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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Várzea da Pedra Branco Macerado 2023 Branco

VÁRZEA DA PEDRA BRANCO MACERADO 2023 BRANCO | IVV | 12,5% | PVP  11,49€
VINHAS VELHAS, ALICANTE BRANCO, ARINTO, FERNÃO PIRES, MALVASIA-REI, MOSCATEL GRAÚDO, SEARA-NOVA, MOSCATEL GRAÚDO, SEARA-NOVA, VIOSINHO, VITAL
QUINTA VÁRZEA DA PEDRA, LDA
17,5

Confesso que cada vez me dá mais prazer beber brancos com este perfil, longe do branco convencional, esquecendo a cor no copo e apreciando um jogo de aromas rico e desafiador, enquanto, na boca, há estrutura, acidez vibrante, secura salivante e sensação tânica que nos leva a querer puxar por comida quase de imediato. 
Versátil e prazeroso, consegue fazer maridagens de sucesso com tártaros de peixe ou carne, peixe frito, carnes grelhadas e queijos com algum tempo de cura e de média intensidade. 
Cor amarelo intenso, reflexos dourados, aspecto límpido, atraente e, neste caso, contrário à idade do vinho. Nariz de perfil levemente evolutivo, fruta de caroço e citrina com tempo, casca de citrino, toranja e laranja, floral, camomila, cera de abelha, faceta salina e mineral, num contínuo passo elegante e fresco. Boca com primeiro ataque cheio de fruta citrina, a secar de imediato o palato, laranja e toranja, cheio de energia e equilíbrio, boa tensão, sensação tânica, envolvente, harmonioso, dá prazer ao beber e a levá-lo à mesa, final de boca longo e guloso.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Marias da Malhadinha Vinhas Velhas 2022 Branco

MARIAS DA MALHADINHA VINHAS VELHAS 2022 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  65€
MANTEÚDO, ALICANTE BRANCO, ROUPEIRO, DIAGALVES
HERDADE DA MALHADINHA NOVA, SA 
18

Apenas vê a luz do dia em anos de colheita de excepcional qualidade e são sempre produzidas muito poucas garrafas deste que é o topo de gama da Herdade da Malhadinha Nova. Nasce no cenário único do Vale Travessos, onde as vinhas velhas centenárias guardam um património genético raro de castas autóctones misturadas, como a Manteúdo, a Alicante Branco, a Roupeiro, a Diagalves e a Olho de Lebre que vão desafiando o clima quente da planície alentejana, aliando a idade destas videiras e o estágio de dez meses em barricas de carvalho francês com bâtonnage à produção de um vinho com identidade singular.
O contra-rótulo deste vinho ajuda-nos a compreender o curioso nome do vinho. Uma homenagem. Não só aos Marias da Malhadinha, aos seus Marias mais novos, como aos seus antecessores, mas também a todos os outros Marias que contribuíram para que este nome se tornasse um símbolo em Portugal.
No copo, revela um comportamento notável, agarrando-nos numa viagem sensorial que se inicia com marcada austeridade mineral, rapidamente dando lugar às notas de fruta madura, evoluindo para uma boca untuosa, com uma acidez vibrante e fresca que lhe assegura um final longo e persistente. À mesa é parceiro ideal para pratos ricos de peixe no forno, mariscos expressivos, arroz de marisco ou carnes brancas delicadamente condimentadas. No nosso prato esteve um arroz de tamboril com camarão, rico, caldoso, criando um casamento feliz e memorável.
Cor amarelo citrino, com leve tonalidade palha, ainda com reflexos esverdeados, límpido e surpreendentemente jovem. No nariz mostra-se delicado e um pouco tímido a início de conversa, mostrando um lado mais austero, com subtis notas de pólvora, giz e uma forte assinatura mineral, dando lugar, à medida que o vinho respira e ganha temperatura, ao despertar aromático mais exuberante, onde aparecem as notas de fruta de caroço bem limpa, ligeiros apontamentos vegetais que lembram espargos frescos e uma delicada envolvência das notas derivadas da sua passagem por barrica. Na boca continuamos em crescendo, com uma entrada que impressiona pelo contraste entre a textura rica, untuosa e cremosa e uma acidez cortante e elétrica que enchem de vida todo o conjunto, revelando um registo de grande precisão, focado e onde a fruta e a mineralidade se estendem num final de boca tenso, salivante e de grande persistência.

sábado, 13 de janeiro de 2024

Vinhas Nunes Mata 2022 Branco

VINHAS NUNES MATA 2022 BRANCO | LISBOA | 12% | PVP  18 €
ARINTO, ALICANTE BRANCO, MALVASIA REI
PEDRO ALEXANDRE NUNES MATA E CARLOS
17

