terça-feira, 30 de junho de 2026

Quinta do Quetzal Arte 2024 Branco

QUINTA DO QUETZAL ARTE 2024 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP  19,60€
ANTÃO VAZ, ARINTO, ROUPEIRO
QUINTA DO QUETZAL SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
17

Uma das grandes particularidades deste vinho e motivo desbloqueador de conversa com amigos, reside na sua simbiose com a cultura, ostentando um rótulo exclusivo assinado pelo artista belga Kasper Bosmans, inspirado na obra Under the Mountain criada para a propriedade. 
No copo temos um branco com estrutura texturada e envolvente que destaca o registo habitual de crocância e nota de frescura citrina, mantendo a vivacidade aromática bem presente. À mesa, assume um perfil gastronómico por excelência, revelando-se a harmonização ideal para acompanhar mariscos ricos, peixes grelhados no carvão e saladas de verão com alguma complexidade.
Cor amarelo citrino intenso e definido, leve tonalidade palha e reflexos esverdeados, aspecto límpido e de tez jovem. Nariz exuberante, com a fruta de polpa amarela madura numa primeira camada, fruta tropical e pitada citrina a complementar, componente floral bem medida, flores brancas, notas da passagem por barrica bem integradas, com vinco mineral, pedra lascada. Boca de médio volume, textura macia, fruta sumarenta, damasco, pêssego, alperce, acidez vibrante, com prolongamento e amplitude, largo, envolvente, com longo final de boca.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Marias da Malhadinha Vinhas Velhas 2022 Branco

MARIAS DA MALHADINHA VINHAS VELHAS 2022 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  65€
MANTEÚDO, ALICANTE BRANCO, ROUPEIRO, DIAGALVES
HERDADE DA MALHADINHA NOVA, SA 
18

Apenas vê a luz do dia em anos de colheita de excepcional qualidade e são sempre produzidas muito poucas garrafas deste que é o topo de gama da Herdade da Malhadinha Nova. Nasce no cenário único do Vale Travessos, onde as vinhas velhas centenárias guardam um património genético raro de castas autóctones misturadas, como a Manteúdo, a Alicante Branco, a Roupeiro, a Diagalves e a Olho de Lebre que vão desafiando o clima quente da planície alentejana, aliando a idade destas videiras e o estágio de dez meses em barricas de carvalho francês com bâtonnage à produção de um vinho com identidade singular.
O contra-rótulo deste vinho ajuda-nos a compreender o curioso nome do vinho. Uma homenagem. Não só aos Marias da Malhadinha, aos seus Marias mais novos, como aos seus antecessores, mas também a todos os outros Marias que contribuíram para que este nome se tornasse um símbolo em Portugal.
No copo, revela um comportamento notável, agarrando-nos numa viagem sensorial que se inicia com marcada austeridade mineral, rapidamente dando lugar às notas de fruta madura, evoluindo para uma boca untuosa, com uma acidez vibrante e fresca que lhe assegura um final longo e persistente. À mesa é parceiro ideal para pratos ricos de peixe no forno, mariscos expressivos, arroz de marisco ou carnes brancas delicadamente condimentadas. No nosso prato esteve um arroz de tamboril com camarão, rico, caldoso, criando um casamento feliz e memorável.
Cor amarelo citrino, com leve tonalidade palha, ainda com reflexos esverdeados, límpido e surpreendentemente jovem. No nariz mostra-se delicado e um pouco tímido a início de conversa, mostrando um lado mais austero, com subtis notas de pólvora, giz e uma forte assinatura mineral, dando lugar, à medida que o vinho respira e ganha temperatura, ao despertar aromático mais exuberante, onde aparecem as notas de fruta de caroço bem limpa, ligeiros apontamentos vegetais que lembram espargos frescos e uma delicada envolvência das notas derivadas da sua passagem por barrica. Na boca continuamos em crescendo, com uma entrada que impressiona pelo contraste entre a textura rica, untuosa e cremosa e uma acidez cortante e elétrica que enchem de vida todo o conjunto, revelando um registo de grande precisão, focado e onde a fruta e a mineralidade se estendem num final de boca tenso, salivante e de grande persistência.

domingo, 28 de junho de 2026

Viña Tondonia Gran Reserva 2011 Rosé

VIÑA TONDONIA GRAN RESERVA 2011 ROSÉ | RIOJA (ESP) | 12,5% | PVP  255€
GARNACHA, TEMPRANILLO, VIURA
R LOPEZ HEREDIA VINA TONDONIA, SA
19

O desafio lançado por um Amigo para tema de mais um jantar e partilha de algumas garrafas foi que se escolhesse um vinho especial, daqueles que só se abrem em momento de vénia e que tivesse uma história para contar. A melhor história levaria como "prémio" uma garrafa oferecida por si. Esta foi a minha escolha para este momento, mas não ganhei a melhor história. 
Autêntico ícone vínico que desafia todas as convenções do que um vinho rosé pode e deve ser, sendo submetido a um processo de repouso extremo e meticuloso de mais de quatro anos em barricas muito antigas de carvalho americano, seguido por um longo repouso em garrafa até ser finalmente colocado à venda. Produzido pela emblemática e secular casa Bodegas R. López de Heredia, nasce no coração de Rioja Alta, em Espanha, a partir de uvas selecionadas da histórica vinha de Tondonia, plantada nas margens do Rio Ebro, cujo lote de castas une as tintas Garnacha e Tempranillo à branca Viura e onde o solo argilo-calcário confere uma mineralidade única. 
Um verdadeiro gigante na prova, surpreendendo os sentidos com uma complexidade oxidativa refinada, notas de frutos secos, especiarias e uma acidez vibrante que contrasta com a sua estrutura imponente.  Muito longe de ser um rosé casual de verão e de piscina, exige uma harmonização gastronómica à altura, tendo brilhado intensamente ao lado de uma travessa monumental onde o bacalhau e o polvo à lagareiro se juntaram para o receber. Magnifico vinho e momento à mesa.
Cor vermelha tonalidade casca de cebola profunda, com reflexos acobreados e alaranjados, aspecto límpido, brilhante e hipnotizante. No nariz revela uma complexidade extraordinária e magnética, afastando-se de imediato das notas puramente frutadas dos rosés mais convencionais com o primeiro impacto a ser marcado por um perfil evolutivo, onde sobressaem subtis notas oxidativas de frutos secos, como amêndoa torrada e avelã, combinadas com nuances de especiarias doces como a canela e a noz-moscada, libertando, à medida que ganha tempo, aromas delicados de pétalas de rosa murchas, casca de laranja cristalizada e marmelo, envolvidos por um fundo complexo de cogumelos frescos, folha de tabaco seco e notas de madeira antiga e leve baunilhado. 
Na boca surge com uma imponência surpreendente, revelando a sua secura de perfil apoiada em boa estrutura, dotado de uma textura sedosa e envolvente, lado a lado com acidez vibrante e incisiva, atravessando a prova com uma frescura citrina quase cortante que equilibra na perfeição o registo mais maduro, com frutos vermelhos desidratados, notas salinas e um toque mineral, quase a giz, que combina na perfeição com as nuances balsâmicas e de frutos secos já anunciadas no nariz. Final de boca incrivelmente longo e persistente, deixando uma ligeira adstringência finíssima que convida a continuar quer no copo, quer no prato.

