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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Domäne Serrig Vogelsang Kabinett 2021 Branco

DOMÄNE SERRIG VOGELSANG KABINETT 2021 BRANCO | MOSEL (GER) | 9,5% | PVP  105,90€
RIESLING
DOMANE SERRIG
18,5

Há vinhos que se compram pela história, sem os conhecermos e outros que só nos conquistam quando pela primeira vez nos cai no copo . Quando soube que o icónico produtor Markus Molitor tinha assumido as rédeas da histórica propriedade Domäne Serrig, uma jóia fundada pelo Kaiser Guilherme II em 1904 no vale do Saar, a minha curiosidade disparou e a oportunidade de o fazer chegar à mesa num jantar temático foi gatilho suficiente para que o momento tivesse lugar. Apesar de nascido num ano fresco e clássico, este não me pareceu um Kabinett comum. O que me fascinou nele foi um estado de equilíbrio quase impossível entre uma subtil doçura frutada deliciosa, mas que imediatamente é dominada por uma acidez elétrica e uma mineralidade salina tão profundas que o vinho parece levitar na boca de forma a nos prender a atenção do primeiro ao último segundo. 
À mesa esta salinidade crua leva-me de imediato para um casamento com o mar, umas vieiras salteadas na manteiga ou a acompanhar a frescura cítrica de um ceviche de robalo, mas também penso da cozinha asiática e num caril tailandês aromático, com leite de coco no qual a ligeira doçura do vinho acalma o picante, enquanto as notas cítricas dão vida aos sabores orientais.
Cor amarelo citrino muito aberto e luminoso, reflexos esverdeados brilhantes, aspecto límpido e jovem. No nariz, a primeira impressão é de uma pureza quase cirúrgica, muito contido, não mostrando fruta primária de forma exuberante e evidente, revelando antes uma mineralidade fumada avassaladora, que evoca pedra lascada, pólvora e a ardósia molhada. À medida que o vinho respira, começam a emergir notas cítricas vibrantes de lima e toranja, acompanhadas por nuances subtis de maçã verde, pêssego e um delicado toque de flor branca, mantendo um registo muito elegante e fino. Na boca, a experiência atinge outro patamar com um primeiro ataque incrivelmente leve, mas longe de mostrar qualquer tipo de fragilidade ou falta de tensão, oferecendo a doçura natural da uva, que não se sobrepõe em momento algum, surgindo perfeitamente integrada e quase camuflada por uma acidez elétrica e cortante, que nos faz salivar instantaneamente, acompanhando a pegada salina e mineral profunda do seu perfil, onde a fruta cítrica fresca serve de fio condutor e nos conduz  a um final de boca incrivelmente longo, limpo e focado.

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Silval Porto Vintage 2001

SILVAL PORTO VINTAGE 2001 | PORTO | 19,5% | PVP  49€
BLEND CASTAS DOURO
QUINTA DO NOVAL VINHOS, SA
17,5

Os Vinhos do Porto Silval, produzidos pela Quinta do Noval, representam um estilo mais acessível no Vinho do Porto Vintage, com acento na exuberância de fruta, muito pronto desde o momento em que é lançado no mercado,  ideal para apreciadores de Vinho do Porto Vintage que não querem esperar muito tempo, embora sejam também uma excelente aposta se os quiseremos deixar esquecidos na garrafeira por um bom par de anos.
Este 2001 é um bom exemplo disso, continua num perfil ainda jovem e cheio de fruta, apenas um pouco mais polido e menos nervoso, com uma elegância notável, frescura e com as notas especiadas muito em jogo e bonitas. O casamento com sobremesas à base de frutos vermelhos e silvestres ou chocolate não deixarão ninguém ficar mal.
Cor vermelho, concentrado, auréola luminosa, aspecto límpido e ainda sem grande nota das mais de duas décadas já passadas. No nariz continua a ter como predominante a fruta vermelha e preta silvestre madura, sem licorados excessivos, cereja, ameixa e amoras, pitada floral, pimenta rosa, cacau torrado, especiaria exótica, elegante e fresco. Mostra na prova de boca o registo de elegância e frescura já sentido no plano aromático, textura macia, aveludada, doce bem medido, bela acidez, no ponto, fruta bonita e alegre, conjunto uno, prazeiroso, com final de boca longo e persistente. 

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Império Reserva 2001 Tinto

IMPÉRIO RESERVA 2001 TINTO
| BAIRRADA | 13% | PVP 10€
BAGA
CAVES DO FREIXO, SA
16

Residente já há alguns anos na minha garrafeira achei por bem, passados 20 anos, abri-la e provar se o longo tempo de descanso em garrafa lhe havia sido benéfico. Apesar de não esconder já carregar alguns anos em cima, principalmente na cor e no nariz, mostra um perfil ainda seguro, com a fruta presente, boa acidez e vivacidade. Todavia, não arriscaria guardá-lo por muito mais tempo.
Cor vermelho com tonalidade acastanhada, laivos alaranjados, concentração média, aspecto límpido embora sugira a decantação prévia. No nariz apresenta ainda notas de fruta preta, bagas, com toque de licor de ginga, barrica com idade já ligada, não escondendo a idade que tem, mas mostrando a fruta ainda definida, algum cacau e especiaria fina. Boca com vivacidade, textura, boa acidez, fruta mais presente, mais fresca, fruto preto em destaque, boa amplitude, tanino polido, presente, com final de boca longo.
Serviu à mesa com um pernil de cabrito assado no forno. Escolha acertada pela sua boa acidez e com o toque especiado a mostrar apetência para o tempero da carne.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Quinta das Bágeiras Espumante Velha Reserva Bruto Natural 2001 Branco

