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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Grandjó Late Harvest 2021 Branco

GRANDJÓ LATE HARVEST 2021 BRANCO | DOURO | 12% | PVP  37,50€
SEMILLON
REAL COMPANHIA VELHA, SA
18,5

Sempre que o Grandjó Late Harvest me chega ao copo cresce em mim um misto de ansiedade e nervoso miudinho que me assalta os sentidos de forma quase incontrolável.  Não apenas por ser uma das referências históricas da Real Companhia Velha nos vinhos doces, mas porque conheço bem as suas colheitas, que considero particularmente marcantes, e que me conduzem à ideia de que estou na presença do melhor Late Harvest nacional.  Depois de provar o 2021,  não tenho grandes dúvidas em afirmar que o coloco ao nível do que encontrei no 2013 e principalmente no 2007.
E não o faço numa comparação feita apenas pela memória. Há vinhos que impressionam pela intensidade e outros que nos conquistam pelo equilíbrio entre todas as suas componentes. Este Grandjó consegue precisamente isso. A doçura está lá, generosa e envolvente, mas encontra uma acidez que lhe dá nervo e impede qualquer sensação de peso. É um vinho concentrado, complexo e profundo, mas simultaneamente muito fresco e elegante.
Sem dúvida, uma daquelas provas em que, terminado o vinho, fica a sensação de ter estado perante algo especial, um Late Harvest de excelência, que colocaria ao lado dos grandes nomes mundiais. E isso, para mim, diz praticamente tudo.
À mesa, acompanha naturalmente sobremesas à base de fruta, frutos secos, caramelo ou chocolate branco, mas é com foie gras, queijos azuis ou queijos de pasta mole e alguma intensidade que coloco as minhas fichas e onde creio que revela das suas melhores combinações.
Cor amarela de tonalidade dourada intensa, brilhante e luminosa, aspecto límpido e cativante. Plano aromático de enorme complexidade, começando por revelar fruta madura de caroço, notas de alperce e citrinos confitados, mel e flores secas, a que se juntam sugestões de frutos secos, especiarias e uma componente ligeiramente caramelizada. A presença da botrytis acrescenta aquela dimensão por vezes difícil de descrever, mas imediatamente reconhecível, entre a fruta muito madura, o mel e uma delicada componente especiada. Um aroma profundo, que vai ganhando novas camadas à medida que permanece no copo. Na boca é simplesmente magnífico. Sem ser de uma densidade pesada, revela-se cremoso e envolvente, de entrada doce e mais concentrada, mas rapidamente a acidez assume o papel fundamental de equilibrar toda essa riqueza. Há fruta madura, citrinos, mel e frutos secos, acompanhados por uma textura untuosa, mas nunca pesada. Consigo perceber esta concentração impressionante, mas o vinho mantém uma frescura que o torna perigosamente fácil de beber. O final é muito longo, persistente e equilibrado, deixando uma combinação de doçura e frescura.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

AdegaMãe - Novo patamar enológico marcado pela ambição e reforço da identidade Atlântica


A AdegaMãe celebrou recentemente 15 anos de dedicação à expressão atlântica do vinho com o lançamento daquele que é um dos projetos mais ambiciosos da sua história: o AdegaMãe Branco Especial, um vinho singular, sem ano de colheita, que resulta da combinação das barricas mais expcecionais das vindimas de 2017, 2019, 2020 e 2021. Uma criação que representa a maturidade técnica e a sensibilidade enológica acumuladas ao longo de década e meia.

O momento de celebração e o lançamento deste vinho verdadeiramente único e especial, que marca a história do produtor e representa um novo patamar enológico pleno de ambição e carácter, foram motivos suficientes para ir conhecer esta novidade directamente ao seu berço e guiados pela mão do enólogo que lhe deu vida: Diogo Lopes.
O tempo é o grande protagonista deste projecto - refere Diogo Lopes -, a pedra basilar na qual todos os restantes pontos assentam. A existência de colheitas únicas e de qualidade superior ao longo dos anos, e o conhecimento acumulado de castas, de terroir, do comportamento de cada peça, a paciência, no fundo, a consolidação de toda uma aprendizagem que só pode chegar a este resultado quando o respeito pelo Tempo é preocupação maior.