sábado, 27 de junho de 2026

Casa de Santar Vinha dos Amores Alfrocheiro 2023 Tinto

CASA DE SANTAR VINHA DOS AMORES ALFROCHEIRO 2023 TINTO | DÃO | 13,5% | PVP  30€
ALFROCHEIRO
GLOBAL WINES, SA
17,5

Nasce no Alto dos Amores, uma das zonas mais emblemáticas da Vinha dos Amores, e onde se verificam características geológicas e microclimáticas muito particulares que potenciam a máxima expressão da casta Alfrocheiro. Destaco-lhe o grande equilíbrio entre a elegância natural da casta e a complexidade conferida pelo seu estágio em barricas de carvalho francês, resultando num perfil fresco, com taninos finos e marcantes notas de frutos silvestres e pinhal, revelando aptidão gastronómica notável e parceiro ideal para pratos ricos e cheios, como o polvo à lagareiro, risoto de cogumelos ou receituário com carne de caça de peço.
Cor vermelho rubi de média concentração, menos denso, mais luminoso, aspecto límpido, jovem e cativante. No plano aromático somos remetidos para um perfil rico e intenso de aromas, com a fruta silvestre em destaque, madura e fresca, pitada vegetal e bem medida componente especiada, subtil nota de bosque, envolvente, mostrando elegância e delicadeza à medida que o tempo no copo se espaça. Boca de médio volume, registo elegante e fresco, textura macia, acidez fina e prolongada, leve secura, tanino polido e sedutor, fruta bonita, conjunto harmonioso, com longo final de boca.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Kopke Porto Colheita 2005

KOPKE PORTO COLHEITA 2005 | PORTO | 20% | PVP  42€
BLEND CASTAS DOURO
SOGEVINUS FINE WINES, SA
ENGARRAFADO EM 2025  
18,5

Ano de colheita terminado em 5 é sempre motivo de alguma excitação extra anterior à abertura e prova de um Vinho do Porto. É um número mágico que carrega consigo uma mística muito especial, frequentemente associada à produção de colheitas lendárias e que assenta em dois motivos principais: a coincidência climática e histórica e a reconhecida Regra dos 5 Anos que dita o ritmo dos Tawnies de Idade.
Em termos vitivinícolas, 2005 no Douro é recordado como um dos anos mais extremos, desafiantes e, em última análise, gratificantes da história moderna da região. Ficou marcado na memória dos viticultores por uma seca extrema e prolongada, que testou a resiliência das videiras a limites quase nunca vistos. Deste modo, o Vinho do Porto viveu um cenário curioso pois 2000 e 2003 tinham sido declarações Vintage massivas e clássicas no mercado, fazendo com que poucas casas avançassem com uma declaração geral de Vintage Clássico em 2005. Assim, o brilho deste ano encontra-se precisamente nos Porto Colheita como é este da Kopke.
Exuberante e de extrema riqueza para os sentidos, beneficia ainda do engarrafamento recente que lhe conferiu uma frescura surpreendente, uma vivacidade cítrica e uma energia vibrante que contrastam magnificamente com as suas notas maduras de frutos secos e especiarias exóticas. A ligação à mesa será certeira escolhendo sobremesas à base de caramelo, frutos secos e especiarias ou, numa aproximação por contraste, com queijos de média intensidade. 
Cor âmbar definido, nuances acobreadas com pitada avermelhada, subtis reflexos alaranjados nas bordas do copo, luminoso, profundo e brilhante. Plano aromático complexo e sofisticado, sobressaindo a envolvência dos frutos secos, onde as passas de uva e os figos secos se entrelaçam com nuances de noz e avelã torrada, tudo isto acompanhado por notas elegantes de especiarias doces, como a canela e a baunilha. Na boca, revela toda a sua magia, com textura sedosa, aveludada e cheia, preenchendo o palato com uma doçura rica e equilibrada de fruta cristalizada e caramelo, sem sucumbir à densidade exagerada, mas com uma frescura e finesse notáveis, muito por meio da vertente cítrica arrebatadora, acidez vibrante que corta a doçura e estende o final de boca de forma quase infinita.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Informal Bruto NV Rosé

INFORMAL BRUTO NV ROSÉ | BAIRRADA | 12,5% | PVP  15,90 €
BAGA
LUÍS PATO UNIPESSOAL, LDA
16,5

Nasce na região da Bairrada, pelas mãos do Senhor Baga, elaborado a partir do mosto de lágrima da casta Baga proveniente da icónica Vinha Pan, uma das parcelas mais nobres e celebradas do produtor. É um exemplo perfeito de como a irreverência e a qualidade podem coexistir na mesma garrafa, ao mesmo tempo desafiando o classicismo dos espumantes tradicionais com uma desconcertante aura de descontração. 
A irreverência de Luís Pato é desde logo reconhecida pela escolha da cápsula metálica (vulgo carica) como vedante em vez da tradicional rolha de cortiça e muselet que, para além de ajudar no reforço da ideia de informalidade garante uma evolução controlada e preserva a pureza absoluta da fruta durante o estágio em cave. Quando cai no copo surpreende logo pela sua cor viva e pela complexidade aromática que nos remetem para morango, framboesa, hibisco, fumados e notas de pastelaria, registo seco, gastronómico e com um final de boca com travo a casca de  laranja ralada e uma acidez vibrante.
Cor rosa salmão aberta, nuances acobreadas, intenso, vivo, atraente, com bolha fina, muito persistente. No nariz, o primeiro impacto revela uma frescura desconcertante e limpa, onde sobressaem os aromas primários e vibrantes da casta Baga, com destaque para os frutos vermelhos silvestres, como a framboesa e o morango maduro, envolvidos por discretas notas florais de hibisco e, à medida que o vai abrindo, a complexidade do estágio em cave começa a desenhar-se, libertando subtis apontamentos de panificação, brioche e uma levíssima nota de pastelaria envolvida num toque fumado que se estranha e depois entranha. Na boca encontramos uma estrutura séria, firme e de enorme carácter gastronómico, com acidez, cortante, mas que surge perfeitamente integrada numa textura cremosa e envolvente, com a fruta a manter o seu lugar, com o final de boca mais tenso, longo e incrivelmente refrescante.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Prunotto Occhetti 2023 Tinto

