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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Vértice Pinot Noir Bruto 2013 Branco

VÉRTICE PINOT NOIR BRUTO 2013 BRANCO | DOURO | 12% | PVP  53€
PINOT NOIR
CAVES TRANSMONTANAS, LDA 
Dégorgement 01/2024
18,5

Os grandes entusiastas dos espumantes de excepção têm hoje a sua fasquia de escolha mais elevada do que nunca, conseguindo sem ser preciso viajar até à icónica região de Champagne, encontrar bolhas de sofisticação mundial. 
Este Vértice Pinot Noir Bruto 2013 é o exemplo perfeito dessa mestria e elegância intemporal. Desenhado no coração do Douro pelas Caves Transmontanas e estagiado pacientemente até ao seu recente dégorgement, este monocasta eleva o panorama dos espumantes nacionais a um patamar de puro requinte, rivalizando com os melhores clássicos do mundo através de uma bolha finíssima, frescura cortante e uma complexidade aromática absolutamente soberba. 
À mesa, esta joia duriense revela toda a sua versatilidade gastronómica, sendo o parceiro ideal tanto para abrir as hostilidades num aperitivo sofisticado, como para brilhar ao lado de mariscos nobres, peixes gordos assados no forno ou mesmo carnes brancas bem condimentadas.
Cor rosa pálido, muito leve e brilhante, quase a roçar a casca de cebola, onde se destaca uma bolha incrivelmente fina e persistente que desenha uma coroa perfeita no topo. Impressiona pela sua complexidade aromática e mostra bem o valor do tempode estágio fugindo ao perfil mais frutado abrindo com notas ricas de panificação e brioche tostado envolvidas num fundo mineral gizoso e uns toques subtis de cereja fresca e framboesa silvestre que aparecem timidamente.Na boca é onde a magia realmente acontece. Ataque inicial muito vertical e tenso, com uma acidez cortante e super crocante que nos faz salivar de imediato. A textura da espuma é incrivelmente cremosa, criando a sensação de uma mousse leve e fresca, preenchendo a boca sem nunca pesar, mostrando perfil seco, sério, focado, mas com uma elegância e precisão notáveis. O final de boca é longo, incisivo e deixa uma sensação salina e frutada muito persistente que nos convida, quase de forma automática, ao próximo gole. 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Quinta das Bágeiras Fogueira 2019 Branco

QUINTA DAS BÁGEIRAS FOGUEIRA 2019 BRANCO | BAIRRADA | 14,5% | PVP 52€
CHARDONNAY, BICAL
QUINTA DAS BÁGEIRAS, LDA
18

Os anos passaram e, não fosse pela sua cor, nem me passaria pela cabeça que a colheita deste branco já fosse a de 2019. Apenas foram produzidas 928 garrafas do mesmo, representativo de uma singularidade no meio de tantas outras que este produtor já nos fez chegar ao copo, destacando-lhe, em primeiro lugar, a composição do blend, com chardonnay e bical, ficando-se a bical pelos 20% do total e depois o perfil de complexidade com alicerce robusto na componente mineral, acidez notável, textura mastigável e no potencial de envelhecimento enorme.
Mostra-se à vontade à mesa com pratos mais ricos e estruturados, aguentando tanto peixe como carne, tendo feito o momento da noite no aconchego a um rancho à transmontana.
Cor amarelo intenso, tonalidade palha com reflexos dourados, luminoso, brilhante, de aspecto límpido e cativante. Aromaticamente muito elegante e delicado, pouco falador a início, vai mostrando toda a sua graça à medida que lhe damos tempo e ar, revelando então a fruta de pomar, maça, marmelo, bem ligada com componente citrina, casca de toranja, ligeiro carácter oxidativo, salino, feno, vertente pedregosa, pedra lascada e especiado bem ligado, dando uma camada extra a um conjunto já de si desafiante. Na boca continua o seu plano de conquista, continuando a oferecer complexidade, estrutura, com uma sensação trincável deliciosa, acidez vibrante, salivante, mostrando a fruta bem sumarenta e acídula, revelando uma chardonnay bairradina, nada pesada, expressão do terroir onde nasce, mais mineral e precisa, com final de boca longo e persistente.

