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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

OnWine Terroir Experience | Prova de Alvarinho

No âmbito do OnWine Terroir Experience deste ano tive oportunidade em participar numa prova especial onde a casta Alvarinho foi a protagonista. Um Alvarinho da região dos Vinhos Verdes (Casal de Ventozela), um Alvarinho da região dos Vinhos Verdes produzido no Douro (Conceito) e um Alvarinho da região de Lisboa (Quinta de Sant'Ana). 
Em três regiões tão diferentes e com terroirs tão particulares, a certeza da qualidade da casta Alvarinho quando trabalhada com excelência na produção de grandes vinhos.

CASAL DE VENTOZELA ALVARINHO 2015 BRANCO | VINHOS VERDES | 13% | PVP 9,98€
ALVARINHO
CASAL DE VENTOZELA
89 / 100 (16,5)
Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas e de aspecto límpido. Aromas com leve tropical, fruta de caroço e alguma pêra rocha, notas minerais e frescura. Boca com volume, uma certa cremosidade, acidez equilibrada, citrino fino num conjunto equilibrado. Final de boca persistente.

CONCEITO ALVARINHO 2015 BRANCO | VINHOS VERDES | 13% | PVP 15,90€
ALVARINHO
CONCEITO VINHOS, LDA
91 / 100 (17,5)
Cor amarelo citrino, esverdeados leves, aberto e de aspecto límpido. No nariz, apesar de um pouco fechado, as notas dos frutos citrinos são mais salientes, com alguma fruta branca de caroço, perfume floral e toque mineral envolvente. Na boca mostra volume médio, acidez limonada, maçã verde, citrino, menos volume do que o anterior, mais frescura. Final de boca longo.


QUINTA DE SANT'ANA ALVARINHO 2015 BRANCO | LISBOA | 12% | PVP 12,90€
ALVARINHO
QUINTA DE SANT'ANA (17,5)
91 / 100
Cor amarelo palha, nuances esverdeadas leves, aspecto limpo e brilhante. Aromas intensos, onde a fruta, como a maça verde, se mistura bem com notas salinas devido à influência do Atlântico na vinha e perfil mineral marcado devido ao solo argilo-calcário. Menos expressão da fruta, mais terroir. Na boca apresenta-se seco, a puxar pelo salivar, notas salgadas, calcário, intenso, fruta citrina maçã verde. Final longo e persistente.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Quinta de Sant'Ana 2012 Tinto

QUINTA DE SANT'ANA 2012 TINTO | LISBOA | 14% | PVP  9€
TOURIGA NACIONAL, ARAGONEZ, MERLOT
QUINTA DE SANT'ANA
85 / 100

Este é um daqueles vinhos que será sempre uma escolha acertada para levar à mesa. Na minha opinião um vinho que está feito para se gostar à primeira e muito directo. À mesa funciona com comida que tenha estrutura, carne ou peixe assado no forno serão sempre boas opções. Cor rubi, intenso e concentrado, aspecto límpido e jovem. No nariz impera a fruta vermelha e preta madura, notas florais, com boa integração das notas tostadas leves conferidas pelo estágio em barrica. Na boca surge cheio de equilíbrio, harmonioso, com taninos perfeitamente polidos e macios. Boa estrutura e com final de boca persistente.

sábado, 30 de outubro de 2010

Prova de Vinhos QUINTA de SANT'ANA

Participei hoje, no Restaurante Ribeirinha de Colares, na prova dos vinhos da Quinta de Sant'Ana de Mafra. A prova foi conduzida pelo Tomá Landim da Quinta de Sant'Ana e foram provados os seguintes vinhos: Quinta de Sant'Ana - Verdelho 2009, Quinta de Sant'Ana - Alvarinho 2009, Quinta de Sant'Ana - Sauvignon Blanc 2008, Quinta de Sant'Ana - Rosé 2009, Quinta de Sant'Ana Tinto 2008, Quinta de Sant'Ana - Reserva Tinto 2006, Quinta de Sant'Ana - Baron Gustav von Fürstenberg 2007.
Quinta de Sant'Ana - Verdelho 2009: a surpresa de um verdelho produzido em terras de Mafra, de aroma muito fresco e notas dominantes de lima e limão. Na boca nota para o equilibrio entre a fruta e o nivel de acidez, que embora presente, apenas torna este Verdelho mais elegante;
Quinta de Sant`Ana - Alvarinho 2009: mais uma surpresa de um casta tipicamente de terras do Minho. Com um aroma citrino bem mesclado com algumas notas florais. Na boca continuamos num bom plano de relação entre a fruta e o nivel de acidez. Alguma complexidade a pedir acompanhamento gastronómico;
Quinta de Sant`Ana - Sauvignon Blanc 2008: este é um pouco mais exuberante na parte aromática com fruta citrina em destaque, mas também com notas de maracujá e abacaxi. Na boca aquilo que começo a entender como imagem de marca. Tudo muito correcto com um nivel de harmonia fruta/acidez muito bem conseguido. Um branco que não ficará mal na garrafeira por mais 1 ou 2 anos;
Quinta de Sant`Ana - Rosé 2009: um rosé com pouco intensidade aromática, notas de morango no nariz e boca. Fresco e elegante, na boca demonstra ter capacidade para fazer companhia à refeição. Leve doce final que não causa dissabores;
Quinta de Sant`Ana Tinto 2008: passamos aos tintos com um vinho já meu conhecido. Aromas a fruta vermelha bem madura, com ameixa e cereja. Na boca demonstra boa estrutura, complexidade e equilibrio. Final de boca peristente;
Quinta de Sant’Ana - Reserva Tinto 2006: com o reserva damos um salto em termos de intensidade aromática para os frutos pretos bem maduros, compota mesmo e algo especiados. Na boca temos um vinho corpulente, com boa estrutura, com a madeira bem colocada, com continuidade de fruta e um final longo. Mais um para ter na garrafeira durante algum tempo;
Quinta de Sant’Ana - Baron Gustav von Fürstenberg 2007: este, também conhecido pelo Homenagem, foi para mim o Rei da prova. Desde o plano aromático, com notas bem presentas de frutas vermelha e preta, algumas notas de pimenta e a casta Merlot toda ao de cima. Na boca um vinho cheio, guloso, com complexidade e os meses de barrica pouco marcados. Vinho muito bom a merecer presença na nossa garrafeira ou de imediato na nossa mesa.Faltaram os Quinta de Sant`Ana - Riesling 09 e Quinta de Sant`Ana - Fernão Pires 09 mas ficou o convite para no ECVS terminar a prova.
Deixar ainda o meu agrado ao Ribeira de Colares por fazer existir este tipo de evento fora dos centros como Lisboa e Porto. Sintra acabará por entrar também neste circuito e "eno-eventos" juntando a sua beleza também aos prazeres vínicos.