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segunda-feira, 19 de agosto de 2024

70 Anos da Adega do Cartaxo Celebrados com Vinho Especial

A primeira reunião para se pensar na génese de uma adega cooperativa no Cartaxo remonta ao ano de 1951, mas a sua criação oficial viria a acontecer quatro anos mais tarde, a 05 de maio de 1954. Passaram então sete décadas de história e de muitas estórias. Uma história, um legado, muitos desafios, conquistas e vitórias. Paixão, tenacidade e inovação, homenageadas num singular Vinho do Tejo. 
Passadas sete décadas é momento de celebrabrar com um vinho especial. O Adega do Cartaxo 70 Anos  Edição Comemorativa é um vinho de comemoração, feito a partir de um blend das melhores barricas da colheita de 2015, com estágio de 12 meses em carvalho francês com grão extrafino, selecionadas pelo enólogo Pedro Gil de entre as que se destinavam aos vinhos Desalmado, Bridão Reserva, Bridão Private Collection, Bridão Alicante Bouschet, Bridão Touriga Nacional e Bridão Trincadeira. 
Naturalmente, um vinho com uma lista maior que a normal de castas na sua composição que resultam num blend complexo e rico, sem fugir da Região, mostrando um perfil elegante, sofisticado e com potencial de guarda enorme.
 
ADEGA DO CARTAXO 70 ANOS EC 2015 TINTO | TEJO | 14,5% | PVP  70 €
TOURIGA NACIONAL, ALICANTE BOUSCHET,TRINCADEIRA,CABERNET SAUVIGNON, MERLOT, SYRAH, TINTA RORIZ 
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO
17,5
Cor vermelho rubi rubi de média concentração, tonalidade granada, aspecto límpido e jovem. No nariz não é tímido a revelar a fruta vermelha e preta maduras que trás consigo, groselha, aneixa, alguma geleia de fruta, com notas de chocolate, cacau, pitada de torrefação, com lado terroso, de bosque, pimenta preta, rico e complexo. Boca volumosa, com estrutura, nervo, texturado, grão fino, mordiscável, macio e aveludado, secura boa, com a fruta a continuar em plano de relevo, tanino firme, a despertar alguma gula, harmonioso e com final de boca longo.
 
Em data plena de História, oportunidade para, em momento prévio a toda a atenção estar virada para o Adega do Cartaxo 70 Anos  Edição Comemorativa, voltar um pouco no tempo e viajar até 1999 e 2007 nos brancos e até 1978, 1995 e 1998 nos tintos, numa prova reveladora da capacidade do bom envelhecimento dos néctares da casa e da  riqueza das castas próprias da região. 
 
BRIDÃO FERNÃO PIRES 1999 BRANCO | RIBATEJO | 12% | PVP  -€
FERNÃO PIRES
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO, CRL
16
Cor amarelo tonalidade palha, dourados evidentes, aspecto límpido e dar mostra de idade. Nariz com notas de fruta de polpa amarela madura, fruta passa, citrino bem medido, casca de laranja, tangerina, leve melaço, ligeiro químico, mantendo boa frescura e elegância. Boca vivaz, limpa, ligeiro amanteigado contra balançado pela acidez bem medida, mostrando a fruta mais citrina, conjunto harmonioso e com final duradouro.
 
BRIDÃO FERNÃO PIRES 2007 BRANCO | RIBATEJO | 13% | PVP  -€
FERNÃO PIRES
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO
17
Cor amarelo intenso, tonalidade palha, aspecto cristalino e límpido. Plano aromático elegante, com fruta tropical madura, polpa amarela, citrinos desidratado, pitada floral, ligeiro apetrolado em fundo.  Boca envolvente, textura macia, acidez composta, vivaz e com prolongamento, secura boa, fina, com  fruta ainda bem definida, mostrando a boa evolução deste branco, equilibrado e com final de boca longo.
Foi recentemente relançado com o PVP de 25,99€.
 
