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quinta-feira, 20 de maio de 2021

DSF Colecção Privada Moscatel de Setúbal Superior 2002

DSF COLECÇÃO PRIVADA MOSCATEL DE SETÚBAL SUPERIOR 2002 | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 17,5% | PVP 24,99€
MOSCATEL
JOSÉ MARIA DA FONSECA VINHOS, SA
17,5
 
Domingos Soares Franco continua a mostrar na gama Colecção Privada algumas das suas experiências enológicas que, não só são reveladoras do seu entusiasmo e paixão, como o resultado do seu génio. Neste Moscatel utilizou uma aguardente proveniente de Armagnac que lhe moldou o perfil com um carácter mais subtil e elegante, ao mesmo tempo que lhe garante complexidade e potencial de guarda enorme.
Visualmente de cor âmbar jovem, tonalidade acobreada, límpido e de aspecto jovem. Aromaticamente complexo, fruta passificada, uva branca, casca de laranja cristalizada, calda de figo seco, mel, amêndoa e noz torradas, toque de vinagrinho, fresco, harmonioso e envolvente. Boca com textura mordiscável, macio, aveludado, doce bem medido, com as notas de figo seco em calda agora mais marcantes, sempre num nível de frescura e elegância bem seguras pela sua acidez no ponto, longo, prazeiroso, final que se mantém por longos momentos.
Um opção de excelência para inicio de refeição a fazer companhia a frutos secos torrados ou à sobremesa com a maravilhosa Torta de Azeitão.

quarta-feira, 4 de março de 2020

Alambre 10 Anos

ALAMBRE 10 ANOS | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 18% | PVP  18€
MOSCATEL DE SETÚBAL
JOSÉ MARIA DA FONSECA VINHOS, SA
17,5

A casta Moscatel de Setúbal dá-lhe vida e, embora não seja o seu "irmão" mais velho de 20 anos, será sempre uma escolha que não nos deixará ficar mal em nenhuma circunstância.
Por mais voltas que dê acabo sempre por preferir bebê-lo à sobremesa, com a deliciosa Torta de Azeitão, sem dúvida, mas também com outras iguarias doces como os à base de ovos ou amêndoas e mesmo com um queijinho de pasta mole não lhe direi que não.
Cor âmbar intenso, nuances douradas com alguma concentração, aspecto limpo. Aroma exuberante, o toque da casca de laranja cristalizada, bem medida com notas de frutos secos, algum caramelizado, frutas passa, num registo de equilibrio e complexidade. Boca com volume, untuosidade, cremosidade no toque, notas de melaço, algum chá de limão com mel, acidez equilibradora, perfil uno, harmonioso e envolvente. Final de boca longo e persistente.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Colecção Privada DSF Moscatel de Setúbal Superior 2002

COLECÇÃO PRIVADA DSF MOSCATEL DE SETÚBAL SUPERIOR 2002 | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 17,5% | PVP  25€
MOSCATEL
JOSÉ MARIA DA FONSECA VINHOS, SA
17,5

Domingos Soares Franco prossegue com o entusiasmo e com a paixão de sempre a desenvolver experiências enológicas que me (nos) dão muito prazer. Nesta edição limitada foi utilizada aguardente da região de Armagnac conferindo subtileza, frescura, complexidade e equilíbrio ao resultado final.
Cor âmbar definido, nuances douradas, cativante e de aspecto límpido. No nariz intensidade elegante de fruta passa, alperce, laranja confitada e alguma fresca, uvas passa, melaço, perfil fresco, algum fruto seco, nozes e avelãs. Boca com untuosidade, macio ao toque, com bela acidez, conjunto harmónico e fresco, novamente com o toque dos frutos secos, final longo.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Casa Agrícola Horácio Simões | Alma Familiar Num Corpo Virado Para o Futuro

