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sábado, 31 de janeiro de 2026

Château Branaire-Ducru 2016 Tinto

CHÂTEAU BRANAIRE-DUCRU 2016 TINTO | SAINT-JULIEN/BORDEUS (FRA) | 13,5% | PVP  84€
CABERNET SAUVIGNON, MERLOT, CABERNET FRANC, PETIT VERDOT
CHÂTEAU BRANAIRE-DUCRU
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Situado na prestigiada denominação de Saint-Julien, na margem esquerda de Bordéus, o Château Branaire-Ducru destaca-se como um dos produtores mais consistentes e elegantes da região. As uvas que dão vida a este 4ème Cru Classé provêm de vinhas com uma idade média de 35 anos, plantadas em solos compostos por cascalho profundo e seixos do período Quaternário sobre um subsolo argiloso, uma combinação geológica que assegura uma excelente drenagem natural e obriga as raízes a procurar nutrientes em profundidade. 
Chegou ao nosso copo quase dez anos após o ano de colheita e revelou estar num momento de forma absolutamente esplêndido, dono de uma textura sedosa e polida, onde a frescura vibrante da fruta preta se funde com notas complexas de tabaco, especiarias e a clássica mineralidade de grafite, confirmando o equilíbrio perfeito e o imenso potencial de evolução que caracteriza este vinho.
À mesa apetece chamar os pratos com carnes nobres, como o borrego assado no forno, o naco de vitela com molho de cogumelos ou o classiço chateaubriand, mas também a .cozinha de caça como um peito de pato com redução de frutos vermelhos ou a perdiz estufada.
Encontra-se numa belíssima janela de consumo, mas promete continuar a evoluir com distinção na cave por muitos e bons anos.
Cor vermelha granada profunda, média concentração mais densa, que começa a dar os primeiros sinais de evolução nas bordas do copo, aspecto límpido e brilhante. No nariz encontramos precisão e pureza aromática, abrindo em camadas intensas de cassis, mirtilo e ameixa preta madura, que rapidamente dão lugar a uma complexidade fascinante com notas de folha de tabaco, chocolate negro, especiarias finas e aquele incontornável toque mineral que remete para grafite e cedro. No palato, a entrada é sumptuosa e assertiva, mas o que verdadeiramente impressiona é a textura, macia e aveludada, tanino soberbamente polido e sedoso, conferindo uma estrutura elegante e sem arestas, com acidez vibrante e integrada, que atravessa toda a prova e sustenta um final de boca longo e onde a frescura da fruta se funde com notas terciárias de couro e especiarias. 

segunda-feira, 18 de março de 2024

Quinta do Monte d'Oiro Cabernet Franc 2021 Tinto

QUINTA DO MONTE D'OIRO CABERNET FRANC 2021 TINTO | LISBOA | 13% | PVP  50 €
CABERNET FRANC
JOSÉ BENTO DOS SANTOS - QUINTA DO MONTE D'OIRO
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Cabernet Franc. A casta aristocrática. É hoje uma das casta coqueluche em todo mundo e que aqui chega pelo sonho de José Bento dos Santos que terá nascido nos anos 90 aquando da sua visita ao Loire, em França, onde teve o primeiro contacto com os vinhos feitos 100% a partir da Cabernet Franc. Terá sido amor à primeira vista e ocasião para concluir que não eram vinhos de prova, mas especialmente para acompanhar a refeição. 
Perante este entusiasmo foi coleccionando Cabernet Franc ao longo dos anos seguintes, foi bebendo e renovando o stock, solidificando certezas, descobrindo cada vez mais a sua faceta em novo e com mais idade, confirmando que podiam vangloriar qualquer prato ao seu lado.
Em 2015, perante a possibilidade de expansão da área de vinha da Quinta do Monte d'Oiro, colocou-se a questão de quais as castas a utilizar. As escolhas foram feitas por Francisco Bento dos Santos e equipa técnica, mas deixaram a decisão sobre a parcela mais emblemática nas mãos de José Bento dos Santos. A escolha saiu sem hesitar: Cabernet Franc!
Aprecia-se a sua elegância e precisão, com a fruta bonita, fresca, bem casada com a nota vegetal, hortícola evidente e com fina especiaria bem medida.  O registo de elegância continua na prova de boca, bela acidez e secura prolongada, macio e aveludado, tanino seguro, profundo e com ligação de mestre ao prato de carne. São apenas 800 garrafas.
Cor vermelho rubi de média concentração, luminoso e cativante, aspecto límpido e jovem. No plano aromático somos presentados com a fruta muito elegante e bonita, fruto preto de bago, silvestre, com fino recorte terroso e de bosque, nota vegetal em fundo, envolvente, especiaria fina, balsâmico fresco, rico e complexo. Na prova de boca mostra-se vivaz, mantendo o registo de finesse aromático, textura macia, com ligeiro grão, acidez fina, persistente, deixando salivar o palato, com a fruta de qualidade, definida, tanino presente, seguro, tudo no seu lugar, harmonioso e com final de boca longo e persistente. 

