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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Quinta dos Aciprestes 2025 Branco

QUINTA DOS ACIPRESTES 2025 BRANCO | DOURO | 13,5% | PVP  9,90€
RABIGATO, VIOSINHO, ARINTO  
REAL COMPANHIA VELHA
16,5

Um vinho que se afirma precisamente por não procurar ser mais do que aquilo que é e que encontra o seu lugar de forma natural. Um perfil fresco e directo, criado a partir das castas Rabigato, Viosinho e Arinto, que encontram aqui espaço para mostrar a sua componente aromática, a acidez e a frescura, preservando a sua expressão e a do terroir duriense onde nascem.
À mesa mostra bem a sua versatilidade. Mariscos, peixe grelhado e sushi são combinações naturais, mas também pratos onde exista alguma gordura ou intensidade de sabor beneficiam da sua frescura. Um bom peixe no forno, umas amêijoas à Bulhão Pato ou até uns enchidos de porco preto podem criar ligações particularmente interessantes.
Cor amarelo-citrino intenso, brilhante e luminosa, de aspecto límpido e jovem. Aromaticamente abre com notas de citrinos e fruta branca, acompanhadas por discretos apontamentos vegetais que lhe acrescentam dimensão, num conjunto limpo, fresco e bastante convidativo, sem procurar excessos de exuberância, mas revelando um perfil pronto e elegante. Na boca confirma a impressão deixada pelo aroma, oferecendo uma entrada fresca, boa textura e uma estrutura que lhe dá mais presença do que seria expectável num branco pensado para ser consumido jovem. A acidez está bem integrada, conduzindo a prova com dinamismo e deixando no final uma sensação refrescante e persistente. É um branco equilibrado, gastronómico e fácil de perceber, mas que não se limita a ser simplesmente fácil de beber.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Várzea da Pedra Branco Macerado 2023 Branco

VÁRZEA DA PEDRA BRANCO MACERADO 2023 BRANCO | IVV | 12,5% | PVP  11,49€
VINHAS VELHAS, ALICANTE BRANCO, ARINTO, FERNÃO PIRES, MALVASIA-REI, MOSCATEL GRAÚDO, SEARA-NOVA, MOSCATEL GRAÚDO, SEARA-NOVA, VIOSINHO, VITAL
QUINTA VÁRZEA DA PEDRA, LDA
17,5

Confesso que cada vez me dá mais prazer beber brancos com este perfil, longe do branco convencional, esquecendo a cor no copo e apreciando um jogo de aromas rico e desafiador, enquanto, na boca, há estrutura, acidez vibrante, secura salivante e sensação tânica que nos leva a querer puxar por comida quase de imediato. 
Versátil e prazeroso, consegue fazer maridagens de sucesso com tártaros de peixe ou carne, peixe frito, carnes grelhadas e queijos com algum tempo de cura e de média intensidade. 
Cor amarelo intenso, reflexos dourados, aspecto límpido, atraente e, neste caso, contrário à idade do vinho. Nariz de perfil levemente evolutivo, fruta de caroço e citrina com tempo, casca de citrino, toranja e laranja, floral, camomila, cera de abelha, faceta salina e mineral, num contínuo passo elegante e fresco. Boca com primeiro ataque cheio de fruta citrina, a secar de imediato o palato, laranja e toranja, cheio de energia e equilíbrio, boa tensão, sensação tânica, envolvente, harmonioso, dá prazer ao beber e a levá-lo à mesa, final de boca longo e guloso.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Quinta do Sampayo 2025 Branco

QUINTA DO SAMPAYO 2025 BRANCO | TEJO | 12% | PVP  12€
FERNÃO PIRES, ARINTO
QUINTA DO SAMPAYO - AGROSEBER, SA
16,5

Despertou-me, desde o primeiro momento, grande curiosidade por ser o primeiro vinho desta casa em que a ânfora é utilizada no estágio, juntando esta novidade à expressividade aromática da Fernão Pires e à frescura da Arinto. Um branco que, mesmo antes de abrir a garrafa, me deixou antever uma procura de frescura e leveza, mas também algo mais, possivelmente uma dimensão extra que a utilização da ânfora lhe poderia acrescentar. 
Já no copo, facilmente constatamos que essa opção trouxe uma dimensão diferente ao conjunto, acrescentando interesse e alguma profundidade sem esconder aquilo que mais importa: a identidade das castas e a frescura que se espera de um branco feito para a mesa. 
Sem dúvida, é precisamente aí que me parece ganhar ainda maior graça, acompanhando a refeição com a mesma naturalidade com que convida a mais um copo. À mesa, a frescura e a leveza deste branco pedem pratos igualmente delicados, encontrando nos peixes grelhados, mariscos e saladas uma companhia natural. 
Cor amarela citrina, leve tonalidade palha, aberta, com um discreto laivo esverdeado, luminoso, límpido e jovem. No nariz revela boa intensidade aromática, embora um pouco tímido no inicio, com a fruta fresca de pomar e citrina a assumir o protagonismo, acompanhada por notas florais e subtil presença mineral que lhe confere vivacidade e maior complexidade. Na boca mostra-se fresco, leve e equilibrado, de médio volume, com uma acidez bem definida que percorre o palato e lhe dá dinamismo, com prolongamento e tensão, mantendo-se presente a fruta, acompanhada por uma textura que lhe acrescenta alguma dimensão e evita que a leveza se confunda com simplicidade. Final de boca longo (muito longo), fresco e elegante.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Casa de Sabicos Joaquim Madeira 2006 Branco

CASA DE SABICOS JOAQUIM MADEIRA 2006 BRANCO | ALENTEJO | 14% | PVP  40€*
ANTÃO VAZ, ARINTO, CHARDONNAY
CASA AGRÍCOLA SANTANA RAMALHO, LDA
16,5