A Casa Agrícola Horácio Simões conta já com mais de 100 anos de vida, aliás, com data de berço a 1910, estamos já bem perto de atingir os 110 anos. A Adega, de pequenas dimensões, fica mesmo no centro da Quinta do Anjo, em Palmela, completamente inserida no casario tradicional e nas ruas estreitas e traçado mais antigo.
Curioso que a entrada dos visitantes para Adega se faça a partir de um pequeno café, com loja dos produtos ali produzidos, mas também de produtos agrícolas de pequenos produtores da região. Enquanto esperava, lá fui deitando o olho aos figos e tomates coração de boi que chegavam em pequenas caixinhas por um Senhor da Terra que aproveitou para ali tomar o primeiro café do dia. 
Como é compreensível, não é um dos maiores produtores desta região, mas sempre foi um nome ao qual me acostumei desde há muitos anos devido ao seu Moscatel Roxo.
Na companhia de Pedro Simões foi possível efectuar uma rápida, mas objectiva visita à Adega e provar alguns ensaios feitos a partir da casta moscatel que mostram bem que, apesar de aqui viver um Alma Familiar, o carácter experimental, inovador e de olho no futuro está bem presente.

Destaco o ensaio 1994 de Moscatel Roxo. fresco, elegante e vivaz, assim como o equilíbrio e jovialidade do ensaio 1986 de Moscatel Setúbal.
No lado mais experimental mencionar o Moscatel Roxo 2010 Barco Évora, ainda a dormitar nas barricas. Foram 10 barricas de Moscatel Roxo 2010, a qual existe no mercado, que andaram a passear no Barco Évora de Setúbal para Lisboa e regresso. Em 2020 se verá melhor o resultado.
Por fim, provou-se o mais espantoso projecto que conheço no vinho moscatel. A partir das castas Boal, Moscatel Roxo e Moscatel de Setúbal e da colheita que sofreu directamente o impacto dos incêndios de 2016, foi produzido um moscatel que primero estranha-se e depois entranha-se. Fumados intensos marcam quer o plano aromático quer o gustativo. Uma verdadeira experiência de enologia de experimentação.
Depois, provar os engarrafados. E aqui não foi só de Moscatel que se falou.

FAMÍLIA HORÁCIO SIMÕES TRADIÇÃO BOAL 2016 BRANCO | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 12,5% | PVP 8€ 
BOAL 
HORÁCIO DOS REIS SIMÕES
15,5
Cor amarelo citrino, limpo e jovem. Nariz fresco, com notas muito exuberantes a fruta citrina, fruta de caroço, pêssego, alperce, toque mineral e fresco. Boca com bela secura, citrino, equilibrado e fino, terminado longo. 

FAMÍLIA HORÁCIO SIMÕES GRANDE RESERVA 2016 BRANCO | PALMELA | 13% | PVP 20€ 
BOAL 
HORÁCIO DOS REIS SIMÕES
17
Cor amarelo citrino, intenso, limpo. Nariz com notas de fruta de amarela, caroço, citrinos, alguma cera de abelha, barrica presente, mas ligada, complexo e fresco. Boca com acidez, pujante, complexo, estruturada, notas de laranja, macio, algum volume, final persistente.  Que belo branco.

FAMÍLIA HORÁCIO SIMÕES TRADIÇÃO 2015 TINTO | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 14% | PVP 8€ 
CASTELÃO 
HORÁCIO DOS REIS SIMÕES
16
Cor rubi, media concentração, limpo. Aroma com a fruta vermelha madura a mostrar a sua cara, toque tostado leve, integrado, perfil fresco. Boca expressiva, corpo, acidez, adstringência natural da casta, fruta preta madura, ligeiro especiado, termina longo. 

FAMÍLIA HORÁCIO SIMÕES GRANDE RESERVA VINHAS VELHAS 2015 TINTO | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 15% | PVP 20€ 
CASTELÃO 
HORÁCIO DOS REIS SIMÕES
17,5
Cor rubi intenso, violetas definidos, limpo. Nariz profundo, fruta preta madura, ameixa e ginja em compota, especiados finos, notas balsâmicas, ligeiro toque respirante e fresco. Boca com estrutura, cheio, com tanino polido, um pouco seco, fruta madura fresca e cativante. Equilibrado, com final de boca longo e com grande potencial de guarda.