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Tignanello 2018 Tinto

TIGNANELLO 2018 TINTO | TOSCANIA (ITA) | 14,5% | PVP  136€
SANGIOVESE, CABERNET SAUVIGNON, CABERNET FRANC
MARCHESI ANTINORI S.P.A.
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Um marco na história da produção de vinho nesta região cuja curiosidade em conhecer e expectativa corresponderam na mesma medida ao momento de o beber. Nem sempre assim é. 
Este foi um dos primeiros tintos na região de Chianti Clássico a não incluir castas brancas no blend, isto é, desde a colheita de 1982. Foi também o primeiro a ter a casta Sangiovese com estágio em barrica e o primeiro a incluir no blend castas não tradicionais. Um portento de força e elegância ao mesmo tempo e com prazo de vida a perder de vista. Carnes vermelhas, receituário com peças de caça e queijos de pasta mole farão uma companhia de excelência.
Cor vermelho rubi intenso e concentrado, com tonalidade violeta escuro, aspecto límpido e jovem. No plano aromático revela a sua extrema complexidade, oferecendo numa primeira camada a fruta vermelha e preta madura e fresca, ameixa, cereja, amora, fruto de baga, alguma uva tinta passa, depois lado a lado com as notas resultantes do estágio de barrica, leve baunilhado e tostado, bem ligado e envolvente, leve cacau, adicionando a caixa de charuto, folha de tabaco, especiado fino, pimenta branca, com perfil elegante e alguma notas de erva aromática fresca, sempre vivo e a desafiar a nossa capacidade olfativa. Na boca surpreende pela sua elegência quando em comparação com a sua estrutura e volume, com textura macia, aveludada, bem amparada pela sua acidez no ponto, continuando a fruta num patamar de excelência, tanino presente e algo especiado, embora polido, conjunto uno e com término de boca longo e persistente. 

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Quinta Sardonia 2006 Tinto

QUINTA SARDONIA 2006 TINTO | CASTILLA Y LEON | 15,5% | PVP  30€
TNTO FINO, CABERNET SAUVIGNON, SYRAH, PETIT VERDOT, MALBEC, CABERNET FRANC
BODEGAS TERRAS GAUDA - VINÃS DE LA VEGA DEL D., SL
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E agora um vinho "quase" da última colheita. Pelo menos assim parece de corpo apesar dos muitos anos que já conta em garrafa. Chega da vizinha Espanha, com as vinhas localizadas quase, quase na região Ribeira Del Douro, mas com o selo Castilla Y León. De realçar os 17 meses de descanso em barrica de carvalho francês, sendo que 50% estagiou em barrica nova e os restantes 50% em barrica usada.
Cor vermelho com notas acastanhadas, nuances de leves alaranjado, muito concentrado e limpo. Aroma intenso a fruta madura, ginja madura, licor ginja de fundo, cacau e notas de café, tofado, com balsâmicos lado a lado, e uma especiaria a temperar. Boca redonda macia, tanino polido e envolvente, muita macieza, grande acidez e vivacidade, harmonico e equilibrado, com um final de boca longo.
Feito para estes dias que pedem comida de conforto à mesa, com carne assada no forno ou grelhada.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Chateau Cos D'Estournel 1985 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc 
Região: Bordéus (França)
Teor Alcoólico: 12,5%
Produtor: Domaines Prats, SA
Preço: 180 € vap

Nota de Prova
Que dizer deste vinho? Não foi uma surpresa. Antes de o beber levava já as minhas expectativas em alta e para meu prazer estas não foram goradas. Na cor nuances que chamam já a idade que o vinho tem, todavia ainda boa concentração de cor, os bordos do copo apresentam já leves atijolados e acastanhados, mas ainda tonalidades bastante mais jovens do que poderia esperar. No nariz é complexo, desafiante, ainda com muita fruta, a madeira está lá, finamente casada e todos os restantes aromas que se procuram neste tipo de vinho. É de ficar bastante tempo a brincar com ele. Na boca é um vinho muito fácil de beber. Se esperava algo mais rude, mais "velho", enganei-me. Macio, vivo, bom equilíbrio da fruta com a acidez e o álcool. A presença de especiarias e de um travo vegetal assume-se a alto nível. Um final longo, longo, longo.

Classificação: 91/100