QUINTA DAS BÁGEIRAS ESPUMANTE VELHA RESERVA BRUTO NATURAL 2001 BRANCO | BAIRRADA | 12,5% | PVP  €
MARIA GOMES, BICAL, CERCIAL
MÁRIO SÉRGIO ALVES NUNO
17

Que bela surpresa nos havia destinado Mário Sérgio com este Velha Reserva da qual foram engarrafadas 129 garrafas de 3 litros. Anos e anos de descanso em cave, com o dégorgement a ser efectuado a 29-07-2015.
Cor amarelo definido, palha seca, intenso, com bolha vivaz, fina e persistente. No nariz marcam as notas de biscoito, bolacha de manteiga, algum salino, delicado, pedra lascada, bouquet uno e fresco. Na boca espuma leve, com cremosidade, acidez vivaz, vibrante, com muita finess, pé ante pé, leve tisana, bom comprimento final.
Fez companhia a uma série de entradas, com mais ou menos complexidade.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Quinta dos Avidagos - Quatro Quintas, Um Projecto e os Vinhos

A Quinta dos Avidagos, produtor de vinhos DOC Douro da qual Pedro Tamagnini é a cara mais visível, explora quatro quintas com vinhas, localizadas num raio de 5 km da Régua na região do Douro, pertencentes à família Nunes de Matos. 

A mais antiga destas é a Quinta da Varanda adquirida em 1685, sendo também uma das mais antigas da região. Mais tarde, em 1730, um dos filhos da casa casou-se e mandava a tradição que a noiva levasse um dote. A Quinta do Torrão passou desta forma a pertencer a família.

A Quinta da Fírvida e Além Tanha foi comprada em 1940, enquanto a Quinta dos Avidagos, onde fica  casa principal e o lagar, foi adquirida em 1978. Foi aqui que tive o prazer de pernoitar e conhecer um pouco melhor, não apenas os seus vinhos, mas também a "Casa da Quinta", os armazéns para as alfaias e tractores, a adega e os armazéns de envelhecimento dos vinhos de mesa e do Vinho do Porto.

De notar que as Quintas da Firvida, Torrão e Varanda já vêm incluídas no mapa do país vinhateiro feito pelo Barão de Forrester no sec XIX.

Em 1999 (grande ano) procedeu-se à construção de uma adega com os mais recentes avanços tecnológicos que permite produzir vinhos de qualidade e, ao mesmo tempo, o antigo armazém para Vinhos do Porto foi remodelado para poder servir também de local de estágio para as barricas.
Mais recente é o projecto de poder em breve ter uma infraestrutura completa para poder receber enoturistas com possibilidade de alojamento na própria Quinta. 

Em termos de castas são as autóctones Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca as mais utilizadas para os tintos e o Gouveio, Rabigato, Viosinho e Malvasia Fina para os brancos. 
Os vinhos provados tiveram o condão de passar um pouco pelos míticos Vinha do Além Tanha, mas também conhecer o mais recente topo da Casa o Lenuma.

AVIDAGOS 2015 ROSÉ | DOURO | 13,5% | PVP 5,50€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, TINTA BARROCA
QUINTA DOS AVIDAGOS, SA
88/100
Cor rosado, vermelho intenso, aberto, bonito. Aroma com muita fruta vermelha fresca, morango, framboesa, alguma cereja madura, perfil com muita frescura. Na boca mostra acidez equilibrada, continua a mostrar a fruta fresca, correcta, num perfil que resulta tanto para rosé de piscina como para dar inicio a uma refeição leve e com um final de boca médio/longo com frescura.

QUINTA DO ALÉM TANHA 2001 TINTO | DOURO | 14% | PVP 21€
VINHAS VELHAS
QUINTA DOS AVIDAGOS, SA
90 / 100
Cor vermelhão com nuances acastanhadas, alguma casca de cebola, aspecto límpido. No nariz mostra ainda muita vivacidade, fruta vermelha, algum licorice, com a temperatura a mostrar também o lado mais alcoólico do vinho. Na boca esconde um pouco a idade que tem. Boa acidez, vivacidade, a secar o palato, a pedir comida, com grande complexidade e final de boca longo.

QUINTA DOS AVIDAGOS VINHA DO ALÉM TANHA GRANDE RESERVA 2008 TINTO | DOURO | 15,5% | PVP 21€
TINTA AMARELA, TINTA RORIZ, TOURIGA NACIONAL, TINTO CÃO , SOUSÃO
QUINTA DOS AVIDAGOS, SA
91 / 100
Cor rubi, vermelho intenso e concentrado, aspecto límpido e de lágrima escorreita. Aromas complexos, fruta vermelha e preta madura, notas bem delineadas florais, notas especiadas leves e com barrica leve, bem integrada e sem esconder nada no vinho. Na boca mostra grande vivacidade, estrutura, complexidade, com a fruta vermelha e preta silvestre a mostrar-se em plena, especiaria fina, com taninos a marcar presença, com final de boca longo e persistente.

