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quinta-feira, 29 de maio de 2025

La Chapelle de L´Hermitage 2007 Tinto

LA CHAPELLE DE L´HERMITAGE 2007 TINTO | RHONE/HERMITAGE (FRA) | 14% | PVP  156€
SYRAH
PAUL JABOULET AÎNÉ
18

A passagem dos longos anos de adormecimento em garrafa acalmaram a exuberância e maior rebeldia com que deve ter saído para o mercado à cerca de 15 anos e, apesar da colheita de 2007 não ser uma das melhores do produtor, confirma que este vinho só começa a valer a pena após 10 anos de vida. Aberto com algumas horas de antecedência, não beneficiou da temperatura um pouco acima do ideal no início de prova, revelando-se à medida que ia abrindo no copo. 
Será presença de luxo numa mesa onde a carne, nas suas mais variadas "formas", se faça representar no prato, embora o veja como tiro certeiro para assados no forno ou peças de caça de pelo.
Este produtor francês tem uma das mais longas histórias entre produtores de vinho e comerciantes de vinho do mundo. Fundada originalmente em 1834 por Antoine Jaboulet no Vale do Rhône Norte, a empresa atualmente pertence à família Frey, que possui inúmeras propriedades dedicadas à produção do vinho, representadas por diversas marcas no seu portfólio.
Cor vermelho com tonalidade atijolada, casca de cebola, média concentração, luminoso e mais aberto, aspecto límpido, dando nota de alguma idade. No plano aromático revela ainda muita frescura, oferecendo num registo mais subtil e tímido a fruta preta madura, cereja e alguma ameixa, pincelada floral, fino fumado, alguma torrefação, café,  componente de bosque, cedros, pitada vegetal fugaz,  especiado exótico envolvente e desafiante. Boca de volume médio, envolvente, textura macia e aveludada, mostrando vivacidade, mas já sem arestas, com secura gradual, prolongada, deixando a fruta preta continuar a marcar presença, cheia de sabor e de tanino polido e sedutor, sem ser pesado, mas elegante e equilibrado. O final de boca é longo e persistente.

sábado, 22 de fevereiro de 2025

Raríssimo 37 Anos Espumante Extra Bruto 2007 Branco

RARÍSSIMO 37 ANOS ESPUMANTE EXTRA BRUTO 2007 BRANCO | BAIRRADA | 12,5% | PVP  99€ 
ARINTO
TOTAL WINES - VINHOS DE PORTUGAL, LDA
Dègorgement 2023
18,5
 
Um espumante de homenagem para brindar às 37 colheitas de Osvaldo Amado. Feito 100% a partir da casta Arinto, uma variedade que Osvaldo Amado tão bem conhece e da qual nos tem feito chegar alguns dos melhores vinhos feitos a partir da mesma. A espumantização foi realizada pelo método clássico tendo depois ficado em estágio por 15 anos em garrafa sur lie, seguido por um período de 12 meses após o dégorgement até chegar ao nosso copo.
Estamos perante um espumante de excelência, rico e complexo, de equilíbrio notável entre a fruta e as notas de panificação, apontando à elegância e finesse do conjunto e preferindo ser aberto à mesa,  com pratos de assumida delicadeza ou, num registo de maior simplicidade, apenas com amêndoas torradas, sal e um fio de bom azeite só para lhe dar uma camada adicional.
Cor amarelo citrino, leve tonalidade esverdeada, bolha finíssima e cordão persistente, aspecto límpido e jovem. No nariz oferece notas de fruto citrino bem enleadas em notas de pastelaria, biscoitos de manteiga, pitada floral, fruto seco torrado e componente mineral em fundo. Boca expressiva, médio volume, alguma cremosidade, com espuma arejada, verdadeira mousse, num registo de muita finura, acidez bem vincada, limpando o palato a cada trago, final de boca longo e persistente.

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

70 Anos da Adega do Cartaxo Celebrados com Vinho Especial

A primeira reunião para se pensar na génese de uma adega cooperativa no Cartaxo remonta ao ano de 1951, mas a sua criação oficial viria a acontecer quatro anos mais tarde, a 05 de maio de 1954. Passaram então sete décadas de história e de muitas estórias. Uma história, um legado, muitos desafios, conquistas e vitórias. Paixão, tenacidade e inovação, homenageadas num singular Vinho do Tejo. 
Passadas sete décadas é momento de celebrabrar com um vinho especial. O Adega do Cartaxo 70 Anos  Edição Comemorativa é um vinho de comemoração, feito a partir de um blend das melhores barricas da colheita de 2015, com estágio de 12 meses em carvalho francês com grão extrafino, selecionadas pelo enólogo Pedro Gil de entre as que se destinavam aos vinhos Desalmado, Bridão Reserva, Bridão Private Collection, Bridão Alicante Bouschet, Bridão Touriga Nacional e Bridão Trincadeira. 
Naturalmente, um vinho com uma lista maior que a normal de castas na sua composição que resultam num blend complexo e rico, sem fugir da Região, mostrando um perfil elegante, sofisticado e com potencial de guarda enorme.
 
ADEGA DO CARTAXO 70 ANOS EC 2015 TINTO | TEJO | 14,5% | PVP  70 €
TOURIGA NACIONAL, ALICANTE BOUSCHET,TRINCADEIRA,CABERNET SAUVIGNON, MERLOT, SYRAH, TINTA RORIZ 
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO
17,5
Cor vermelho rubi rubi de média concentração, tonalidade granada, aspecto límpido e jovem. No nariz não é tímido a revelar a fruta vermelha e preta maduras que trás consigo, groselha, aneixa, alguma geleia de fruta, com notas de chocolate, cacau, pitada de torrefação, com lado terroso, de bosque, pimenta preta, rico e complexo. Boca volumosa, com estrutura, nervo, texturado, grão fino, mordiscável, macio e aveludado, secura boa, com a fruta a continuar em plano de relevo, tanino firme, a despertar alguma gula, harmonioso e com final de boca longo.
 
Em data plena de História, oportunidade para, em momento prévio a toda a atenção estar virada para o Adega do Cartaxo 70 Anos  Edição Comemorativa, voltar um pouco no tempo e viajar até 1999 e 2007 nos brancos e até 1978, 1995 e 1998 nos tintos, numa prova reveladora da capacidade do bom envelhecimento dos néctares da casa e da  riqueza das castas próprias da região. 
 
