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segunda-feira, 28 de julho de 2025

Paulo Coutinho Fusion 2021 Rosé

PAULO COUTINHO FUSION 2021 ROSÉ | DOURO | 12,5% | PVP  36€
VIOSINHO, GOUVEIO, ENCRUZADO, BLEND 14 CASTAS
PAULO ALEXANDRE TEIXEIRA COUTINHO
18

Apresenta-se de forma oficial como um rosé, mas na verdade está muito longe de o ser e, verdadeiramente não o é. Pode parecer complicado, mas na verdade, como o Enólogo Paulo Coutinho prefere defini-lo, estamos perante um Blanc de Noir Orangée e, neste caso, não tenho dúvidas, um dos melhores que se podem encontrar com berço em território nacional.
O vinho é uma fusão de duas parcelas, uma fusão entre a frescura da uva branca produzida na Vinha do Borrajo, uma parcela jovem plantada em altitude (650 metros), com a complexidade aromática e estrutura da uva tinta produzida na Vinha da Fonte, uma parcela que tem 30 anos e encaixada no Vale do Rio Pinhão a 480 metros.
Comportamento de excelência à mesa, tanto na ligação com pratos de peixe de maior complexidade e gordura, conservas de peixe e frituras, como também com carnes grelhadas e churrascadas de verão, onde até será onde se mostra mais seguro.
Cor laranja intenso, salmão brilhante, aspecto límpido e cativante.  Desconcertante no plano aromático, exuberante, cheio de fruta fresca, muito citrino, toranja, fruto vermelho de bago, silvestre, alguma fruta de polpa amarela madura, traço floral envolvente, apontamento salino e pedregoso, rico e desafiante. Na prova de boca continuamos nesta viagem incrível, acidez vibrante, seco, tensão,, citrinos amargos, laranja, bergamota, toranja, puxa o palato, puxa por comida, pede, suplica, preciso e de harmonia brutal, que nos impele a beber. Final de boca longo, parece sem fim à vista.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Paulo Coutinho Vinha da Fonte 2020 Tinto

PAULO COUTINHO VINHA DA FONTE 2020 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP  42€
FIELD BLEND CASTAS TRADICIONAIS DOURO
PAULO ALEXANDRE TEIXEIRA COUTINHO
18

Nasce pela mão de Paulo Coutinho, com uvas da vinha plantada em Celeirós do Douro, em pleno Cima-Corgo, corria o ano de 1992, tendo sido mais tarde, em 2016, convertida em produção biológica. Resulta de um Field Blend de 14 castas tradicionais durienses, umas mais conhecidas do que outras, mas todas concorrendo com o seu papel para o equilíbrio do blend. Passou por um sono de 18 meses em barricas de carvalho francês e depois engarrafamento em junho de 2022.
Provado recentemente, revelou-se com enorme elegância, ao mesmo tempo que foi mostrando força e potência, com a fruta bem expressiva, fruto vermelho, preto e alguma passa, estando muito bem casado com as notas que ganhou, não só com a passagem por barrica, mas tem pelo facto da uva ter sido vinificada em cacho inteiro. Vertente de bosque, vegetal bem medido, terroso, camadas em cima de camadas, um Senhor vinho. Merece a companhia de pratos de carne complexos, com sabor, como um estufado de Javali, bem feito, com tempo de lume e tempo para ser comido.
Cor vermelho rubi de média concentração, auréola luminosa, aspecto límpido e jovem. No plano aromático revela um bouquet de enorme elegância e harmonia, no qual temos, numa primeira camada, a fruta vermelha e preta com boa intensidade e expressão, alguma fruta passa, num casamento seguro com as notas florais da esteva, mato seco, bem medido vegetal, algum bosque, caruma, terroso, especiaria, pimenta preta, rico e complexo. Boca de médio porte, frescura e finesse, mostrando que não se optou pela máxima extração, dando um perfil com alguma rusticidade, textura mordiscável, seco, bom prolongamento alinhado à componente da fruta, bonita, e ao tanino presente, preciso, num conjunto uno, que vai crescendo até necessitarmos de uma segunda garrafa. Termina longo e prazeroso.

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Paulo Coutinho Vinha do Borrajo 2021 Branco

PAULO COUTINHO VINHA DO BORRAJO 2021 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP  33€
VIOSINHO, GOUVEIO, ENCRUZADO
PAULO ALEXANDRE TEIXEIRA COUTINHO
17,5

Paulo Coutinho, no seu caminho a solo e muito pessoal, brinda-nos com mais um vinho cheio de carácter e com perfil que nos leva por um passeio diferente. Nariz onde a fruta surge envolta numa fina camada oxidativa, alguma tisana, mel e limão, perfumado, fósforo e depois na boca com acidez vincada, em tensão, com corpo pronto, perfeito para comida, deixando-se apaixonar pelo bacalhau em três momentos distintos. Vai durar alguns anos em garrafa.
Cor amarelo intenso, tonalidade palha, luminoso, aspecto límpido e jovem. Perfil aromático rico e complexo, fruta de pomar e citrino bem lado a lado, aninhados em notas perfumadas florais, pólen, leve tisana, sensação de limão com mel, fina camada oxidativa envolvente, toque de cabeça de fósforo, desafiante e cativante. Mantemos a viagem na prova de boca, percepção de largura, textura macia e aveludada, com acidez bem vincada, persistente, em tensão, não deixando de se mostrar elegante e não invasiva, dando frura com sabor e frescura, num conjunto equilibrado e com término de boca longo e persistente.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Paulo Coutinho 2016 Tinto

PAULO COUTINHO 2016 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP  27€
FIELD BLEND - TINTA BARROCA, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ, TOURIGA NACIONAL
PAULO COUTINHO
17,5

Acompanho o trabalho do Paulo Coutinho há alguns anos, já não me recordo quantos, mas sempre no papel de enólogo da Quinta do Portal, como muitos o deverão conhecer. Agora, em pleno furacão pandémico, "atreveu-se" a lançar o primeiro vinho como Vigneron, como enólogo e como produtor e provavelmente agora no inicio com muitos outros chapéus. Ainda bem que assim é.
O vinho nasce da colheita de 2016 com uvas plantadas de uma vinha por si plantada em 1992. Uma parcela em Celeirós, plantada à antiga, saindo dali um verdadeiro field blend, que depois pisa a pé e fermentação adormece 18 meses em barricas usadas de carvalho francês tendo sido engarrafada em meados do ano de 2018. Em Abril de 2020 chegou aos nossos copos.
Cor rubi intenso, concentrado, mais aberto no bordo do copo, aspecto jovem e limpo. Plano aromático muito fresco e complexo, mostrando a fruta preta madura, fruto de árvore, ameixa e cereja, com perfumado floral delicado, sendo depois acompanhados de um lado mais de bosque, alguma turfa, cedros, especiaria, pimenta, caixa de charuto, desafiante. Mostra-se seguro de boca, com estrutura e volume, mas com muita elegância e finura, sem ser madurão, será também o terroir a dizer que está presente,  tanino presente, polido, com a fruta a revelar-se também aqui no ponto e nítida, harmonioso, com as notas de estágio em barrica a juntarem ao conjunto, muito uno e com final de boca longo e elegante.
Ainda está a subir, a garrafeira será boa conselheira durante mais um tempo. Esta garrafa era a 111 de 1306. Como não era filha única vou ter oportunidade de o beber mais à frente.