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terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Murganheira Espumante Grande Reserva Bruto Assemblage 2002 Branco

MURGANHEIRA ESPUMANTE GRANDE RESERVA BRUTO ASSEMBLAGE 2002 BRANCO | TÁVORA-VAROSA | 13% | PVP  22,85€
MALVASIA FINA, TINTA RORIZ, TOURIGA NACIONAL
SOCIEDADE AGRÍCOLA E COMERCIAL DO VAROSA, SA
18

Um daqueles que podemos equiparar a muitos espumosos produzidos na região de Champanhe, mas neste caso nascido em terras lusas, com um blend de castas portuguesas, complexo e elegante no mesmo corpo, com uma espuma leve, arejada, secura fina, conjunto fresco e viciante a partir do momento em que cai no copo/flute. Uma escolha com classe.
Cor amarelo citrino, aberto, bolha finissima, cordão vivo e persistente. No plano aromático apresenta nota evidente de maça e marmelo cozido, lado a lado com notas de fruto seco torrado, avelã, amêndoa e noz, biscoito de manteiga acabado de fazer, num registo de equilibrio e envolvência de excelência. Na boca a sua mousse leve e arejada inunda o palato, com a bolha a desfazer-se como que por magia, secura no ponto, mais uma vez com finura, aparecendo novamente o fruto de pomar e o fruto seco, prolongando-se em final de boca longo.

domingo, 24 de outubro de 2021

Terra de Silgueiros 2002 Tinto

TERRA DE SILGUEIROS 2002 TINTO | DÃO | 12,5% | PVP 7,90€
TOURIGA NACIONAL, ALFROCHEIRO, TINTA RORIZ, JAEN
QUINTA DE LEMOS, SA
15,5

Corria o ano de 2011 quando tive o primeiro contacto com este vinho sendo que, mesmo com alguns anos em cima da data de colheita, parecia estar no momento certo para ser bebido. No entanto, provado agora 10 anos depois, apesar de mais cansado, ainda da prazer a beber e é bem demonstrativo da capacidade de guarda de um vinho desta gama no Dão.
Cor vermelho de média concentração, com tonalidade a revelar alguma da sua idade, embora não em exagero, casca de cebola,aspecto límpido. No nariz a graça da fruta preta ainda se mostra bem no conjunto onde os terceários são mais evidentes, algum couro, resinas, bosque de pinhal, notas terrosas, perfil elegante e fresco. Corpo médio de boca, textura interessante, com a acidez viva a contribuir para a sua alegria, fruta com evolução, licor de ginja, travo especiado, com o final de boca mais curto, faltando-lhe já algum comprimento.
Será interessante ver como se comporta com carnes assados no forno e pastas italianas com alguma estrutura como um risoto de cogumelos.
Cor rosa salmão aberto, com tonalidade leve alaranjado, aspecto límpido e cativante. No nariz mostra-se a fruta vermelha madura, morango, framboesa, algum fruto silvestre, perfumado floral a envolver, fresco.  Aparece com leveza na prova de boca, com acidez bem colocada, morango ainda a caminho da maturação, macio, mantém a predominância da fruta vermelha, elegante e com final duradouro. 
A tendência seria para dizer que é perfeito para beber a solo num quente dia de verão, mas parece-me poder ir mais longe fazendo companhia a snacks com frescos, saladas e sandwiches variadas.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

DSF Colecção Privada Moscatel de Setúbal Superior 2002

DSF COLECÇÃO PRIVADA MOSCATEL DE SETÚBAL SUPERIOR 2002 | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 17,5% | PVP 24,99€
MOSCATEL
JOSÉ MARIA DA FONSECA VINHOS, SA
17,5
 