QUINTA DOS AVIDAGOS GRANDE RESERVA 2008 TINTO | DOURO | 15,5% | PVP 38€
TINTA RORIZ, TINTA BARROCA, TOURIGA NACIONAL
QUINTA DOS AVIDAGOS, SA
92,5 / 100
Cor rubi, média intensidade, aspecto límpido. Aroma intenso, frutos vermelhos e pretos maduros, algum licorice, barrica bem integrada, a aparecer em muito bom plano, balsâmico e fresco . Na boca mostra pujança, corpulento, grande estrutura, a mastigar-se, tanino bem firme, com fruta bem aparecida, o álcool quer porventura mostrar-se quando a temperatura sobe, mas não chega a chatear. Final longo, longo.

QUINTA DOS AVIDAGOS RESERVA 2011 TINTO | DOURO | 14,5% | PVP 11€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ, TINTA BARROCA
QUINTA DOS AVIDAGOS, SA
91 / 100
Cor granada, violetas escuros, definido e de aspecto límpido. Aromas intensos, e fruta vermelha e preta silvestre madura, notas de barrica bem integrada, tosta leve, especiaria fina e notas balsâmicas em fundo. Na boca mostra-se novo, muita garra, seco, adstringente, a secar o palato por completo e a pedir comida. A fruta vermelha e preta bem à mostra, bem ligada no conjunto, num final rico e persistente.

QUINTA DOS AVIDAGOS LENUMA 2011 TINTO | DOURO | 14,5% | PVP 25€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, TINTA BARROCA, TOURIGA FRANCA
QUINTA DOS AVIDAGOS, SA
94,5 / 100
Em primeiro lugar uma referência à curiosidade do nome deste vinho. Uma pequena homenagem à Familia Lencastre Nunes de Matos (Lenuma). Um vinho do Douro do ano 2011 de grande classe e personalidade.
Cor vermelho rubi de nuances violetas, aspecto limpo. No nariz muita elegância, muita finess, com a fruta vermelha a mostrar presença, com bela ligação da barrica à fruta, com frescura, embora novo dá já grande prazer a quem o bebe. Na boca mostra todo o seu potencial e juventude, secura do palato, fruta vermelha e preta madura, sumarento, especiarias bem ligadas, final de boca longo e persistente. Novo. A guardar na fila mais escondida da garrafeira e voltar algum tempo depois para um feliz reencontro.

QUINTA DOS AVIDAGOS VINHAS VELHAS 2012 TINTO | DOURO | ? | PVP 15€
VINHAS VELHAS
QUINTA DOS AVIDAGOS, SA
91,5 / 100
Cor rubi, vermelhão, intenso, concentrado, mais aberto no bordo do copo, de aspecto limpo. Aromas intensos, fruta vermelha e preta madura, especiado, algum licorice, com notas de tosta leve. Na boca mostra-se vivaz, mais polido, estrutura, fruta bem ligada, bem no conjunto, fresco e equilibrado, com final longo.

sábado, 19 de abril de 2014

Imperium Grande Escolha 2001 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca
Região: Douro
Teor Alcoólico: 14,5%
Produtor: Caves do Freixo, SA
Preço: 350€

Nota de Prova
Vinhas Velhas com mais de 80 anos da Quinta do Farfão deram origem a este Grande Escolha do Douro. Produção de cariz natural, muito vincado pelo próprio produtor, este é um tinto cheio de poder, estrutura e complexidade. Gastronomicamente muito poderoso e ainda cheio de vida. Apresenta cor granada ainda com boa concentração,um granada intenso e de aspecto límpido. No nariz nota-se já algum animal e couro saudável, intenso, com fruta vermelha e preta bem madura, especiado e com madeira muito bem ligada. Complexo. Na boca apresenta-se vivaz, muita vida, encorpado, com toque untuoso e macio mas sempre com taninos a marcar a sua presença. Frescura e muita fruta madura. Surpreende. Grande final de boca.

Classificação: 17,5

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Vinã Tondonia Reserva 2001 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Tempranillo, Garnacha, Graciano e Mazuelo
Região: Rioja | Espanha
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Bodegas R. Lopez de Heredia
Preço: 20€ vap

Nota de Prova
Um dos grandes vinhos da vizinha Espanha que nos brinda sempre com vinhos de alta qualidade e a um preço não proibitivo. 
Este 2001, cuja indicação do produtor é que se beba entre 2013 e 2019, está num grande momento de forma e, pasme-se, ainda novo. 
A começar pela cor. Rubi, granada ainda com boa concentração, opaco no centro, mais aberto nos bordos com nuances mais alaranjados e atijolados. 
Aromas com uma elegância espectacular, que finura, com a fruta vermelha fresca, especiado, tosta leve e com uma frescura top. Na Boca surge pujante, taninos marcantes, gordos e macios, quase que mastigável. Continua cheio de fruta, autênticos pedaços de fruta. 
Um equilíbrio e ligação especiaria e fruta que nos deixa surpresos. Grande vinho. Final interminável.

