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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

10 Vinhos Brancos Para o Bacalhau Com Todos na Noite da Consoada

O ano de 2016 aproxima-se do seu final. Apesar de poucos dias faltarem para o seu término ainda nos estão reservados alguns momentos que queremos que sejam inesquecíveis, bem acompanhados por amigos, familiares e, consequentemente, à mesa e bem regados.
Um desses esperados momentos, que muito prezo por ser um daqueles carregado de simbolismo e de verdadeiro encontro à mesa com as pessoas que mais gostamos, é a noite de consoada, a noite do dia de Natal. Tradicionalmente, no meu seio familiar o bacalhau e o Polvo, são presença obrigatória e, talvez por ser nessa noite, me sabem como uma refeição Real. 
Neste particular destaco o bacalhau. Nessa noite não se moderniza e não se altera aquilo que tantas boas memórias nos trás. A receita é a do Bacalhau Cozido com Todos, que aqui deixo abaixo, quase como gentle reminder, para os que ainda não a tenham como certa.
O bacalhau é tradicionalmente servido às postas e por isso escolhi o da Riberalves já demolhado e ultracongelado que acho perfeito para esta receita e muito prático.

Ingredientes para 4 pessoas
4 Postas de Bacalhau Demolhado
1Kg Batatas
4 Ovos
5 Cenouras Médias
1 Kg Couve Penca
1 Cebola
Alhos
Azeite
Sal
Cozer o bacalhau, sempre com a pele virada para cima, junto com a cebola e os alhos. Não deixe cozer demais ou o bacalhau ficará seco. Retire o bacalhau e reserve tapado.
De seguida coza as batatas, cenoura e couves na água de cozedura do bacalhau. Rectifique de sal caso julgue necessário. Quando pronto emprate numa travessa e tempere com azeite e vinagre. Para quem gosta junte um pouco de alho picado no fim.

Quanto aos vinhos, são 10 os que resolvi sugerir para acompanhar com o bacalhau da noite de Natal. 10 vinhos brancos que escolhi dos que tive o prazer de provar e beber ao longo deste ano e que na minha opinião farão uma ligação a experimentar nessa grande noite.
Por ordem alfabética:

ADEGAMÃE TERROIR 2013 BRANCO | LISBOA | 12,5 % | PVP 38€
Ver descrição aqui

ARINTO DOS AÇORES SUR LIES 2014 BRANCO | PICO | 13% | PVP 30€
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DORY RESERVA 2014 BRANCO | LISBOA | 12,5% | PVP 12,5€
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ESPORÃO PRIVATE SELECTION 2014 BRANCO | ALENTEJO | 14,5% | PVP  19,90€
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MR PREMIUM 2013 BRANCO | ALENTEJO | 12% | PVP 36€
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QUINTA DAS MARIAS ENCRUZADO 2015 BRANCO | DÃO | 13,5% | PVP 9€
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QUINTA DE CIDRÔ CHARDONNAY 2015 BRANCO | DOURO | 14% | PVP 13€
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QUINTA DO JAVALI PGE 2014 BRANCO | DOURO | 13,5% | PVP 70€
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TEIXUGA 2013 BRANCO | DÃO | 13,5% | PVP 30€
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VILLA OLIVEIRA VINHA DO PROVÍNCIO 2012 BRANCO | DÃO | 12,5% | PVP 35€
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E se não for com estes que seja com outro dos que aqui foram aparecendo ao longo do ano. Boa Consoada!

terça-feira, 21 de junho de 2016

Quinta do Javali | O Tesouro a Descobrir

Em cada visita que faço à Quinta do Javali não há uma em que não fique surpreendido pela sua localização de aparente impossibilidade de ali ter nascido, fincado raízes em socalcos de arrepiante inclinação e de ali se produzirem vinhos com um carácter único, vincado pela sua força, personalidade e qualidade,

Com cerca de 20 ha apenas, dos quais metade estão destinados à vinha, a Quinta do Javali ocupa o seu lugar na margem esquerda do Rio Douro, na freguesia de Nagoselo do Douro em S. João da Pesqueira. Com exposição norte-nascente da encosta da propriedade e com o solo totalmente de xisto com diáclases vericais faz com que as raízes das videira consigam a sua penetração até profundidades de enorme extensão e que têm consequencia evidente numa série de beneficios para a videira e que conferem aos vinhos aqi produzidos qualidades de excepção.