Sem data de colheita, resultado da combinação das barricas mais expcecionais das vindimas de 2017, 2019, 2020 e 202, que se destacaram pela sua profundidade e carácter, algumas com estágio prolongado de até cinco anos, chega até nós um branco de perfil evolutivo e complexo, ao mesmo tempo que oferece elegância e mar, marcado por notas de frutos secos, amêndoas e madeira muito subtil e integrada, cheio de camadas que se vão conhecendo à mesmo que o vamos bebendo, sem pressas, com Tempo, oferecendo também felicidade quando à mesa, com peixes gordos, assado no forno, bacalhau confitado ou bacalhau à bras deixando ainda que chegue à presença de quaijos de pasta mole, média intensidade como um DOP Serra da Estrela.

ADEGAMÃE BRANCO ESPECIAL | LISBOA | 12,5% | PVP 95€
BLEND CASTAS BRANCAS
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
19
Cor amarelo de intensa tonalidade dourada, luminoso, brilhante e límpido, cativando desde o primeiro momento. Plano aromático rico e complexo, com evidente perfil evolutivo, mas surpreendendo pela forma elegante e com notável finesse com que o oferece, mostrando em destaque o fruto seco, notas de amêndoa, barrica muito subtil e completamente integrada, assomando, de forma muito envergonhada e tímida a nota de fruta passa, frisando a todo o comprimento, em fundo, o seu lado marítimo e salgado. Boca volumosa e aportando complexidade à prova, registo untuoso e texturado em harmonia com a  sua faceta atlântica, salina, dono de acidez bem colocada, dando-lhe vida e energia, muito preciso e com término de boca longevo, de grande comprimento e elegância. 
 
ADEGAMÃE TERROIR 2018 BRANCO | LISBOA | 12% | PVP 55€
VIOSINHO, ARINTO
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
18,5
Um clássico de topo do produtor pelo qual confesso natural admiração desde a primeira colheita. Complexo, sofisticado e expressão fidedigna do Terroir Atlântico, oferece um vinho branco de inverno portentoso, com volume, com a barrica integrada, com a marca do tempo sabiamente colocada, com frescura, elegância e uma presença à mesa gigante. Brilhará com um generoso robalo ou pargo assados no forno ou com o bacalhau à lagareiro.
Cor amarelo citrino, tonalidade dourada, brilhante, aspecto límpido e atraente.  Revela enorme complexidade e elegância no plano aromático, oferecendo, numa fase inicial, notas de fruta branca madura, como pera e maçã reineta, seguida de fruto citrino maduro, casca de laranja, para logo depois, nos brindar com uma camada de forte identidade atlântica, com a  componente mineral, iodados, cabeça de fósforo e salinos, quase a lembrar a brisa do mar e com o estágio em madeira de carvalho francês perfeitamente integrado e discreto, manifestando-se em subtis toques de panificação, especiarias doces, leve fruto seco e uma nota fumada muito subtil e fina que se vai mostrando à medida que o vinho respira no copo.  Na boca surpreende pelo contraste entre a textura mais opulenta e untuosa, de grande volume e um perfil incrivelmente tenso, atravessado por uma acidez vibrante, firme e cortante, revelando estrutura, com belo casamento entre as notas minerais e salinas, com a cremosidade do estágio em barrica, fruta mais contida e complexo, culminando num longo final mais seco e de elegância admirável.
 
ADEGAMÃE GOUVEIO 2024 BRANCO | LISBOA | 13% | PVP 10,45€
GOUVEIO
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
17,5
Um gouveio com assinatura de mar, numa visão muito própria da casta neste terroir, de perfil gastronómico, volume de boca generoso e acidez salina vincada, para casamento feliz com pratos com alguma complexidade e gordura como uma caldeirada de peixe, choco frito com maionese de alho e coentros ou umas  línguas de bacalhau à Bulhão Pato.
Cor amarelo citrino, com reflexos esverdeados luminosos, aspecto límpido e jovem. Nariz muito expressivo, ao mesmo tempo elegante e fino, oferecendo notas de fruta de pomar madura, alguma fruta em calda, cera de abelha e mel, num registo meticuloso, sem pontas excessivas, harmonioso. Boca de médio volume, textura macia, cremosa e envolvente, assente num registo de tensão e acidez vibrante, algo salgada, feito de textura e camadas, trazendo a assinatura do Atlântico, com secura e mineralidade e longo final de boca.

O início e o fim da visita provaram que as primeiras e as últimas impressões têm sempre um lugar especial na memória. Logo à chegada, ainda com o olhar a perder-se pelas vinhas lá fora, houve tempo para despertar os sentidos com o AdegaMãe Espumante Rosé. E que belíssima surpresa! Um espumante com enorme frescura e finesse, cheio de garra e com uma bolha finíssima que abriu o apetite para as novidades que vinham de seguida. No final, para fechar com chave de ouro, a despedida fez-se com o exclusivo AdegaMãe Late Harvest 2021, um verdadeiro colheita tardia e ponto final perfeito para uma experiência que deixa saudades.
 