Inicio de aventura sério deste projecto recente nascido na região Oeste de Portugal, em A-dos-Ruivos, Bombarral. Projeto familiar, a dar os primeiros passos, dedicado à produção de uvas e, mais recentemente, à produção de vinho, em pequena quantidade, proveniente de pequenas parcelas de vinhas velhas em recuperação, já na família há várias gerações, e neste momento também em conversão para modo biológico.
São apenas 4000 garrafas deste branco, de blend pouco ususal, mas resultando num conjunto harmonioso, expressão do terroir, onde fruta de pomar e a presença marítima se unem de forma feliz, revelando acidez vincada e perfil pronto para pratos com mar, com peixe, marisco de concha e fatias de presunto cortadas finamente.
Cor amarelo citrino, aberto, luminoso, leve esverdeado, aspecto límpido e jovem. Aroma delicado, elegante, notas de fruta de pomar madura, maça em evidência, pitada citrina, flor branca, salino, marítimo, pedra lascada. Boca de médio volume, textura macia, acidez acutilante, bom comprimento, salivante, com a maça verde a tomar novamente o seu lugar, ao lado de salinos evidentes, terminando longo e persistente. 

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Fita Preta A Laranja Mecânica 2018 Branco

FITA PRETA A LARANJA MECÂNICA 2018 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP  19,90€
ARINTO, ROUPEIRO, VERDELHO, ANTÃO VAZ, ALICANTE BRANCO, TRINCADEIRA DAS PRATAS, FERNÃO PIRES
FITAPRETA VINHOS, LDA
17,5

Um vinho diferente. Diferente no conceito, no resultado final, no nome e na roupagem. Pelo seu perfil acredito que não será um vinho consensual, não agradará gregos e troianos, mas é destes projectos que o Vinho também precisa, ousadia, personalidade, direi também experimentalismo. Os meus parabéns!
Quando, pela primeira vez, fui confrontado com o nome do vinho pensei de imediato no clássico de Stanley Kubrick e após provar o vinho ligo-o bastante ao lado disruptivo e desconcertante do mesmo e tal como com o filme a sensação final é deliciosa.
Cor âmbar jovem, alaranjado aberto, aspecto límpido e brilhante. O plano aromático deste vinho é um verdadeiro desafio aos sentidos, com as notas de fruta passa e seca bem presente, casca de laranja cristalizada, ladeada por pontual melaço, iodados leves, polen de flores, cera de abelha, irradia frescura. Na boca mostra bom volume e largura, com acidez mordaz, harmoniosa, com uma fruta citrina peculiar, sumarenta, toranja, tangerina, alguma laranja madura, chá com casca de limão, traço de mel, funcionando como um todo, equilibrado, guloso e com final de boca longo.  
Encontrei-o bastante versátil à mesa. Desde a harmonização com pratos de peixe e de carne com alguma complexidade e estrutura, como mesmo numa tábua de queijos e enchidos regionais. 

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Fita Preta Chão dos Eremitas Alicante Branco 2018 Branco

FITA PRETA CHÃO DOS EREMITAS ALICANTE BRANCO 2018 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP  25€
ALICANTE BRANCO
FITAPRETA VINHOS, LDA
17,5

A Alicante Branco, também conhecida por Boal de Alicante e Boal Cachudo,  fez nascer este vinho único em Portugal e mesmo único no mundo. Uma das castas antigas do Alentejo que veio a perder lugar nos vinhedos quase até à sua extinção devido a, conta a história, ter a fama de produção de vinhos de baixa qualidade.
Importante neste vinho conhecer um pouco mais acerca da vinha de onde vem a matéria prima para a sua produção. A Vinha Chão dos Eremitas, com plantação datada de 1970, altitude entre os 256-267 metros e solos graníticos. Fica no sopé sul da Serra d’Ossa. É um lugar especial não só pelo terroir fresco que apresenta, mas também pela história ligada à produção de vinho de forma ininterrupta desde o século XIV, sendo que, foram encontrados alguns artefactos arqueológicos ligados ao vinho que datam do século VII a.c.. Vamos ao vinho?
Cor amarelo citrino, intenso, ligeiramente pálido, aberto, aspecto jovem e límpido. Aromaticamente complexo, com notas de fruta amarela, pêssego, alperce, alguma marmelo, maça verde e citrinos maduros toranja, tangerina, notas de flor branca, ligeiro toque quimico, cabeça de fósforo, amplo e fresco. Na boca surge com boa presença, alguma untuosidade e volume, acidez equilibrada, fruta de pomar, harmonioso, com final de boca longo e pesistente.
 Portou-se bem com o Pregado bem regado com azeite, mas creio que a experiência será plena com peixe mais gordo ou assados no forno. Bela companhia.