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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Kopke Porto Colheita 2005

KOPKE PORTO COLHEITA 2005 | PORTO | 20% | PVP  42€
BLEND CASTAS DOURO
SOGEVINUS FINE WINES, SA
ENGARRAFADO EM 2025  
18,5

Ano de colheita terminado em 5 é sempre motivo de alguma excitação extra anterior à abertura e prova de um Vinho do Porto. É um número mágico que carrega consigo uma mística muito especial, frequentemente associada à produção de colheitas lendárias e que assenta em dois motivos principais: a coincidência climática e histórica e a reconhecida Regra dos 5 Anos que dita o ritmo dos Tawnies de Idade.
Em termos vitivinícolas, 2005 no Douro é recordado como um dos anos mais extremos, desafiantes e, em última análise, gratificantes da história moderna da região. Ficou marcado na memória dos viticultores por uma seca extrema e prolongada, que testou a resiliência das videiras a limites quase nunca vistos. Deste modo, o Vinho do Porto viveu um cenário curioso pois 2000 e 2003 tinham sido declarações Vintage massivas e clássicas no mercado, fazendo com que poucas casas avançassem com uma declaração geral de Vintage Clássico em 2005. Assim, o brilho deste ano encontra-se precisamente nos Porto Colheita como é este da Kopke.
Exuberante e de extrema riqueza para os sentidos, beneficia ainda do engarrafamento recente que lhe conferiu uma frescura surpreendente, uma vivacidade cítrica e uma energia vibrante que contrastam magnificamente com as suas notas maduras de frutos secos e especiarias exóticas. A ligação à mesa será certeira escolhendo sobremesas à base de caramelo, frutos secos e especiarias ou, numa aproximação por contraste, com queijos de média intensidade. 
Cor âmbar definido, nuances acobreadas com pitada avermelhada, subtis reflexos alaranjados nas bordas do copo, luminoso, profundo e brilhante. Plano aromático complexo e sofisticado, sobressaindo a envolvência dos frutos secos, onde as passas de uva e os figos secos se entrelaçam com nuances de noz e avelã torrada, tudo isto acompanhado por notas elegantes de especiarias doces, como a canela e a baunilha. Na boca, revela toda a sua magia, com textura sedosa, aveludada e cheia, preenchendo o palato com uma doçura rica e equilibrada de fruta cristalizada e caramelo, sem sucumbir à densidade exagerada, mas com uma frescura e finesse notáveis, muito por meio da vertente cítrica arrebatadora, acidez vibrante que corta a doçura e estende o final de boca de forma quase infinita.

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

São Domingos 2005 Branco

SÃO DOMINGOS 2005 BRANCO | DÃO | 13% | PVP  9 €
BICAL, ENCRUZADO, MALVASIA FINA
CAVES DO SOLAR DE SÃO DOMINGOS, SA
17

A advertência tem de ser feita. Os vinhos precisam de tempo, provavelmente não tanto como neste caso, mas precisam de tempo. Este branco, à beira dos 20 anos, mostra como o sono longo e cuidado só lhe trouxe coisas boas. Está com uma finura incrível, tudo arrumado e sem notas gastas do tempo. Surpreende e dá um prazer enorme a beber.  A companhia não podia ser mais acertada. Um caldeirada de peixe com tudo o que ele pedia.
Cor amarelo com nuances douradas, reflexos luminosos, aspecto límpido, dando nota de idade, embora não apontando para os quase 20 anos. Nariz elegante, citrinos e tropicais contidos, cera de abelha, limão e mel, pedra molhada, frescura granitica. Boca de médio volume, incrivel momento de forma, textura macia bem acompanhada de acidez fina, persistente e crocante, ainda dando a fruta, fresco, prazeiroso, final de boca longo.
(prova em 2024)

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Messias Porto Colheita 2005

MESSIAS PORTO COLHEITA 2005 | PORTO | 19,5% | PVP  26€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA BARROCA, TINTA RORIZ, TINTO CÃO
SOCIEDADE AGRÍCOLA E COMERCIAL DOS VINHOS MESSIAS, SA
ENGARRAFADO EM 2019
18
 