FAMÍLIA HORÁCIO SIMÕES SEGREDOS 2016 TINTO | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 13,5% | PVP 14€ 
HORÁCIO DOS REIS SIMÕES
17
Cor avermelhado, aberto, limpo. Aromas florais, muita fruta vermelha, alguma bergamota e tapenade de azeitona preta. Na boca quase que se deixa trincar, bela textura, mas ao mesmo tempo com leveza, elegância e frescura. Final de boca cheio e longo.

FAMÍLIA HORÁCIO SIMÕES BASTARDO 2013 LICOROSO | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 19,5% | PVP 20€ 
BASTARDO 
HORÁCIO DOS REIS SIMÕES
16,5
Cor âmbar escuro, intenso e definido, de aspecto limpo. No nariz a complexidade dos aromas a fruta passa, figo seco, alperce e uva passa, frutos secos, nozes, especiaria fina e frescura. Na boca mostra textura cremosa, untuoso e macio ao toque, polido e redondo, a terminar longo e com muita frescura.

HORÁCIO SIMÕES EXCELLENT MOSCATEL ROXO | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 19% | PVP 50€ 
MOSCATEL ROXO 
HORÁCIO DOS REIS SIMÕES
18
Este moscatel nasce do blend das 3 melhores da década 2000. É apenas a 2ª edição e anos de 2001, 2003 e 2007 e  mais 2 anos de barrica do que a edição anterior fazem a magia.
Cor âmbar limpo, definido, limpo, com auréola esverdeada. Aromas de grande complexidade, florais delicados, frutos secos, algum toffee de café e caramelo, vinagrinho fresco, limpo, complexo, sempre a evoluir. Grande boca, acidez no ponto, suave e macio no toque, com uma untuosidade sedutora, notas de laranja confitada, fresco e de final longo e prazeiroso.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Porto Extravaganza | Moscatel de Setúbal Domingos Soares Franco 1911-2014

Na 5ª edição do Porto Extravaganza, Paulo Cruz baralhou, partiu e deu de novo para aquele que já é considerado como um dos mais importantes de eventos de vinhos generoso do mundo. Se nas anteriores edições o Porto Extravaganza havia sido totalmente dedicado ao Vinho do Porto, nesta o Vinho da Madeira e o Moscatel de Setúbal marcaram também a sua presença.
No dia dedicado ao Vinho da Madeira a prova Ricardo Diogo e os Vinhos Velhos da Madeira foi uma verdadeira viagem intemporal pelos Madeiras velhos numa prova de doze referências onde a mais nova foi de 1958.
Com a casa Ramos Pinto o Vinho do Porto teve o seu dia. Uprova será realizada em duas partes distintas. Na primeira parte, Ana Rosas (Master Blender da Ramos Pinto) apresentou o Port Master Class – The Art of Blending e numa segunda parte uma prova de Vinhos do Porto em Duetos: Branco Seco 1890 / Branco Lágrima 1884, Vintage 1924 / Colheita 1924, Vintage 1952 / Vintage 1982 e, finalmente, Vintage Quinta do Bom Retiro 2014 / Vintage 2015.
O dia dedicado ao Moscatel de Setúbal trouxe o foco para a Colecção Particular de Domingos Soares Franco, o enólogo e administrador da José Maria da Fonseca.

Em prova estiveram vários Moscatéis famosos desta casa, incluindo o Alambre 20 Anos, Alambre Roxo 20 Anos, D.S.F Cognac, D.S.F Armagnac, Bastardinho 40 Anos, Torna Viagem (Testemunha), Torna Viagem (Brasil), Torna Viagem (E.U.A), Apoteca 1911. E ainda mais dois Moscatéis surpresa: Apoteca 1955 e Trilogia. Eu próprio não conseguiria imaginar melhor cenário.