O ano de 2026 tem-me levado à abertura de vinhos com uma década ou mais de garrafa. Não por uma questão de celebração, mas sobretudo pela curiosidade de perceber o que o tempo pode revelar em vinhos que, muitas vezes, não foram pensados para uma guarda tão prolongada. 
Este Casa de Sabicos enquadra-se perfeitamente nesse propósito. Não procura impressionar pela exuberância nem pela força, conquista pela serenidade com que revela cada aroma, cada textura e cada detalhe acumulado ao longo dos anos. É um branco que pede tempo no copo, convida à conversa e recompensa quem resiste à tentação de o desvendar à pressa.
A evolução é evidente, mas longe de representar um sinal de declínio, traduz-se numa identidade mais rica e cativante. Os aromas evocam memórias de frutos secos, casca de laranja e delicadas notas de pastelaria, enquanto a boca surpreende pela frescura que ainda conserva, sustentada por uma acidez viva e um equilíbrio que lhe confere elegância do princípio ao fim. É precisamente este contraste entre maturidade e vivacidade que torna a prova tão envolvente e memorável.
À mesa, merece pratos preparados com o mesmo respeito que demonstra no copo. Bacalhau assado, peixes de forno, marisco, arrozes ricos ou aves de carne branca encontram neste vinho um parceiro natural, capaz de valorizar os sabores sem nunca os dominar. 
Cor amarela de tonalidade âmbar, aberta, luminosa, límpida e sem esconder a idade já avançada. Impressiona na componente aromática, com notas sedutoras, mas elegantes, de frutos secos, casca de laranja desidratada, bolo de laranja e subtis apontamentos de pastelaria, sempre num registo de equilíbrio e elegância, desafiando os sentidos e prendendo a atenção.
Na boca revela ainda uma vivacidade notável, acidez saliente, subtil tensão e bom comprimento. Apresenta corpo de médio volume, textura macia, citrinos em fundo e amêndoa seca, num registo sedutor e equilibrado, culminando num final de boca médio-longo.

*valor encontrado em garrafeiras embora sem stock.

sábado, 1 de agosto de 2026

Vilar Torpim 2024 Branco

VILAR TORPIM 2024 BRANCO | BEIRA INTEROR | 12,5% | PVP  11€
SÍRIA, FONTE CAL, ARINTO
AGROCARDO, SA 
16
 
Um vinho bem representativo do perfil fresco e vibrante dos vinhos brancos das Beiras. Jovem, equilibrado e de expressão aromática limpa, privilegia a fruta e a acidez, resultando num conjunto leve e muito agradável, ideal para momentos descontraídos à mesa ou como aperitivo, embora a sua frescura o potencie como excelente acompanhamento para peixes e mariscos, saladas, carnes brancas e pratos de inspiração mediterrânica.
De cor citrina clara e brilhante, com reflexos esverdeados, apresenta-se límpido, revelando desde logo a sua juventude. No nariz evidencia uma expressão aromática fresca e envolvente, marcada por delicadas notas florais, frutos cítricos e sugestões de maçã verde, complementadas por um subtil apontamento mineral que reforça a sua elegância. Em boca confirma as expectativas criadas pelo aroma, revelando-se leve, equilibrado e sustentado por uma acidez viva que imprime grande frescura ao conjunto. A boa harmonia entre fruta, mineralidade e acidez confere-lhe dinamismo e precisão, prolongando-se num final persistente, limpo e muito refrescante.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Evel 2025 Branco

EVEL 2025 BRANCO  | DOURO | 13% | PVP  5,49€
RABIGATO, VIOSINHO, MOSCATEL GALEGO BRANCO, FERNÃO PIRES
REAL COMPANHIA VELHA, SA
16

Encontramos um vinho que descomplica os dias quentes, num verdadeiro clássico produzido pela Real Companhia Velha no Douro, cujo nome "Evel" é um anagrama de "Leve". Aromas frutados, sem notas exuberantes ou chatas, oferecendo uma acidez estaladiça e muito refrescante. É o parceiro perfeito para mariscos, peixe grelhado, carnes brancas ou saladas de verão, embora por aqui se tenha testado em exclusivo com vários tipos de camarão e... que bem se comportou ele!
Cor citrina limpa, reflexos esverdeados brilhantes, aspecto límpido e jovem. No nariz, a experiência aromática é marcada por uma forte presença de fruta branca e notas citrinas frescas, que se cruzam harmoniosamente com nuances florais e subtis toques vegetais. Na prova de boca, este branco confirma toda a sua frescura através de uma acidez equilibrada e crocante, que preenche o palato de forma leve antes de terminar num final longo, persistente e verdadeiramente vivaz.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Pêra-Manca 2023 Branco

PÊRA-MANCA 2023 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP  60€
ARINTO, ANTÃO VAZ
FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA
18