ADEGAMÃE ESPUMANTE EXTRA BRUTO 2018 ROSÉ | LISBOA | 11,5% | PVP 19,95€
PINOT NOIR
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
17
Elaborado inteiramente com a casta Pinot Noir este espumante acaba por ser uma bela surpresa e corresponder de imediato não só ao momento de arranque como depois no continuar das primeiras entradas que chegam à mesa. 
Visualmente de cor acobreada, com reflexos salmonado e dourados, bolha muito fina e persistente, aspecto límpido e cativante. No nariz revela grande frescura aromática, com notas intensas de fruta de pomar de polpa branca, maça e pera, subtil presença de frutos vermelhos, cereja e framboesa, leve apontamento a fruto seco, ligeiro tostado, aromas de padaria, brioche, bolacha de manteiga fugindo do registo de pura fruta. Ataque de boca seco, com espuma leve e cremosa, mostrando um perfil bem sequinho, apesar da sua cremosidade e maior largura de boca, terminando longo e persistente.
 
ADEGAMÃE LATE HARVEST 2021 BRANCO | LISBOA | 11,5% | PVP 40€
PETIT MANSENG, SEMILLON
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
18
O primeiro vinho doce não fortificado do produtor agradece a influência do clima atlântico, com os seus ventos marítimos e a elevada humidade matinal da região que permitiram o desenvolvimento natural do fungo Botrytis Cinerea, a famosa podridão nobre, nas uvas, desidratando os bagos e concentrando os açúcares e a acidez de forma única. 
Estamos perante um colheita tardia sério, verdadeiramente de uvas botritizadas, de elevada qualidade e com o toque salino próprio deste terroir. Há quem o sugira de imediato como companhia certeira para sobremesas à base de ovos ou frutos secos, mas um do prazer maior que tenho com estes vinhos é fazer a harmonização por contraste com queijos intensos como os azuis ou os de ovelha. Sem dúvida, um guilty pleasure.
Cor amarelo dourado intenso, aspeto límpido, brilhante e hipnotizante. Aromaticamente não engana, encontramos as notas de fruta que sofreram o processo de botritização e que nos causam de imediato um sorriso rasgado, como são as de casca de laranja cristalizada, alperce passa, figo seco, mel e subtil fumado,  com tempero salgado em fundo. Na prova de boca apresenta-se de volume médio, menos gordo e opulento do que esperava, mais equilibrado e prazeroso, com acidez vibrante, com o citrino e o mar a fazerem-se notar, fresco, elegante e com longo final de boca. 

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Falcoaria Colheita Tardia 2016 Branco

FALCOARIA COLHEITA TARDIA 2016 BRANCO | TEJO | 13% | PVP  29€
VIOGNIER, FERNÃO PIRES
CASAL BRANCO SOCIEDADE VINHOS, SA
17,5

A região Tejo continua a surpreender com os bons exemplares de colheita tardia com que nos consegue brindar. O terroir desempenha um papel determinante, principalmente nas zonas de produção como a Charneca ou Campo, mais próximas ao Rio, temperaturas que favorecem um amadurecimento da uva de forma mais uniforme, os nevoeiros matinais e o complemento das castas. 
Este nasce na zona de produção da Charneca, em solos arenosos, e é um exemplar que dignifica a região. Na sua composição a Fernão Pires de uma vinha com mais de 70 anos de idade e a Viogner de vinhas com pouco mais de 15 anos. O resultado é de aplauso. 
Cor âmbar mais escuro e definido, reflexos dourados, aspecto límpido e cativante. Plano aromático rico e complexo, exuberante, com notas de fruta passa, alperce, pêssego, casca de laranja desidratada, algum figo seco em fundo, perfumado de flor branca, desafiador. Na boca mostra-se volumoso e com alguma densidade, continuado a prova a sua boa estrutura e riqueza, textura macia, acetinada, com acidez vivaz, equilibrando um conjunto mais doce e poderoso com alicerce na fruta já sentido no nariz, incrível como termina elegante, longo e fresco.

