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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

M.O.B. Lote 3 2022 Tinto

M.O.B. LOTE 3 2022 TINTO | DÃO | 13,5% | PVP  9,90€
TOURIGA NACIONAL, ALFROCHEIRO, JAEN
MOREIRA, OLAZABAL E BORGES, LDA
16,5

Voltamos, num curto espaço de tempo, aos vinhos do trio de enólogos conhecido por M.O.B. (Jorge MOREIRA, Francisco OLAZABAL e Jorge Serôdio BORGES) com uma das colheitas mais recentes do Lote 3 (já existe no mercado o 2023), constituído pelas castas Alfrocheiro, Jaen e Touriga Nacional. 
Perfil vestido de elegância e frescura, que já encontrou no Quinta do Corujão 2011 provado recentemente, revelando como a enologia moderna nos pode oferecer um Dão que tenho como antigo. Esta delicadeza, frescura e forma como todas as partes se ligam para construir um vinho atraente, sedutor e gastronómico é notável.
Parceiro feliz para acompanhar pratos de tacho e de forno de longa cozedura como uma vitela assada à moda de Lafões, perna de porco assada no forno ou um arroz de pato bem tostado, mas húmido no seu interior.
Cor vermelho rubi de média concentração, nuances violáceas, aspecto límpido e jovem. Plano aromático assente na elegância e frescura do bouquet, com notas de fruta vermelha bem enleada nos aromas mais especiados que lhe chegam pela passagem em barricas de carvalho francês, componente floral bem medida e fresca, alguma sugestão de bosque, cedro e pinho. Na prova de boca é possível perceber a sua complexidade, enquanto garante uma estranha facilidade a beber, brilhando pelo equilíbrio entre elegância, corpo e frescura, assente em textura macia, acidez salivante e prolongada, tanino pronto, mas firme e um conjunto uno, no qual a fruta se entende na perfeição com o que a rodeia. Final de boca prolongado.

domingo, 11 de janeiro de 2026

Quinta do Corujão 2011 Tinto

QUINTA DO CORUJÃO 2011 TINTO | DÃO | 13% | PVP  6,90€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, ALFROCHEIRO, JAEN
MOREIRA, OLAZABAL E BORGES, LDA
16,5

O trio de enólogos conhecido por M.O.B. (Jorge MOREIRA, Francisco OLAZABAL e Jorge Serôdio BORGES) produziram este tinto colheita há cerca de 15 anos com vinhas provenientes da Quinta do Corujão com vinhas situadas no sopé da Serra da Estrela. Esquecido na garrafeira aos longos destes anos todos, teve a merecida atenção no início deste ano e não poderia ter sido melhor decisão. A frescura e jovialidade deste vinho mostrou-se a todos os níveis. Desde o aspecto visual, mantendo um coloração e concentração jovem, passando pela elegância aromática, no qual a fruta continua airosa e fresca, até à prova de boca, onde o tempo poliu as arestas necessárias e depois descansou. As características do terroir do Dão tiveram aqui influência máxima, beneficiando uma evolução bastante lenta, mas proveitosa para quem soube esperar.
Cor vermelho de tonalidade granada, nuances violeta, média concentração, aspecto límpido, mantendo nuances jovens apesar da sua idade. No nariz continua a mostrar a fruta preta e silvestre em bom plano, amora e cereja, perfumado delicado e subtil, componente terrosa, frescura e elegância surpreendentes. Assim continua na prova de boca, num registo de pouca evolução, com a elegância e frescura como espinha dorsal, de volume médio, acidez bem medida, tanino polido, embora firme, conjunto harmonioso, prazeroso e com final de boca longo.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

M.O.B. Gauvé 2015 Branco

M.O.B. GAUVÉ 2015 BRANCO | DÃO | 13,5% | PVP  54€
VINHAS VELHAS
MOREIRA, OLAZABAL E BORGES, LDA
18,5

No último par de meses tive o privilégio de poder beber este vinho em três ocasiões diferentes. Quando estamos perante um branco gigante do qual apenas se produziram 750 garrafas (informação no contra-rótulo) temos mesmo de aceitar que, pelo menos no vinho, se está com alguma sorte.
Números à parte, este M.O.B. Gauvé, nasce de uma vinha centenária com esse nome situada em Gouveia, com a curiosidade de ser o nome original dessa localidade. Beneficia de solo granítico, do clima frio da Serra da Estrela e da mistura de castas tradicionais do Dão presentes na mesma. Magnifica a forma como estes três enólogos com origens durienses nos fazem chegar um vinho com a expressão de delicadeza, elegância e profundidade tão típicas de um puro Dão.
Encontra-se num momento de forma incrível, mantendo um registo marcado pela mineralidade do perfil, pedregoso, destacando-se a sua elegância, riqueza e complexidade, sendo com mestria que se junta à mesa com pratos de igual complexidade e natureza. O bacalhau bem regado com azeite, uma cataplana de tamboril e mariscos ou um queijo de pasta mole Serra da Estrela. 
Cor amarelo citrino com leve tonalidade palha, límpido e ainda com pouca nota da passagem do tempo. Elegante no plano aromático, fruta de pomar e citrinos maduros, pitada floral, notas da passagem por barrica bem ligadas, ligeiro amanteigado, com camada mineral a juntar-se ao conjunto harmonioso e rico. Impressionante de boca, com juventude notável, textura macia, envolvente, untuosidade bem medida, acidez vivaz, boa tensão e comprimento, componente salina e mineral lado a lado com fruta, precisão e amplitude, com término de boca longo e persistente.