ENGARRAFADO EM 2025
18,5
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Ano de colheita terminado em 5 é sempre motivo de alguma excitação extra anterior à abertura e prova de um Vinho do Porto. É um número mágico que carrega consigo uma mística muito especial, frequentemente associada à produção de colheitas lendárias e que assenta em dois motivos principais: a coincidência climática e histórica e a reconhecida Regra dos 5 Anos que dita o ritmo dos Tawnies de Idade.
Em termos vitivinícolas, 2005 no Douro é recordado como um dos anos mais extremos, desafiantes e, em última análise, gratificantes da história moderna da região. Ficou marcado na memória dos viticultores por uma seca extrema e prolongada, que testou a resiliência das videiras a limites quase nunca vistos. Deste modo, o Vinho do Porto viveu um cenário curioso pois 2000 e 2003 tinham sido declarações Vintage massivas e clássicas no mercado, fazendo com que poucas casas avançassem com uma declaração geral de Vintage Clássico em 2005. Assim, o brilho deste ano encontra-se precisamente nos Porto Colheita como é este da Kopke.
Exuberante e de extrema riqueza para os sentidos, beneficia ainda do engarrafamento recente que lhe conferiu uma frescura surpreendente, uma vivacidade cítrica e uma energia vibrante que contrastam magnificamente com as suas notas maduras de frutos secos e especiarias exóticas. A ligação à mesa será certeira escolhendo sobremesas à base de caramelo, frutos secos e especiarias ou, numa aproximação por contraste, com queijos de média intensidade.
Cor âmbar definido, nuances acobreadas com pitada avermelhada, subtis reflexos alaranjados nas bordas do copo, luminoso, profundo e brilhante. Plano aromático complexo e sofisticado, sobressaindo a envolvência dos frutos secos, onde as passas de uva e os figos secos se entrelaçam com nuances de noz e avelã torrada, tudo isto acompanhado por notas elegantes de especiarias doces, como a canela e a baunilha. Na boca, revela toda a sua magia, com textura sedosa, aveludada e cheia, preenchendo o palato com uma doçura rica e equilibrada de fruta cristalizada e caramelo, sem sucumbir à densidade exagerada, mas com uma frescura e finesse notáveis, muito por meio da vertente cítrica arrebatadora, acidez vibrante que corta a doçura e estende o final de boca de forma quase infinita.

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