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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Grandjó Late Harvest 2021 Branco

GRANDJÓ LATE HARVEST 2021 BRANCO | DOURO | 12% | PVP  37,50€
SEMILLON
REAL COMPANHIA VELHA, SA
18,5

Sempre que o Grandjó Late Harvest me chega ao copo cresce em mim um misto de ansiedade e nervoso miudinho que me assalta os sentidos de forma quase incontrolável.  Não apenas por ser uma das referências históricas da Real Companhia Velha nos vinhos doces, mas porque conheço bem as suas colheitas, que considero particularmente marcantes, e que me conduzem à ideia de que estou na presença do melhor Late Harvest nacional.  Depois de provar o 2021,  não tenho grandes dúvidas em afirmar que o coloco ao nível do que encontrei no 2013 e principalmente no 2007.
E não o faço numa comparação feita apenas pela memória. Há vinhos que impressionam pela intensidade e outros que nos conquistam pelo equilíbrio entre todas as suas componentes. Este Grandjó consegue precisamente isso. A doçura está lá, generosa e envolvente, mas encontra uma acidez que lhe dá nervo e impede qualquer sensação de peso. É um vinho concentrado, complexo e profundo, mas simultaneamente muito fresco e elegante.
Sem dúvida, uma daquelas provas em que, terminado o vinho, fica a sensação de ter estado perante algo especial, um Late Harvest de excelência, que colocaria ao lado dos grandes nomes mundiais. E isso, para mim, diz praticamente tudo.
À mesa, acompanha naturalmente sobremesas à base de fruta, frutos secos, caramelo ou chocolate branco, mas é com foie gras, queijos azuis ou queijos de pasta mole e alguma intensidade que coloco as minhas fichas e onde creio que revela das suas melhores combinações.
Cor amarela de tonalidade dourada intensa, brilhante e luminosa, aspecto límpido e cativante. Plano aromático de enorme complexidade, começando por revelar fruta madura de caroço, notas de alperce e citrinos confitados, mel e flores secas, a que se juntam sugestões de frutos secos, especiarias e uma componente ligeiramente caramelizada. A presença da botrytis acrescenta aquela dimensão por vezes difícil de descrever, mas imediatamente reconhecível, entre a fruta muito madura, o mel e uma delicada componente especiada. Um aroma profundo, que vai ganhando novas camadas à medida que permanece no copo. Na boca é simplesmente magnífico. Sem ser de uma densidade pesada, revela-se cremoso e envolvente, de entrada doce e mais concentrada, mas rapidamente a acidez assume o papel fundamental de equilibrar toda essa riqueza. Há fruta madura, citrinos, mel e frutos secos, acompanhados por uma textura untuosa, mas nunca pesada. Consigo perceber esta concentração impressionante, mas o vinho mantém uma frescura que o torna perigosamente fácil de beber. O final é muito longo, persistente e equilibrado, deixando uma combinação de doçura e frescura.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Dalva Metamorfose 2017 Tinto

DALVA METAMORFOSE 2017 TINTO | DOURO | 14,5% | PVP  35€
VINHAS VELHAS (FIELD BLEND)
GRANVINHOS, LDA
18
 
O respeito absoluto pelo tempo no vinho é a filosofia basilar para a gama Metamorfose assinada pelo enólogo José Manuel Sousa Soares e da qual já haviamos bebido o incrível rosé. O tinto é proveniente de uma vinha velha situada na margem do Rio Pinhão, tendo sido engarrafado apenas em 2019 e depois estagiado cerca de sete anos em garrafa antes do seu lançamento. 
O resultado é um vinho tinto de perfil complexo, com notas de fruta madura, chocolate, especiarias e uma frescura marcante sustentada por taninos firmes e redondos. à mesa, a harmonização ideal pede pratos de idêntica intensidade e robustez estrutural, ligando na perfeição com carnes vermelhas assadas no forno, pratos tradicionais de caça e guisados ricos de confecção lenta, onde a gordura e os sucos da comida encontram equilíbrio na frescura e no tanino firme.
Cor vermelho rubi de média concentração, muito luminoso e brilhante, lágrima chorosa, aspecto límpido e escondendo com mestria os quase dez anos de caminho. No plano aromático revela casamento harmonioso entre as notas de fruta preta madura, como a ameixa, a cereja ou a amora silvestre, e as que lhe chegam pelo estágio em barrica de carvalho francês, com notas subtis de pimenta preta, cravinho e uma ligeira baunilha, oferecendo também toques discretos de cacau, chocolate negro e grão de café tostado. Muito rico e complexo continua a mostrar-se à medida que lhe vamos dando ar, aparecendo uma sensaçâo de barro de cantara com água, nuances de folha de tabaco seca, couro fino e uma ligeira nota balsâmica que conferem frescura ao conjunto. Na prova de boca encontramos expressão perfeita entre a potência do Douro e o lado elegante e temperador da longa espera em descanso até ser lançado para venda. Volumoso, cheio, denso e que preenche bem o palato, textura macia e envolvente, bela acidez, ponderada, secura fina e prolongada, salivante, com enorme frescura, fruta preta em bom plano, encontrando também o chocolate negro, as especiarias e o toque mineral terroso que se sentia no nariz. Tanino firme, mas polidos, com presença e estrutura, mas mais redondo e sedoso devido aos anos de descanso, terminando longo, limpo e elegante.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Dalva Metamorfose 2021 Rosé

