro e grão de café tostado. Muito rico e complexo continua a mostrar-se à medida que lhe vamos dando ar, aparecendo uma sensaçâo de barro de cantara com água, nuances de folha de tabaco seca, couro fino e uma ligeira nota balsâmica que conferem frescura ao conjunto. Na prova de boca encontramos expressão perfeita entre a potência do Douro e o lado elegante e temperador da longa espera em descanso até ser lançado para venda. Volumoso, cheio, denso e que preenche bem o palato, textura macia e envolvente, bela acidez, ponderada, secura fina e prolongada, salivante, com enorme frescura, fruta preta em bom plano, encontrando também o chocolate negro, as especiarias e o toque mineral terroso que se sentia no nariz. Tanino firme, mas polidos, com presença e estrutura, mas mais redondo e sedoso devido aos anos de descanso, terminando longo, limpo e elegante.