No universo dos grandes vinhos portugueses, poucas marcas carregam o peso histórico, o prestígio e a mística da Adega Cartuxa, cujas referências no seu portefólio são reconhecidas mundialmente. O lançamento do Pêra-Manca Branco 2023 surge como a mais recente prova dessa excelência intemporal. 
Nascido no coração do Alentejo, em Évora, este bivarietal de Antão Vaz e Arinto surpreendeu as expectativas ao apresentar uma frescura invulgar, uma acidez tensa e vibrante e uma mineralidade puríssima, sem nunca perder a cremosidade e a estrutura aristocrática que definem o seu ADN. 
Longe de ser apenas um vinho de contemplação ou guarda para um dia especial, reconheço nesta colheita o prazer que garante desde já ao beber e revela-se como um verdadeiro camaleão gastronómico, exigindo pratos à sua altura para brilhar em pleno. 
Para harmonizar com a sua textura rica e o seu final longo e focado, a mesa ideal pede a untuosidade de peixes gordos no forno, como um lombo de bacalhau à lagareiro ou um robalo de mar assado com ervas aromáticas, funcionando também de forma soberba com a opulência de mariscos ricos, como lavagante suado ou carabineiros grelhados, e queijos de ovelha de cura média, onde o equilíbrio entre a sua gordura e a vivacidade do vinho criará um momento memorável.
Cor citrina brilhante, com reflexos palha luminosos, aspeto límpido e jovem. No nariz, a percepção inicial destaca-se pela contenção e elegância, afastando-se de exuberâncias exageradas e fáceis, revelando, à medida que lhe vamos dando tempo,  um bouquet complexo assente em notas de fruta de caroço e polpa branca, como a maçã verde e a pera rocha, envolvidas por subtis apontamentos de casca de tangerina, pólvora e um fundo fumado muito discreto e bem integrado, fruto da sua passagem por madeira. Na boca, a entrada é surpreendentemente tensa e focada, sobressaindo uma acidez cítrica muito viva e vibrante que corta a natural untuosidade do conjunto, conferindo-lhe uma frescura invulgar para o perfil clássico da região. Mostra-se pronto para o momento, revelando, pouco a pouco, a natureza de um corpo de médio-grande volume, sustentado por uma textura cremosa que preenche o palato com grande precisão e amplitude e com uma mineralidade salina quase mastigável que acompanha toda a prova, conferindo-lhe assim uma enorme verticalidade. O final de boca é seco, elegante e imensamente persistente.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Herdade Aldeia de Cima Reserva 2024 Branco

HERDADE ALDEIA DE CIMA RESERVA 2024 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP  17,50€
ANTÃO VAZ, ALVARINHO, ARINTO
HERDADE ALDEIA DE CIMA DO MENDRO, LDA
17,5

O microclima único da Serra do Mendro, no Alentejo, é berço de eleição para este branco que mostra bem a autenticidade e sofisticação deste terroir de altitude aliado a uma das maiores curiosidades na sua produção no processo de vinificação e estágio diferenciado. De forma resumida, enquanto a casta Antão Vaz estagia em balseiros de carvalho francês para ganhar estrutura e complexidade, o Alvarinho e o Arinto evoluem em depósitos de cimento Nico Velo, um detalhe técnico que lapida a textura do lote sem mascarar a pureza da fruta. O resultado é um branco de perfil seco, untuoso e marcadamente mineral, enriquecido por discretas notas fumadas e nuances salinas. 
À mesa, a sugestão para parceiro gastronómico ideal deve ter em conta os pratos de peixe gordo assado no forno, mariscos ricos ou queijos de ovelha curados. É daqueles com potencial de guarda enorme.
Cor amarelo citrino com reflexos esverdeados, aspecto límpido e jovem. No plano aromático mostra-se elegante e com vinco evidente mineral, de pedra lascada, oferecendo num segundo impacto as notas de fruta madura e fresca, citrinos bem casados com fruta de pomar, polpa branca e amarela,  barrica muito discreta e integrada, sem com o lado mineral a sobressair no conjunto. Boca num registo de equilíbrio entre o lado mais untuoso, corpulento e macio de textura e a vertente vibrante da sua acidez, com tensão e prolongamento, fruta citrina e de caroço, envolvente e energético, com final de boca com belo e longo comprimento.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Quinta do Quetzal Arte 2024 Branco

QUINTA DO QUETZAL ARTE 2024 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP  19,60€
ANTÃO VAZ, ARINTO, ROUPEIRO
QUINTA DO QUETZAL SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
17

Uma das grandes particularidades deste vinho e motivo desbloqueador de conversa com amigos, reside na sua simbiose com a cultura, ostentando um rótulo exclusivo assinado pelo artista belga Kasper Bosmans, inspirado na obra Under the Mountain criada para a propriedade. 
No copo temos um branco com estrutura texturada e envolvente que destaca o registo habitual de crocância e nota de frescura citrina, mantendo a vivacidade aromática bem presente. À mesa, assume um perfil gastronómico por excelência, revelando-se a harmonização ideal para acompanhar mariscos ricos, peixes grelhados no carvão e saladas de verão com alguma complexidade.
Cor amarelo citrino intenso e definido, leve tonalidade palha e reflexos esverdeados, aspecto límpido e de tez jovem. Nariz exuberante, com a fruta de polpa amarela madura numa primeira camada, fruta tropical e pitada citrina a complementar, componente floral bem medida, flores brancas, notas da passagem por barrica bem integradas, com vinco mineral, pedra lascada. Boca de médio volume, textura macia, fruta sumarenta, damasco, pêssego, alperce, acidez vibrante, com prolongamento e amplitude, largo, envolvente, com longo final de boca.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Do Alentejo aos Açores: O Minimalismo e a Pureza da Nova Marca "Local" da PL Wines


A PL Wines inaugura um capítulo totalmente familiar com o novo projeto LOCAL, uma coleção exclusiva de vinhos de intervenção mínima desenhados para serem o espelho absoluto e sem filtros dos terroirs mais identitários de Portugal. Mais do que uma marca, é um regresso à essência mais pura da terra, que abdica do artifício na adega para deixar que os solos do Alentejo, do Dão e dos Açores falem por si em cada garrafa.