sexta-feira, 30 de maio de 2025

Lajido Fine Old Reserve 2008

LAJIDO FINE OLD RESERVE 2008 | DO PICO | 18% | PVP  54€
VERDELHO
COOPERATIVA VITIVINÍCOLA DA ILHA DO PICO
17,5

Feito a partir de Verdelho de vinhas plantadas em currais a escassos metros do mar. Interrupção da fermentação com adição de aguardente vínica criteriosamente selecionada e estágio em cascos velhos de carvalho durante 15 anos até ao momento do loteamento no seu estado mais maduro. O chão de rocha basáltica onde as videiras são plantadas, a proximidade ao mar, os ventos salinos e a mão do homem na construção dos currais são a poção mágica e terroir único para um vinho licoroso também ele único. 
Se não for bebido a solo, com a temperatura mais refrescada, aconselho vivamente a experimentar a ligação com queijos fortes, queijos azuis e presunto finamente cortado. Ligações fantásticas.
Cor âmbar aberto e luminoso, leve esverdeado, aspecto límpido e brilhante. Plano aromático rico e complexo, num registo salino, onde a fruta desidratada, a casca de laranja, muita laranja, fruto seco torrado, pitada fumada, especiaria, canela, ligeira nota iodada, registo fresco. Na prova de boca marca a envolvência e cremosidade da sua textura, aliada a acidez vibrante, muita salina, oferecendo a fruta citrina fresca e passa num enlace feliz com as notas de frutos secos torrados, harmonioso e com final de boca longo.

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Dona Sylvia Grande Reserva 2017 Tinto

DONA SYLVIA GRANDE RESERVA 2017 TINTO | DOURO | 14,5% | PVP  52€
VINHAS VELHAS
QUINTA DOS FRADES - FRACASTEL COMÉRCIO DE VINHOS SOC. UNIPESSOAL, LDA
18

O poder da vinha velha duriense com mais de 100 anos de idade, composta por mais de 23 castas e com o complemento do descanso de beleza em barrica de carvalho francês por 12 meses e 12 meses adicionais de descanso em garrafa conferem a este tinto uma estrutura e complexidade assente na fruta preta madura e suculenta, aninhada nas notas trazidas pelo estágio em barrica, num conjunto equilibrado pela sua acidez vivaz e refrescante e um tanino, que embora mais sedutor e envolvente, se apresenta firme e, também ele, num registo mais fresco. O ano de 2017 foi atipicamente mais quente do que o habitual, com um inverno mais soalheiro e seco, tendo no verão, em junho, sido registada a temperatura média mais elevada desde 1980. Esta colheita do Dona Sylvia é expressão do ano e da sua singularidade.
Na hora de o abrir há que ter em atenção a sua temperatura, um bocadinho mais baixa que o habitual para os tintos, e fazê-lo com algum tempo de antecedência (30 a 60 minutos) antes de o começar a beber. Junte-lhe comida regional à base de carnes vermelhas, pratos com sabor e estrutura, assados no forno, comida de tacho e boa companhia para o partilhar.
Cor vermelho rubi, tonalidade granada, média concentração, mais denso e fechado no núcleo, aspecto límpido e jovem. No nariz mostra um bouquet rico e complexo, oferecendo a fruta preta madura bastante expressiva e envolvida nas notas da passagem por barrica. Amora Silvestre, ameixa e cereja preta, esteva e mato seco, bosque, pinhal, nota de fumo, muita especiaria, balsâmico, caixa de charuto, cacau, nota de frescura a todo o comprimento, hortelã da ribeira, mentolado. Boca que confirma a sua complexidade e riqueza, corpulento, volumoso, grande estrutura, macio, texturado, com uma vivacidade notável, acidez no ponto, secura fina, prolongada, tanino sedutor, envolvente, com marca da sua presença, com a fruta e as notas de barrica bem casadas, jogando entre si, ganhando quem o está a beber, com término de boca longo e persistente.

