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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Informal Bruto NV Rosé

INFORMAL BRUTO NV ROSÉ | BAIRRADA | 12,5% | PVP  15,90 €
BAGA
LUÍS PATO UNIPESSOAL, LDA
16,5

Nasce na região da Bairrada, pelas mãos do Senhor Baga, elaborado a partir do mosto de lágrima da casta Baga proveniente da icónica Vinha Pan, uma das parcelas mais nobres e celebradas do produtor. É um exemplo perfeito de como a irreverência e a qualidade podem coexistir na mesma garrafa, ao mesmo tempo desafiando o classicismo dos espumantes tradicionais com uma desconcertante aura de descontração. 
A irreverência de Luís Pato é desde logo reconhecida pela escolha da cápsula metálica (vulgo carica) como vedante em vez da tradicional rolha de cortiça e muselet que, para além de ajudar no reforço da ideia de informalidade garante uma evolução controlada e preserva a pureza absoluta da fruta durante o estágio em cave. Quando cai no copo surpreende logo pela sua cor viva e pela complexidade aromática que nos remetem para morango, framboesa, hibisco, fumados e notas de pastelaria, registo seco, gastronómico e com um final de boca com travo a casca de  laranja ralada e uma acidez vibrante.
Cor rosa salmão aberta, nuances acobreadas, intenso, vivo, atraente, com bolha fina, muito persistente. No nariz, o primeiro impacto revela uma frescura desconcertante e limpa, onde sobressaem os aromas primários e vibrantes da casta Baga, com destaque para os frutos vermelhos silvestres, como a framboesa e o morango maduro, envolvidos por discretas notas florais de hibisco e, à medida que o vai abrindo, a complexidade do estágio em cave começa a desenhar-se, libertando subtis apontamentos de panificação, brioche e uma levíssima nota de pastelaria envolvida num toque fumado que se estranha e depois entranha. Na boca encontramos uma estrutura séria, firme e de enorme carácter gastronómico, com acidez, cortante, mas que surge perfeitamente integrada numa textura cremosa e envolvente, com a fruta a manter o seu lugar, com o final de boca mais tenso, longo e incrivelmente refrescante.

quarta-feira, 8 de maio de 2024

Brancos à Prova da Passagem do Tempo

vinho branco produzido em Portugal só muito recentemente começou a receber elogios que, provavelmente, já deveria ter recebido no passado. Concordo e é certo que na última década se assistiu ao aparecimento de grandes Brancos portugueses, mas não é menos verdade que, aqui a ali, os mais resistentes enófilos vão bebendo umas coisinhas do passado que causam surpresa e merecem atenção. 
Neste sentido, seleccionei umas garrafas directamente da minha garrafeira, colheitas das décadas de 80, 90 e inicio do segundo milénio, convidei uns amigos e fomos à prova dos nove, ou melhor, dos seis. Seis vinhos sem ligação, alguns de entrada de gama à época, abertos cerca de uma hora antes da prova e todos à mesma temperatura. O resultado? Aprovadíssimos! 

CASA DAS GAEIRAS 2006 BRANCO | ESTREMADURA | 12% | PVP  6€
ARINTO, CHARDONNAY, FERNÃO PIRES
GAEIRAS - FREDERICO EDUARDO PINTO BASTO LUPI
16
Belíssima prova da boa passagem do tempo num branco de gama bastante acessível aquando da sua ida para o mercado e que continua cheio de vida, prazeiroso e com uma capacidade de se juntar à mesa admirável. 
Cor amarelo intenso, tonalidade palha, reflexos dourados nitidos, aspecto límpido. Aromas citrinos, laranja, tangerina, toranja, casca de laranja desidratada, infusão de mel e limão, algum fruto seco, desafiante e rico. Boca com garra, secura fina e persistente, texturado, fruto citrino, salivante, equilibrado, longo final.