Ano seco e de produção comedida, não declarado como de colheita Vintage, com perfil bastante jovem, fresco, harmonioso e a dar muito prazer a beber quer a solo, quer acompanhado de frutos secos torrados com sal, doçaria à base de amêndoa ou de maça com alguma canela como o meu crumble da dita cuja.
Cor âmbar de média intensidade, ligeira casca de cebola, dourados no bordo do copo, aspecto límpido, lágrima persistente. Aromas a frutos secos, nozes, tostado leve, caramelo presente mas discreto, alguma fruta passa, figo seco, alperce, algum melaço, fruta confitada, casca de laranja, perfil fresco e jovem. Na boca mostra boa textura, macio, sumptuoso, veludo, com doce bem casado ncom a acidez retemperadora, notas de fruto seco e passa, tanino presente, harmonioso, longo final, em grande forma. 
Num óptimo momento para se beber já, mas também com potencial de guarda.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Gaeiras Colheita Seleccionada 2005 Tinto

GAEIRAS COLHEITA SELECCIONADA 2005 TINTO | ESTREMADURA | 14% | PVP  -€
TOURIGA NACIONAL, SYRAH, ARAGONEZ
GOANVI, LDA
16,5

As garrafas nas garrafeiras pessoais às vezes teimam em manter-se por lá durante alguns anos sem que nos despertem a curiosidade. Neste caso, posso dizer que foi fortuito o seu encontro. Fui à procura de um vinho com alguma idade para juntar ao piano que se aprontava no forno. Não desiludiu. 
Cor vermelha com tonalidade alaranjada, casca de cebola, média concentração, aspecto límpido. No nariz os aromas a fruta mostram-se já com alguma nota de maceração, fruto vermelho, ginja, amora silvestre, com algum floral bem medido, especiaria, pimenta preta, lado balsâmico, algum bosque, equilibrado e envolvente. Boca com vivacidade, estrutura e volume, - melhor neste plano-, com acidez muito bem colocada e uma fruta ainda nitida e bonita, tanino seguro, polido, mas sem se esconder, harmonioso, final de boca longo.  
Aptidão enorme para comida de forno, carne com tempero, molho, gordura, bebe-se rapidamente.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Quinta da Bica 2005 Tinto

QUINTA DA BICA 2005 TINTO | DÃO | 14% | PVP  7,50€
TOURIGA NACIONAL, ALFROCHEIRO, TINTA RORIZ
QUINTA DA BICA SOCIEDADE AGRICOLA, LDA
15,5

Ao beber este vinho até parece que o ano 2005 foi ontem. Certos vinhos de determinadas regiões parecer ter o condão de passar por um sono de beleza que os transforma em vinhos diferentes de quando novos, mas que dão muito prazer a beber.
Cor vermelho intenso, média concentração, tonalidades ainda com pouca nota da sua idade, alguns leves alaranjados e acastanhados, limpo. No nariz a fruta mostra ainda a sua graça, fruta preta, ameixa e amora, alguma ginja, notas frescas de bosque, pinheiro, algum terceário, bem ligado e discreto. Na boca revela-se em boa forma, cheio de vida, acidez bem medida, envolvente, a secar gradualmente o palato, tanino polido, mas presente, dormitou muito bem, com um comprimento final longo e elegante.
Quem bem lhe ficava o cabrito assado ou uma vitela de Lafões.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Quinta das Bágeiras Abafado 2005

QUINTA DAS BÁGEIRAS ABAFADO 2005 | BAIRRADA | 20% | PVP  37€
BAGA
MÁRIO SÉRGIO ALVES NUNO
17

O vinho licoroso Abafado parece ser o parente pobre deste tipo de vinhos. Porto, Madeira e Moscatel são aqueles que logram ter mais destaque no mercado e nas escolhas do consumidor, mas o facto é que não é preciso procurar muito para encontrar Abafados de elevada qualidade.
O Abafado da Quinta das Bágeiras é um bom exemplo disso. Bairradino, fiel à casta Baga, datado, revela uma bela estrutura, intenso, com uma acidez marcante e uma envolvência dos sentidos adminrável.
Cor âmbar escura, intenso, aspecto limpo, deixando lágrima chorosa no copo. No plano aromático revela notas de fruta passa, essencialmente frutos vermelhos e pretos, como a ameixa, cereja e a tâmara, mas também com o figo seco ou damasco, ligação equilibrada, mostrando complexidade e intensidade no conjunto. Boca com estrutura, untusidade qd, sem ser demasiado doce, com acidez equilibradora e refrescante, mantendo a envolvência da fruta e percebendo-se a qualidade da aguardente que foi utilizada para a sua produção. Final de boca rico, envolvente e prolongado.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Quinta dos Carvalhais Colheita Seleccionada 2005 Branco

