Mostrar mensagens com a etiqueta Fundação Eugénio de Almeida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fundação Eugénio de Almeida. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Pêra-Manca 2023 Branco

PÊRA-MANCA 2023 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP  60€
ARINTO, ANTÃO VAZ
FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA
18

No universo dos grandes vinhos portugueses, poucas marcas carregam o peso histórico, o prestígio e a mística da Adega Cartuxa, cujas referências no seu portefólio são reconhecidas mundialmente. O lançamento do Pêra-Manca Branco 2023 surge como a mais recente prova dessa excelência intemporal. 
Nascido no coração do Alentejo, em Évora, este bivarietal de Antão Vaz e Arinto surpreendeu as expectativas ao apresentar uma frescura invulgar, uma acidez tensa e vibrante e uma mineralidade puríssima, sem nunca perder a cremosidade e a estrutura aristocrática que definem o seu ADN. 
Longe de ser apenas um vinho de contemplação ou guarda para um dia especial, reconheço nesta colheita o prazer que garante desde já ao beber e revela-se como um verdadeiro camaleão gastronómico, exigindo pratos à sua altura para brilhar em pleno. 
Para harmonizar com a sua textura rica e o seu final longo e focado, a mesa ideal pede a untuosidade de peixes gordos no forno, como um lombo de bacalhau à lagareiro ou um robalo de mar assado com ervas aromáticas, funcionando também de forma soberba com a opulência de mariscos ricos, como lavagante suado ou carabineiros grelhados, e queijos de ovelha de cura média, onde o equilíbrio entre a sua gordura e a vivacidade do vinho criará um momento memorável.
Cor citrina brilhante, com reflexos palha luminosos, aspeto límpido e jovem. No nariz, a percepção inicial destaca-se pela contenção e elegância, afastando-se de exuberâncias exageradas e fáceis, revelando, à medida que lhe vamos dando tempo,  um bouquet complexo assente em notas de fruta de caroço e polpa branca, como a maçã verde e a pera rocha, envolvidas por subtis apontamentos de casca de tangerina, pólvora e um fundo fumado muito discreto e bem integrado, fruto da sua passagem por madeira. Na boca, a entrada é surpreendentemente tensa e focada, sobressaindo uma acidez cítrica muito viva e vibrante que corta a natural untuosidade do conjunto, conferindo-lhe uma frescura invulgar para o perfil clássico da região. Mostra-se pronto para o momento, revelando, pouco a pouco, a natureza de um corpo de médio-grande volume, sustentado por uma textura cremosa que preenche o palato com grande precisão e amplitude e com uma mineralidade salina quase mastigável que acompanha toda a prova, conferindo-lhe assim uma enorme verticalidade. O final de boca é seco, elegante e imensamente persistente.

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Pêra-Manca 2008 Branco

PÊRA-MANCA 2008 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  62,49€
ANTÃO VAZ, ARINTO
FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA
17,5

O perfil mais trabalhado pelo tempo e com mais notas evolutivas é, sem dúvida alguma, uma das minhas fraquezas. Quando a mão do tempo é de tal forma artista, como o foi neste branco de 2008, só me posso considerar um enófilo feliz. A abertura com algum tempo de antecedência – obrigatória – não falhou, no entanto, só após algum tempo mais de dança no copo é que, aos poucos, começou verdadeiramente a despertar e a mostrar o que ali estava. A cereja no topo do bolo aconteceu já madrugada dentro, quando de regresso a ele, agora mais sereno, se mostrou num equilíbrio e forma notável. Momento para mais umas fatias generosas de queijo e acabar com ele. O Pêra-Manca branco foi produzido pela primeira vez em 1990. Vamos continuar a acompanhar principalmente com algum tempo de garrafa.
Cor amarelo de tonalidade âmbar jovem, reflexos dourados, aspecto límpido, brilhante e atraente. No nariz mostrou necessitar tempo após a abertura, respiração, para depois começar a mostrar-se, sem esconder a passagem do tempo, sem vergonha da sua idade, mas num registo elegante, com a fruta amarela de caroço madura e citrino maturados, casca de laranja, algum fruto seco, amêndoa tostada, nota de cera de abelha, ligeiro creme brûlée, inebriante e desafiador. Boca com volume, textura macia, aveludada, acidez fina, com bom prolongamento, secura prolongada, envolvente, mostrando a fruta por camadas gustativas, com sabor, continuando a mostrar-se prazeroso e com longo final de boca.