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Obliti Colheita Tardia 2019 Branco

OBLITI COLHEITA TARDIA 2019 BRANCO | DOURO | 14% | PVP  35€
MOSCATEL GALEGO BRANCO
ADEGA COOPERATIVA DE FAVAIOS, CRL
17,5

A casta Moscatel Galego Branco dá vida a este colheita tardia, apenas produzido em anos de excepcional qualidade, revelando mais uma cara, que desconhecia, de uma casta verdadeiramente nobre e com uma capacidade de expressão a vários níveis notável.
O dia da colheira foi especialmente tardio, a 16 de dezembro de 2019. O que revela, desde logo, uma maturação e desidratação longa e gradual das uvas na vinha, com o desenvolvimento do fungo Botrytis Cinerea (podridão nobre), mas em condições climatéricas específicas - humidade outonal seguida de semanas frias e soalheiras –, favoráveis a este tipo de podridão, que beneficia a concentração dos açúcares e dos ácidos naturais, além de gerar compostos aromáticos complexos e elegantes.
Resulta num conjunto de perfil doce, denso, com a componente cítrica a garantir equilíbrio e elegância, revelando grande amplitude no plano de harmonização com comida,  em especial em ligações por contraste como com queijos, um São Jorge DOP 24 meses, ou com umas iscas de cebolada ligeiramente caramelizada.
Cor amarelo, tonalidade âmbar jovem, reflexos dourados, aspecto límpido e cativante. Exuberante de aromas, fruta amarela passa, alperce, damasco, notas de manga, tangerina, laranja cristalizada, perfumado floral, mel, concentrado, embora mantendo a elegância e frescura necessárias. Boca com textura mais densa, untuosa, aveludada, com notas de laranja, acidez vibrante, muito citrino, fisálias, melado, doce marcado, num jogo de equilíbrio com a sua acidez, enamora o palato, prazeroso, com longo término de boca e em modo de convite a continuar a experiência. 

sexta-feira, 21 de março de 2025

Bridão Colheita Tardia 2022 Branco

BRIDÃO COLHEITA TARDIA 2022 BRANCO | TEJO | 13% | PVP  9 €
FERNÃO PIRES, ARINTO
ADEGA COOPERATIVA DO CARTAXO
17

A casta Fernão Pires e a Arinto dão cida a um colheita tardia que parece estar cada vez mais afinado e preciso de colheita para colheita. Equilibrado, elegante, sem explosões de doce, mas num perfil que não engana quem o prova.A Arinto dá-lhe as notas de frescura que a Fernão Pires pede e a podridão nobre faz a magia acontecer. À mesa, como normalmente não gosto de juntar doce ao doce, sugiro o casamento com uma sobremesa fresca, com fatias de fruta tropical madura, manga, ananás e mamão e uma bolinha de um (bom) sorbet de tangerina. Nunca falha.
Cor amarelo intenso, tonalidade aloirada, aspecto límpido, brilhante e jovem. Exuberante no plano aromático oferecendo notas de fruta citrina, tropical e de caroço maduras, tangerina, manga, pêssego e alperce, bem ligada a notas de mel, casca de laranja cristalizada, sensação doce envolvente. Boca de médio volume, textura cremosa, macia, veludo, acidez bem medida em oposição ao corpo mais largo, com ligeira untuosidade e registo mais adocicado, permitindo boa frescura e equilíbrio e deixando que a boa experiência se mantenha até ao seu final, longo e prazeroso.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Herdade dos Grous Colheita Tardia 2019 Branco

HERDADE DOS GROUS COLHEITA TARDIA 2019 BRANCO | ALENTEJO | 12% | PVP  23€
PETIT MANSENG
MONTE DO TREVO - HERDADE DOS GROUS
16,5

Um colheita tardia nascido no Alentejo, detentor de grande complexidade aromática e gustativa, revelando alguma densidade e corpo, num registo de doçura elevada e sobressaída, devendo beber-se a temperatura mais baixa, bem fresca e na companhia de comida que consiga construir com ele uma relação de equilíbrio entre doce, acidez e frescura. Harmonizar doce com doce apenas irá intensificar a componente glicérica do mesmo, pelo que se sugere uma ligação por oposição, por exemplo, um carpaccio de ananás com romã e polvilhado com raspa de casca de lima. 
Cor amarelo de intenso, tonalidade dourada, luminosa e aberta, aspecto límpido e jovem. Plano aromático rico e complexo, apresentado notas de fruta de polpa amarela madura, fruta passa, pêssego, damasco, manga, lado a lado com notas de mel, casca de laranja confeitada, em envolvente doce. Na prova de boca revela corpo bem composto, textura macia, algo densa e cremosa, sobressaindo um pouco a nota mais doce e um pouco pesada quando com o prolongamento do momento e subida da temperatura. Término de boca longo, embora se pedisse mais finura e menos opulência neste final.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Rola Late Harvest 2017 Branco