Domingos Soares Franco continua a mostrar na gama Colecção Privada algumas das suas experiências enológicas que, não só são reveladoras do seu entusiasmo e paixão, como o resultado do seu génio. Neste Moscatel utilizou uma aguardente proveniente de Armagnac que lhe moldou o perfil com um carácter mais subtil e elegante, ao mesmo tempo que lhe garante complexidade e potencial de guarda enorme.
Visualmente de cor âmbar jovem, tonalidade acobreada, límpido e de aspecto jovem. Aromaticamente complexo, fruta passificada, uva branca, casca de laranja cristalizada, calda de figo seco, mel, amêndoa e noz torradas, toque de vinagrinho, fresco, harmonioso e envolvente. Boca com textura mordiscável, macio, aveludado, doce bem medido, com as notas de figo seco em calda agora mais marcantes, sempre num nível de frescura e elegância bem seguras pela sua acidez no ponto, longo, prazeiroso, final que se mantém por longos momentos.
Um opção de excelência para inicio de refeição a fazer companhia a frutos secos torrados ou à sobremesa com a maravilhosa Torta de Azeitão.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Quinta da Falorca 2002 Tinto

QUINTA DA FALORCA 2002 TINTO | DÃO | 13,5% | PVP  9,5€
TOURIGA NACIONAL, RUFETE, JAEN, ALFROCHEIRO
QUINTA VALE DAS ESCADINHAS SOC AGRÍCOLA DE SILGUEIROS, SA
15,5

Em tempos de recolhimento por aqui bebem-se as novidades, mas também se vai bebendo o que temos parado na nossa garrafeira. Este foi um desses casos.
Um vinho curioso. A vindima deste vinho ocorreu em final de setembro de 2002 e foi apenas engarrafado após 34 meses de estágio em agosto de 2005. Uma loucura para um vinho a este preço.
Cor vermelhos com nuances ligeiramente alaranjadas, ainda boa concentração no núcleo, aspecto limpo. Aromaticamente complexo, a fruta preta madura ainda aparece, mais concentrada, alguma ginja, mas destacam-se as notas de bosque, dresina, pinheiro, turfa húmida, muito fresco. Em boca continua a mostrar boa forma, espevitado, com tanino polido amaciado pelo tempo, mas seguro, presente,  com bela acidez, num conjunto harmonioso e com comprimento final de boca longo.
Brilhou à mesa com carne assada no forno. Quando com pratos destes pode-se dizer que joga em casa.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Colecção Privada DSF Moscatel de Setúbal Superior 2002

COLECÇÃO PRIVADA DSF MOSCATEL DE SETÚBAL SUPERIOR 2002 | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 17,5% | PVP  25€
MOSCATEL
JOSÉ MARIA DA FONSECA VINHOS, SA
17,5

Domingos Soares Franco prossegue com o entusiasmo e com a paixão de sempre a desenvolver experiências enológicas que me (nos) dão muito prazer. Nesta edição limitada foi utilizada aguardente da região de Armagnac conferindo subtileza, frescura, complexidade e equilíbrio ao resultado final.
Cor âmbar definido, nuances douradas, cativante e de aspecto límpido. No nariz intensidade elegante de fruta passa, alperce, laranja confitada e alguma fresca, uvas passa, melaço, perfil fresco, algum fruto seco, nozes e avelãs. Boca com untuosidade, macio ao toque, com bela acidez, conjunto harmónico e fresco, novamente com o toque dos frutos secos, final longo.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Herdade do Mouchão | Em Terra de Alicante Bouschet

Em terras alentejanas é onde a casta Alicante Bouschet se revela na sua magnitude e onde encontramos alguns dos mais belos vinhos feitos a partir dela. Nasceu das mãos de Henry Bouschet no ano de 1855 em França a partir do cruzamento das castas Garnacha e Petit Bouschet. Nascida em França, mas Rainha em Portugal.
Talvez por isso, fizesse sentido dedicar um dia a conhecer melhor a casta, o terroir onde reina, os vinhos que dela resultam e ouvir na primeira pessoa as pessoas que a trabalham e que por ela se apaixonaram. O primeiro Alicante Bouschet Day nasceu e concretizou-se no final de 2016 e tenho de dar os meus parabéns ao João Pedro Carvalho do Blog Copo de 3 por ter sido faísca e luz para esta grande ideia.

Começámos pela Herdade do Mouchão. Penso que este inicio de aventura faça todo o sentido. Esta casta tida como de adaptação difícil e que no seu País de origem nem sequer é tida em grande conta, foi trazida para o Alentejo, segundo se sabe, pela família Reynolds, responsável pelos vinhos da Herdade do Mouchão, devido à sua propriedade tintureira. Como os seus primeiros vinhos perdiam um pouco a sua coloração ao final de poucos anos, sentiu-se a necessidade de lhe dar mais cor e durante mais tempo com outra casta. Ora, sendo a Alicante Bouschet uma das raras variedades tintureiras do mundo, isto é, a cor tinta está presente não só na pele como na polpa de cada bago de uva, então seria com ela que se iria trabalhar.