QUINTA DOS CARVALHAIS COLHEITA SELECCIONADA 2005 BRANCO | DÃO | 13,5% | PVP  7€
ENCRUZADO, VERDELHO
SOGRAPE VINHOS, SA
16

Sabe bem recuar uns anos no tempo. Este é um branco que ficou na garrafeira esquecido de propósito. Adoro bebe-los com mais uns anos de garrafa, com esta evolução, no ponto, são apaixonantes, muito versáteis à mesa e excelentes para uma boa conversa. Assim foi este.
Cor amarelo com nuances douradas intensas, aberto e limpo. No nariz revela ainda aromas a fruta tropical madura, alguma manga, fruta citrina, casca de laranja, fruto seco, alguma cera de abelha, intenso e fresco. Boca com largura, volume, com excelente vivacidade, cremosidade e uma acidez acutilante a dar pontapés nisso tudo, fruta de polpa amarela madura, alguma toranja, envolvente, com final de boca longo, fresco.  Que bela evolução.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Montes Ermos 2005 Tinto

MONTES ERMOS 2005 TINTO | DOURO | 14% | PVP  3,99€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, TOURIGA FRANCA
ADEGA COOPERATIVA DE FREIXO DE ESPADA À CINTA, CRL
79 / 100

Irra que rótulo difícil de ler! Esta é a primeira nota a reter. Ainda bem que com o passar das colheitas houve evolução neste aspecto.
Este é mais um daqueles casos que devido a má gestão de uma garrafeira de restaurante nos vem parar ao copo um vinho realmente interessante e a um custo muito justo. Esquecido "no buraco" e descoberto à minha mesa.
Ainda preservando matizes avermelhadas, com ligeira notas alaranjadas, média intensidade e de aspecto limpo. Aromas intensos a fruta silvestre preta, muita amora silvestre, barrica completamente ligada, boas notas especiadas e ainda fresco. Na boca mostra-se cheio de vida, ainda para as curvas, boa acidez e frescura, com fruta madura perceptível e longo de final de boca.
Não é a nota que mais interessa neste caso, mas o prazer que deu a beber e sem dúvida a surpresa por ver um colheita da Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta neste momento de forma.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Tinto Da Talha Grande Escolha 2003 - 2010 - A Vertical

A Roquevale criou o Tinto da Talha Grande Escolha como um vinho de um patamar superior, para ocasiões especiais, com um percurso já longo de colheitas, com mudança de perfil em alguns anos com a alteração das castas que o compõem, mas mantendo sempre um perfil de elevada qualidade e de ligação de ano para ano. A Enóloga Joana Roque Vale assegura de 1996 a sua assinatura nos vinhos deste produtor.


TINTO DA TALHA GRANDE ESCOLHA 2003 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 7,49€
TOURIGA NACIONAL, ARAGONÊS
ROQUEVALE, SA
90 / 100
Cor vermelhão de média intensidade, ainda conserva nuances mais jovens apesar da idade e de aspecto limpo. No nariz a fruta aparece ainda muito boa, cheio de frescura, com uma notas de couro muito leves, sem chatear, que vão desaparecendo com o tempo de copo e dando muito boa expressão aromática. Na boca surge cheio de força, grande acidez, vivaz, com volume médio, ainda com fruta fresca, ligeira secura no final de boca, com bom comprimento. Muito boa surpresa.

TINTO DA TALHA GRANDE ESCOLHA 2004 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 7,49€
SYRAH, TOURIGA NACIONAL
ROQUEVALE, SA
90 / 100
Cor granada de média intensidade, mais fechado no núcleo, com algumas nuances mais acastanhadas, aspecto limpo. No nariz encontra-se de inicio mais fechado e com aromas um pouco químicos. Vai limpando com o tempo aparecendo a fruta vermelha madura, notas de cacau, ligeiro herbáceo e terroso. Bom volume de boca, acidez equilibrada, mais redondo, fruta bem perceptível, cereja preta, amora bem madura, notas de barrica muito bem integradas e um final de boca extenso e muito elegante.