BRIDÃO FERNÃO PIRES 1999 BRANCO | RIBATEJO | 12% | PVP  -€
FERNÃO PIRES
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO, CRL
16
Cor amarelo tonalidade palha, dourados evidentes, aspecto límpido e dar mostra de idade. Nariz com notas de fruta de polpa amarela madura, fruta passa, citrino bem medido, casca de laranja, tangerina, leve melaço, ligeiro químico, mantendo boa frescura e elegância. Boca vivaz, limpa, ligeiro amanteigado contra balançado pela acidez bem medida, mostrando a fruta mais citrina, conjunto harmonioso e com final duradouro.
 
BRIDÃO FERNÃO PIRES 2007 BRANCO | RIBATEJO | 13% | PVP  -€
FERNÃO PIRES
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO
17
Cor amarelo intenso, tonalidade palha, aspecto cristalino e límpido. Plano aromático elegante, com fruta tropical madura, polpa amarela, citrinos desidratado, pitada floral, ligeiro apetrolado em fundo.  Boca envolvente, textura macia, acidez composta, vivaz e com prolongamento, secura boa, fina, com  fruta ainda bem definida, mostrando a boa evolução deste branco, equilibrado e com final de boca longo.
Foi recentemente relançado com o PVP de 25,99€.
 
BRIDÃO RESERVA 1995 TINTO | RIBATEJO | 13% | PVP  €
PERIQUITA, TRINCADEIRA PRETA
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO, CRL
16
Cor vermelho de média concentração, aberto, turvo ligeiro, auréola alaranjada. No nariz mostra a fruta vermelha madura, ameixa desidratada e algum figo seco, plano com alguma exuberância, com boa companhia de notas especiadas, folha de tabaco e pote de balsâmicos fresco. Boca com volume e boa presença, textura macia, aveludada e envolvente, acidez fina, persistente, tanino polido, mas seguro, fruta com sabor, num conjunto equilibrado e com final de boca longo.
 
BRIDÃO RESERVA 1998 TINTO | RIBATEJO | 13% | PVP  €
PERIQUITA, TRINCADEIRA PRETA
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO, CRL
16,5
Cor vermelho tonalidade tijolo, média concentração, aberto e luminoso, límpido e cativante. Aromas limpos, fruta vermelha e preta maduras, floral perfumado bem medido, leve nota vegetal, especiado airoso, exótico, tamara passa, complexidade generosa. Boca com estrutura, volume, textura macia, boa untuosidade, acidez vivaz, secura salivante, envolvente, tanino polido e pronto, aconchegado à fruta, em equilíbrio, terminando longo e persistente.
_______________________________________
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO
EN 365-2 2070-220 CARTAXO
+351 243 770 987
+351 243 770 107

domingo, 30 de abril de 2023

Henriques & Henriques Single Vineyard Verdelho 2007

HENRIQUES & HENRIQUES SINGLE VINEYARD VERDELHO 2007 | MADEIRA | 20% | PVP  42€
VERDELHO
HENRIQUES & HENRIQUES VINHOS, SA
17,5

Este é um vinho proveniente exclusivamente de uvas da Quinta Grande, propriedade do produtor em Câmara de Lobos, representando o seu vinhedo com maior extensão de cerca de 14 hectares. Perfil elegante, fina acidez, sabores a casca de laranja cristalizada, notas tropicais e especiaria exótica. Uma bela desculpa para juntar no prato, em jeito e petisco, uma finas fatias de presunto, frutos secos torrados ou umas terrines de carne de caça.
Cor âmbar envelhecido, luminoso acobreado, auréola levemente esverdeada, límpido. No plano aromático a fruta passa em destaque, casca de laranja, alperce e figo, fruto seco tostado, torrefação de café, apontamento caramelizado, especiaria exótica, gengibre, salino evidente, desafiante. Boca com volume médio, toque untuoso, macio, com acidez vivaz, bem medida, persistente, voltando as notas de fruta passa, casca de laranja e caramelo aqui mais evidente, frutos secos, doce equilibrado, nota de gengibre, salino, final de boca longo .

sábado, 23 de abril de 2022

Vinã Gravonia Crianza 2007 Branco

VINÃ GRAVONIA CRIANZA 2007 BRANCO | RIOJA (ESP) | 12,5% | PVP  32€
VIURA
R. LOPEZ DE HEREDIA VINÃ TONDONIA, SA
17,5

Até pode parecer estranho, mas este vinho é "apenas" o entrada de gama branco deste produtor espanhol, que ousa manter a sua filosofia de resistência à pressão do mercado, lançando os seus vinhos apenas após ter decorrido todo o processo definido para cada vinho. O Vinã Gravonia branco, depois de estagiar 4 anos em barricas usadas, estagia ainda mais 4 anos em garrafa. E costuma esgotar pouco tempo depois de ser lançado...
Cor amarela intensa, com tonalidade dourada, aspecto límpido e brilhante. No plano aromático apresenta notas de fruta de caroço e fruto citrino maduros, algum perfumado de flor branca, notas de fruto seco, amendoa e pinhão, bem medida nota de pinheiro e especiaria fina, elegante e desafiante. Na boca surge com bom volume e untuosidade, largo, macio, todavia com uma acidez bem assertiva em contra balanço, mostrando a fruta ainda em excelente forma, cheia de sabor, num conjunto onde ainda aparecem as notas de estágio em barrica, muito bem ligadas, num equilíbro entre elegância e complexidade, finalizando longo e persistente.
À mesa será excelente companhia para qualquer tipo de prato de peixe e para carnes brancas com algum tempero extra que lhe dê dimensão para o vinho.

domingo, 11 de agosto de 2019

Victorino | Vertical 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011

Os vinhos Victorino pertencem ao produtor espanhol Viñedos Y Bodegas Sierra Cantabria com uma história familiar de viticultores que vai já na quinta geração. Os Victorino provêm de vinhas plantadas em Valdefinjas, Toro and Villabuena del Puente, região de Toro, e são produzidos na  sua Adega de Teso La Monja, região de Toro. Criados 100% Tinta de Toro e com 18 meses de descanso em barricas de carvalho francês.
Grande vinhos numa prova de excelência.

VICTORINO 2007 TINTO | TORO | 14,5% | PVP 38,50€
TINTA DE TORO
TESO LA MONJA, SL
17,5 
Cor vermelho retinto, sem nota da idade, aspecto limpo. Aromas a fruta preta madura, ameixa preta, alguma ginja, toque floral perfumado, ligeiro mentolado, especiaria, complexo e de perfil fresco. Na boca mostra estrutura, tanino presente mas já amaciado, polido e cremoso, equilíbrio entre a fruta e as notas derivadas da barrica, num final de boca intenso, duradouro e fresco.