Classificação: 18

terça-feira, 11 de março de 2014

Adega Cooperativa de Vila Nova de Tazem Jaen 2001 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Jaen
Região: Dão
Teor Alcoólico: 12,5%
Produtor: Adega Cooperativa de Vila Nova de Tazem, CRL
Preço: 3,49€ vap

Nota de Prova
Dou comigo novamente no Dão e novamente com um vinho produzido numa Adega Cooperativa. O ano é o longínquo 2001, mas este vinho encontra-se nas prateleiras dos supermercados da região em boa quantidade e a um preço muito convidativo. O que me fez trazê-lo comigo num piscar de olhos. Provei e bebi um vinho que está seriamente a um custo inferior à sua qualidade. Talvez a casta ou o facto de ser proveninete de uma adega cooperativa. Não sei. Só sei que este vinho vale cada "tostão". Cor rubi, concentrado, pouca perca de intensidade e de cor pelo passar dos anos. Aromas com fruta fresca madura, floral e leve mentolado fresco com algum cacau final. Boca macia, vivaz, muita vida ainda pela frente, boa fruta, travo vegetal sadio e boa especiaria. Final de boca persistente .

Classificação: 80/100

segunda-feira, 3 de março de 2014

Quinta do Alqueve TN Syrah 2001 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Touriga Nacional e Syrah
Região: Ribatejo
Teor Alcoólico: 14%
Produtor: Sociedade Agrícola Pinhal da Torre, Lda
Preço: 35€ vap

Nota de Prova
Do produtor Pinhal da Torre habituei-me a beber dos melhores Syrah de Portugal e o facto deste ser produzido, para além da Touriga Nacional, por esta casta fez crescer em mim que seria meio caminho andado para estar na presença de um vinho de eleição. Assim foi. Um grande vinho. Apesar de necessitar de algum cuidado ao servir devido a algum sedimento no fundo da garrafa, este vinho portou-se a um elevado nível. Na cor, ainda com bastante concentração, pouco se notavam os 12 anos de vida e no plano aromático a fruta vermelha madura ainda era predominante suplantando as notas de envelhecimento que o poderiam marcar neste momento. Boca com grande vivacidade, estrutura, complexidade e equilíbrio, untuoso ao toque, macio e aveludado, com continuação de uma fruta fresca e com um final arrebatador. A ligação gastronómica com uma chanfana de vitela e cabrito assado no forno deixam saudades.

Classificação: 17,5

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Esporão Comemorou 40 Anos de Vida

No passado 27 de Setembro de 2013 a Esporão comemorou 40 anos de existência. Nasceu em Reguengos de Monsaraz fruto da vontade incondicional de produzir os melhores vinhos. Com a primeira colheita sob a marca Esporão Reserva a surgir em 1985, a Esporão alargaria, num curto espaço de tempo, a sua gama com as marcas Alandra em 1991 e Monte Velho e Vinha da Defesa em 1992. Hoje, a Esporão detém propriedades não só no Alentejo como também no Douro com a Quinta dos Murças e está presente em mais de 50 países.
 
Neste dia, ao final da tarde, na Herdade do Esporão, em Reguengos de Monsaraz, no âmbito das comemorações do quadragésimo aniversário, teve lugar uma prova especial de vinhos históricos da Esporão - 40 Years Historical Wine Tasting -  apresentada pelo Enólogo David Baverstock e, de seguida, um jantar de gala servido pelo restaurante da Herdade do Esporão em plena Adega, rodeados por barricas e acompanhados por um grupo de cantares alentejanos. Ambiente épico e que perdurará na memória por muitos anos.
 
Mas voltando á prova dos vinhos históricos, como não poderia deixar de ser, foram provadas algumas das referências desta casa, vinhos com história, com histórias e que mostraram a qualidade dos vinhos produzidos pela Esporão. Os vinhos em prova foram os seguintes:

ESPORÃO PRIVATE SELECTION 2011 BRANCO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 19,90€
SEMILLON, ANTÃO VAZ
ESPORÃO, SA
17,5
Cor amarelo citrino, bem definido e com alguns rasgos esverdeados. Nariz intenso, floral, com fruta madura de caroço como o pêssego e o alperce, madeira nova bem ligada, com alguma baunilha e tosta leve. Faz lembrar um colheita tardia. Na boca surge com acidez vivaz, perfil citrino, fino, elegante, com ligeiro herbáceo no final. Termina fresco e elegante.

ESPORÃO RESERVA 2009 BRANCO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 12,49€
ANTÃO VAZ, ARINTO, ROUPEIRO
ESPORÃO, SA
17
Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas, aspecto jovem. Aromas intensos a fruta citrina, laranjas frescas, algum mel e notas florais. Intenso. Boca com boa acidez, macio, com fruta citrina, vivaz e ligeiro toque especiado final bem ligado. Está num excelente momento de forma. 
 