SÃO DOMINGOS SECO 1997 BRANCO | BEIRAS | 11,5% | PVP  -€
BLEND CASTAS BRANCAS DA REGIÃO
CAVES DO SOLAR DE SÃO DOMINGOS, SA
15,5
Embora mais cansado e com os terceários mais em destaque, consegue dar boa prova e prazer a beber. Todavia, para quem ainda guardar algumas garrafas, o melhor será bebe-las o quanto antes. À mesa juntou-se com sucesso a peixe assado no forno e queijo de meia cura e pasta mole. 
Cor amarelo torrado, reflexos dourados, apontando à sua maior idade. No nariz revela notas de fruta passa, alguma pastelaria, biscoito de manteiga e melaço, fruto seco torrado, mais gordo e com notas terceárias bem presentes, especiaria. Boca com algum volume (surpresa), textura macia, acidez equilibrada, perfil seco,  notas de fruta citrina, tangerina, casca de laranja, final de boca longo.

DOM RAFAEL 1996 BRANCO | ALENTEJO | 12% | PVP  -€
ROUPEIRO, PERRUM, RABO DE OVELHA
ANN W. REYNOLDS & EMILY E. RICHARDSON
16,5
"Provávelmente a mais tradicional e antiga do Alto Alentejo, a Adega do Mouchão foi construida entre 1901 e 1904. As castas tradicionais utilizadas na elaboração deste vinho incluem Roupeiro, Perrum e Rabo de Ovelha. Fermentado em condições de temperatura controlada com leveduras selecionadaas durante um período de 18 dias, o vinho permaneceu 6 meses sobre as leveduras para ganhar uma maior complexidade. Os aromais varietais e aqueles aportados pela fermentação contribuem para um vinho leve de aroma e paladar fresco, para ser consumido jovem." (contra-rótulo)
Está num excelente momento de forma, com muita frescura e vivacidade, escondendo os anos passados como se estivesse em tratamento de beleza desde há muito tempo. Surpreende na cor, mas toda a prova é uma agradável experiência. 
Cor amarelo citrino, luminoso e límpido, com muito pouca presença da passagem do tempo. Nariz intenso, com notas de fruto maduro de pomar, maça verde, fruto citrino, pitada floral, alguma caruma verde, vertente salina e de pedra partida, cabeça de fósforo, pólvora. Boca ainda bem interessante, textura macia, acidez fina e limpa, secura afinada, sem ser austera, ainda com alguma fruta madura, continuando a mostra mar, sal e frescura, terminando longo e persistente.

LUIS PATO 1995 BRANCO
 | BAIRRADA | 12% | PVP  -€
MARIA GOMES, BICAL, ARINTO, CERCIAL
LUÍS PATO
15,5

Revelador de mais mal tratado pelos passar dos anos, consegue dar boa prova e prazer a beber especialmente à medida que a temperatura sobe. No entanto, fica mais uma vez o conselho de prudência na guarda durante muito mais anos de exemplares do mesmo. 
Cor amarelo torrado, âmbar, com reflexos dourados, caído na cor, límpido e sem esconder a sua idade mais avançada. No nariz surgem as notas de fruta de caroço maduras, polpa amarela, marmelo maduro, casca de laranja e algum fruto seco torrado, ainda assim, com frescura e equilibrio. Boca com largura e volume médio, mostrando acidez fina, vivaz, fruto citrino e algum fruto seco, perfil salgado, terminado  com bom comprimento e frescura.

ALBERGUE DO BONJARDIM RESERVA 1994 BRANCO
 | BEIRAS | 12% | PVP  -€
FERNÃO PIRES, CERCIAL, RABO DE OVELHA
HUBERTUS JOHNNES LENDERS
16,5

"Na zona de Pinhal, freguesia de Nesperal, com um micro-clima favorável à cultura da vinha está situada a Quinta da Portela, que produz este vinho das castas antigas: Fernão Pires, Cercial e Rabo de Ovelha; com processos tradicionais e fermentaação espontânea, sem qualquer colagem ou filtração, mantendo desta forma as características de um produto natural. a temperatura ideal para ser servido pode ir até 14ºc. encheram-se 950 garrafas." (nº 40)(contra-rótulo)
Que bela surpresa. Como seria este vinho no ano em que saiu para o mercado? Acho que nunca saberei, mas que está num excelente momento não tenho dúvida alguma.
Cor amarelo citrino intenso, com ligeiros aloirados, sem dourados visíveis, aspecto límpido e jovem para os 30 anos que já carrega. Contido de aromas, sem exuberância desmedida, muito fino, revelando fruto de pomar e citrinos fresco, notas de chá de limão com mel, envolvente e desafiante. Boca vivaz, ainda jovem, com acidez vibrante, fresca e secura fina, muita fruta madura sumarenta, conjunto harmonioso e com término de boca longo e elegante.  

