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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Herdade Aldeia de Cima Reserva 2024 Branco

HERDADE ALDEIA DE CIMA RESERVA 2024 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP  17,50€
ANTÃO VAZ, ALVARINHO, ARINTO
HERDADE ALDEIA DE CIMA DO MENDRO, LDA
17,5

O microclima único da Serra do Mendro, no Alentejo, é berço de eleição para este branco que mostra bem a autenticidade e sofisticação deste terroir de altitude aliado a uma das maiores curiosidades na sua produção no processo de vinificação e estágio diferenciado. De forma resumida, enquanto a casta Antão Vaz estagia em balseiros de carvalho francês para ganhar estrutura e complexidade, o Alvarinho e o Arinto evoluem em depósitos de cimento Nico Velo, um detalhe técnico que lapida a textura do lote sem mascarar a pureza da fruta. O resultado é um branco de perfil seco, untuoso e marcadamente mineral, enriquecido por discretas notas fumadas e nuances salinas. 
À mesa, a sugestão para parceiro gastronómico ideal deve ter em conta os pratos de peixe gordo assado no forno, mariscos ricos ou queijos de ovelha curados. É daqueles com potencial de guarda enorme.
Cor amarelo citrino com reflexos esverdeados, aspecto límpido e jovem. No plano aromático mostra-se elegante e com vinco evidente mineral, de pedra lascada, oferecendo num segundo impacto as notas de fruta madura e fresca, citrinos bem casados com fruta de pomar, polpa branca e amarela,  barrica muito discreta e integrada, sem com o lado mineral a sobressair no conjunto. Boca num registo de equilíbrio entre o lado mais untuoso, corpulento e macio de textura e a vertente vibrante da sua acidez, com tensão e prolongamento, fruta citrina e de caroço, envolvente e energético, com final de boca com belo e longo comprimento.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Herdade Aldeia de Cima Alvarinho 2024 Branco

HERDADE ALDEIA DE CIMA ALVARINHO 2024 BRANCO | ALENTEJO | 11,5% | PVP  17,50€
ALVARINHO
HERDADE ALDEIA DE CIMA DO MENDRO, LDA
17

O berço nobre da casta Alvarinho em Portugal situa-se na região dos Vinhos Verdes, sub-região de Monção e Melgaço, no entanto, a casta tem também mostrado uma capacidade de adaptação incrivelmente a outras regiões vitivinícolas do País, originando vinhos com perfis diferentes dos primeiros, devido à natureza diferente de terroirs, mas também de elevada qualidade.
O primeiro monovarietal produzido na Herdade Aldeia de Cima do Mendro traz consigo a ousadia de criar um branco 100% Alvarinho no Alentejo, mas também a certeza que o terroir da Serra do Mendro se fará exprimir em mais um vinho que confirma a vocação da Vidigueira para vinhos brancos excecionais.
Cor amarelo citrino intenso, leve tonalidade esverdeada, luminoso e de aspecto límpido e jovem. O plano aromático é marcado por grande subtileza e elegância, focando-se em notas limpas e diretas, predominando as notas cítricas frescas, como da lima, e nuances de fruta de caroço ligeiramente verde, como pêssego, em detrimento da impressão mais forte da fruta tropical, apresentando leve traço da passagem pelos balseiros de carvalho francês e feliz perfil mineral, com notas de sílex e pólvora. Boca de médio volume, num registo muito focado e preciso, textura mastigável, acidez vibrante, boa tensão e prolongamento, fruta sumarenta e final de boca longo e persistente.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Herdade Aldeia de Cima Reserva 2021 Tinto

HERDADE ALDEIA DE CIMA RESERVA 2021 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  16,5€
ALICANTE BOUSCHET, ALFROCHEIRO, ARAGONÊS, TRINCADEIRA
HERDADE ALDEIA DE CIMA DO MENDRO, LDA
17,5

O terroir da Serra do Mendro está bem presente no perfil que aqui encontramos. Acima de tudo a elegância e frescura do perfil, no qual a fruta, sumarenta e distinta, emprega o seu poder, tendo depois como parceiros o estágio em barrica que lhe confere mais largura, mais complexidade e as notas que o tempo lhe dá. Revela aptidão à mesa para os pratos de carne vermelha, sabores outono e inverno, caça, dando-lhe tempo também no pós refeição. 
Cor vermelho granada de média concentração, aspecto límpido e jovem. No nariz sobressaem as notas de fruta vermelha e preta maduras, intensidade e exuberância moderadas, floral perfumado, casamento feliz com notas ganhas no estágio em barrica, tostados, pimenta moída, caixa de charuto e balsâmico bem medido. Boca vivaz e de médio volume, num plano de harmonia entre elegância e garra, textura macia, secura fina, bom prolongamento, salivante, fruta fresca e sumarenta, tanino polido, leve nota vegetal e especiada, equilibrado, com final de boca longo e persistente.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Herdade Aldeia de Cima Reserva 2019 Tinto