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Acácia Loureiro 2022 Branco

ACÁCIA LOUREIRO 2022 BRANCO | VINHOS VERDES | 11% | PVP  50€
LOUREIRO
ADEGA COOP PONTE DA BARCA E ARCOS DE VALDEVEZ, CRL
17,5

A revolta da casta Loureiro, embora tímida e silenciosa, não tem deixado de ser visível, mostrando que esta casta, a solo, pode produzir vinhos de elevada qualidade, de maior ou menor complexidade, sempre sérios e de potencial à mesa enorme. 
Este Acácia Loureiro Sobre Lias vem ao encontro desta narrativa, surpreendendo, numa primera fase, pela ousadia da ligação da componente de tradição com a de inovação no mesmo vinho, dando à casta o estágio em barrica de Acácia, mantendo um perfil de pureza e elegância elevado, perfumado floral bem medido e uma fruta mais sobressaída. 
Completa-se à mesa na companhia de marisco, peixe na grelha, conservas de peixe, cozinha asiática e queijos de pasta mole de média intensidade.
Cor amarelo citrino de tonalidade palha, com reflexos aloirados, aspecto límpido e jovem. Nariz exuberante, fina camada floral, ligada a notas de fruta de polpa amarela e citrina, presença da barrica integrada, nota de folha de loureiro, verde, chá de tília, vinco mineral. Boca  com largura e volume, textura cremosa e envolvente, acidez vibrante, seco, com boa tensão, prolongado, continuado a mostrar a inovadora passagem pela barrica de acácia, num registo mais cheio e rico que o repouso sobre lias lhe confere, com toque especiado final, terminando longo, persistente e salivante.

terça-feira, 15 de abril de 2025

Clemens Busch Marienburg Fahrlay Riesling GG 2016 Branco

CLEMENS BUSCH MARIENBURG FAHRLAY RIESLING GG 2016 BRANCO | MOSEL (ALE) | 13,5% | PVP  52,90€
RIESLING
WEINGUT CLEMENS BUSCH
17,5

Um riesling com as letras GG (Grosses Gewächs) no rótulo alerta para um produtor representante da Verband Deutscher Pradikatsweinguter ou VDP sendo as nascidas em vinhas de exceptional qualidade, o nível mais alto de classificação da VDP, consideradas como que vinhas grand cru.
Muito preciso e elegante, com uma acidez vibrante, revelando algumas notas de doçura bem medida, ainda assim revelando-se a grande nível e com anos e anos de potencial de guarda.
Cor amarelo citrino, leve tonalidade palha, luminoso, aspecto límpido e jovem. No nariz revela-se complexo e elegante ao mesmo tempo, dono uma fruta muito pura e fresca, fruto de caroço, pêssego, maça, alperce, também leve pitada de manga verde, com delicado toque petrolado, ainda muito discreto, mas fino, cera de abelha, ligeiro herbáceo e pegada mineral. Surge seco na prova de boca, volume de corpo interessante, acidez fina e vibrante, ligeiro adocicado, com a fruta bem à mostra, conjunto com boa tensão e final de boca longo e persistente.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

