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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Masterclass de Vinhos do Porto da Real Companhia Velha | Actualidade, Tradição e Ícones - Os Porto Vintage

A Real Companhia Velha celebrou este ano o seu 262º aniversário. Uma data emblemática que trouxe o Vinho do Porto para cima da mesa sendo assim realizada uma Masterclass de Vinhos do Porto da Real Companhia Velha também ela marcante e inesquecível. 
Pedro Silva Reis (Presidente), Pedro O. Silva Reis, seu filho e Fine Wine Manager, e Jorge Moreira (Director de Enologia) conduziram esta viagem que começou nos Porto Vintage, mais recentes e que mostram a face mais contemporânea da Companhia, passando pelos Colheitas espelho do seu perfil mais tradicional e terminando com chave de ouro com duas referência ícones do seu portefólio. 

A primeira parte da publicação concentra-se nos Porto Vintage. Viajar de 1997 a 2016 concedeu-nos o privilégio de conhecer este tipo de Vinho do Porto em diferentes estágios de evolução, sendo que a surpresa, no patamar dos Porto Icónicos da Real Companhia Velha, foi a oportunidade de provar um Porto Vintage de 1871.

VINTAGES
QUINTA DAS CARVALHAS PORTO VINTAGE 2016 | 20% | PVP €
REAL COMPANHIA VELHA
18
Cor retinto, vermelhão, profundo e limpo. Aromas onde a fruta assume o protagonismo, madura e quente, bem ladeado por notas florais, alguma esteva, notas de pimenta rosa, mentolado refrescante. Boca expressiva de vintage novo, mordiscável, com textura, envolvente, cheio, taninos firmes, macio, aveludado, com a fruta novamente muito bonita e definida e terminando longo.
Jovem, como expectável, mas o prazer de o beber é imenso. Petiscar com uma boa tablete de chocolate. 

REAL COMPANHIA VELHA PORTO VINTAGE 2011 | 20% | PVP 82,50€ 
REAL COMPANHIA VELHA
17,5
Cor retinta, opaca, sem grandes alterações da tonalidade, aspecto límpido. No nariz mostra, com boa intensidade, notas de fruta preta silvestre, madura, perfume floral, muita violeta e alguma esteva, leve ponta de lápis acabado de aparar, bom bom de chocolate e cereja, complexo. Boca com estrutura, macio e aveludado, com tanino ainda jovem, doce mais pronunciado, com a fruta preta madura, com frescura e elegância, com final de grande persistência e praticamente interminável.
A fruta está muito bonita. Para além do natural chocolate, um cheesecake de frutos pretos silvestres poderá ser uma boa ligação.

REAL COMPANHIA VELHA PORTO VINTAGE 2007 | 20% | PVP 45,50€ 
REAL COMPANHIA VELHA
17 
Cor retinta, opaco, continua sem grande marca dos anos que já passaram (15 anos), limpo. Nariz limpo, continuamos muito na fruta preta silvestre e de árvore, como a ameixa ou a cereja, algum licorice, com notas de cacau, chocolate preto, intenso e complexo. Na boca continua a mostrar garra, com alguma doçura bem equilibrada por uma acidez equilibrada e um perfil mais seco, corpulento, gordo, com final longo e intenso.
Mostra capacidade para continuar por mais alguns anos em boa forma.

QUINTA DAS CARVALHAS PORTO VINTAGE 1997 | 20% | PVP 49,90€
REAL COMPANHIA VELHA
17,5
De cor vermelho casca de cebola, tonalidade já a mostrar a passagem do tempo, mais aberto, aspecto limpo. Aromas onde a fruta vermelha e preta continua a marcar presença com boa intensidade, alguma fruta passa e fruta seca, com notas de algum químico, resina, especiarias, licorice e algum toffe final. Vivaz e texturado de boca, macio e aveludado, novamente dentro do registo de elegância e frescura, mostrando-se muito em forma e com um final de boca longo.

