VINHAS VELHAS (MALVASIA FINA, GOUVEIO, RABIGATO, DONA BRANCA, VIOSINHO)
TOWINE, LDA
17,5
Reconhecemos facilmente o hábito enraizado de afirmar que o “Xis” marca o lugar do tesouro, o sítio certo, o spot ou o nosso objectivo maior, pelo que, ao cruzar-me com este vinho, não pude deixar de pensar que aqui poderia encontrar ouro.
Na verdade, o próprio vinho parece envolvido em algum mistério, quase necessitando de um mapa para enquadrar o “Xis” que encontrei, que mais tarde percebi poder também ser diminutivo para o elemento central do terroir onde tem o seu berço, o Xisto, alertando desde logo, para a mineralidade e a dureza desse solo e o impacto que acaba por esculpir o perfil austero e tenso deste vinho.
Um vinho que nos faz mexer, vibrante, com acidez bem marcada, fruta acida e marcada por subtil registo oxidativo, expressão da vinha de onde vem a uva, vinha velha com mais de 90 anos, sentido muito puro, aptidão imensa para a presença à mesa com comida, peixes gordos assados no forno, queijos de ovelha curados, cozinha asiática e marisco de concha com molho de manteiga ou azeite.
Cor amarelo definido, ligeira tonalidade palha e reflexos esverdeados mais contidos, aspecto límpido e jovem. No nariz encontramos a fruta citrina bem expressiva e marcante, limão, toranja, bergamota e limão caviar, fruto de pomar, maça verde, com presença de algum fruto seco amêndoa e avelã, ligeira nota redutiva, padaria, nota de fósforo e pedra lascada. Na boca surpreende num primeiro impacto vibrante, acidez marcada e crocante, fruta acídula, corpo texturado, ligeira rugosidade, vinco mineral e salgado, terminando longo, tenso e seco.










