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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Monte da Peceguina 2025 Rosé

MONTE DE PECEGUINA 2025 ROSÉ | ALENTEJO | 12,5% | PVP  14,50€
ARAGONEZ, TRINCADEIRA
HERDADE DA MALHADINHA NOVA, SA 
16,5

Os dias continuam longos, quentes e a aceitar que um vinho rosé a privilegiar a expressão da fruta, numa abordagem limpa, directa e fresca, seja companhia bem escolhida tanto para a mesa como para momentos em que apenas apetece beber um bom rosé. Aqui encontro um belo exemplar deste conceito,  particularmente versátil à mesa, mas também, justamente, para qualquer momento. Gosto de o imaginar com peixe grelhado, marisco, ceviches, saladas com alguma complexidade, massas de inspiração mediterrânica ou pratos onde ervas aromáticas e legumes tenham presença. Se a ideia for petiscos e entradas também temos conversa e, sobretudo quando servido fresco, funcionará com naturalidade como vinho de início de refeição.
Cor rosa-claro com tonalidade salmão luminosa e subtil, aspecto límpido, jovem e atractivo. Componente aromática com boa intensidade, marcado pela fruta vermelha fresca, com uma expressão limpa e convidativa, onde a componente frutada surge acompanhada por notas florais e uma sensação de frescura que o torna muito apelativo. Na boca confirma essa leitura, mostrando equilíbrio entre fruta e acidez, com uma textura elegante e uma passagem de boca fresca e envolvente, afastando-se de um registo mais pesado e de exuberância desnecessária, seguindo antes uma combinação de leveza, frescura e precisão que o faz terminar seco, persistente e com vontade de voltar ao copo.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Marias da Malhadinha Vinhas Velhas 2022 Branco

MARIAS DA MALHADINHA VINHAS VELHAS 2022 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  65€
MANTEÚDO, ALICANTE BRANCO, ROUPEIRO, DIAGALVES
HERDADE DA MALHADINHA NOVA, SA 
18

Apenas vê a luz do dia em anos de colheita de excepcional qualidade e são sempre produzidas muito poucas garrafas deste que é o topo de gama da Herdade da Malhadinha Nova. Nasce no cenário único do Vale Travessos, onde as vinhas velhas centenárias guardam um património genético raro de castas autóctones misturadas, como a Manteúdo, a Alicante Branco, a Roupeiro, a Diagalves e a Olho de Lebre que vão desafiando o clima quente da planície alentejana, aliando a idade destas videiras e o estágio de dez meses em barricas de carvalho francês com bâtonnage à produção de um vinho com identidade singular.
O contra-rótulo deste vinho ajuda-nos a compreender o curioso nome do vinho. Uma homenagem. Não só aos Marias da Malhadinha, aos seus Marias mais novos, como aos seus antecessores, mas também a todos os outros Marias que contribuíram para que este nome se tornasse um símbolo em Portugal.
No copo, revela um comportamento notável, agarrando-nos numa viagem sensorial que se inicia com marcada austeridade mineral, rapidamente dando lugar às notas de fruta madura, evoluindo para uma boca untuosa, com uma acidez vibrante e fresca que lhe assegura um final longo e persistente. À mesa é parceiro ideal para pratos ricos de peixe no forno, mariscos expressivos, arroz de marisco ou carnes brancas delicadamente condimentadas. No nosso prato esteve um arroz de tamboril com camarão, rico, caldoso, criando um casamento feliz e memorável.
Cor amarelo citrino, com leve tonalidade palha, ainda com reflexos esverdeados, límpido e surpreendentemente jovem. No nariz mostra-se delicado e um pouco tímido a início de conversa, mostrando um lado mais austero, com subtis notas de pólvora, giz e uma forte assinatura mineral, dando lugar, à medida que o vinho respira e ganha temperatura, ao despertar aromático mais exuberante, onde aparecem as notas de fruta de caroço bem limpa, ligeiros apontamentos vegetais que lembram espargos frescos e uma delicada envolvência das notas derivadas da sua passagem por barrica. Na boca continuamos em crescendo, com uma entrada que impressiona pelo contraste entre a textura rica, untuosa e cremosa e uma acidez cortante e elétrica que enchem de vida todo o conjunto, revelando um registo de grande precisão, focado e onde a fruta e a mineralidade se estendem num final de boca tenso, salivante e de grande persistência.