HERDADE ALDEIA DE CIMA RESERVA 2019 TINTO
| ALENTEJO | 13,5% | PVP  15,90€
ALFROCHEIRO, ARAGONEZ, TRINCADEIRA
HERDADE ALDEIA DE CIMA DO MENDRO, LDA
17,5

Mostra-se fechado e nervoso após saltar a rolha, precisa de algum tempo para se ambientar, aos poucos vai-se mostrando,  sem medo, com frescura, com um lado mais terroso e de pinhal, com a fruta bem bonita e com leveza, revelando mais Alentejo.
Cor vermelho rubi de média concentração, tonalidade mais aberta no bordo do copo, aspecto límpido e jovem. No nariz mostra-se a fruta preta, silvestre e de baga, madura, sem excessos, com floral perfumado, toque ligeiramente terroso, alguma turfa, caruma verde, fumado ao de leve, mantendo perfil fresco e elegante. A boca acompanha a elegância aromática, mostrando uma acidez equilibradora, mas mantendo o seu toque macio, com alguma untuosidade, um tanino fresco, pronto e presente, aliando a fruta sumarenta e saborosa, às notas provindas do estágio em barrica, terminando longo e persistente.
À mesa, após abertura da garrafa sem pressas, começar por entradas à base de cogumelos e depois continuar com pratos de caça,com cozinha de tempo ao fogo, para um vinho para apreciar com tempo, até ao fim.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Herdade Aldeia de Cima Myndru 2019 Tinto

HERDADE ALDEIA DE CIMA MYNDRU 2019 TINTO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  75€
ALFROCHEIRO, TINTA GROSSA, BAGA
HERDADE ALDEIA DE CIMA DO MENDRO, LDA
18

Seguia o ano de 2019 quando um dos vizinhos da Herdade Aldeia de Cima pediu aos proprietários que vindimassem as uvas de duas pequenas courelas- Cevadeira e Zorreira-, num total de 1,5 ha na zona da Cevadeira no sopé da Serra do Mendro. 
A vinha velha em viticultura de sequeiro era composta apenas por castas tintas tradicionais, tais como,  Alfrocheiro, Tinta Grossa e Trincadeira, tratada com pouca intervenção produtiva, dando origem a uma produção muito pequena. 
O solo granitoide do complexo eruptivo da Vidigueira, composto por quartzo-dioritos evoluídos, de grão médio a fino, com características muito próximas da transição dos xistos mais elevados, originando um vinho de identidade muito particular.
O vinho, de perfil singular, surpreende, desde logo pela tonalidade mais aberta da sua cor, continuando depois, pelo desafiante bouquet de aromas e a frescura extraordinária de boca, que nos agarra por completo.
Cor vermelho translúcido, tonalidade rubi aberta, pouca concentração, aspecto límpido e cativante. No plano aromático sentimos a fruta vermelha madura e bem fresca, muito definida, fruto silvestre, bagas, notas florais, esteva e flor do carrasco, com envolvência terrosa, cantaro de água, algum bosque, todo ele frescura. Na boca mostra uma textura fina, mas trincável, com uma acidez bem medida, que nos vai secando gradualmente a gengiva, ligeira rusticidade, faz salivar, presenteando, novamente, uma fruta de qualidade, bonita, fresca e sumarenta num conjunto harmonioso, com longo e elegante final de boca.
Apetece beber e apetece juntar-lhe comida. Nos dias quentes de verão com carnes vermelhas na grelha, com o tradicional cozido de grão; no inverno, com caça, com os sabores do bosque, os cogumelos sem dúvida.

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Herdade Aldeia de Cima: O Reserva e o Garrafeira Branco da Serra do Mendro