A vinha encontra-se plantada a uma altitude entre os 150 e os 300m de altitude e aqui predominam as castas tintas Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Nacional, Tinta Barroca e Sousão. O enólogo António Mendes agarrou o desafio e explorar este tesouro escondido do Douro e ajudar a nascer vinhos Doc Douro e Porto de grande qualidade.

Oportunidade ainda, desta vez, para testemunhar o crescimento do projecto com a nova adega e sala de barricas que mostram cada vez mais a direcção para onde se pretende caminhar. Numa prova extensa de vinhos, com várias idades, ainda em barrica foi possível compreender o perfil cheio de raça que se quer para o Javali e para a sua consistência ano após ano. Grande pérolas estão ali ainda a dormitar.

Já a caminho de provar alguns vinhos da casa fomos brindados com o aparecimento feliz de um arco-íris sobre a vinha e sobre a paisagem lindíssima que o Rio Douro não se esquece de nos fazer relembrar a cada curva. Para sempre a recordar.

QUINTA DOS LOBATOS 2014 TINTO | DOURO | 14% | PVP 12€
TINTA RORIZ, TOURIGA FRANCA, TINTA BARROCA
SOCIEDADE AGRÍCOLA QUINTA DO JAVALI, LDA
90 / 100
O Quinta dos Lobatos, não saindo sob o nome de Quinta do Javali, provém de uma vinha a pouco metros de distancia, mas com um terroir completamente diferente e que naturalmente produz um vinho diferente. Nota-se, no entanto, a mão do enólogo e o perfil que se tenta aproximar do seu parente mais velho.
Cor rubi, intenso e de aspecto limpo. Aromas onde a fruta vermelha madura predomina, algum compotado, barrica bem ligada, notas especiadas e uma giesta fresca. Na boca mostra-se ainda rebelde, jovem e cheio de garra, com a fruta vermelha novamente em destaque, bem ladeada pelas notas provenientes do estágio em barrica.


QUINTA DO JAVALI RESERVA 2010 TINTO | DOURO | 14% | PVP 22€
TINTA RORIZ, TOURIGA FRANCA, TOURIGA NACIONAL, TINTO CÃO
SOCIEDADE AGRÍCOLA QUINTA DO JAVALI, LDA
91 / 100
Com 18 meses de estágio em barrica de carvalho francês este é um tinto de cor rubi concentrado e intenso, com aromas caracterizados pela presença da fruta vermelha e preta madura, compota de frutos vermelhos, tostados muito bem ligados, alguma baunilha, num conjunto fresco e equilibrado. Cheio de boca, grande complexidade, pujante, raçudo, parece novo apesar do ano de colheita, mostrando uma fruta em muito boa forma e toda uma harmonia de conjunto que nos deixa muito satisfeitos. Para levar à mesa e ainda a melhorar com o tempo de garrfa.


QUINTA DO JAVALI SC 2011 TINTO | DOURO | 14,5% | PVP 250€
TINTA RORIZ, TOURIGA FRANCA, TINTA BARROCA, TOURIGA NACIONAL, TINTO CÃO, SOUSÃO
SOCIEDADE AGRÍCOLA QUINTA DO JAVALI, LDA
96 / 100
O Special Cuvée é um vinho especial, com uma história engraçada que um amante do vinho acreditou poder ser realidade e lançou o desafio ao produtor. Vinho de quantidade de garrafas diminuta. A tal barrica especial. 
De cor rubi concentrado, opaco e escuro, dominado no nariz pela fruta preta madura, fruta silvestre e de caroço, como a ameixa preta, alguns perfumados da touriga nacional, cacau, alguma turfa, bosque, complexo, Grande dimensão e boca, largo, profundo, taninos a dizer presente a cada segundo, com volume e a mostrar desde logo o poder de envelhecimento do mesmo. Mostra-se o Javali. Um vinho que desde que se abre a garrafa vai mostrando evolução, mostrando-se diferente e cada vez melhor. 