Esta casta encontrou na Herdade do Mouchão um terroir de eleição. Conhecer a emblemática Vinha dos Carapetos com a presença e com o sábio acompanhamento de David Marques Ferreira num dia lindo de outono-inverno foi um dos pontos marcantes deste dia.

Depois, ainda antes de se partir para um prova vertical dos Mouchão, da última colheita de Mouchão Tonel 3-4 e do Mouchão Licoroso e Aguardente Vínica, uma visita rápida à adega e toda a infraestrutura que permite que os vinhos da Herdade do Mouchão sejam uma realidade.

MOUCHÃO 1988 TINTO | ALENTEJO | 13,5% | PVP 38€***
ALICANTE BOUSCHET, TRINCADEIRA
HERDADE DO MOUCHÃO - VINHOS DA CAVACA DOURADA, SA
16,5
Cor vermelho, nuances alaranjadas, acastanhadas, média concentração, aspecto limpo. Nariz com notas de evolução sem ser depreciativo, notas de couro, fresco, mentolado, a abrir no copo. Boca com boa expressão, volume, acidez vivaz e equilibrada, fruta ainda com boa expressão, final de boca longo.

MOUCHÃO 2002 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 43,90€**
ALICANTE BOUSCHET, TRINCADEIRA 
HERDADE DO MOUCHÃO - VINHOS DA CAVACA DOURADA, SA
17,5
Cor vermelho granada, média concentração, aspecto limpo. Aromas intensos, fruta vermelha fresca, barrica envolvente e bem integrada, especiaria fina, elegante e fresco. Na boca grande estrutura, corpolento, cheio de vida, com fruta em muito bom plano, especiaria, vegetal, mentolado fresco, respirante e de final longo.

MOUCHÃO 2007 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 39,5€*
ALICANTE BOUSCHET, TRINCADEIRA 
HERDADE DO MOUCHÃO - VINHOS DA CAVACA DOURADA, SA
18
Cor vermelho rubi, intenso, média concentração e de aspecto limpo. No nariz aparecem as notas vegetais, espargos, notas terrosas, turfa, fresco mentolado, ainda de traço jovem. Na boca temos boa estrutura, taninos marcados, pujanates e  joviais, vegetal bem ladeado com o fresco de eucalipto. Elegante e final longo. Em grande forma e ao mesmo tempo ainda com um caminho muito longo pela frente.

MOUCHÃO 2011 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 35€*
ALICANTE BOUSCHET, TRINCADEIRA 
HERDADE DO MOUCHÃO - VINHOS DA CAVACA DOURADA, SA
18
Cor rubi, intenso, concentrado, violetas escuros, jovens, aspecto limpo. Nariz muito bonito, fruta vermelha, traço vegetal, eucalipto fresco, mentolado, muito definido. Grande boca, cheio de força e com pernas para durar, longevidade, estruturado, tanino firme. Final longo. 
Como estará quando tiver o tempo de descanso do anterior 2007?

MOUCHÃO TONEL 3-4 2011 TINTO | ALENTEJO | 13,5% | PVP 99€****
ALICANTE BOUSCHET 
HERDADE DO MOUCHÃO - VINHOS DA CAVACA DOURADA, SA
18
Cor vermelho rubi, intenso, concentrado, fechado, praticamente opaco, com violeta escuro e de aspecto limpo. Aromas intensos, com a fruta preta madura bem presente, cheio de terrosos frescos, bosque, mentolados respirantes e notas vegetais ainda um pouco escondidas. Pujante e cheio de boca, denso e mastigável, perfil fresco, mas também cheio de juventude, ainda a pontapear e a chorar. Sem dúvida que é um vinho que ainda vai dar muito prazer a beber e que os anos estão para durar.