ESPORÃO PRIVATE SELECTION 2008 BRANCO | ALENTEJO | 14% | PVP 19,90€
SEMILLON, MARSANNE, ROUSSANNE
ESPORÃO, SA
17,5
Cor amarelo de tonalidades dourado, palha seca, intenso. No nariz mostra-se delicado e mais discreto, tudo muito bem colocado. Fruta, madeira e floral em equilibrio. Na boca está macio, com boa acidez, num conjunto equilibrado, com notas de madeira muito bem ligadas. Final longo, fresco e elegante. Um blend mais internacional num ano clássico no alentejo.

ESPORÃO RESERVA 2004 BRANCO | ALENTEJO | 14% | PVP 12,49€
ANTÃO VAZ, ARINTO, ROUPEIRO
ESPORÃO, SA
17
Cor amarelo dourado, intenso e brilhante. No nariz aromas intensos a fruta exótica e citrica bem casadas, com frescura e elegância. Na boca mantém a frescura, muita frescura e vivacidade neste 2004 com fruta citrina, traço vegetal e especiado. Final de boca longo.
 
ESPORÃO RESERVA 1996 BRANCO | ALENTEJO | 14% | PVP 12,49€
ANTÃO VAZ, ARINTO, ROUPEIRO
ESPORÃO, SA
16
Cor amarelo de tonalidades douradas e de aspecto espesso. No nariz aromas intensos a fruta tropical, algum pêssego, fruta seca, melaço e ligeiras notas químicas. No palato revela-se um pouco já em queda, mantém um perfil equilibrado, ainda com vida e acidez, mas o final de boca cai abruptamente e desaparece rápido. 
 
QUINTA DOS MURÇAS RESERVA 2008 TINTO | DOURO | 14% | PVP 19€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, SOUSÃO, TINTA AMARELA, TINTA BARROC, TINTA RORIZ
MURÇAS, SA
17,5
Cor rubi, ligeiras nuances violeta no bordo do copo. Aromas intensos a fruta vermelha e preta madura, notas florais, algum mentolado, ervas aromáticas e boa sensação de frescura. Na boca um tinto complexo, cheio, de taninos macios, com boa acidez e e que dá vontade de ir mordiscando. Boa fruta, com boa ligação a notas mais especiadas e com profundidade de boca. Final extenso e fresco.

HERDADE DO ESPORÃO ALICANTE BOUSCHET 2008 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 21,49€
ALICANTE BOUSCHET
ESPORÃO, SA
17,5
Cor rubi, intenso e concentrado. No nariz marca a casta, com a intensidade da fruta e com o equilíbrio com as notas especiadas e de tostados leves. Surge na boca com boa acidez, com fruta em boa forma, especiado, com notas vegetais leves  no retro gosto, muito macio e cheio de vida. Termina longo e fresco.

HERDADE DO ESPORÃO TOURIGA NACIONAL 2008 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 21,49€
TOURIGA NACIONAL
ESPORÃO, SA
17,5
Cor rubi, concentrado, fechado e praticamente opaco. Nariz muito floral e com muita fruta preta madura. Bela harmonia. Madeira bem ligada, fresco, com notas de hortelã da ribeira. Na boca está vivaz, pujante, jovem, com taninos macios, toque untuoso, com perfil de frta madura, um toque mais doce, mais redondo. Final longo, persistente e fresco.
 
HERDADE DO ESPORÃO ARAGONEZ 2007 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 21,49€
ARAGONEZ
ESPORÃO, SA
17
Cor rubi, concentrado, intenso e fechado no núcleo. Mais aberto no bordo do copo, com nuances violeta claro. Nariz com boa intensidade da fruta vermelha madura, equilibrado, com notas de baunilha leves e fresco. Na boca perfil frutado, cheio de fruta fresca, marcante, seco, com vegetal a marcar pontos. Intenso, muito intenso. Um perfeito jovem.

TORRE 2007 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 99€
ALICANTE BOUSCHET, TOURIGA NACIONAL, ARAGONEZ, SYRAH
ESPORÃO, SA
18
Cor rubi, intenso e concentrado, com violetas avermelhados no bordo do copo e de aspecto jovem. Aromaticamente bem desenvolvido e evoluído, com fruta vermelha cheia de frescura, madeira com toque ainda novo, tosta ainda a marcar e sensação de frescura. Na boca ainda com a pujança de um jovem rebelde, de um menino traquina, com secura, fruta fresca, boa especiaria e todo um reboliço decorrente da sua boa juventude. A guardar para depois tirar mais prazer.

ESPORÃO RESERVA 2004 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 14,49€
TRINCADEIRA, ARAGONEZ, CABERNET SAUVIGNON, ALICANTE BOUSCHET
ESPORÃO, SA
16,5
Cor vermelho atijolado, casca de cebola. No nariz surge algum toque a fruta madura, folha de tabaco, ligeiro menta com cacau, muito interessante e complexo. Ainda pulsa com vida na boca, surpreendendo com boa acidez, alguma secura, fruta fresca, com boa especiaria e tosta bem ligada. Ligeiro cacau final.