PRUNOTTO OCCHETTI 2023 TINTO | PIEMONTE-LANGUE (ITA) | 14% | PVP  21 €
NEBBIOLO
PRUNOTTO, SRL
17,5

Cada vez mais apaixonado pelos tintos italianos e por este perfil elegante e fresco que facilmente se consigo encontrar numa gama de preço não proibitiva. Este nasce na conceituada casa Prunotto, com a chancela da família Antinori, e produzido desde a década de 1970. A casta Nebbiolo, que lhe dá vida, provêm exclusivamente da emblemática vinha Occhetti, situada nas encostas ensolaradas de Monteu Roero, na região do Piemonte, cujo solo composto por areias pouco profundas de origem marinha, intercaladas com cascalho, argila e calcário. 
Isto acaba por explicar o que depois encontro no copo, que se traduz numa frescura vibrante, elegância singular e em taninos excecionalmente sedosos e aveludados. No momento de ir à mesa não consigo deixar de pensar em pratos da cozinha italiana como uma gulosa massa fresca recheada com ragú de carne, fazendo mira também para assados de carne no forno ou carnes grelhadas com alguma gordura.
Cor vermelho rubi de média concentração, mais abrto e luminoso, subtis reflexos granada, límpido de aspecto e de coloração jovem. Plano aromático marcadamente perfumado e sedutor, que se inicia de imediato com notas florais intensas a evocar pétalas de rosa vermelha e violeta frescas, complementado, logo de seguida, pela fruta que sobressai com nitidez através de aromas a framboesas, cerejas e geleia de amora, evoluindo, à medida que o vinho respira, para camadas adicionais complexas de alcaçuz, especiarias doces como a canela e leve componente terrosa que acrescentam imensa definição e frescura ao conjunto. Na boca, o primeiro ataque impressiona pela sua harmonia, frescura e vivacidade, mostrando-se um tinto de corpo médio-alto, mas fino e elegante, com tanino firme e volumoso, embora polido e surpreendentemente aveludado, enquanto a fruta vermelha limpa e a acidez equilibrada mantêm o palato focado e sumarento, culminando num final longo, limpo e muito persistente. 

terça-feira, 23 de junho de 2026

Do Alentejo aos Açores: O Minimalismo e a Pureza da Nova Marca "Local" da PL Wines


A PL Wines inaugura um capítulo totalmente familiar com o novo projeto LOCAL, uma coleção exclusiva de vinhos de intervenção mínima desenhados para serem o espelho absoluto e sem filtros dos terroirs mais identitários de Portugal. Mais do que uma marca, é um regresso à essência mais pura da terra, que abdica do artifício na adega para deixar que os solos do Alentejo, do Dão e dos Açores falem por si em cada garrafa.

O enólogo Paulo Laureano surge como capitão de equipa da "nova" PL Wines, agora num formato totalmente familiar que decidiu virar a página e lançar um projeto inovador e que promete mexer com o panorama do vinho em Portugal. 
A ideia central da Wine & Nature, a casa-mãe deste novo rumo, é simples de explicar no papel, mas de grande exigência na adega onde, a prática de uma enologia de intervenção mínima,  na qual o homem dá um passo atrás para que o microclima e a identidade geográfica de cada vinha brilhe sem filtro é nota de grande coragem e compromisso. O resultado desta filosofia traduz-se numa coleção que estreia com quatro referências de produção muito limitada e que foram apresentadas recentemente em prova e harmonização com a cozinha de Vitor Sobral no seu mais recente restaurante em Lisboa, o Carvoaria.
A viagem começa, com grande ousadia, num saltinho que atravessa o Atlântico em direção à Ilha do Pico. É lá que nasce o Local Pico Vinha Mãe, um branco vulcânico notável, vindo diretamente da icónica zona do Lagido, onde impera a matriz de basalto e uma salinidade marítima quase cortante. A ligação no prato acontece também com mar, mas em conserva, com Petingas de conserva Fausto e patê de sardinha.  Sabores de Santo António idealizados pelo Chef e com aconchego certeiro. 
Depois regressamos ao continente, a terra firme com o Local Alentejo, desenhado a partir de vinhas selecionadas na zona de Évora, que traz para o copo a tipicidade e o calor característicos da região, mas com um equilíbrio refinado. No prato a sugestão brinca entre o mar e a serra, com Chochos com tinta, favas, enchidos regionais e coentros. Casamento incrivel e desafiante, porém viciante e de grande conforto.
 
Rumamos, logo depois, a norte e à altitude com o Local Dão, um tinto que agarra a frescura natural e a elegância clássica dos solos graníticos daquela região demarcada. Junta-se à mesa com mestria ao Arroz de Bochechas de Porco, alho francês, nabo amêndoa e tomilho limão. Uma harmonização com muita elegância e leveza.
O grande abanão, contudo, surge quando voltamos a atravessar o Atlântico de regresso à Ilha do Pico para fechar com chave de ouro. A PL Wines resgatou uma verdadeira relíquia em parceria com a cooperativa da Ilha e revela o Local Pico Licoroso 20 anos, com berço na mítica colheita de 2006. Duas décadas de envelhecimento que mostraram o potencial infinito deste terroir. No prato também houve lugar à surpresa numa, talvez inusitada, parceria entre o vinho e o Crocante de creme de ovos, maçã e framboesas que se revelou momento de merecida felicidade.
 
Com esta gama, Paulo Laureano prova que a sofisticação não precisa de maquilhagem e que o futuro do vinho passa por respeitar, ao milímetro, o lugar de onde ele nasce.
Ainda oportunidade para um saltinho até à Vidigueira, para conhecer o novo Paulo Laureano Antão Vaz 2022, produzido a partir de vinhas da zona demarcada da Vidigueira, onde a casta encontra nos solos de xisto uma das suas expressões mais distintivas, com fermentação em barricas de carvalho francês de 500 litros onde estagiou durante vários meses e permaneceu ainda mais 36 meses em garrafa antes do lançamento. Um grande branco no nosso copo, muito preciso e definido, harmonioso, onde fruta, textura, frescura e mineralidade jogam em perfeito equilíbrio e com notável elegância.

LOCAL PICO TERRA MÃE 2022 BRANCO
| AÇORES - DO PICO | 12,5% | PVP  41€
VERDELHO, ARINTO, BOAL, TERRANTEZ
WINE & NATURE, LDA
18
Cor amarelo citrino, intenso, reflexos esverdeados, aspecto límpido e ainda jovem.  Plano aromático rico e elegante, com notas de fruta de pomar madura, fruta de polpa amarela, sem esconder o seu berço nas notas mais salinas e marítimas, componente iodada, pedra lascada, grande amplitude aromática que vai evoluindo com o tempo de copo. Boca de médio corpo, cheio de texturas e com um primeiro ataque vibrante de secura e acidez, para depois lhe encontrarmos alguma untuosidade num equilíbrio de mais conforto, vertente salgada, fruta sumarenta, sabor e lugar, final de boca longo, fino e profundo.

ANTÃO VAZ BY PAULO LAUREANO 2022 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP  25€
ANTÃO VAZ
PL WINES, LDA
18
Cor amarelo citrino intenso, definido, leve tonalidade palha e reflexos esverdeados, aspecto límpido e cativante. Nariz exuberante e complexo, com notas de fruta de caroço, polpa amarela, tropical bem medido e pitada citrina fresca, casca de laranja, com componente floral bem medida, flores brancas, vinco mineral bem presente e com a presença da barrica completamente integrada, conferindo mais amplitude e riqueza ao perfil do que intromissão numa linha de frescura e elegância bem definida. Boca com largura e profundidade, textura macia e cremosa com acidez vibrante e com prolongamento fino a seu lado, registo fresco da fruta, citrinos em destaque, novamente a laranja com presença evidente, leve tropical, carga mineral, ligeiro travo amargo, toranja, final de boca longo e persistente.

LOCAL ALENTEJO 2019 TINTO
| ALENTEJO | 14,5% | PVP  17,60€
ALICANTE BOUSCHET, ARAGONEZ, TRINCADEIRA, CABERNET SAUVIGNON
WINE & NATURE, LDA
17
Cor vermelho rubi de média concentração, auréola luminosa, lágrima escorreita, aspecto límpido e jovem. No nariz revela notas de fruta preta madura, ligeira compota de frutos silvestres, componente adicionada pela passagem por barrica bem integrada, com algum cacau, especiarias, caixa de charuto, tostado fino, complexo e rico. Na boca temos um Alentejo com mais calor, mas de grande equilíbrio, textura macia, aveludada, com tanino polido, mas fino e presente, secura equilibradora, adicionando tensão e vibrância ao registo, término de boca longo e persistente.