MOUCHÃO 2011 LICOROSO | ALENTEJO | 20% | PVP 22,60€*
ALICANTE BOUSCHET
HERDADE DO MOUCHÃO - VINHOS DA CAVACA DOURADA, SA
16
Continuamos com a casta Alicante Bouschet também no licoroso, Este é produzido com base na casta Alicante Bouschet. Após a fermentação, estagia em tonéis de 1,000 litros, de carvalho português, durante pelo menos 4 anos.
Cor vermelho vivo, opaco e retinto,  com aromas intensos a ameixa preta madura, compotas e especiarias. Profundo e elegante na boca, com o perfil de frescura que reconhecemos já nos Mouchão e um final de boca persistente e prolongado.

 
MOUCHÃO 2015 AGUARDENTE BAGACEIRA | ALENTEJO | 46% | PVP 45€*
ALICANTE BOUSCHET
HERDADE DO MOUCHÃO - VINHOS DA CAVACA DOURADA, SA
Uma surpresa. Quando muitos viram a cara e o copo a uma aguardente bagaceira no final da refeição, então por ceto, desconhecem a da Herdade do Mouchão. Esta resultado da destilação das massas de Alicante Bouschet utilizadas para produzir os melhores vinhos da herdade e, por isso, o mesmo é dizer que continuámos até ao fim ao sabor desta casta.
De cor branca e transparente, esta aguardente revela um aroma límpido, definido e fresco, marcado pelas especiarias típicas desta casta cultivadas no Mouchão. Na boca voltamos à envolvente fresca, toque macio e aveludado, com muita elegância e terminando longo e persistente.
_____________
*preço Garrafeira Nacional à data da publicação 
**preço Garrafeira Dom Pedro à data da publicação
***preço Garrafeira Uvinum à data da publicação
****preço Garrafeira VinhoWeb à data da publicação

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

ECVS Lisboa 2015 | Tokaj Classic Uma Viagem aos Vinhos Doces da Hungria



O Encontro Com Vinho e Sabores de Lisboa deste ano, em conjunto com a Garcias, proporcionou uma oportunidade única de prova de alguns vinhos da Tokaj Classic, adicionando a mais valia de contar com uma verdadeira aula de vinhos Tokaji pelo bem disposto András Bruhács da Tokaj Classic.

Os vinhos Húngaros da região de Tokaj sempre foram muito valorizados no passado, era um vinho que as casas reais faziam questão em ter, um vinho bastante reputado e considerado como dos melhores do mundo. O século XX trouxe porém alguma estagnação na produção deste tipo de vinho e chegou mesmo, durante algum tempo, a cair no esquecimento.
Assim, foi já nos anos 90, que András Bruhács, Martin Schneider e Carl Gustav Settelmeier, amigos e colegas de profissão como músicos, decidiram comprar esta velha casa de produção de Tokaj, modernizá-la  e criar a Tokaj Classic que conhecemos hoje.Vinhos doces de qualidade mundial.

Com vindimas a ocorrerem em finais de Novembro, inicio de Dezembro e a beberem-se de preferência frescos, em entradas com foie gras, queijos ou à sobremesa com doces ou fruta laminada. A prova permitiu conhecer e provar alguns dos seus vinhos, harmonizando-os com bolo de laranja e chocolate. Uma experiência que se revelou única. Para mais fotos da prova aceder aqui.

TOKAJI 2005 LATE HARVEST | TOKAJ-HEGYHALJA | 13,5% | PVP 14,50€
FURMINT, LIME-LEAF, MUSCAT
TOKAJ CLASSIC WINERY, LDA
90 / 100
Cor amarelo definido, nuances palha seca, alguns dourados, aspecto limpo. No nariz aparece muito elegante, fresco, com notas de mel, frutos secos, amêndoas, algum caramelo, fino. Na boca apresenta-se com corpo, untuoso, cremoso e com boa acidez. Fruta seca e passa, mel, bolo de laranja, complexo e envolvente.


TOKAJI ASZÚ 2008 3 PUTTONYOS | TOKAJ-HEGYHALJA | 12% | PVP 19,99€
FURMINT, HÁRSLEVELÜ, MUSKOTÁLY
TOKAJ CLASSIC WINERY, LDA
91 / 100
Cor amarelo definido, dourados intensos, aspecto limpo. Aromas intensos, de inicio algum mineral, vulcânicos, ligeiro fumado, abrindo depois com notas de mel, fruta seca e passa e muita frecura. Boca cheia de acidez, enche a boca com elegância, mel, fruta passa e alguma fruta seca, meloso, mas cheio de equilíbrio. Final longo e fresco.