ESPORÃO PRIVATE SELECTION 2001 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 29,49€
SYRAH, ALICANTE BOUSCHET, ARAGONEZ
ESPORÃO, SA
17,5
Cor rubi, intenso, de boa concentração no núcleo e que vai perdendo intensidade para o bordo do copo para um vermelho mais atijolado. No nariz notas mais evoluídas, muita especiaria, folha de tabaco e caixa de charuto. Na boca está em grande. Vivaz, intenso, acidez alta, com boa secura e fruta bem visivel. Tem um final espantoso, longo e fresco.

ESPORÃO RESERVA 1996 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 14,49€
TRINCADEIRA, ARAGONEZ, CABERNET SAUVIGNON
ESPORÃO, SA
16
Cor vermelho tijolo, barro, de média intensidade e concentração, mais aberto. Aroma intenso, à espera de tempo, algum bret, estrebaria, mas curiosamente... bom. Sedutor e que com o tempo de copo melhorava a cada segundo. Na boca está ainda com boa acidez, com ligeiro marcador de couro, mais suave do que no nariz. Cai rapidamente, mas ainda mostra qualidades.

O jantar contou com uma ementa harmonisada com os vinhos da Esporão. Como entrada "Um Passeio na Horta" casado com Herdade do Esporão 2 Castas 2012; de seguida a sopa "Creme de Abóbora e Salada de Pato" servido com Esporão Reserva 2011 Branco; o prato de carne chegou com o "Porco Preto Confitado e Grelhado na Grelha" ligado com o Esporão Reserva Tinto Magnum 2011; e a sobremesa "Do Convento" foi harmonisada com um Verdelho 8 anos fruto de ensaios de enologia.

Uma experiência a recordar e a pedir um elevar do copo em jeito de brinde de Parabéns a esta Casa tão importante no sector do vinho português.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Painel Reserva 2001 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Touriga Nacional, Jaen e Tinta Roriz
Região: Dão
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Caves do Freixo, SA
Preço: 10,50€ vap

Nota de Prova
Para mim uma das grande surpresa de uma noite bem acompanhada. Logo pela sua cor. Rubi, concentrado e intenso, guardando os tonalidades violetas bem definidas. 2001? Não me terei eu enganado na garrafa? Pois não. No nariz está cheio de fruta vermelha e preta silvestre bem fresca, com notas florais, -violetas-, bem casadas com algumas notas especiadas e tosta muito leve. Na boca é um vinho com corpo, cheio, muito rico e toque cremoso. Com a fruta bem viva, boa acidez e a dizer que talvez não fosse já o momento. Final de boca longo, fresco e aveludado.

Classificação: 16,5

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Quinta das Baceladas 2001 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Merlot, Cabernet Sauvignon e Baga
Região: Beiras
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: Caves Aliança, SA
Preço: 12,00€ vap

Nota de Prova
A cor deste Baceladas apresenta já algumas nuances próprias do passar do tempo. Granada já com laivos em tons de castanhos e alaranjados que não enganam. No nariz cumpre com complexidade, notas de evolução, alguma fruta passa, especiados e fumados presentes e algum couro que "saudável". Na boca está com vida, com boa acidez, taninos firmes, marcantes e continuação do já sentido no nariz, mas agora na boca. Expressão especiada, fruta madura e a presença do couro. Final longo, vivo e elegante.

Classificação: 84/100

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Pinhal da Torre | Bloggers Day: Syrah à Prova

No passado dia 3 de Novembro de 2012 tivemos mais uma vez o prazer de visitar, a convite do produtor, a Pinhal da Torre em Alpiarça. Com o Paulo Saturnino Cunha como nosso anfitrião pudemos voltar a visitar uma adega bastante mais preenchida do que a última vez, perceber os progressos efectuados passado um ano e juntar-mo-nos à mesa para num ambiente perfeitamente informal aceitarmos o desafio preparado para este dia: uma prova de vinhos da casta Syrah.
Numa espécie de "mini-batalhas" foram sendo colocados Syrah lado a lado. Qual seria o que nos agradaria mais em cada "embate"? Qual seria o Syrah que no final do dia nos deixaria de boca aberta... ou bem fechada?
O primeiro par foi o seguinte:

Quinta do Alqueve Syrah 2001
Cor rubi concentrado, escuro, opaco, de aspecto límpido. Surpreendente a cor para um 2001. Aroma com boa intensidade, fruta madura, cacau bem proporcionado,  especiado, algum carvão e madeira bem ligada, subtil. Na boca impressionou-me pela frescura e pelo perfil elegante com que se apresenta. Tudo no sitio certo onze anos depois. Soberbo. Um final longo, pleno de frescura e de elegância. (18v)

Côte Rôtie 2001
Cor de um rubi de concentração média com sinais evidentes de evolução. Aromas já algo cansados, algo batidos pelo tempo. Notas de fruta madura, cacau e alguma especiaria, mas já em queda. Na boca apesar de o sentir um pouco melhor do que no nariz, falta-lhe já a frescura que outrora deverá ter tido. Apesar de tudo esperava mais de Francês.

O Veredicto: Quinta do Alqueve Syrah 2001 (sem dúvida)

E de seguida:

Quinta de S. João Syrah 2007
Cor rubi bastante concentrado, intenso e de aspecto límpido. No nariz, fechado de inicio, algo escondido, foi abrindo com o tempo, não muito, revelando fruta vermelha madura, notas delicadas a cacau, com boa especiaria e madeira em fundo. Na boca surge com suavidade, mantendo um perfil fresco e elegante. Mais recatado no momento da prova, mas sem dúvida a prometer muito. Final de boca longo.