M.O.B. Gauvé 2015 Branco

M.O.B. GAUVÉ 2015 BRANCO | DÃO | 13,5% | PVP  54€
VINHAS VELHAS
MOREIRA, OLAZABAL E BORGES, LDA
18,5

No último par de meses tive o privilégio de poder beber este vinho em três ocasiões diferentes. Quando estamos perante um branco gigante do qual apenas se produziram 750 garrafas (informação no contra-rótulo) temos mesmo de aceitar que, pelo menos no vinho, se está com alguma sorte.
Números à parte, este M.O.B. Gauvé, nasce de uma vinha centenária com esse nome situada em Gouveia, com a curiosidade de ser o nome original dessa localidade. Beneficia de solo granítico, do clima frio da Serra da Estrela e da mistura de castas tradicionais do Dão presentes na mesma. Magnifica a forma como estes três enólogos com origens durienses nos fazem chegar um vinho com a expressão de delicadeza, elegância e profundidade tão típicas de um puro Dão.
Encontra-se num momento de forma incrível, mantendo um registo marcado pela mineralidade do perfil, pedregoso, destacando-se a sua elegância, riqueza e complexidade, sendo com mestria que se junta à mesa com pratos de igual complexidade e natureza. O bacalhau bem regado com azeite, uma cataplana de tamboril e mariscos ou um queijo de pasta mole Serra da Estrela. 
Cor amarelo citrino com leve tonalidade palha, límpido e ainda com pouca nota da passagem do tempo. Elegante no plano aromático, fruta de pomar e citrinos maduros, pitada floral, notas da passagem por barrica bem ligadas, ligeiro amanteigado, com camada mineral a juntar-se ao conjunto harmonioso e rico. Impressionante de boca, com juventude notável, textura macia, envolvente, untuosidade bem medida, acidez vivaz, boa tensão e comprimento, componente salina e mineral lado a lado com fruta, precisão e amplitude, com término de boca longo e persistente. 

terça-feira, 13 de agosto de 2024

Raríssimo 2017 Branco

RARÍSSIMO 2017 BRANCO | BAIRRADA | 13,5% | PVP  53€
ARINTO
TOTAL WINES VINHOS DE PORTUGAL, LDA
18

Em prova cega dá-nos um baile do caraças se lhe quisermos tirar a pinta em termos de idade. À casta rapidamente lá cheguei, mas ao ano de colheita, nem perto. Extraordinária juventude, raçudo, parece ter acabado de sair para o mercado e com ano da colheita mais recente. Somos guiados pela mão de Osvaldo Amado, o que é bem perceptível, e muito à sua imagem dos grandes Arintos que nos trouxe ao copo, com complexidade, com a fruta a integrar a passagem pela barrica, com frescura, intensidade e potencial de guarda a perder de vista. Resta-me esperar mais uns anos para voltar a ele na certeza que não terei nenhuma desilusão.
Cor amarelo citrino, tonalidade esverdeada, aberto, luminoso, aspecto jovem não dando nota dos 7 anos já passados em garrafa. No nariz mostra como está fresco e elegante, fruto tropical, fruta de pomar e citrino fresco, floral bem medido, barrica, ali ao lado, a caminho da integração completa, notada, mas não intrusiva, tosta leve, mineral em fundo, rico e complexo. Boca com volume, estrutura, textura macia, acidez vibrante, secura persistente, fina, aconchegada à fruta bem viva e sumarenta, envolvente, elegante e harmonioso, com a sua passagem por barrica ainda a mostrar-se evidente, com tempo, muito tempo pela frente, terminando longo e persistente.

segunda-feira, 18 de março de 2024

Quinta do Monte d'Oiro Cabernet Franc 2021 Tinto

QUINTA DO MONTE D'OIRO CABERNET FRANC 2021 TINTO | LISBOA | 13% | PVP  50 €
CABERNET FRANC
JOSÉ BENTO DOS SANTOS - QUINTA DO MONTE D'OIRO
18