Inicio da epopeia com  três Torna Viagens. A Testemunha de 2014 e os Torna Viagem 2014 Brasil e Torna Viagem 2014 Estados Unidos da América. O Brasil, foi sem dúvida o mais significativo, com notas aromáticas mais salinas, mais elegante e complexo e com o salino também a marcar mais a boca.

Seguiram-se os Moscatel de Setúbal DSF Armagnac 1998Moscatel de Setúbal DSF Cognac 1998. Belos. Digam o que disserem continuo a gostar muito do Cognac. Sempre que o provo (poucas vezes) confesso que gosto daquele perfil , mais fruto seco, mais avelãs, bolachas de manteiga, cacau e chocolate. Isto e uma caixa de Ferreros ao lado.

Antes de passarmos para os Apoteca tempo para os datados. Moscatel de Setúbal Alambre 20 anos, um must taste e must have sempre na garrafeira para um caso de urgência. Uma relação qualidade-preço única. E o Moscatel Roxo 20 Anos, uma daquelas paixões inexplicável. Elegante, equilibrado, acidez no ponto. Delicioso. 

Depois começaram os momentos "Que se lixe, não vou deixar nem uma pinga nos copos!". Os Apotec 1911 e 1955. Que brutalidade! As palavras fogem. Já os havia provado uma vez e voltar a ter esta experiência é de sonhos. O 1955 está num ponto incrível. Sem dúvida o melhor vinho desta tarde. Aproveitem. Tudo o que havia já foi engarrafado.

O Moscatel de Setúbal Trilogia (1900-1934-1965) foi logo a seguir. Este já entrou no livro dos clássicos e dos imperdíveis para qualquer amante de Moscatel de Setúbal. Três grandes colheitas num blend divinal. O 1955 não fez parte deste conjunto porque é uma colheita que deve ser apreciada só por si.

Por último, O Bastardinho 40 Anos. Todos os vinhos provados são como filhos queridos de Domingos Soares Franco, mas este é um bebé especial, um néctar diferente de todos os outros e que, infelizmente, acabou. Foram engarrafados os últimos litros. Era o que restava. A vinha que lhe dava origem, que não era propriedade da José Maria da Fonseca, foi vendida. Sucumbiu à pressão urbana da Costa da Caparica - disse DSF com algum pesar e tristeza -.

O Paulo Cruz começa a habituar-nos mal. Cada evento por si organizado é um experiência que não se esquece. Depois, colocar bem alto a organização dos mesmos. O local, os tempos de serviço, a temperatura do vinho e da sala, todo o pormenor pensado. Uma prova que foi, mais um momento de aprendizagem, quase como que em amena cavaqueira com Domingos Soares Franco. Parabéns a todos.
No final de contas, uma prova épica e inesquecível.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Alambre 20 Anos

ALAMBRE 20 ANOS | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 18% | PVP  23€
MOSCATEL DE SETÚBAL
JOSÉ MARIA DA FONSECA VINHOS, SA
18,5

Nascido a partir da casta Moscatel de Setúbal este é um dos que nunca nos deixa ficar mal. Este 20 anos provém de um blend de 19 colheitas onde a mais jovem conta, pelo menos, com 20 anos e a mais antiga cerca de 80 anos.
O resultado deste intervalo de anos é mágico. Complexidade, intensidade aromática, fresco, elegante e com um fim de boca extenso.
Cor âmbar definida, com algumas nuances de esverdeado azeitona, aspecto limpo. No nariz mostra intensidade e complexidade. A laranja cristalizada, a frita passa e alguma fruta seca, melaço, caramelo, muito equilíbrio, harmonia, envolvência e demonstrador de grande frescura. É desafiante e podemos muito bem ficar por ali um bom bocado. Na boca faz com que continuemos lá em cima. Volumoso, untuoso, macio, toque de seda, com toda a fruta e notas de melaço que se esperava, mas com uma acidez e frescura que equilibra todo o conjunto e faz dele um dos eleitos.
Final de boca longo, pleno de finess e frescura.
O preço a este nível acaba por ser também uma óptima opção.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Alambre 2010 Moscatel