GARCIA PULIDO RESERVA 1990 BRANCO | BAIRRADA | 12% | PVP  -€
BLEND CASTAS DA REGIÃO
GARCIA PULIDO
14

"Este vinho, proveniente das melhores castas da região e elaborado segundo os processos tradicionais de vinificação - bicaa aberta - fermentou e estagiou em toneis de madeira na adega do produtor." (contra-rótulo)
Talvez o mais agastado pelo tempo e o que menos lembrança deixa. Naa prova de boca faz de tudo para se mostrar vivo e aguenta-se na prova e mais tarde no acompanhamento à mesa, mas fica para trás à medida que o tempo vai passando. 
Cor amarelo torrado, com tonalidade dourada evidente, reveladora da sua idade. No nariz revela a fruta de polpa amarela madura, percepçãao de fruta passa, torrados vincados, lado salino, em queda à medida que o tempo passa. Na prova de boca parece querer causar melhor impressão, mostrando-se melhor do que no plano aromático, acidez equilibrada, breve tensão, final de boca médio.

domingo, 21 de março de 2021

Luis Pato Vinhas Velhas 2017 Tinto

LUÍS PATO VINHAS VELHAS 2017 TINTO | BAIRRADA | 12,5% | PVP  18,90€
BAGA
LUÍS PATO UNIP, LDA
18

Um vinho que dá um prazer imenso a beber, que está pronto, mas que se lhe adivinham muitos e longos anos, com uma aptência para a mesa enorme e, não posso deixar de referir, o seu preço perante aquilo que nos dá.  A baga de vinha velha pelas mãos de quem sabe. 
Cor vermelho intenso e bonito, aberto, média concentração, com tonalidade granada e de aspecto límpido e jovem. No nariz mostra uma fruta vermelha fresca com muita elegância, nítida, framboesa, morango, num conjunto onde ainda participam a fruta azul, notas de pinheiro, óleo de cedro, envolvência olfativa. Na boca deparamo-nos com um jovem e sentimos a sua garra, ainda assim, a sua elegância, frescura e leveza volta a mostrar-se, com uma secura, direi que, algo rústica e que me delicia, assente numa fruta bonita e fresca, corpo seguro, algo mordiscável e um final de boca longo e persistente.
O borrego assado no forno foi o seu destino que provou ser de eleição, mas dei comigo a bebe-lo também sem mais nada por companhia. Um prazer este vinho.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Luis Pato Maria Gomes 2018 Branco

LUÍS PATO MARIA GOMES 2018 BRANCO | BAIRRADA | 12,5% | PVP  5,19€
MARIA GOMES
LUÍS PATO UNIP, LDA
15,5

Nem tudo são topos de gama, nem tudo garrafas artilhadas e pesadas. Um branco para beber sem ligar o complicómetro, relaxar e gostar.
Cor amarelo citrino, laivos esverdeados, aberto, aspecto jovem e limpo. Nariz intenso, aromático, sem cair na exuberância desproporcionada, com fruto tropical e citrino bem colocado, toque de pedra molhada, fresco. Boca com ligeira untuosidade, acidez repenicada, fruta amarela de caroço, ligeira sensação adocicada cuja acidez se engarrega de equilibrar, alegre, descomplicado e com final de boca longo. 
Acompanhou peixe cozido, bem regado com azeite, mas vejo-o também a fazer um brilharete na companhia de pratos de marisco. 