QUINTA DO JAVALI 30 YEARS OLD TAWNY PORT | 20,5% | PVP 170€
TINTA RORIZ, TOURIGA FRANCA, TINTA BARROCA, TOURIGA NACIONAL, TINTO CÃO
SOCIEDADE AGRÍCOLA QUINTA DO JAVALI, LDA
96 / 100
A nota importante a reter é que neste vinho a média não serem os 30 anos, mas sim o mínimo ser os 30 anos. Acreditem que faz a diferença. 
Um tawny de cor âmbar definida, dourados bonitos, alguns esverdeados azeitona a aparecerem, aspecto limpo e cativante. No nariz marcam os frutos secos, noz e avelã em destaque, melaço, algum caramelo, sempre num registo elegante, fresco e equilibrado. Arrebata na boca, com uma textura única, untuosa, cheia, rapta-nos o palato, num continuidade e consistência de prova com o perfil olfativo. Persistente no final de boca.


QUINTA DO JAVALI VINTAGE PORT 2012 | 19,5% | PVP 70€
TINTA RORIZ, TOURIGA FRANCA, TINTA BARROCA, TOURIGA NACIONAL, TINTO CÃO
SOCIEDADE AGRÍCOLA QUINTA DO JAVALI, LDA
95 / 100
O vintage que já havia provado anteriormente e me continua a cativar de sobremaneira. Estamos em 2016 e a sua cor carregado e opaca ainda se mantém. 
Violetas carregados, bonitos, a mostrar um Vintage ainda novo. Pleno de aromas a fruta vermelha e preta bem madura, compotada, com muita cereja e ameixa preta, ligeira pimenta vermelha e notas de chocolate preto. Boca caracterizada pela sua densidade, concentração e volume. Mostra-se jovem, de taninos marcados e até ainda um pouco rudes. A fruta brinca com as notas especiadas, com harmonia e de grande dimensão.  

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QUINTA DO JAVALI
Lugar da Ribeira - Nagozelo do Douro
Apartado 71, 5130-909 S JOÃO DA PESQUEIRA
Tel:  +351 254 484 532
Tlm: +351 938 637 204
Email: info@quintadojavali.com
Na net: www.quintadojavali.com

quinta-feira, 24 de março de 2016

Quinta do Javali PGE 2014 Branco

QUINTA DO JAVALI PGE 2014 BRANCO | DOURO | 13,5% | PVP  70€
GOUVEIO, VIOSINHO, RABIGATO, MALVASIA
SOCIEDADE AGRÍCOLA QUINTA DO JAVALI, LDA
18 / 100

Das cerca de 600 garrafas produzidas esta passou pela minha mesa e pelo meu copo. Em boa hora, felizardo, pois tive o prazer de conhecer o primeiro branco deste produtor do Douro que até agora apenas tinha produzido DOC Tinto, para além dos Portos. E para começar um grande branco. Complexo, mineral, fresco e com potencial de envelhecimento de nos deixar a pensar como será no futuro.
Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas leves, aspecto límpido e brilhante. No nariz surge com intensidade mediana, cheio de fruta fresca, citrinos e alguma fruta branca de caroço, em prefeito equilíbrio com notas provenientes da barrica, bem integrada, algum fermento de pão, brioche e grande mineralidade. Na boca mostra grande acidez, pujante, com volume e untuosidade, citrino fresco, limonado, acidez bem marcada, com notas de madeira ainda notadas, mas a um pequeno passo da integração completa, terminando longo e cheio de elegância.
Esperamos por outra colheita que esta já está a acabar.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Quinta do Javali: O Azeite!