ROLA LATE HARVEST 2017 BRANCO | DOURO | 14% | PVP  18,45€
VIOSINHO, GOUVEIO
ANA ROLA WINES, LDA
17

Um bela surpresa neste Late Harvest produzido em terras Lusas. A nota de destaque vai, naturalmente, para o registo de elegância e frescura presente de inicio a final da prova, provando que este blend de castas pouco utilizadas para este tipo de vinho até podem resultar num ponto diferenciador pela positiva. No entanto, as notas aromáticas iniciais de pastelaria, de alguma fritura, panificação que em pouco tempo se integram no conjunto, acabaram por marcar pontos e elevar a experiência, merecendo também o apontamento.
Mais uma vez, pela sua frescura e doçura moderada, casou de forma gigante com um cheesecake basco com raspas de casca de laranja.  
Cor amarelo citrino definido, tonalidade palha com reflexos dourados, aspecto límpido e cativante. No nariz surge com delicadeza e elegância,  com uma sensação inicial de pastelaria, algo intrigante, que acaba por integrar o conjunto de forma harmoniosa, rementendo posteriormente para a podridão nobre, revelando notas de fruta como o pêssego, alguma manga, tangerina, raspas de casca de citrino, chá de limão e mel, perfil fresco e vivo. Boca com volume e cremosidade, macio de textura, não sendo denso e pastoso, com doce moderado alinhado à acidez no ponto, aparecendo novamente a fruta e as notas de mel, sempre num registo de finesse, prazeroso, terminando longo e fresco.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Lagoalva Late Harvest 2022 Branco

LAGOALVA LATE HARVEST 2022 BRANCO | TEJO | 11% | PVP  19,90 €
RIESLING, SAUVIGNON BLANC, FERNÃO PIRES
QUINTA DA LAGOALVA VINHOS, SA
17,5

Após ausência por duas colheitas, a Quinta da Lagoalva lançou recentemente a nova edição do seu vinho Colheita Tardia, já com o rebranding do logo, dos rótulos e assinalando os 25 anos desde a primeira edição, em 1997.
As uvas utilizadas para a produção deste vinho são, como é suposto neste tipo de vinho, afetadas com o fungo “podridão nobre” ou Botrytis Cinérea, sendo que o blend de castas agora utilizado difere ligeiramente das colheitas mais antigas, como 2009 e 2010, saindo a Gewürztraminer e juntando-se a Sauvignon Blanc e a Fernão Pires. Um vinho doce, cativante, com acidez bem presente, conjunto harmonioso e pronto para fazer companhia a uma tábua de queijos ou a um prato de fruta tropical laminada com uma bola de sorbet de tangerina.
Cor amarelo citrino, aberto, luminoso, reflexos dourados, aspecto límpido e jovem. Elegante e delicado de aromas, fruta de polpa amarela, pêssego e alperce passa, citrino a temperar, notas de mel, floral bem presente, harmonioso e fresco. Boca de médio volume, textura macia e cremosa sem ser em excesso, doce bem medido, bem controlado pela acidez no ponto, presente e persistente, mostrando bem a fruta de pomar, fruta branca, pera rocha, néctar, uno, equilibrado e de longo final.

domingo, 4 de junho de 2023

Quinta da Alorna Colheita Tardia 2017 Branco

QUINTA DA ALORNA COLHEITA TARDIA 2017 BRANCO | TEJO | 11% | PVP  14€
FERNÃO PIRES
QUINTA DA ALORNA VINHOS, SA
16

Provavelmente o colheita tardia made in Portugal que há mais tempo acompanho. Sempre num registo de equilibrio entre a fruta tropical e alguma nota de melaço mais doces e a componente citrina, mais acídula e temperadora. À mesa gosto de o casar com um pijaminha de fruta tropical laminada e uma (ou duas) bolinhas de sorbet de tangerina.
Cor amarelo intenso, tonalidade aloirada, límpido, brilhante e de aspeto jovem. No nariz mostra a fruta tropical madura, fruta de pomar e citrina a complementar, alguma compota, pitada de mel e algum fruto seco em fundo. Boca de volume médio, textura macia, aveludada, alguma untuosidade, acidez bem medida, revelando-se doce, mas sem ser em demasia, fruta bem colocada, num registo de leveza e elegância, fugindo ao perfil mais denso e pastoso, final de boca longo e persistente.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Château Rieussec 1er Grand Cru Classé Sauternes 1999 Branco