sexta-feira, 27 de março de 2020

Luís Pato Vinhas Velhas 2018 Branco

LUÍS PATO VINHAS VELHAS 2018 BRANCO | BAIRRADA | 12,5% | PVP  8,50€
BICAL, CERCIAL, SERCIALINHO
LUÍS PATO UNIP, LDA
17

Este Vinhas Velhas é um dos brancos que neste patamar de preço me enche as medidas. Dá um prazer imenso bebe-lo jovem, mas o seu potencial de guarda faz com que, também com alguns anos de sossego em cave, seja daqueles que não desilude.
Elegante, fresco, com uma acidez crocante, notas de pedra lascada, vai num ápice. O lote de castas é o mais habitual nos brancos da Bairrada.
Cor amarelo citrino, intenso, tonalidade palha seca, aspecto jovem e limpo. No nariz mostra-se delicado, elegante, um pouco mais contido, fruta citrina bem ladeada por notas de silex, pedra lascada, frescura envolvente. Boca com algum volume, acidez crocante, intenso, mostrando-se mais as notas citrinas, com um final longo, persistente. 

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Luís Pato Vinha Barrosa 2014 Tinto

LUÍS PATO VINHA BARROSA 2014 TINTO | BAIRRADA | 12,5% | PVP  23,80€
BAGA
LUÍS PATO UNIP, LDA
18

Cor vermelho intenso e de média concentração, nuances joviais e de aspecto limpo. O nariz é uma verdadeira viagem aromática que passa por notas de fruta preta, turfa de bosque ainda húmida, musgo acabado de levantar, notas de cedro e mentolado de casca de eucalipto, complexo, cativante e desafiante. Boca com muita finess, um equilíbrio entre volume, estrutura e leveza feita a régua e esquadro, acidez no ponto, tanino presente, elegante, mas firme, envolvente e com um final de boca longo.
Não se queixou pelo passar dos anos, vai agradecendo cada um deles e garante que não ficará por aqui. Aquelas que forem ficando na garrafeira vão continuar a passar pelo sono de beleza.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Vinha Formal 2003 Branco

VINHA FORMAL 2003 BRANCO | BEIRAS | 13% | PVP  24€
BICAL
LUÍS PATO
91/ 100

As palavras que tenho para escrever são muitas, mas este vinho não precisa de muitas para o descrever. Evolução fantástica de um branco que continua em grande forma, ou está cada vez melhor. Mais uma vez se comprova que não são apenas os tintos que nos dão alegrias passado algum tempo de guarda. As nuances douradas marcam os aspecto visual, límpido, com lágrima persistente, chorosa e lenta. Agarra-nos em primeiro lugar pelos aromas. Floral, com fruta amarela - ameixa - fresca, fruta seca e sem enfado. Vivo no palato, acidez, perfil frutado, com maça verde e alguma secura. Final longo, persistente. Queremos mais. Mas era a última garrafa.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Quinta do Ribeirinho 1995 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Baga
Região: Bairrada
Teor Alcoólico: 12%
Produtor:  Luís Pato
Preço:
20€ vap

Nota de Prova

Parente próximo do famoso Quinta do Ribeirinho Pé-Franco, com cerca de oito meses de estágio em barrica usadas e que chega a 2014 ainda cheio de vida e frescura. Pouco tempo após a compra de uma caixa deste vinho ofereci uma ao Carlos Oliveira, que a abriu antes de eu ter oportunidade que o fazer com as minhas. Publicou no seu blog a experiência e eu decidi que podia aguardar mais um pouco. Sem medos. Pude de facto confirmar que estava na presença de um vinho que só me daria alegrias. Cor intensa, ainda concentrado e a virar costas à idade. Nariz impecável, cheio de vida, cheio de Bairrada, frescura e a dar a sensação que podia ficar por ali a noite toda que já me dava por satisfeito. Mas não. Vinho aberto há que bebe-lo. Um vinhão. Cada vez mais me surpreendo e encanto com os vinhos do Senhor Luís Pato. Seja com mais idade, sejam mais recentes a fasquia está sempre lá em cima e este não é excepção. Agora apetece-me abrir as restantes.... 