VICTORINO 2008 TINTO | TORO | 14,5% | PVP 35€
TINTA DE TORO
TESO LA MONJA, SL
17,5
Cor vermelho concentrado, fechado e opaco, aspecto limpo. No nariz, muito na linha do 2018, destaque para a fruta preta e vermelha madura e o casamento perfeito com as notas de barrica, a envolvência das especiarias, do lado balsâmico, sempre com muita frescura. No palato evidencia grande largura e profundidade, estruturado, complexo, cheio, com uma acidez mais activa, mais adstringente, trinca-se ao beber. Termina longo e fresco.

VICTORINO 2009 TINTO | TORO | 14,5% | PVP 39€
TINTA DE TORO
TESO LA MONJA, SL
18
Cor vermelho concentrado, fechado e opaco, violetas escuros, aspecto límpido. No nariz surgem notas de fruta preta e vermelha madura com bela harmonia com as notas de barrica, aqui mais carregados no chocolate preto, cacau, especiaria fina, pimenta preta, balsâmico, respirante, com lado terroso, fresco. Boca corpulenta, mostrando muita vida, muita garra, estruturado, complexo, com a fruta em bom plano, mas com as notas de especiaria mais vincadas, a darem mais prazer. Final de boca longo e persistente.
Potencial de guarda. Daqui a dois anos como estará?.

VICTORINO 2010 TINTO | TORO | 14,5% | PVP 39€
TINTA DE TORO
TESO LA MONJA, SL
17,5
Cor vermelho rubi intenso, concentrado, fechado, com violetas densos no bordo do copo, aspecto limpo. Aromas intensos a fruta preta e vermelha madura, lado mais silvestre da fruta preta, mais amora, mais bagas, floral mais ténue, cacau mais presente, balsâmico e mentolado refrescante na linha dos anos já provados. Mostra um balanço de colheita para colheita muito acertado e com poucos desvios. Na boca, temos mais uma vez um vinho poderoso, cheio, volumoso, com uma estrutura incrível. Equilíbrio entre a fruta, barrica e álcool, formando um conjunto sério e com final de boca longo, persistente e mais uma vez fresco.

VICTORINO 2011 TINTO | TORO | 14,5% | PVP 39€
TINTA DE TORO
TESO LA MONJA, SL
18,5
Cor vermelho rubi, concentrado, fechado e opaco, praticamente retinto, com pouco lugar a outras nuances, aspecto límpido. No nariz aromas a fruta vermelha e preta maduras, toque floral perfumado, muito bem casado com a especiaria, uma leve tosta, pó de cacau, caixa de tabaco, mentolado respirante, complexo, mas tudo com muita finess, muita elegância. Sem borrões. Na boca mostra-se realmente o fantástico ano de 2011, onde, apesar de toda a opulência, volume e estrutura se revela um perfil, mais uma vez, pleno de elegância. Final de boca longo, persistente e elegante.
A guardar mais uma ou outra garrafa para mais tarde voltar a ela.

A expectativa é grande para a vertical deste vinho com os anos seguinte. Está já na agenda para breve.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Masterclass de Vinhos do Porto da Real Companhia Velha | Actualidade, Tradição e Ícones - Os Porto Vintage

A Real Companhia Velha celebrou este ano o seu 262º aniversário. Uma data emblemática que trouxe o Vinho do Porto para cima da mesa sendo assim realizada uma Masterclass de Vinhos do Porto da Real Companhia Velha também ela marcante e inesquecível. 
Pedro Silva Reis (Presidente), Pedro O. Silva Reis, seu filho e Fine Wine Manager, e Jorge Moreira (Director de Enologia) conduziram esta viagem que começou nos Porto Vintage, mais recentes e que mostram a face mais contemporânea da Companhia, passando pelos Colheitas espelho do seu perfil mais tradicional e terminando com chave de ouro com duas referência ícones do seu portefólio. 

A primeira parte da publicação concentra-se nos Porto Vintage. Viajar de 1997 a 2016 concedeu-nos o privilégio de conhecer este tipo de Vinho do Porto em diferentes estágios de evolução, sendo que a surpresa, no patamar dos Porto Icónicos da Real Companhia Velha, foi a oportunidade de provar um Porto Vintage de 1871.

VINTAGES
QUINTA DAS CARVALHAS PORTO VINTAGE 2016 | 20% | PVP €
REAL COMPANHIA VELHA
18
Cor retinto, vermelhão, profundo e limpo. Aromas onde a fruta assume o protagonismo, madura e quente, bem ladeado por notas florais, alguma esteva, notas de pimenta rosa, mentolado refrescante. Boca expressiva de vintage novo, mordiscável, com textura, envolvente, cheio, taninos firmes, macio, aveludado, com a fruta novamente muito bonita e definida e terminando longo.
Jovem, como expectável, mas o prazer de o beber é imenso. Petiscar com uma boa tablete de chocolate. 

REAL COMPANHIA VELHA PORTO VINTAGE 2011 | 20% | PVP 82,50€ 
REAL COMPANHIA VELHA
17,5
Cor retinta, opaca, sem grandes alterações da tonalidade, aspecto límpido. No nariz mostra, com boa intensidade, notas de fruta preta silvestre, madura, perfume floral, muita violeta e alguma esteva, leve ponta de lápis acabado de aparar, bom bom de chocolate e cereja, complexo. Boca com estrutura, macio e aveludado, com tanino ainda jovem, doce mais pronunciado, com a fruta preta madura, com frescura e elegância, com final de grande persistência e praticamente interminável.
A fruta está muito bonita. Para além do natural chocolate, um cheesecake de frutos pretos silvestres poderá ser uma boa ligação.

REAL COMPANHIA VELHA PORTO VINTAGE 2007 | 20% | PVP 45,50€ 
REAL COMPANHIA VELHA
17 
Cor retinta, opaco, continua sem grande marca dos anos que já passaram (15 anos), limpo. Nariz limpo, continuamos muito na fruta preta silvestre e de árvore, como a ameixa ou a cereja, algum licorice, com notas de cacau, chocolate preto, intenso e complexo. Na boca continua a mostrar garra, com alguma doçura bem equilibrada por uma acidez equilibrada e um perfil mais seco, corpulento, gordo, com final longo e intenso.
Mostra capacidade para continuar por mais alguns anos em boa forma.