TINTO DA TALHA GRANDE ESCOLHA 2005 TINTO | ALENTEJO | 13% | PVP 7,49€
TOURIGA NACIONAL, ARAGONÊS
ROQUEVALE, SA
88 / 100
Cor granada, com leves nuances laranjas e acastanhados, menos intenso, mais aberto e de aspecto limpo. Aromas a fruta vermelha madura, ligeiras notas vegetais frescas, floral, nota-se mais a baunilha em fundo num perfil com frescura. Perfil frutado na boca, salta logo à atenção, com volume médio, acidez equilibrada, notas de estágio em madeira bem ligadas. Final de boca longo e fresco. Pede uma carne grelhada.

TINTO DA TALHA GRANDE ESCOLHA 2006 TINTO | ALENTEJO | 13% | PVP 7,49€
SYRAH, TOURIGA NACIONAL
ROQUEVALE, SA
88 / 100
Cor granada, vermelhão mais aberto, ligeiros alaranjados e de aspecto limpo. Nariz discreto,  notas de cereja madura, algum licorice, erva seca. Na boca surge com volume médio, alguma adstringência, com uma carga vegetal um pouco mais evidente que a fruta vermelha, tapando-a um pouco. O final de boca é longo.

TINTO DA TALHA GRANDE ESCOLHA 2007 TINTO | ALENTEJO | 13,5% | PVP 7,49€
SYRAH, ALICANTE BOUSCHET
ROQUEVALE, SA
89 / 100
Nesta colheita aparece pela primeira vez o Alicante Bouschet. Cor rubi de média concentração, mais intenso e de aspecto limpo. No nariz a fruta vermelha aparece com boa expressão, algumas notas a couve cozida, especiarias, balsâmico e mesmo leve cacau. Boca com vigor, vivaz com boa acidez, tanino presente e marcante, com fruta vermelha fresca, boa especiaria, com toque ligeiro de rebuçado de fruta no final de boca.

TINTO DA TALHA GRANDE ESCOLHA 2008 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 7,49€
ARAGONEZ, ALICANTE BOUSCHET
ROQUEVALE, SA
91 / 100
Cor rubi concentrado, fechado no núcleo, de aspecto limpo. Aromas intensos a fruta vermelha madura, mais adocicado, mais geleia, especiaria a aparecer por detrás da fruta, balsâmico, fresco. Cheio de estrutura e complexidade, tanino presente, mas mais macio e aveludado, algo untuoso, com fruta madura a mostrar-se com qualidade, com grande equilíbrio e sem que o álcool se mostre nefasto ao conjunto. Final de boca persistente e cheio.

TINTO DA TALHA GRANDE ESCOLHA 2009 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 7,49€
TOURIGA NACIONAL, ALICANTE BOUSCHET
ROQUEVALE, SA
90 / 100
Cor rubi intenso, aspecto jovem, limpo e cativante. Aromas a fruta vermelha madura, mais quente, com boas notas especiadas, azeitona verde cortada, baunilha presente num perfil fresco. Na boca surge equilibrado, com acidez inicial com boa expressão, macio de textura, fruta vermelha fresca, uma especiaria leve num final um médio longo.

TINTO DA TALHA GRANDE ESCOLHA 2010 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 7,49€
ARAGONEZ, TOURIGA NACIONAL
ROQUEVALE, SA
90 / 100
Colheita que actualmente está no mercado. Cor rubi, vermelho com bonitos violetas, de concentração média e de aspecto limpo. Aromas limpos e de boa intensidade, fruta vermelha madura com boa expressão, alguma cereja, ginja, com bom equilíbrio entre a carga da fruta e o toque vegetal, cheio de frescura e nada chato. Boca jovem, cheia de pujança , boa acidez e nervo. Tanino com vigor, fruta bem sumarenta e bem ligada com notas especiadas e algum vegetal. Boca longa e a pedir que se retome o copo.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Sidónio de Sousa Garrafeira 2005 Tinto