Classificação: 89/100

domingo, 1 de dezembro de 2013

Luis Pato Maria Gomes 2008 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Maria Gomes
Região: Regional Beiras
Teor Alcoólico: 12%
Produtor: Luis Pato Wines
Preço: 5,50€ vap

Nota de Prova
Escolhido da carta de vinhos de um restaurante a um empregado que me fez cara estranha quando, havendo brancos mais recentes, preferi um de 2008, este mostrou ser tudo o que esperava para a refeição que iria ter. Mais complexo, mais seguro, mais polido e continuando a marcar pela frescura e acidez ideal para uma refeição de sabores mistos. Apresenta cor citrina, aspecto surpreendentemente jovem, poucas notas de ter já esta idade. Aromas limpos, elegantes boa fruta citrina, ligeiro tropical, perfumado e fresco. Boca redonda. Está no ponto. Boa acidez, boa frescura e boa fruta. No fundo, o equilíbrio que diz tudo.

Classificação: 80/100

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Luis Pato Wines - Visita e Quinta do Ribeirinho Pé Franco, Parte III

"Após grande ansiedade, fizemos a primeira vindima em 1995, 7 anos após a plantação. Em 2006 comemorámos a décima primeira colheita desse arrojo."
in Luis Pato Wines Website

Para terminar a visita em grande nada melhor do que uma vertical do mítico Quinta do Ribeirinho Pé Franco. As garrafas ali, diante de nós, na companhia de Luís Pato, com relato em directo para cada um deles e uma novidade muito, muito limitada do Quinta do  Ribeirinho Pé Franco 2011 de solo argilo-calcário. Alguém quer desvendar o seu rótulo?

Quinta do Ribeirinho 1996 Pé Franco
A segunda colheita. Um vinho a não esquecer. Cor rubi, média concentração, leve nuance atijolada. Aromas com muita cereja madura, ameixa preta madura, muita fruta madura, especiaria fina e fresco. Na boca sente-se ainda uma vida espectacular, taninos presentes e marcantes, guloso e mastigável. Um portento de vinho. Ainda duraria muitos mais anos.

Quinta do Ribeirinho 1999 Pé Franco
Cor rubi de tonalidades impressionantes para a idade. No nariz, em relação ao anterior, mostra-se menos exuberante, todos os predicados do anterior estão lá, mas de forma menos intensa, menos acutilante. No palato mostra volume, quase que se trinca, de perfil seco, com muita fruta fresca. Final longo e cheio de vida. Muitos mais anos pela frente.

Quinta do Ribeirinho 2001 Pé Franco
Cor rubi de média concentração, perfeito, com lágrima espessa. Aromas intensos a fruta vermelha e preta bem madura, com as especiarias e um tostado leve a subirem o conjunto, muito guloso e cheio de frescura. Na boca está com uma finess extraordinária, com taninos presentes, secos, a fruta no sitio, um travo a canela picante. Final de boca que parece não terminar. Não é do outro mundo, é da Bairrada.

Quinta do Ribeirinho 2010 Pé Franco
Cor rubi, intenso, vermelho concentrado. No nariz muita fruta vermelha e preta madura, notas especiadas, atraentes, com madeira bem ligada e tosta leve bem medida. Na boca está redondo, guloso, com volume de boca grandioso. Um conjunto de fruta, especiarias, tosta, frescura e persistência notável. Grandes vinhos.

Quinta do Ribeirinho 2011 Pé Franco (Solo Argilo-calcário)
Cor rubi, intenso e concentrado, com violetas carregados. No nariz, apesar de claramente novo, mostra-se complexo, fruta vermelha madura, toque mineral acentuado, tosta e especiarias em evolução. Na boca surge sumptuoso, pronto a agradar desde já pese embora a sua tenra idade, com muita fruta vermelha fresca e especiados em complemento. O mais polido e pronto a beber e fugindo um pouco `*a linha condutora dos anteriores.   

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Luis Pato Wines - Visita e Vertical Vinha Formal Branco, Parte II

"Os nossos Vinhos aliam a precisão técnica do Novo Mundo com a tradição secular do Velho Mundo. Em todas as colheitas fazemos algo de novo, e por vezes realizamos alguns dos nossos sonhos."
in Luís Pato Wines Website

Na continuação da visita à Luís Pato Wines, e após conhecermos as instalações e provarmos alguns dos vinhos que nos irão acompanhar num futuro próximo, subimos ao piso térreo para prosseguir a visita com uma vertical de Vinha Formal branco.