QUINTA DAS CARVALHAS PORTO VINTAGE 1997 | 20% | PVP 49,90€
REAL COMPANHIA VELHA
17,5
De cor vermelho casca de cebola, tonalidade já a mostrar a passagem do tempo, mais aberto, aspecto limpo. Aromas onde a fruta vermelha e preta continua a marcar presença com boa intensidade, alguma fruta passa e fruta seca, com notas de algum químico, resina, especiarias, licorice e algum toffe final. Vivaz e texturado de boca, macio e aveludado, novamente dentro do registo de elegância e frescura, mostrando-se muito em forma e com um final de boca longo.

ICÓNICOS
ROYAL OPORTO PORTO VINTAGE BISMARK 1871 | 20% | PVP €
REAL COMPANHIA VELHA
19
De cor âmbar, com tonalidades acastanhadas, ligeiros esverdeados, límpido e brilhante. Nariz limpo, mostrando, mais uma vez, elegância, muito delicado, com notas de frutos secos torrados mais pronunciados, fumados em fundo, caixa de tabaco, algum iodo e vinagrinho que não se acham nada mal. Complexo e equilibrado.
Na boca mostra-se muito expressivo, opulento, gordo, voluptuoso, com os frutos secos a perdurarem no palato num registo fino, cheio de vivacidade e garra, ao mesmo tempo que se mostra muito delicado e afinado. Puro prazer.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Torero Wines | O Alentejo de Andres Herrera Almeida

Andres Herrera Almeida, Enólogo e Produtor, é filho de pai português e mãe espanhola, donos do conhecido Restaurante de Meson Andaluz que tão bem conheci há muitos anos atrás na Parede e depois no Cascais Shopping e que actualmente tem portas abertas no Chiado. Curioso como as linhas se cruzam ao longo do tempo.

No Alentejo, no Monte da Murteirinha, na estrada entre Estremoz e Arraiolos, é onde se dedica a criar os seus vinhos, muito singulares e feitos à sua imagem e vontade. Sem as pressões do mercado, do marketing e de modas e tendências. Estes são os seus vinhos, de colheitas únicas pois cada colheita será sempre diferente da anterior, com a assinatura de Andres, é certo, mas diferentes. O número baixo de garrafas produzidas também não aponta aos mercados estandardizados, mais uma vez procura-se a diferença e singularidade.
Vinhos produzidos num estilo muito pessoal que também justifica o porquê de, apesar de já estar quase a terminar o ano de 2018, as colheitas mais recentes no mercado sejam a de 2007 num tinto topo de gama e 2010 num branco 100% Rabo de Ovelha (não me recordo de alguma vez ter provado um vinho 100% desta casta) e em mais dois tintos. O branco e o tinto topo de gama foram lançados no mercado à pouco tempo.

B DE DUENDE 2010 BRANCO | ALENTEJO | 15% | PVP 24€ 
RABO DE OVELHA 
TORERO WINES - MONTE DAS POMBAS, SA 
17,5 
Cor amarelo citrino, com ligeiros palha seca, limpo. Aromas ligeiramente evoluídos, alcaçuz, fruta amarela, fruta seca, fresco. Boca com estrutura, volume, corpo com untuosidade, envolvente, largo, com acidez vivaz, seca, fruta citrina, toranja, laranja, prazeiroza, num final longo e cativante.
Dos brancos que ultimamente provei ou bebi e que me deram mais prazer conhecer. 

TORERO GRANDE RESERVA 2010 TINTO | ALENTEJO | 15,5% | PVP 15€ 
ARAGONEZ, TRINCADEIRA, ALICANTE BOUSCHET 
TORERO WINES - MONTE DAS POMBAS, SA
16,5
Cor vermelho intenso, concentrado, violetas bonitos, aspecto limpo. Nariz com fruta preta, especiaria fina, folha de tabaco, balsâmico, ligeira turfa, alguma caruma pinheiro, perfil fresco. Boca com estrutura, largo, com textura mordiscável, fruta preta fresca, conjunto pleno de equilíbrio e complexidade. Final de boca longo. 

EL DUENDE 2010 TINTO | ALENTEJO | 16% | PVP 24€ 
ARAGONEZ, SYRAH 
TORERO WINES - MONTE DAS POMBAS, SA
17
Cor rubi granada, média concentração, violeta marcado, definido, aspecto limpo. Aromas intensos a fruta preta madura, notas de bosque, de caruma fresca, da resina do pinheiro, frescura imensa. Na boca mostra carácter e identidade, grande estrutura, com os cantos já polidos, tanino a mostrar-se um pouco adstringente, fruta gulosa porém fresca, num conjunto que se mostra equilibrado e que vai crescendo à medida que o tempo passa após a sua abertura. Final de boca longo e persistente.

D DE DUENDE 2007 TINTO | ALENTEJO | 15% | PVP 39€ 
SYRAH, CABERNET SAUVIGNON 
TORERO WINES - MONTE DAS POMBAS, SA
17,5
É a colheita mais recente deste D de Duende, por incrível que parece só este ano foi para o mercado e apesar de ser novinho não se mostra nada tímido e com medo de mostrar ao que vem.
Cor vermelho intenso, concentrado, quase opaco e de aspecto limpo. O tempo não parece ter passado por aqui. No plano aromático revela notas de fruta preta madura, mostando alguma passagem dos anos, notas compotadas, licorados salientes, couro bem medido, tinta da china e algum grafite, complexo. Na boca mostra-se ainda um jovem, com taninos poderosos, massivos, densos, robusto, um não querer abrandar de força. Fruta com sentido, um pouco mais fresco do que a sentida no nariz, a mostrar um final de boca dificil de terminar e com ainda alguns anos pela frente.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

João Portugal Ramos | A Nova Face do Marquês de Borba

A marca Marquês de Borba é sem dúvida alguma a mais emblemática de João Portugal Ramos. O nome nasce de uma feliz coincidência. Tanto as vinhas como a adega de João Portugal Ramos estarem localizadas na Região de Borba e o facto de um seu Tio ter o título nobiliárquico de Marquês de Borba. O primeiro vinho a sair com esta marca foi o Marquês de Borba Reserva 1997 tinto.

Esta tem sido até aos dias de hoje uma das marcas de vinho que grande parte dos consumidores conhece e na qual reconhece um patamar de qualidade elevado e constante, associando-o facilmente à região do Alentejo e gerando uma sensação confiança embora mantendo ao longos dos anos uma imagem mais tradicional que se ia mantendo com alterações pontuais.