LOCAL DÃO 2021 TINTO | DÃO | 13,5% | PVP  22,50€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, ALFROCHEIRO, JAEN
WINE & NATURE, LDA
17,5
Cor vermelho rubi intenso, média concentração, com reflexos luminosos, aspecto límpido e de aparência jovem. No nariz apresenta-se com elegância e frescura natural, com a fruta muito bonita, fruto vermelho e preto silvestre, fruto azul, com o lado mais de floresta, bosque bem presente, componente especiada, chocolate negro, café verde, nota vegetal e face granítica à mostra. Boca de médio volume, com estrutura, mas de apresentação fina e elegante, textura macia, secura convidativa, fruta fresca e saborosa, tanino firme, embora pronto, profundo, persistente e com término de boca longo, sedutor e prazeroso.

LOCAL PICO 20 ANOS LICOROSO
| AÇORES - DO PICO | 16,5% | PVP  300€
VERDELHO, ARINTO
WINE & NATURE, LDA
18,5
Cor âmbar jovem, tonalidade esverdeada e acastanhada com reflexos dourados vivos, luminosos, aspecto límpido e atrativo. Nariz de complexidade e riqueza notáveis, com um bouquet olfativo que passa pelas notas de frutos secos, amêndoas, avelãs, figo, torrados subtis, mel, bolo de mel, salgados evidentes, iodo, muita especiaria, caixa de charuto e balsâmicos envolventes. Na boca surge num equilíbrio entre maior untuosidade, maior volume de corpo, textura macia e uma acidez vibrante, finesse, elegância distinta e salinidade marcante. Registo muito fino, persistência, prazer a beber, doce bem medido e um final de boca que parece não ter fim. 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Vértice Pinot Noir Bruto 2013 Branco

VÉRTICE PINOT NOIR BRUTO 2013 BRANCO | DOURO | 12% | PVP  53€
PINOT NOIR
CAVES TRANSMONTANAS, LDA 
Dégorgement 01/2024
18,5

Os grandes entusiastas dos espumantes de excepção têm hoje a sua fasquia de escolha mais elevada do que nunca, conseguindo sem ser preciso viajar até à icónica região de Champagne, encontrar bolhas de sofisticação mundial. 
Este Vértice Pinot Noir Bruto 2013 é o exemplo perfeito dessa mestria e elegância intemporal. Desenhado no coração do Douro pelas Caves Transmontanas e estagiado pacientemente até ao seu recente dégorgement, este monocasta eleva o panorama dos espumantes nacionais a um patamar de puro requinte, rivalizando com os melhores clássicos do mundo através de uma bolha finíssima, frescura cortante e uma complexidade aromática absolutamente soberba. 
À mesa, esta joia duriense revela toda a sua versatilidade gastronómica, sendo o parceiro ideal tanto para abrir as hostilidades num aperitivo sofisticado, como para brilhar ao lado de mariscos nobres, peixes gordos assados no forno ou mesmo carnes brancas bem condimentadas.
Cor rosa pálido, muito leve e brilhante, quase a roçar a casca de cebola, onde se destaca uma bolha incrivelmente fina e persistente que desenha uma coroa perfeita no topo. Impressiona pela sua complexidade aromática e mostra bem o valor do tempode estágio fugindo ao perfil mais frutado abrindo com notas ricas de panificação e brioche tostado envolvidas num fundo mineral gizoso e uns toques subtis de cereja fresca e framboesa silvestre que aparecem timidamente.Na boca é onde a magia realmente acontece. Ataque inicial muito vertical e tenso, com uma acidez cortante e super crocante que nos faz salivar de imediato. A textura da espuma é incrivelmente cremosa, criando a sensação de uma mousse leve e fresca, preenchendo a boca sem nunca pesar, mostrando perfil seco, sério, focado, mas com uma elegância e precisão notáveis. O final de boca é longo, incisivo e deixa uma sensação salina e frutada muito persistente que nos convida, quase de forma automática, ao próximo gole. 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Trilogia Glad Wine | Frescura, Elegância e Precisão em Branco, Tinto e Rosé

Ao fazer vinho no Douro há que conseguir gerir um legado de séculos e, ao mesmo tempo,  colar esse selo de autenticidade em cada garrafa produzida sem desvirtuar o seu berço de nascimento para se conseguir ter sucesso e sair do anonimato ao qual muitos novos produtores são votados.
O desafio actual reside na capacidade de traduzir esse terroir para o palato do consumidor moderno sem perder a identidade e o rigor técnico. Ao mesmo tempo, produzir referências distintas, mas que partilhem de uma mesma filosofia muito simples e actual: levar a sofisticação do Douro a novos públicos, de forma descomplicada, mas com vincada assinatura técnica.
É precisamente nessa linha ténue, entre a precisão enológica e o prazer imediato, que se posiciona a nova gama de colheitas da Glad Wine. Assinada pela dupla de enólogos Paulo Amaral e Décio Coutinho, esta trilogia — composta por um Branco, um Rosé e um Tinto — chega ao mercado com o selo de quem conhece profundamente a vinha, mas desenhada para simplificar o ato de beber.
O consumidor, que procura uma escolha segura e gastronómica, encontra nestes vinhos frescura, fruta limpa e uma aptidão natural para a mesa. Já para os profissionais do setor e enófilos mais exigentes, o interesse reside no detalhe e no lote: ma frescura analítica e aromática do lote de Arinto, Rabigato e Viosinho no Branco; na gestão inteligente da acidez e o estágio criterioso em barrica que eleva o Rosé a um patamar superior de complexidade; e na extração equilibrada do Tinto, focado na estrutura e na pureza varietal. 
 
GLAD WINE 2025 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP  8€
RABIGATO, VIOSINHO, MALVASIA FINA
GLAD WINE UNIPESSOAL, LDA
17
Feito com uvas de vinha na zona de Medrões, em Santa Marta de Panaguião, uma parcela a cerca de 500 metros de altitude , com um microclima entourado pela Serra do Marão e que lhe confere características muito particulares. Um branco num registo muito fresco, acidez vincada e preparado para o calor do verão. Bela relação preço-qualidade-satisfação. 
Cor amarelo citrino, aberto, reflexos esverdeados, límpido e jovem. Nariz marcado pela faceta mais mineral, sílex lascado, algum fosforo, faísca, atraente, aparecendo depois o lado mais citrino, limonado e floral. Boca dona de grande frescura, perfil vibrante, acidez vincada, com prolongamento, tensão, acídulo, boa secura, sumarento e com sabor, longo final de boca.
 