A longevidade destes brancos foi colocada à prova e, num misto de surpresa e confirmação das expectativas, foi possível aferir da qualidade, frescura, vivacidade e personalidade destes brancos 100% Bical que desenhariam um sorriso na face de qualquer enófilo do mundo.

Vinha Formal 1998 Branco
Os dourados brilhantes pintam o copo. Cor definida, manga madura e aspecto limpo. No nariz é intenso a fruta amarela madura, ameixas brancas bem maduras acompanhando com fruta seca, notas florais e bons químicos. Na boca está bem definido, linear, com fruta fresca em boa forma, boa acidez, volume e alguma untuosidade. Viciante.

Vinha Formal 2001 Branco
Continuamos nas tonalidade douradas, manga madura, alaranjado definido, de aspecto límpido e sem dúvida cativante. Os aromas surgem agora mais tropicais, com notas de massa de pão e fermento, com notas de nozes em fundo. No boca destaque para o volume, corpulento, largo, com fruta seca e fruta fresca em harmonia. O final afunila um pouco, mas não deixa de surpreender.

Vinha Formal 2003 Branco
Cor amarela, laivos de palha seca, dourados, límpido, com lágrima persistente, chorosa e gorda. Aromas mais quentes e sedutores. Perfil mais floral com notas de fruta amarela - ameixa - fresca. Ligeiras notas de fruta seca. Na boca mostra vivacidade, boa acidez, perfil frutado, com maça verde e alguma secura. Deixa-nos salivar. Deixa-nos pedir por mais. O final é longo.

Vinha Formal 2005 Branco
Último desta série e continuação de um perfil. Sabíamos que não haveria lugar à decepção. Cor de nuances douradas, aspecto límpido e lágrima espessa e definida. Aromaticamente mais delicado, notas florais e de fruta amarela de caroço com menor doseamento que os anteriores, muita frescura. Na boca o mais elegante, menos gordo, com acidez no ponto e de secura média. Linear do inicio ao fim.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Luis Pato Wines - Visita e Prova de Barricas, Parte I

Criar vinhos para nós não é só uma paixão, é também um prazer. À nossa visão de rigor na forma de os elaborar na adega, junta-se a capacidade criativa própria da origem latina.
in Luis Pato Wines Website

No passado dia 15 de Junho de 2013 a Luís Pato Wines abriu as suas portas para um pequeno grupo de Bloggers. Recebidos com toda a simpatia pelo Eng. Luís Pato, por ele fomos guiados pela Loja da Adega,passando pela garrafeira pessoal e terminado na Adega, por entre as barricas onde descansam os próximos vinhos do produtor.
Aqui, em ambiente informal e percorrendo o nosso trajecto por entre barricas e de copo na mão, pudemos efectuar uma prova aos seguintes vinhos:

Vinha Formal 2012 Branco
Aromas com muita maça verde, nuances a cidra. Boa acidez, com fruta muito elegante e toque de madeira já bem ligada e quase imperceptível no nariz. Está praticamente pronto.

Vinha Pan 2011 Tinto
Este 100% Baga está já num nivel extraordinário. Boa cheia, volumoso, com uma estrutura e acidez brutal, faz-nos salivar. Quase que mastigável. Perdura na boca. Este vai ser para durar muitos anos.

Barrosa 2011 Tinto
No nariz predominando os toques especiados e as notas vegetais. Na boca voltamos a ter um vinho complexo, mastigável, com volume de boca, que causa secura e com taninos marcantes. Ficamos com a boca ocupada por algum tempo.

Pé Franco 2011 (Solo de Areia)
Aromaticamente intenso, com muita fruta vermelha e preta madura, especiado, com notas trufadas leves, complexo. Boca larga, com taninos pujantes, seco, seco, seco e com um final de boca que parece nao terminar.

Vinha Formal TN 2011(Solo Argila)
Aromas com muita sensação de frescura, com notas florais intensas e algum adocicado. O mais polido de todos os que foram provados embora mantenha um perfil seco. Um Touriga Nacional um pouco diferente. De aromas mais terrosos e boca mais seca. Muito fresco, muito intenso.

