Mostrar mensagens com a etiqueta 125€ a 130€. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 125€ a 130€. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Fonseca Porto Vintage 2003

FONSECA PORTO VINTAGE 2003 | PORTO | 20,5% | PVP  127,50€
CASTAS TRADICIONAIS DOURO
QUINTA AND VINEYARD BOTTLERS VINHOS, SA
19

Fundada em 1815, a Fonseca afirmou-se na elite dos produtores de Vintage desde meados do século XIX e continua a ser um dos nomes de luxo na produção deste tipo de Vinho do Porto. A essência dos vintages da Fonseca está nos vinhos obtidos nas suas três quintas, todas localizadas no Cima Corgo, a Quinta de Santo António, a Quinta do Cruzeiro e a Quinta do Panascal, sendo que, em caminho contrário a outras casas que têm o foco na austeridade do perfil, a Fonseca é famosa por um perfil opulento, exuberante e mais frutado.
Com mais de 20 anos de garrafa encontramo-lo em 2026 num estado fascinante de evolução e ainda num registo jovem que surpreende assim que cai no copo. Começa agora a perder a sua opacidade tinta mais juvenil, embora ainda muito concentrado, demonstrando uma profundidade aromática complexa e harmoniosa e continuando a ser um vinho poderoso e opulento na prova de boca, mas os taninos, outrora agressivos, estão agora mais sedosos e sedutores.
As sobremesas à base de chocolate e frutos vermelhos são escolhas vencedores para casamento à mesa, embora a clássica parceria com queijo Stilton ou queijos azuis continue no topo da minha preferência.
Cor vermelho retinta ainda muito profunda e opaca no centro, exibindo uma auréola vermelho-tijolo e granada mais vivo, sinal da sua evolução, límpido e cativante. Plano aromático rico e complexo,  harmonioso e de sensação doce, revelando notas de frutos pretos maduros, amora silvestre, ameixa preta e cassis, pitada floral fresca, componente sedutora pelas notas de chocolate negro, alcaçuz, menta e especiaria exótica. Na boca encontramos um Vintage encorpado e opulento, de textura macia e aveludada, com a fruta compotada a dominar, embora equilibrada por uma acidez que lhe mantém a frescura, notas de cacau, tanino polido, sedoso e sedutor, com final de boca que parece sem fim, persistente e marcante.

segunda-feira, 14 de julho de 2025

Paço dos Cunhas Vinha do Contador Grande Júri 2013 Tinto

PAÇO DOS CUNHAS VINHA DO CONTADOR GRANDE JÚRI 2013 TINTO | DÃO | 14,5% | PVP  130€
ALFROCHEIRO, ARAGONEZ, TOURIGA NACIONAL
PAÇO DE SANTAR VINHOS DO DÃO, SA
18,5 

Momento de erguer o nosso copo para nele receber um vinho verdadeiramente especial e único, até mesmo pela forma como ganha este nome.  No ano de 2021, quando se reuniu um painel independente de 17 jurados nacionais e internacionais para provar e avaliar as novas colheitas do Vinha do Contador,  este Grande Júri foi unânime na sua avaliação. A colheita de 2013 do Vinha do Contador tinto recebeu as preferências de todos e com uma avaliação muito próxima do máximo possível. Um resultado que lhe confere o estatuto de vinho premium de um ano excecional e, por isso, a designação de Grande Júri no rótulo.
Destaque para a elegância e harmonia do conjunto, que expressa com finura o lado mais vivaço e potente de uma região que tem no tempo um ingrediente precioso na criação dos seus grandes vinhos. À mesa não foge ao esperado e comporta-se com excelência com pratos regionais mais ricos e complexos, como os assados de carne no forno, e não se esconde quando há queijo e pão para petiscar.
Cor vermelho concentrado de tonalidade granada, auréola luminosa, aspecto límpido e ainda de tez jovem. Rico e complexo no plano aromático, oferecendo com elegância e frescura um bouquet onde a presença de fruta vermelha e fruto de bosque maduras aparecem envolvidas nas notas da passagem por barrica e pelo tempo de descanso até chegar ao nosso copo. Componente floral bonita, muita especiaria, balsâmico fresco, mentolados, pinhal, caruma, ligeiro traço de evolução que lhe confere uma camada adicional, desafiante e em constante movimento. Na prova de boca não abandona o registo de elegância, antes a reforça ao conjugar o perfil mais estruturado e corpulento com delicadeza e personalidade, revelando textura macia e aveludada, com secura equilibrada, persistente, fruta sumarenta e saborosa, tanino sedutor, especiaria bem ligada e um final de boca extenso. Um belo representante do Dão.