QUINTA DO JAVALI | DOURO | VIRGEM | AC 0,2 | 500ML | PVP 10€
GALEGA, COBRANÇOSA
SOCIEDADE AGRÍCOLA QUINTA DO JAVALI, LDA

Começar o mês de fevereiro "com os azeites" não será necessariamente um mau começo. Antes pelo contrário. O Azeite chega de um produtor habitualmente reconhecido pela produção de vinho Doc Douro e Porto, que se lança neste novo desafio com um azeite de quinta que mostra que também neste sector pode vir a marcar pontos.
Vivo de cor. Esverdeado de média intensidade. Nariz com notas frutadas maduras, de média intensidade, com maça verde, folha de oliveira verde e alguma casca de amêndoa ainda verde e em formação. Na boca praticamente ausência de amargo e picante, ligeiro adocicado inicial e com um fino traço picante no final da garganta, muito ao de leve, mais pastoso e untuoso, mantendo também aqui alguns descritores mais verdes com muita leveza.
Junte o pão torrado, chame o tomate e o manjericão fresco, peça uma salada de verão ou ligue com um peixe branco grelhado.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Quinta do Javali Old Vines | De 2005 a 2012 A Vertical Que Se Pedia

A Quinta do Javali situa-se na margem esquerda do Rio Douro, em Nagoselo do Douro, São João da Pesqueira. Vinhas com declive acentuado, com cerca de 20 hectares onde dominam as castas mais habituais da Região do Douro, ou seja, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Tinto Cão.
A produção incide sobre os Douro DOC e os Portos. Daqui saem vinhos que se adequam bem ao nome da quinta, cheios de força, muito tanino marcante e muito virados para a mesa da cozinha desta região. Para além disso, vinhos com um potencial de guarda imenso. 
O Old Vines (Vinhas Velhas) é uma das gamas DOC Douro da Quinta do Javali com mais anos de existência e com mais consistência de colheita para colheita. Sempre feitos em lagar com pisa a pé, a uva é numa primeira fase seleccionada na vinha e depois, novamente, na adega. O vinho, antes de passar às luzes do mercado estagia durante 20 meses em barrica de carvalho francês. 
Confesso, deste já, que este é um dos tintos que tenho na minha lista de vinhos com a etiqueta de "Obrigatório Para Qualquer Enófilo", pelo que, fazer uma vertical onde apenas faltaram as colheitas de 2004, porque está esgotado até no produtor, e 2006, porque não houve colheita Vinhas Velhas neste ano, foi algo de solene.

Impressionaram-me o 2007 e o 2011 por tudo aquilo que demonstram ainda ter e o 2012 pelo potencial que demonstrou ter. Todos eles com o carácter e perfil que reconheço a estes vinhos. Vinhos para durar, para serem bebidos durante muito tempo e com uma vertente gastronómica excelente.