Uma primeira amostra do futuro já com todas as propriedades e características dos vinhos produzidos nesta casa, a deixarem antever mais uma série de vinhos com reconhecida qualidade.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

TRePA 2008

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Tinta Roriz e Baga
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: Quinta do Pôpa, Lda e Luis Pato
Preço: 22 € vap

Agradecimento
Uma palavra de agradecimento à Quinta do Pôpa pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
Este é um daqueles vinhos que nos fazem companhia antes da refeição, durante a refeição e algum tempo após a refeição. Tem história, curiosidade e isso faz com que um vinho não sirva apenas para beber e falar acerca das suas qualidades, mas sirva também para conversar acerca do que está à volta do vinho.
Em primeiro lugar, este é o nome para comercialização internacional. Em território nacional iremos encontrar o Papo. TRePA para reflectir as junção de TR da casta Tinto Roriz e PA de vinha Pan. Já o Papo, reflete as duas letras iniciais dos nomes dos produtores Pato e Popa. O vinho surge da ideia da dupla de produtores Quinta do Pôpa e Luis Pato em criar um vinho a partir da combinação de duas castas autóctones da região do Douro e da Bairrada, neste caso a Tinta Roriz e a Baga, proveniente da Vinha Pan.
O vinho em si apresenta uma cor rubi concentrada e opaca, com nunaces violetas escuros e de aspecto limpo. Aroma intenso a fruta vermelha bem madura, ameixas pretas, fruta silvestre, amoras, com traço vegetal subtil. Na boca é um ser vivo ainda com muita força. Grande conjugação esta de tinta roriz e baga. Guloso, com bom corpo, muita frescura, com bom balanceamento com o toque da barrica.  Com um final longo e com um final de copo que se transforma em chocolate preto, um perfume a cacau muito interessante.
 
Classificação: 87/100

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Quinta do Moinho 1998 Tinto

Características
Tipo: Tinto
Castas: Baga
Região: Bairrada
Teor Alcoólico: 13,5 %
Produtor: Luis Pato
Preço: -€ vap

Nota de Prova
Fui à garrafeira e trouxe de lá um vinho do saudoso ano da Expo: 1998. Por norma a Baga é uma casta que evolui bem com o tempo em garrafa e este Quinta do Moinho é disso um bom exemplo. Ainda prenhe de força aromática, terá perdido alguma acidez e corpo, mas ganhou uma elegância requintada. Na boca aparece-nos com uma frescura surpreendente, seco, delicado, com notas de madeira antiga, alguma resina. Valeu a pena guardá-lo.
Classificação: 17,5

BTT 2009

Tenho de confessar que fui primeiramente atraído para este vinho devido ao seu nome: BTT. A minha ligação ao Vinho e ao BTT aguçou-me a curiosidade desta novidade de Luis Pato, tanto que tive de escrever acerca do BTT 2009.
O nome adoptado para este tinto foi BTT porque este é um corte de 1/3 de cada casta portuguesa plantada em solo argilo calcário. Como eu percebo esta ligação. A Baga (B), lote amadurecido em pipo de terceiro ano de carvalho Francês; A Touriga Nacional (T), lote maturado em pipos novos de carvalho Francês; e a Tinto Cão (T) lote guardado em pipo de quinto ano de carvalhoGaulês.
Segundo o produtor, é uma desconstrução da dificuldade de beber um "vinho da Bairrada quando novo sem usar mão de castas Internacionais."
Integra-se na filosofia de que um vinho novo e bebível não necessita de graduação elevada (tem realmente 12,8% e 13% na roupagem). Pode durar, menos que um clássico da região, mas bem mais que outros vinhos famosos deste nosso Portugal, em principio 15 a 20 anos. Destaco ainda a beleza e originalidade do rótulo.
O destino deste vinho é ser comercializado fora de Portugal pelo que por cá só se encontra ao balcão das Adegas Luis Pato, ou seja, tenho que lá passar numa das minha viagens até à Curia. Quando o aquirir colocarei aqui a minha nota de prova.
O PVP é , à porta da adega de 15,0€, com IVA incluso.