Quinta de S. João Syrah 2008
Cor rubi de média concentração e de aspecto límpido. Uma cor bonita, cativante, não tão concentrada como os anteriores. Aromas a fruta madura, muito directo, e dentro do mesmo perfil do anterior. Começo a ter impressão que não vai ser fácil. Na boca surge macio, corpulento, alguma untuosidade, mais fruta madura, a mesma elegância. Final longo.

Torbreck Les Amis 2006
Cor rubi de intensidade média, cor cativante e aspecto límpido. Aromaticamente muito elegante, de uma finess elevada, fruta preta madura, algumas notas fumadas e algumas mais terrosas. Na boca surge gordo, corpulento, a encher a boca, com muita fruta, acidez fina e longo comprimento final. Principal nota de destaque para a delicadeza deste vinho.

O Veredicto: Quinta de S. João Syrah 2007 (aqui a escolha não foi tão directa. Entre os Quinta de S. João, o 2007 pareceu-me o que mais garantias me dava a longo prazo; por outro lado, o Torbreck encantou-se com a sua leveza e finura)

Passámos para a etapa seguinte com:

Quinta de S. João Syrah 2009
Cor rubi, média concentração, aspecto limpo. Aromas intensos a fruta vermelha e preta bem madura, ligeiro compotado, guloso, com notas bem medidas de cacau, alguma baunilha e especiaria, e uma madeira que se sente, mas que não se liga. Harmonia. Boca pujante de vida, impetuoso, grande fruta, frescura e acidez. Será de contar com este para muitos anos. Não o considero o melhor deste dia, mas será sem dúvida aquele que me parece terá o maior potencial.

Domaine Jamet Côte-Rôtie 2009
Cor rubi, com nuances violeta escuros, concentrado. Aromas intensos a fruta vermelha madura, fruta silvestre e de árvore preta, alguma redução, presença de fumados e novamente o perfil terroso. Na boca surpreende com frescura, boa fruta, acidez equilibrada, com final de boca com notas vegetais subtis. Final longo.

O Veredicto: Quinta de S. João Syrah 2009 (influenciado pelo que espero dele no futuro e tendo em conta um perfil mais "doce" do Jamet)

Seguimos então a prova com mais três vinhos que continuaram a surpreender pela positiva. Não será demais relembrar que este é um produtor de uma região menos amada pelo consumidor, mas que a cada dia que passa mais convicto fico de que será um dos Grandes Produtores de vinho em Portugal

2 Worlds 2009 Reserva
Cor rubi, concentrado, nuances violetas no bordo do copo e aspecto límpido. Nariz exuberante, muita fruta vermelha madura, notas vegetais bem ligadas e toque especiado a compor.  Boca macia, redondinho, com continuidade da fruta vermelha madura, equilibrado e de final longo e elegante.

2 Worlds 2009 Premium
Cor rubi escura, concentrado, opaco, direi mesmo retinta. Aspecto límpido e sólido. Aromas intensos a fruta vermelha e preta madura, notas de redução bem ligadas com a madeira. Na boca está um portento, mastigável, gordo, com uma fruta deliciosa, apetece começar a trincar. Algo cru, mas que já encanta e com mais uns anos de garrafa será sem dúvida a não perder.

Alqueve 2009
O SE surge em pézinhos de lã, mas, no final acaba por conquistar os presentes. Cor rubi, directa e de aspecto límpido. Aromas perfumados, fruta silvestre madura, toque a compota, licor e redução, tudo a puxar pela nossa curiosidade, complexo e cativante. Na boca mostra equilibrio, estrutura, fruta bem doseada, de grande delicadeza e elegência. Um final persistente, fresco e elegante.

Todos este vinhos acompanharam depois à mesa uma sopa de pedra "fabulástica" e provaram serem também excelentes escolhas para fazer companhia a este prato tão tradicional. A ligação do bom vinho, boa  gastronomia e boa companhia fazem momentos como o deste dia.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Prova Especial de Vinhos do Porto da Ramos Pinto na Quinta de Ervamoira

No passado dia 22/04/2011, no decurso da visita à Quinta e Museu de Ervamoira, efectuei, a convite, uma prova especial de Vinhos do Porto da Ramos Pinto. Mais uma vez, agradeço à Sónia Teixeira toda a disponibilidade e amabilidade que teve connosco durante toda a tarde.

RAMOS PINTO QUINTA DE ERVAMOIRA PORTO 10 ANOS TAWNY
ADRIANO RAMOS PINTO
17,5
Cor tijolo, com laivos esverdeados no bordo do copo. Aromas intensos a casca de laranja, ameixa passa e algum melaço. Em fundo o bom casamento com a madeira resulta num suave baunilhado. Na boca é untuoso, gordo, muito polido e suave. Continuamos a ter a presença da fruta e da casca de laranja confeitada. Final de boca longo, persistente e frutado.