O Quinta do Javali Vinhas Velhas 2005  demonstra ainda jovialidade pela cor rubi de concentração média com aromas ainda cheios de fruta madura e frescura surgindo na boca vivaz, corpulento, ligeiramente amaciado pelo tempo,mais redondo, mas com 10 anos em cima e sem revelar a sua idade por completo.
Por seu lado, o  Quinta do Javali Vinhas Velhas 2007, uma pouco à semelhança do 2005, apresenta cores ainda muito jovens, marcado por nuances violáceos, e núcleo concentrado. Aromaticamente complexo, elegante, com fruta e notas do estágio em barrica perfeitamente ligadas. Palato vivaz, corpulento e cremoso, apetece mastigar.  Repito. Para durar e durar na garrafeira, escondido, para fugir à tentação.
Com o Quinta do Javali Vinhas Velhas 2008 uma colheita mais quente. A mesma jovialidade, no entanto com fruta mais madura tanto no nariz como na boca. Pareceu-me mais pesado, menos intenso e mais curto que os restantes. Não deixando de ser um grande vinhas velhas foi aquele que menos me cativou.
Passando ao Quinta do Javali Vinhas Velhas 2009 de cor granada e violetas escuros bem definidos e intensos. No nariz marca a fruta vermelha e preta bem madura, complexo, desafiante, tostados e especiarias em evidência, algum cacau e caixa de tabaco. Na boca surpreende, cheio, cremoso, enche-nos completamente a boca e dá vontade de mastigá-lo, trincá-lo, sentir toda a sua fruta, num equilíbrio notável.
O Quinta do Javali Vinhas Velhas 2010 mostra-se novo de cor, praticamente opaco, intenso e concentrado. Aromas com bastante fruta preta, tostados bem ligados, especiarias e novamente notas de cacau, folha de tabaco e pico de frescura a elevar o conjunto. Na boca os taninos marcam presença, dizem presente e continuam a dizer que lá estão. Enche o palato, arrebata-nos com o qualidade da fruta e com o equilíbrio e elegância que apresenta apesar de pensarmos na força do Javali.
O Quinta do Javali Vinhas Velhas 2011, para mim um dos que está num momento de excelência a par com o 2007, mostra cor rubi, de violetas carregados e opaco. No nariz fruta vermelha e preta a mostrar-se bem ligada com a madeira, floral e fresco, alguma giesta, perfumado. Boca demonstrando elegância, a fruta está fresca, intensa, tostados bem ligados, grande equilíbrio, complexidade e garante de satisfação.
Por último o Quinta do Javali Vinhas Velhas 2012 que se apresenta ainda criança. Respira juventude desde a sua cor, completamente opaco e retinto, à prova de boca, ainda com taninos muito marcados, adstringentes, a secar por completo a boca e a fazer-nos sorrir em antecipação daquilo que será com mais algum tempo de descanso na garrafa. Auspicio de grande evolução e mais um Vinhas Velhas com a raça e força do Javali.
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QUINTA DO JAVALI OLD VINES/VINHAS VELHAS
TINTA RORIZ, TOURIGA NACIONAL, TINTO CÃO, TOURIGA NACIONAL
DOURO | TINTO
SOCIEDADE AGRÍCOLA QUINTA DO JAVALI, LDA
PVP: 38€ (colheita actual no mercado 2012)

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Quinta do Javali | Novas Colheitas e Não Só!


A Quinta do Javali nasceu, como empresa produtora de vinho, decorria o ano 2000. Pela mão de António Mendes foram sendo produzidos vinhos respeitando as técnicas tradicionais da região, usando leveduras indígenas e, curioso ou talvez não, mais conhecidos e reconhecido no mercado externo do que em Portugal.
Em conversa com António Mendes facilmente percebemos que estamos presentes ao resultado de muita paixão e de muito querer na produção de vinhos com este perfil. É o que o Terroir lhe dá. As tentativas de os fazer mais redondos, mais polidos ou com mais este ou aquele aroma nunca existiram e dificilmente existirão e por isso temos vinhos cheios de força, pujantes, com potencial de longevidade imenso.
Na apresentação de novas colheitas da Quinta do Javali no Restaurante O Talho tivemos a oportunidade de os conhecer a solo e depois harmonizados com a gastronomia do local. Arrasadora combinação!

