TOURIGA NACIONAL, ALFROCHEIRO, JAEN
MOREIRA, OLAZABAL E BORGES, LDA
16,5
Voltamos, num curto espaço de tempo, aos vinhos do trio de enólogos conhecido por M.O.B. (Jorge MOREIRA, Francisco OLAZABAL e Jorge Serôdio BORGES) com uma das colheitas mais recentes do Lote 3 (já existe no mercado o 2023), constituído pelas castas Alfrocheiro, Jaen e Touriga Nacional.
Perfil vestido de elegância e frescura, que já encontrou no Quinta do Corujão 2011 provado recentemente, revelando como a enologia moderna nos pode oferecer um Dão que tenho como antigo. Esta delicadeza, frescura e forma como todas as partes se ligam para construir um vinho atraente, sedutor e gastronómico é notável.
Parceiro feliz para acompanhar pratos de tacho e de forno de longa cozedura como uma vitela assada à moda de Lafões, perna de porco assada no forno ou um arroz de pato bem tostado, mas húmido no seu interior.
Cor vermelho rubi de média concentração, nuances violáceas, aspecto límpido e jovem. Plano aromático assente na elegância e frescura do bouquet, com notas de fruta vermelha bem enleada nos aromas mais especiados que lhe chegam pela passagem em barricas de carvalho francês, componente floral bem medida e fresca, alguma sugestão de bosque, cedro e pinho. Na prova de boca é possível perceber a sua complexidade, enquanto garante uma estranha facilidade a beber, brilhando pelo equilíbrio entre elegância, corpo e frescura, assente em textura macia, acidez salivante e prolongada, tanino pronto, mas firme e um conjunto uno, no qual a fruta se entende na perfeição com o que a rodeia. Final de boca prolongado.

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