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Cartuxa 2005 Branco

CARTUXA 2005 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  16,90€
ANTÃO VAZ, ROUPEIRO, ARINTO
FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA 
17

A semana passada, num jantar entre amigos, veio até à mesa este vinho que, saindo um pouco do alinhamento até ao momento, acabou por a todos convencer sem margem para qualquer dúvida. Relevo para a sua frescura, elegância e notas que o tempo lhe imprimiu que mostram a capacidade de guarda deste Alentejano. Conta quem a trouxe, que ainda tem mais umas quantas. Ansioso pelo próximo encontro!  
Cor amarelo de tonalidade dourada, luminoso, brilhante e de aspecto límpido. No nariz elegância e frescura nas notas de fruta amarela madura, alguma passa e ligeira nota de fruto seco, com citrino ainda presente e temperador, alguma meloa madura, traço mineral, equilibrado e desafiante. Boca com presença, volume médio, textura macia, boa cremosidade, com acidez vivaz, revigorante, mostrando a fruta sumarenta e mais jovem do que no nariz, conjunto uno, mostrando-se jovem e nada cansado e com final de boca longo e persistente. 

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Scala Coeli Sauvignon Blanc 2011 Branco

SCALA COELI SAUVIGNON BLANC 2011 BRANCO | ALENTEJO | 14% | PVP  29€
SAUVIGNON BLANC
FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA
17,5

Vem do Alentejo e é um dos meus brancos de eleição desta região. E se já gosto deles no momento em que saem para o mercado, confesso a minha paixão quando os bebo com uns anos de garrafa. Este 2011 foi bebido há poucas semanas, 2022, tanto ano passado para um branco e cá estava ele à minha espera. Um pouco preso e estranho após lhe tirar a rolha, todavia foi arejando e revelando quem era.  
Cor amarelo casca de limão maduro, tonalidade alourada muito leve, aspecto límpido e cativamente. No nariz o bouquet aromático surge com notas de fruta citrina, toranja madura, algum pêssego, fruto tropical e meloa madura, com tostados leves integrados, ligeiro fruto seco torrado, especiaria marroquina, complexo e envolvente. Boca com largura, textura acerinada, com vivacidade, acidez presente, a secar a gengiva e a pedir que se coma algo com complexidade, continuando a fruta bem presente, algum vegetal, espargo verde, uno e equilibrado, terminando longo, elegante e cheio de vida.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Scala Coeli Encruzado 2016 Branco

SCALA COELI ENCRUZADO 2016 BRANCO | ALENTEJO | 14,5% | PVP  31€
ENCRUZADO
FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA
18

Apesar de todas as colheitas serem a partir de uma casta diferente, este não deixa de ser um dos meus brancos de eleição que, quando com alguns anos de descanso em garrafa, ainda me apaixona mais. Um alentejano apenas feito com castas tidas como não alentejanas. o 2016 trás o encruzado. Sem dúvida uma escada para o céu.
Cor citrino, intenso, nuances levemente esverdeadas, aspecto jovem, límpido e brilhante. No nariz nota da fruta amarela de pomar bem casada com as notas de estágio em barrica, pedra lascada, bem casados, profundo e desafiador.
Boca com tensão, acidez no ponto, vibrante,  envolvendo o palato, revelando a fruta fresca num grande plano e aconchegando-a às notas vindas da barrica num união perfeita. Final de boca longo, persistente e cativante.
Para beber e beber ou guardar para quando precisarmos de um miminho.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Tapada do Chaves | Privilégios no Terroir do Alto Alentejo

A história dos vinhos Tapado do Chaves não é nova. Conta já com muitos anos, muitas vindimas, muitas pessoas, muito suor e muitas garrafas de vinho. é um dos vinhos ícones do Alentejo.
Localizada em Frangoneiro, nas fronteiras de Portalegre, no Alto Alentejo, é na Tapada do Chaves que vamos encontrar duas das mais antigas vinhas alentejanas datadas de 1901 e 1903 e de onde ainda saem uvas para a produção de vinhos. 
A história começa no inicio do século XX quando o Senhor Chaves resolveu plantar na sua pequena propriedade as primeiras vinhas. Os anos passaram e até hoje os destinos desta casa já passaram pelas mãos da família Fino e da Murganheira e, mais recentemente, em Julho de 2017, a Fundação Eugénio de Almeida agarrou neste pequeno Gigante e José Mateus Ginó e Pedro Baptista, presidente do concelho executivo e o enólogo da Fundação Eugénio de Almeida, assumiram os comandos do clássico alentejano.