Cabernet Franc. A casta aristocrática. É hoje uma das casta coqueluche em todo mundo e que aqui chega pelo sonho de José Bento dos Santos que terá nascido nos anos 90 aquando da sua visita ao Loire, em França, onde teve o primeiro contacto com os vinhos feitos 100% a partir da Cabernet Franc. Terá sido amor à primeira vista e ocasião para concluir que não eram vinhos de prova, mas especialmente para acompanhar a refeição. 
Perante este entusiasmo foi coleccionando Cabernet Franc ao longo dos anos seguintes, foi bebendo e renovando o stock, solidificando certezas, descobrindo cada vez mais a sua faceta em novo e com mais idade, confirmando que podiam vangloriar qualquer prato ao seu lado.
Em 2015, perante a possibilidade de expansão da área de vinha da Quinta do Monte d'Oiro, colocou-se a questão de quais as castas a utilizar. As escolhas foram feitas por Francisco Bento dos Santos e equipa técnica, mas deixaram a decisão sobre a parcela mais emblemática nas mãos de José Bento dos Santos. A escolha saiu sem hesitar: Cabernet Franc!
Aprecia-se a sua elegância e precisão, com a fruta bonita, fresca, bem casada com a nota vegetal, hortícola evidente e com fina especiaria bem medida.  O registo de elegância continua na prova de boca, bela acidez e secura prolongada, macio e aveludado, tanino seguro, profundo e com ligação de mestre ao prato de carne. São apenas 800 garrafas.
Cor vermelho rubi de média concentração, luminoso e cativante, aspecto límpido e jovem. No plano aromático somos presentados com a fruta muito elegante e bonita, fruto preto de bago, silvestre, com fino recorte terroso e de bosque, nota vegetal em fundo, envolvente, especiaria fina, balsâmico fresco, rico e complexo. Na prova de boca mostra-se vivaz, mantendo o registo de finesse aromático, textura macia, com ligeiro grão, acidez fina, persistente, deixando salivar o palato, com a fruta de qualidade, definida, tanino presente, seguro, tudo no seu lugar, harmonioso e com final de boca longo e persistente. 

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Domínio do Açor Encruzado 2021 Branco

DOMÍNIO DO AÇOR ENCRUZADO 2021 BRANCO | DÃO | 13,5% | PVP  54 €
ENCRUZADO
HORIZONTE ILIMITADO, SA
18

Impressiona pelo que já nos dá aberto neste momento e pelo que ainda irá dar após anos e anos de guarda a quem tiver força para guardar umas garrafas. Deixamos o Encruzado monótono por um perfil no qual a elegância, a frescura e a chancela do solo, do terroir brilham e nos obrigam a beber, a provar, a voltar atrás, a esperar e a juntar-lhe comida com complexidade como a tradicional vitela assada à moda de Lafões, na brasa os secretos de porco na brasa ou no tacho a mão de vaca com grão de bico.
Cor amarelo citrino de média intensidade, aberto, luminoso, nuances esverdeadas, aspecto límpido e jovem. No nariz mostra-se com elegância imensa, ofecerendo a fruta de pomar, polpa branca e amarela muito bem desenhada e fresca, aconchegada às notas de fruto citrino, envolvente floral e a presença da passagem pela barrica, discreta, mas dando complexidade ao conjunto, deixando em fundo e sempre presente a nota pedregosa que não consegue esconder. Na prova de boca revela corpo mais roliço e volumoso, muito bem balanceado pela sua acidez mais firme, prolongada, embora sedutora, fruta sumarenta, com sabor, bem ligado à vertente mais mineral e granítica já percebido nos aromas, uno, com final de boca longo e persistente.

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Quinta das Bágeiras Fogueira 2019 Rosé

QUINTA DAS BÁGEIRAS FOGUEIRA 2019 ROSÉ | BAIRRADA | 13,5% | PVP 52€
BAGA, BICAL, MARIA GOMES
QUINTA DAS BÁGEIRAS, LDA
18

Um vinho rosé do qual apenas 1140 garrafas foram produzidas e que não terá novas colheitas. De perfil mais austero, sério e gastronómico, com potencial de guarda e para beber tanto de verão como durante os dias mais frios de outono e inverno. Fruta vermelha muito bem ligada ao seu lado mais especiado e mineral, textura mordiscável, acidez marcada e em tensão, cerrando os dentes e com um final de boca extenso. Aconselha-se a presença à mesa e com pratos de alguma complexidade. 
Cor rosa salmão intenso, aberto, aspecto límpido e cativante. No plano aromático destaque para a sua elegência, mostrando uma fruta vermelha madura mais delicada e de exuberância moderada, morango e framboesa, bem casada com notas especiadas, pimentas e uma envolvente de cariz mineral bem vincada. Boca expressiva, com corpo mais musculado, continuando, no entanto, no registo de elegância já constatado no nariz, textura macia, mas mostrando-se mais austero, com acidez vincada, persistente e em tensão, não escondendo a fruta e contando com uma pitada especiada num conjunto harmonioso e com longo final de boca.