TOKAJI ASZÚ 2010 5 PUTTONYOS | TOKAJ-HEGYHALJA | 8% | PVP 37€
FURMINT, HÁRSLEVELÜ, MUSKOTÁLY
TOKAJ CLASSIC WINERY, LDA
93 / 100
Cor amarelo definido, com dourados pronunciados. Aromas delicados e de intensidade moderada,  conseguimos sentir o aroma do bago maduro, para lá de maduro e até já com alguma podridão,  mel e frutos secos em fundo delineado e com muita finess. Na boca está com uma dimensão e textura espectacular, um equilíbrio entre o doce e a acidez incrível, profundo e persistente. 


TOKAJI ASZÚ 2002 6 PUTTONYOS | TOKAJ-HEGYHALJA | 12% | PVP 55€
FURMINT, HÁRSLEVELÜ, MUSKOTÁLY
TOKAJ CLASSIC WINERY, LDA
93 / 100
Cor âmbar definido, alguns esverdeados, aspecto limpo. Aromas intensos, fruta passa, uva passificada, frutos secos, nozes, melaço,  complexidade incrível e frescura de topo. Boca gigante, acidez e doce em perfeito equilíbrio, fruta madura, melaço, casca de laranja, profundidade, cremoso, quase mastigável. Dura e dura e dura. 

TOKAJI ASZÚ ESSENCIA 2006 | TOKAJ-HEGYHALJA | 8% | PVP 150€
FURMINT, HÁRSLEVELÜ
TOKAJ CLASSIC WINERY, LDA
94 / 100
Cor âmbar novo, dourados e de aspecto limpo. Aromas com notas de mel, fruta seca e passa, algum fungo, cogumelo, trufa,  que desaparece com o tempo. Boca doce, mel, laranja confitada, meloso, cremoso, untuoso, profundo. Puro prazer e excelência. Final de boca que parece não ter fim, cheio de frescura e elegância.

TOKAJI ESSENCIA 2000 | TOKAJ-HEGYHALJA | 5% | PVP 375€
FURMINT
TOKAJ CLASSIC WINERY, LDA
95 / 100
Servido à colher e quase que poderia dizer que as palavras aqui são puramente um detalhe. Só provando ou bebendo mesmo é que se poderá chegar à experiência deste Essencia.
Cor âmbar definido, espesso no copo, prende-se ao copo. Aromas intensos, cheio de melaço, fruta seca e passa e sempre com frescura. Boca completamente melada, bomba de açúcar compensada com o equilíbrio dado pela acidez. Textura de xarope, espesso, completamente mastigável. Beber à colher ou à colherada.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Raposeira Espumante Super Reserva Bruto 2002 Branco

RAPOSEIRA ESPUMANTE SUPER RESERVA BRUTO 2002 BRANCO | IVV | 13% | PVP  6,99€
MALVASIA, CERCEAL BRANCO
CAVES DA RAPOSEIRA, SA
16

Continuo a adorar brancos com idade. Gosto principalmente de ver as diferenças entre o ano de saída para o mercado e após algum tempo de guarda. Muitos deles melhoram e este é o caso. Um espumante de 2002 que quando "novo" aparecia um pouco escondido e sem graça. Hoje parece outro vinho. Começando pela cor amarela palha definido, praticamente sem nuances douradas, mostra bem o seu bom envelhecimento. Bolha persistente e fina. Aromas intensos, a mineralidade está mais presente e os fermentos escondidos deram lugar a agradáveis notas de pão e alguma fruta seca. Vivaz na boca, seco, perfil longo e deixar-me de sorriso na face.

quinta-feira, 6 de março de 2014

LusoVini e Jantar com Vinhos Pedra Cancela

As antigas instalações da Adega Cooperativa de Nelas são hoje a casa da LusoVini. Preservando o traço original e mantendo viva a história do vinho que ali teve lugar, as antigas instalações, aos poucos, dão lugar a uma infra-estrutura moderna e apta a abraçar os desafios futuros.