DALVA METAMORFOSE 2021 ROSÉ  | DOURO | 11,5% | PVP  35€
TINTA RORIZ
GRANVINHOS 
18

Se há rosés que desafiam as convenções do que um rosé deve ser este Dalva é um claro exemplo dessa audácia de ser diferente. Num mercado habitualmente dominado por rosés feitos para o imediato, jovens e de consumo fugaz, este apresenta-se como uma obra de paciência, de triunfo da paciência e do tempo num monocasta tinta roriz que estagiou três anos e meio em barrica usada de carvalho francês. O resultado, como o nome indica, é uma metamorfose sublime. Diferente e belo. Confesso que o registo mais complexo, mas com uma finesse incrível me cativou desde o início e me fez olhar para ele como um vinho que deve ser levado para a mesa, onde brilha à medida que lhe juntamos comida, peixe grelhado gordo, atum, salmão e corvina ou carnes brancas assadas no forno, frango grelhado, legumes na grelha.
Cor salmão acobreado muito luminoso e aberto, tonalidade casca de cebola, brilhante, aspecto límpido e jovem. Aromaticamente delicado e fresco, com identidade própria, oferecendo a fruta vermelha, morango, framboesa e mirtilo, num patamar de delicadeza enorme, algum cítrico, com perfumado subtil, discretas notas mais vegetais e terrosas, ligeira percepção de evolução, fino e desafiante.  Presença de boca com volume e textura cremosa envolvida num registo de secura bem marcada,  acidez mordaz, a secar o palato, notas de toranja e tangerina e nêspera, preciso, coeso, cativante e guloso, esquecemos que estamos a beber um rosé e pensamos em taninos, termina com longo final de boca.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Quinta do Mouro 2019 Tinto

QUINTA DO MOURO 2019 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  38,95€
ARAGONEZ, ALICANTE BOUSCHET, TOURIGA NACIONAL, CABERNET SAUVIGNON
MIGUEL ANTÓNIO DE ORDUÑA VIEGAS LOURO
18

Estamos perante um vinho que recebe do terroir de Estremoz a frescura dos solos e o equilíbrio de temperaturas ao longo de todo o ano, expressando-o numa fórmula de sucesso que, colheita após colheita, nos vai convencendo da excelência do mesmo. É um Senhor à mesa, principalmente com carnes vermelhas e caça de pelo, receituário regional e queijo de média cura. O potencial de guarda é imenso.
Cor rubi intenso e concentrado, nuances violáceas mais escuras, aspecto límpido e jovem. No plano aromático surpreende com a sua elegância e imensa frescura, ao mesmo tempo que oferece complexidade e riqueza profunda, com a fruta vermelha e preta maduras numa primeira camada, em companhia segura de componente floral, pitada vegetal e dos atributos recebidos pelo tempo de passagem por barrica. O tempero das especiarias, com presença de leve tostado e envolvente mineral em fundo revelando um Alentejo fresco e sóbrio. Boca com volume e estrutura, textura macia, acidez fina, persistente, mantendo um registo definido pela elegância e frescura, dando a fruta sumarenta e cheia de sabor, com a barrica integrada, tanino distinto e presente, apostado num toque de sedução, pleno de equilíbrio e com final de boca longo e prazeroso.

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Adega de Borba | Sete décadas de vida celebradas com lançamento de vinhos que são uma ode à arte de saber esperar

N
o ano em que celebra sete décadas de dedicação à vitivinicultura, a Adega de Borba lança Havendo Tempo, um vinho comemorativo que simboliza o valor da paciência, da tradição e do tempo como ingrediente essencial para alcançar a excelência. Uma edição  especial que reflete o espírito da região e o saber acumulado ao longo de gerações, disponível em tinto, colheita de 2021 e em branco, colheita de 2023.
Vinhos de comemoração, expressão mais elevada do que simples garrafas de vinho. Expressam tributo à forma como se vive e trabalha no Alentejo, com calma, atenção ao detalhe e respeito pelo ritmo da natureza e são produzidos a partir de castas tradicionais da região e passando por estágios prolongados em barrica e garrafa. Vinhos pensados para serem bebidos com tempo, sem pressas, com gastronomia regional alentejana no prato e em boa companhia.
Numa homenagem aos rótulos mais antigos da década de 60 do séc. XX, lugar também a uma Edição Especial Adega Cooperativa de Borba, também em tinto e branco, colheita de 2012 e 2021 respectivamente, que estão fantásticos e que se bebem com um misto de entusiasmo e perplexidade únicas. Ambos elaborados a partir das castas tradicionais da região, com predominância, no tinto, das castas Trincadeira e Alicante Bouschet, provenientes de algumas vinhas mais antigas de Borba e da Arinto e Roupeiro no branco. Edições muito limitadas, 1000 garrafas o branco e 500 garrafas o tinto, que merecem toda a nossa atenção.