O enólogo Paulo Laureano surge como capitão de equipa da "nova" PL Wines, agora num formato totalmente familiar que decidiu virar a página e lançar um projeto inovador e que promete mexer com o panorama do vinho em Portugal. 
A ideia central da Wine & Nature, a casa-mãe deste novo rumo, é simples de explicar no papel, mas de grande exigência na adega onde, a prática de uma enologia de intervenção mínima,  na qual o homem dá um passo atrás para que o microclima e a identidade geográfica de cada vinha brilhe sem filtro é nota de grande coragem e compromisso. O resultado desta filosofia traduz-se numa coleção que estreia com quatro referências de produção muito limitada e que foram apresentadas recentemente em prova e harmonização com a cozinha de Vitor Sobral no seu mais recente restaurante em Lisboa, o Carvoaria.
A viagem começa, com grande ousadia, num saltinho que atravessa o Atlântico em direção à Ilha do Pico. É lá que nasce o Local Pico Vinha Mãe, um branco vulcânico notável, vindo diretamente da icónica zona do Lagido, onde impera a matriz de basalto e uma salinidade marítima quase cortante. A ligação no prato acontece também com mar, mas em conserva, com Petingas de conserva Fausto e patê de sardinha.  Sabores de Santo António idealizados pelo Chef e com aconchego certeiro. 
Depois regressamos ao continente, a terra firme com o Local Alentejo, desenhado a partir de vinhas selecionadas na zona de Évora, que traz para o copo a tipicidade e o calor característicos da região, mas com um equilíbrio refinado. No prato a sugestão brinca entre o mar e a serra, com Chochos com tinta, favas, enchidos regionais e coentros. Casamento incrivel e desafiante, porém viciante e de grande conforto.
 
Rumamos, logo depois, a norte e à altitude com o Local Dão, um tinto que agarra a frescura natural e a elegância clássica dos solos graníticos daquela região demarcada. Junta-se à mesa com mestria ao Arroz de Bochechas de Porco, alho francês, nabo amêndoa e tomilho limão. Uma harmonização com muita elegância e leveza.
O grande abanão, contudo, surge quando voltamos a atravessar o Atlântico de regresso à Ilha do Pico para fechar com chave de ouro. A PL Wines resgatou uma verdadeira relíquia em parceria com a cooperativa da Ilha e revela o Local Pico Licoroso 20 anos, com berço na mítica colheita de 2006. Duas décadas de envelhecimento que mostraram o potencial infinito deste terroir. No prato também houve lugar à surpresa numa, talvez inusitada, parceria entre o vinho e o Crocante de creme de ovos, maçã e framboesas que se revelou momento de merecida felicidade.
 
Com esta gama, Paulo Laureano prova que a sofisticação não precisa de maquilhagem e que o futuro do vinho passa por respeitar, ao milímetro, o lugar de onde ele nasce.
Ainda oportunidade para um saltinho até à Vidigueira, para conhecer o novo Paulo Laureano Antão Vaz 2022, produzido a partir de vinhas da zona demarcada da Vidigueira, onde a casta encontra nos solos de xisto uma das suas expressões mais distintivas, com fermentação em barricas de carvalho francês de 500 litros onde estagiou durante vários meses e permaneceu ainda mais 36 meses em garrafa antes do lançamento. Um grande branco no nosso copo, muito preciso e definido, harmonioso, onde fruta, textura, frescura e mineralidade jogam em perfeito equilíbrio e com notável elegância.

LOCAL PICO TERRA MÃE 2022 BRANCO
| AÇORES - DO PICO | 12,5% | PVP  41€
VERDELHO, ARINTO, BOAL, TERRANTEZ
WINE & NATURE, LDA
18
Cor amarelo citrino, intenso, reflexos esverdeados, aspecto límpido e ainda jovem.  Plano aromático rico e elegante, com notas de fruta de pomar madura, fruta de polpa amarela, sem esconder o seu berço nas notas mais salinas e marítimas, componente iodada, pedra lascada, grande amplitude aromática que vai evoluindo com o tempo de copo. Boca de médio corpo, cheio de texturas e com um primeiro ataque vibrante de secura e acidez, para depois lhe encontrarmos alguma untuosidade num equilíbrio de mais conforto, vertente salgada, fruta sumarenta, sabor e lugar, final de boca longo, fino e profundo.

ANTÃO VAZ BY PAULO LAUREANO 2022 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP  25€
ANTÃO VAZ
PL WINES, LDA
18
Cor amarelo citrino intenso, definido, leve tonalidade palha e reflexos esverdeados, aspecto límpido e cativante. Nariz exuberante e complexo, com notas de fruta de caroço, polpa amarela, tropical bem medido e pitada citrina fresca, casca de laranja, com componente floral bem medida, flores brancas, vinco mineral bem presente e com a presença da barrica completamente integrada, conferindo mais amplitude e riqueza ao perfil do que intromissão numa linha de frescura e elegância bem definida. Boca com largura e profundidade, textura macia e cremosa com acidez vibrante e com prolongamento fino a seu lado, registo fresco da fruta, citrinos em destaque, novamente a laranja com presença evidente, leve tropical, carga mineral, ligeiro travo amargo, toranja, final de boca longo e persistente.

LOCAL ALENTEJO 2019 TINTO
| ALENTEJO | 14,5% | PVP  17,60€
ALICANTE BOUSCHET, ARAGONEZ, TRINCADEIRA, CABERNET SAUVIGNON
WINE & NATURE, LDA
17
Cor vermelho rubi de média concentração, auréola luminosa, lágrima escorreita, aspecto límpido e jovem. No nariz revela notas de fruta preta madura, ligeira compota de frutos silvestres, componente adicionada pela passagem por barrica bem integrada, com algum cacau, especiarias, caixa de charuto, tostado fino, complexo e rico. Na boca temos um Alentejo com mais calor, mas de grande equilíbrio, textura macia, aveludada, com tanino polido, mas fino e presente, secura equilibradora, adicionando tensão e vibrância ao registo, término de boca longo e persistente.