RAMOS PINTO QUINTA DO BOM RETIRO PORTO 20 ANOS TAWNY
ADRIANO RAMOS PINTO
18
Cor muito bonita, um âmbar alaranjado bem definido, com rasgos de leves esverdeados e de lágrima persistente. Os aromas são intensos, vivos, com presença de fruta passa e fruta seca em abundância, alguns tostados, caramelo da régua e mesmo grão de café. Sente-se um leve iodado também muito interessante. Na boca é excelente. Corpo, estrutura, equilíbrio, fruta seca, acidez e álcool bem medido. Tudo em perfeita harmonia. Um portento este 20 anos. O melhor da tarde.

RAMOS PINTO PORTO LATE BOTTLED VINTAGE 2001
ADRIANO RAMOS PINTO
17
Cor rubi/vermelho opaco e profundo com aromas a fruta vermelha e preta madura, algum figo, casca do figo e com notas leves de madeira. Na boca é muito suave, aveludado, percebendo-se um equilibrio notável entre todas as partes. Com corpo e vivacidade para uma evolução em grande O final de boca é longo, persistente e muito suave.

RAMOS PINTO PORTO TAWNY RESERVA ADRIANO
ADRIANO RAMOS PINTO
16,5
Cores de tonalidade avermelhado e alaranjado, de aspecto límpido. No nariz é intenso com notas de fruta fresca predominantemente vermelha e com os aromas a frutos secos e alguns balsâmicos a aparecer com boa harmonia. Algum caramelo no final do copo vazio e notas a folha de tabaco. Na boca é profundo, licoroso, com um excelente equilíbrio de doce e álcool, muito suave, mas acima de tudo, elegante.

RAMOS PINTO PORTO RUBY RESERVA COLLECTOR
ADRIANO RAMOS PINTO
16,5
Cor de tonalidade avermelhado escuro do centro para os bordos do copo num avermelhado mais claro. Límpido e brilhante. no nariz muita fruta vermelha madura, macerada e compota. Na boca apresenta-se com uma estrutura licorosa, com presença da fruta, equilibrado e com boa acidez. Final de boca de média persistência.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Quinta Do Monte D'Oiro Têmpera 2001 - Tinto

Quinta d Monte D'Oiro Têmpera 2001
Data da Prova: 1 Janeiro 2010

Características
Tipo:
Tinto
Castas: Tinta Roriz

Região: Estremadura
Teor Alcoolico: 13 %
Produtor: José Bento dos Santos
Preço Médio: 32€

Acerca do Vinho (Rótulo)
É a têmpera que transforma o ferro humilde no nobre aço. E é a têmpera que molda o carácter ao Homem. Eis o TÊMPERA, nascido no "terroir" da Quinta do Monte D'Oiro. Com têmpera. Com nobreza. Com carácter. Este vinho deve atingir o seu auge 6 a 8 anos depois do ano de colheita, podendo, no entanto ser apreciado a partir de meados de 2004.

Prova
Este vinho surpreendeu-me. Apesar de já terem passado 9 anos, revela perfil e força suficiente para aguentar mais dois ou três anos com envelhecimento de qualidade. A cor granada que apresenta é limpa e luminosa e o aroma é delicioso. Na boca sente-se a pujança deste vinho. Tem um final de bastante duradouro e, talvez devido ao estagio em barricas de madeira nova, o travo a madeira é bastante suave. Dos melhores que já provei com esta quantidade de anos.

Classificação: 17,5

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Quinta do Carmo 2001 Tinto

Quinta do Carmo 2001
Data da Prova:
16 Agosto 2009


Características
Tipo:
Tinto
Castas:
Aragonês, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Syrah, Trincadeira e Castelão
Região: AlentejoTeor Alcoolico: 14%
Produtor: Sociedade Agricola Quinta do Carmo SA
Preço Médio: 12,5€ a 15

Acerca do Vinho (Rótulo)

Os antigos vinhedos deram a notoriedade aos vinhos da Sociedade Quinta do Carmo, S.A. Desde 1992, os Domaines Barons de Rothschild (Lafite) e, mais tarde, o sócio Senhor Comendador José Berardo, levaram à propriedade o seu renascimento, sendo acompanhado de novas plantações e de uma adega renovada. Plantadas em terrenos argilo-xistosos, as castas Aragonês, Alicante Bouschet, Trincadeira e Castelão, complementadas agora com Cabernet Sauvignon e Syrah no vinho da Quinta do Carmo, com renome pela sua concentração e elegância. Os métodos de cultura e vinificação respeitam a tradição com integração das novas tecnologias que permitem exprimir o melhor da tipicidade do Alentejo. O vinho passa por um estágio de um ano em barricas de carvalho francês, antes de ser engarrafado na Quinta.

Prova
Apresenta uma cor rubi muito escura, demonstrando muita concentração. Os aromas são também bastante marcados a frutos maduros e uma leve presença a madeira que se pode dever ao facto de ter tido um estágio em Carvalho Francês de um ano. O final é persistente, mas de uma complexidade acima da média. Gostei deste vinho, principlamente da persistência do paladar e do aroma verdadeiramente a frutos vermelhos.

Companhia
Acompanhou Frango à Brás no Forno

Classificação: 15/20