HAVENDO TEMPO 2023 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP 35€
ROUPEIRO, RABO DE OVELHA, ARINTO
ADEGA COOPERATIVA DE BORBA, CRL
17,5
Cor amarelo citrino, aberto, luminoso, nuances esverdeadas, aspecto límpido e jovem. Aroma exuberante, com notas de fruto citrino e de fruto de polpa amarela maduros, alguma nêspera, ligeiro apontamento tropical, encosto de notas de barrica integradas, face mineral e pedregosa. Boca com volume, mais cheio e de textura macia e envolvente, acidez vibrante, acídula, com prolongamento e tensão, fruta citrina fresca, registo moderno e sofisticado, equilibrado e com longo final de boca.
Revela potencial de guarda imenso, garantindo prazer a beber desde já, sendo óptima escolha à mesa com pratos de peixe assado no forno, peixe do rio frito com açorda de ovas ou queijos de pasta mole e intensidade média alta.

HAVENDO TEMPO 2021 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 35€
ALICANTE BOUSCHET, TRINCADEIRA, ALFROCHEIRO
ADEGA COOPERATIVA DE BORBA, CRL
18
Cor vermelho rubi de média concentração, auréola de tonalidade granada mais aberta, aspecto límpido e jovem. No nariz oferece a fruta vermelha e preta maduras, percebendo a primazia à expressão da fruta, fresca e bonita, em maridagem feliz com as notas da passagem por barrica, especiaria fina, balsâmico subtil e leve apontamento vegetal, cacau, mentolado final, bouquet envolvente e cativante. Estrutura e volume de boca , cheio e vivaço, ainda jovem, raçudo, textura macia, ligeiramente mordiscável, secura fina, persistente, fruta do bosque, tanino robusto, uno e com longo término de boca.
Adivinha-se que o tempo será gentil para com ele, com anos pela frente, mostrando agora uma frescura a todo o comprimento, com a fruta no papel principal coadjuvada com interpretes secundários de grande qualidade.  Venha o outono, os pratos regionais de borrego e de cabrito, a caça de pelo e os míscaros.

ADEGA COOPERATIVA DE BORBA ED. ESPECIAL 2021 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP 49€
ROUPEIRO, ARINTO
ADEGA COOPERATIVA DE BORBA, CRL
18
Cor amarelo citrino mais intenso e definido, luminoso e cativante, aspecto límpido e jovial. Elegante e delicado de aromas, com o fruto de pomar e critino frescos a mostrarem-se mais tímidos, mas muito graciosos, pêra madura, alguma geleia de maça, nota floral bem medida, mel, pastelaria, barrica leve, pedra lascada, desafiante e vivo. Boca com volume, textura macia e aveludada, num registo onde a fruta se mostra sem medo, citrinos, ameixa amarela, nêspera, acidez vibrante e equilibradora, fazendo salivar, fazendo pensar em comida, leve fruto seco, generoso e equilibrado, com longo final de boca.
Um branco sério e gastronómico, que apaixona e que nos leva de imediato até à mesa. São poucas garrafas. Não esperem. Juntem-se "arrozes" caldosos, massada de peixe, desafiem a carne, um belo bife com molho de pimenta, um queijo de pasta mole intenso. 

ADEGA COOPERATIVA DE BORBA ED. ESPECIAL 2011 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 49€
TRINCADEIRA, ALICANTE BOUSCHET
ADEGA COOPERATIVA DE BORBA, CRL
18,5
Cor vermelho de média concentração, tonalidade granada, ligeira auréola mais aberta, límpido, escondendo a sua verdadeira idade de forma notável. No plano aromático apresenta-se com classe, finesse e elegância, com a fruta vermelha e preta maduras, de plena saúde e frescura, notas de cacau, algum fumo, bosque, turfa levantada, terroso pronunciado, notas balsâmicas, com subtil mentolado, envolvente e rico. Boca gigante, cheia de vida, estruturada e com complexidade evidente, ao mesmo tempo todo um registo de finura, tudo muito bem arrumado, preciso, textura envolvente, tanino sedutor, secura prolongada sem puxar a si o foco, num ponto de forma enorme e com um final de boca extenso.
Apenas 500 garrafas de preciosidade que muito prazer dá a beber. De contemplação, até a solo se bebe, embora, como nos anteriores, a comida seja companhia obrigatória. Borrego assado no forno ou um ensopado do mesmo, duas garrafas e boa gente connosco. Perfeito.