SIDÓNIO DE SOUSA GARRAFEIRA 2005 TINTO | BAIRRADA | 14,5% | PVP  24,50€
BAGA
DULCINEA DOS SANTOS FERREIRA
93 / 100

Deste já não há mais - como diria o outro -. Bebam-se as últimas garrafas das 4800 produzidas que igual a este não beberemos outro.
Proveniente da última colheita das vinhas centenárias da casta Baga da Figueira da Costa (Ancas) e que depois foi arrancada.
Um vinho icónico da região da Bairrada e uma verdadeira pérola intemporal da casta Baga. Estamos a beber história e a participar dela. Cerca de dez anos de vida na garrafa e continua um jovem.
Atente-se na cor, rubi intenso e concentrado, sem perder a sua profundidade. No nariz mostra-se a intensidade da fruta vermelha madura, numa ligação perfeita com notas de cacau, folha de tabaco, um refrescante mentolado, especiaria fina e alguma evolução que aprecio. Na boca continua cheio de força, corpulento, ainda bruto e pouco domado, cheio de complexidade e de estrutura. A fruta está toda lá, o estágio em barrica, as notas especiadas, apimentado fino, largura e profundidade.
Grande vinho!

quinta-feira, 10 de março de 2016

Quinta de Arcossó 2005 Tinto

QUINTA DE ARCOSSÓ 2005 TINTO | TRÁS-OS-MONTES | 13% | PVP  7,90€
TINTA AMARELA, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ
QUINTA DE ARCOSSÓ - SOC VITIVINÍCOLA, LDA
16,5

Este vinho provém de uma vinha localizada na micro região da Ribeira de Oura, cultivada numa encosta de média altitude, exposta a sul, com cerca de 20% de declive e num solo de origem granítico.
Garrafa perdida na minha garrafeira, como tantas outras que vão ficando esquecidas por razões muitas das vezes desconhecidas, mas que quando re-descobertas nos trazem sempre algo de interessante para experimentar.
Assim foi este o caso. Ano 2005 e reparem na cor do vinho. Retinta e fechada. Parece que o tempo não passou por ali. Também no nariz e na boca mostra estar em boa forma. Se no nariz a fruta vermelha está ainda saliente, com notas vegetais, giesta, mato rasteiro e muita frescura, na boca está ainda cheio de força, cheio de raça e uma frescura surpreendente. Que prazer! .

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Quinta do Javali Old Vines | De 2005 a 2012 A Vertical Que Se Pedia

A Quinta do Javali situa-se na margem esquerda do Rio Douro, em Nagoselo do Douro, São João da Pesqueira. Vinhas com declive acentuado, com cerca de 20 hectares onde dominam as castas mais habituais da Região do Douro, ou seja, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Tinto Cão.
A produção incide sobre os Douro DOC e os Portos. Daqui saem vinhos que se adequam bem ao nome da quinta, cheios de força, muito tanino marcante e muito virados para a mesa da cozinha desta região. Para além disso, vinhos com um potencial de guarda imenso. 
O Old Vines (Vinhas Velhas) é uma das gamas DOC Douro da Quinta do Javali com mais anos de existência e com mais consistência de colheita para colheita. Sempre feitos em lagar com pisa a pé, a uva é numa primeira fase seleccionada na vinha e depois, novamente, na adega. O vinho, antes de passar às luzes do mercado estagia durante 20 meses em barrica de carvalho francês. 
Confesso, deste já, que este é um dos tintos que tenho na minha lista de vinhos com a etiqueta de "Obrigatório Para Qualquer Enófilo", pelo que, fazer uma vertical onde apenas faltaram as colheitas de 2004, porque está esgotado até no produtor, e 2006, porque não houve colheita Vinhas Velhas neste ano, foi algo de solene.

Impressionaram-me o 2007 e o 2011 por tudo aquilo que demonstram ainda ter e o 2012 pelo potencial que demonstrou ter. Todos eles com o carácter e perfil que reconheço a estes vinhos. Vinhos para durar, para serem bebidos durante muito tempo e com uma vertente gastronómica excelente.