BRIDÃO RESERVA 1995 TINTO | RIBATEJO | 13% | PVP  €
PERIQUITA, TRINCADEIRA PRETA
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO, CRL
16
Cor vermelho de média concentração, aberto, turvo ligeiro, auréola alaranjada. No nariz mostra a fruta vermelha madura, ameixa desidratada e algum figo seco, plano com alguma exuberância, com boa companhia de notas especiadas, folha de tabaco e pote de balsâmicos fresco. Boca com volume e boa presença, textura macia, aveludada e envolvente, acidez fina, persistente, tanino polido, mas seguro, fruta com sabor, num conjunto equilibrado e com final de boca longo.
 
BRIDÃO RESERVA 1998 TINTO | RIBATEJO | 13% | PVP  €
PERIQUITA, TRINCADEIRA PRETA
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO, CRL
16,5
Cor vermelho tonalidade tijolo, média concentração, aberto e luminoso, límpido e cativante. Aromas limpos, fruta vermelha e preta maduras, floral perfumado bem medido, leve nota vegetal, especiado airoso, exótico, tamara passa, complexidade generosa. Boca com estrutura, volume, textura macia, boa untuosidade, acidez vivaz, secura salivante, envolvente, tanino polido e pronto, aconchegado à fruta, em equilíbrio, terminando longo e persistente.
_______________________________________
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO
EN 365-2 2070-220 CARTAXO
+351 243 770 987
+351 243 770 107

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Terra Larga | Vinhos de um Tejo Ribatejano

A viagem até aos vinhedos onde os Terra Larga e Areias Gordas nascem não é longa. Confesso que saio de casa com alguma expectativa do que vou encontrar e dos vinhos que irei provar sendo que apenas conheço o Areias Gordas Colheita Tardia 2009 e o Tinto Ao Contrário também da colheita de 2009. A caminho até Salvaterra de Magos, mais conhecida pela criação de cavalos e touros para os espectáculos Tauromáquicos, e pouco depois estou rodeado por terrenos agricolas e com o Rio Tejo à minha esquerda. Parcela após parcela apenas vislumbrava produtos horticolas até que, quase que por magia, uma vinha. Cheguei!

À minha espera o produtor e enólogo Tomás Vieira da Cruz, um Senhor do vinho português com marca deixada desde 1996 em algumas casas bem conhecidas do panorama Nosso vinico. Quer como enólogo quer como Consultor, a passagem pela Adega Cooperativa de Borba, Sogrape Quinta dos Carvalhais, Dona Berta ou Quinta dos Termos, entre outros, mostram experiência e capacidade para nos surpreender onde quer que seja. E sei que aqui não será diferente.

Rapidamente fomos visitar as vinhas. Adoro sentir o aroma da terra e da vinha. Em volume as castas brancas são as rainhas do Terroir com o Fernão Pires em destaque, mas também com a Alvarinho, o Arinto e a Semillon como companhia. A Touriga Nacional, o Cabernet Sauvignon, a Tinto Cão, a Tinta Roriz e a Alicante Bouschet são as tintas. Mora por ali o sonho de um dia poder ser praticamente só castas brancas.

O terroir, que não se quer de biodinâmico, mas apenas dinâmico e com muita biodiversidade, parece viver às ordens de Tomaz Vieira da Cruz. Tudo a seu tempo para que se produzam dali vinhos à imagem do enólogo e principalmente brancos de excepção.