QUINTA DOS LOBATOS 2013 TINTO |PVP 10€
Cor rubi, intenso, escuro, opaco. Aromas com muita fruta madura vermelha e preta, notas silvestres e de bosque, fresco. Boca larga, cheio de força, seca o palato, com fruta no ponto certo, sem ser enjoativa e final longo.
CLASSIFICAÇÃO PESSOAL:  88/100

QUINTA DO JAVALI RESERVA 2011 TINTO | PVP 20€
Cor rubi, intenso e opaco. Aromas onde a madeira aparece ainda um pouco em destaque, embora sem tapar a fruta e o lado especiado, mentolado e fresco. Boca larga, cheia de força, sequinho, cheio, complexo, com uma fruta preta fresca e toque especiado e vegetal que refresca. Final longo.
CLASSIFICAÇÃO PESSOAL:  89/100

QUINTA DO JAVALI VINHAS VELHAS 2011 TINTO | PVP 38€
Cor rubi, de violetas carregados, opaco. Nariz com a intensidade da fruta a mostrar-se bem ligada com a madeira, floral e fresco, alguma giesta, perfumado. Boca cheia de elegância, a fruta está fresca, intensa, tostados bem ligados, grande equilíbrio, complexidade e garante de satisfação. Com um final de boca extenso e elegante. Pronto a beber.
CLASSIFICAÇÃO PESSOAL:  93/100

QUINTA DO JAVALI TN 2011 TINTO | PVP 75€
Cor rubi de tonalidades violáceas escuras, fechado e concentrado. Nariz fresco, intensidade floral e vegetal em harmonia, com uma giesta leve, tostados leves, especiado e fresco. Na boca clama por comida, corpolento e quase mastigável, com a secura a fazer-nos salivar, num conjunto equilibrado e pronto a beber. Final de boca que nunca mais acaba.
CLASSIFICAÇÃO PESSOAL:  94/100

QUINTA DO JAVALI TN 2012 TINTO | PVP 75€
Cor fechado de tonalidade violáceas, arroxeadas mesmo. No nariz a intensidade da fruta preta madura aparece bem ligada com notas florais, especiadas e de tosta fina. Boca com taninos rijos, marcantes, a secar a boca por completo, percebe-se que a longevidade nao será aqui um problema. Está cá tudo pronto para um grande vinho touriga nacional, mas naturalmente muito novo.
CLASSIFICAÇÃO PESSOAL:  93/100

QUINTA DO JAVALI SPECIAL CUVÉE 2012 TINTO | PVP 250€
Cor rubi, dentro do perfil deste produtor, violetas escuros. Aromas intensos a fruta vermelha e preta madura, ligeiro mentolado refrescante, floral e complexo, alguma baunilha e especiarias. Corpolento e cheio de vida na boca, com taninos a dizer presente, quase que se mastiga, demoradamente e saboreia-se com prazer e quase deleite. Final de boca longo. Um vinho que irá gerar falatório pelo seu preço.
CLASSIFICAÇÃO PESSOAL:  94/100

QUINTA DO JAVALI 20 YEARS OLD TAWNY | PVP 70€
Cor âmbar intensa e definida, ligeiros acastanhados. Aromas com muita fruta passa e seca, nozes e avelãs, caramelo, melaço, boca melada e cheia de frescura e textura, com fruta seca e um ligeiro rebuçado. Lindo.
CLASSIFICAÇÃO PESSOAL:  94/100

QUINTA DO JAVALI LBV 2007 | PVP 17,5€
Cor rubi, bonita e com intensidade média. Fruta preta, passa de ameixa preta, amoras silvestres, corpo fruta ligado. Encontra-se num excelente momento para ser consumido. Muito elegante e fresco.
CLASSIFICAÇÃO PESSOAL:  94/100

QUINTA DO JAVALI LBV 2008 | PVP 17,5€
Cor rubi mais intensa e concentrada, aspecto jovem. Nariz mais contido, preso, jovial, mais acidez e fruta seca. Na boca um pouco mais doce, fruta bem delineada e mastigável.
CLASSIFICAÇÃO PESSOAL:  94/100

QUINTA DO JAVALI LBV 2009 | PVP 17,5€
Cor rubi, concentrado e aspecto limpo. Aromas fechados e muito contido. Boca que parece um vintage, cheio de fruta e ainda muito jovem.
CLASSIFICAÇÃO PESSOAL:  93/100