Aliado ao investimento que está a ser feito na modernização da adega em Estremoz, transformando-a no núcleo principal de engarrafamento, rotulagem e distribuição, a marca Marquês de Borba ganha, a partir deste ano, uma nova imagem, mais clean, mais sofisticada e moderna, e que coloca a marca no patamar mais correcto para a marca.
Mantém um traço de tradição na continuidade do logo do mesmo branding, mas ganha elegância e distinção na restante roupagem.

ESPUMANTE MARQUÊS DE BORBA BRUTO NATURAL 2014 ROSÉ | ALENTEJO | 12% | PVP 12€
PINOT NOIR, TOURIGA NACIONAL, ARAGONEZ
JOÃO PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
16,5 
De cor rosa salmão, intenso, com bolha fina e persistente. No nariz aromas frutados limpos, fruta vermelha, framboesa, algum citrino e ligeiro biscoito num conjunto pleno de equilíbrio. À boca chega com equilíbrio e elegância, de espuma leve e cremosa, seco e de final longo e fresco.

MARQUÊS DE BORBA VINHAS VELHAS 2017 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP 13€
ARINTO, ROUPEIRO, ANTÃO VAZ, ALVARINHO
JOÃO PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
16,5
Nova gama dentro da marca Marquês de Borba com as uvas a terem origem em vinhas com mais idade e a estagiarem cerca de 8 meses em barricas de carvalho francês e húngaro.
Cor amarelo citrino, definido e intenso, com esverdeados bonitos, aspecto jovem e limpo. No nariz as notas de fruta citrina, casca de toranja, bem casado com o toque tostado proveniente da barrica, alguma nota de cera, perfil fresco e harmonioso. Na boca revela um branco com bom corpo e estrutura, ligeira untuosidade, macio, com grande frescura, sumarento e, mais uma vez, pleno de equilíbrio. Termina longo e fresco.

MARQUÊS DE BORBA 2017 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 4,99€
ARAGONEZ, TRINCADEIRA, TOURIGA NACIONAL, ALICANTE BOUSCHET, PETIT VERDOT, MERLOT
JOÃO PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
16
Cor vermelho intenso, concentrado, violetas escuros, aspecto límpido. Fruta vermelha e preta madura no nariz, intenso, traço leve tostado, alguma especiaria, envolvente. Na boca mostra-se seguro e envolvente, de tanino macio, polido e pronto, equilibrado e com final de boca longo. 
Continua a ser daqueles para comprar à confiança.

MARQUÊS DE BORBA VINHAS VELHAS 2016 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 13€
ALICANTE BOUSCHET, ARAGONEZ, CASTELÃO, SYRAH
JOÃO PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
17
Com uvas provenientes de vinha velha, fermentado em lagares de mármore e com cerca de 1 ano de estágio em barricas de carvalho americano e francês.
Cor vermelho granada intenso, fechado e de aspecto jovem e limpo. No nariz revela a fruta preta madura, muito nítida, com toque fresco de folha de eucalipto, refrescando o bouquet onde em fundo as especiarias e algum balsâmico fresco aparecem bem colocados. Na boca mostra-se muito sólido, gordo, com grande estrutura e volume, tanino macio, com acidez bem espigadota, fruta madura fresca, com um final de boca longo e muito elegante.
Promete bons anos pela frente se houver a decisão de guarda em garrafeira.

DUORUM PORTO VINTAGE 2007 | PORTO | 20% | PVP 49,50€
VINHAS VELHAS, TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ
DUORUM VINHOS, SA
17,5
Um vintage clássico, o primeiro sob a marca Duorum, que se mostra ainda pleno de juventude e frescura. A cor mantém os rubis intensos, concentrado, violetas densos e profundos. Nariz onde a fruta preta ainda é rainha, bem ladeado por notas de esteva, algum cedro e resina. Opulento de boca, cheio, harmonioso e persistente.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Quinta de Pancas | A Tradição Aliada à Inovação

A fundação da Quinta de Pancas data de 1495, com localização junto ao lugar de Pancas, concelho de Alenquer e a apenas 45 km da cidade de Lisboa. A propriedade tem cerca de 50 hectares de vinha e, actualmente, as casta tintas plantadas são o Cabernet Sauvignon, a Touriga Nacional , o Syrah , o Merlot, o Castelão, o Alicante Bouschet, a Tinta Roriz, a Touriga Franca, o Petit Verdot e o Malbec. Quanto às castas brancas, bastante menos em diversidade, são o Arinto, o Chardonnay e o Vital.

Na companhia de Gilberto Marques, o Enólogo da Quinta de Pancas, pude conhecer, mais em pormenor, o terroir onde nascem os vinhos deste produtor. A viagem começou na parte mais alta das vinhas, por entre Chardonnay do lado direito e Touriga Nacional do lado esquerdo fomos em direcção à adega.
Os solos predominantes são calcários, podendo estes diferir na sua origem - entre os calcários compactos interestratificados e os arenitos finos de calcários. Esta diferenciação está associada principalmente à altitude das parcelas (entre o 50 m e os 240 m) e ao declive das mesmas, reflectindo-se na textura dos solos, isto é, argilosa nas zonas mais baixas e franca nas partes mais altas e com maior declive.
Embora a profundidade seja muito variável, apresenta uma excelente capacidade de retenção de água suficiente para o desenvolvimento vegetativo da videira.

Uma vinha com um rendilhado de talhões de castas que beneficiam de um clima temperado húmido e estação seca no verão, com uma precipitação média anual a rondar os 1100 mm e concentrada essencialmente entre os meses de Outubro e Abril. 
Para além disso, a pouca distância que dista, em linha recta, do Oceano Atlântico, trás também grande influência atlântica, verificando-se um acentuado arrefecimento nocturno, o que associado ao facto de estarem protegidas dos ventos do Norte pela serra de Montejunto, cria condições únicas para a maturações fenólicas prolongadas e de excelência.
Dos vinhos do passado da Quinta de Pancas ficaram na memória de todos  essencialmente os tintos. Não só os Cabernet Sauvignon, vinhos de excelência que ainda hoje quando postos à prova revelam não só o potencial de envelhecimento dos mesmos como do próprio local onde nascem, mas também alguns monocastas como o Merlot ou o Touriga Nacional. 
Nos dias de hoje, de cara lavada, com nova imagem alinhada com o sentido do novo projecto, é impossível não perceber também o potencial dos vinhos brancos aqui produzidos. O mais recente Chardonnay e Arinto Reserva mostram que devemos estar muito atentos à Quinta de Pancas, enquanto que nos tintos, pouco a pouco, vamos percebendo que o passado de excelência estará a pouco tempo de distância.
Na minha conversa com o Gilberto Marques, comentou ele num instante que seria a tradição aliada à inovação a origem da excelência nos vinhos da Quinta de Pancas e eu, para já, só posso concordar.