ICÓNICOS
ROYAL OPORTO PORTO VINTAGE BISMARK 1871 | 20% | PVP €
REAL COMPANHIA VELHA
19
De cor âmbar, com tonalidades acastanhadas, ligeiros esverdeados, límpido e brilhante. Nariz limpo, mostrando, mais uma vez, elegância, muito delicado, com notas de frutos secos torrados mais pronunciados, fumados em fundo, caixa de tabaco, algum iodo e vinagrinho que não se acham nada mal. Complexo e equilibrado.
Na boca mostra-se muito expressivo, opulento, gordo, voluptuoso, com os frutos secos a perdurarem no palato num registo fino, cheio de vivacidade e garra, ao mesmo tempo que se mostra muito delicado e afinado. Puro prazer.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

João Portugal Ramos | A Nova Face do Marquês de Borba

A marca Marquês de Borba é sem dúvida alguma a mais emblemática de João Portugal Ramos. O nome nasce de uma feliz coincidência. Tanto as vinhas como a adega de João Portugal Ramos estarem localizadas na Região de Borba e o facto de um seu Tio ter o título nobiliárquico de Marquês de Borba. O primeiro vinho a sair com esta marca foi o Marquês de Borba Reserva 1997 tinto.

Esta tem sido até aos dias de hoje uma das marcas de vinho que grande parte dos consumidores conhece e na qual reconhece um patamar de qualidade elevado e constante, associando-o facilmente à região do Alentejo e gerando uma sensação confiança embora mantendo ao longos dos anos uma imagem mais tradicional que se ia mantendo com alterações pontuais.

Aliado ao investimento que está a ser feito na modernização da adega em Estremoz, transformando-a no núcleo principal de engarrafamento, rotulagem e distribuição, a marca Marquês de Borba ganha, a partir deste ano, uma nova imagem, mais clean, mais sofisticada e moderna, e que coloca a marca no patamar mais correcto para a marca.
Mantém um traço de tradição na continuidade do logo do mesmo branding, mas ganha elegância e distinção na restante roupagem.

ESPUMANTE MARQUÊS DE BORBA BRUTO NATURAL 2014 ROSÉ | ALENTEJO | 12% | PVP 12€
PINOT NOIR, TOURIGA NACIONAL, ARAGONEZ
JOÃO PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
16,5 
De cor rosa salmão, intenso, com bolha fina e persistente. No nariz aromas frutados limpos, fruta vermelha, framboesa, algum citrino e ligeiro biscoito num conjunto pleno de equilíbrio. À boca chega com equilíbrio e elegância, de espuma leve e cremosa, seco e de final longo e fresco.

MARQUÊS DE BORBA VINHAS VELHAS 2017 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP 13€
ARINTO, ROUPEIRO, ANTÃO VAZ, ALVARINHO
JOÃO PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
16,5
Nova gama dentro da marca Marquês de Borba com as uvas a terem origem em vinhas com mais idade e a estagiarem cerca de 8 meses em barricas de carvalho francês e húngaro.
Cor amarelo citrino, definido e intenso, com esverdeados bonitos, aspecto jovem e limpo. No nariz as notas de fruta citrina, casca de toranja, bem casado com o toque tostado proveniente da barrica, alguma nota de cera, perfil fresco e harmonioso. Na boca revela um branco com bom corpo e estrutura, ligeira untuosidade, macio, com grande frescura, sumarento e, mais uma vez, pleno de equilíbrio. Termina longo e fresco.

MARQUÊS DE BORBA 2017 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 4,99€
ARAGONEZ, TRINCADEIRA, TOURIGA NACIONAL, ALICANTE BOUSCHET, PETIT VERDOT, MERLOT
JOÃO PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
16
Cor vermelho intenso, concentrado, violetas escuros, aspecto límpido. Fruta vermelha e preta madura no nariz, intenso, traço leve tostado, alguma especiaria, envolvente. Na boca mostra-se seguro e envolvente, de tanino macio, polido e pronto, equilibrado e com final de boca longo. 
Continua a ser daqueles para comprar à confiança.