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Quinta dos Lobatos 2012 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: Sociedade Agrícola Quinta do Javali, Lda
Preço: 10€ vap

Nota de Prova
Este é um vinho que na prateleira engana. A mim enganava com certeza. Já o disse e volto a repetir. Alterem-lhe o rótulo. Um vinho que devido à sua qualidade e preço não pode ficar escondido por trás de um rótulo tão escuro e pouco chamativo. Quanto ao vinho este apresenta cor rubi de média intensidade, mais concentrado no núcleo e mais violáceo no bordo do copo. No nariz surge a fruta silvestre madura, como a amora, e algum fruto preto de árvore como a ameixa preta, algumas notas mais compotadas bem ladeadas por toques frescos de algum vegetal, alguma esteva, giesta, xisto molhado, mineral e refrescante. Boca onde, apesar da fruta madura dominar o conjunto, não deixamos de ter um vinho equilibrado com muita frescura, com taninos polidos, em modo ready e pronto a beber. Final de boca longo e fresco..

Classificação Pessoal: 88/100

sábado, 29 de dezembro de 2012

Quinta do Javali | Visita à Quinta e Prova de Vinho Parte II

Depois da visita à Quinta. à Adega o apetite para a prova dos vinhos a Quinta do Javali estava mais do que aceso e preparado. Seguimos para a casa da Quinta onde nos esperavam os vinhos, DOC Douro e Porto, e onde pudemos concluir estarmos na presença de vinhos reais, verdadeiros, com muita vida pela frente, para beber já ou para guardar lá no fundo da garrafeira com a certeza de que a espera será recompensadora, com uma fantástica força, com vida e pujança. O Douro com expressão.

Os vinhos em prova foram:
Quinta do Javali Reserva 2009 (Tinto)
Cor rubi intensa, média concentração, núcleo mais escuro e aspecto límpido. Aromas com boa intensidade a fruta vermelha bem madura, com a madeira integrada na perfeição, notas de baunilha e especiaria bem casadas. Boca macia, mas pujante, uma autêntica festa na boca, muita fruta e bom nível de acidez. Boca longo e com vida para dar.

Quinta do Javali Reserva 2008 (Tinto)
Cor rubi de média concentração, lágrima escorreita e de aspecto límpido. Aromas mais exuberantes que o anterior, com muita fruta vermelha e preta, com boa passagem pela madeira e traços de tosta, especiarias e baunilha em fundo. Na boca surge com uma vivacidade brutal, corpulento, praticamente mastigável, com fruta fresca e excelente equilíbrio. Final longo, longo, longo.
 

Quinta do Javali Vinhas Velhas 2009 (Tinto)
Cor granada, violetas escuros bem definidos nos bordos do copo, lágrima persistente e límpida. No nariz a fruta vermelha e preta bem madura em destaque, muito complexo, muito desafiante, com notas de tosta e especiaria em evidência, ligeiro cacau, ficava por aqui manhã toda. Na boca está assombroso, cheio e untuoso, enche-nos completamente a boca e dá vontade de mastigá-lo, trincá-lo, sentir toda a sua fruta num equilíbrio notável. Com um final de boca persistente.

Quinta do Javali Vinhas Velhas 2007 (Tinto)
Apesar do ano apresenta cores ainda muito jovens, marcado por nuances violáceos, e núcleo muito concentrado e escuro. Perfil muito idêntico ao anterior no nariz. Um verdadeiro "pote" de aromas que defino como um desafio aos nossos sentidos. Palato vivaz, corpulento e cremoso, mais uma vez com apetência para se mastigar. Corpo magnifico, sensual e guloso. Para durar e durar na garrafeira, escondido, para fugir à tentação.
 