LOCAL DÃO 2021 TINTO | DÃO | 13,5% | PVP  22,50€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, ALFROCHEIRO, JAEN
WINE & NATURE, LDA
17,5
Cor vermelho rubi intenso, média concentração, com reflexos luminosos, aspecto límpido e de aparência jovem. No nariz apresenta-se com elegância e frescura natural, com a fruta muito bonita, fruto vermelho e preto silvestre, fruto azul, com o lado mais de floresta, bosque bem presente, componente especiada, chocolate negro, café verde, nota vegetal e face granítica à mostra. Boca de médio volume, com estrutura, mas de apresentação fina e elegante, textura macia, secura convidativa, fruta fresca e saborosa, tanino firme, embora pronto, profundo, persistente e com término de boca longo, sedutor e prazeroso.

LOCAL PICO 20 ANOS LICOROSO
| AÇORES - DO PICO | 16,5% | PVP  300€
VERDELHO, ARINTO
WINE & NATURE, LDA
18,5
Cor âmbar jovem, tonalidade esverdeada e acastanhada com reflexos dourados vivos, luminosos, aspecto límpido e atrativo. Nariz de complexidade e riqueza notáveis, com um bouquet olfativo que passa pelas notas de frutos secos, amêndoas, avelãs, figo, torrados subtis, mel, bolo de mel, salgados evidentes, iodo, muita especiaria, caixa de charuto e balsâmicos envolventes. Na boca surge num equilíbrio entre maior untuosidade, maior volume de corpo, textura macia e uma acidez vibrante, finesse, elegância distinta e salinidade marcante. Registo muito fino, persistência, prazer a beber, doce bem medido e um final de boca que parece não ter fim. 

segunda-feira, 8 de junho de 2026

AdegaMãe - Novo patamar enológico marcado pela ambição e reforço da identidade Atlântica


A AdegaMãe celebrou recentemente 15 anos de dedicação à expressão atlântica do vinho com o lançamento daquele que é um dos projetos mais ambiciosos da sua história: o AdegaMãe Branco Especial, um vinho singular, sem ano de colheita, que resulta da combinação das barricas mais expcecionais das vindimas de 2017, 2019, 2020 e 2021. Uma criação que representa a maturidade técnica e a sensibilidade enológica acumuladas ao longo de década e meia.

O momento de celebração e o lançamento deste vinho verdadeiramente único e especial, que marca a história do produtor e representa um novo patamar enológico pleno de ambição e carácter, foram motivos suficientes para ir conhecer esta novidade directamente ao seu berço e guiados pela mão do enólogo que lhe deu vida: Diogo Lopes.
O tempo é o grande protagonista deste projecto - refere Diogo Lopes -, a pedra basilar na qual todos os restantes pontos assentam. A existência de colheitas únicas e de qualidade superior ao longo dos anos, e o conhecimento acumulado de castas, de terroir, do comportamento de cada peça, a paciência, no fundo, a consolidação de toda uma aprendizagem que só pode chegar a este resultado quando o respeito pelo Tempo é preocupação maior.

Sem data de colheita, resultado da combinação das barricas mais expcecionais das vindimas de 2017, 2019, 2020 e 202, que se destacaram pela sua profundidade e carácter, algumas com estágio prolongado de até cinco anos, chega até nós um branco de perfil evolutivo e complexo, ao mesmo tempo que oferece elegância e mar, marcado por notas de frutos secos, amêndoas e madeira muito subtil e integrada, cheio de camadas que se vão conhecendo à mesmo que o vamos bebendo, sem pressas, com Tempo, oferecendo também felicidade quando à mesa, com peixes gordos, assado no forno, bacalhau confitado ou bacalhau à bras deixando ainda que chegue à presença de quaijos de pasta mole, média intensidade como um DOP Serra da Estrela.

ADEGAMÃE BRANCO ESPECIAL | LISBOA | 12,5% | PVP 95€
BLEND CASTAS BRANCAS
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
19
Cor amarelo de intensa tonalidade dourada, luminoso, brilhante e límpido, cativando desde o primeiro momento. Plano aromático rico e complexo, com evidente perfil evolutivo, mas surpreendendo pela forma elegante e com notável finesse com que o oferece, mostrando em destaque o fruto seco, notas de amêndoa, barrica muito subtil e completamente integrada, assomando, de forma muito envergonhada e tímida a nota de fruta passa, frisando a todo o comprimento, em fundo, o seu lado marítimo e salgado. Boca volumosa e aportando complexidade à prova, registo untuoso e texturado em harmonia com a  sua faceta atlântica, salina, dono de acidez bem colocada, dando-lhe vida e energia, muito preciso e com término de boca longevo, de grande comprimento e elegância. 
 
ADEGAMÃE TERROIR 2018 BRANCO | LISBOA | 12% | PVP 55€
VIOSINHO, ARINTO
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
18,5
Um clássico de topo do produtor pelo qual confesso natural admiração desde a primeira colheita. Complexo, sofisticado e expressão fidedigna do Terroir Atlântico, oferece um vinho branco de inverno portentoso, com volume, com a barrica integrada, com a marca do tempo sabiamente colocada, com frescura, elegância e uma presença à mesa gigante. Brilhará com um generoso robalo ou pargo assados no forno ou com o bacalhau à lagareiro.
Cor amarelo citrino, tonalidade dourada, brilhante, aspecto límpido e atraente.  Revela enorme complexidade e elegância no plano aromático, oferecendo, numa fase inicial, notas de fruta branca madura, como pera e maçã reineta, seguida de fruto citrino maduro, casca de laranja, para logo depois, nos brindar com uma camada de forte identidade atlântica, com a  componente mineral, iodados, cabeça de fósforo e salinos, quase a lembrar a brisa do mar e com o estágio em madeira de carvalho francês perfeitamente integrado e discreto, manifestando-se em subtis toques de panificação, especiarias doces, leve fruto seco e uma nota fumada muito subtil e fina que se vai mostrando à medida que o vinho respira no copo.  Na boca surpreende pelo contraste entre a textura mais opulenta e untuosa, de grande volume e um perfil incrivelmente tenso, atravessado por uma acidez vibrante, firme e cortante, revelando estrutura, com belo casamento entre as notas minerais e salinas, com a cremosidade do estágio em barrica, fruta mais contida e complexo, culminando num longo final mais seco e de elegância admirável.
 