A Herdade Aldeia de Cima, projecto pessoal de Luísa Amorim e Francisco Rêgo no Alentejo, apresentou recentemente dois brancos distintos e de qualidade superior nascidos no Alentejo mais fresco da Serra do Mendro, Vidiqueira, e com a particularidade de serem os primeiros a ser inteiramente produzidos dentro das suas portas. A vindima de 2019 foi especial por ter sido a primeira a ocorrer nas suas instalações e sendo particularmente positiva pelo controle e gestão de timings correctos que tal permite aliado a um ano generoso, com pouca chuva nos dias mais importantes da vida da uva, elevadas amplitudes térmicas e boa maturação. 
O Reserva e o Garrafeira, ambos da colheita de 2019  trazem consigo o mesmo blend de castas, embora com quantidades diferentes (Antão Vaz, Arinto e Alvarinho) e com o processo de produção igualmente diferente. Sem surpresa, as luzes apontaram ao Garrafeira, um branco de balseiro, um vinho único e intemporal, onde podemos encontrar texturas finas, notas minerais e aromas intensos a fruta fresca, combinadas com a complexidade que as castas autóctones plantadas em altitude e temperadas pelos ventos frescos do Atlântico lhe conferem.
O uso da madeira do balseiro, com canais porosos diferentes das barricas, têm uma temperatura mais natural e tradicional durante a fermentação, no caso dos brancos cerca de uma a duas semanas mais longo, fornecendo mais taninos e lenta micro-oxigenação ao vinho, segurando a sua cor, aroma e frescura de fruta.
O termo Garrafeira tem sido reconhecido por todos como um sinónimo para vinhos de qualidade elevada que estão preparados para envelhecer em garrafa. É um termo bastante antigo, que em Portugal nasceu no Dão e na Bairrada, utilizado para vinhos mais especiais, que nos habituamos a ver descansar muito tempo em garrafa e, não tenhamos dúvidas, que será esse tempo de adormecimento em garrafa que fará integrar os elementos de estrutura, corpo, acidez, gravidade e madeira que só a garrafa e o tempo conferem aos grandes vinhos do Mundo.
Os Garrafeira passaram, depois, a integrar a legislação de alguns vinhos em Portugal, sendo uma menção apenas reservada aos vinhos de topo, com um estágio mínimo de 12 meses para os brancos - dos quais pelo menos seis em garrafa de vidro - e, no caso dos tintos, um estágio mínimo de 30 meses - dos quais pelo menos 12 meses em garrafa de vidro -, no caso do Alentejo devidamente acompanhados, com o tempo, pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana.
 
HERDADE ALDEIA DE CIMA RESERVA 2019 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP 15,20€
ANTÃO VAZ, ARINTO, ALVARINHO
HERDADE ALDEIA DE CIMA DO MENDRO, LDA
17,5
Cor amarelo citrino, intenso, tonalidade palha, algum leve esverdeado, aspecto límpido e brilhante.  No nariz a mostrar muito o seu lado mais citrico, com fruta madura de pomar, fruta de caroço, perâ rocha, fruta de polpa amarela, perfume floral, tudo bem medido, com alguma especiaria em fundo e com envolvente mineral fresca. Boca com alguma tensão, texturado, com boa cremosidade, untuoso, largura de boca, traço marcadao mineral, final longo, intenso.
À mesa será companhia acertada para pratos com alguma complexidade, com alguma gordura e com a sua acidez a fazer equilibrios perfeitos. A ligação com o cozido de grão alentejano brilhou tanto. 
 
HERDADE ALDEIA DE CIMA GARRAFEIRA 2019 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP 42€
ANTÃO VAZ, ARINTO, ALVARINHO
HERDADE ALDEIA DE CIMA DO MENDRO, LDA
18
Cor amarelo de tonalidade palha mais intenso e marcado, mais coloração, aspecto límpido. Aromaticamente detentor de grande complexidade, notas mais fechadas a inicio, vai mostrando pouco a pouco uma fruta mais definida, mais natural e fresca, fruta de caroço madura, pêssego, alperce, pêra madura e maça, com um lado floral e uma pitada de petrolados, fruto seco torrado, fumados muito ao de leve, bem temperado, envolvente fresca, com um retronasal fabuloso. Na boca temos um vinho cheio de textura, com uma acidez fina, acutilante, que nos seca o palato de forma gradual e que se mantém, fresca, aliada a uma fruta de grande qualidade, sumarenta, com tónica mineral, envolvente e, caindo no risco de me estar a repetir, com uma elegância e persistência notáveis. Final de boca longo, persistente, a perder de vista.
Provei-o em dois momentos distintos no qual a temperatura de serviço foi ponto determinante. Temperatura mais baixa dá-lhe uma amplitude completamente diferente, assim como a sua abertura anterior ao momento em que se vai beber ou passá-lo para o decante.
Sem dúvida um branco de guarda. Por alguns anos. À mesa, tanto pratos de carne como de peixe, com complexidade. Um sopa de peixe, um Caldeirada ou um Ensopado de Borrego. 

Dois vinhos diferentes e para momentos diferentes, ambos com uma linha comum na elegância, frescura e no potencial de guarda que lhe adivinho. O Garrafeira revela todo esse potencial, mas brilha mais porque dá já muito prazer ao beber no momento, está uma obra prima e sem golpe de magia.