A imagem regressou aos antigos rótulos da Tapado do Chaves, com uma linha um pouco mais moderna, traço mais limpo, claramente mais sóbria e a respeitar a origem. A garrafa parece mais elegante. Uma verdadeira descarga de energia positiva, que se alinha com o objectivo da nova administração em relançar os vinhos aqui produzidos e retomar a fama que os mesmos outrora alcançaram.

Em Évora, num dia especial para a Fundação Eugénio de Almeida, fomos conhecer as novidades em brancos e tintos dos Tapada do Chaves.

TAPADA DO CHAVES 2017 BRANCO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 26€
ARINTO, ANTÃO VAZ, ASSARIO, TAMAREZ, ROUPEIRO
TAPADA DO CHAVES SOCIEDADE AGRÍCOLA E COMERCIAL, SA
17
Cor amarelo citrino definido, ligeiros esverdeados, aspecto jovem e límpido. Plano aromático intenso, fruta tropical  e citrina em equilíbrio, bela complexidade citrina, algum sílex, pedra lascada, muita frescura. Na boca permite-se continuar muito fresco e equilibrado, bom corpo e volume, cheio de fruta de caroço, maça verde, pêra rocha, ameixa amarela, sumarento, sem esquecer o traço mineral e com final de boca longo.

TAPADA DO CHAVES VINHAS VELHAS 2008 BRANCO | ALENTEJO | 14% | PVP 75€
ARINTO, ANTÃO VAZ, ASSARIO, TAMAREZ, ROUPEIRO
TAPADA DO CHAVES SOCIEDADE AGRÍCOLA E COMERCIAL, SA
17,5
Cor amarelo definido, com nuances alouradas, bonitos reflexos dourados, aspecto limpo. No nariz atrai e cativa pelas notas de casca de laranja, marmelo maduro, fruta de polpa amarela, especiaria fina, algum fruto seco, com um traço de mineral, até salino em fundo, fresco. Boca envolvente, a dar muito prazer neste momento, volumoso, mas de uma finess admirável, com a fruta num plano elevado, fresca e bonita, terminando longo e persistente.

TAPADA DO CHAVES RESERVA 2013 TINTO | ALENTEJO | 15% | PVP 33€
ARAGONEZ, TRINCADEIRA, ALICANTE BOUSCHET
TAPADA DO CHAVES SOCIEDADE AGRÍCOLA E COMERCIAL, SA
17
Cor rubi concentrado, de auréola violeta no bordo do copo, aspecto limpo e jovem.  No nariz mostra-se uma fruta vermelha madura bem ligada com notas florais, fruto preto silvestre, especiarias, alguma folha de tabaco, envolvente e fresco. Boca segura, boa estrutura e corpo, mostrando frescura e elegância, fruta num bom plano, harmonioso, equilibrado, uno, com final de boca longo e voluptuoso.

TAPADA DO CHAVES VINHAS VELHAS 2011 TINTO | ALENTEJO | 15% | PVP 99€
TRINCADEIRA, GRAND NOIR
TAPADA DO CHAVES SOCIEDADE AGRÍCOLA E COMERCIAL, SA
18
Cor rubi avermelhado concentrado, intenso, com bonitos reflexos violeta, aspecto limpo e jovem. Palete de aromas extraordinário, intenso, com a fruta preta madura a casar-se muito bem com notas mais terrosas,  turfa molhada, musgo, cogumelos, pleno de complexidade, caixa de charutos, inebriante. Na boca não se esconde. Denso, corpolente, com grande profundidade, agarra-nos por complexo. Percebe-se que estamos na presença de um vinho singular, feito de carácter, muito equilibrio e elegância. Final de boca longo.

________________________________________
TAPADA DO CHAVES
ALENTEJO
FRANGONEIRO
APARTADO 170 7301-901 PORTALEGRE
T. +351 245 201 973
T. +351 245 203 114
WWW.TAPADADOCHAVES.PT
GERAL@TAPADADOCHAVEZ.PT

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Pêra-Manca 2014 Tinto

PÊRA-MANCA 2014 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  220€
TRINCADEIRA, ARAGONEZ
FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA
19