GLAD WINE 2025 ROSÉ | DOURO | 12,5% | PVP  8€
TOURIGA NACIONAL, TINTO CÃO
GLAD WINE UNIPESSOAL, LDA
16,5
Apenas a lágrima deste blend e trabalho da cor durante o processo de prensagem do mosto resulta num perfil muito delicado no nariz, mantendo o vinco mineral do branco, mostrando garra e vivacidade na boca. Descomplexado, mas sério e pronto para fazer companhia à mesa.
Cor rosa-claro aberto e luminoso, aspecto límpido, jovem e cativante. Nariz delicado, fugindo de exuberância desnecessária, elegante, com a fruta vermelha a mostrar-se bem ligada com notas de nectarina e nêspera, pincelada floral e vinco mineral assumido.  Boca com entrada vibrante, a mostrar vivaz, com textura e óptimo prolongamento, fruta vermelha, framboesa, tenso, harmonioso e com término de bica longo e prazeroso.
 
GLAD WINE 2025 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP  8€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ
GLAD WINE UNIPESSOAL, LDA
17
Particularmente jovem, mas onde se encontra potencial imenso, com estrutura e complexidade inesperada e com lugar a pensar na guarda de alguma garrafa para abrir na temporada outono-inverno.  Focado na pureza da fruta e longe do perfil de alguns tintos do Douro excessivamente pesados ou carregados de madeira, privilegia a elegância e a prontidão para beber de imediato.
Cor vermelho de tonalidade violeta escuro, granada intenso, média concentração, límpido e jovem.  Muita fruta quer no nariz quer na prova de boca, expressiva, cereja, amora, ameixa, morango, fruta silvestre, um registo fresco, com nota bem medida de esteva, não deixando de apresentar a componente mineral que se encontra alinhada a toda a gama. Boca com entrada vibrante, fluida e sumarenta, estrutura e complexidade bem presente, textura macia, com tanino fino, polido e muito bem integrados, revelando acidez bem colocada, vivaz, com prolongamento e secura fina e salivante, final de boca longo e prazeroso, num convite à continuação da experiência.

Gama que se apresenta como uma lufada de ar fresco no Douro, até pela sua imagem completamente disrruptiva, e que assenta em três grandes pilares. Primeiro, a identidade: o Branco, o Rosé e o Tinto partilham a mesma matriz de altitude, com uma acidez super viva e um toque mineral que dá uma pica e uma tensão na boca difíceis de encontrar nesta gama. Em segundo, zero artifícios,  sem os aromas explosivos ou demasiado "bonitos", encontramos a mineralidade do branco, a pureza do rosé e a fruta limpa do tinto sem a marca da madeira. Tudo focado na elegância. Para fechar, o preço. Por cerca de 8 €, este trio entrega uma qualidade e uma onda "descomplexada, mas séria" que costuma custar bem mais.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Quinta do Valdoeiro 2018 Tinto

QUINTA DO VALDOEIRO 2018 TINTO | BAIRRADA | 13,5% | PVP  6,80€
BAGA, SYRAH, TOURIGA NACIONAL, CABERNET SAUVIGNON
SOCIEDADE AGRÍCOLA E COMERCIAL DOS VINHOS MESSIAS, SA
16
 
Encontrámos, de boa saúde e em forma, o primeiro patamar da gama Quinta do Valdoeiro. Com o teste do tempo superado e revelador de um perfil moderno, equilibrado, com boa acidez e vivacidade, entusiasma quando lhe juntamos comida, de preferência à base de carnes vermelhas e com algum nível de complexidade. Embora mostre no nariz notas mais compotadas e alguma exuberância quente, na prova de boca vence e convence. Belíssima relação qualidade-preço.
Visualmente exibe uma cor vermelho rubi intensa e concentrada, ainda sem grande marca do tempo, aspecto límpido e que serve de prelúdio a um nariz expressivo e exuberante, com notas evidentes de frutos pretos e silvestres, como a ameixa, a cereja preta e a amora, alguma compota, presença subtil de nuances vegetais, especiarias finas, pimenta preta, tudo muito arrumado e pronto. Na boca impressiona pelo equilíbrio, frescura e pela vivacidade com que nos brinda no primeiro ataque, médio volume,  tanino polido pelo tempo, revela acidez vivaz, com bom prolongamento, que lhe confere uma enorme frescura e aptidão para a mesa, terminando longo, elegante e prazeroso.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Senses Viognier 2024 Branco

SENSES VIOGNIER 2024 BRANCO | ALENTEJO (ESP) | 12,5% | PVP 8,99€
VIOGNIER
ADEGA COOPERATIVA DE BORBA, CRL
16,5

Pensar em vinhos brancos do Alentejo é pensar que, habitualmente, as castas tradicionais irão roubar as atenções. Mas não é bem assim. Este viognier é mais uma prova de que as castas internacionais não só se adaptam ao terroir alentejano, como conseguem criar vinhos de grande qualidade.
Estamos perante (mais) uma aposta irreverente da Adega de Borba que entrega complexidade e volume de boca generosa, ao mesmo tempo que oferece elegância e frescura, juntando-lhe versatilidade no momento de o levar à mesa. Aqui prefiro os peixes mais gordos na grelha ou no forno. O bacalhau, a corvina e o salmão na brasa vêm mesmo a calhar.
Cor amarelo intenso, definido, tonalidade palha, aberto, luminoso, límpido e jovem. No nariz, o primeiro contacto é um pouco mais tímido e delicado, com a fruta de caroço madura a mostrar-se, após alguns segundos, bem casada com notas florais bem medidas e um perfil aromático fresco em fundo muito particular, ervas aromáticas frescas. Na prova de boca reconhecemos de imediato a fruta, alperce e o pêssego bem marcados e evidentes, textura macia, com acidez vibrante, bem saliente e com boa tensão, fazendo-nos salivar, pensar em comida, muito equilibrado e com final de boca longo e persistente. 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Antão Vaz da Malhadinha 2024 Branco

ANTÃO VAZ DA MALHADINHA  2024 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  17€
ANTÃO VAZ
HERDADE DA MALHADINHA NOVA, SA 
17,5

A casta Antão Vaz é a casta branca rainha da região do Alentejo, sendo a mais cultivada e valorizada em zonas de terroir mais quente como a Vidigueira, Reguengos e Évora, amplamente reconhecida pela sua extrema resiliência ao calor e pela consistência das suas produções. Embora brilhe frequentemente a solo como monocasta, como este caso do Antão Vaz da Malhadinha, é historicamente remetida para blends com outras castas tradicionais alentejanas.
A curiosidade surge quando a plantamos no terroir singular da Herdade da Malhadinha Nova, em Albernoa (Baixo Alentejo), e o resultado transcende o perfil tradicional e dá origem a um vinho de uma frescura e elegância surpreendentes. O Segredo está no Solo de Xisto e no Clima.
Na Malhadinha as videiras estão plantadas em suaves encostas de solo puramente xistoso e isto obriga as suas raízes a procurar água em profundidade, o que se traduz numa mineralidade limpa e numa tensão excecional na boca. Para além disso, estamos perante uma amplitude térmica diária significativa durante a maturação o que ajuda no desenvolvimento natural das notas da fruta e ajuda a evitar perca da acidez mais vibrante.
Na mesa é um regalo quando acompanhado por pratos de peixe grelhado, marisco, saladas ricas ou de pratos de cozinha asiática.
No rótulo, a planta ornamental vulgarmente chamada Canabrás ou Canabraz, que se destaca pelas suas impressionantes umbelas florais numa tonalidade rosa-escuro ou rosa-velho, assemelhando-se a uma "nuvem" arejada sobre o jardim e daí o seu nome em inglês de Pink Cloud.
Cor amarelo citrino, brilhante e com reflexos esverdeados, aspecto límpido e denunciador da sua juventude. No nariz encontramos um perfil aromático limpo, fresco e preciso, destacando, numa primeira camada, as notas evidentes de fruta de polpa branca e de caroço, como o pêssego maduro, casada com nuances cítricas de tangerina e subtis apontamentos vegetais e, mais tarde, também discretos laivos tropicais e toda a sua carga mineral, muito elegante e presente sem ofuscar nem componente. Boca firme e com equilíbrio perfeito entre um registo mais opulento e a sua frescura vibrante, revelando corpo médio, textura ligeiramente untuosa, mas que nunca se torna pesada, graças a uma acidez marcante que conduz toda prova, deixando brilhar a fruta, o vinco mineral fresco e a sensação salivante que leva até ao final de boca longo e persistente.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Xisto Ilimitado 2021 Tinto