Um passinho até à adega e toca de provar o que havia em inox. Aqui sou surpreendido pela primeira vez. Vinhos praticamente prontos, cheios de vida, grande acidez, frescura e um potencial imenso. Como é possivel não conhecermos estes vinhos? Vinhos gastronómicos, com potencial de guarda e com preços altamente competitivos. É preciso ainda mais trabalho para desmistificar o nome desta região produtora de vinhos em quantidade e cada vez mais também qualidade.
Mais tarde, a prova de praticamente toda a gama de vinhos do produtor, já com possibilidade de os harmonizar com a comida e com o segundo momento de surpresa. Vinhos brancos com idade, nem sequer os vou chamar de velhos, com uma frescura e vivacidade que faz esconder de vergonha muitos que nem um ano de vida têm. Diferentes, com muita frescura e principalmente com muito tempo pela frente. Sem dúvida um produtor que vale a pena seguir e conhecer melhor.
Os vinhos provados nesse dia foram:

AREIAS GORDAS 2009 | COLHEITA TARDIA | 13% | PVP 20€
FERNÃO PIRES
Um colheita tardia de eleição.  Apresenta com âmbar definida, brilhante e atraente. No nariz somos invadidos pelo aroma intenso do melaço, fruta seca e passa, pêssego maduro e o toque floral com a flor de laranjeira. Está viciante, complexo e com frescura. Rendi-me na boca ao toque untuoso, macio e aveludado com que sou presenteado. Doce, como se pretende, mas com toque citrinos que lhe dão equilíbrio e uma frescura desejada pois queremos continuar a bebe-lo. Um final de boca extra ordinário e terninamos a dar graças por a garrafa ser de 750ml.

5ª. DE MAHLER 2000 | BRANCO | 12,5% | PVP 4€
FERNÃO PIRES
Os vinhos brancos com idade estão hoje na moda. São mais procurados e mais compreendidos. Um branco de cor amarelo carregado, praticamente dourado, limpo. No nariz salta a fruta cozida, com boa intensidade e bem ligada com traços de alguma fruta seca e ligeiros tostados muito finos. Está em forma e a beber já. A prova de boca confirma isso mesmo. Fresco e com vivacidade, acidez equilibrada, ainda alguma fruta, algum sumo, todavia quero crer que este seja o melhor momento para o beber. Junte-lhe comida. Peixe assado no forno, umas iscas de leitão em cebolada. Belo.
AREIAS GORDAS 1997 | BRANCO | PVP 4€
ARINTO, TRINCADEIRA DAS PRATAS, FERNÃO PIRES
Por incrivel que parece este foi o gama de entrada deste produtor durante anos e que, segundo o produtor, pouco se vendeu no anos de lançamento. Que sorte para nós agora!
Cor já marcada pelo tempo, amarelo de tonalidade palha dourada, aspecto limpo. Aromas com intensidade média, notas de algum envelhecimento, mas não demasiadamente marcadas. Volto ao rótulo para me certificar que o ano é mesmo 1997. Também na boca está fresco e vivaz. Com bom equilibrio. Vinhos brancos para envelher? Concerteza!
AREIAS GORDAS 2000 | BRANCO | PVP 4€
ARINTO, TRINCADEIRA DAS PRATAS, FERNÃO PIRES 
Um pouco no seguimento do 1997, mas neste caso, visualmente não está tão marcado pelo tempo. Aliás é surpreendente a cor que este branco ainda tem passados praticamente 14 anos. A fotografia diz muito. Aromaticmante muito semelhante e não boca surpreende por parecer mais evoluido que o anterior. Não trocámos a garrafa por isso está correcto. Um exemplo de bom envelhecimento e de garantia de qualidade após tantos anos.

TERRA LARGA 1999 | BRANCO | 12,6% | PVP 10€
ARINTO, TRINCADEIRA DAS PRATAS, FERNÃO PIRES
Este branco é sem dúvida de compra obrigatória. Esqueçam os preconceitos para com o vinho branco, esqueçam que se trata de um branco de 1999 e nem sequer pensem que é do Ribatejo. Bebam apenas e passem pela mesma experiência que eu.
Apresenta cor amarela palha dourada, brilhante e limpa. Aromas inebriantes que não cansam, fruta de madura bem ligada com notas de alguma fruta seca, fresco e desafiador. Na boca ficamos rendidos à sua maciez, untuosidade e leve toque mais doce numa bem rendilhada ligação com um acidez que lhe dá um estalo de vida.  Beba-se e junte-se-lhe comida e amigos.
AREIAS GORDAS RESERVA 2000 | TINTO | PVP 5€
Passados praticamente 14 anos este é um vinho que continua vivinho, com grande acidez e com algum tempo ainda pela frente. As notas da pasagem dos anos são leves que na cor, quer nos aromas e quer mesmo na boca, o que faz com que seja uma experiência prazenteira e com um vinho que todos julgariamos já ido. Tinto cheio de frescura e, tal como os restantes, pronto a juntar a um bom prato ribatejano. Gastronómico.