ADEGAMÃE GOUVEIO 2024 BRANCO | LISBOA | 13% | PVP 10,45€
GOUVEIO
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
17,5
Um gouveio com assinatura de mar, numa visão muito própria da casta neste terroir, de perfil gastronómico, volume de boca generoso e acidez salina vincada, para casamento feliz com pratos com alguma complexidade e gordura como uma caldeirada de peixe, choco frito com maionese de alho e coentros ou umas  línguas de bacalhau à Bulhão Pato.
Cor amarelo citrino, com reflexos esverdeados luminosos, aspecto límpido e jovem. Nariz muito expressivo, ao mesmo tempo elegante e fino, oferecendo notas de fruta de pomar madura, alguma fruta em calda, cera de abelha e mel, num registo meticuloso, sem pontas excessivas, harmonioso. Boca de médio volume, textura macia, cremosa e envolvente, assente num registo de tensão e acidez vibrante, algo salgada, feito de textura e camadas, trazendo a assinatura do Atlântico, com secura e mineralidade e longo final de boca.

O início e o fim da visita provaram que as primeiras e as últimas impressões têm sempre um lugar especial na memória. Logo à chegada, ainda com o olhar a perder-se pelas vinhas lá fora, houve tempo para despertar os sentidos com o AdegaMãe Espumante Rosé. E que belíssima surpresa! Um espumante com enorme frescura e finesse, cheio de garra e com uma bolha finíssima que abriu o apetite para as novidades que vinham de seguida. No final, para fechar com chave de ouro, a despedida fez-se com o exclusivo AdegaMãe Late Harvest 2021, um verdadeiro colheita tardia e ponto final perfeito para uma experiência que deixa saudades.
 
ADEGAMÃE ESPUMANTE EXTRA BRUTO 2018 ROSÉ | LISBOA | 11,5% | PVP 19,95€
PINOT NOIR
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
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Elaborado inteiramente com a casta Pinot Noir este espumante acaba por ser uma bela surpresa e corresponder de imediato não só ao momento de arranque como depois no continuar das primeiras entradas que chegam à mesa. 
Visualmente de cor acobreada, com reflexos salmonado e dourados, bolha muito fina e persistente, aspecto límpido e cativante. No nariz revela grande frescura aromática, com notas intensas de fruta de pomar de polpa branca, maça e pera, subtil presença de frutos vermelhos, cereja e framboesa, leve apontamento a fruto seco, ligeiro tostado, aromas de padaria, brioche, bolacha de manteiga fugindo do registo de pura fruta. Ataque de boca seco, com espuma leve e cremosa, mostrando um perfil bem sequinho, apesar da sua cremosidade e maior largura de boca, terminando longo e persistente.
 
ADEGAMÃE LATE HARVEST 2021 BRANCO | LISBOA | 11,5% | PVP 40€
PETIT MANSENG, SEMILLON
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
18
O primeiro vinho doce não fortificado do produtor agradece a influência do clima atlântico, com os seus ventos marítimos e a elevada humidade matinal da região que permitiram o desenvolvimento natural do fungo Botrytis Cinerea, a famosa podridão nobre, nas uvas, desidratando os bagos e concentrando os açúcares e a acidez de forma única. 
Estamos perante um colheita tardia sério, verdadeiramente de uvas botritizadas, de elevada qualidade e com o toque salino próprio deste terroir. Há quem o sugira de imediato como companhia certeira para sobremesas à base de ovos ou frutos secos, mas um do prazer maior que tenho com estes vinhos é fazer a harmonização por contraste com queijos intensos como os azuis ou os de ovelha. Sem dúvida, um guilty pleasure.
Cor amarelo dourado intenso, aspeto límpido, brilhante e hipnotizante. Aromaticamente não engana, encontramos as notas de fruta que sofreram o processo de botritização e que nos causam de imediato um sorriso rasgado, como são as de casca de laranja cristalizada, alperce passa, figo seco, mel e subtil fumado,  com tempero salgado em fundo. Na prova de boca apresenta-se de volume médio, menos gordo e opulento do que esperava, mais equilibrado e prazeroso, com acidez vibrante, com o citrino e o mar a fazerem-se notar, fresco, elegante e com longo final de boca. 

terça-feira, 2 de junho de 2026

Cabo da Roca Arinto Reserva 2024 Branco

CABO DA ROCA ARINTO RESERVA 2024 BRANCO | LISBOA | 12% | PVP  10,49€
ARINTO
CASCA WINES PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE VINHOS, SA
16,5

No prato, a lula grelhada e o prato de percebes cozidos despertam a nossa urgência por algo fresco, num correcto balanceamento entre mar e serra, ansiamos por sal, por acidez vibrante e fruta citrina no nosso copo. A escolha, dentro das possíveis, torna-se clara. Um vinho com Cabo da Roca no nome, 100% Arinto e da região de Lisboa soa como a resposta às nossas preces.
O Cabo da Roca aparece, todavia, um pouco calado no início de conversa, um pouco plano para as ondas que lhe pedimos e a faltar ali o rasgo de sal e vivacidade necessária. Decidimos aguardar e baixar um pouco mais a sua temperatura, foi dado tempo e, aos poucos, começa a aparecer outro vinho no copo, de ataque cítrico mais vincado, com a componente salina ainda tímida, mas a espreitar e um registo de maior crocância e tensão.  Juntou-se com perícia ao mar que tínhamos no prato e ofereceu harmonização segura. 
Cor amarelo citrino brilhante, média intensidade, reflexos esverdeados, aspecto límpido e jovem. No plano aromático, revela-se, com tempo de abertura, um vinho sério e focado, no qual sobressaem as notas de limão fresco, de maçã verde, pincelada floral, componente mineral e fino recorte especiado, muito subtil e discreto. Na boca oferece mais presença atlântica do que no nariz, mais salgado, mostrando uma acidez crocante, vivaz e com bom comprimento que confere uma energia mineral e precisão ao conjunto, revelando a fruta cítrica fresca combinada com a textura elegante e envolvente, terminando longo e persistente.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Quetzal 2025 Branco