O Quinta do Javali Vinhas Velhas 2005  demonstra ainda jovialidade pela cor rubi de concentração média com aromas ainda cheios de fruta madura e frescura surgindo na boca vivaz, corpulento, ligeiramente amaciado pelo tempo,mais redondo, mas com 10 anos em cima e sem revelar a sua idade por completo.
Por seu lado, o  Quinta do Javali Vinhas Velhas 2007, uma pouco à semelhança do 2005, apresenta cores ainda muito jovens, marcado por nuances violáceos, e núcleo concentrado. Aromaticamente complexo, elegante, com fruta e notas do estágio em barrica perfeitamente ligadas. Palato vivaz, corpulento e cremoso, apetece mastigar.  Repito. Para durar e durar na garrafeira, escondido, para fugir à tentação.
Com o Quinta do Javali Vinhas Velhas 2008 uma colheita mais quente. A mesma jovialidade, no entanto com fruta mais madura tanto no nariz como na boca. Pareceu-me mais pesado, menos intenso e mais curto que os restantes. Não deixando de ser um grande vinhas velhas foi aquele que menos me cativou.
Passando ao Quinta do Javali Vinhas Velhas 2009 de cor granada e violetas escuros bem definidos e intensos. No nariz marca a fruta vermelha e preta bem madura, complexo, desafiante, tostados e especiarias em evidência, algum cacau e caixa de tabaco. Na boca surpreende, cheio, cremoso, enche-nos completamente a boca e dá vontade de mastigá-lo, trincá-lo, sentir toda a sua fruta, num equilíbrio notável.
O Quinta do Javali Vinhas Velhas 2010 mostra-se novo de cor, praticamente opaco, intenso e concentrado. Aromas com bastante fruta preta, tostados bem ligados, especiarias e novamente notas de cacau, folha de tabaco e pico de frescura a elevar o conjunto. Na boca os taninos marcam presença, dizem presente e continuam a dizer que lá estão. Enche o palato, arrebata-nos com o qualidade da fruta e com o equilíbrio e elegância que apresenta apesar de pensarmos na força do Javali.
O Quinta do Javali Vinhas Velhas 2011, para mim um dos que está num momento de excelência a par com o 2007, mostra cor rubi, de violetas carregados e opaco. No nariz fruta vermelha e preta a mostrar-se bem ligada com a madeira, floral e fresco, alguma giesta, perfumado. Boca demonstrando elegância, a fruta está fresca, intensa, tostados bem ligados, grande equilíbrio, complexidade e garante de satisfação.
Por último o Quinta do Javali Vinhas Velhas 2012 que se apresenta ainda criança. Respira juventude desde a sua cor, completamente opaco e retinto, à prova de boca, ainda com taninos muito marcados, adstringentes, a secar por completo a boca e a fazer-nos sorrir em antecipação daquilo que será com mais algum tempo de descanso na garrafa. Auspicio de grande evolução e mais um Vinhas Velhas com a raça e força do Javali.
_______________________________________________
QUINTA DO JAVALI OLD VINES/VINHAS VELHAS
TINTA RORIZ, TOURIGA NACIONAL, TINTO CÃO, TOURIGA NACIONAL
DOURO | TINTO
SOCIEDADE AGRÍCOLA QUINTA DO JAVALI, LDA
PVP: 38€ (colheita actual no mercado 2012)

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

ECVS Lisboa 2015 | Tokaj Classic Uma Viagem aos Vinhos Doces da Hungria



O Encontro Com Vinho e Sabores de Lisboa deste ano, em conjunto com a Garcias, proporcionou uma oportunidade única de prova de alguns vinhos da Tokaj Classic, adicionando a mais valia de contar com uma verdadeira aula de vinhos Tokaji pelo bem disposto András Bruhács da Tokaj Classic.

Os vinhos Húngaros da região de Tokaj sempre foram muito valorizados no passado, era um vinho que as casas reais faziam questão em ter, um vinho bastante reputado e considerado como dos melhores do mundo. O século XX trouxe porém alguma estagnação na produção deste tipo de vinho e chegou mesmo, durante algum tempo, a cair no esquecimento.
Assim, foi já nos anos 90, que András Bruhács, Martin Schneider e Carl Gustav Settelmeier, amigos e colegas de profissão como músicos, decidiram comprar esta velha casa de produção de Tokaj, modernizá-la  e criar a Tokaj Classic que conhecemos hoje.Vinhos doces de qualidade mundial.