MARQUÊS DE BORBA VINHAS VELHAS 2016 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 13€
ALICANTE BOUSCHET, ARAGONEZ, CASTELÃO, SYRAH
JOÃO PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
17
Com uvas provenientes de vinha velha, fermentado em lagares de mármore e com cerca de 1 ano de estágio em barricas de carvalho americano e francês.
Cor vermelho granada intenso, fechado e de aspecto jovem e limpo. No nariz revela a fruta preta madura, muito nítida, com toque fresco de folha de eucalipto, refrescando o bouquet onde em fundo as especiarias e algum balsâmico fresco aparecem bem colocados. Na boca mostra-se muito sólido, gordo, com grande estrutura e volume, tanino macio, com acidez bem espigadota, fruta madura fresca, com um final de boca longo e muito elegante.
Promete bons anos pela frente se houver a decisão de guarda em garrafeira.

DUORUM PORTO VINTAGE 2007 | PORTO | 20% | PVP 49,50€
VINHAS VELHAS, TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ
DUORUM VINHOS, SA
17,5
Um vintage clássico, o primeiro sob a marca Duorum, que se mostra ainda pleno de juventude e frescura. A cor mantém os rubis intensos, concentrado, violetas densos e profundos. Nariz onde a fruta preta ainda é rainha, bem ladeado por notas de esteva, algum cedro e resina. Opulento de boca, cheio, harmonioso e persistente.

domingo, 15 de novembro de 2015

Graham's e Dow's em Prova de Vintages

A actual Graham's representa o culminar da história de duas famílias ao longo de cerca três séculos e que, nos últimos 200 anos tem sido reconhecida com uma empresa familiar que produz dos melhores vinhos do Porto.

A Graham's foi uma das primeiras produtoras de Vinho do Porto a apostar em vinhas próprias e a avançar sempre com a utilização da mais avançadas técnicas que se podem utilizar na produção de vinho e hoje, são cinco os Symington que partilham a responsabilidade de levar esta casa para o futuro: Paul, Charles, Rupert, John e Dominic Symington.

 Nesta prova lugar aos Vintage. Dow's e Graham's com destaque para o Quinta do Vesuvio Vintage 2013 numa quase estreia.

DOW'S QUINTA SENHORA DA RIBEIRA PORTO VINTAGE 2010
SYMINGTON FAMILY ESTATES VINHOS, LDA
17,5
Cor vermelho retinto, opaco, concentrado. Aromas intensos, a fruta vermelha e preta bem madura, compota bem presente, notas florais, especiados finos, notas balsâmicas, frescura. Boca cheia, vivaz, com muita fruta, untuoso,  cheio de estrutura e com final longo.

DOW'S QUINTA SENHORA DA RIBEIRA PORTO VINTAGE 2012
SYMINGTON FAMILY ESTATES VINHOS, LDA 
18
Cor retinta e fechada, violetas escuros e definidos, fechado.  A fruta aparece aqui com mais elegância,  frescura, a fruta mais em pormenor, especiados, pimenta vermelha. Na boca continua com o mesmo perfil, frescura e elegância da fruta, bem ligado com os traços de estágio em barricas, profundo e de grande complexidade e comprimento.

DOW'S QUINTA SENHORA DA RIBEIRA PORTO VINTAGE 2013
SYMINGTON FAMILY ESTATES VINHOS, LDA 
17,5
Cor retinta, fechada, completamente opaco e fechado. Aromas jovens de vintage. Com muita juventude. Na boca está jovem, cru, quase que se sente o mosto, mastigável, com uma presença interminável no final de boca.