QUETZAL 2025 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP  9,95€
ANTÃO VAZ, ARINTO
QUINTA DO QUETZAL SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
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O tempo mais quente pede vinho branco num registo elegante, fresco e versátil à mesa, mais despreocupado, mas sério, com prioridade e clareza da fruta e de acidez mais vincada e prolongada. Aqui encontramos este perfil, muito dado à presença na mesa e ideal para acompanhar marisco, peixe grelhado, ceviche e cozinha asiática. 
Cor amarelo citrino intenso, tonalidade esverdeada, brilhante e luminoso, aspecto límpido e jovem. No nariz notas de fruta de polpa amarela madura e fruto citrino fresco, pincelada floral, nota mineral em fundo mais proeminente. Surge com leveza e frescura na boca, macia, acidez acidula e vibrante, bom prolongamento e secura, fruta sumarenta, muito pronto e descontraído, harmonioso e com final de boca longo.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Quinta da Lapa Cuveé Brut Nature Grande Reserva 2020 Branco

QUINTA DA LAPA CUVEÉ BRUT NATURE GRANDE RESERVA 2020 BRANCO | TEJO | 12% | PVP 15,50€
ARINTO
QUINTA DA LAPA - AGROVIA SOCIEDADE AGRO-PECUÁRIA, SA
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Estamos perante um espumante feito a partir da casta Arinto, de perfil vibrante e sofisticado, que oferece a frescura cítrica num estado de equilíbrio com a complexidade do seu estágio prolongado, resultando num registo elegante, seco e com uma bolha finíssima, mousse envolvente e grande capacidade de harmonização à mesa com marisco grelhado, peixes assados no forno ou leitão assado.
Cor amarelo citrino de tonalidade palha com ligeiros reflexos dourados, bolha fina e cordão persistente e abundante, aspecto límpido e jovem. No nariz dominam as notas mais frescas e cítricas típicas da casta, limão, lima e maça verde madura, com pincelada floral, subtil, juntando-se ao bouquet as notas de brioche, biscoito e pão torrado num registo elegante e bem medido, algum fruto seco em fundo juntamente com uma percepção mineral. Na boca estamos na presença de um espumante de médio volume, textura mais cremosa e envolvente, espuma fina e arejada, integrada e não explosiva, seco, acidez vibrante e limonada, com longo final de boca, mineral, salino e elegante.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Montanha Chardonnay & Arinto Grande Cuveé Bruto 2006 Branco

MONTANHA CHARDONNAY & ARINTO GRANDE CUVEÉ BRUTO 2006 BRANCO   | BAIRRADA | 12,5% | PVP  16,90€
CHARDONNAY, ARINTO 
CAVES DA MONTANHA - A. HENRIQUES, LDA
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O ano 2026 impele-me à abertura de algumas garrafas de anos terminados em 6. Anos como 2016, 2006, 1996, 1986 e 1976 são os alvos preferidos no momento de assaltos destemidos à garrafeira. Encontrei este espumante de 2006 e a curiosidade dos 20 anos passados atraiu-me para ela. Está num estupendo momento de forma, pese embora a sua cor mais amarelada e com reflexos dourados, mantém a bolha muito fina e viva, agora mais subtil e agulha muito fina, aromas de boa evolução, com souplesse e elegância.
O casamento com o prato também esteve à altura. Um gnocchi caseiro, com lingueirão à bolhão pato. O prazer e o estado de emoção valem tudo. 
Cor amarelo palha, reflexos aloirados, bolha muito fina, cordão persistente, límpido e brilhante. Perfil aromático que nos direciona para um branco com alguma idade, revelando complexidade, todavia acompanhado de um registo de elegância e finesse notável. As notas de fruta e as de panificação estão unidas de forma perfeita, indivisível, harmoniosa e desafiante. Queremos passar tempo a enamorar cada camada. A boca continua o caminho neste sentido. Muito elegância e frescura, com agulha subtil, fina, envolvente, fazendo esquecer a idade e apenas querer aproveitar o momento e o prazer imenso a beber.

NonSense Arinto 2024 Branco

NONSENSE ARINTO 2024 BRANCO | ALENTEJO | 11% | PVP  16€
ARINTO
ADEGA COOPERATIVA DE BORBA, CRL
17,5

O Nonsense, a mais recente gama da Adega de Borba, é um vinho que faz todo o sentido e reforça o lado de inovação e experimentalismo que por vezes não reconhecemos numa Adega Cooperativa. Um Arinto, de face mais disruptiva e menos óbvia, fora da norma, numa abordagem de curtimenta e de intervenção mínima. 
O resultado é um moderno orange wine, leve, baixo álcool, sequinho e texturado, com uma aptidão incrível para a mesa com pratos mais intensos e complexos, como carne e peixes gordos ou queijo de meia cura intenso. Mas não só. Distraí-me e lá se foi quase uma garrafa só a picar presunto, enchidos fatiados e amêndoas torradas com sal. Apenas foram produzidas 1000 garrafas. Mas disto sff.
Cor de tonalidade alaranjado, brilhante e luminoso, aspecto límpido e atraente. No nariz oferece elegância na forma como apresenta a fruta, citrina, casca de laranja e tangerina desidratada, toranja, bem ligado às notas de flor branca, camomila, fino recorte amendoado, mel, muito frescura. Boca fina, leve, com acidez bem marcada, seco, vibrante e ligeiro salgado, fruta citrina, sabor, salivante, longo final de boca.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Quintas de Borba 2025 Branco