sábado, 8 de julho de 2023

Símbolo 2017 Tinto

SÍMBOLO 2017 TINTO | DOURO | 14% | PVP  50€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ, TINTA BARROCA
MANOEL D. POÇAS JUNIOR VINHOS, SA
18

O icónico vinho da Poças tem neste 2017 a sua mais recente colheita. A vinha velha do Douro, a consistência na vinha e nos vinhos tranquilos e a grande competência no que toca ao trabalho de barricas resultam num tinto de topo, com grande potencial de guarda e com apetência para acompanhar pratos de carne, assados no forno e queijos de média intensidade.
Cor vermelho rubi intenso, tonalidade granada, auréola luminosa, límpido e jovem. Aromaticamente apresenta-se com elegância, mostrando um feliz casamento entre a fruta e as notas provenientes do estágio em barrica. Fruta vermelha e preta madura, floral perfumado fresco, notas leves de fumo, tostado leve, cacau, especiaria fina, riqueza de conjunto, com balsâmico e presente frescura em fundo. Boca com estrutura e volume, textura tragável, macio, com granulado seco guloso, acidez fina e persistente, com a fruta alegre e sumarenta, tanino atento, continuando a especiaria a mostra a sua graça, harmonioso, com término de boca longo e persistente.

terça-feira, 31 de maio de 2022

Herdade Grande Clássico 2021 Branco

HERDADE GRANDE CLÁSSICO 2021 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP  8,45€
ROUPEIRO, VERDELHO, VIOSINHO, ANTÃO VAZ
HERDADE GRANDE - ANTÓNIO MANUEL LANÇA
16,5

Um rótulo já com história no produtor e que colheita após colheita vai mantendo um perfil gerador de sorrisos de satisfação em que o bebe. Um branco de lote,  com nota de experimentação, revelando frescura, elegância e boa fruta. 
Aptidão para a mesa, pratos de peixe com alguma complexidade, petisco alentejano, sem esquecer a sugestão para as tardes de sol com marisco.
Cor amarelo citrino, aberto, tonalidade esverdeada, límpido e jovem. Aroma frutado, límpo e definido, fruta tropical e citrina maduras, sem notas de exagero, muito ao de leve mostra a presença de tostados, alguma nota de pedra lascada.  Boca cheia de vida, sumarento e de acidez bem vincada a balancear o conjunto, textura macia e arredondada, fruta fresca, citrinos e tropicais, conjunto uno, com longo final de boca.

sábado, 18 de dezembro de 2021

Poças Porto Colheita 1992

POÇAS PORTO COLHEITA 1992 | PORTO | 20% | PVP  54€
FIELD BLEND
MANOEL D. POÇAS JUNIOR VINHOS, SA
ENGARRAFADO EM 2012
17,5
 
Cor âmbar definida de média intensidade, um pouco denso, laivos esverdeados, lágrima brilhante e escorreita, aspecto límpido. No nariz a fruta passa aparece bem ligada com o fruto seco torrado, algum melaço, caramelo leve, bolo inglês, fruta cristalizada, alguma especiaria exótica, toque vinagrinho, fresco. Na boca mostra-se com corpo e volume, boa untuosidade, com a acidez bem medida, acutilante, notas de caramelo torrado, fruto seco torrado, nozes, doce equilibrado, uno e final de boca longo. 
A maridagem ocorreu com três queijos. Um Cheddar Vintage 15 meses de cura, um Terrincho 3 anos de cura e um Ilha 36 meses de cura. Adivinhem lá a melhor ligação.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Irequieto 2017 Branco