QUINTA DO VESÚVIO VINTAGE 2013
SYMINGTON FAMILY ESTATES VINHOS, LDA 
Cor retinta, fechada, mais do que o anterior. No nariz a fruta preta, madura, compotada,  a sentir-se tudo muito próximo. Grande boca. Mastigável, a secar o palato por completo, a mostrar irreverência,  cheio de garra e com bom final. Potencial de futuro extraordinário.
(amostra de casco)

GRAHAM'S VINTAGE 1983
SYMINGTON FAMILY ESTATES VINHOS, LDA
17 
Cor vermelho atijolado, casca de cebola, muito aberto. Aromas mais evoluídos, alguma fruta seca, caixa de tabaco, fumados. Na boca mostra-se ainda de boa saúde, embora não o veja a continuar durante muito mais tempo. Acidez equilibrada,  boa presença de boca, a beber o quanto antes.

GRAHAM'S VINTAGE 2000
SYMINGTON FAMILY ESTATES VINHOS, LDA
18 
Cor vermelho atijolado, casca de cebola, aberto e bem definido. Aromas já com fruta seca, nozes, alguma fruta passa, especiaria fina, muito elegante. Na boca muita elegância, envolvência, fruta consistente e madura, grande equilibrio e ainda cheio de força.

GRAHAM'S VINTAGE 2007
SYMINGTON FAMILY ESTATES VINHOS, LDA
18 
Cor rubi, definido,  limpo. Aromas intensos, grande fruta, muito frescura. Boca cheia de pormenor, fruta, jovem, a pedir queijos fortes. Final cheio de intensidade, boa especiaria e elegância.
 

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Prova de Vinhos La Rosa - Coisas do Arco do Vinho

A Coisas do Arco do Vinho brindou-nos hoje com uma prova de Vinhos da Quinta de La Rosa, apaixonadamente apresentada pela Sophia Bergqvist que nos conduziu em primeiro lugar a um breve resumo da História da Quinta de La Rosa e depois no acompanhar comentando dos vinhos Passagem Branco 2009, Passagem Reserva Tinto 2007, La Rosa Reserva Tinto 2007 e La Rosa Porto Vintage 2007. As uvas dos vinhos Passagem, apesar do mesmo produtor, não têm origem na Quinta de La Rosa, mas da Quinta das Bandeiras que foi adquirida no ano de 2006.
Iniciou-se a prova com o PASSAGEM 2009 BRANCO (17). Um vinho de aroma pouco exuberante, mas de uma complexidade aromática bastante interessante. Tal e qual um jogo das escondidas. Ao inicio um pouco de citrinos, com limão e lima, e em pano de fundo um emergir de notas de fruta tropical madura. Muito fresco. Na boca apresentou-se suave, baixa acidez e com um comprimento final considerável. Mais um bom branco a juntar a tantos que ultimanente têm aparecido em Portugal.
De seguida o PASSAGEM RESERVA 2007 TINTO (17,5). Um portento de vinho. Uma cor escura, limpida e aromas a denunciar a casta dominante Touriga Nacional, mas com um equilibrio notável. A madeira, a fruta, o floral toda em perfeita harmonia e, depois na boca, também muito equilibrado e fácil de se gostar. A madeira não se sobrepõe à fruta formando um conjunto quase perfeito. Um final de boca longo, longo e a certeza que daqui a alguns anos ainda estará melhor.
Quase como comparação surge o LA ROSA RESERVA 2007 TINTO (17,5). Mesmo ano, mesmo Enólogo, Quintas diferentes e percentagem de cada casta também um pouco diferente. Na minha opinião resultaram num vinho ainda melhor que o anterior. Mais complexo, mais corpo e mais vinho. A minha eleição para este fnal de tarde. O Terroir fez a diferença e a composição do vinho também.
Por último, o QUINTA DE LA ROSA PORTO VINTAGE 2007 (18). Na minha opinião a surpresa ou joker da prova. Sinceramente não esperava um Vintage com este toque. Veludo, sem a marca da aguardente vinica, não muito doce, mas primando pelo equilibrio. Talvez o fio condutor a toda a prova. O equilibrio.
Ficou o convite para uma visita à Quinta. Tenho cá a impressão que não vou deixar de o honrar.