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segunda-feira, 5 de maio de 2025

Arundel Alicante Bouschet 2013 Tinto

ARUNDEL ALICANTE BOUSHET 2013 TINTO | IVV | 14% | PVP  130€
ALICANTE BOUSCHET
TERRANAGRO, LDA
18,5

O Joaquim Arnaud, que gosta de ser mais reconhecido como agricultor do que produtor de Vinho, tem por hábito apenas libertar os seus néctares quando os julga prontos para serem devidamente apreciados. Uma prática com a qual concordo pois encontro muitos vinhos que chegam ao mercado demasiado cedo.
Todavia, o Joaquim Arnaud vai um pouco mais longe. Não abdica desta premissa seja em que contexto for. Vai daí brinda-nos com este Alicante Bouschet fabuloso da colheita de 2013 no inicio do corrente ano de 2025. Provado às cegas e vamos todos no máximo até 2020.
Um portento de vinho. De vermelho vivo, média concentração, luminoso e sem grande marca da sua idade. Aparece no nariz muito fiel à casta, rico e complexo, aqui num registo elegante e fresco, revelando a fruta preta, com notas mais terrosos e algum couro, bem medida pitada de cacau, caixa de charuto e espexiarias. A impetuosidade e subtileza do bouquet aromático é incrível. Na boca mostra-se volumoso, encorpado e cheio de vida, mantendo a faceta de elegância e frescura já sentida nos aromas, textura macia aninhada em acisez equilibrada, boa secura, fruta bonita, bem ligada a notas especiadas, continuando a oferecer um tanino robusto num conjunto harmonioso e completo, terminando longo e prazeroso.
São apenas 1000 garrafas. É agarrar enquanto há.

domingo, 26 de julho de 2020

Arundel Number Four 2014 Tinto

ARUNDEL NUMBER FOUR 2014 TINTO | MESA (IVV) | 13% | PVP  100€
ALICANTE BOUSCHET, ARAGONÊS, SYRAH, TRINCADEIRA
TERRANAGRO, LDA
18

O momento certo. Lançar os vinhos para o mercado no momento certo. Este é um dos motes de Joaquim Arnaud. Sem pressas, mas tendo a certeza que o vinho não se vai perder nesse quatum temporal. A colheita de 2014 já lá vai, há muito tempo, mas este vinho lançado para o mercado há poucos meses está gigante. Foi sendo bebido ao longo de três dias consecutivos e vê-lo todos os dias de forma diferente e sempre para melhor foi entusiasmante. Como estará daqui a mais um ou dois anos de descanso?
Cor vermelho rubi intenso, concentrado, fechado, aspecto jovem e límpido. Intenso aromaticamente, a fruta vermelha e preta mostra-se madura, alguma ginja, bem casada com notas de tosta decorrente do estágio em barrica, notas de tapenade de azeitona preta, ligeiro bosque, especiado e com toque de cacau bem colocado, bolo inglês, massa de bolo, envolvente e complexo. Boca com estrutura, volume, denso, toque macio, untuoso, com acidez equilibradora, a secar moderadamente o palato, com tanino presente, polido, guloso, a mostrar a fruta preta em bom plano, amora silvestre, ameixa preta, conjunto harmonioso, com final de boca longo e persistente.

sábado, 4 de julho de 2020

Arundel Tradition 2015 Tinto

ARUNDEL TRADITION 2015 TINTO | MESA (IVV) | 13% | PVP  14€
ARAGONÊS, SYRAH, TRINCADEIRA
TERRANAGRO, LDA
17

Um caso sério a nova colheita do Arundel. O Joaquim Arnaud costuma fazer destas coisas. Mantém o vinho a dormitar pelo tempo que julga o mais correcto, deixa-o serenar, deixa-o crescer, amadurecer, fazer-se vinho e depois coloca-o à nossa disposição assim, no ponto.
Cor vermelho intenso, concentrado, violetas escuros, aspecto límpido. Nariz intenso, fruta vermelha e preta madura, bem casada com notas de estágio em barrica, muito harmonioso, algum cacao, carnudo, meaty, especiaria fina, pimenta, complexo e desafiante.
Boca com largura, bom volume de corpo, com acidez mordaz, a secar o palato de forma progressiva, a sentir-se vivo, com a fruta bem bonita e final de boca longo e persistente.
Dá prazer a beber e mostra ser forte na ligação à comida, prato de carne tradicionais do Alentejo e não só. Fica na memória.

terça-feira, 10 de março de 2020

Joaquim Arnaud Great 2015 Tinto

JOAQUIM ARNAUD GREAT 2015 TINTO | LISBOA | 13% | PVP  30€
ALICANTE BOUSCHET, SYRAH, CASTELÃO
TERRANAGRO, LDA
17,5

Um Senhor de Pavia pelas vinhas de Lisboa com sua filosofia muito própria de idealizar e depois  produzir vinho. Este é um Lisboa com sangue alentejano, com o caracter e perfil cujo Dono não lhe permite ser apenas mais um.
Conta com 12 meses de descanso em barrica e o restante em sono de beleza em garrafa. Está a sair para o mercado... ou talvez não. Se calhar é esperar mais um pouco, pelo momento ideal e ele está cada vez melhor.
Cor vermelho rubi intenso, concentrado, violetas escuros, definidos, aspecto limpo. No nariz aromas a fruta vermelha e preta madura, fruta bonita e definida, bem acompanhada pelas notas de estágio em barrica, bem ligadas, envolventes, balsâmico, caixa de tabaco, charutos, cacau em fundo, complexo, desafiante. Boca cheia, vivaz, com garra, untuoso ao toque, macio, de tanino maduro, polido, junto a uma fruta, mais uma vez, muito bonita e sumarenta, com final longo e persistente.
Será em cima da mesa, com comida, que fará a melhor ligação.
Continua a crescer pelo que será uma opção também para guarda.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Arundel 36 2009 Tinto

ARUNDEL 36 2009 TINTO | MESA | 13% | PVP  99€
ARAGONEZ, ALICANTE BOUSCHET, SYRAH, TRINCADEIRA
TERRANAGRO, LDA
18

Um vinho com uma história curiosa ou peculiar, como o próprio produtor, escreveu no contra rótulo da garrafa. Foi considerado perdido após um incêndio na vinhas próximas à adega, tendo provocado alguns estragos na própria. Mais tarde, no ano de 2013, numa visita que o artista francês Pierre Gonnord fez a Pavia descobriu-se em duas barricas o que dele restava.
Nasceram assim 499 garrafas de um vinho com 36 meses de barrica. Um vinho que difere bastante do perfil tradicional da região, talvez pelo percurso atribulado, talvez por ser do Joaquim Arnaud.
Cor vermelho granada intenso, de média concentração, aspecto limpo, embora se aconselhe a decantamento. No nariz sentimos a fruta preta, fruto de árvore, ameixa preta, também algum fruto azul, mirtilo e cassis, com tostado da barrica, incorporado, pimenta preta, alguma tisana, folha seca, perfil fresco.
Boca com volume, bela textura e secura, com uma fruta presente e bem fresca, persistente, com algumas notas mais quimicas, casca de cedro, pinheiro, revigorante, capaz de enganar em relação à terra onde nasceu. Final longo.
Quantas ainda andarão por aí à espera de ser bebidas?