A LusoVini afirma-se como Criadora de Marcas, para além, claro, de no mercado aparecer como uma distribuidora de serviço integrado. Fundada e gerida por elementos com fortes ligações à viticultura, enologia, produção e distribuição de vinhos, oferece aos seus representantes toda essa experiência quer no desenvolvimento enológico dos seus produtos quer no marketing e comercialização dos mesmos.

Atenta aos mais recentes desenvolvimentos no mercado mundial de vinhos, a LusoVini desenvolve alguns vinhos com responsabilidade em toda a fileira. Tratam-se de vinhos desenhados desde a vinha até à garrafa final para responderem às últimas tendências que surgem no mercado português e internacional.
A visita ocorreu já a noite havia caído, ainda assim, foi possível verificar todo o trabalho que está a ser feito para que rapidamente toda a infra-estrutura esteja a 100% para que de Nelas, para Portugal e para o Mundo, partam vinhos de qualidade superior das várias regiões de Portugal. 

Acompanhados pelo Administrador da Empresa Casimiro Gomes, pela sua equipa e pelo Produtor e Enólogo João Paulo Gouveia,prosseguimos depois para o espaço onde nos estava reservado um jantar com referências gastronómicas da região que seriam harmonizadas com vinhos Pedra Cancela desde colheitas mais recentes até algumas com alguns anos mais mostrando-se em excelente forma.

Com uma entrada de enchidos da região foi servido o PEDRA CANCELA MALVASIA ENCRUZADO 2012, cor amarelo citrino, quase translúcido, transpira juventude. No nariz sobressaem os aromas citrinos e florais de média intensidade e sem cansar. Na boca mantém o perfil frutado da fruta citrina, toque quase impercetivel do estágio em madeira dá-lhe algum corpo e a sua acidez faz com que se porte muito bem no inicio de refeição (17 pts).

De seguida, com o bacalhau assado na brasa e servido, como gosto, com bastante azeite, foi servido em primeiro o PEDRA CANCELA SIGNATURA 2012 BRANCO fruto de vinhas velhas com mais de 40 anos e que aqui se mostra como vinho de eleição. Vivacidade, frescura e sumarento. A madeira proveniente do estágio em barrica, embora presente, não marca demasiado nem nariz nem boca. Grande equilíbrio. Com um final de boca cheio de frescura e elegância. Vou gostar de voltar a este branco (17,5).

A meio da viagem com o bacalhau alterámos o SIGNATURA e passámos para o PEDRA CANCELA SIGNATURA 2008 TINTO de cor ainda bastante concentrada, fechado e opaco. No nariz é uma verdadeiro desafio, complexo, com muita fruta preta compotada, macerada, notas de cacau e especiaria fina. Delicioso. Na boca uma acidez vivaz que me limpa a gorfura em excesso e me faz comer mais um pouco, opulento e com a fruta no ponto. Está no ponto (17,5).

Seguimos para o prato de carne com "notas" de entusiasmo do que viria para acompanhar um entrecosto no forno com arroz de feijão. Duas referências para provar. O PEDRA CANCELA SIGNATURA 2010 TINTO, à semelhança do 2008 a sua cor é de um rubi concentrado, opaco e espesso. Nariz exuberante, a fruta parece querer sair, notas compotadas, muita frescura e pronto a ir à mesa. Na boca apesar de o considerar num patamar elevado e pronto para a mesa prefiro comprar, mais do que uma garrafa, e beber daqui a 2 anos. Se assim já é um prazer, imagino depois de descansar algum tempo em garrafa (17,5).

De seguida a surpresa PEDRA CANCELA 2002 TINTO que mostrou estar num momento de forma espectacular. Pena não haver mais pois está vivaz e fresco como se fosse bastante mais jovem. Mais polido e macio, com notas -poucas- da passagem do tempo e guloso. A garrafa foi num ápice. Tenho de ver se encontro alguma destas perdida em alguma garrafeira (17,5).

Por último a sobremesa. Pêra Bebeda. Deliciosa e que ligou muito bem com os tintos acima descritos. Tintos para peixe, carne e sobremesa. Versatilidade e qualidade superior.