CHÂTEAU RIEUSSEC 1er GRAND CRU CLASSÉ SAUTERNES 1999 BRANCO | SAUTERNES (FRA) | 14% | PVP  68€
SEMILLON, SAUVIGNON BLANC, MOSCATEL
SOCIETE DU CHÂTEAU RIUSSEC, SAS
18
 
Fico maravilhado com a frescura e sobriedade com que este vnho se apresenta. O equilibrio do doce, a frescura do citrino que ainda teima em dar o seu contributo e a sua textura untuosa, mas sem ser aquela densidade enjoativa e melada. Assim sim.
Cor âmbar luminoso, com leves acobreados e esverdeados, aspecto límpido e cativante. Arrebata no plano aromático com notas de fruta amarela muito madura, pêssego e damasco, fruta desidratada, acompanham as notas de mel, favo de mel, casca de laranja cristalizada, lado fresco e vivo, intenso e apaixonante. Boca com textura de média densidade, untuosa, aveludada, com uma doçura equilibrada, ao mesmo tempo mostrando acidez fina, que sobe gengiva acima, ficando por lá a trabalhar, continuando a revelar a fruta já bem madura, numa sensaçao de mistura de mel e citrinos, frescura que impressiona, final longo.
Naturalmente com foie gras,  embora cá pelo burgo seja frequente a companhia com iscas de cebolada caramelizada, prato com o picante mais em destaque ou sobremesas à base de fruta tropical e citrinos frescos.

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Quinta Dos Penassais Vindima Tardia 2013 Branco

QUINTA DOS PENASSAIS VINDIMA TARDIA 2013 BRANCO | DÃO | 13% | PVP  9,90€
ENCRUZADO, BICAL, MALVASIA FINA
MARIA DE FÁTIMA T. R. SILVA
16
 
Mais uma opção doce, embora equilibrada, com uma vindima tardia da região do Dão. Aqui uma aproximação menos voluptuosa, com a fruta amarela e citrina a marcar o perfil, sempre discreto ao longo da prova.
À mesa sugiro juntar-lhe fruta laminada tropical, sorbet de citrinos e pastelaria à base de frutos secos. 
Cor amarelo de tonalidade dourada, aspecto límpido e brilhante. Aromas delicados e discretos a fruta amarela madura, pêssego, citrinos, casca de tangerina, fruta passa, alperce, uva branca, ténue toque de melaço, perfil fresco. Boca com algum volume, acidez bem medida, algum citrino, toranja, casca de laranja, doçura sem exageros, com final de boca médio.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Quinta da Lagoalva de Cima Late Harvest 2010 Branco

QUINTA DA LAGOALVA DE CIMA LATE HARVEST 2010 BRANCO | TEJO | 10% | PVP  13€
RIESLING, GEWÜRZTRAMINER
SOC. AGRÍCOLA DA QUINTA DA LAGOALVA DE CIMA, SA
17,5

Que belo néctar. Ficou por cá esquecida e em boa hora a fui resgatar, certo que, apesar do ano da colheita, ainda poderia continuar a dormitar por mais algum tempo. 
Cor amarelo de tonalidade dourada, intenso, cativante, aspecto limpido e brilhante. Aromas a fruta amarela madura, pêssego, alperce, alguma manga, bem casados com notas de mel, algum chá de limão, fruta passa, sensação adocicada, envolvente e desafiante. Boca com textura de veludo, uma certa untuosidade, cremosidade no toque, boa acidez, equilibrada, a conter o atque mais doce, a permitir que se disfrute com prazer, com a fruta madura, alguma nota de melaço, com um final de boca longo e persistente.
Confiaria nele para um entrada de iscas de cebolada, com a cebola bem caramelizada, mas saiu num casamente perfeito com o crumble de maça à sobremesa.

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Portal Late Harvest 2015 Branco