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Convento do Paraíso 2022 Branco

CONVENTO DO PARAÍSO 2022 BRANCO | ALGARVE | 12% | PVP  16,95 €
ALVARINHO
ADEGA DO CONVENTO DO PARAÍSO, LDA
16,5

Provavelmente um dos primeiros 100% Alvarinho que bebi vindo de terras algarvias e, apesar do terroir mais quente se fazer sentir no seu perfil, confesso que a sua acidez vibrante, aliada a algum volume e complexidade me conquistaram de imediato. Muito boa ligação à mesa com uma conserva de sardinha em azeite, servida numa cama de húmus, pimentão doce fumado e salicórnia.
Cor amarelo citrino intenso, nuances esverdeadas, aspecto límpido e jovem. Plano aromático elegaante, primazia à fruta expressão da casta, fruta tropical e de pomar bem ligadas, splash citrino, perfumado floral bem medido. Boca com ligeiro volume e largura, macio, com acidez vibrante, a secar o palato e de boa duração, equilibrado, seguro, longo final de boca. 

terça-feira, 28 de novembro de 2023

Teixinha: Herdade da Malhadinha Nova continua a sua história com vinhos de Portalegre

A história da Herdade da Malhadinha Nova tem continuidade bem no coração do parque natural da Serra de São Mamede, a 700m de altitude, por entre cerejeiras, sobreiros e castanheiros centenários. Da Teixinha, propriedade com 2 hectares de vinha velha e outros 2 de vinha nova plantada em 2017, nascem 4 novos vinhos cujas palavras nos seus rótulos darão voz às memórias que a tornam especial. 
Dois brancos de 2021, um feito 100% de Roupeiro, registo frutado, mas sério e até algo austero; e um Field Blend, elegante, sedutor e vertente mineral. Os tintos, também ambos de 2021, trazem a surpresa do Tava, com estágio em ânfora de terracota, de grande frescura e elegância; e um Field Blend com estágio em barrica de carvalho francês, seguro, harmonioso e com tanino de seda.
Especial apontamento também para a imagem e rótulos dos Teixinha. Estavamos tão habituados aos desenhos nos rótulos dos vinhos da Herdade da Malhadinha Nova que nos esquecemos que as crianças cresceram e que a forma de se expressarem nesta nova referência teria de ser diferente. Preservando a tradição da participação da nova geração da família na conceção dos rótulos, foi-lhes lançado um novo e também original desafio: o de cada um deles relatar as suas experiências sobre o que a Teixinha representa através da escrita. Os rótulos trazem, deste modo, a sua assinatura em forma de texto.
 
TEIXINHA FIELD BLEND 2021 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP 25€
ROUPEIRO, TAMAREZ, BICAL, ARINTO
HERDADE DA MALHADINHA NOVA, SA
17
Cor amarelo citrino intenso, tonalidade esverdeada, aberto, límpido, brilhante e jovem. Plano aromático contido a inicio, libertando a pouco e pouco as notas de fruta de madura, citrinos e de pomar, bem ligadas com a face mais mineral do bouquet. Na boca mostra algum volume, interessante, textura macia, com uma certa cremosidade, não faltando elegância e acidez equilibrada, duradoura, novamente com a fruta em bom plano, com sabor, conjunto harmonioso com término de boca longo e persistente.

TEIXINHA ROUPEIRO 2021 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP 22€
ROUPEIRO
HERDADE DA MALHADINHA NOVA, SA
17,5
Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas, aspecto jovem e límpido. No nariz mostra, com elegância, as notas de fruto de polpa branca, assistida por leve citrino temperador, muita definição, voltando a marcar as notas minerais, num conjunto que cativa de imediato e nos leva na mão durante algum tempo. Boca de recorte fino e elegante, textura macia, acidez destacada, com tensão, secando bem o palato, aninhando a fruta sumarenta, sério, prazeiroso, vestindo um capa um pouco mais austera, que nos agarra, terminando longo e de secura prolongada.