Quinta do Javali Vinhas Velhas 2005 (Tinto)
Cor rubi, de concentração média, com lágrima de aspecto persistente e límpida. No nariz é incrivel como ainda não temos a idade a entrar em campo. Parece que continuamos por 2007 e 2009 apesar de pequenas alterações. Na boca surge com um incio de força, vivaz, pujante, para logo amaciar, com fruta e madeira bem casadas e a aparecerem em perfeita harmonia. Parece que o tempo não passou por aqui. Está mais redondo é verdade, mas 2005 já foi à muito tempo e este tinto continua brutal de força.

Quinta do Javali Tinto Cão 2004 (Tinto)
Cor com ligeiras notas de evolução, nuances atijoladas escuras no bordo do copo e a aconselhar-se o decante da garrafa pois pode conter já algum pé. No nariz surpreende com as notas de fruta e uma madeira delicada em fundo, com agradáveis notas de tosta, pimenta preta e algum fumado. Boca com bastante elegância, mais arredondado pelo tempo, macio, com continuidade da fruta e da madeira em equilíbrio. Está diferente. Como que a dizer que com 100% Tinto Cão também se conseguem vinhos de topo.

Quinta do Javali LBV 2008 (Porto)
Cor de um rubi opaco, concentrado e retinto. Aromas intensos a fruta em redução, muita fruta preta e notas especiadas. Boca com equilibrio entre o doce, a fruta e um boa acidez. Transmite frescura e com um final longo e elegante.

Quinta do Javali LBV 2007 (Porto)
Cor retinta, opaca, concentrado e de aspecto cremoso. Armas intensos a fruta preta bem madura, alguma redução, licorice, doce e com notas fruta seca em fundo. Boca que se destaca pelo equilibrio das partes, sobe ao longo da prova e chama por um chocolate preto. 

Quinta do Javali 10 anos Tawny (Porto)  
Cor ambar intenso, limpido, cativante e com lágrima que escorre perfeita pelo copo. Aromas a frutos secos, avelãs e nozes, fruta passa, alperces, uva passa e laranja caramelizada e melaço. Boca cremosa, macia, com notas de caramelos, ligeiro toffee, figo seco, cheio. Final para durar. Persistente e com finess.  
  
 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Quinta do Javali | Visita à Quinta e Prova de Vinho Parte I

Por entre caminhos ainda cheios de pó, estreitos e sinuosos, com fragas ao lado e com ladeiras de vertiginosa altura, fomos encontrar, com vista privilegiada para o Rio Douro, a Quinta do Javali. A Quinta do Javali situa-se na margem esquerda do Rio Douro em Nagoselo do Douro, São João da Pesqueira, com vinhedos quase a pique em direcção ao Rio e com as suas adegas incrustadas nos próprios patamares, em perfeita harmonia com a paisagem natural e a beleza do local. Por momentos temos de parar e ficar a olhar para o Rio Douro, ao fundo a linha do comboio, em fundo uma paisagem natural a ser banhada pelos primeiros raios de sol da manhã. Idílico!

O nome desta Quinta vem a propósito de sempre terem existido e ainda existirem muitos javalis neste local, mas na minha opinião, a força e distinção deste bravo animal passou também para os vinhos deste produtor, cheios de força, garra e nobreza.
A Sociedade Agrícola Quinta do Javali é uma empresa familiar fundada em 2000 com o objectivo de produzir e comercializar os seus próprios vinhos DOC Douro e Porto. Em Portugal como seria de esperar, mas também em países como a Suiça, Bélgica, Luxemburgo, Espanha ou Dinamarca, este é já um dos vinhos bem conhecidos lá fora. Tenho a sensação que até mais lá fora do que cá dentro. Nem sabem o que estão a perder.

Totalmente construída em 1985 em 10 dos 20 hectares que a compõem foi replantada uma vinha constituída pelas castas mais nobres da região. Implantada sobre patamares em solos xistosos a uma altitude entre os 150 m e os 300 m é constituída pelas castas Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta Barroca e Touriga Nacional. 

Foi desta vinha que nasceram os vinhos que após visita terminada fomos provar e que darei conta na segunda parte deste tópico. Douros DOC e Portos.