Produzido apenas em anos em que os requisitos de excecional qualidade são atingidos, a Fundação Eugénio de Almeida apresentou recentemente a mais recente colheita do seu emblemático vinho o Pêra-Manca 2014 tinto.
As castas são as já habituais Trincadeira e Aragonez, num blend onde a primeira está um pouco mais presente. Caracterizado por ter sido um anos bastante equilibrado do ponto de vista climatérico, as uvas atingiram os ponto de maturação de forma gradual e lenta, sem stress hídrico e com o período de vindima a decorrer de forma normal, serena e tendo as chuvas começado já quando praticamente toda a produção estava vindimada.
Um ano que determinaria o nascimento do décimo quinto Pêra-Manca tinto.
Cor vermelho granada intenso, concentrado, fechado e de aspecto limpo. No nariz um bouquet aromático intenso e complexo onde os frutos silvestres pretos, alguma ameixa e framboesa revelam a fruta bem ligada com notas de cacau, balsâmicos frescos, alguma resina, caruma, ligeiro mentolado, flor de tília, harmónico e profundo.
Na boca impressiona com a sua elegância e estrutura, com um equilíbrio notável entre corpo e frescura, com robustez, tanino presente, guloso e com a fruta num plano muito fresco e bonito. Enche os sentidos e termina longo e pleno de elegância. Um grande Pêra-Manca.
O seu potencial de guarda não lhe retira pontos na capacidade de dar já um prazer imenso a beber. São apenas 20.000 garrafas.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Cartuxa 2017 Branco

CARTUXA 2017 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  9,40€
ANTÃO VAZ, ARINTO
FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA
16,5

Um porto seguro. Mesmo sendo apenas o Colheita sabemos que vamos encontrar um banco que não nos deixa ficar mal. Um alentejano com nervo, bela acidez e com a fruta no sitio certo, feito para se juntar à mesa, versátil e até com bons resultado se esquecido na garrafeira.
Cor amarelo citrino, aberto, esverdeados notados, aspecto jovem e limpo. Aromaticamente intenso, fruta de caroço, citrinos frescos, alguma meloa, com traço herbal seco, perfil fresco. Na boca mostra algum volume, alguma cremosidade e  corpo, com acidez vivaz, muito interessante, com muita maçã verde, citrino limonado, a secar o palato limpo e com um final de boca alongado e persistente.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

EA Reserva 2015 Tinto

EA RESERVA 2015 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  8,49€
ALICANTE BOUSCHET, ARAGONEZ, SYRAH, TOURIGA NACIONAL
FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA
15,5

Cor rubi intenso, de média concentração, aspecto jovem e límpido. No nariz destacam-se os aromas a fruta vermelha, alguma fruta preta como a ameixa e a amora silvestre, algum licor, toque floral leve e tostado e baunilhado a compor.
Na boca mostra volume, boa textura, macio, polido, com a fruta vermelha fresca, ligeiro travo mais adocicado, mas mostrando-se prazeiroso à mesa. Final de boca longo.
Em companhia com uma lasanha de carne não se fez esquisito. Bela ligação.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Scala Coeli Verdelho 2009 Branco

SCALA COELI VERDELHO 2009 BRANCO | ALENTEJO | 14% | PVP  25,90€
VERDELHO
FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA
18

O mês de outubro trouxe muitos e bons vinhos ao meu copo. Foi rico neste propósito, mas houve um vinho que se destacou e que já me fez ir gastar mais uns euros em mais umas garrafinhas. Este Scala Coeli branco de 2009 mostrou-me o quanto é prematuro andar a bebê-lo logo no ano em que sai para o mercado e o quanto está errado quem diz que os vinhos do Alentejo não envelhecem com qualidade.
Ainda agora, enquanto escreve, penso em como me calhou o jackpot nesse dia. No restaurante não tinham o ano que anunciava na carta. Pediram desculpa mas só tinham o 2009. Acho que o sorriso que fiz se notou até ao outro lado da sala.
A sua cor amarelo palha dourada denotava alguma idade, talvez não que que tinha, mas pensei que tinha a cor ideal, limpa e brilhante. No nariz estava perfeito. Com notas de fruta amarela madura, algum fruto seco, tostado leve e um fumado fino, complexo e fresco. Na boca mostrou grande amplitude, largura, com uma cremosidade deliciosa e uma acidez e vida tão bonita nesta idade. Final de boca longo.
Agarrou em pleno um ensopado de borrego também ele de excelência. Que bela noite me fizeram passar.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Pêra-Manca 2014 Branco

PÊRA-MANCA 2014 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  30€
ANTÃO VAZ, ARINTO
FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA
17