Ambos os vinhos casaram, sem mácula,  com o prato do Chef Joachim Koerper Carpaccio de Camarão do Algarve e Boletos da Nossa Terra, no entanto, a minha aposta para o Field Blend  que se mostrou mais versátil, mesmo com a subida de temperatura, e mais preparado para os vários elementos no prato a jogar num xadrez terra- mar pleno de equilibrio.
 
TEIXINHA FIELD BLEND TAVA 2021 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP  45€
ARAGONEZ, ALICANTE BOUSCHET, TRINCADEIRA
HERDADE DA MALHADINHA NOVA, SA
17,5
Cor vermelho de média concentração, luminoso, aspecto límpido e jovem. Aromas frescos onde a fruta vermelha madura brilha, mostrando-se alegre, bonita e pura, em companhia feliz com notas bem medidas de algum terroso, lado fresco, imponente e que cativa. Na prova de boca continua a transmitir este perfil de frescura, revelando corpo médio, bom volume, textura macia, acidez no ponto, apoiando a fruta e um tanino mais polido e pronto, sem perder na elegância e fintando o teor alcoólico marcado no rótulo. Conjunto uno, com final de boca longo e persistente.
 
TEIXINHA FIELD BLEND 2021 TINTO | ALENTEJO | 15% | PVP 35€
ALICANTE BOUSCHET, ARAGONEZ, TRINCADEIRA
HERDADE DA MALHADINHA NOVA, SA
17,5
Cor vermelho rubi de média concentração, mostrando lágrima marcada, aspecto límpido e jovem. No plano aromático revela a fruta vermelha e preta maduras, bem casada com as notas ganhas pelo estágio em barrica de carvalho francês, tostados leves, algum fumo, cacau torrado, balsâmico fresco e especiaria em tempero final. Volumoso de boca, cheio, textura acetinada, sedosa, com acidez retemperadora, boa secura, fruta com sabor, tanino presente, polido, conjunto harmonioso, mostrando-se seguro, com potencial de guarda e com final de boca longo.

O prato escolhido para casar com ambos os tintos foi o Rabo de Boi Estufado em Teixinha Tinto, Puré de Batat, Maçã e Romã. Estes tinto merecem este tipo de encontro feliz. Feitos para desfrutar à mesa, com pratos de carne com esta complexidade e sabor. Difícil escolher, mas neste caso a minha queda foi para o Tava pela frescura com que se liga aos sabores mais quentes do prato. Tinto e prato vencedores.
 
A sobremesa, nascida das mãos da Chef Cintia Koerper, trouxe consigo a Pera ao Teixinha Branco, com Texturas de Caramelo e uma harmonização com o Late Harvest/Colheita Tardia com berço na Herdade da Malhadinha Nova. Ligação pela frescura da pera e vinho branco e pelo apontamento de caramelo, leve e integrado.
 
MALHADINHA LATE HARVEST 2020 BRANCO | ALENTEJO | 12% | PVP 30€
PETIT MASENG
HERDADE DA MALHADINHA NOVA, SA
17
Cor âmbar jovem, tonalidade dourada, aspecto límpido e cativante. Aromaticamente rico e complexo, intenso, a revelar fruta citrina madura, casca de laranja cristalizada, marmelada, goiabada, inundado o olfato com sensações doces. Mantém o registo de complexidade e riqueza de elementos, juntam-se a acidez que equilibra o conjunto, textura cremosa, voluptuosa, conjunto guloso, intenso e com final de boca longo.
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HERDADE DA MALHADINHA NOVA 
ALENTEJO
Morada: Herdade da Malhadinha Nova 7800-601 ALBERNOA - BEJA
Contactos: +351 284 965 210