QUINTA DE PANCAS RESERVA CHARDONNAY 2007 BRANCO | LISBOA | 12,5% | PVP 12,90€
CHARDONNAY 
COMPANHIA DAS QUINTAS VINHOS, SA
16
Cor amarelo definido, ligeiras nuances palha dourada, aspecto limpo. Nariz com muita elegância ainda sem a verdadeira marca do tempo, com fruta citrina e alguma cera. Boca plena de frescura, com acidez vivaz, fruta em bom plano e final de boca persistente. Gostava de lhe ter chegado um pedaço de queijo da Serra da Estrela só para puro deleite.
Após esta colheita só se voltou a ter novo Chardonnay Reserva em 2015.

QUINTA DE PANCAS RESERVA CHARDONNAY 2015 BRANCO | LISBOA | | PVP 14,90€
CHARDONNAY
QUINTA DE PANCAS VINHOS, SA
17
Cor amarelo citrino, esverdeados limpos, aspecto limpo. Aromas delicados, muita finess e elegância, boa fruta, fruta branca de caroço, tropical bem ligado, ligeiro citrino e floral, com a barrica bem ligada e envolvente perfil fresco. Na boca um branco com algum volume, macio no toque, envolvente, com boa secura, acutilante, com largura de boca, fruta num plano sumarento, barrica apenas a compor, acidez fina e elegante. Final de boca longo e fino.

QUINTA DE PANCAS CABERNET SAUVIGNON 1997 TINTO | ESTREMADURA | 13% | PVP -€
CABERNET SAUVIGNON
QUINTA DE PANCAS COMPANHIA DAS QUINTAS VINHOS, SA
16,5
Cor rubi granada, alguma casca de cebola, aspecto limpo. No aroma as notas de pimento estão maravilhosos, envolventes e frescos. Boca que nos agarra desde o ínicio, polido, ainda com a fruta num plano muito bonito, toque sedoso, com acidez que o mantém em cima. Final de boca longo.

QUINTA DE PANCAS CABERNET SAUVIGNON 2000 TINTO | ESTREMADURA | 13,5% | PVP -€
CABERNET SAUVIGNON
QUINTA DE PANCAS COMPANHIA DAS QUINTAS VINHOS, SA
17
Cor rubi granada, média concentração, ligeira casca de cebola, aspecto limpo. No nariz surgem as notas de pimento mais frescas e elegantes,  mais leve, com a fruta preta madura a mostrar-se definida, harmonioso e fresco. Na boca encontramos mais acidez, mais vivacidade e nervo. Mostra-se num grande momento de forma, com grande apetência pela mesa, pelo ligação à comida. Grande Vinho.

QUINTA DE PANCAS CABERNET SAUVIGNON 2003 TINTO | ESTREMADURA | 14,5% | PVP -€
CABERNET SAUVIGNON
QUINTA DE PANCAS COMPANHIA DAS QUINTAS VINHOS, SA
16,5
Cor rubi intenso, de média concentração, violetas nítidos, aspecto limpo. No plano aromático voltamos às notas de pimento mais marcado e intenso, a definir o bouquet, embora mostrando a fruta preta e azul bem casada. Na boca mostraque ainda tem muitos anos pela frente. Grande boca. Com estrutura e volume, vivaz,  com a fruta preta muito alegre e fresca, notas de pimento a envolver, final longo. Como estará daqui a um ano?

QUINTA DE PANCAS 2017 BRANCO | LISBOA |13,5% | PVP 6,90€
CHARDONNAY, ARINTO, VITAL
QUINTA DE PANCAS VINHOS, SA
16 
Cor citrina, aberto, com esverdeados leves e de aspecto limpo. No nariz mostra-se intenso, com fruta tropical e citrina bem casada, com traço mineral fresco. Na boca revela uma acidez vivaz, a secar o palato, com a fruta citrina sumarenta e bem fresca a inundar o palato, muito equilibrado e sóbrio. Final de boca longo e fresco.

QUINTA DE PANCAS RESERVA ARINTO 2015 BRANCO | LISBOA | 12,5% | PVP 12,90€ 
ARINTO
QUINTA DE PANCAS VINHOS, SA
16,5 
Cor amarelo citrino, limpo, esverdeados salientes, aspecto jovem. No nariz a fruta citrina com intensidade e expressão da casta, muito definido, com boa carga mineral, equilibrado e fresco. Na boca mostra o que o tempo em garrafa pode fazer a um branco. Distinto, afinado, com belo volume de boca, a envolver, com a fruta citrina muito sumarenta e fresca. O final de boca é longo e fresco.

QUINTA DE PANCAS 2016 TINTO | LISBOA | 13,5% | PVP 6,90€
CABERNET SAUVIGNON, TOURIGA NACIONAL, ALICANTE BOUSCHET
QUINTA DE PANCAS VINHOS, SA
15,5
Cor rubi de média concentração, leves violeta, aspecto jovem. Aroma com notas de fruta preta madura, ligeira tosta e fumado, equilibrado e fresco. Na boca apresenta-se macio, com boa intensidade, fruta fresca bem definida, tanino polido, com final de boca longo e presistente.


QUINTA DE PANCAS RESERVA 2015 TINTO | LISBOA | 14% | PVP 14,90€
CABERNET SAUVIGNON, TOURIGA NACIONAL, SYRAH
QUINTA DE PANCAS VINHOS, SA
17
Cor rubi intenso, concentrado, violetas escuros, aspecto limpo. No nariz a fruta preta madura surge num primeiro plano, com ameixa preta, cereja e  amora silvestre, sendo depois muito bem ladeada por notas de cacau, ligeiro perfumado a violeta, pimentas branca e preta, sendo um conjunto equilibrado e revelando frescura. No palato revela estrutura, corpulência e volume, toque macio, tanino presente, mas a não marcar em demasia, fruta madura bem colocada e em equilíbrio com as notas mais especiadas  terminando longo e persistente.
Muito boa opção na relação preço-qualidade.