QUINTAS DE BORBA 2025 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP  5,49€
ROUPEIRO, ARINTO, VERDELHO
ADEGA COOPERATIVA DE BORBA, CRL
16

O jogo de equilíbrio entre a fruta tropical e fruta citrina madura, assente no terroir único do Alentejo de Borba, oferece um branco que cativa pela sua frescura vibrante e pureza da fruta tropical, ao mesmo tempo que revela estrutura e elegância num perfil que à mesa se deve fazer acompanhar de mariscos ou peixes grelhados. Relação qualidade-preço apreciável.
Cor amarelo citrino com leves reflexos esverdeados, aspecto límpido, brilhante e jovem. Plano aromático intenso, com a fruta como intérprete principal, nota tropical, ananás, e citrina, casca de limão, toque de flor branca, recorte mineral em fundo. Boca de corpo médio, textura macia, acidez vibrante, fruta sumarenta e fresca, registo equilibrado e com final de boca longo.

terça-feira, 31 de março de 2026

Bathoreu Selection 2022 Branco

BATHOREU SELECTION 2022 BRANCO | TEJO | 12,5% | PVP  6,49€
ARINTO, VERDELHO, FERNÃO PIRES
AGRO-BATHOREU, LDA
15,5

Um blend nascido em Aveiras de Cima cujo perfil oferece o equilíbrio da frescura do Arinto bem ligado com a faceta mais frutada da Verdelho e da Fernão Pires, resultando num branco leve, fresco, aromático e muito versátil à mesa.  
Surpreendeu à mesa com um Arroz de Lavagante magnífico mostrando que a sua acidez vibrante e fruta bem medida é receita ideal para este tipo de prato, com marisco ou peixe, mas com um componente de complexidade elevada. Bela relação qualidade-preço.
Cor amarelo citrino, aberto, luminoso, traço esverdeado, límpido e jovem. No plano aromático revela frescura e intensidade média, com a fruta em destaque, fruto citrino e de pomar maduros, limão, maça, ameixa amarela, assinatura salina, mineral, preciso e pronto. Boca de médio porte, textura macia, acidez vibrante, com bom prolongamento, alinhada à fruta, com término de boca longo.



terça-feira, 10 de março de 2026

Monte da Peceguina 2024 Branco

MONTE DA PECEGUINA 2024 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  14,50€
ANTÃO VAZ, ARINTO, ENCRUZADO,VIOSINHO
HERDADE DA MALHADINHA NOVA, SA
16,5
 
Fiel ao perfil reconhecido de colheitas anteriores baseado no equilíbrio entre frescura e exuberância, com notas de fruta de polpa branca e citrinos bem ligados à componente perfumada floral e delicada, de textura e acidez vibrante, ideal para acompanhar pratos de peixe grelhado ou marisco.
No rótulo, a Abrótea-da-primavera (Ranunculus ficaria, sin. Ficaria verna) é uma pequena geófita de início de estação que cobre o chão de bosques húmidos e jardins com brilhantes flores amarelo-dourado em rosetas de folhas cordiformes.Embora encantadora, espalha-se vigorosamente por tubérculos e sementes, podendo tornar-se invasiva se não for contida.
Cor amarelo citrino, aberto e luminoso, reflexos esverdeados, aspecto límpido e jovem. No nariz revela frescura e exuberância nas notas de fruta de polpa branca madura, maça, pera, fruto de pomar, pincelada floral bem medida, componente mineral em fundo, a todo o comprimento da prova.  Boca de médio volume, textura macia e envolvente, acidez vivaz, pronunciada e com bom prolongamento, fruta fresca, sumarenta, maça verde, preciso e com longo final.

domingo, 8 de março de 2026

Esporão Reserva 2024 Branco

ESPORÃO RESERVA 2024 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  14,97€
ANTÃO VAZ, ARINTO, ROUPEIRO
ESPORÃO, SA
17,5
 
A gama Esporão Reserva do produtor alentejano continua a ser palco para um terroir, para a terra e para a arte. A colheita de 2024 é ilustrada por Álvaro Siza Vieira, arquiteto português de referência mundial e vencedor do Prémio Pritzker, a mais alta distinção na arquitetura. No rótulo um desenho que, segundo o próprio, representa a sua ideia do que é a figura é um especialista, uma evocação da dedicação e mestria partilhadas entre quem desenha espaços e quem faz vinho.
No copo, reconhecemos o perfil do qual nos enamoramos há muitos anos, que traz consigo uma assinatura indelével do local de berço, expressando a idade das vinhas, a diversidade de solos e castas, o respeito pelo tempo e pelo equilíbrio natural. A fruta brilha ao lado das bem integradas notas da passagem pela barrica, demonstrando grande precisão num registo de riqueza e complexidade notáveis. Acresce o "bónus extra" do potencial de guarda a perder de vista. Para comprar uma caixa e ir acompanhando ao longo dos anos.
Cor amarelo citrino intenso, leve tonalidade palha e reflexos esverdeados, aspecto límpido, brilhante e jovem. Plano aromático intenso, grande frescura, fruta citrina e de polpa amarela maduras, presença da barrica integrada, subtil traço vegetal, vinco mineral, pedra lascada, sílex, complexo e desafiante. Boca com volume, com largura e a encher o palato, textura macia, acidez fina e repenicada, boa tensão e prolongamento, fruta fresca, registo de precisão e equilíbrio, longo final de boca.