O vinho Irequieto, assim escrito por ter origem num desenho que o filho do Enólogo, ainda com tenra idade, fez como dedicatória ao Pai e no qual escreveu a palavra colocando apenas um "r",é um vinho Especial na já longa vida profissional ligada ao vinho de Abel Codesso. É o vinho de uma vida Irrequieta dedicada à Família e a todos os que o acompanharam nestes 50 anos de vivências que, como o próprio não deixou de repetir, fazem todos parte da sua Família.
Abel Codesso, em celebração dos seus 50 anos de idade, com mais de 25 como enólogo e de ligação ao vinho, tanto em terras Lusas como além fronteiras, assume-se como um homem de Família, de uma Família como um todo, vivendo irrequieto de espírito e ideias, procurando sempre algo mais, algo que ainda lhe falte conquistar. Parabéns!
 
"Aqueles que passam por nós, não vão só, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós"
Antoine de Saint Exupéry
 
Lançado em parceria com a PROVAM - Produtores de Vinhos Alvarinho de Monção, onde Abel Codesso desempenha as funções de Enólogo já há alguns anos, este 100% Alvarinho é de edição limitada, contando apenas com 450 garrafas. Um Alvarinho de assinatura, singular, que merece desde já toda a atenção, mas que poderá esperar mais uns anos num sono de beleza prolongado, sem ter receio das rugas que poderão daí surgir.
 
IREQUIETO 2017 BRANCO | VINHOS VERDES | 13% | PVP 50€
ALVARINHO
PROVAM - PRODUTORES DE VINHOS ALVARINHO DE MONÇÃO, LDA
18
 
Cor amarelo citrino de média intensidade, tonalidades abertas, esverdeados leves e pincelada em nunace palha, aspecto límpido e brilhante. No plano aromático revela a fruta num ponto elevado de elegância e delicadez, algum tropical do maracujá e um toque de pera rocha verde, aliados a citrinos mais exuberantes como a lima ou raspa de casca de laranja, num conjunto onde a barrica aparece ligada, pouco intrometida e a tez mineral, de pedra lascada acaba por ser unifome e fio condutor. 
Boca com largura, textura mais untuosa e com cremosidade bem medida e bem laçada pela acidez acutilante, que nos seca o palato, que nos faz salivar e seguir para o gole seguinte, novamente mostrando a qualidade da fruta e a envolvência mineral, bem conjugada com as notas de estágio em barrica, terminando longo e persistente.
Versátil à mesa, podendo emparelhar com os tradicionais prato de peixe já bem conhecidos dos Alvarinhos, mas indo também até aos domínios da carne, não fugindo das suas receitas com mais complexidade.  
 

terça-feira, 30 de outubro de 2018

MR Ravasqueira Premium Alicante Bouschet 2014 Tinto

MR RAVASQUEIRA PREMIUM ALICANTE BOUSCHET 2014 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  54,5€
ALICANTE BOUSCHET
SOCIEDADE AGRÍCOLA D. DINIZ, SA
18

O mais recente membro da família de vinhos Ravasqueira Premium é um 100% Alicante Bouschet em homenagem a José Manuel de Mello pelo seu percurso de empresário e pela sua paixão por vinhos, mas também à casta Alicante Bouschet, que se tornou um símbolo da região.
O ano de 2014 foi de excelência para esta casta no terroir do Monte da Ravasqueira, fazendo com que essa colheita desse origem ao primeiro 100% Alicante Bouschet do produtor.
Cor vermelho intenso, concentrado e opaco, aspecto denso, jovem e límpido. Intenso de aromas, fruto silvestre preto maduro, fruto preto e azul do bosque, notas de cacau, profundo, algum tapenade de azeitona preta, complexo, com notas frescas de pinhal, alguma caruma verde, notas balsâmicas envolventes. Poderoso de boca, com grande volume e estrutura, tanino presente, a mostrar-se presente, em equilíbrio com a fruta, carnuda, com as notas de estágio em barrica incorporadas, grande complexidade e com final de boca longo.
Grande potencial e guarda, por muitos e bons anos, mas se for para beber já junte-lhe a carne, os assados no forno. Aproveite que os dias mais frios já cá estão.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