QUINTA DE PANCAS GRANDE RESERVA 2013 TINTO | LISBOA | 15% | PVP 24,50€
TOURIGA NACIONAL, ALICANTE BOUSCHET, PETIT VERDOT
QUINTA DE PANCAS VINHOS, SA
17,5
Cor vermelho intenso, concentrado, de violetas escuros, aspecto límpido. Aromaticamente muito fresco e respirante, com a fruta preta madura, floral fresco, algo terroso, turfa do bosque, caruma de pinheiro, com boa especiaria e de grande complexidade. Um boca tamanha, grande estrutura, enche o palato, mostra-se envolvente e vivo, com taninos presentes, mas de grande finura. A fruta revela também neste plano grande qualidade num conjunto todo ele harmonioso. Final de boca longo.
É um vinho poderoso que com toda a certeza terá bons e longos anos pela frente.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Montes Claros Reserva 2007 Branco

MONTES CLAROS RESERVA 200 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP  8€
ARINTO, ANTÃO VAZ, ROUPEIRO
ADEGA COOPERATIVA DE BORBA, CRL
16

Pode parecer repetitivo, mas volto a afirmar, sem problemas nenhuns, que os brancos com idade cada vez me impressionam mais. Adoro encontrar estes tesouros perdidos e depois, tal qual um miudo com um brinquedo novo, deliciar-me com o prazer que me dá abri-lo e depois bebe-lo
Com 10 anos de idade, encontrei-o vestido de amarelo com laivo dourados, sem ser muito carregado na cor e de aspecto limpo. No nariz aromas de fruta amarela e tropical bem maduros, num entre caminho para a passa, mais doce e  com notas de frutos secos e alguma passa, mostrando frescura, envolvência e a prender-me ao copo.
Na boca para além de um cremosidade ao toque, envolvência e algum corpo, mostrou-se bem vivo, com acidez equilibrada, ainda a fruta, com profundidade e um final de boca muito interessante.
(provado e bebido em 2018)

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Olho de Mocho Reserva: A Vertical

A casta Antão Vaz, embora não seja das mais queridas dos críticos ou enófilos, é uma das mais importantes e valorizadas na região do Alentejo e, particularmente, da zona da Vidigueira de onde tem a sua origem.
Adaptada ao clima quente e soalheiro da planície alentejana mostra grande resistência à seca e às doenças, relevando consistência e boa produção, amadurecendo de forma previsível e homogénea.
A Herdade do Rocim tem no Olho de Mocho Reserva o seu monocasta Antão Vaz que é vindimado manualmente e que, normalmente, após um período de algumas horas de maceração pelicular a frio, fermenta depois em barricas de carvalho francês, por um período de cerca 22 dias, a uma temperatura controlada. No final da fermentação o vinho é submetido a uma batonnage diária durante cinco meses. 

OLHO DE MOCHO RESERVA 2007 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP 12€
ANTÃO VAZ
HERDADE DO ROCIM - TERRALIS MÁQUINAS E AGRICULTURA, LDA
16,5
Cor amarelo de nuances douradas, aspecto limpo. Aroma com alguma oxidação, frutos secos e passa, alguma avelã, ligeiro petrolado, traço de tostado leve, perfil fresco. Volumoso, estrutura, textura muito interessante, com toque salino no ponto, com frescura e com menos evolução do que aparenta no nariz. Final longo e persistente.

OLHO DE MOCHO RESERVA 2008 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP 12€
ANTÃO VAZ
HERDADE DO ROCIM - TERRALIS MÁQUINAS E AGRICULTURA, LDA
16,5
Cor amarelo definido, palha seca, aspecto limpo e brilhante. No nariz boa fruta amarela madura, notas de fosforo e pólvora, traço mineral, muita frescura. Na boca mostra acidez, bom volume e estrutura, cremosidade, fruta madura e sumarenta, final de boca extenso.

OLHO DE MOCHO RESERVA 2009 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP 12€
ANTÃO VAZ
HERDADE DO ROCIM - TERRALIS MÁQUINAS E AGRICULTURA, LDA
17
Cor amarelo citrino, definido, ligeiro esverdeado, aspecto limpo. Aromas intensos, fruta amarela madura, leve tangerina, algum tropical e notas de barrica leve, apenas a compor, algum fósforo, mineral e fresco. Boca com volume, boa estrutura, acidez equilibrada, a secar um pouco o palato, com as notas salinas novamente mais salientes, a pedir comida, fruta fresca em bom plano, barrica integrada e final longo.

OLHO DE MOCHO RESERVA 2011 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP 12€
ANTÃO VAZ
HERDADE DO ROCIM - ROCIM, LDA
16,5
Cor amarelo citrino, esverdeados leves, aspecto limpo. Aromas fruta branca e amarela de caroço, citrinos, claramente toranja, com uma frescura salina, leve toque mais resinoso, fresco. Volumoso e com bela cremosidade de boca, largo, com acidez fina, a cortar alguma da untuosidade que poderia ser em excesso, com a fruta fresca bem bonita e com final de boa boca intenso e longo.
Aguardo por ele daqui a mais um ou dois anos.

OLHO DE MOCHO RESERVA 2016 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP 12€
ANTÃO VAZ
HERDADE DO ROCIM - TERRALIS MÁQUINAS E AGRICULTURA, LDA
17
Cor amarelo citrino, esverdeados limpos, aspecto brilhante e jovem. Aroma muito elegante, com fruta citrina fresca, alguma casca de laranja, fruta de caroço, polpa amarela, leve tisana, mineral, pedra lascada. Grande acidez de boca, prazeiroza, fresca e sumarenta. Boa profundidade de boca. largura e grande equilíbrio. Final de boca longo.
Confirma o potencial de guarda.

Fazendo a prova do 9 sou levado a dizer que estamos na presença de um grande branco do Alentejo, com grande capacidade de guarda e que é produzida unicamente com uvas da casta Antão Vaz.
Se os anos mais recentes mostram vinhos plenos de vivacidade e prontos a dar prazer, os de anos mais distantes encantam pelas notas de evolução que combinam num todo para mostrar um Alentejo com branco com idade de elevada qualidade.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Herdade do Mouchão | Em Terra de Alicante Bouschet

Em terras alentejanas é onde a casta Alicante Bouschet se revela na sua magnitude e onde encontramos alguns dos mais belos vinhos feitos a partir dela. Nasceu das mãos de Henry Bouschet no ano de 1855 em França a partir do cruzamento das castas Garnacha e Petit Bouschet. Nascida em França, mas Rainha em Portugal.
Talvez por isso, fizesse sentido dedicar um dia a conhecer melhor a casta, o terroir onde reina, os vinhos que dela resultam e ouvir na primeira pessoa as pessoas que a trabalham e que por ela se apaixonaram. O primeiro Alicante Bouschet Day nasceu e concretizou-se no final de 2016 e tenho de dar os meus parabéns ao João Pedro Carvalho do Blog Copo de 3 por ter sido faísca e luz para esta grande ideia.