XISTO ILIMITADO 2021 TINTO | DOURO | 12,5% | PVP  14 €
FIELD BLEND (TOURIGA FRANCA, MALVASIA PRETA, ALICANTE BOUSCHET, TINTA RORIZ, TINTA BARROCA, TINTA AMARELA, OUTRAS)
LUIS SEABRA VINHOS, LDA
17,5

A magia e tradição do Field Blend do Douro onde, ao contrário da maioria dos vinhos actuais, nos quais, cada casta é plantada, colhida e vinificada separadamente antes do lote final, a "mistura" nasce diretamente na terra, na vinha e continua junta até chegar ao nosso copo.
Solo argilo limoso, com xisto amarelo e xisto azul e vinhas a uma altitude de cerca de 600 metros. Explica muito do que nos oferece este vinho, que se destaca por romper com o perfil tradicional e mais pesado da região focando-se na frescura, pureza da fruta e mineralidade. Afasta-se do uso da madeira nova e extrações exageradas, mostra a identidade da terra e celebra um Douro com uma frescura imensa, baixo álcool e de enorme aptidão para a mesa.
Perfeito para receituário com carne vermelha grelhada e assada no forno, pratos do dia a dia como almôndegas, pizza e hamburgers, assim como uma tábua de enchidos e fumados bem diversificados.
Cor vermelho tonalidade granada de média concentração, aspecto límpido, brilhante e jovem. Aromaticamente uma verdadeira lufada de ar fresco, revelando notas de fruta vermelha madura fresca, amora, cereja e romã, envolvida por toques florais de violeta, seguido uma segunda camada de abraço mineral, pedra lascada e chão molhado pelas primeiras chuvas no verão. Na boca, surpreende pela leveza e energia, corpo de médio volume, muito equilibrado, com uma acidez viva e integrada, tanino fino, fruta sumarenta muito bonita e fresca, alguma especiaria em final de boca, terminando longo e persistente e prazeroso. 

terça-feira, 9 de junho de 2026

Catena Alta 2022 Branco

CATENA ALTA 2022 BRANCO | MENDOZA (ARG) | 13% | PVP  29€
CHARDONNAY
BODEGA Y VIÑEDOS CATENA
17,5

Voltamos a um dos brancos mais emblemáticos da Argentina, produzido pela histórica ⁠Bodega Catena Zapata na prestigiada região de Mendoza, no Vale de Uco. Curiosamente, também havia provado a colheita de 2019, aproximadamente com o mesmo tempo de garrafa após o lançamento que este 2022 e encontrei algumas nuances de prova que me fizeram pensar no impacto do terroir e do ano em cada colheita e expressão desse ano no vinho. Encontro neste 2022 um vinho mais elétrico, enérgico, tenso e profundamente mineral, que pisca o olho ao estilo austero dos grandes brancos da Borgonha, mais maça verde e lima no nariz, mais vertical e linear na prova de boca. Aproxima-se cada vez mais do objectivo assumido e também muito mais gastronómico e versátil à mesa do que o 2019. 
Cor amarelo citrino aberto, tonalidade esverdeada com reflexos palha, aspecto límpido e jovem. No nariz oferece um abraço à pureza e a precisão da altitude com notas de fruta fresca, dominando a maça verde, a lima, a raspa de limão, leve tropical, abacaxi, flor branca e vinco mineral bem evidente surgindo as notas da passagem por barrica muito bem integradas com subtis notas de avela e baunilha. Na boca temos o transporte de toda esta energia e vivacidade, marcando o início com uma acidez cítrica cortante e vibrante que nos faz salivar de imediato, equilibrada por uma textura mineral muito distinta que faz pensar em pó de giz ou de calcário lascado, conferindo uma sensação quase crocante e tátil na sua textura. Corpo médio a ligeiramente encorpado, aportando uma cremosidade bem medida e muito elegante que suporta o regresso da maçã verde, das raspas de limão e de discretas notas de frutos secos. O final de boca é incrivelmente persistente, limpo e salino.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

AdegaMãe - Novo patamar enológico marcado pela ambição e reforço da identidade Atlântica


A AdegaMãe celebrou recentemente 15 anos de dedicação à expressão atlântica do vinho com o lançamento daquele que é um dos projetos mais ambiciosos da sua história: o AdegaMãe Branco Especial, um vinho singular, sem ano de colheita, que resulta da combinação das barricas mais expcecionais das vindimas de 2017, 2019, 2020 e 2021. Uma criação que representa a maturidade técnica e a sensibilidade enológica acumuladas ao longo de década e meia.

O momento de celebração e o lançamento deste vinho verdadeiramente único e especial, que marca a história do produtor e representa um novo patamar enológico pleno de ambição e carácter, foram motivos suficientes para ir conhecer esta novidade directamente ao seu berço e guiados pela mão do enólogo que lhe deu vida: Diogo Lopes.
O tempo é o grande protagonista deste projecto - refere Diogo Lopes -, a pedra basilar na qual todos os restantes pontos assentam. A existência de colheitas únicas e de qualidade superior ao longo dos anos, e o conhecimento acumulado de castas, de terroir, do comportamento de cada peça, a paciência, no fundo, a consolidação de toda uma aprendizagem que só pode chegar a este resultado quando o respeito pelo Tempo é preocupação maior.

Sem data de colheita, resultado da combinação das barricas mais expcecionais das vindimas de 2017, 2019, 2020 e 202, que se destacaram pela sua profundidade e carácter, algumas com estágio prolongado de até cinco anos, chega até nós um branco de perfil evolutivo e complexo, ao mesmo tempo que oferece elegância e mar, marcado por notas de frutos secos, amêndoas e madeira muito subtil e integrada, cheio de camadas que se vão conhecendo à mesmo que o vamos bebendo, sem pressas, com Tempo, oferecendo também felicidade quando à mesa, com peixes gordos, assado no forno, bacalhau confitado ou bacalhau à bras deixando ainda que chegue à presença de quaijos de pasta mole, média intensidade como um DOP Serra da Estrela.