AO CONTRÁRIO 2009 | TINTO | 12% | PVP
TINTO CÃO
Um vinho como o próprio nome diz Ao Contrário. Ao contrário do que é pedido, ao contrário do que por vezes é exigido. Para além de apenas se encontrar em garrafas magnum (1,5l), apresenta cor muito aberta para um tinto, pouca concentração em tonalidades violaceas destacadas. Aromas onde a fruta é rainha, com bastante frescura, sem madeira  notória e muito clean e correcto. Na boca encontramos frescura, muita fruta fresca, não é aquele tinto encorpado a que estamos habituados, todavia dá prazer beber e acompanhar à refeição. Tem um final de boca persistente e apenas 12% de alcool. É ao contrário, é diferente, mas acabamos a gostar dele.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Quinta do Alqueve TN Syrah 2001 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Touriga Nacional e Syrah
Região: Ribatejo
Teor Alcoólico: 14%
Produtor: Sociedade Agrícola Pinhal da Torre, Lda
Preço: 35€ vap

Nota de Prova
Do produtor Pinhal da Torre habituei-me a beber dos melhores Syrah de Portugal e o facto deste ser produzido, para além da Touriga Nacional, por esta casta fez crescer em mim que seria meio caminho andado para estar na presença de um vinho de eleição. Assim foi. Um grande vinho. Apesar de necessitar de algum cuidado ao servir devido a algum sedimento no fundo da garrafa, este vinho portou-se a um elevado nível. Na cor, ainda com bastante concentração, pouco se notavam os 12 anos de vida e no plano aromático a fruta vermelha madura ainda era predominante suplantando as notas de envelhecimento que o poderiam marcar neste momento. Boca com grande vivacidade, estrutura, complexidade e equilíbrio, untuoso ao toque, macio e aveludado, com continuação de uma fruta fresca e com um final arrebatador. A ligação gastronómica com uma chanfana de vitela e cabrito assado no forno deixam saudades.

Classificação: 17,5

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Vale de Lobos 2006 Colheita Tardia Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Fernão Pires
Região: Ribatejo
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Soc. Agrícola da Quinta da Ribeirinha, Lda
Preço: 6€ vap

Nota de Prova
Pela segunda vez à mesa e à prova. A primeira garrafa estava passada. Não contou. Esta segunda estava em condições e estava na altura de tirar a prova dos nove. Aspecto visual bonito, nuances douradas e intensas. No nariz mostrou-se com boa intensidade a frutos citrinos, frutos secos e algum mel. Na boca desiludiu. Perfil seco, seco, muito citrino e persistente e com um doce um pouco deslavado. Não me convenceu e não me deixa saudades.

Classificação: 70/100

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Quinta da Lapa 2008

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Touriga Nacional, Syrah, Cabernet Sauvignon e Aragonez
Região: Ribatejo
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Agrovia Sociedade Agro-Pecuária, SA
Preço: -€ vap

Nota de Prova
Vinho de um novo produtor (neste caso até é uma produtora) de uma região que tem evoluído muitíssimo nos últimos anos.
O vinho apresentou-se bem de aromas, muito fresco a par de uma acidez evidente e bem destacada no conjunto. Na boca revela-se pouco domado, fruta verde, azeitona, todo muito vegetal e a precisar ou de tempo ou de próximas colheitas. A testar em futuras edições.