MR Premium 2012 Tinto | Grande Prémio Escolha da Imprensa 2016

MR PREMIUM 2012 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  55€
SYRAH, TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, ARAGONÊS
MONTE DA RAVASQUEIRA SOC AGRÍCOLA D. DINIZ, SA
18

O vencedor do Grande Prémio, na categoria de Tintos, no Concurso Escolha da Imprensa deste ano vem do Alentejo. O Monte da Ravasqueira está localizado no concelho de Arraiolos, a uma hora de distância de Lisboa, ocupando uma vasta área de paisagem tipicamente alentejana, cuja gestão e exploração é assegurada pela Sociedade Agrícola D. Diniz, SA e está ligado há várias gerações à família José de Mello.
O topo de gama do Monte da Ravasqueira tem a mão de Pedro Gonçalves que tem mostrado entender muito bem o terroir alentejano com que tem de trabalhar.
Cor rubi intenso, concentrado, violetas definidos e de aspecto limpo. No nariz a fruta vermelha e preta, as notas florais muito delicadas e elegantes, ambas sem se esconderem nos tostados da barrica, bem ligados, finos, com um terroso fresco, respirante e fresco. Com grande estrutura e corpulência de boca, complexo, com fruta envolvente, acidez, equilíbrio e frescura. O final de boca é longo e persistente.
Dê-lhe guarda ou leve-o à mesa, com comida regional alentejana.
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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Charme 2013 Tinto

CHARME 2013 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP  52,90€
TINTA RORIZ, TOURIGA FRANCA, VINHAS VELHAS
NIEPOORT (VINHOS), SA
94 / 100

Charme. Um vinho tinto do Douro que finta o habitual perfil desta região. Feito a partir de Vinhas Velhas com mais de 70 anos de idade das vinhas de Vale de Mendiz, com muita elegância e frescura e a querer mostrar a interpretação de Dirk Niepoort de uma das suas regiões do coração: a Borgonha.
Na cor mostra-se rubi, vermelhão, de média intensidade, algo aberto até, de aspecto limpo e brilhante. Nariz cheio de delicadeza e finess, com fruta vermelha madura fresca, ameixa e cereja, notas de tisanas, algum bosque, turfa molhada, complexo e com grande frescura. Na boca mantém esta delicadeza, esta frescura, este pé ante pé de quem passa pelo meio da folhagem sem nada estragar. Grande equilíbrio, fruta madura à mostra, com barrica integrada e sem máscaras de qualquer tipo.
A acompanhar, a beber.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Ferrer Bobet Selecció Especial Vinyes Velles 2010 Tinto

FERRER BOBET SELECCIÓ ESPECIAL VINYES VELLES 2010 TINTO | PRIORAT,(ESPANHA) | 14,5% | PVP 55€
CARIÑENA
FERRER BOBET, SI
93 / 100

De vez em quando vou conhecer os vinhos de nuestros hermanos e os Ferrer Bobet mostram-se, cada vez mais, uma compra segura e reveladora de grande qualidade e imenso prazer ao beber.
Vinhas Velhas, 100% casta Cariñena, uma variedade que produz vinhos com muita cor, grande acidez e de taninos muito marcantes.
Aberto com algum tempo, revelou cor rubi bastante concentrada e intensa, praticamente opaco. No plano aromático a fruta preta silvestre madura mostra-se em bom plano, amoras, groselha, ameixa preta, complexo, com a barrica bem integrada, soube-se colocar, e com uma mineralidade e frescura incríveis para um vinhas velhas que espera mais pesado. Na boca está um jovem rebelde e raçudo, novíssimo, com uma estrutura, acidez e taninos que anunciam desde logo o seu potencial de envelhecimento. A fruta silvestre madura marca presença de forma fresca e sempre em harmonia com o conjunto, com as notas da madeira a envolverem a boca de forma elegante, com final de boca longo, cheio de personalidade, nervoso e a pedir que se chegue à mesa com prato fortes, com carnes vermelhas, assados e boa companhia.