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Obliti Colheita Tardia 2019 Branco

OBLITI COLHEITA TARDIA 2019 BRANCO | DOURO | 14% | PVP  35€
MOSCATEL GALEGO BRANCO
ADEGA COOPERATIVA DE FAVAIOS, CRL
17,5

A casta Moscatel Galego Branco dá vida a este colheita tardia, apenas produzido em anos de excepcional qualidade, revelando mais uma cara, que desconhecia, de uma casta verdadeiramente nobre e com uma capacidade de expressão a vários níveis notável.
O dia da colheira foi especialmente tardio, a 16 de dezembro de 2019. O que revela, desde logo, uma maturação e desidratação longa e gradual das uvas na vinha, com o desenvolvimento do fungo Botrytis Cinerea (podridão nobre), mas em condições climatéricas específicas - humidade outonal seguida de semanas frias e soalheiras –, favoráveis a este tipo de podridão, que beneficia a concentração dos açúcares e dos ácidos naturais, além de gerar compostos aromáticos complexos e elegantes.
Resulta num conjunto de perfil doce, denso, com a componente cítrica a garantir equilíbrio e elegância, revelando grande amplitude no plano de harmonização com comida,  em especial em ligações por contraste como com queijos, um São Jorge DOP 24 meses, ou com umas iscas de cebolada ligeiramente caramelizada.
Cor amarelo, tonalidade âmbar jovem, reflexos dourados, aspecto límpido e cativante. Exuberante de aromas, fruta amarela passa, alperce, damasco, notas de manga, tangerina, laranja cristalizada, perfumado floral, mel, concentrado, embora mantendo a elegância e frescura necessárias. Boca com textura mais densa, untuosa, aveludada, com notas de laranja, acidez vibrante, muito citrino, fisálias, melado, doce marcado, num jogo de equilíbrio com a sua acidez, enamora o palato, prazeroso, com longo término de boca e em modo de convite a continuar a experiência. 

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Paulo Coutinho Fusion 2021 Rosé

PAULO COUTINHO FUSION 2021 ROSÉ | DOURO | 12,5% | PVP  36€
VIOSINHO, GOUVEIO, ENCRUZADO, BLEND 14 CASTAS
PAULO ALEXANDRE TEIXEIRA COUTINHO
18

Apresenta-se de forma oficial como um rosé, mas na verdade está muito longe de o ser e, verdadeiramente não o é. Pode parecer complicado, mas na verdade, como o Enólogo Paulo Coutinho prefere defini-lo, estamos perante um Blanc de Noir Orangée e, neste caso, não tenho dúvidas, um dos melhores que se podem encontrar com berço em território nacional.
O vinho é uma fusão de duas parcelas, uma fusão entre a frescura da uva branca produzida na Vinha do Borrajo, uma parcela jovem plantada em altitude (650 metros), com a complexidade aromática e estrutura da uva tinta produzida na Vinha da Fonte, uma parcela que tem 30 anos e encaixada no Vale do Rio Pinhão a 480 metros.
Comportamento de excelência à mesa, tanto na ligação com pratos de peixe de maior complexidade e gordura, conservas de peixe e frituras, como também com carnes grelhadas e churrascadas de verão, onde até será onde se mostra mais seguro.
Cor laranja intenso, salmão brilhante, aspecto límpido e cativante.  Desconcertante no plano aromático, exuberante, cheio de fruta fresca, muito citrino, toranja, fruto vermelho de bago, silvestre, alguma fruta de polpa amarela madura, traço floral envolvente, apontamento salino e pedregoso, rico e desafiante. Na prova de boca continuamos nesta viagem incrível, acidez vibrante, seco, tensão,, citrinos amargos, laranja, bergamota, toranja, puxa o palato, puxa por comida, pede, suplica, preciso e de harmonia brutal, que nos impele a beber. Final de boca longo, parece sem fim à vista.

terça-feira, 15 de julho de 2025

Offley Boa Vista Vintage Port 1997

OFFLEY BOA VISTA VINTAGE PORT 1997 | PORTO | 20% | PVP  35€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCESA, TINTA RORIZ, TINTA BARROCA
FORRESTER & Cª, SA
ENGARRAFADO EM 1999
17,5

A história da Quinta da Boa Vista atravessa a linha cronológica da vida do e no Douro Vinhateiro praticamente desde o início até aos dias de hoje, sendo, sem dúvida, um dos Ícones do Douro na produção de vinhos de excelência. Nesta sua extensa vida, passou por mais do que um dono e este Vintage da Offley reflete uma vida mais recente, a qual, seja por que razões forem, se foi subestimando e saindo do radar dos mais exigentes consumidores até mudar novamente de mãos. Este cenário fez com que hoje possamos adquirir estes vinhos a preços mais cordatos e verificar, com felicidade e prazer, que passados 28 anos temos um Porto Vintage em forma, com a evolução natural da passagem do tempo, mas ainda com tudo o que é preciso para nos soltar um sorriso de satisfação maroto e cúmplice com a companhia certa à mesa.
Cor vermelho rubi de média concentração, tonalidade granada escuro, ainda com reflexos luminosos limpos, revelando idade, embora escondendo parte dela. No nariz a fruta primária continua a mostrar-se evidente, amora, cereja, ameixa e ginja, algum fruto seco, nozes, perfil especiado, nota de erva seca, mato seco, harmonioso e desafiante. Boca com textura macia, aveludada, sensação doce equilibrada, acidez fina e vivaz, com bom comprimento, continuando a mostrar a fruta bem presente e apostado num registo muito afinado e em forma, terminando longo e prazeroso.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Herdade do Portocarro Partage 2021 Branco