Classificação: 73/100

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Quinta do Alqueve 2005 Colheita Tardia Branco

Características
Tipo: Branco Colheita Tardia
Castas: Fernão Pires
Região: Ribatejo
Teor Alcoólico: 12%
Produtor: Sociedade Agrícola Pinhal da Torre, Lda
Preço: 16 € vap

Nota de Prova

Mais um colheita tardia, uma boa escolha para acompanhar uma sobremesa ou com um Queijo da Serra. Este acompanhou um arroz doce, bem doce, que este vinho refrescou e duplicou a sensação de prazer sozinhos não alcançariam.
Apresenta cor dourada, palha, bonitos reflexos dourados. Aromas doces, fruta tropical madura, algum mel e fruta de caroço cozida. Na boca toque de veludo, untuoso, bom equilíbrio na relação álcool, doçura e acidez, continuidade da fruta cozida, maças e algum marmelo, com frescura e sem se tornar demasiado doce e enjoativo.

Classificação: 84/100

terça-feira, 27 de setembro de 2011

IKON 2007 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Touriga Nacional
Região: Ribatejo
Teor Alcoólico: 13,5 %
Produtor: Fiuza & Bright Soc. Vit. Lda
Preço: -€ vap

Nota de Prova [VJ]
Em Santarém comprei duas garrafas deste vinho ao produtor. Acabado de chegar ao mercado, quis sentir um Touriga Nacional do Ribatejo à procura do melhor que tem esta casta fascinante.
Encontrei um vinho opaco de cor, retinto, puro sangue, fechado e espesso. Preso de aromas, pouco revelador da casta, o mesmo se passando na boca, muito intenso, pouco elegante. Provei a 2ª garrafa agora em 2011 e encontrei um vinho que evoluiu desiquilibradamente. O vermelho da cor ganhou uns interessantes laivos levemente alaranjados, os aromas estão pouco cativantes e na boca encontrei-o muito vegetal e curto.
Gostaria de compará-lo com outras edições.

Classificação: 14,5

domingo, 20 de março de 2011

Quinta do Casal Branco 2007 Tinto

Características
Tipo:
Tinto
Castas:
Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional e Alicante Bouschet
Região:
Ribatejo
Teor Alcoolico:
13,5 %
Produtor:
Casal Branco - Sociedade de Vinhos, SA
Preço: - € vap
 

Nota de Prova
Bem na cor e aroma apelativo a fruto vermelho maduro, ligeira especiaria. Na boca revela estrutura algo simples, tal como a acidez, o que permite ao álcool sobressair mais do que o desejável no conjunto. Final de boca quente, algo curto. Vinho aceitável que será sempre melhor em novo. Por isso beba o que tiver e adquira o 2008 que sei estar bem melhor.

Classificação: 70/100

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Quinta da Alorna 2007 Colheita Tardia Branco

Características
Tipo:
Branco
Castas: Fernão Pires
Região: Ribatejo
Teor Alcoolico: 13 %
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos, Lda
Preço Médio: 11 vap €

Prova
Mais uma colheita tardia desta casa em prova. Este vinho de cor dourada clara revelou um aroma algo fechado ao inicio da prova, mas depois começaram a sentir-se as notas a limão, doce e abacaxi ou ananás. Nada de muito intenso. Na boca continua a demonstrar um bom equilíbrio doçura-acidez, sendo levemente mais doce do que o colheita de 2006. Não enjoa e cativa pela frescura, algum corpo e um final bastante persistente. Não sendo um vinho muito diferente da anterior colheita de 2006 e não causando surpresa continua em bom plano com uma boa relação preço-qualidade.

Classificação: 84/100

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Serradayres 2009

Serradayres Branco 2009

Características
Tipo:
Branco
Castas:
Arinto & Fernão Pires

Região: Ribatejo
Teor Alcoolico: 13 %
Produtor: Enoport
Preço: 3,30 € vap

Agradecimento
Uma palavra de agradecimento à Enoport
pela oferta para prova desta garrafa no âmbito do Passatempo do Vinho Casal da Eira.