ADEGAMÃE BRANCO ESPECIAL | LISBOA | 12,5% | PVP 95€
BLEND CASTAS BRANCAS
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
19
Cor amarelo de intensa tonalidade dourada, luminoso, brilhante e límpido, cativando desde o primeiro momento. Plano aromático rico e complexo, com evidente perfil evolutivo, mas surpreendendo pela forma elegante e com notável finesse com que o oferece, mostrando em destaque o fruto seco, notas de amêndoa, barrica muito subtil e completamente integrada, assomando, de forma muito envergonhada e tímida a nota de fruta passa, frisando a todo o comprimento, em fundo, o seu lado marítimo e salgado. Boca volumosa e aportando complexidade à prova, registo untuoso e texturado em harmonia com a  sua faceta atlântica, salina, dono de acidez bem colocada, dando-lhe vida e energia, muito preciso e com término de boca longevo, de grande comprimento e elegância. 
 
ADEGAMÃE TERROIR 2018 BRANCO | LISBOA | 12% | PVP 55€
VIOSINHO, ARINTO
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
18,5
Um clássico de topo do produtor pelo qual confesso natural admiração desde a primeira colheita. Complexo, sofisticado e expressão fidedigna do Terroir Atlântico, oferece um vinho branco de inverno portentoso, com volume, com a barrica integrada, com a marca do tempo sabiamente colocada, com frescura, elegância e uma presença à mesa gigante. Brilhará com um generoso robalo ou pargo assados no forno ou com o bacalhau à lagareiro.
Cor amarelo citrino, tonalidade dourada, brilhante, aspecto límpido e atraente.  Revela enorme complexidade e elegância no plano aromático, oferecendo, numa fase inicial, notas de fruta branca madura, como pera e maçã reineta, seguida de fruto citrino maduro, casca de laranja, para logo depois, nos brindar com uma camada de forte identidade atlântica, com a  componente mineral, iodados, cabeça de fósforo e salinos, quase a lembrar a brisa do mar e com o estágio em madeira de carvalho francês perfeitamente integrado e discreto, manifestando-se em subtis toques de panificação, especiarias doces, leve fruto seco e uma nota fumada muito subtil e fina que se vai mostrando à medida que o vinho respira no copo.  Na boca surpreende pelo contraste entre a textura mais opulenta e untuosa, de grande volume e um perfil incrivelmente tenso, atravessado por uma acidez vibrante, firme e cortante, revelando estrutura, com belo casamento entre as notas minerais e salinas, com a cremosidade do estágio em barrica, fruta mais contida e complexo, culminando num longo final mais seco e de elegância admirável.
 
ADEGAMÃE GOUVEIO 2024 BRANCO | LISBOA | 13% | PVP 10,45€
GOUVEIO
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
17,5
Um gouveio com assinatura de mar, numa visão muito própria da casta neste terroir, de perfil gastronómico, volume de boca generoso e acidez salina vincada, para casamento feliz com pratos com alguma complexidade e gordura como uma caldeirada de peixe, choco frito com maionese de alho e coentros ou umas  línguas de bacalhau à Bulhão Pato.
Cor amarelo citrino, com reflexos esverdeados luminosos, aspecto límpido e jovem. Nariz muito expressivo, ao mesmo tempo elegante e fino, oferecendo notas de fruta de pomar madura, alguma fruta em calda, cera de abelha e mel, num registo meticuloso, sem pontas excessivas, harmonioso. Boca de médio volume, textura macia, cremosa e envolvente, assente num registo de tensão e acidez vibrante, algo salgada, feito de textura e camadas, trazendo a assinatura do Atlântico, com secura e mineralidade e longo final de boca.

O início e o fim da visita provaram que as primeiras e as últimas impressões têm sempre um lugar especial na memória. Logo à chegada, ainda com o olhar a perder-se pelas vinhas lá fora, houve tempo para despertar os sentidos com o AdegaMãe Espumante Rosé. E que belíssima surpresa! Um espumante com enorme frescura e finesse, cheio de garra e com uma bolha finíssima que abriu o apetite para as novidades que vinham de seguida. No final, para fechar com chave de ouro, a despedida fez-se com o exclusivo AdegaMãe Late Harvest 2021, um verdadeiro colheita tardia e ponto final perfeito para uma experiência que deixa saudades.
 
ADEGAMÃE ESPUMANTE EXTRA BRUTO 2018 ROSÉ | LISBOA | 11,5% | PVP 19,95€
PINOT NOIR
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
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Elaborado inteiramente com a casta Pinot Noir este espumante acaba por ser uma bela surpresa e corresponder de imediato não só ao momento de arranque como depois no continuar das primeiras entradas que chegam à mesa. 
Visualmente de cor acobreada, com reflexos salmonado e dourados, bolha muito fina e persistente, aspecto límpido e cativante. No nariz revela grande frescura aromática, com notas intensas de fruta de pomar de polpa branca, maça e pera, subtil presença de frutos vermelhos, cereja e framboesa, leve apontamento a fruto seco, ligeiro tostado, aromas de padaria, brioche, bolacha de manteiga fugindo do registo de pura fruta. Ataque de boca seco, com espuma leve e cremosa, mostrando um perfil bem sequinho, apesar da sua cremosidade e maior largura de boca, terminando longo e persistente.
 
ADEGAMÃE LATE HARVEST 2021 BRANCO | LISBOA | 11,5% | PVP 40€
PETIT MANSENG, SEMILLON
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
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O primeiro vinho doce não fortificado do produtor agradece a influência do clima atlântico, com os seus ventos marítimos e a elevada humidade matinal da região que permitiram o desenvolvimento natural do fungo Botrytis Cinerea, a famosa podridão nobre, nas uvas, desidratando os bagos e concentrando os açúcares e a acidez de forma única. 
Estamos perante um colheita tardia sério, verdadeiramente de uvas botritizadas, de elevada qualidade e com o toque salino próprio deste terroir. Há quem o sugira de imediato como companhia certeira para sobremesas à base de ovos ou frutos secos, mas um do prazer maior que tenho com estes vinhos é fazer a harmonização por contraste com queijos intensos como os azuis ou os de ovelha. Sem dúvida, um guilty pleasure.
Cor amarelo dourado intenso, aspeto límpido, brilhante e hipnotizante. Aromaticamente não engana, encontramos as notas de fruta que sofreram o processo de botritização e que nos causam de imediato um sorriso rasgado, como são as de casca de laranja cristalizada, alperce passa, figo seco, mel e subtil fumado,  com tempero salgado em fundo. Na prova de boca apresenta-se de volume médio, menos gordo e opulento do que esperava, mais equilibrado e prazeroso, com acidez vibrante, com o citrino e o mar a fazerem-se notar, fresco, elegante e com longo final de boca. 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Memórias de infância e sabores do mundo: O Menu de Primavera do Intemporal com assinatura do Chef António Simões


O menu de degustação Primavera cruza de forma sofisticada as memórias de infância do chef António Simões com técnicas e sabores do mundo, mantendo a aposta rigorosa nos produtos nacionais de época e na alta gastronomia que caracteriza o emblemático espaço de Paço de Arcos.

Regressamos ao Intemporal para conhecer o novo menu de Primavera, embora com o verão já a bater à porta.  Este é um daqueles lugares onde já fomos felizes e onde a forma como o tempo é moldado define toda a nossa experiência, sendo que este voltar é também feito de abertura de portas a um novo capítulo, já com a recomendação Michelin à porta e com um novo chef no comando.  Se és fã de alta gastronomia, prepara-te pois temos uma nova história para contar à mesa. 