O Pêra-Manca é um daqueles vinhos que praticamente todo o enófilo já ouviu falar. O rótulo é reconhecido de imediato em qualquer prateleira e ainda hoje, apesar de se dizer já não ser o mesmo de antigamente, ainda provoca uma espécie de arrepio quando alguém o leva para a mesa.
O 2014 é a última colheita colocado no mercado tendo sido lançado em finais de 2016.
Visualmente de cor citrina, ligeiros esverdeados, aspecto jovem e limpo. No nariz exibe com contenção notas de fruta amarela fresca, alguma flor branca, tosta leve decorrente da passagem pela barrica, alguma resina, porém discreta, complexo e fresco. Na boca mostra-se denso, com volume e estrutura, acidez composta e equilibrada, com a fruta citrina, maça e ameixa amarela em conjugação com as notas de tosta e especiaria. Final de boca longo.
Ainda assim, esperava um pouco mais. Porventura, terá sido bebido ainda cedo, pois bem sei que o tempo de garrafa só lhe fará bem, por isso cá voltarei a a seu tempo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Cartuxa 2014 Branco

CARTUXA 2014 BRANCO | ALENTEJO | 14% | PVP 8,90€
ANTÃO VAZ, ARINTO
FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA
16

Como é bom voltar ao Cartuxa colheita branco e sentir novamente aquela sensação de satisfação pelo vinho que se tem no copo. Sinceramente gostei bastante e surpreendeu-me pela positiva. Pelo seu perfil mais fresco e com nervo suficiente para nos secar a boca sem adocicados em desuso.
De cor amarelo citrino, esverdeados abertos, aspecto jovem e limpo. No nariz a fruta de caroço e citrina mostra-se limpa, fresca e elegante, com algum vegetal muito ao de leve. Boca com expressão, com corpo, acidez acutilante, a secar o palato, muita maçã verde, citrino limonado, limpo e fresco e onde os seus 14 de álcool passam completamente despercebidos. Final extenso, fresco e elegante. Recomenda-se.

domingo, 18 de outubro de 2009

Cartuxa 2006 Tinto

Cartuxa 2006
Data da Prova: 17 Outubro 2009

Características
Tipo:
Tinto
Castas: Alfroxeiro, Aragones-Castelão, Moreto, Tinta Caiada, Trincadeira e Castelão

Região: Alentejo

Teor Alcoolico: 14,5 %
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida
Preço Médio: 14€ a 16€

Acerca do Vinho (Rótulo)
Estes vinhos associam a sua qualidade ao nome dos monges Cartuxos que desde 1587 levam uma vida solitária de oração no Convento de Santa Maria Scala Coeli em Évora. (...) Tendo sido sujeito a um estágio em madeira de carvalho e garrafa, apresenta aroma elegante e complexo, sabor persistente e boa estrutura que lhe assegura longevidade.

Prova
Estava nessa noite a consumir Cartuxa Branco e continuei no Cartuxa, agora Tinto, para acompanhar o prato de carne. Confesso que prefiro os tintos e assim tentei dar uma atenção mais promenorizada a certos aspectos deste vinho. Primeira nota: é um vinho Alentejano, com um aroma intenso a frutos maduros e alguma madeira. Apresenta uma cor escura, um granada marcante que se confunde com o aspecto de um sumo de frutos silvestres bem maduros. Na boca apresenta um sabor persistente a frutos secos muito agradável. Que posso dizer eu que pouco sei destas coisas: gostei!

Companhia
Lombo de Porco Assado no Forno

Classificação: 16/20

Cartuxa 2006 Branco

Cartuxa 2006
Data da Prova: 17 Outubro 2009

Características
Tipo:
Branco
Castas: Antão Vaz, Arinto e Roupeiro

Região: Alentejo

Teor Alcoolico: 13 %
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida
Preço Médio: 12 €

Prova
Apesar de já não escolher um vinho branco para uma refeição a algum tempo, a ocasião falou por si e aceitei acompanhar uma entrada de camarão com este branco de qualidade. A primeira coisa que se destaca é a cor brilhante, cristalina e citrina que apresenta. Os aromas são bastante simples e doces que é complementado pelo sabor doce a frutos tropicais, final persistente e agradavelmente fresco. O meu irmão sentiu também um leve travo a mel, mas eu fiquei-me apenas pelos frutos. Deve ser consumido bem fresco.

Companhia
Camarão Frito com Pimentos Vermelhos

Classificação: 15/20