HERDADE DO PORTOCARRO PARTAGE 2021 BRANCO | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 12% | PVP  39,90€
SERCIAL
JOSÉ R A. L. DA MOTA CAPITÃO
17,5

Se há vinho em que é correcto aplicar o termo "fora-da-caixa" é este Partage feito 100% a partir da casta Sercial, tão habitual de ser encontrada em vinhos fortificados Madeira, mas que aqui, aproveitando também a proximidade ao mar das vinhas que lhe dão origem, se transforma num vinho que tem tanto de prazeroso como de enigmático, que nos faz estremecer as bases que podemos ter como certas e que impressiona pelo registo salino, mineral e vibrante, com a fruta de pomar e citrina entrelaçada em notas florais e até algum petrolado. Uma bela dança entre acidez, complexidade e corpo.
Uma clara opção para a mesa, podendo ser uma opção para picar com fatias de presunto, muxama com um fio de azeite e frutos secos, queijos de pasta mole e de média intensidade, mas também para acompanhar uma tarde dedicada a abrir conservas de peixe da mais variada espécie.
Cor amarelo de tonalidade e reflexos dourados, intenso, aspecto límpido e cativante. Exuberante de aromas, fruta de pomar e citrina madura, maça verde, toranja e bergamota, componente floral bem casada, marcado salino, fino toque de melaço e traço petrolado, num perfil fresco e complexo. Mais cheio e untuoso na prova de boca, textura macia, acidez vibrante e salivante, voltando à maça verde, ao sal, numa brincadeira saudável com sensação mais adocicada e especiado picante, terminando longo e persistente.

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Poeira 37 Barricas 2020 Tinto

POEIRA 37 BARRICAS 2020 TINTO | DOURO | 14,5% | PVP  39€
VINHAS VELHAS, TOURIGA NACIONAL
JORGE M. NOBRE MOREIRA 
18
 
O perfil que Jorge Moreira procura imprimir no seu Douro da Quinta do Poeira, que está situada em Provesende, ao longo de uma encosta no vale do rio Pinhão e com exposição a Norte, um pouco em sentido contrário ao Douro mais tradicional e mais sustentado no tanino, está baseado na elegância, na acidez e na frescura dos vinhos que representam e refletem o carácter único da sua vinha e da sua vida ao longo de cada ano. 
Este vinho, que após fermentação em lagar descansa ainda mais 18 meses em barricas de carvalho francês, mostrar toda esta filosofia, revelando-se equilibrado e elegante, com a fruta, a barrica e o terroir muito bem casados, com potencial enorme de guarda (merece o tempo de espera) e um companheiro seguro na ligação na mesa com carnes vermelhas, caça de pelo e cozinha regional duriense.
Cor vermelho rubi, tonalidade violácea, aspecto límpido e jovem. Apesar da riqueza e complexidade aromática com que se apresenta, não deixei de o fazer com uma finesse notável. Elegante na fruta escura e fruto de bosque maduros, componente citrina, pitada floral fresca, ligeiro terroso, bosque húmido, especiaria, pimenta preta, nota balsâmica, hortelã em fundo, bouquet desafiante e vivo. Boca com estrutura e volume, textura macia, secura de palato, fina e persistente, bela acidez, a suportar a fruta muito bonita e cheia, tanino polido, mas Senhor, conjunto rico, complexo e harmonioso, com final de boca longo e persistente.

terça-feira, 15 de abril de 2025

Cortes de Cima Salino 2020 Branco

CORTES DE CIMA SALINO 2020 BRANCO | ALENTEJO | 11% | PVP  38€
LOUREIRO
CORTES DE CIMA
17,5

Momento para confessar que ainda não havia provado nenhum vinho da Cortes de Cima desde que Anna Jorgensen, filha do casal Hans e Carrie Jorgensen, que deram início ao projecto em 1988, pegou na batuta e assumiu a responsabilidade pelos novos vinhos, pela forma como eles nascem e pela nova roupagem tão diferente da anterior. Dar o sinal de partida com este Salino, embora não sendo da colheita mais recente, foi uma bela forma de me fazer ao caminho.
Dizer ainda que este Salino é fruto de uma parceria entre a Anna Jorgensen e Dirk Niepoort, que juntos trabalharam a uvas das casta Loureiro de berço Atlântico e que resulta num registo de balanço entre elegância e delicadeza no plano aromático, e uma acidez pungente, toda ela mar, com prolongamento final não mesurável quando o levamos à boca. Notável.
Cor amarelo citrino intenso, leve nuance palha, aberto, brilhante e jovem. Nariz elegante e delicado, nota de mar, leve iodo, casca de limão, folha de louro seca e o mar que não me larga os sentidos. Na prova de boca destaque para vivacidade, energia e acidez vibrante, vertente marítima, vertical e preciso, num bom jogo entre tensão, fruto citrino e secura vivaz, que nos apanha desprevenidos, terminando quase sem fim, se assim posso descrever.