Após a saída de Miguel Laffan, a liderança exclusiva da cozinha foi entregue ao Chef António Simões, anterior chef residente, cuja visão muito pessoal promete redefinir a identidade gastronómica da mítica Casa do Fiscal. Sentimos uma atmosfera renovada a partir do momento em que passamos a porta de entrada, com um sentido de cumplicidade na sala, o sorriso na comunicação, no olhar, sem perder um ritmo mais focado e uma energia que parece pulsar em cada movimento. Se o requinte e a elegância intemporal do espaço se mantêm intocáveis, a abordagem ao prato ganhou nova energia com um registo de sofisticação técnica, harmonia produto e sazonalidade e onde cada elemento conta uma história que nos faz recuar às experiências mais longínquas e mais recentes do jovem chef.

PRELÚDIO: Do Jardim ao Mar, Caviar, Morango Verde, Balsâmico Branco
O Menu de Primavera é o manifesto desta transformação e a introdução a uma narrativa profundamente pessoal. O Chef António Simões convida os comensais a folhear o seu próprio diário de bordo através de 11 momentos cirúrgicos, divididos em cinco atos. 
Nesta nova história, as suas memórias de infância, enraizadas no centro do país, entre o Rabaçal e Condeixa, cruzam-se com os sabores e técnicas do mundo que absorveu nas suas viagens e o resultado é notável, oferecendo um equilíbrio virtuoso entre a terra e o mar, mostrando respeito absoluto pelo produto nacional que brilha na frescura do Lírio dos Açores ou na profundidade atlântica do Goraz com gamba da costa e berbigão

PRELÚDIO: Ovos Rotos, Toro, Batata Crocante, Gema Curada
No entanto, e para regozijo dos nossos sentidos, o chef não hesita em cruzar fronteiras ao introduzir a reinterpretação audaz, mas memorável do Khao Soi tailandês ou ao homenagear o encontro de culturas no prato Desde 1543 ou a buscar o conforto conhecido do Cordeiro de Leite. A fechar a narrativa, a doçaria da Chef de Pastelaria Letícia Silva, com destaque para a frescura do prato Morango finalizado à mesa com ginger beer e que reforça que esta nova era é feita de frescura, arrojo e, acima de tudo, identidade. 

PRELÚDIO: Coscorão, Bacalhau, Poejo, Pimento Fumado
A viagem gastronómica proposta pelo Chef António Simões desdobra-se num ritmo coreografado, onde cada prato assume o papel de um capítulo vivido. No PRELÚDIO, o primeiro ato focado nos snacks de boas-vindas, o nosso grande destaque vai para o Coscorão. Esta tradicional base estaladiça portuguesa é aqui elevada ao estatuto de alta gastronomia, servindo de suporte a uma delicada combinação de bacalhau, poejo e o toque subtil do pimento fumado, com cebola caramelizada e gel de azeitona verde, num equilíbrio perfeito entre crocância e cremosidade. 

PASSAGEM: Lírio dos Açores, Cenoura, Kumquat, Tamarindo
Logo de seguida, na PASSAGEM para os momentos mais estruturados, brilha o prato batizado de Desde 1543. Esta criação é uma autêntica homenagem histórica ao encontro de culturas aquando da chegada dos navegadores portugueses ao Japão. 

PASSAGEM: Desde 1543, Presunto Bolota, Dashi de Cogumelos, Ervilha Lágrima
No prato, o cruzamento cultural faz-se com a riqueza do presunto ibérico de bolota e o umami profundo de um dashi de cogumelos, que serve de palco à frescura delicada da ervilha lágrima, um dos produtos mais nobres e efémeros da primavera.

PERMANÊNCIA: Pão de Fermentação Lenta e Sementes, Manteiga de Cabra, Azeite
O percurso ganha novas texturas no momento da PERMANÊNCIA, um ato no qual acabamos por nos dedicar ao culto do pão. Longe de ser apenas um acompanhamento, este momento assume um protagonismo fabuloso através de um pão de fermentação lenta de fabrico próprio, cozido na perfeição, com uma côdea estaladiça e o miolo húmido. O serviço é enriquecido por uma untuosa manteiga de cabra e por um azeite selecionado do Alentejo. Obriga-nos a desacelerar e a saborear a simplicidade na sua forma mais luxuosa. A simplicidade do pão, manteiga, azeite e uma vista priveligiada e fabuloso para a foz do Rio Tejo que nos é transmitiva via janelão luminoso de não sei quantas polegadas.

DEMORA: Goraz, Jus do Assado, Gamba da Costa, Berbigão da Galiza
Entra-se depois no ato da DEMORA, onde o mar português assume o controlo. O Goraz surge com uma precisão técnica irrepreensível na cozedura, envolvido num jus rico do próprio assado, na doçura da gamba da costa e na frescura salina do berbigão da Galiza. 

DEMORA: Khao Soi, Lula, Couve Fermentada, Frango do Campo
Contudo, a verdadeira obra-prima deste ato e, atrevemo-nos a dizer, de todo o menu, é o Khao Soi. Esta sopa tradicional do norte da Tailândia é reinventada pelo chef com uma audácia invulgar, ao cruzar a lula e a couve fermentada com o conforto do frango do campo, resultando num caldo complexo, aromático e ligeiramente picante que arrebata os sentidos e define o auge criativo da nova cozinha do Intemporal. Comemos de olhos fechados e com um sorriso rasgado no rosto. Pura felicidade!

DEMORA: Cordeiro de Leite, Espargos Verdes, Pimenta da Jamaica
Por fim, a narrativa alcança a ETERNIDADE através do desfecho doce assinado pela pastelaria. O momento alto desta despedida pertence ao prato Morango, uma criação de uma frescura etérea que combina os morangos laminados da época com um gelado texturado, creme de rosas e um crumble crocante de chocolate branco.

ETERNIDADE: Morango, Gengibre Fermentado, Rosas, Chocolate Branco
A magia consolida-se à mesa, onde a sobremesa é finalizada com uma ginger beer caseira e artesanal, cujo toque efervescente e ligeiramente picante limpa o palato, prolongando na memória a frescura e a identidade desta nova era do restaurante.

ETERNIDADE: Amazonas, Chocolate Negro, Maracujá, Cajú
O Intemporal não mudou de rumo, antes refinou o seu destino. Sob a assinatura do chef António Simões, o restaurante prova que a alta gastronomia vive da técnica, mas perpetua-se através da emoção. O Menu de Primavera não é apenas uma sucessão de pratos felizes, é um diário de bordo comestível que honra as origens portuguesas ao mesmo tempo que pisca o olho ao mundo, sem medo de arriscar em caldos complexos como o do Khao Soi ou em detalhes fabulosos como o do pão de fabrico próprio. É uma paragem obrigatória para esta temporada gastronómica.

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INTEMPORAL

Tipo de Cozinha: Fine Dining
Na Cozinha: Chef António Simões e Chef de Pastelaria Letícia Silva
Distinções: Recomendado Michelin
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Sim
Estacionamento: Gratuito no Parque do Hotel Vila Galé Collection Palácio dos Arcos
Preço do Menu de Degustação: 120€ (sem bebidas) 
Horários: Terça-feira e Sábado: das 12:30h às 15:00h e das 19:30h às 23:00h
                Domingo e Segunda-feira: Encerrado
 
Morada: Rua Vista Alegre 
                2770-046 PAÇO DE ARCOS
         
Telefone:  +351 968 432 288