PORTAL LATE HARVEST 2015 BRANCO | DOURO | 12% | PVP  14,90€
RABIGATO, MOSCATEL, VIOSINHO
SOC QUINTA DO PORTAL, SA
17,5

Ao contrário do que é habitual e do que é costume encontrar neste tipo de vinho este colheita tardia nascido no Douro é resultado de uma combinação de castas brancas tradicionais da região aproveitando assim o melhor de cada uma para um blend que não desilude e que me mostra um dos bons colheita tardia cá do burgo.
Cor amarelo citrino intenso e definido, tonalidade palha,  ligeiros dourados, aspecto límpido e jovem. Aromas intensos a fruta desidratada, fruto amarelo de caroço, pêssego, damasco, alperce, com notas de flor de laranjeira, mel com chá de limão, envolvente, sem ser adocicado em exagero, equilibrado e fresco. Na boca surge um pouco mais denso do que esperava, com cremosidade, toque acetinado, complexo, mantendo uma elegância notável sob a batuta de uma acidez no ponto, que não o deixa cair e que vai permitindo que se revele à medida que se bebe, sendo o maior destaque para a sua finura, sem deixar de ser o que queremos de um colheita tardia. Termina longo, persistente e elegante.
Na mesa prefiro-o com um prato de fruta laminada, manga, mamão, ananás e uma bolinha de um bom sorbet de tangerina, mas com sobremesas à base de amêndoa e ovos ou uma entrada de uma iscas de cebolada bem feita será de surpreender os comensais.

sábado, 21 de setembro de 2019

Pacheca Colheita Tardia 2015 Branco

PACHECA COLHEITA TARDIA 2015 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP  24€
SEMILLON
QUINTA DA PACHECA SOC AGRÍCOLA E TURÍSTICA, LDA
17

Mais um vinho inédito na gama de vinhos a Quinta da da Pacheca. Sendo um colheita tardia a curiosidade deste lado era muita.
Casta semillon, aquela que mais me satisfaz neste tipo de vinho, colhida na segunda semana de novembro do ano de colheita. Uva já bem desidratada e consequente aumento de açucares.
Cor amarelo dourado, intenso, aspecto limpo e cativante.  No nariz saltam as notas de pêssego maduro, fruta passa, alperce, melaço, chá de limão com mel, perfil fresco. Na boca mostra corpo, algum volume e untuosidade, não tão gordo como se esperava, mais fino, elegante, acidez no ponto, com as notas de fruta bem colocadas, alguma manga madura, equilibrio do conjunto, doce, sem ser enjoativo, com término de boca longo e persistente.

sábado, 27 de julho de 2019

Rozès Noble Late Harvest 2009 Branco

ROZÈS NOBLE LATE HARVEST 2009 BRANCO | DOURO | 14,5% | PVP  22€
MALVASIA FINA
ROZÈS, SA
18

Assim se foi a minha última garrafa deste verdadeiro néctar dos deuses. Os anos passaram desde que o bebi a primeira vez em 2011, a evolução afinou-o em em alguns pontos, tirou-lhe principalmente a carga que tinha do seu estagio particular em barricas de acácia, deu-lhe mais profundidade e continua a dar um prazer imenso bebe-lo.
Cor âmbar jovem, intenso e cativante, límpido. Aromas intenso a fruta passa e fruto seco, balanceado, alperce, uva, casca de laranja cristalizada, completamente envolvente e desafiante. Boca untuosa, volumosa, gorda, de textura macia e sedosa, doce equilibrado, profundo. O final de boca longo.
Foi parceria para uma tábua de queijos a pensar nele, mas gostaria de o ter provado ao lado de um foie ou das bem nossas iscas de cebolada.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Quinta do Gradil Colheita Tardia 2014 Branco

QUINTA DO GRADIL COLHEITA TARDIA 2014 BRANCO | LISBOA | 13% | PVP  31€
PETIT MANSENG, SEMILLON
QUINTA DO GRADIL SOCIEDADE VITIVINÍCOLA, SA
15,5

Mais um colheita tardia nascido em terras lusas. Como vão percebendo um tipo de vinho que gosto de conhecer, mesmo sabendo que, devido às suas particularidades, não temos em Portugal um terroir de eleição para o mesmo.
A Quinta do Gradil é uma das mais antigas propriedades da região do Cadaval, com as suas vinhas situadas no sopé da Serra de Montejunto e onde é possivel encontrar variadíssimas castas brancas, entre as quais a petit manseng e a semillon, colhidas tardiamente já no ínicio do mês de novembro e que compõem o lote para este vinho.
Cor amarelo definidio e intenso, aloirados cativantes, aspecto limpo e brilhante. No nariz revela aromas a fruta amarela de caroço madura, algum citrino, fruta passa e fruto seco e algum melaço em fundo, discreto. Na boca mostra algum volume e ligeira untuosidade, esperava-o mais gordo e talvez também mais doce, prima mais pelo lado da fruta citrina e amarela de caroço, acidez vivaz, frescura e comprimento final de boca longo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