quinta-feira, 20 de março de 2025

O novo ODE Phosphorus e a sua improvável Semillon

A ODE Winery, localizada em Vila Chã de Ourique, no Cartaxo, acaba de lançar o seu mais recente vinho, o ODE Phosphorus da colheita 2023. Um vinho que foi produzido unicamente a partir da casta Semillon, fermentada e envelhecida durante 12 meses em barricas de carvalho francês de 500l, resultando num vinho de enorme elegância, de textura mordiscável, com potencial enorme à mesa e com um perfil singular e único, devido às suas notas minerais ligeiramente fumadas, que levaram à proposta do seu nome.

Apesar desta elevação da casta Semillon nos brancos da ODE Winery, não deixa de ser curiosa a sua história nas vinhas do produtor. 
Após a aquisição da propriedade e já com a Enóloga Maria Vicente ao leme, no decorrer de uma visita às vinhas estranhou-se o facto de existir um parcela tida como sendo Viognier, mas que apresentava uma parte significativa de videiras completamente diferentes das que se tinha como certo como ser, efectivamente Viognier. Logo em campo a Enóloga apontara à Semillon, mas só após confirmação posterior, foi então percebido que seria mesmo Semillon.
A improvável Semillon começa agora a ganhar espaço no portfolio do produtor, ao mesmo tempo que se começa a mostrar singular e única, produzindo vinhos que fogem ao habitual registo da Semillon no nosso País. Uma visão de perfil de Semillon que pretende revelar a sua identidade única, aliada à autenticidade do terroir existende em Vila Chã de Ourique, dando ao consumidor vinhos distintos e que respeitam a sua essência.

ODE PHOSPHORUS 2023 BRANCO | TEJO | 11,5% | PVP 38 €
SEMILLON
ODEWINERY - PLANEURIMO, LDA
18

Cor amarelo citrino, aberto e luminoso, com reflexos esverdeados, aspecto límpido e jovem. No nariz não podemos fugir às leves e integradas notas de fósforo, fumo e vincado mote mineral que envolve as notas de fruta citrina, limão confitado e toranja, assim como marmelo maduro, maça e pêra, floral evidente, camomila, pedra lascada, faísca, num registo cheio de carácter e desafiante. Expressivo de boca, mantendo um fino apontamento fumado, num registo elegante e delicado, médio volume, leveza, delicada cremosidade, acidez no ponto, fruta sumarenta, conjunto harmonioso, com término de boca longo e persistente.
Procura ávida por comida, peixe e marisco, cozinha com twist asiático, sardinha, carne de porco grelhada, potencial diversificado. Um vinho de apenas 2000 garrafas, que poderemos não ter a sorte de voltar a beber em colheitas futuras devido à sua singularidade. 

ODE SEMILLON 2022 BRANCO | TEJO | 11,5% | PVP 21 €
SEMILLON
ODEWINERY - PLANEURIMO, LDA
17

Cor amarelo citrino luminoso, nuances esverdeadas, aspecto límpido e jovem. No plano aromático mostra a fruta citrina madura em conjunto com fruto de polpa amarela, pêssego, com floral mais evidenciado em relação à primeira prova (junho 2024), mostra-se mais sumptuoso e mais cheio do que a colheita de 2023. Boca vivaz, a gritar frescura, acidez vibrante num bom equilíbrio entre volume e cremosidade, nervoso e com a fruta a continuar a mostrar-se bonita. Final de boca longo e vivaço.

ODE SEMILLON 2023 BRANCO | TEJO | 11,5% | PVP 21 €
SEMILLON
ODEWINERY - PLANEURIMO, LDA
17

Cor amarelo citrino intenso e luminoso, leve tonalidade esverdeada, aspecto límpido e jovem. Nariz delicado e elegante, fruto citrino expressivo e fruto de pomar maduro de mãos dadas, limão, toranja, bergamota, maça verde e pêra, fino encontro com notas de flor branca, pitada de malagueta verde, pedra lascada. Pujante e vivaço de boca, textura macia, leve cremosidade, acidez vibrante, tensão e fruta em destaque, fresca, registo uno, leve e de pendor gastronómico, terminando longo e elegante. 
______________________________________________
ODE WINERY, FARM & LIVING
Rua Coronel Lopes Mateus, N°13
VILA CHÃ DE OURIQUE
CARTAXO

domingo, 22 de dezembro de 2024

Virgílio de Sousa Bairrada Clássico 2019 Branco

VIRGÍLIO DE SOUSA BAIRRADA CLÁSSICO 2019 BRANCO | BAIRRADA | 12% | PVP  38€
CERCIAL, BICAL
QUINTA DA MATA FIDALGA AGRICULTURA E TURISMO RURAL, LDA
17,5

