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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Domäne Serrig Vogelsang Kabinett 2021 Branco

DOMÄNE SERRIG VOGELSANG KABINETT 2021 BRANCO | MOSEL (GER) | 9,5% | PVP  105,90€
RIESLING
DOMANE SERRIG
18,5

Há vinhos que se compram pela história, sem os conhecermos e outros que só nos conquistam quando pela primeira vez nos cai no copo . Quando soube que o icónico produtor Markus Molitor tinha assumido as rédeas da histórica propriedade Domäne Serrig, uma jóia fundada pelo Kaiser Guilherme II em 1904 no vale do Saar, a minha curiosidade disparou e a oportunidade de o fazer chegar à mesa num jantar temático foi gatilho suficiente para que o momento tivesse lugar. Apesar de nascido num ano fresco e clássico, este não me pareceu um Kabinett comum. O que me fascinou nele foi um estado de equilíbrio quase impossível entre uma subtil doçura frutada deliciosa, mas que imediatamente é dominada por uma acidez elétrica e uma mineralidade salina tão profundas que o vinho parece levitar na boca de forma a nos prender a atenção do primeiro ao último segundo. 
À mesa esta salinidade crua leva-me de imediato para um casamento com o mar, umas vieiras salteadas na manteiga ou a acompanhar a frescura cítrica de um ceviche de robalo, mas também penso da cozinha asiática e num caril tailandês aromático, com leite de coco no qual a ligeira doçura do vinho acalma o picante, enquanto as notas cítricas dão vida aos sabores orientais.
Cor amarelo citrino muito aberto e luminoso, reflexos esverdeados brilhantes, aspecto límpido e jovem. No nariz, a primeira impressão é de uma pureza quase cirúrgica, muito contido, não mostrando fruta primária de forma exuberante e evidente, revelando antes uma mineralidade fumada avassaladora, que evoca pedra lascada, pólvora e a ardósia molhada. À medida que o vinho respira, começam a emergir notas cítricas vibrantes de lima e toranja, acompanhadas por nuances subtis de maçã verde, pêssego e um delicado toque de flor branca, mantendo um registo muito elegante e fino. Na boca, a experiência atinge outro patamar com um primeiro ataque incrivelmente leve, mas longe de mostrar qualquer tipo de fragilidade ou falta de tensão, oferecendo a doçura natural da uva, que não se sobrepõe em momento algum, surgindo perfeitamente integrada e quase camuflada por uma acidez elétrica e cortante, que nos faz salivar instantaneamente, acompanhando a pegada salina e mineral profunda do seu perfil, onde a fruta cítrica fresca serve de fio condutor e nos conduz  a um final de boca incrivelmente longo, limpo e focado.

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Max Müller I Volkacher Ratsherr Kabinett Trocken 2009 Branco

MAX MÜLLER I VOLKACHER RATSHERR KABINETT TROCKEN 2009 BRANCO | FRANKEN (ALE) | 12% | PVP  9,50 €
SILVANER
MAX MÜLLER I
16

A casta Silvaner, uma das mais antigas que se tem conhecimento e ainda com bastantes vinhas plantadas para produção de vinho, é a base para este branco de 2009 que se mostra aqui ainda bastante jovem e na linha do perfil desenhado para os seus objectivos, mantendo-se leve, fácil de beber e bastante seco. Na minha opinião um vinho mais para começar uma refeição, com entradas e pratos que não lhe ganhem em complexidade.
Cor amarelo citrino intenso, tonalidade palha, aspecto límpido, demonstrando alguma da sua idade. No nariz contradiz um pouco a análise visual, mantendo as notas de fruta madura, citrinos e pomar, faceta mineral vincada e com nuances ligeiramente petroladas que nos poderiam levar para a casta riesling. Na prova de boca mostra-se também bem de forma, perfil seco, persistente, conjunto elegante e leve, com a fruta a mostrar-se ainda fresca, equilibrado e com término de boca longo. 

terça-feira, 23 de março de 2021

Dönnhoff Kreuznacher Krötenpfuhl Riesling Kabinett 2018 Branco

DÖNNHOFF KREUZNACHER KRÖTENPFUHL RIESLING KABINETT 2018 BRANCO | NAHE (ALEMANHA) | 9,5% | PVP  15,40€
RIESLING
WEINGUT HERMANN DÖNNHOFF
17,5
 
A simplicidade, leveza e elegância de um Riesling Kabinett muito bem feito, ainda muito jovem, mas já com todas as notas que se procuram encontrar neste tipo de vinho.
Cor amarelo citrino, aberto, pouca concentração, tonalidade levemente esverdeada, aspecto límpido e brilhante. Aromas a fruta de polpa amarela madura, citrino mais verde, bergamota, notas de petróleo evidentes, candeias antigas, oficina automóvel, lado mineral, pedra lascada, siléx, fresco. Boca com algum volume e untuosidade, corpo médio, docura bem medida, bem acompanhada por uma acidez vibrante, que seca o palato e a gengiva, com a fruta a mostrar-se parte do conjunto, sem se desligar, fazendo parte de um conjunto harmonioso, uno e de longo final.
Uns tacos de carne de vaca ou de porco com um travo mais picante fará uma bela ligação, assim como pratos de cozinha asiática ou um caril de legumes ao ponto.