D. Graça Colheita Tardia 2016 Branco

D. GRAÇA COLHEITA TARDIA 2016 BRANCO | DOURO| 11,5% | PVP  23€
VIOSINHO
VINOLOURENÇO, LDA
16,5

Em finais de novembro de 2016 foi feita a colheita das uvas das quais se produziu este vinho. Parcialmente com podridão nobre, cerca de 70%, e restante lote com uva já passificada fermentou depois em inox e descansou em barrica nova durante 6 meses.
Cor amarelo pálido, ligeiros dourados, aberto, aspecto limpo. Nariz elegante, com notas de fruta de caroço, pêssego e alperce um pouco desidratados, alguma laranja, algum citrino tropical, notas de melaço, limpo e fresco. Na boca revela doçura, embora contida e sem excessos, alguma untuosidade e corpo, néctar de pêssego, alperce passa, mel, com acidez equilibradora, algum citrino, final longo.
Casamento a ser feito com doces à base de ovos e amendoa ou mesmo para ousar uma ligação com umas entradas à base de peixe de escabeche.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Ravasqueira Late Harvest 2017 Branco

RAVASQUEIRA LATE HARVEST 2017 BRANCO | MESA | 11,5% | PVP  10€
VIOGNIER
SOCIEDADE AGRÍCOLA D. DINIZ, SA
16

A última colheita desta referência acaba por me encher mais as medidas em relação à sua predecessora. Em todos os aspectos mais limpo e fresco, assim como um no seu equilíbrio entre a fruta madura, mais doce, a textura macia e ligeiramente untuosoa e uma acidez refrescante e harmoniosa.
Cor amarelo citrino, ligeiros esverdeados, aberto, aspecto limpo e brilhante. No nariz a fruta amarela madura e tropical mostra frescura, perfumado, flor branca, fresco mentolado. Na boca mostra cremosidade, corpo, ligeira untuosidade, doce frutado, pêssego e ameixa amarela maduras, acidez no ponto, final longo.

domingo, 16 de setembro de 2018

Quinta do Cardo Colheita Tardia 2015 Branco

QUINTA DO CARDO COLHEITA TARDIA 2015 BRANCO | BEIRA INTERIOR | 12% | PVP  15,50€
SÍRIA
AGROCARDO, SA
17

Como alguns de vocês bem sabem os colheitas tardia/late Harvest são há muito um tipo de vinho que aprecio e não podia deixar de provar uma das mais recentes novidades neste plano chegada da região da Beira Interior. O primeiro colheita tardia da Quinta do Cardo, feito unicamente a partir da casta Síria,  chega pelas mãos do jovem e talentoso Enólogo Luís Leocádio.  Um colheita tardia biológico que alia o potencial do terroir de altitude, casta e a vindima já tardia a meio do mês de novembro de 2015.
Cor amarelo de tonalidade dourada, intenso, aspecto limpo e cativante. Nariz inebriante, complexo, com notas de pêssego, leve citrino, casca de laranja cristalizada, fruta passa como alperce, algum melaço, sem cair em exageros e revelando frescura e elegância.
Na boca conquista pela sua cremosidade, generoso volume e doce aliado uma acidez equilibrada e bela frescura. Não nos deixa cair em enjoos e doce em excesso.
No início de refeição escolha-o para companhia de uma entrada de foie gras com figo fresco, se para sobremesa, não me canso de o casar com fruta tropical variada laminada. Manga, papaia e ananás com uma bolinha de um bom sorbet de tangerina. Magnífico.
Pena é só existirem cerca de 700 garrafas.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Monsaraz Colheita Tardia 2016 Branco

MONSARAZ COLHEITA TARDIA 2016 BRANCO | ALENTEJO | 19,5% | PVP  11€
SEMILLON
CARMIM
17

O primeiro colheita tardia da CARMIM, Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz, foi lançado para fazer parte da sua mais recente gama Premium que mostra, mais uma vez, a dinâmica e visão das actuais cooperativas agrícolas produtoras de vinho. Produzido em pouca quantidade, com uma das melhores castas para o efeito, o facto é que esta não desilude sendo mesmo uma grande surpresa. A imagem também está um must!
Cor amarelo de tonalidades douradas, intenso e brilhante. No nariz as notas de casca de laranja cristalizada, melaço, tangerina, citrino a equilibrar, pessego maduro e alguma canela. Boca com grande acidez, equilibradora, mostrando um doce que não se deixa cair no chato, mas que ainda assim nos cativa, bela untuosidade, textura polida e sedosa, com os citrinos e o pêssego a prender o conjunto. Final de boca longo.
Continuo a preferir este perfil de colheita tardia com uma fruta tropical laminada e  uma ou duas bolas de sobert de tangerina ou limão.