Homenagem a Augusto Virgílio de Sousa, fundador desta Casa, num lote exclusivo e especial feito a partir das castas Cercial e Bical provenientes de parcelas de uma vinha da Quinta da Mata Fidalga. Bairrada Clássico, que se sente, feito para durar anos e que se encontra num belo momento de forma, sendo companhia acertada para um peixe gordo assado no forno ou um tradicional arroz de pato. 
Cor amarelo citrino, tonalidade palha, aspecto límpido, luminoso e jovem. Ao primeiro contacto, no plano aromático, percebemos desde logo a Bairrada, aparecendo a fruta de pomar madura, pêssego e alperce, lado a lado com as notas de fruto citrino, casca de laranja e toranja, pitada floral, notas de barrica bem integradas e componente mineral em fundo, pedregoso e salino, complexo. Boca com volume, textura macia, cremosidade envolvente, acidez bem alinhada, vibrante, a secar o palato, encostada ao citrico da fruta, que aparece também no final de boca a transmitir mais vivacidade e persistência, conjunto harmonioso, largo, barrica ligada e término longo e persistente.

sábado, 7 de dezembro de 2024

Sybille Kuntz Spätlese 2017 Braanco

SYBILLE KUNTZ SPTÄLESE 2017 BRANCO | MOSEL (ALE) | 12,5% | PVP  35€
RIESLING
SYBILLE KUNTZ
17,5

Harmonioso e equilibrado, com as notas de fruta de expressão natural da casta ainda em domínio sobre os tradicionais petrolados que a casta desenvolve após algum tempo, acidez vibrante, seco, longo, revelando também ser uma boa aposta para uma guarda atenta durante muito anos.
Embora ainda fora do meu radar, Sybille Kuntz é considerada uma das mais talentosas mulheres no mundo do vinho. Entra para a lista de seguimento.
Cor amarelo citrino, intenso, tonalidade palha, sem nuances marcadas da passagem dos anos, aspecto límpido e ainda jovem. Exuberante e intenso de aromas, com notas de fruto de polpa amarela maduros, pêssego e alperce, lado a lado com notas citricas, mel, chá, aparecendo já em fundo, embora de forma muito leve, uma ponta de petrolado. Na boca cresce em entusiasmo, mostrando a sua acidez latejante numa relação de equilibrio saudável com a percepção alcoolica e a tua textura com ligeira cremosidade, com frut sumarenta, lado mineral vincado, prolongamento de final de boca longo. 

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Herdade do Sobroso Grande Reserva 2021 Tinto

HERDADE DO SOBROSO GRANDE RESERVA 2021 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP  35€
ALICANTE BOUSCHET, CABERNET SAUVIGNON
SOCIEDADE AGRO-PEC. HERDADE DO SOBROSO, LDA
18

O casamento certeiro entre a Alicante Bouschet e a Cabernet Sauvignon, nascidas de um terroir único, no qual o Rio Guadiana assume natural relevo e importância. Um vinho poderoso, pleno de vida, generosa frescura e elegância, com potencial de guarda a perder de vista. Faz companhia de conforto em dias mais sombraceiros, nos quais precisamos de um vinho que traga aconchego à mesa, aos almoços de família, aos pratos de carne de forno, aos sabores outonais. 
Cor vermelho rubi concentrado, tonalidade violeta, auréola luminosa, aspecto límpido e jovem. No plano aromático apresenta-se com complexidade e riqueza de perfil, juntando-lhe elegância e frescura, revelando medida certa na fruta vermelha e preta maduras, em ligação com notas hortícolas subtis,  folha de tomateiro e pimento verde, e boa integração da barrica, especiaria fina, algum terroso e fumado a envolver,  com muita frescura no conjunto. Grande estrutura de boca, volumoso e de textura macia e aveludada,  bela acidez, a elevar o conjunto, tanino com garra e força, fruta sumarenta, tudo muito alinhado e equilibrado, prazeroso e com término de boca longo e persistente.

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Real Companhia Velha Porto Vintage 1985

REAL COMPANHIA VELHA PORTO VINTAGE 1985 | PORTO | 21% | PVP  35€
TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ, TINTA BARROCA, TOURIGA NACIONAL
REAL COMPANHIA VELHA VINHOS
17

Apesar do prazer que ainda dá a beber aparece já em curva descendente e a pedir que seja bebido o quanto antes. É aproveitá-lo com uma sobremesa com muito fruto seco torrado, algum caramelizado e um salpico de flor de sal.  
Cor vermelho de muito pouca concentração, nuances acobreadas, já perdeu muita da concentração de um vintage e está agora visualmente de idade avançada. No nariz mostra ainda alguma da fruta vermelha e preta que outrora lhe marcou o perfil, mais adocicado, fruto seco torrado, ligeira torrefação, pitada especiada, a nota alcoolica sobresai mais do que esperado. Boca vivaz, textura macia e adocicado sobressaido, acidez fina, prolongada, registo mais leve e licorado, canela, fruta macerada, com final de boca longo.