ALAMBRE 2010 MOSCATEL | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 17,5% | PVP  5,29€
MOSCATEL DE SETÚBAL
JOSÉ MARIA DA FONSECA VINHOS, SA
89 / 100

O Alambre Moscatel de Setúbal é já um vinho histórico da José Maria da Fonseca. Com mais de 100 anos ganha nesta colheita nova roupagem. Mais moderna e limpa e de acordo com os restantes vinhos aqui produzidos.
A sua cor âmbar definida, com nuances douradas, intensificam o nosso interesse pela prova. Aromas a frutos secos e passa, alperces passificados, algum melaço, caramelo e manga bem madura. Macio na boca, onde a fruta aparece fresca e cheia de vida num perfil harmonioso, com boa acidez e final de boca longo. Com mais frescura que a colheita anterior e uma excelente opção de compra.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Colecção Privada Domingos Soares Franco Moscatel de Setúbal 2004

COLECÇÃO PRIVADA DOMINGOS SOARES FRANCO MOSCATEL DE SETÚBAL 2004 | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 17% | PVP  18,95€
MOSCATEL DE SETÚBAL
JOSÉ MARIA DA FONSECA VINHOS, SA
92 / 100

Por vezes esquecemos que o Moscatel faz parte de uma tríade maravilhosa que existe em Portugal. Os vinhos Madeira, Porto e Moscatel encantam qualquer um e deixam qualquer um sem palavras. A José Maria da Fonseca é um dos produtores ícones de Moscatel de Setúbal e coloca agora no mercado a colheita de 2004 deste néctar delicioso. É preciso dizer um grande obrigado a esta casa por nos proporcionar experiências a este nível. Ainda sem abrir a garrafa, a sua cor âmbar definida, limpa e brilhante já nos encanta e atrai. Depois no copo, os aromas intensos a laranja, qual perfume, com leve floras, fruta seca, melaço e alguma fruta seca. Envolvência fresca.Na boca está macio, untuoso e redondo. Cheio de fruta, intenso e de final persistente. Mais fresco como aperitivo, menos fresco com sobremesa.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Moscatel de Setúbal Superior 1911

MOSCATEL DE SETÚBAL SUPERIOR 1911 | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 18% | PVP  -€
MOSCATEL DE SETÚBAL
JOSÉ MARIA DA FONSECA VINHOS, SA
99 / 100

A José Maria da Fonseca celebrou 180 anos de vida no final do ano de 2014, mais concretamente a 2 de Dezembro. Sendo herdeira de um património único a nível de Moscatéis de Setúbal e mantendo viva uma tradição que faz questão de trazer já há alguns anos, mais uma vez lançou em Leilão e nessa data, uma colheita de um dos seus exclusivos Moscatéis, dignos de Reis, este Moscatel de Setúbal Superior 1911.
A designação SUPERIOR era atribuída aos Moscatéis que , após prova de José Maria da Fonseca, mais se destacavam em termos de qualidade dos restantes. Domingos Soares Franco, seguindo essa máxima, decidiu agora lançar este vinho especial envelhecida em cascos de madeira na Adega dos Teares Velhos, há mais de 100 anos, numa edição de 180 garrafas de meio litro.
Cor âmbar escura e concentrada, acobreado com laivos esverdeados, concentrado. No nariz surgem as notas a frutos secos e fruta passa, muito figo seco, passas, nozes e amêndoa com ligeiro tostado, envolvidos por mel, laranja cristalizada e ao mesmo tempo com uma frescura tremenda. Apetece, cativa, apaixona e nem sequer o comecei ainda a beber. Na boca é sedoso, macio, com textura e um untuosidade que nos faz parar para aproveitar cada pitada. Intenso, voltando à fruta seca, ao figo seco, fecho os olhos por um bocado. Maravilhoso. Longo no final, sem nos querer deixar embalo para continuar. Belo.