Com vindimas a ocorrerem em finais de Novembro, inicio de Dezembro e a beberem-se de preferência frescos, em entradas com foie gras, queijos ou à sobremesa com doces ou fruta laminada. A prova permitiu conhecer e provar alguns dos seus vinhos, harmonizando-os com bolo de laranja e chocolate. Uma experiência que se revelou única. Para mais fotos da prova aceder aqui.

TOKAJI 2005 LATE HARVEST | TOKAJ-HEGYHALJA | 13,5% | PVP 14,50€
FURMINT, LIME-LEAF, MUSCAT
TOKAJ CLASSIC WINERY, LDA
90 / 100
Cor amarelo definido, nuances palha seca, alguns dourados, aspecto limpo. No nariz aparece muito elegante, fresco, com notas de mel, frutos secos, amêndoas, algum caramelo, fino. Na boca apresenta-se com corpo, untuoso, cremoso e com boa acidez. Fruta seca e passa, mel, bolo de laranja, complexo e envolvente.


TOKAJI ASZÚ 2008 3 PUTTONYOS | TOKAJ-HEGYHALJA | 12% | PVP 19,99€
FURMINT, HÁRSLEVELÜ, MUSKOTÁLY
TOKAJ CLASSIC WINERY, LDA
91 / 100
Cor amarelo definido, dourados intensos, aspecto limpo. Aromas intensos, de inicio algum mineral, vulcânicos, ligeiro fumado, abrindo depois com notas de mel, fruta seca e passa e muita frecura. Boca cheia de acidez, enche a boca com elegância, mel, fruta passa e alguma fruta seca, meloso, mas cheio de equilíbrio. Final longo e fresco.


TOKAJI ASZÚ 2010 5 PUTTONYOS | TOKAJ-HEGYHALJA | 8% | PVP 37€
FURMINT, HÁRSLEVELÜ, MUSKOTÁLY
TOKAJ CLASSIC WINERY, LDA
93 / 100
Cor amarelo definido, com dourados pronunciados. Aromas delicados e de intensidade moderada,  conseguimos sentir o aroma do bago maduro, para lá de maduro e até já com alguma podridão,  mel e frutos secos em fundo delineado e com muita finess. Na boca está com uma dimensão e textura espectacular, um equilíbrio entre o doce e a acidez incrível, profundo e persistente. 


TOKAJI ASZÚ 2002 6 PUTTONYOS | TOKAJ-HEGYHALJA | 12% | PVP 55€
FURMINT, HÁRSLEVELÜ, MUSKOTÁLY
TOKAJ CLASSIC WINERY, LDA
93 / 100
Cor âmbar definido, alguns esverdeados, aspecto limpo. Aromas intensos, fruta passa, uva passificada, frutos secos, nozes, melaço,  complexidade incrível e frescura de topo. Boca gigante, acidez e doce em perfeito equilíbrio, fruta madura, melaço, casca de laranja, profundidade, cremoso, quase mastigável. Dura e dura e dura. 

TOKAJI ASZÚ ESSENCIA 2006 | TOKAJ-HEGYHALJA | 8% | PVP 150€
FURMINT, HÁRSLEVELÜ
TOKAJ CLASSIC WINERY, LDA
94 / 100
Cor âmbar novo, dourados e de aspecto limpo. Aromas com notas de mel, fruta seca e passa, algum fungo, cogumelo, trufa,  que desaparece com o tempo. Boca doce, mel, laranja confitada, meloso, cremoso, untuoso, profundo. Puro prazer e excelência. Final de boca que parece não ter fim, cheio de frescura e elegância.

TOKAJI ESSENCIA 2000 | TOKAJ-HEGYHALJA | 5% | PVP 375€
FURMINT
TOKAJ CLASSIC WINERY, LDA
95 / 100
Servido à colher e quase que poderia dizer que as palavras aqui são puramente um detalhe. Só provando ou bebendo mesmo é que se poderá chegar à experiência deste Essencia.
Cor âmbar definido, espesso no copo, prende-se ao copo. Aromas intensos, cheio de melaço, fruta seca e passa e sempre com frescura. Boca completamente melada, bomba de açúcar compensada com o equilíbrio dado pela acidez. Textura de xarope, espesso, completamente mastigável. Beber à colher ou à colherada.