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Dom Ponciano Colheita selecionada 2013 Branco

DOM PONCIANO COLHEITA SELECIONADA 2013 BRANCO
| VINHOS VERDES | 13% | PVP  35€
ALVARINHO
RE VINHOS E DERIVADOS UNIPESSOAL, LDA
17

A casta Alvarinho não produz vinhos apenas para beber no ano de colheita ou seguinte. É muito mais do que isso e este Alvarinho colocado no mercado já com algum tempo de descanso propositado é disso bom exemplo. Não esconde que terá alguma idade, mas penso que também não será esse o obejctivo, pois devido à sua evolução serena, mantém a frescura e vivacidade aliando pormenores deliciosos só capazes devido à passagem do tempo. 
É motivo suficiente para se chegar à mesa um bom arroz de marisco, uma massada de peixe ou um bacalhau grelhado, lascado e temperado com azeite. Os queijos de meia cura ou pasta mole serão outra delicia com ele no copo.
Cor amarelo mais carregado, tonalidade palha com nuances douradas, brilhante, aspecto límpido e com nota de alguma idade. No nariz conduz-nos a uma colheita já com alguns anos, com boa evolução, notas citrinas e de fruta de pomar, maça reineta, algum fruto seco, infusão de mel e limão, pedra lascada, perfil fresco e elegante, harmonioso e desafiador. Boca vivaz, com nervo, acidez bem medida, prolongada, chegada às notas de fruta, com sabor, com envolvência e precisão, conjunto cativante, guloso e com longo final de boca.

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Quinta da Boavista Vinha do Levante 2021 Branco

QUINTA DA BOAVISTA VINHA DO LEVANTE 2021 BRANCO | DOURO | 13% | PVP  35€
ARINTO, VIOSINHO
SOGEVINUS FINE WINES, SA
18

A segunda colheita deste branco de eleição mantém o perfil já conhecido da colheita 2020, fruta e passagem por barrica num enlace sem arestas, num jogo entre elegância, vivacidade e complexidade no qual a nota de destaque vai para o equilíbrio, antevendo-se boa guarda, caso seja essa a escolha, e de grande versatilidade quando o chamamos para a mesa.
Consegue aninhar-se, em inicio de refeição, a entradas à base de conservas de peixe, cavala, carapau e sardinha, podendo prolongar-se depois para pratos principais, com outra riqueza e elevação, como um delicioso arroz  caldoso de marisco ou de peixe, bacalhau e polvo à lagareiro ou saltar até à carne com uns lagartos de porco preto salpicados com sumo de limão.
Cor amarelo intenso, luminoso, leve tonalidade esverdeada, aspecto límpido e jovem. Elegante de aromas, mostrando a fruta de pomar e citrina madura, alperce, pêssego, melão e toranja, leve floral, revelando a barrica muito bem integrada, fumado bem medido, pimenta branca, pedra partida, complexo e rico. Boca com presença, largura e volume, macio de textura, acidez vivaz, prolongada e com boa passagem para a fruta, dando-lhe palco, e equilibrada nota especiada num conjunto uno, prazeroso a beber, com final de boca longo e persistente.

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Alves de Sousa Pessoal 2015 Branco

ALVES DE SOUSA PESSOAL 2015 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP  39€
MALVASIA FINA, VIOSINHO, GOUVEIO, 10 CASTAS AUTÓCTONES
DOMINGOS ALVES DE SOUSA
18

O vinho branco nacional dá-me, cada vez mais, só alegrias e bons momentos. Este Pessoal (muito Pessoal) de Alves de Sousa está nesse patamar. Desde que bebi, já há alguns anos, o 2003, que persigo cada colheita seguinte. 
São 5 anos de guarda nas caves do produtor até ser lançado no mercado e nos brindar com este perfil único de fruta de polpa amarela e citrinos bem ligadas a notas de leve evolução, algum favo de mel, chá de limão, especiaria exótica, flor branca, rico e desafiante. Boca com volume, cheio, textura macia, acidez pronta, que nos seca o palato e que o segura e o faz brilhar à mesa. Ainda vai durar muito tempo. Que vinho!

terça-feira, 14 de maio de 2024

Exagium 2020 Branco

EXAGIUM 2020 BRANCO | VINHOS VERDES | 13% | PVP  38€
ALVARINHO
BY PEDRO MARTIN / MÁRCIO LOPES, LDA
17,5
 
Exagium/EXAG1.UM (ensaio) é um vinho nascido de um desejo, de uma ideia e, por fim, de um ensaio que Pedro Martin e Márcio Lopes acabaram por dar vida num grande Alvarinho, tocado com véu, com flor, resultando num perfil rico, cheio, multi-camada, texturado, mordiscável, vivaço, salino e de acidez vincada.
O facto de ter sido parcialmente fermentado em barricas de Jerez, para além da passagem também por barrica de carvalho francês, atribui ao vinho mais carácter e singularidade. Potencial de guarda imenso, embora esteja num momento de forma em que dá imenso prazer a beber, que se junta à mesa de forma versátil, pronto para pratos com sabores fortes e desafios sérios. 
A feijoada de marisco aninhou-se no seu colo e por lá se manteve até ao final.