Começámos pela Herdade do Mouchão. Penso que este inicio de aventura faça todo o sentido. Esta casta tida como de adaptação difícil e que no seu País de origem nem sequer é tida em grande conta, foi trazida para o Alentejo, segundo se sabe, pela família Reynolds, responsável pelos vinhos da Herdade do Mouchão, devido à sua propriedade tintureira. Como os seus primeiros vinhos perdiam um pouco a sua coloração ao final de poucos anos, sentiu-se a necessidade de lhe dar mais cor e durante mais tempo com outra casta. Ora, sendo a Alicante Bouschet uma das raras variedades tintureiras do mundo, isto é, a cor tinta está presente não só na pele como na polpa de cada bago de uva, então seria com ela que se iria trabalhar.

Esta casta encontrou na Herdade do Mouchão um terroir de eleição. Conhecer a emblemática Vinha dos Carapetos com a presença e com o sábio acompanhamento de David Marques Ferreira num dia lindo de outono-inverno foi um dos pontos marcantes deste dia.

Depois, ainda antes de se partir para um prova vertical dos Mouchão, da última colheita de Mouchão Tonel 3-4 e do Mouchão Licoroso e Aguardente Vínica, uma visita rápida à adega e toda a infraestrutura que permite que os vinhos da Herdade do Mouchão sejam uma realidade.

MOUCHÃO 1988 TINTO | ALENTEJO | 13,5% | PVP 38€***
ALICANTE BOUSCHET, TRINCADEIRA
HERDADE DO MOUCHÃO - VINHOS DA CAVACA DOURADA, SA
16,5
Cor vermelho, nuances alaranjadas, acastanhadas, média concentração, aspecto limpo. Nariz com notas de evolução sem ser depreciativo, notas de couro, fresco, mentolado, a abrir no copo. Boca com boa expressão, volume, acidez vivaz e equilibrada, fruta ainda com boa expressão, final de boca longo.

MOUCHÃO 2002 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 43,90€**
ALICANTE BOUSCHET, TRINCADEIRA 
HERDADE DO MOUCHÃO - VINHOS DA CAVACA DOURADA, SA
17,5
Cor vermelho granada, média concentração, aspecto limpo. Aromas intensos, fruta vermelha fresca, barrica envolvente e bem integrada, especiaria fina, elegante e fresco. Na boca grande estrutura, corpolento, cheio de vida, com fruta em muito bom plano, especiaria, vegetal, mentolado fresco, respirante e de final longo.

MOUCHÃO 2007 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 39,5€*
ALICANTE BOUSCHET, TRINCADEIRA 
HERDADE DO MOUCHÃO - VINHOS DA CAVACA DOURADA, SA
18
Cor vermelho rubi, intenso, média concentração e de aspecto limpo. No nariz aparecem as notas vegetais, espargos, notas terrosas, turfa, fresco mentolado, ainda de traço jovem. Na boca temos boa estrutura, taninos marcados, pujanates e  joviais, vegetal bem ladeado com o fresco de eucalipto. Elegante e final longo. Em grande forma e ao mesmo tempo ainda com um caminho muito longo pela frente.

MOUCHÃO 2011 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 35€*
ALICANTE BOUSCHET, TRINCADEIRA 
HERDADE DO MOUCHÃO - VINHOS DA CAVACA DOURADA, SA
18
Cor rubi, intenso, concentrado, violetas escuros, jovens, aspecto limpo. Nariz muito bonito, fruta vermelha, traço vegetal, eucalipto fresco, mentolado, muito definido. Grande boca, cheio de força e com pernas para durar, longevidade, estruturado, tanino firme. Final longo. 
Como estará quando tiver o tempo de descanso do anterior 2007?

MOUCHÃO TONEL 3-4 2011 TINTO | ALENTEJO | 13,5% | PVP 99€****
ALICANTE BOUSCHET 
HERDADE DO MOUCHÃO - VINHOS DA CAVACA DOURADA, SA
18
Cor vermelho rubi, intenso, concentrado, fechado, praticamente opaco, com violeta escuro e de aspecto limpo. Aromas intensos, com a fruta preta madura bem presente, cheio de terrosos frescos, bosque, mentolados respirantes e notas vegetais ainda um pouco escondidas. Pujante e cheio de boca, denso e mastigável, perfil fresco, mas também cheio de juventude, ainda a pontapear e a chorar. Sem dúvida que é um vinho que ainda vai dar muito prazer a beber e que os anos estão para durar.

MOUCHÃO 2011 LICOROSO | ALENTEJO | 20% | PVP 22,60€*
ALICANTE BOUSCHET
HERDADE DO MOUCHÃO - VINHOS DA CAVACA DOURADA, SA
16
Continuamos com a casta Alicante Bouschet também no licoroso, Este é produzido com base na casta Alicante Bouschet. Após a fermentação, estagia em tonéis de 1,000 litros, de carvalho português, durante pelo menos 4 anos.
Cor vermelho vivo, opaco e retinto,  com aromas intensos a ameixa preta madura, compotas e especiarias. Profundo e elegante na boca, com o perfil de frescura que reconhecemos já nos Mouchão e um final de boca persistente e prolongado.

 
MOUCHÃO 2015 AGUARDENTE BAGACEIRA | ALENTEJO | 46% | PVP 45€*
ALICANTE BOUSCHET
HERDADE DO MOUCHÃO - VINHOS DA CAVACA DOURADA, SA
Uma surpresa. Quando muitos viram a cara e o copo a uma aguardente bagaceira no final da refeição, então por ceto, desconhecem a da Herdade do Mouchão. Esta resultado da destilação das massas de Alicante Bouschet utilizadas para produzir os melhores vinhos da herdade e, por isso, o mesmo é dizer que continuámos até ao fim ao sabor desta casta.
De cor branca e transparente, esta aguardente revela um aroma límpido, definido e fresco, marcado pelas especiarias típicas desta casta cultivadas no Mouchão. Na boca voltamos à envolvente fresca, toque macio e aveludado, com muita elegância e terminando longo e persistente.
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*preço Garrafeira Nacional à data da publicação 
**preço Garrafeira Dom Pedro à data da publicação
***preço Garrafeira Uvinum à data da publicação
****preço Garrafeira VinhoWeb à data da publicação