Nota de Prova
Um Verão com dias de calor como os que temos tido sugerem uns brancos bem frescos e leves. Assim é este Branco de cor citrina cristalina. O aroma, embora com notas a frutos citricos, apresenta recortes de fruta tropical como o abacaxi e também notas florais como a flor de laranjeira. Na boca nota-se uma acidez presente, mas equilibrada conferindo corpo e elegância ao mesmo. Final de boca frutado muito agradável.
No primeiro copo não estava à temperatura ideal, mas nos seguintes, com os 8º mais próximos, foi maior o proveito.

Classificação: 14,5/20

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Quinta de Alorna 2006 Colheita Tardia Branco

Data da Prova: 28 Dezembro 2009
Características
Tipo:
Branco
Castas: Fernão Pires
Região: Ribatejo
Teor Alcoolico: 13 %
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos, Lda
Preço Médio: 12 €

Acerca do Vinho (Rótulo)
As uvas da casta Fernão Pires, sobre maduras, foram colhidas durante o mês de Outubro e prensadas cuidadosamente. O mosto entrou em fermentação a temperatura controlada e interrompida pelo frio quando o vinho registava 13% de álcool e cerca de 80 gr de açúcar. Seguiu-se um estágio de 6 meses em barricas de carvalho usadas. Este vinho doce, de cor dourada, tem um aroma e paladar a frutos tropicais maduros, mel e amêndoas com um final de boca complexo e persistente. Deve ser servido a 10ºC como aperitivo, no acompanhamento de "Foie Gras" e patés ou para acompanhar doces de amêndoas e de ovos.

Prova
Tinha prometido e assim foi. Mais uma prova de um colheita tardia e desta vez de uma casa da qual já havia provado do néctar de 2004. Servido à temperatura ideal este vinho de cor dourada exala um aroma a frutos silvestres único e freco. O paladar é também ele bastante frutado e adocicado mantendo também uma caracteristica, já por mim observada no de 2004, que se resume a um excelente equilibrio de doce permitindo ser bebido como um excelente vinho de entrada ou de acompanhamento de sobremesa. O final é persistente e agradável. Continuo a recomendar a quem quiser experimentar.

Classificação: 84/100

domingo, 29 de novembro de 2009

Quinta da Alorna 2004 Colheita Tardia Branco


Data da Prova: 29 Novembro 2009
Características
Tipo:
Branco
Castas: Fernão Pires
Região: Ribatejo
Teor Alcoolico: 13 %
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos, Lda
Preço Médio: 12€ a 13 €

Acerca do Vinho (Rótulo)
As uvas da casta Fernão Pires, sobre maduras, foram colhidas durante o mês de Outubro e prensadas cuidadosamente. O mosto entrou em fermentação a temperatura controlada e interrompida pelo frio quando o vinho registava 13% de álcool e cerca de 80 gr de açúcar. Seguiu-se um estágio de 6 meses em barricas de carvalho usadas. Este vinho doce, de cor dourada, tem um aroma e paladar a frutos tropicais maduros, mel e amêndoas com um final de boca complexo e persistente. Deve ser servido a 10ºC como aperitivo, no acompanhamento de "Foi Gras" e patés ou para acompanhar doces de amêndoas e de ovos.

Prova
Os colheita tardia continuam a despertar em mim um interesse diferente dos demais tipos de vinho e este foi mais uma prova para testar esta minha recente curiosidade Desta vez servi este vinho um pouco fresco demais, no entanto, após estabilizar a uns 7/8 graus já se sentiu o aroma frutado no copo e aquele doce tão característico deste tipo de vinho. Não tão doce como os últimos que provei mas ainda assim delicioso, porém não enjoativo. De cor palha dourado, este colheita tardia datava já de 2004 o que poderia fazer com que este vinho tivesse sido alterado pelo tempo, mas contra as nossas expectativas estava óptimo.

Companhia
Aperitivo e acompanhou na sobremesa bolo de chocolate com amêndoa

Classificação: 84/100