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Kopke Porto 30 Years Old Tawny

KOPKE PORTO 50 YEARS OLD TAWNY
| PORTO | 20% | PVP 125€*
CASTAS TRADICIONAIS DOURO
SOGEVINUS FINE WINES, SA
ENGARRAFADO EM 2007
18

A imensa frescura e elegância com que este tawny 30 anos engarrafado em 2007 se apresenta é incrível, reforçando o meu entendimento acerca dos tawnies da Kopke como pertencendo a uma muito curta de lista de produtores de excelência neste tipo de Vinho do Porto.
Num desafio ao sentidos, no qual vamos avançando quase como que página a página, camada por camada, deixando-nos rendidos à sua riqueza, complexidade e prazer a beber.
A felicidade chegou também em momento de sobremesa, na ligação com uma tarte tatin com ligeiro caramelizado e avelã tostada como topping. 
Visualmente dono de cor âmbar jovem, com nuances avermelhadas, embora já bastante desvanecidas, auréola esverdeada evidente, límpido, cativante. Nariz elegante, muito especiado e exótico, envolvendo as notas de fruta passa e fruto seco torrado, caramelo quase a passar o ponto, rebuçados da Régua, notas leves de torrefação,  alcaçuz, num registo cheio de camadas e frescura notável.  Boca volumosa, de textura aveludada, untuosidade sedutora e envolvente, de densidade bem medida e de  plano doce equilibrado, jogando com a bela acidez que oferece, com as notas de fruto torrado, amêndoa, noz e especiarias, até um caramelo salgado, frescura e elegância do principio até ao seu final, longo e persistente.
*preço do actual engarrafamento

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Arundel Alicante Bouschet 2013 Tinto

ARUNDEL ALICANTE BOUSHET 2013 TINTO | IVV | 14% | PVP  130€
ALICANTE BOUSCHET
TERRANAGRO, LDA
18,5

O Joaquim Arnaud, que gosta de ser mais reconhecido como agricultor do que produtor de Vinho, tem por hábito apenas libertar os seus néctares quando os julga prontos para serem devidamente apreciados. Uma prática com a qual concordo pois encontro muitos vinhos que chegam ao mercado demasiado cedo.
Todavia, o Joaquim Arnaud vai um pouco mais longe. Não abdica desta premissa seja em que contexto for. Vai daí brinda-nos com este Alicante Bouschet fabuloso da colheita de 2013 no inicio do corrente ano de 2025. Provado às cegas e vamos todos no máximo até 2020.
Um portento de vinho. De vermelho vivo, média concentração, luminoso e sem grande marca da sua idade. Aparece no nariz muito fiel à casta, rico e complexo, aqui num registo elegante e fresco, revelando a fruta preta, com notas mais terrosos e algum couro, bem medida pitada de cacau, caixa de charuto e espexiarias. A impetuosidade e subtileza do bouquet aromático é incrível. Na boca mostra-se volumoso, encorpado e cheio de vida, mantendo a faceta de elegância e frescura já sentida nos aromas, textura macia aninhada em acisez equilibrada, boa secura, fruta bonita, bem ligada a notas especiadas, continuando a oferecer um tanino robusto num conjunto harmonioso e completo, terminando longo e prazeroso.
São apenas 1000 garrafas. É agarrar enquanto há.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Quinta da Boavista Vinha do Ujo 2017 Tinto

QUINTA DA BOAVISTA VINHA DO UJO 2017 TINTO | DOURO | 14% | PVP  125€
VINHAS VELHAS
SOGEVINUS FINE WINES, SA
18

A vinha do Ujo foi plantada em data anterior ao seu registo, em 1930, e as suas mais de 25 castas espalham-se por pequenos patamares horizontais pré-filoxéricos, com exposição a norte, traduzindo uma diversidade só possível de encontrar em vinhas tão antigas.
Um vinho pelo qual é fácil cair em paixão, com um lado sedutor que nos agarra desde o inicio e que nos leve por um Douro e vinha com história, marcando com mestria a sua presença à mesa com pratos de carnes vermelhas e caça.
Cor rubi intenso, média concentração, tonalidade violácea e lágrima escorreita, aspecto límpido e de tez ainda jovem. Plano aromático rico e complexo, num registo de muita elegância e delicadeza, oferecendo a fruta vermelha e preta maduras, com o calor e o lado compotado do perfil num ponto de equilíbrio  notável, bem casadas com as notas da passagem por barricas de carvalho francês por longos 18 meses, balsâmico envolvente e fresco, componente especiada,  algum mato seco, pinhal, caruma verde, leve químico, nota aromática arejada e refrescante. Arrebata na prova de boca pela harmonia das partes num conjunto elegante, gracioso, sedutor e prazeroso, macio e aveludado de textura, secura fina, prolongada e consistente, cheio de pequenas coisas que o enriquecem, fruta bonita, com um Senhor tanino, embora não intrusivo, término de boca longo e persistente.